sábado, 19 de fevereiro de 2011

Dilma, a escolhida

A gauchinha Dilma Rousseff, que nasceu em Minas Gerais, certamente ficará muito PT da vida com seus “conterrâneos” da produtora Aeon Audiovisual, de Porto Alegre. Acaba de ser lançada no mundo livre da Internet a sequencia do desenho animado Republiqueta. O novo episódio é “Dilma, a Escolhida”. Antes de ver, já saiba. O final do filminho é altamente romântico.
Produzida por Priscila Velho, a animação fará a petralhada dar faniquitos durante 16 anos de governo. Diego Azeredo e Ronaldo Menardi dão um show de interpretação das vozes de personagens bem conhecidos da ficção política brazileira. A canção tema é composta e executada pela Tribrothers Band. Em resumo, “Dilma, a Escolhida” demorou, mas abalou.
O release de divulgação de “Dilma, a Escolhida” já dá uma pista sobre a qualidade da obra: “Depois de muitos atrasos, motim na equipe, combustão espontânea dos equipamentos, eventos de força maior (um maremoto de café sobre o computador) e do completo desaparecimento de um dos integrantes da produção, o novo episódio de REPUBLIQUETA finalmente está no ar. Atendendo a pedidos, o episódio também será lançado em pequenas partes. Assim, você pode escolher sua cena favorita, se divertir e continuar com a sua vida fingindo que nada daquilo lhe diz respeito”.
*Jorge Serrão, por e-mail, via resistência democrática

G 20, enfim, acordos e algum consenso

O encontro do G20 – o grupo dos 19 países mais ricos do mundo, mais a União Europeia – terminou nesta tarde em Paris com um acordo surpreendente sobre indicadores para medir os desequilíbrios da economia mundial, políticas para combater a especulação no mercado de commodities e a reformulação do sistema financeiro internacional.
Apesar da posição contrária dos BRICs (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China, e agora também África do Sul) em relação ao uso do saldo em conta corrente como índice para mensurar as distorções da economia internacional, este indicador foi aceito, disse a ministra das Finanças da França, Christine Lagarde.
Além deste, outros quatro indicadores serão utilizados pelo G20 para traçar futuras políticas que terão com objetivo reequilibrar a economia global: o déficit público e fiscal, o saldo de poupança privada, a dívida total do setor privado e o resultado da balança comercial (vencendo, neste último casos, as resistências de Pequim).
Sobre as commodities, saíram vitoriosos o Brasil, a Argentina e os Estados Unidos – que formaram uma aliança, apoiada pelos BRICs, para impedir a proposta francesa de impor um teto aos preços. O G20 aceitou a proposta do trio de focar apenas no combate à especulação no mercado de derivativos agrícolas e de energia, sem qualquer imposição de limite às cotações.

Luiz Inácio, sempre imitando o PSDB

Por Bernardo Mello Franco, na Folha:
O museu que contará a história do primeiro governo petista terá inspiração tucana. O ex-presidente Lula definiu os museus do Futebol e da Língua Portuguesa, em São Paulo, como modelos para o memorial que abrigará o acervo do seu mandato. Ambos foram construídos em gestões do PSDB e usados por José Serra na campanha presidencial de 2010. Nos últimos dias, Lula disse a aliados que planeja um memorial interativo, que convide os visitantes a “participar” de momentos históricos da sua trajetória.
Ele tem usado dois exemplos: as assembleias de metalúrgicos em São Bernardo do Campo, em 1979, e o grande comício das Diretas na Praça da Sé, em 1984. A ideia do ex-presidente é criar ambientes que “transportem” as pessoas para as manifestações. Ele só não deixou claro aos interlocutores se o visitante “participaria” das manifestações como povo, com a perspectiva da multidão, ou como Lula, do alto dos palanques. O petista é fã declarado do Museu do Futebol, que tem atrações como uma sala que reproduz gritos de diversas torcidas para simular o clima das arquibancadas.
Para o presidente da Associação Brasileira de Museologia, Antônio Carlos Vieira, a aposta na interatividade deve dar resultado. “É uma tendência mundial. Museus que usam esses recursos atraem mais jovens e têm batido recordes de visitação”, diz. “Mas o museu deve evitar uma visão mítica de Lula. O político não deve ser tratado como herói ou como alguém acima da sociedade.”
E mais: O governo de sua sucessora ( dizem sua preposta ), está roubando vergonhosamente as idéias e propostas do seu adversário ( José Serra ), às quais desqualificou durante a campanha eleitoral. Dois exemplos? O Protec, o Prouni do ensino técnico e, agora, a progressão continuada, que tanto atacou.

Porque hoje é sábado, uma bela mulher!

A bela atriz Juliana Silveira

Lula luxa. Quem paga a conta?

Diária do hotel de Lula no Rio equivale a 17 salários mínimos da Dilma.
A agenda do ex-presidente velhaco no Rio de Janeiro incluiu visitas a todo o tipo de autoridades.
Ao final das reuniões, Lula recolheu-se à suíte presidencial do luxuoso Sofitel, onde a diária custa R$ 9.347,00.
O valor é equivalente a 17 meses de remuneração de um trabalhador ou de um aposentado que
receba o salário mínimo de R$ 545,00 aprovado ontem por ordem da sua sucessora, Dilma Rousseff.
Fica a pergunta: QUEM PAGA ?

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Dilma e seu governo fora da lei

Dilma Rousseff e sua turma de quebradores de sigilos, mensaleiros redimidos e outros especialistas em fraudar a lei querem determinar o salário mínimo por decreto-lei, até 2015. Mais ou menos como Hugo Chávez faz na Venezuela. Vejam o que diz a Constituição Federal:
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;
O PPS vai acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir que o aumento do salário mínimo seja definido por meio de decreto até 2015. O objetivo do partido é permitir que o Congresso e a sociedade organizada, como define a Constituição, debatam anualmente um reajuste maior para os trabalhadores. A Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) será protocolada caso o projeto que estabelece o reajuste do salário mínimo seja aprovado pelo Senado e sancionado pela presidente da República mantendo o reajuste do piso por meio de decreto.

Os traíras

Eis aí um grupo de petistas que antes, quando na oposição, reivindicavam reajustes astronômicos para o salário mínimo.
Hoje, no governo, votaram ou apoiaram a decisão sobre uma merreca para o salário da maioria dos trabalhadores brasileiros.
O gesto que fazem nesta foto bem demonstra o tamanho irrisório do reajuste que apoiaram, além de que se adequa, perfeitamente, ao tamanho da consideração que têm aos seus eleitores e pelo país.

Lição do abismo.

Eis o PSDB: o partido decidiu apoiar a proposta de um salário mínimo de R$ 600, baseado em promessa de campanha, sustentando que há condições objetivas para tal. Certa ou errada, foi uma decisão.
Mas uma ala, liderada pelo senador Aécio Neves, na última hora abraçou a tese de R$ 560 no intuito de se "aproximar das centrais sindicais", posando ao lado de um dos maiores detratores da candidatura presidencial tucana, Paulo Pereira da Silva.
Considerando que o governo tem os instrumentos que as centrais gostam e está apenas começando, com no mínimo mais quatro anos pela frente e uma identidade indissociável, o PSDB não consegue uma coisa nem outra: não quebra a aliança com os sindicalistas incrustados e dependentes da máquina e perde a chance de unir o partido numa discussão de repercussão nacional.
É assim, privilegiando disputas internas, que se constroem as grandes derrotas.
* Extraído do texto de Dora Kramer , no Estadão

Preços públicos têm reajustes maiores que salários

Ao tempo em que nega ao trabalhador reajustes salariais dignos, para fazer face as despoesas do cotidiano, o governo permite que taxas e preços públicos, e de serviços, tenham uma elevação muito acima da "inflação oficial", cujos indices jamais dei credibilidade.
A exemplo desta injustiça praticada aos menos favorecidos O aqueles que ganham salário mínimo, por exemplo ) as contas de luz terão aumento bem acima da inflação. Especialistas apontam que o reajuste médio do preço da energia elétrica será entre 9% e 11% para os consumidores, enquanto a meta de inflação do governo é de 4,5%. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) já deu neste mês de fevereiro uma pequena amostra do que está por vir: concedeu aumentos nas tarifas de até 15% para duas pequenas empresas de energia.
Vários encargos embutidos na conta também contribuem para elevar mais ainda os preços da energia em 2011. São encaragos que, só no ano passado, representaram 17 bilhões de reais e que serão repassados ao consumidor.
Segundo a Abrace (Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia Elétrica). De 2001 a 2010, o aumento acumulado das tarifas de energia chegou a 186%, enquanto no mesmo período o IGP-M subiu 124% e o IPCA (índice oficial de inflação do governo) acumulou 86%.
É certo que, em razão do chamado efeito cascata, os reajustes da conta de luz devem pressionar ainda mais o índice de inflação e, assim, vão corroer, ainda mais, o poder de compra dos salários.
Paulo Pedrosa, presidente da Abrace, afirma: "Nós pagamos uma energia cara e com tendência de aumento", diz ele. "O custo da energia no Brasil está entre os mais altos do mundo, o que compromete nossa competitividade", completou.
*Fonte: Folha de São Paulo

O país do faz de conta

Em dezembro, Lula e Dilma Rousseff não viram nada de errado no aumento repulsivo aprovado pelo Congresso que controlam.
O discurso da austeridade não vale para os parceiros que, somados os demais benefícios, embolsam mais de R$ 1 milhão por ano.
Neste fevereiro, o ex-presidente e a sucessora impuseram a quantia endossada pela imensa maioria da Câmara. Os dois garantem que governam para os pobres.
Segundo números oficiais, 47,7 milhões de brasileiros sobrevivem com um salário mínimo ou menos.
Se Lula, Dilma e seus parceiros tentassem atravessar um mês com R$ 545,00, conheceriam o abismo que separa o país real do Brasil Maravilha que só existe na papelada que seu inventor guardou num cartório.
* Texto de Augusto Nunes

Votou nela...agora estica!

Políticos. O Tiririca é apenas mais um, entre muitos outros.

O Metalúrgico Vicentinho, que já foi presidente da CUT e agora se diminuiu na condição de deputado do PT, já teve seus momentos de glória.
Ao defender o governo, na ânsia de aprovar um salário mínimo cuja proporção do reajuste ele mesmo combatera sempre, foi vaiado pelos antigos companheiros sindicalistas quando leu, cinicamente, seu parecer defendendo o aumento imposto pelo governo.
Paulo Pereira da Silva, a tal Paulinho da força, que lidera a "facção" Força sindical, hoje deputado do PDT, reconheceu, precipitamente ( dizem adredemente )  a derrota do valor que dizia defender, antes mesmo do início da sessão na Câmara.
Segundo Eliana Catanhêde, na Folha, ele teria soltado a seguinte pérola: "Para ganhar, a gente teria de dormir 18 dias na praça". Uma referência à mobilização da população no Egito que derrubou o ditador Hosni Mubarak, após 18 dias de protestos na praça Tahrir.
A mesma jornalista acrescenta, em seu artigo: "A votação do salário mínimo, portanto, se transformou num grande teatro, com plenário cheio, galerias barulhentas, as centrais sindicais aliadas ao DEM e a parte do PSDB, e o próprio ministro do Trabalho em cima do muro."
COMENTO: Às vezes me acho um pouco radical quando afirmo que políticos no Brasil, salvo raras e honrosas exceções, são palhaços que desonram a profissão circense.
Mas os políticos, como sempre, insistem em me provar ao contrário e ratificam minha concepção sobre a atividade político-partidária brasileira.

Kassab opta pelo "meu pirão primeiro"...

Foi inútil todo o meu colossal esforço para me comover com a perspectiva da mudança de partido de Gilberto Kassab. É irrelevante. Ou melhor, são irrelevantes o personagem e a perspectiva.
Na verdade, o empenho do prefeito faz parte da triste coreografia da classe política de cuidar de seus interesses, que não interessam minimamente ao público, salvo, é claro, aos seus compadres políticos.
* Texto do artigo por Clovis Rossi, na Folha
EM TEMPO: O DEM fechou acordo ontem para lançar chapa única ao comando da sigla. O senador José Agripino Maia (DEM-RN) foi eleito por consenso o candidato, mas abriu espaço na chapa para aliados do ex-senador Jorge Bornhausen (DEM-SC) e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-SP). O acordo atende ao pedido de Kassab para ficar no partido.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Enquanto isso no Planalto...

Que salário mínimo que nada, Dilma não dá a mínima...
A Embraer está finalizando o novo jato da Presidência, que, claro, já ganhou o apelido de AeroDilma.
O preço final será de R$ 45 milhões.
E o salário ó!!!

Aumento de Dilma: 133,9%, dos políticos 61,8%, dos trabalhadores 9,35%

Dilma Rousseff encarou o aumento do salário mínimo, como o primeiro desafio enfrentado pela sua gestão. Escalou até seu vice, Michel Temer, para contatos com parlamentares na câmara.
Seus objeivos foram alcançados. Dilma conseguiu, mais uma vez, comprovar que seu partido é composto de gente que fala uma coisa mas, na prática, faz outra. 
Acostumados a velha ladainha oposicionista de que o governo tudo pode, basta querer, os petistas e sua base de apoio ( dizem base alugada ), fecharam os ouvidos aos clamores do trabalhador brasileiro e aprovaram um salário mínimo de em pífios R$ 545 reais.
A pupila de Luiz Inácio se sente vitoriosa. Mas vitoriosa por quê?
Vitória foi a sua Dilma, ao conseguir 133,9% de aumento dos seus vencimentos!
Vitória foi dos palamentares, que além das mordomias e firulas salariais tiveram um reajuste de seus subsídios na ordem de 61,8%!
Para o trabalhador míseros 11%. Justo o mesmo trabalhador que votou na presidente? Que maldade!
Esta vitória de Dilma é uma vitória de pirro. A pirraça feita para o povo poderá até ser esquecida, a imprensa até ajuda, no final, dada as milionários verbas de propaganda. mas permanece a sensação de que no "país da impunidade e da injustiça" a Presidência da República e o Congresso Nacional investem no sentido de fomentar a desigualdade social.

Cinquenta Centavos...

É isso que merece de aumento o trabalhador que votou no PT?
Bem feito pra quem se deixou encantar pela sereia!
É o troco pela traição, todo castigo pra traidor é pouco.
Estou vendo acontecer o que já esperava e torcia pra que acontecesse.
E ainda vou ver muito mais!
Vou assistir de camarote durante quatro anos.
Se os oito anos do PT não ensinou a ninguém, vão aprender agora na raça e no peito!
Não quero choro e nem velas e muito menos uma fita amarela.
E ainda vou cantar aquela marchinha antiga de carnaval.
"Chora palhaço, chora que passa. Pimenta nos olhos dos outros é refresco.
Acho-te uma graça!".
*Sueli Guerra, por e-mail, via resistência democrática

STF decide por revisões de aposentadorias, pelo teto de 1998 a 2003

O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou em 15.02.2011, um acórdão reconhecendo o direito à revisão e ao pagamento de atrasados de 154 mil aposentados prejudicados pelas emendas 20/1998 e 41/2003. A informação é da assessora jurídica da COBAP, Dra. Sueli Mendes.
Segundo ela, o INSS deve definir nos próximos dias as regras para o pagamento da correção dos benefícios. Na época, as emendas mudaram o teto do INSS, prejudicando quem contribuiu acima da cota máxima da Previdência e se aposentou. Além de corte nos benefícios, o segurado não teve direito à revisão dos ganhos.
O STF garante a revisão para todos (de 1988 a 2003) os prejudicados pela limitação que não tiveram a diferença incorporada nos reajustes do teto em 1998 e em 2003. Benefícios anteriores a 1991 poderiam ter ficado de fora porque, naquele ano uma nova lei previdenciária entrou em vigor.
A decisão diz que devem ser aplicados imediatamente os novos tetos de 1998 e de 2003 aos "benefícios previdenciários limitados ao teto do regime geral da Previdência estabelecidos [concedidos] antes da vigência dessas normas".

Gentalha tucana?

No blog Coturno noturno:
Apartamento de Severino Sérgio Estelita Guerra, em Brasília, ontem à noite. Vão chegando os comensais. Furtivamente. Prato da noite: tucano degolado e frito na banha. Chegam os senadores Aécio Neves, Lúcia Vânia, Papaléo Paes e Cícero Lucena. Um a um também vão chegando 32 deputados federais tucanos. Severino Sérgio Estelita Guerra, que há três anos atrás foi eleito presidente do PSDB graças ao apoio de José Serra, começa o seu discurso de anfitrião: nenhuma proposta para o PSDB, apenas ataques virulentos contra quem o colocou onde está.
Fofocas. Ofensas. Agressões. Baixarias. A postura foi tão cheia de ódio e rancor que nem mesmo o maior interessado na derrota de Serra se posicionou.
Recolheu-se diante de um transtornado companheiro de partido e optou por ficar, espertamente, em cima do muro. Muitos deputados neófitos ficaram escandalizados. Embasbacados com o baixo nível. Os telefones não pararam de tocar a partir das 23 horas, quando o encontro terminou.
A sensação entre os presentes foi de que aquele abaixo-assinado de alguns dias atrás havia virado uma travessura perto do que ocorreu dentro do apartamento de Severino Sérgio Estelita Guerra. A guerra está declarada. O jogo é muito sujo. Estão querendo destruir a oposição no Brasil. E é a própria oposição quem está fazendo isso. Caberá a Geraldo Alckmin mediar um acordo. Para onde o paulista for, o partido irá.
COMENTO: Apenas o título é meu, mas é o que acho. A oposição brasileira, quando quer, consegue ser pior do que os petistas. E ainda dizem ter caráter. Onde?

Espelho mágico, espelho meu...desapareceu!

A presidente Dilma Rousseff desativou o gabinete (ao lado do gabinete presidencial) que, durante oito anos, era ocupado por Marisa Letícia, única primeira-dama a ter uma sala só sua, com assessoras, no Planalto.
O gabinete ficou famoso pela atuação de Marisa Letícia: ela entrava sem bater no gabinete de Lula, dizendo que era tarde e levando-o para casa.
Mais: no banheiro do gabinete, havia um espelho de cristal redondo, com moldura de jacarandá, assinado por Sérgio Rodrigues, que ninguém sabe onde foi parar.
*Fonte: Coluna do GIBA UM – www.gibaum.com.br

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Governo e aliados não estão preocupados com o povo

Com promessa de ganhar os cargos que restam no segundo escalão do governo Dilma, aliados se comprometeram a aprovar hoje o projeto de lei que aumenta o salário mínimo. Mas limitam o salário em 545 reais. Este é o salário que Dilma e seus aliados acham que o povão merece.
E mais: O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) ressuscitou um tema cuja repercursão é diretamente ligada a diminuição do poder de compra do povo consumidor.
Em entrevista à TV Senado, Jucá disse que o governo não desistiu de criar uma nova fonte de financiamento para a saúde.Balela, desde a CPMF, tal tributo não é direcionado para a saúde, com exclusividade.
Afirma o "eterno líder" que o tema será submetido à apreciação do Congresso quando for a voto uma reforma tributária e se apresentará na forma de um novo tributo com "sistemática de cobrança similar à CPMF".
É muita cara-de-pau!

Oposição sem memória

Na foto, o gesto mostra claramente o tamanho da consideração que os atuais governistas têm pelo trabalhador brasileiro.
O fato foi lembrado hoje na coluna do Merval Pereira, em O Globo. Também saiu no Blog Leite de Pato. A foto é de maio de 2000, durante a votação do salário mínimo.
Naquela oportunidade, o aumento dado por Fernando Henrique Cardoso foi de 19,2%. Eles acharam pouco. Fizeram troça.
Hoje Dilma está oferecendo 6,9%. Eles acham muito. Porque fizeram oposição barulhenta, coerente e partidária, eles chegaram ao poder.
Os personagens dispensam maiores apresentações. Eles chegaram lá. Estão lá. Dificilmente, com a oposição desmemoriada do Brasil, vão sair de lá.

A oposição decepciona o povo

No blog Coturno Noturno:
O jornal Estado de São Paulo publica pesquisa realizada com os deputados federais. Registra 310 votos para o mínimo dos mínimos e 76 votos para as demais propostas.
O DEM, o PPS, o PTB e o PSDB, que compuseram a chapa de José Serra nas eleições presidenciais somam 129 deputados na Câmara Federal. A oposição deveria, no mínimo, ter este placar em qualquer votação.
O PTB do vendilhão Roberto Jefferson exibia, ontem, comercial com imagens da presidente Dilma, onde a mesma era elogiada com direito à foto. Bob Jef quer cargos, dinheiro, money.
Esta é a cara da política brasileira, capaz de ser contra uma medida que tem impacto na vida de mais de 40 milhões de brasileiros.

O conto da casa própria

Minha casa, minha dívida...
Por quê mesmo com toda essa propaganda, continua sendo tão caro adquirir a casa própria no Brasil?
É claro que isso se deve a política do governo, que mantém os juros mais altos do mundo, mesmo com a inflação controlada e reservas de bilhões de dolares.
O governo parece fazer uma política de juros com intuito de beneficiar os banqueiros. Não é por acaso que os bancos brasileiros são os mais lucrativos do mundo, até os oficias: CEF e Banco Brasil, exploram o povo e evitam que eles tenham um vida mais digna. Uma vergonha!

Omissão: Aécio e Alckmin evitam falar em minimo de 600 Reais

BRASÍLIA - A pretexto de estabelecer pontes com o movimento sindical, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez um gesto público contra o mínimo de R$ 600 defendido pelo correligionário José Serra, quando candidato à Presidência, e tentou negociar o apoio da bancada tucana no Congresso à proposta de R$ 560. As bancada do PSDB da Câmara e do Senado, porém, rejeitaram a sugestão de Aécio. O argumento do PSDB é que isso estimularia um racha entre as correntes lideradas pelos dois líderes.
Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu um reajuste superior aos R$ 545 propostos pelo governo federal, mas também não encampou diretamente a proposta de Serra. "Na área federal, é preciso avaliar as contas da Previdência Social. Mas eu acho que poderia ser maior, levando-se em consideração a inflação de alimentos."
* Fonte: Agência Estado

Nós, os que não sabemos tomar a praça

Como Yoani Sánchez, vergonha e inveja de quem sabe.  
Haverá fundo do poço mais fundo do que este em que está a política brasileira?
Um brasileiro decente, atleta excepcional, anuncia que está pendurando as chuteiras – literalmente –, vencido pelo peso do corpo, da idade. Um Twitter saído do Supremo Tribunal Federal faz a brincadeira: e quando é que Sarney vai pendurar as chuteiras? Sem qualquer traço de vergonha na cara, sem corar, sem se enrubescer, e sorrindo muito, o tiranete maranhense dá entrevista dizendo que se sente muito honrado com a comparação feita entre ele e Ronaldo Fenômeno.
Como é possível que José Sarney seja pela quarta vez presidente do Senado Nacional?
Na verdade, a pergunta seria – como é possível que José Sarney ainda exista na política brasileira?
Fidel Castro, outra múmia que, como Sarney, se recusa a deitar sob a lápide, no mesmo dia declara que a revolução do povo egípcio, que derrubou a ditadura de 30 anos de Hosni Mubarak, na verdade foi uma revolução contra o imperialismo americano.
Me pergunto quem é mais cara de pau, Sarney ou Fidel.
Da ilha-cárcere que a ditadura de Fidel infelicita há mais de 50 anos, Yoani Sanchez escreve que o povo egípcio nas ruas a deixa com uma certa inveja.
Tenho a mesma inveja de Yoani.
Por que somos mais sem-vergonha que os egípcios, que os tunisianos?
Não é uma questão de DNA. Não é porque fomos colonizados por Portugal, país chegado a um cartório, a uma certa preguiça. Portugal derrubou o salazarismo numa belíssima revolução popular. Ao fim de uma ditadura de direita de décadas, escreveu uma Constituição esquerdóide – o pêndulo da História, o pêndulo, o pêndulo –, mas depois soube corrigi-la, tirou da Constituição feita às pressas pós-ditadura de direita os exageros. Aggiornou-se, Portugal, aproximou-se do presente, do futuro. É hoje um país democrático, que tenta se livrar dos problemas econômicos históricos.
Ao nos livrarmos da ditadura militar, fizemos, como fez Portugal, uma Constituição revanchista contra a direita, detalhista até a medula, transformando o Estado em provedor-pai-mãe de tudo e de todos. Fizemos uma Constituição soviética, dois anos exatos antes de a União Soviética desabar feito castelo de cartas.
Às tragédias, sobrevieram mais tragédias. O presidente do consenso pós-ditadura militar não chegou a tomar posse, e a crueldade do destino fez presidente o vice que não para nunca ter ascendido ao poder, o tal do tiranete maranhense.
Como estávamos cansados de tudo o que parecia coisa velha, antiga, nos atiramos em 1989 num segundo turno entre duas “novidades”. Como a “novidade” alagoana achou que podia roubar todos os elefantes do circo sem ser notado.
E aí fomos pra rua, e derrubamos o ladrão ousado demais, ou ingênuo demais, que achava que poderia roubar todos os elefantes do circo sem ser percebido.
Somos um povo dócil, pacífico, mole, e então, apesar da gritaria histérica do lado de lá, escolhemos a continuidade, e tivemos, felizmente, oito anos de Fernando Henrique.
E aí veio o apedeuta, e de novo deu no que deu. O presidente impichado, tadinho, era um pobre coitado de um ladrão de carteira, comparado com a gang mafiosa que veio depois. E no governo do apedeuta todos ficaram irmãos, camaradas, cúmplices: os collor, os sarney, os newtão. São todos iguais, e se amam profundamente, e o ex-cara pintada Lindbergh Farias e Collor são todos amor perfeito, irmãos siameses, dilmistas de primeira.
O único lugar do mundo onde, em 2011, o “socialismo” é a meta é a América Latina.
Por que somos, a América Latina, a América Latrina da História? A vanguarda do atraso? O desejo de ser no futuro o que no passado já se provou um gigantesco equívoco?
Pior e mais direto: por que somos, os brasileiros, a vanguarda da vanguarda do atraso? Por que teimamos em ir contra a História?
Livros e filmes nos falam da corrupção disseminada por todo o tecido social – na Índia, na China, em praticamente todas as nações africanas.
Não vejo nada pior do que no Brasil, o Brasil dos Sarney, dos Jáder, dos Newtão, dos Garotinho, dos Collor, dos Renan – sem falar dos Silvinho, Delúbio, Dirceu, Erenice, dos Lulinha.
Somos a vanguarda da vanguarda da vanguarda do atraso. Caminhamos contra a história, dominados por irmãos metralha mancomunados com marqueteiros que recebem rios de dinheiro em paraísos fiscais.
Faz agora oito anos e dois meses que somos governados por incompetentes que assaltam o dinheiro que pagamos em impostos fingindo que vão nos presentear com o socialismo que já se provou morto e enterrado no mundo inteiro.
E quando alguns poucos de nós tentamos gritar um “Fora Sarney”, somos só mil ou dois mil, nunca mais que isso, até porque os carros de som, a máquina toda, foi comprada pelo governo, que é apoiado por todos os sarneys e collors e dirceus e newtões.
Yoani, minha cara, divido com você minha profunda, nojenta inveja dos tunisianos, dos egípcios.
Como somos covardes.
Como somos covardes, desorganizados, incompetentes.
* Texto de Por Sérgio Vaz, http://bit.ly/hy5YfE

Relaxa, Marta, relaxa!

Mandonismo da ricaça petista Marta Suplicy provoca novo bate-boca no Senado Federal
A senadora Marta Suplicy (PT-SP) voltou a trocar farpas no plenário do Senado nesta terça-feira, desta vez com o senador Mário Couto (PSDB-PA), pelo seu mandonismo no comando das sessões da Casa. Aos gritos, Mario Coutro protestou contra atitude da ricaça petista Marta Suplicy, que permitiu ao senador Jorge Viana (PT-AC) falar por 30 minutos em seu discurso de estréia no plenário, enquanto o tempo previsto para os discursos é de 10 minutos. Ao pedir que o tucano encerrasse seu discurso, Marta Suplicy foi surpreendida pela reclamação pública do colega: "Quero dizer a Vossa Excelência que o Regimento Interno não diz que, na estréia, o senador pode falar o tempo que quiser. Eu vou descer desta tribuna certo de que não fui intimidado, certo de que neste Senado ninguém vai cortar a minha palavra, a palavra do meu povo, a palavra daqueles que me colocaram aqui, senadora. Ninguém, ninguém". A ricaça petista mandona Marta Suplicy reagiu: "Talvez até ele tenha falado 30 minutos, mas se ele falou a mais, era um discurso de estréia, e a sua é uma comunicação inadiável. Então, o senhor tem dois minutos a mais, por favor". Couto disse que a "igualdade tem que ser respeitada" na Casa, mas acabou deixando a tribuna após ser alertado pela petista de que seu tempo havia acabado.
*Texto do Blog vide versus

A pergunta que não quer calar...

Tuitada, ontem, no STF, pergunta: Quando é que, depois de Ronaldo, Sarney vai ‘pendurar as chuteiras?’...

Um Brasil perverso?

O corpo de mais uma jovem é encontrado, desta vez em SP, com sinais de violência sexual. Tais crimes em que a vítima, além de humilhada no mais alto grau, vê a sua morte de frente, me afetam enormemente, pois sei bem o que elas viveram. Quando preso, em 68, por circunstâncias próprias do momento, imaginei e vivenciei o meu fim. É o pavor dos pavores, algo absoluto, inesquecível. Dói-me saber que tantas pessoas vítimas de vários tipos de crimes passam por isso e... têm sua vida interrompida, deixando uma herança eterna de lamento e dor entre os seus entes queridos. Além da falta, imagino que o que mais faz sofrer é pensar a dor, a impotência, o desespero do ente querido. É um momento em que o mal reina absoluto.
E a Psicologia nos diz, leitor, que os autores de tais crimes os praticam, justamente para ver o desespero e a dor nos olhos de suas vítimas, sobretudo quando ela pressente o seu fim. Aí está o seu gozo perverso, que pede, sempre, repetição. E, daí, sua denominação como “serial killer”. Triste é ainda saber que a perversão, em seus diversos graus, não se inventa, tal como na pedofilia. Tudo tem sua história, sua herança familiar e, quem sabe, genética. Mas a reflexão que desejo compartilhar com o leitor não seria investigativa sobre a gênese da maldade instalada em algumas almas, tendo ainda como sua marca, o “dom da militância”, da reprodução. Geralmente o perverso de hoje foi uma vítima no passado, como se fora ele um “zumbi”.
O que desejo é, sabendo-se que as piores, mais nefastas e mortíferas perversões são irreversíveis, lamentar que nossas leis não consigam manter tais elementos afastados da sociedade. Ou seja, de mim, de Você, leitor, de nossos filhos, de nosso vizinho. Presos, no máximo em 7 anos estarão na rua. Conforme a perversão, são lideres, narco-traficantes que, nos presídios, têm encontrado condições ótimas de “trabalho”. Tais fenômenos, seja o retorno de “príncipes da maldade” ao convívio social ou participação no tráfico de drogas e todos os crimes a ele associados, sabida e escandalosamente são facilitados por lei, mais exatamente pela Lei das Execuções Criminais. Estas foram estabelecidas, construídas como se fora para proteger presos políticos em um estado ditatorial. Portanto, seriam uma herança maldita da ditadura? Mas por quanto tempo ainda teremos que sofrer as conseqüências dessa aberração, dessa perversão legal? Quando nossos legisladores, nossa prestigiosa OAB descobrirão essa maldade que a tantos faz sofrer? O que terá que acontecer, em termos de desgraça coletiva, para a situação ser encarada por quem pode modificá-la? Ou seríamos nós um povo perverso, masoquista, que goza na posição de vítima e, portanto, sem recuperação?
* Texto do psicanalista Valfrido M. Chaves, por e-mail, via resistência democrática

Envolvido em violação de sigilo vira assessor de Dilma

O Planalto nomeou Jeter Ribeiro de Souza, envolvido na quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, para assessorar a presidente Dilma Rousseff.
Ex-gerente da Caixa Econômica Federal, ele acessou e imprimiu uma cópia do extrato do caseiro a pedido do então presidente do banco, Jorge Mattoso, que responde a ação penal pelo caso.
O escândalo derrubou o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, em março de 2006.
O petista foi reabilitado por Dilma e hoje é chefe da Casa Civil da Presidência.
Souza foi convocado a depor na Polícia Federal, mas não chegou a ser indiciado na investigação no STF (Supremo Tribunal Federal).
Ele afirmou à Folha que Palocci não teve influência em sua indicação e disse ter vivido situação "desagradável" pelo envolvimento no caso.
*Fonte: Folha de São Paulo

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O amigo de Lula e seus aliados

Manifestantes em Teerã são massacrados pela polícia iraniana
TEERÃ - A agência iraniana de notícias Irna informou que vários parlamentares pediram a aplicação da pena de morte para líderes oposicionistas que organizaram manifestações no país. Nesta segunda-feira, uma pessoa morreu durante os protestos e dezenas de outras ficaram feridas.
Milhares de oposicionistas saíram às ruas de Teerã em uma passeata de apoio aos levantes no Egito e Tunísia. A manifestação tinha sido proibida pelo governo.
Nesta terça, os parlamentares iranianos divulgaram um comunicado pedindo que os líderes da oposição Mehdi Karroubi e Mirhossein Moussavi sejam julgados, pasmem, por corrupção.
O porta-voz do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei, disse: "Aqueles que provocaram desordem pública na segunda-feira serão confrontados de modo firme".
A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, afirmou nesta terça-feira que o Irã deve respeitar o direito de seus cidadãos de protestar pacificamente e criticou as restrições impostas a vários membros da oposição.
"Ashton está acompanhando de perto os eventos no Irã, especialmente as aparentes restrições impostas à liberdade de movimentação de certros membros da oposição e aos protestos nas ruas", afirma um comunicado de seu gabinete.
"Ela pede às autoridades iranianas o respeito total e proteção aos direitos dos cidadãos, incluindo a liberdade de expressão e o direito de reunião pacífica. Estes são direitos fundamentais que devem ser respeitados".

Governo ameaça aliados por salário mínimo de R$ 545

Na Folha Online:
O governo subiu o tom e mandou um recado aos aliados: partidos com presença em ministérios terão de votar em sua maioria com o governo na definição do salário mínimo de R$ 545 na sessão que delibera sobre o tema, amanhã. O PDT foi citado nominalmente por assessores que participaram de reunião no Palácio do Planalto. Segundo assessores da presidente Dilma Rousseff, partido que votar em sua maioria contra o governo será considerado oposição. Ou seja, corre o risco de perder cargos e receber pagamento de emendas do Orçamento na mesma proporção que os oposicionistas (no máximo 30% do proposto).
O líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), calculou que 60 dos 78 deputados da sua bancada devem votar com o governo. “Vamos aprovar os R$ 545, mas com 100% de apoio do PMDB não posso dizer”, afirmou. O PDT terá hoje uma reunião com o ministro Carlos Lupi (Trabalho) para fechar um acordo sobre a votação. A tendência, segundo o líder Geovanni Queiroz (PA), é liberar os 26 deputados. O recado do governo ao citar nominalmente o PDT é fazer com que Lupi trabalhe para minar resistências como a do presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), que faz campanha contra os R$ 545.
Segundo o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT), que também participou da reunião de coordenação, o PC do B definiu apoio, o PDT abriu discussão interna e o PSB “avançou” na defesa dos R$ 545. Para ele, “PT, PMDB, PR, PTB e PP já estão bastante definidos”. O salário mínimo foi o tema principal da reunião de coordenação de ontem.

Os mendigos de Fidel

No bairro de La Víbora, perto da Praça Vermelha – que não é praça nem está pintada de vermelho – uma duzia de mendigos tomou posse de uma esquina, com amplos portais que servem de cama, teto e mesa. E também para a tralha ambulante.
Luis, um dos indigentes domiciliado na esquina central da rua Carmem com 10 de Outubro, logo cedo, começa a tomar na companhia de seus cumpinchas mendigos, um rum caseiro, feito com carvão e merda de vaca, com cheiro nauseabundo e quase impossível de tragar.
Quando o sol esquenta, já estão bêbados. Sem nenhum alimento no estômago, depois de um bate-boca ocasional com algum transeunte, caem como moscas nos papelões que servem de colchão.
Em Havana os mendigos se tornaram comuns. Mas estes mendigos do século 21, quase todos nascidos com a revolução, são seres carrancudos. Uma mistura de esquizofrenia e violência. Não conseguem articular mais de 200 palavras e se movem como ratos nas padrugada para remexer latas de lixo.
Alimentam-se das sobras deixadas em pratos de cafés e restaurantes: os restos de comida encontrados em latas de lixo. Dormem onde sejam surpeendidos pela noite: parques, portais ou escadarias de edifícios.
A imprensa oficial, cega para os problemas da cidadania, prefere publicar as notícias de esperança e relatar os números das metas de produtividade cumprida em qalquer província.
Por seu lado, o maior artífice de uma revolução que jurou eliminar a pobreza, olha para o outro lado. Sua visão está nos temas debatidos nos centros do poder mundial. Da crise do capitalismo à guerra atômica – que segundo ele – está por acontecer.
A economia estã no chão. Pouco dinheiro nos cofres estatais e um milhão e 300 mil trabalhadores desempregados ha cerca de 3 anos. Vendo assim, para os governantes, talvez o aumento da mendicância seja um mal menor. Preferem virar a página."
*(Extraído do texto em http://www.desdelahabana.net/?attachment_id=5381 - Tradução livre: A. Montenegro)

Custo Brasil

O custo dos carros no Brasil é muito alto em comparação a outros mercados por conta de impostos extorsivos, especialmente o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), mostrando o quanto selvagem é o 'capitalismo' estatal no país. “O IPI pode chegar até 33% do valor do veículo, dependendo da cilindrada. Quanto maior (a cilindrada), maior o percentual do imposto”, explicou o analista de produção, Fernando Trujillo. Ha mesma forma, um Honda City, que custa aqui cerca de R$60 mil, custa na Argentina R$35 mil e no México R$25 mil, carros que são fabricados (ou pelo menos montados) inteiramente no Brasil e exportados para os citados países sem a dentada do leão, com o que não teriam mercado lá fora.
O peso do Imposto Sobre Serviços (ISS) sobre o preço final dos automóveis varia entre 2% e 5%; a contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) corresponde a 1,65% e o percentual referente à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) é de 7,6%.
Enquanto 30% do preço final de um veículo no Brasil são tributos, nos Estados Unidos este percentual é de 6%.
A CSM consultoria fez um levantamento da diferença de preço entre veículos no Brasil e Europa e descobriu que o valor gasto para se comprar um Fiat Uno no Brasil (US$ 15,6 mil) equivale ao preço de um Honda Civic na Europa. O Civic custa US$ 15,6 mil, na Europa. O Fiat Panda, um modelo similar ao Uno brasileiro, custa US$ 11 mil.
Enquanto com US$ 18,3 mil o brasileiro compra um Corsa, o europeu compra um Hyundai i30, que custa US$ 17,7 mil. O similar europeu do Corsa, o Opel Corsa, custa US$ 14,3 mil.
Um brasileiro paga US$ 32,4 mil por um Honda Civic, o europeu paga apenas US$ 15,6 mil pelo mesmo veículo. Com os mesmos US$ 32 mil, compra-se uma Mercedes-Benz C180K na Europa, com direito a troco: US$ 31,5 mil.
Juros
Não bastasse impostos e deficiências estruturais do País, a diferença de juros cobrada entre um financiamento no Brasil e demais países faz com que a disparidade de valores dispare. “O juro é muito alto. A média cobrada no Brasil é de 25% (ao ano), enquanto na Alemanha são 4%, nos EUA 8% e no Japão 6%. Os bancos e financiadoras ganham muito dinheiro aqui”, afirmou Trujillo.
*Fonte: Com base no artigo de Marina Pita - Direto de São Paulo

Dilma pode aumentar impostos em 2012

Raquel Landim, no O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Restam poucas alternativas à presidente Dilma Rousseff a não ser elevar os impostos. O ajuste fiscal deste ano é factível, mas o governo necessitará aumentar a carga tributária se quiser manter a disciplina das contas públicas em 2012. O diagnóstico é dos economistas Samuel Pessoa e Felipe Salto, da consultoria Tendência.
Três hipóteses baseiam a análise: a arrecadação não será tão forte (para controlar a inflação, o governo vai desaquecer a economia), os investimentos serão mantidos (grandes eventos esportivos se aproximam, como Copa e Olimpíada), e a regra para o reajuste do salário mínimo prevê forte aumento em 2012.
"Esses objetivos não coexistem sem alta da carga tributária", disse Pessoa, que também é chefe do Centro de Crescimento Econômico do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV). "A regra do salário mínimo, que faz parte do contrato social estabelecido com a população, requer mais transferências públicas".
Pelas regras em vigor, o salário mínimo subiria de R$ 545 este ano (proposta defendida pelo governo) para R$ 620 em 2012, o que significa um gasto adicional de cerca de R$ 25 bilhões.
Pessoa acredita que o governo vai tentar recriar a CPMF, o imposto do cheque, agora que tem maioria no Senado e na Câmara. Quando foi extinta, a CPMF garantia uma receita de R$ 40 bilhões. Para Felipe Salto, da Tendência, outra alternativa é elevar os royalties para a extração de minério, o que seria politicamente menos complicado.
Salto chama a atenção para um ponto importante: um eventual aumento na carga tributária resolve o problema fiscal em 2012 ao elevar a receita, mas não desaquece a economia, que é o que facilita a tarefa do Banco Central (BC) de reduzir os juros. "Se não muda efetivamente a política fiscal, o aumento de receita não vai salvar a pátria", disse.
Factível. Uma análise detalhada feita pelos dois economistas conclui que o ajuste fiscal de Dilma é "factível". O governo anunciou a disposição de contingenciar R$ 50 bilhões do Orçamento, um valor recorde, embora ainda não tenha detalhado como isso será feito. "É uma medida positiva, crível, que conduzirá a um superávit primário alinhado com a meta", diz o texto.
Dos R$ 50 bilhões anunciados, R$ 18 bilhões virão de cortes de emendas parlamentares. Os economistas calcularam que há espaço significativo para reduzir despesas discricionárias como educação e saúde. Se mantiver as despesas de 2010 ( ajustadas pela inflação), o governo contingenciaria mais R$ 13,9 bilhões.
Outros R$ 15,3 bilhões podem ser obtidos segurando o orçamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na "boca do caixa". Para isso, não é necessário reduzir efetivamente os investimentos, mas manter a média de 2010, quando foi executado 65% do previsto.
Cortes de pessoal garantiriam ao governo mais R$ 5 bilhões de economia. Tudo somado, o ajuste fiscal chegaria a R$ 54,8 bilhões, nas contas da Tendências.
Como 2010 foi um ano eleitoral, com mais despesas e aceleração de investimento, o sacrifício não seria tão grande. "O corte é doloroso porque frustra os políticos e a base social ao não reajustar o salário mínimo", disse Pessoa. "Mas será feito, porque é do interesse da presidente fazer as maldades agora e garantir um bom governo até 2014."
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,dilma-pode-aumentar-impostos-em-2012,not_54985,0.htm

A herança maldita sem aspas

“Nós assumimos um país com a inflação fora de controle”, recitou Dilma Rousseff ao longo da campanha eleitoral, depois de decorar aplicadamente outra lição que Mestre Lula ensinou.
Falso.
A inflação andou regurgitando no fim de 2002 em consequência da inquietação causada pela histórica irresponsabilidade do PT, mas em nenhum momento os índices assumiram dimensões perturbadoras.
O dragão enjaulado pelo Plano Real continuou dormindo profundamente.
“Graças ao governo Lula, vou assumir um país com a economia sem problemas”, deu de declamar Dilma depois de eleita.
Falso.
Como demonstra a reportagem de capa de VEJA, a taxa anual registrada pela inflação em janeiro avisa que a fera ameaça acordar de um sono de 17 anos.
O índice oficial de 6.5% já era preocupante. Vê-se agora que a realidade camuflada pelas contas federais é alarmante.
O quilo da carne, o quilo do feijão, o ingresso nos estádios de futebol, os gastos com transportes — é extensa e incontestável a lista dos itens que decolaram espetacularmente no período de 12 meses.
”O poder aquisitivo dos brasileiros subiu”, fantasia o ministro Guido Mantega.
Ainda que dissesse a verdade, aumento de poder aquisitivo não resulta automaticamente em elevação de preços, os americanos estariam pagando 100 dólares por um cachorro-quente.
O país pode descobrir mais cedo do que imaginava que Dilma recebeu de Lula o que Lula fingiu ter recebido de Fernando Henrique Cardoso.
A “herança maldita” de FHC só existiu na discurseira oportunista do chefe da seita e seus devotos.
Dilma vai saber o que é lidar com uma herança maldita sem aspas. Se não sabia de nada, foi uma gerente-geral inepta. Se sabia de tudo, mentiu. E terá de administrar o legado sozinha.
Não adianta pedir ajuda ao padrinho. Ele mora no Brasil Maravilha que registrou no cartório.
*Texto por Augusto Nunes

A presidenta admiradora das artes plásticas “de forma geral”.

Dilma, vocês sabem, está se tornando célebre por ser amiga das artes. Lula gostava de futebol; a governanta gosta de alta cultura. Segundo os candidatos a cuidar de sua hagiografia, seu cérebro vive em permanente convulsão espiritual. Que bom! Hoje mesmo já noticiei que ela prepara um ensaio sobre a misoginia no pensamento de Schopenhauer. Pois é…
Nesta segunda, a presidente Recebeu em palácio o artista plástico Romero Brito — na foto, Dilma é a de cinza —, brasileiro radicado em Miami. Ele fez um desenho da presidente e foi entregá-lo pessoalmente. Em janeiro, Britto pagou US$ 20 mil para publicar o desenho na revista New York Magazine, do jornal New York Times.
Eu diria que já é pós-Tiririca.
Britto é, assim, um pós-Roy Lichtenstein, um pós-Andy Warhol e um pós-Keith Haring, mais ou menos como o Tiririca é um pós-Arrelia.
Vejam ali: de tudo, o que eu achei mais chique foi a moldura. O paletó verde-limão também é bacana. Bem pop e trop
PS: Romero Britto estava acompanhado da ministra da Cultura, Ana de Hollanda. Segundo informes oficiais, a presidente demonstrou interesse pelas artes plásticas “de forma geral”. A padroeira das artes plásticas “de forma geral” é a “Nossa Senhora de Forma geral”.
*Texto por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Por liminar, TSE mantém José de Anchieta no cargo

Através de uma liminar concedida pelo ministro Arnaldo Versiani, do Tribunal Superior Eleitoral,  mantém-se no cargo o governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB).
Ele foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do estado na última sexta(11), por supostamente usar a emissora de rádio do governo para se promover durante as eleições do ano passado.

Kassab caindo na... caçapa!

Agora não há dúvidas: Kassab está no papo...e adeus oposição!
Tudo indica que em sendo a "bola da vez" Kassab está caindo no conto governista. Parece-lhe encantar os conselhos de Dilma - atraves de um emissário do PT de São Paulo com trânsito no Palácio do Planalto - a filiar-se no PSB e não mais no PMDB...para não engordar e fortalecer ainda mais o partidão.
O PSB já aplainou o caminho de Dilma quando impediu a candidatura do Ciro Gomes...e também conseguiu tirar do PSDB uma liderança importante como Gabriel Chalita.O PSB conseguiu tirar alguns votos de Alckmin ao lançar Paulo Skaf como candidato a governador ...o mesmo Paulo Skaf que durante a campanha defendeu enfaticamente o voto em Tiririca para deputado, um candidato sem preparo algum para exercer o cargo, mas que implodiu a campanha de muitos bons candidatos que poderiam dar uma contribuição importante para o país - mas nada interessante à situação... O PSD , portanto, é a motoniveladora de Lula!
Tudo isso nos mostra que Kassab estaria sob a orientação e à serviço dos planos do "dois em um" Lula/Dilma ?
Pode significar também que , desta maneira, o PT tenta desestabilizar politicamente o único reduto em que o PT não leva vantagem sobre a oposição?
Pior: já pensaram na possibilidade de Lula se lançar candidato ao governo aqui em São Paulo... com a oposição já fragilizada? Se Kassab entrar nessa... passará a ser conhecido como Joaquim Silvério dos Reis...
* Texto de Mara Montezuma Assaf, por e-mail, via resistência democrática
COMENTO: Evidente que a conquista de Kassab, pelos governistas, abre um considerável espaço para os petistas, através de sua base aliada ( dizem alugada )  reconquistarem o poder em São Paulo.
Kassab, ao que me parece, se deixou seduzir muito fácil. Talvez seja o sorriso de Dilma. mas de uma coisa ele pode ter certeza: Depois de aderir ao governismo petista, ele jamais será questionado por Marta Suplicy, se tem família, se tem filhos...
Não será xingado pelas ruas por ordas de petistas, devidamente orientados. Não terá dificuldades de se safar se, por acaso, inaugurar obras inexisentes, superfaturar algumas, etc, etc, etc...
Agora o prefeito poderá ficar à vontade e até pintar e bordar....ulalá!!!

Dilma aperta o cinto...do povo

Para promover o equilíbrio fiscal é necessário reduzir gastos ou aumentar receitas.
Para aumentar a receita o Governo poderia cobrar dos sonegadores que mantém ações na justiça adiando o pagamento devido – inclusive banqueiros. Só Deus sabe a troco de quê eles conseguem esses adiamentos nos tribunais superiores.
Mas também podia reduzir despesas, com os juros da dívida, por exemplo.
Para sobrar 54 bilhões bastaria reduzir em 3% a Taxa Selic. Afinal, para cada 0,5% de juros, o Governo dá cerca de 9 bilhões de reais para os banqueiros. Como fez recentemente.

E o governo continua...

Não há dúvida de que o atual governo tem a marca do continuísmo, apesar de já ter começado a inevitável comparação entre Lula e Rousseff. Note-se que os ministros mais importantes são os mesmos, reconduzidos por Lula que já voltou aos palanques e confirmou sua continuidade na festa de aniversário do PT ao dizer: “Eu apenas não estou no governo”. “Mas sou governo como qualquer companheiro que está no governo”. “Minha relação política com Dilma é indissociável nos bons e nos maus momentos”.
Os companheiros de governo que estavam na festa de 31 anos do PT para saudar seu presidente de honra e desagravar José Dirceu eram os mesmos “mensaleiros”, especialistas em dossiês, governadores e ministros, alguns com problemas na Justiça. José Dirceu, que nunca saiu, diz que volta. Delúbio também. Todos continuam prontos para espanar a cadeira onde Lula pretende se sentar novamente em 2014. Afinal, a propaganda pode persuadir a maioria de que ele é o rei bom e que todas as ruindades ficaram por conta da rainha má. Esse é o enredo onde eles continuam.
* Extraído do texto da socióloga Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga no - http://www.maluvibar.blogspot.com/

A herança maldita construida no governo Lula/Dilma

Dilma não se mostra contente com a "herança" recebida,mas colaborou com isso.
O quadro fiscal preocupante, que exigirá um aperto inédito de R$50 bilhões nos gastos públicos este ano, é parte da herança deixada para a presidente Dilma Rousseff pelo antecessor e mentor Luiz Inácio Lula da Silva. A farra de gastos no segundo mandato de Lula tem um preço, que já começou a ser pago pelo atual governo. A herança inclui inflação e taxa de juros em alta, uma carga tributária abusiva, um Orçamento engessado por despesas permanentes com pessoal, benefícios previdenciários e a impossibilidade de ampliar os investimentos. Estudo do economista Fernando Montero, da Convenção Corretora, mostra que os gastos cresceram R$282 bilhões no governo anterior (descontada a inflação): 78,4% desse aumento ocorreu no segundo mandato.
Só entre 2006 e 2010, as despesas do governo federal aumentaram R$221 bilhões, o que evidencia a guinada na política fiscal acentuada nos dois últimos anos de mandato, quando a crise global ofereceu ao governo uma justificativa para ampliar os gastos.
Especialistas apontam a situação das contas públicas e os elevados gastos herdados do governo anterior como o maior problema econômico de Dilma neste início de mandato.
A curva de inflação no segundo mandato de Lula esteve sempre em alta, mas começou a preocupar em 2010, quando fechou em 5,91%, bem acima do centro da meta fixada pelo governo (4,5%). Entre as razões dessa escalada está o aquecimento da economia, turbinada pelo aumento dos gastos do governo no ano eleitoral.
Em 2010, o governo se valeu de truques e artifícios para turbinar as receitas, abrindo espaço para a ampliação dos gastos do Orçamento. Na capitalização da Petrobras, fez uma manobra contábil que garantiu ao caixa um reforço de R$32 bilhões. Ainda assim, não conseguiu cumprir a meta de superávit primário pela segunda vez consecutiva. Economizou o equivalente a 2,78% do PIB, quando precisava chegar a 3,1%.
* Texto extraído da reportagem de Regina Alvarez e Patrícia Duarte em O Globo de 13.01.2011

Juiz dá mau exemplo no Rio de Janeiro

Carro do juiz sendo rebocado para o depósito do DETRAN
Foto: odia.terra.com.br/.../13_carro_juiz_575X420.jpg

O juiz João Carlos de Souza Correia, da 1ª Vara de Armação de Búzios (RJ), foi flagrado dirigindo carro sem placa e sem carteira
O juiz João Carlos de Souza Correia, da 1ª Vara de Armação de Búzios (RJ), foi flagrado dirigindo um carro sem placas e sem carteira de motorista nesta madrugada, na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro. O juiz, no entanto, deu voz de prisão para a agente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) Luciana Silva Tamburini. O magistrado acusou a funcionária de desacato durante a abordagem. O caso foi registrado na 14ª Delegacia Policial (Leblon), onde Luciana também prestou queixa de abuso de autoridade contra o juiz.
Ao ter seu Land Rover parado pela blitz da Operação Lei Seca, Correia passou no teste do bafômetro, mas foi informado pela agente que teria seu carro rebocado por causa da falta da carteira de habilitação e das placas. De acordo com a Polícia Civil, o magistrado então telefonou para casa e solicitou que o seu documento de habilitação fosse levado para o local da blitz. Ainda assim, o veículo teria que ser levado para o depósito - uma vez que estava sem placas. O juiz argumentou que o carro era novo e que já havia pago as taxas cobradas pelo Detran para o emplacamento, mas Luciana verificou que o prazo para a colocação das placas - de 15 dias - já havia expirado.
Correia teria solicitado que o veículo fosse para uma delegacia para ser removido, mas a agente do Detran negou o pedido e informou que o procedimento era a remoção do carro do local da operação. No caso, um depósito no bairro de Bonsucesso, na zona norte da cidade. Em nota divulgada pela a assessoria do Governo do Estado do Rio, responsável pela a operação, Correia deu voz de prisão a Luciana, por desacato, quando teve o pedido negado.
Na delegacia, o juiz disse que a agente do Detran foi debochada com ele ao longo da abordagem. Luciana negou a acusação e informou que faria uma representação contra o magistrado por abuso de autoridade. De acordo com a Polícia Civil, o caso foi registrado e será encaminhado para o Juizado Especial. O Land Rover do juiz foi retirado da delegacia e levado para o depósito.

O sexo na política brasileira

O congressista americano, Chris Lee, renunciou abruptamente ao seu cargo depois de serem divulgadas informações de que ele havia enviado mensagens de flerte e fotos suas sem camisa para outra mulher, através de um site na internet. No Brasil o deputado federal Pedro Novais (PMDB-MA), pagou uma diaria de motel, apresentou nota fiscal para ser ressarcido pelos cofres públicos (verba indenizatória) e depois assumiu o cargo de ministro do turismo. Outra caso interessante é o da deputada, Marta Suplicy. Depois de declarar para o povo “Relaxe e Goze”, se torna vice-presidenta do Senado Brasileiro.
O Deputado conhecido por “dólar na cueca”, irmão de Genuíno ( do mensalão) foi eleito 2º vice-presidente do PT. Substitui o senador Humberto Costa (PE). Ele foi flagrado com dólares na cueca e disse que era para comprar verduras…….…
* Texto por Jorge Roriz

De cortes e custos

No Blog de Daniel Piza:
O governo de Dilma Rousseff, por mais que ela já seja bajulada por seu perfil supostamente “técnico”, até aqui parece mais interessado em fazer movimentos que esvaziem a desconfiança nos números da economia.
A inflação está em alta e as contas públicas em péssimo estado, por isso o ministro Mantega anunciou cortes que seriam de R$ 50 bilhões nas despesas. Mas a maior parte é de emendas parlamentares que compunham o aumento do orçamento em relação ao ano anterior; ou seja, são gastos do futuro, não do passado ou do presente.
Tudo indica que o anúncio visava a criar um clima de credibilidade. O efeito foi o contrário.
Ainda assim, é curioso como ninguém se dá ao trabalho de notar que esse descontrole nos gastos veio das medidas tomadas por Lula durante a crise de 2008, quando Dilma era sua “primeira ministra”, medidas que o mercado aplaudiu porque injetaram dinheiro em setores que geram mais emprego e consumo.
Acontece que o movimento inverso, de aliviar o setor produtivo de modo amplo e duradouro com corte de impostos e burocracias, continua inédito na história do Brasil.
Em 2010, ciente de que o PIB de 7% dava belo cartaz eleitoral, o governo continuou gastando a rodo. Pseudokeynesianos juram que aumentar gastos públicos não gera inflação, mas eis o fantasma de volta.
Outro tema quase ausente é o do custo de vida, que os índices de inflação nem sempre medem direito.
Em cidades como São Paulo, está em níveis absurdos. Tudo, absolutamente tudo, aumentou acima da inflação do ano passado para este. Ônibus, metrô, IPVA, IPTU, escolas particulares, carne, livro, táxi, restaurantes, médicos – todos os itens subiram mais que os 6% do IPCA do período.
Já o salário, como diria Chico Anysio, ó…
Vivemos numa sociedade em que o governo nos leva quase 40% do que ganhamos e nos obriga a gastar mais 40%, no mínimo, em serviços que, considerando tal carga tributária, deveria prover – ao menos para a grande maioria da população – muito mais e melhor, como saúde, justiça, educação e segurança.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

E o trabalhador ó! ...

São todos iguais...

" Nada impede que amanhã possamos estar juntos."

Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB, que apóia Dilma, sobre Aécio Neves (PSDB), aspirante a candidato da oposição à sucessão de Dilma.

Quando você terminar de ler este post, Dilma terá deixado de entregar 1,5 casa

Dilma prometeu criar, até 2014, entre outras coisas, 5 mil creches (1.695 só neste ano) e mil UPAs, que depois deixou por 500. Na quarta-feira, fiz um post (aqui) evidenciando em que ritmo o governo federal precisaria trabalhar para cumprir as promessas. Como nada saiu do chão ainda, de quarta para cá, o passivo do “promessômetro” da presidente já cresceu . Em quatro dias, ela já deixou de entregar 7.916 casas e 18,56 creches.
Leva quanto tempo para ler este post? Vamos dar uma folga: 1 minuto. Pois bem, como a Rainha tem de erguer 2,8 milhões de casas até 2014, isso representava, na quarta-feira, a média de 1979 casas por dia. Como o dia tem 24 horas, e cada hora, 60 minutos, temos 82,45 casas por hora e 1,37 por minuto,
É isto! Assim que você terminar de ler este post, Dilma terá deixado de entregar quase uma casa e meia!
*Texto por Reinaldo Azevedo

Falha no ‘Minha casa, minha vida’ pode lesar consumidor

Juliana Canavezes comprou um imóvel que teve o valor reajustado pela Caixa e perdeu R$ 13 mil de subsídio / Foto: Wânia Corredo
Uma falha no programa habitacional "Minha casa, minha vida" pode deixar muitos compradores na mão. Por não prever que o imóvel seja reavaliado pela Caixa Econômica Federal e tenha seu valor aumentado no decorrer das obras de construção do empreendimento, o programa abriu uma brecha para que o consumidor perca as condições especiais de financiamento que pensava ter, e seja lesado.
Isso acontece porque, no ato da compra, o imóvel pode estar vinculado às condições do programa, previstas para unidades de até R$ 130 mil, mas, na hora de contratar o financiamento, próximo à entrega das chaves, a Caixa pode usar como base um novo valor de avaliação. Se este estiver acima do teto de R$ 130 mil, o consumidor fica impossibilitado de usufruir das condições do programa, que prevêem juros mais baixos e subsídio do governo. Na confusão, quem perde é somente o comprador, que tem o subsídio cortado e vê o valor total pago pelo imóvel aumentar 29%.
Caso real
Esse foi o caso da professora primária Juliana Canavezes, de 20 anos. Ela e o noivo compraram um imóvel no empreendimento Liber Residencial Clube, em Belford Roxo, da construtora Living. O contrato de compra foi assinado em novembro de 2010 com o valor de R$ 112 mil.
O empreendimento está previsto para ser entregue no mês que vem, e a professora foi até a Caixa para, enfim, contratar o financiamento. O que seria o fim de uma etapa, no entanto, se transformou em caso de Justiça. No banco, ela foi informada de que o novo valor de avaliação de seu imóvel seria de R$ 133 mil. Portanto, ela não só perderia o subsídio previsto, de cerca de R$ 13 mil, como também teria que pagar os juros de mercado.
— Quando compramos o apartamento, a construtora simulou as condições de financiamento pelo "Minha casa, minha vida" e assinamos o contrato, pois, daquela maneira, seríamos capazes de pagar. Mas, agora, as condições mudaram muito — diz Juliana.