sábado, 15 de setembro de 2012

O governo demonstra querer retaliar a Revista Veja.


A presidente Dilma cancelou presença em almoço com Roberto Civita, dono da Editora Abril, a qual pertence a Revista Veja, e o Ministro Mantega retira-se da mesa de debates em evento promovido pela Editora.
Sob a justificativa fútil de que não compareceria ao evento em razão de não ter um membro de sua família para acompanhá-la, a Presidente Dilma cancelou presença no almoço agendado com Roberto Civita. 
Mais tarde, durante o evento Maiores e Melhores, da revista Exame, pertencente a Editora Abril, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, levantou-se sem prévio aviso, e sem explicações, da mesa de debates da qual participava.
Tais gestos dão bem a relação que terão Governo e Editora Abril, após a reportagem de capa da Revista Veja, desta semana, em que Marcos Valério "abre o jogo" sobre o conhecimento do ex-presidente sobre os fatos que ensejaram a Ação Penal 470 no STF, o chamado "Mensalão".
Os dois gestos foram entendidos por todos como não só uma represália, como o início de  uma cisão que poderá incorrer em sérios prejuízos de ambas as partes.
Se de um lado o Governo volta-se contra a Revista Veja, do outro demonstra, claramente,  que não entende uma publicação de fatos narrados por  "aliado" do partido governista, cujo teor implica no grau de culpa do ex-presidente da República no considerado maior escândalo político do país.
A Revista agiu com respaldo ético, nas leis e nas tradições do Jornalismo investigativo e baseada em dados e depoimentos reais.
O protesto dos governistas pela matéria de capa da revista Veja "Os Segredos de Valério" ( já nas bancas), demonstra que os governistas não toleram que fatos negativos sobre seus aliados, asseclas e prepostos, sejam difundidos na imprensa.
Estamos nos aproximando de um sério período de recaída da censura e da perseguição. Não podemos deixar que a Presidente utilize-se dos recursos sórdidos que sua colega argentina já os utiliza na débil Argentina.
Precisamos defender a democracia, a liberdade de imprensa e de expressão. Temos que zelar pela Constituição e pela Democracia conquistada.  
O governo não tem o direito de transformar uma reportagem baseada em declarações de um seu aliado ( ou ex?) em uma briga de comadres. Não pode se apequenar mas do que o fez o governo anterior.
Que a Justiça seja feita, e que os culpados sejam chamados às barras dos tribunais e, exercendo o direito de defesa e contraditório, sejam julgados na forma da lei.

Lula era o chefe


Marta Suplicy acha seu suplente, evangélico, um homofóbico













Um flagrante do repórter fotográfico Iano Andrade mostra a senadora Marta Suplicy (PT-SP) numa saia justa. Ela exibe à colega Lídice da Mata (PSB-BA) e-mail no qual o suplente dela, Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP), é classificado como "evangélico" e "homofóbico". A mensagem, que explicita o temor de ele assumir a relatoria de projeto de lei para criminalizar a homofobia, pode jogar por terra toda a engenharia política de Lula e Dilma para tentar conseguir votos de evangélicos, considerados cruciais para levar Fernando Haddad ao 2º turno na eleição para prefeito de São Paulo
Marta Suplicy tenta evitar que o suplente, evangélico, assuma a relatoria de projeto contra a homofobia. Intervenção foi pedida por militantes via e-mail e pode prejudicar as relações do candidato petista em São Paulo com o segmento religioso
Na despedida do Senado, Marta Suplicy (PT-SP) demonstrou preocupação com o suplente, o vereador Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP), ao mostrar à senadora Lídice da Mata (PSB-BA), pelo celular, um e-mail que classifica o sucessor como "evangélico e homofóbico". A mensagem, segundo a senadora baiana, foi encaminhada a Marta por um grupo que defende o direto dos homossexuais. De maneira involuntária, a petista — indicada ao Ministério da Cultura após um arranjo eleitoral em troca do apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) em São Paulo — pode colocar por água abaixo a tentativa do partido de conseguir votos dos evangélicos na reta final do primeiro turno. No e-mail, há uma clara tentativa de evitar que Antônio Carlos assuma a relatoria do projeto que tem como objetivo criminalizar a homofobia no Brasil. Marta era a relatora da matéria.
A primeira frase do e-mail, registrado pelo fotógrafo do Correio Iano Andrade, evidencia o tema em questão: "Substituir a senadora Marta Suplicy na relatoria do PLC 122". Em seguida, há uma reclamação. "Está havendo muitas críticas pelo suplente, que é evangélico e homofóbico." No fim, há um questionamento sobre o procedimento a ser tomado. "Podemos fazer isso (possível substituição)?" Por meio da assessoria de imprensa, Marta informou que não iria comentar o assunto. Declarou apenas que recebe muitos e-mails e não tinha como localizar a mensagem em questão. Ela estava na Mesa do Senado presidindo a sessão à tarde e desceu para mostrar o celular a Lídice. Após uma breve conversa entre as duas, retornou ao lugar.
A senadora Lídice da Mata informou que a nova ministra estava preocupada com a tramitação do projeto. "Após me mostrar o e-mail, preocupada com a causa, perguntou se eu toparia assumir a relatoria do projeto. Informei que precisaria conversar com a bancada primeiro para tomar essa decisão. Ela disse, inclusive, que achava que não era uma prática do Senado o suplente assumir as relatorias do titular", afirmou. O Correio ligou diversas vezes para Antônio Carlos Rodrigues, mas ele não foi localizado para comentar o assunto.
O PLC n° 122, denominado Projeto Anti-homofobia, tramita no Congresso Nacional desde 2001. A matéria foi proposta pela então deputada Iara Bernardi (PT-SP). Em 2010, o projeto foi arquivado em razão de não ter sido votado até o fim da legislatura. No começo de 2011, Marta tirou a proposta da gaveta e assumiu a relatoria. Apesar da preocupação do grupo remetente do e-mail, o Regimento do Senado não prevê que o suplente ocupe as relatorias do titular de maneira automática. (Correio Braziliense)

Entre muitos, os piores do Brasil.


O cinismo tem nome.

"Lula é deus, e eu sou a pessoa que faz Dilma ser bem avaliada"

Marta Suplicy, ministra da Cultura, garantindo que, com a ajuda do pai, da filha e do espírito santo, Fernando Haddad será derrotado só no segundo turno.(Augusto Nunes)

Falta mais alguém na lista de condenados...


O menino Malufinho.




Os segredos de Valério.

Quadrilha queria fundar um Banco que unisse CUT,RURAL e BMG.


A VEJA desta semana está mesmo de deixar petralha de cabelo arrepiado. A revista traz uma entrevista com o Lucas da Silva Roque, ex-superintendente do Banco Rural em Brasília. Ele foi um dos principais colaboradores nas investigações da Polícia Federal destinadas a desbaratar a qua-drilha do mensalão. Foi ele quem revelou onde estavam os recibos que mostraram quais políticos receberam dinheiro para votar com o governo Lula no Congresso. Leiam trecho, por Hugo Marques:

Nesta entrevista, Roque conta que pagou um preço alto por agir de forma correta e relata um plano ambicioso urdido pela cúpula da instituição financeira em parceria com José Dirceu. Eles queriam montar um banco popular, do qual Rural e BMG seriam sócios, para conceder empréstimos consignados aos aposentados. Um negócio companheiro e bilionário.
(…)

Quais eram os planos da cúpula do Banco Rural e dos petistas?Eles tinham um projeto de montar um banco popular com a CUT. Juntariam o Banco Rural, o BMG, a CUT. Era um projeto com capital de 1 bilhão de reais. Quem capitaneava esse projeto? Eram os bandidos do mensalão. Como o PT não tinha cultura bancária, o Rural e o BMG seriam sócios. Um banco privado com a participação da CUT, que direcionaria todos os beneficiários do INSS para tomar dinheiro em empréstimos consignados nessa instituição popular. Quando o mensalão estourou, o projeto foi abortado.
*Por Reinaldo Azevedo, na Veja.abril.com.br

Porque hoje é Sábado, uma bela mulher.

A bela cantora Luciana Melo

O filho do mensalão.

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Arquidiocese diz que partido de Russomanno fomenta discórdia

A Arquidiocese de São Paulo, entidade máxima da Igreja Católica na capital paulista, entrou no debate da eleição...

A Arquidiocese de São Paulo, entidade máxima da Igreja Católica na capital paulista, entrou no debate da eleição municipal com ataques ao PRB, partido de Celso Russomanno, líder nas pesquisas eleitorais. Nota de repúdio redigida a pedido do arcebispo d. Odilo Scherer levanta dúvidas sobre a conduta do PRB em caso de vitória eleitoral e classifica o partido como "manifestadamente ligado à Igreja Universal".
O texto ataca o presidente do PRB e coordenador da campanha de Russomanno, Marcos Pereira. Ele é pastor licenciado da Igreja Universal, um dos maiores grupos evangélicos do Brasil.
A nota divulgada nessa quinta-feira, 13, pela Arquidiocese acusa Pereira de fomentar a discórdia e fazer críticas destemperadas aos católicos. "Lamentavelmente, se já fomentam discórdia, ataques e ofensas sem o poder, o que esperar se o conquistarem, mesmo parcialmente, pelo voto? É pra pensar!", diz o texto.
A nota da Arquidiocese critica especificamente um artigo escrito e publicado no blog de Pereira em maio de 2011. O texto afirmava que a Igreja Católica tem o "controle das ações do governo, seja federal, estadual ou municipal" e a responsabiliza indiretamente pela distribuição em escolas brasileiras do chamado "kit gay" - material didático de combate à homofobia. "Estamos vivendo a política da catequização da Igreja de Roma e, por isso, certamente, estamos vivendo os últimos dias", dizia o artigo de Pereira. "Simplesmente nos impõem a ditadura das minorias."
Perfil falso. Apesar de ter sido publicado há mais de um ano, o artigo de Pereira só entrou na campanha esta semana, quando um usuário falso do Twitter passou a divulgá-lo na rede social. O perfil é identificado como José Alves e postou sua primeira mensagem há apenas quatro dias.
A campanha de Russomanno suspeita que adversários na disputa eleitoral sejam os responsáveis pela divulgação do texto de Pereira, com o objetivo de fomentar o embate. Líderes evangélicos e católicos influenciaram o debate eleitoral na campanha presidencial de 2010, quando se manifestaram contra candidatos que apresentassem propostas contrárias aos valores de suas igrejas. Petistas atribuem a esse movimento a queda de Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas às vésperas do 1.º turno, quando padres e pastores a acusavam de defender a descriminalização do aborto.
Neste ano, grupos religiosos ameaçaram atrelar o candidato do PT, Fernando Haddad, à elaboração do "kit gay" - o próprio Pereira previa isso em fevereiro. O petista era ministro da Educação quando a pasta encomendou o kit, cuja distribuição foi vetada pela Presidência.
Segundo Pereira, o texto é antigo. "Era uma época em que eu estreava o blog e vivíamos um momento específico, que era o possível lançamento do famigerado kit gay. Querem ressuscitar uma coisa do passado." O presidente do PRB disse que o artigo não foi um ataque à Igreja Católica. "Foi uma opinião sobre questão específica naquele momento."
Pereira também destacou que Russomanno é católico e foi irônico ao comentar trecho da nota que diz que integrantes da campanha "fomentam a discórdia". "Russomanno é católico. É ele que vai estar no poder, se vencer. E, portanto, não oferece nenhum risco, já que é católico".
Integrantes das campanhas de José Serra (PSDB) e Haddad já esperavam reação da Igreja Católica que apontasse as "contradições" do candidato do PRB, por causa da ligação de integrantes do partido com a Igreja Universal. Embora tenham se encontrado recentemente com d. Odilo, negam que fomentaram a reação.

STF derruba nomeação de juiz feita por Dilma

Por unanimidade, os ministros do STF derrubaram a nomeação feita por Dilma de um magistrado para o Tribunal Regional Federal da 2. ˚Região (Rio de Janeiro e Espírito Santo) e a forçaram a promover outro juiz federal. Pela decisão, a presidente fica obrigada a nomear o juiz que estiver pela terceira vez seguida, ou pela quinta vez alternada, na lista tríplice preparada pelos tribunais com os nomes dos magistrados que devem ser promovidos por merecimento.
 
No caso concreto, o STF anulou a nomeação feita em abril do ano passado do juiz federal Marcelo Pereira da Silva, que integrava a lista de promoção por merecimento pela segunda vez seguida. Em vez disso, a presidente teve de nomear o juiz Aluísio Gonçalves de Castro Mendes, cujo nome constava pela terceira vez da lista e que já tomou posse ontem no TRF-2.
De acordo com integrantes do governo, uma das razões de Dilma para preterir Castro Mendes foi o fato de o juiz contar com o apoio do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). O parlamentar já questionou a sexualidade da presidente e afirmou que ela nunca poderia ser eleita, em razão da participação na luta armada contra a ditadura militar.
Apesar de ter votado pela anulação da indicação, o ministro Gilmar Mendes admitiu que a decisão pode tirar do presidente qualquer poder de nomeação para os tribunais federais de segunda instância. De acordo com ele, além de alijar o Executivo deste processo, a decisão do STF pode alimentar conflitos nos tribunais, já que a escolha de um nome para a lista pode ser definitiva, caso determinado magistrados já tiver composto a lista em outros momentos.
 
O processo julgado ontem pelo tribunal foi movido por associações de classe e pelo juiz inicialmente preterido. O questionamento jurídico foi gerado pela alteração feita na Constituição em 2004, com a Reforma do Judiciário . Pela redação antiga, o juiz que figurasse três vezes seguidas na lista ou cinco vezes alternadas obrigatoriamente seria nomeado. O texto foi mudado e a obrigatoriedade expressa foi retirada da Constituição.
Os ministros julgaram que, mesmo com a alteração, a nomeação do juiz federal que estiver na lista pela terceira vez consecutiva é obrigatória. Nesse caso, restaria ao presidente apenas carimbar a escolha do tribunal. O juiz não tem que ficar disputando a simpatia do Executivo, justificou o ministro Luiz Fux.
Nesses casos, conforme o ministro Ricardo Lewandowski, o critério técnico se sobrepõe ao político, que permitiria à presidente escolher o nome de sua preferência. Ayres Britto afirmou que a independência do Judiciário , ao montar a sua lista, se sobre põe à harmonia entre os poderes, que garantiria à presidente a decisão sobre quem nomear.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Tudo em casa.

Eunício Oliveira será relator da indicação de Zavascki
O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Eunício Oliveira (PMDB-CE), será o relator da mensagem da Presidência da República com a indicação de Teori Albino Zavascki para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em entrevista à Rádio Senado, Eunício disse que poderá ler seu voto na CCJ ainda esta semana e deverá agendar a sabatina do indicado para o próximo esforço concentrado, a ser marcado pelo presidente do Senado, José Sarney.
A mensagem com a indicação do magistrado será lida em Plenário nesta terça-feira (11), seguindo então para a Comissão de Constituição e Justiça. Se aprovado pelo Senado, Zavascki ocupará a vaga decorrente da aposentadoria do ministro Antonio Cezar Peluso.
Para assumir o cargo, Zavascki precisa ainda ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal e, em seguida, aprovado pelo plenário da Casa. Não há um prazo definido para a sabatina --cabe ao presidente da comissão, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), a definição da data em que a sabatina entra na pauta da CCJ.
COMENTO: Alguém tem alguma dúvida que o indicado de Lula terá assento garantido no Plenário do STF?

Antonio Carlos Biscaia: “Votei pela cassação de José Dirceu”

Num livro de memórias, o ex-deputado federal diz que considerava o PT o partido da ética – e que começou a se decepcionar no primeiro dia do governo Lula.

 
Antonio Carlos Biscaia surgiu na vida política nacional depois de conduzir, como procurador-geral do Rio de Janeiro, uma investigação que levou à prisão da cúpula do jogo do bicho no Estado. Filiado ao PT a convite do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , foi para a política. Decepcionou-se. Agora Biscaia resolveu contar num livro de memórias, Biscaia (Editora Cássara, 341 páginas, R$ 50), o que viu nos anos em que foi deputado. Nesta entrevista, afirma que alertou o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, sobre um esquema de corrupção na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) do Rio que dizia ser comandado pelo deputado cassado Roberto Jefferson. “Minha advertência foi ignorada.” Posteriormente, o mesmo Jefferson acusou Dirceu de comandar o mensalão. Biscaia contou que votou no plenário da Câmara pela cassação de Dirceu. Ele revelou ainda uma tentativa de suborno quando investigava os bicheiros do Rio. A biografia de Biscaia chegará às livrarias no início do mês que vem.
ÉPOCA – O senhor se diz decepcionado com o PT. Em que momento começou essa decepção?
Antonio Carlos Biscaia –
Sempre tive uma visão social da política. Filiei-me ao PT por convite do Lula. Estava encantado com a bandeira ética do partido. Minha decepção começou no dia 1º de janeiro de 2003, dia da posse. Caminhava ao lado do deputado Jaques Wagner, já indicado para ser ministro do Trabalho, para o ato público, meio emocionado. Disse a ele: “Deputado, por favor, veja com atenção a Delegacia Regional do Trabalho do Rio, porque ela é problemática. Há oito anos é controlada pelo Roberto Jefferson. Tem de colocar uma pessoa correta lá”. Ele disse que havia dois candidatos, que achei excelentes. E pediu minha ajuda.

ÉPOCA – O senhor chegou a falar com o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, sobre esse assunto?
Biscaia –
Cheguei. Em fevereiro, pedi uma audiência com ele. Lembro até hoje, ele me recebeu às 16h20 e me deu dez minutos. Fui direto ao assunto: “Ministro, nunca nomeei ninguém para o governo. Estou preocupado com a DRT do Rio, queremos moralizar aquilo. É importante que o escolhido seja alguém desvinculado do Roberto Jefferson”. Ele respondeu: “Não é possível. Fiz um acordo político. Política é sustentada na base do compromisso. No segundo turno, fiz um acordo para ele apoiar o Lula”. Nesse acordo, entre outros, estavam o Ministério do Turismo, os Correios e a DRT. Mas ele disse que estava com a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), e que todo indicado seria “verificado”. Eu disse que não adiantava, pois qualquer indicado pelo Jefferson seria ligado ao esquema. (Ouvida por ÉPOCA, a assessoria de José Dirceu diz que ele não se lembra de uma conversa de dez minutos ocorrida há tanto tempo e afirma que as nomeações para cargos federais “ocorriam dentro da mais estrita normalidade. As indicações feitas pelos partidos atendiam a um acordo político de conhecimento público e de legitimidade inquestionável”.) Minha advertência foi ignorada. E, em 2005, houve aquele escândalo (o delegado da DRT Henrique Barbosa de Pinho e Silva, indicado por Jefferson, foi acusado de prevaricação).
ÉPOCA – O senhor também alertou a bancada sobre Waldomiro Diniz (ex-presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro e ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência que apareceu num vídeo, divulgado por ÉPOCA em 2004, recebendo propina do bicheiro Carlinhos Cachoeira)?
Biscaia –
Sim. Na primeira reunião, Waldomiro Diniz foi apresentado como a pessoa que intermediaria nossa relação com a Casa Civil. E eu o conhecia como o cara da Loterj, ligado a práticas que não eram possíveis. Um deputado ainda disse que eu não podia criticá-lo, porque era pessoa de confiança do José Dirceu. Fui à tribuna e falei: “Como um cara desses pode estar num governo do PT?”. Depois apareceu aquele vídeo dele recebendo dinheiro.

ÉPOCA – O senhor presidiu a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Nessa ocasião, o senhor precisou se
opor ao PT?
Biscaia –
Eu não era de nenhuma tendência do PT, acabei chegando à presidência da CCJC porque a bancada não chegou a um consenso. Em 2005, quando o Dirceu voltou à Câmara para se defender, a Comissão de Ética votou por sua cassação. Ele recorreu à CCJC. Eu disse de cara que era contra aquele recurso, mas vivia o dilema de ser indicado pelo partido. E votei pela cassação dele em plenário. Para mim, sempre esteve provada a quebra de decoro parlamentar. Nem sei se havia provas criminais, mas a quebra de decoro estava clara. O José Dirceu está sabendo desse meu voto agora.

ÉPOCA – O senhor foi um dos petistas que assinaram a CPI dos Correios, fato que não foi bem digerido pelo governo na ocasião. Como foi isso?
Biscaia –
Sim, um dos 18 petistas era eu. Não conseguia defender as alianças formadas pelo Lula.
"Assinei o requerimento da CPI dos correios, mesmo sendo deputado pelo PT. Não conseguia defender as alianças feitas pelo Lula"
ÉPOCA – Houve alguma tentativa de subornar o senhor durante as investigações que levaram à prisão da cúpula do jogo do bicho no Rio?
Biscaia –
Houve. E não foi feita diretamente por um bicheiro. Um dia estava na minha sala e tocou o telefone oficial. Era o José Nader, presidente da Assembleia Legislativa. “Doutor Biscaia, eu gostaria de uma audiência com o senhor”, ele disse. Perguntei quando. Ele pediu para o mesmo dia. Chegou super-rápido e sentou na minha frente. O diálogo foi o seguinte: “Doutor Biscaia, vou direto ao assunto. Tem um deputado lá na Alerj que é irmão do Anísio (bicheiro de Nilópolis). Ele não é bom de conversa. Então, os banqueiros do jogo do bicho me pediram para ser o intermediário. Quanto o senhor quer para acabar com essa investigação?”. Respondi: “Ponha-se daqui para fora, deputado”. (Procurado por ÉPOCA, Nader não respondeu às acusações de Biscaia até o fechamento desta edição.)
ÉPOCA – No Ministério Público, o inquérito liderado pelo senhor mostrou as relações entre o jogo do bicho e a política. O escândalo de Carlinhos Cachoeira mostra que isso não mudou?
Biscaia –
Naquela época, todo mundo achava que o bicho era inocente. Os bicheiros gozavam de certo status social, porque muitos ainda os ligavam àquelas figuras folclóricas do subúrbio. Provamos que o bicho era uma organização criminosa, com estrutura mafiosa e ramificações nos poderes do Estado. Tinha foto dos bicheiros com o Marcelo Alencar (ex-governador do Rio de Janeiro) e o Darcy Ribeiro. Basta olhar os palanques da época. No Estado de Goiás, você vê isso claramente. Para quem, como eu, vem do Ministério Público, o caso do Demóstenes (Torres, senador cassado) é estarrecedor. Ele dizer que não sabia que o Cachoeira era banqueiro do jogo do bicho é ridículo. Todo o país sabia! Os bicheiros não se contentam com o jogo, eles querem participar dos governos, do Estado.

ÉPOCA – No livro, o senhor afirma que teve um encontro com o então presidente do PT, Ricardo Berzoini, antes do escândalo dos aloprados (episódio ocorrido durante as eleições de 2006 em que petistas tentaram comprar um dossiê falso contra o tucano José Serra). Como foi esse encontro?
Biscaia –
O Jorge Lorenzeti (um dos aloprados) me procurou. Ele estava com várias fotografias e disse que os Vedoins (família que produziu os papéis falsos) tinham fotografias e algum tipo de dossiê que implicava o José Serra. Eles queriam vender o dossiê. Eu disse: “Vocês não vão negociar com corrupto, né?”. Disse que eles deviam encaminhar tudo o que sabiam para o procurador-geral da República. Claro que minha recomendação não foi acatada. Eles se mexeram para comprar o dossiê, mas a PF estava acompanhando as ligações telefônicas. E foi aquele escândalo, que constrangeu a todos nós. Foi uma das causas do segundo turno em 2006.(MAURÍCIO MEIRELES, na Revista Época)
COMENTÁRIO: Os partidários e militantes do PT, sempre invocam alguma entidade mediúnica quando pegos em falcatruas: a zelite, o neoliberalismo, o PIG, a Veja, a Globo. Como os evangélicos pilantras que invocam sempre o diabo. Fico curioso sobre que entidade seria invocada no caso do Biscaia.(Rafael Picate, Grupo Resistência Democrática).

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O "garantista"

Agora entendi a rapidez com que o magistrado Tori Zavaschi foi escolhido por Dilma para ocupar o lugar que Peluso deixou vago no STF: parece que seu "filtro interno" contra corruptos não funciona, visto que ele mostrou em seus 9 anos de atuação no STJ que sua prioridade sempre foi garantir o direito dos réus , um verdadeiro "garantista". Foi com seu voto que Palocci se salvou num processo por improbidade, e Zavaschi só não conseguiu o mesmo resultado com José Roberto Arruda porque foi voto vencido. Significa que, se por ventura, ele passar na sabatina do Senado (e passará) e depois puder participar do julgamento do mensalão...será com seu voto que ele inocentará os petistas numa situação de possível empate ... A escolha deste ministro foi mesmo de Dilma ou daquele que jurou provar que o mensalão nunca existiu?
*Mara Montezuma Assaf, por e-mail, via Grupo Resistência Democrática.

Seis por meia dúzia.

Sai Ana entra Marta. Alguém não relaxou e gozou?
O governo federal anunciou, oficialmente, a saída da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, da pasta. A ex-ministra do Turismo e atual senadora Marta Suplicy (PT-SP) assume o cargo, segundo informações da ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas.
Marta toma posse na próxima quinta-feira (13). No Senado, assumirá a vaga deixada por Marta seu suplente, o vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP).
Segundo a “Folha de S.Paulo”, a troca fez parte de um acordo para que a senadora se integrasse à campanha do petista Fernando Haddad pela Prefeitura de São Paulo. Marta nega. Sua entrada na campanha ocorreu após um almoço com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no final do mês passado.
COMENTÁRIO: Agora temos uma sacanagem maior ainda no governo. De um lado a Ministra relaxa-e-goza, de outro o ministro Toffoli.
Ana de Hollanda deixou o Ministério da Cultura, após uma série de desgastes e quem assumiu o Ministério foi Marta Suplicy . Na conhecida dança das cadeiras, vemos Marta Suplicy deixar o Ministério do Turismo, indispensável para quem adorava viajar, para assumir outro Ministério, o Ministério da Cultura.
Marta Suplicy, também senadora terá sua vaga no Senado, ocupada pelo vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), que é seu suplente.
Seria um troca-troca dos acordos entre o governo e a ministra "relaxa e goza" para que ela sentisse o prazer necessário para se integrar à campanha de Fernando Haddad pela Prefeitura de São Paulo.
Sobre a ex-Ministra da Cultura e irmã de Chico Buarque, um cantor-compositor a quem o PT deve muitos favores por sua enorme admiração, podemos ler mais detalhes (aqui).
Mais uma vez vemos políticos ocupando vagas que seriam muito melhor administradas por técnicos no assunto. Pessoas do naipe de um Ives Gandra, por exemplo. Mas não! São sempre os mesmos no tira daqui-bota lá, num troca interminável de lugar em que surgem os nomes já tão conhecidos na vida política. Pois, é... política é isso ai. (Gracialavida, por e-mail, via Grupo resistência Democrática).

Escolhido a nove dedos?

O novo indicado a Ministro do STF, Ministro do STJ,  Teori Zavaschi, indicdo por Lula

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Embroma Brasil!

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33 Razões para não votar no Russomano.


33  Verdades sobre um grande mentiroso ou 33  Razões para não votar no Russomano

1)      Você sabia que Celso Russomano tentou derrubar o projeto  Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de políticos corruptos? Na votação dos destaques da proposta, Russomano  juntamente com Paulo Maluf, votou  para  que fosse retirado do projeto o período em que um político se tornaria inelegível por compra de votos ou abuso de poder. O que desfiguraria o projeto e o tornaria praticamente  nulo. Graças a pressão popular a proposta de Russomano e Maluf foi rejeitada pela maioria da Câmara. Derrotado depois manobrar para desfigurar a lei e beneficiar os políticos corruptos Russomano demagogicamente  votou a favor do texto final que a provou o projeto.  A Lei Ficha Limpa foi aprovada graças à mobilização de milhões de brasileiros e se tornou um marco fundamental para a democracia e a luta contra a corrupção e a impunidade no país. Trata-se de uma conquista de todos os brasileiros que Russomano tentou derrubar.  Por que será?



 2)      Você sabia que Celso Russomano apoia (publicamente inclusive, veja o vídeo abaixo) o projeto que Maluf criou para tentar impedir que o Ministério Público investigue os políticos corruptos?  A Lei de Maluf apoiada por Russomano prevê a criminalização, inclusive com pena de prisão, de promotores e procuradores. Paulo Maluf foi incluído na lista de procurados pela Interpol e pode ser preso se pisar em um dos 181 países que mantêm representação com a polícia internacional. Por que será que Russomano juntamente com Maluf quer punir o Ministério Público por investigar políticos corruptos?


 3)      Você sabia que Russomano como deputado apresentou  um projeto  que aumenta a pena de quem caluniar políticos? Contra políticos que caluniam Russomano não apresentou nenhum projeto. Mas  votou contra o Ficha Limpa, e foi favorável a lei de Paulo Maluf, para tentar calar o Ministério Público ( Folha de S. Paulo 26 de julho de 2012)
4)      Você sabia que Russomano denuncia empresas com uma mão e mantém contratos com as concorrentes com a outra?  Deu na Veja. Nas eleições de 1994,  Russomano se elegeu deputado federal, usando e enganando os cidadãos humildes no seu programa Aqui Agora, onde denunciava empresas que não cumpriam suas obrigações com os clientes. Ao mesmo tempo ele mantinha contratos de publicidade com empresas concorrentes. Russomano vendia blindagem para as empresas que não quisessem ser expostas em um programa de TV. (Fonte: Revista Veja 19/10/1994)


 5)      Você sabia que apesar de se apresentar “como um homem simples e do povo” Celso Russomano é na verdade um grande empresário muito rico? É dono de quatro empresas, um instituto, e uma rádio. Segundo dados declarados pelo próprio ao TSE o seu patrimônio é de mais de R$ 2 milhões de reais.


 6)      Você sabia que apesar de se apresentar “como um homem simples” que gosta de “andar no meio do povo” Russomano é na verdade um homem muito rico, mas muito rico mesmo? Na sua declaração de bens à Justiça Eleitoral constam cinco casas, mansões no Morumbi, na  praia, em Brasília,  em Campos do Jordão;  dois apartamentos em áreas nobres da cidade de SP, sete carros, entre eles uma Mercedes Bens e uma Blazer e um Passat,  uma lancha Pahton,  uma moto Italiana Duccati, e 22 bicicletas para pedalar nas horas vagas.



 7)      Você sabia que Celso Russomano sempre se apresentou como jornalista, mas na verdade o que ele sempre fez foi transações comerciais camufladas como se fossem  entrevistas e reportagens? Veja o que disse para a Folha de S. Paulo a diretora comercial do “Circuito Night and Day”, programa em que Russomano de apresentava como “reporter e jornalista”: “Sobrevivemos de merchandising e matérias comerciais” (...) começamos a entrevista com um bate-papo descontraído e só depois falamos da empresa ou do produto”  (fonte: Folha de São Paulo – 16/10/1994).


8)      Você sabia que apesar de se apresentar como “advogado” Russomano nunca  passou no exame da Ordem dos Advogados do Brasil? O candidato  é bacharel em direito pelas Faculdades Integradas de Guarulhos, mas não é advogado, uma vez que ele não passou no exame da Ordem para obter o registro que autoriza o exercício da profissão. Segundo a OAB Russomano está infringindo as normas da Lei 8.906/94, e o exercício ilegal da profissão é crime tipificado no Código Penal. (Consultor Jurídico 13 de agosto de 1988)


 9)      Você sabia que a OAB processou  Russomano de advogar ilegalmente? (O Estado de S. Paulo 21/08/1998)



10)  Você sabia que  Russomano também foi  denunciado na  OAB pela prática ilegal de aliciamento de clientes? Na queixa apresentada pela 86ª subseção da OAB de Itapecerica da Serra (SP), além do exercício ilegal da profissão de advogado Russomanno foi  denunciado por prática de aliciamento de clientes. A  denúncia foi motivada por anúncios do Plantão Jurídico veiculado pela TV. Russomanno mantinha o serviço "Plantão Jurídico", pelo sistema 0900,  em que oferecia pessoalmente  pelo telefone uma "orientação dos seus direitos", como dizia  a gravação que atendia  as ligações com a voz do candidato. O serviço custava R$ 3,95 por minuto.  Russomano reconheceu que o Plantão Jurídico (0900-112.222) foi criado com o objetivo de levantar dinheiro para o Inadec, instituto que preside.  Ainda que ele fosse advogado,  o que não é, Russomano estaria errado,  porque a captação de clientes através de anúncio é ilegal, segundo a OAB. (Consultor Jurídico 13 de agosto de 1988)



 11)  Você sabia que o vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, a mesma entidade que já denunciou Russomano por exercício ilegal da profissão e aliciamento de clientes, é Luiz Flávio D'Urso, que também é vice da sua chapa a prefeito? Russomano coliga-se assim justamente com um dos chefes da entidade que já o acusou de charlatanismo. Talvez por isso o caso foi  esquecido pela OAB... (Brasil 247 – 29/06/2012)



 12)  Você sabia que Russomano virou réu no STF por falsidade ideológica, por ter se candidatado  a prefeito de Santo André, em 2000, sem  nunca ter morado na cidade?  Transferiu seu domicílio eleitoral por puro oportunismo, até que foi proibido pelo TRE de participar do horário eleitoral. Por causa deste episódio Russomano virou réu no STF, mas o processo foi direcionado para a primeira instância em razão dele  ter perdido o foro especial de Deputado Federal que tinha em 2010. (fonte: Folha de São Paulo – 29/09/2000)



 13)  Você sabia que Russomano já foi réu no STF por lesão corporal? Segundo denúncia do MPF, Russomano teria desacatado e agredido um funcionário do Incor (Instituto do Coração) de São Paulo que estava no exercício de suas funções, além de ter danificado a porta do pronto-socorro. O incidente ocorreu no dia 23 de outubro de 2002. O Supremo Tribunal Federal recebeu do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo os autos do processo (INQ 1794) que o então deputado federal Celso Russomano respondia por lesão corporal dolosa contra Luiz Antônio Pessin, funcionário do Incor na época. (Folha Online - 01/03/2007)



14)  Você sabia que Russomano já foi acusado de suborno na CPI do Narcotráfico? Durante a CPI do narcotráfico, ocorrida em 1999, o motorista Adilson Frederico Dias Luz acusou Russomano, que era sub-relator da comissão , de suborno. O objetivo, segundo Adilson,  era  que ele acusasse o advogado de Campinas, Artur Eugênio Matias. O motorista afirma ter implicado o advogado em troca de sua liberdade. Na época a OAB-SP comunicou o fato às corregedorias do Tribunal de Justiça e do Ministério Público de São Paulo. (Consultor Jurídico 15 de dezembro de 2009).



 15)  Você sabia que Celso Russomano foi denunciado no STF por peculato – pagar com dinheiro público uma funcionária particular? É  o mesmo crime que está levando o mensaleiro joão Paulo Cunha para a cadeia? Segundo o STF, ao indicar e manter Sandra de Jesus para ocupar cargo em comissão (secretária parlamentar) vinculado ao seu gabinete junto à Câmara dos Deputados, Celso Russomonno teria possibilitado o desvio de recursos públicos, uma vez que a servidora continuava  a administrar e a gerir a empresa de Russomano localizada em São Paulo. O ministro Cezar Peluso alegou na época: "Reconheceu-se a falsidade da rescisão contratual, uma vez que mesmo após ser demitida pela empresa foi mantida a relação de emprego com o dinheiro público". (Portal Terra - 10 de outubro de 2008/ Folha de São Paulo – 11/05/2005).



 16)   Você sabia que Russomano já defendeu na Câmara os interesses do seu sócio e maior doador de campanha, que foi condenado a cinco anos de prisão por crime contra a ordem tributária?    Em 2004, ele apresentou à Comissão de Defesa do Consumidor, na Câmara dos Deputados, o requerimento de número 301, no qual pedia para que fossem investigadas denúncias sobre suposta concorrência desleal da Coca-Cola contra a Dolly.  Depois de defendido por Russomano, Laerte Codonho dono da Dolly,  tornou-se, além de seu  sócio, o maior doador de campanha do ex-deputado federal na disputa ao governo paulista em 2010, além de ser  patrocinador de um de seus programas de TV. Codonho  foi condenado a cinco anos de prisão em regime semiaberto em novembro de 2011, por crime contra a ordem tributária. Em recente entrevista ao estado de S. Paulo Russomano defendeu novamente Codonho afirmando “que ele é um grande brasileiro” e que tem “muito orgulho de ser seu sócio”.  (O Estado de S. Paulo 30/07/2012)



 17)  Você sabia que a Agência de Publicidade de Celso Russomano, a AND Comunicação,  está com os bens bloqueados por irregularidades na justiça?   A agência está com os bens indisponíveis. O bloqueio, pedido pela Fazenda Nacional e autorizado pela Vara da Fazenda Pública de Diadema, tem como alvo o sócio de Russomano, aquele mesmo que  ele defendeu na Câmara, o  empresário Laerte Codonho, que foi condenado a cinco anos de prisão. (O Estado de S. Paulo 31 de Julho de 2012)



 18)   Você sabia que Russomano e seu sócio (aquele mesmo que foi  condenado à prisão) mantinham um heliponto clandestino na Zona Norte de São Paulo? O mesmo local era usado como estúdio de gravação dos programas de Russomano, na empresa em que ele e Laerte Codonho, ele mesmo o dono da Dolly, mantém. Na época uma assessora de Russomano ligou para a Subprefeitura da Casa Verde, querendo explicações por terem retirado heliponto. Mesmo clandestino Russomano acreditava ter o direito de ter um heliponto. (Folha de S. Paulo 28 de dezembro de 2006)



 19)  Você sabia que Russomano apesar de se apresentar como um “homem muito humilde”  humilha os mais simples na base do “você sabe com quem está falando”?   Deu no Painel da  Folha.  Em 2006, Celso Russomano bateu boca ontem no estacionamento da Câmara com um     taxista que obstruía a passagem de seu carro. Aos berros, o deputado destratou o motorista.  Em seguida, chamou um segurança para deter o taxista, que já havia se desculpado. Quando o passageiro tentou acalmar Russomano, o parlamentar disparou: “Não me chame de você! Sou deputado federal!”. (Folha de S. Paulo 7 de stembro de 2006).



 20)  Você sabia que Celso Russomano “sai no braço” com  mulher? Segundo a Folha de S. Paulo “Durante uma reunião do Partido Progressista, em 2008, em Brasília, os deputados Celso Russomanno  e Aline Corrêa saíram no braço.” (Folha de S. Paulo 2 de julho de 2008).



 21)  Você sabia que Um funcionário do Metrô registrou boletim de ocorrência  por lesões corporais e constrangimento ilegal contra Celso Russomanno? Vicente Gilmarino Neto, responsável pela estação Ana Rosa, disse que Russomanno o pegou pelo braço e lhe deu voz de prisão para obrigá-lo a dar explicações sobre pane num elevador. (Folha de S. Paulo -  19 de março de 2012) 



 22)   Você sabia que Russomano foi flagrado fazendo uma emenda parlamentar, destinando  R$ 1,1 milhão de dinheiro público, para uma empresa dele mesmo? O dinheiro iria para a entidade que ele preside o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor. Flagrado pela reportagem do Portal IG, Russomano recuou e abortou a operação. (IG 08/12/2010).



 23)  Você sabia que durante 15 anos Russomano esteve lado a lado de Maluf? Ele fez a vida política ao lado de Maluf, que é seu padrinho e mentor. Ingrato hoje ele renega. Mas  a verdade é que Em 1979, conseguiu um cargo comissionado no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, então ocupado por Paulo Maluf.  “Ele levava e trazia papel para lá e para cá, era office-boy do Calim Eid”, contou Maluf. (Revista Piauí)



 24)  Você sabia que depois de romper com Maluf Russomano se aliou à Igreja Universal do Reino de Deus? Depois de 15 anos ao lado de Paulo Maluf, o ex-deputado Celso Russomanno, rompeu os laços com o padrinho e deixou o PP para se filiar ao PRB, sigla nanica controlada pela Igreja Universal. O apresentador de TV tem um perfil distante do estilo de vida pregado pelos evangélicos: namorou capas da “Playboy” e começou a carreira vendendo fitas com cenas picantes do carnaval. O plano da Universal para Russomanno é claro: usar sua popularidade para repetir em São Paulo seu sucesso no Rio com o senador Marcelo Crivella, reeleito em 2010. Profissionais vinculados à TV Record e a Universal participam ativamente do Programa Eleitoral de Celso Russomano. (Folha de S. Paulo 10 de dezembro de 2011)



 25)  Você sabia que a família de Russomano já viajou  pelo mundo com passagens pagas com dinheiro público, com o seu dinheiro?  Russomano foi ativo participante do escândalo das passagens da Câmara. O candidato  usou a cota parlamentar, de uso exclusivo do dono do cargo, para fornecere passagens aéreas enquanto deputado federal para levar a filha a NovaYork e a mulher a Montevidéu. De acordo com relatório de passagens emitidas para o gabinete do ex deputado entre 2008 e 2009, foram emitidos oito bilhetes de sua cota para familiares ou terceiros. Russomano acha normal e alega não haver ilegalidade nem imoralidade em pagar pelas férias da família com dinheiro público.



 26)  Você sabia que até o mesmo o comitê de campanha de Russomano está irregular? O comitê da campanha foi instalado em um casarão da avenida Itacira, na zona sul da cidade, sem obter licença da prefeitura. (Folha de São Paulo – 02/08/2012).



 27)  Você sabia que como deputado Russomano apresentou uma proposta defendendo porte de arma para todos os congressistas?  Em 2010, a Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições doou R$ 100 mil a sua campanha ao governo paulista, de R$ 1,7 milhão arrecadado. (Folha  de S. Paulo -  26 de julho de 2012).



 28)  Você sabia que Russomano opera uma rádio sem autorização, e que a Rádio funciona  em Leme no interior de São Paulo, mas a concessão pertence a uma empresa do Pará?  Apesar de não possuir concessão do Ministério das Comunicações para exercer a radiodifusão, o candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, opera ao menos desde 2011 uma rádio no interior do Estado. O candidato declarou à Justiça Eleitoral ser dono de empresa de rádio em Leme (SP), em sociedade com familiares, mas a concessão pertence a uma empresa de Cametá, cidade do interior do Pará. A Rede Brasil FM 101,1, que funciona no endereço da empresa de Russomanno, usa a concessão dada em novembro de 2010 à Amazônia Comunicações, que está registrada em nome de um médico de Cametá, João Batista Silva Nunes. (Folha de São Paulo)



 29)  Você sabia que por causa de uma reportagem sensacionalista, feita por Russomano no Aqui Agora, uma família humilde foi muito prejudicada? Deu na Folha de S. Paulo. Russomano fez uma “reportagem” acusando que o cachorro de uma família simples  tinha matado  o gato da vizinha. Ele nunca ouviu a versão da família e foi pessoalmente cobrar satisfações sobre uma suposta indenização que a família deveria dar a dona do gato morto. Um mês depois, o Juizado Especial de Pequenas Causas concluiu que o cachorro  não atacou  a gata, já que  a cadela estava em outro bairro. A família prejudicada sofreu uma série danos morais na vizinhança e entrou com processos contra o SBT. (Folha de São Paulo – 25/03/1994).



30)  Você sabia que em 1994, Russomano então candidato a Deputado Federal, foi acusado de não ter honrado o contrato de compra da casa onde morava, uma bela mansão no Morumbi, no valor de 300 mil dólares em 1994? Hoje a mesma propriedade deve valer mais de R$ 5 milhões.  (Fonte: Revista Veja 19/10/1994).



 31)  Você sabia que Russomano constrangeu um homem em uma situação dramática por puro sensacionalismo? Durante o seu programa Aqui Agora, Russomano filmou o resgate de homem que ficou preso nas ferragens do carro após um acidente. Por mais de 80 minutos ele e sua equipe atrapalharam os bombeiros e constrangeram o  acidentando que ficou semi nu na frente das câmeras. Renato Lopes, nunca autorizou o uso dessas imagens e mesmo assim elas foram exibidas no programa, trazendo constrangimentos e danos morais para a vitima. (O Estado de São Paulo – 25/03/1994)



 32)   Você sabia que Russomano utilizou estrutura de seu gabinete em Brasília para distribuir convites e ajudar na divulgação do Miss Brasil? Russomano levou, em 1998, as candidatas a Miss Brasil para passear por Brasília, e suspendeu uma sessão no Congresso para que os deputados pudessem cumprimentar todas as candidatas. (O Estado de São Paulo – 18/03/1998)



33)  Você sabia que Russomano tem poderes paranormais?  A parte exótica de sua personalidade é destacada através dos seus auto declarados dons exotéricos. Ele se diz parapsicólogo e hipnólogo  e emenda: hipnotizo para fazer o bem, como ajudar as pessoas a parar de fumar ” (Vejinha SP)

domingo, 9 de setembro de 2012

Dominar a Justiça ainda vai dar trabalho aos petistas.

Vejamos o que diz Ilimar Franco em sua coluna, em O Globo:
A condenação pelo STF do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) era esperada no partido. Mas não que ela fosse também pelo crime de lavagem de dinheiro. A partir de agora, os réus no processo do mensalão avaliam que podem ir para a cadeia.
Os ex-presidentes do PT José Genoino e José Dirceu estão a cada dia mais apreensivos com os rumos do julgamento do mensalão. O caso mais grave é o de Genoino. Deprimido, na volta das férias, deve pedir
licença do Ministério da Defesa.
Mesmo com o apoio do novo presidente do STJ, Félix Fischer, Sérgio Kukina não deve ser nomeado para a vaga do Ministério Público no STJ.
No Planalto, ele é considerado tucano. A tendência da presidente Dilma é pela nomeação do procurador Sammy Barbosa, que tem o apoio do vice do STJ, Gilson Dipp, do governador Tião Viana (AC) e do senador Jorge Viana (PT-AC).
COMENTO: É por estas e outras que dizem que o PT quer aparelhar todo Sistema, desde o Ministério Público até o mais alto nível do Judiciário.
Critérios de capacidade e meritocracia parecem não existir para os petistas. O compromisso com o Partido e seus objetivos eleitoreiros e de Poder, pelo visto, são os critérios do lulopetismo.
Mas vão ter muito trabalho. Ainda há muita gente consciente de seu mister na Justiça Brasileira.
Que Deus salve a República!

PSDB acusa Dilma de usar a máquina pública com fins eleitorais.

Sigla acusa presidente de usar máquina pública contra adversários e fazer propaganda eleitoral; em SP, mensalão pauta candidatos.
SÃO PAULO - O presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), divulgou nota neste sábado, 6, na qual acusa a presidente Dilma Rousseff de uso da máquina pública para atacar adversários e fazer propaganda eleitoral em seu pronunciamento em cadeia de rádio e TV, na noite de quinta-feira.
O partido, diz a nota, "usará dos meios legais e compatíveis" para "denunciar o uso indevido e eleitoral do último pronunciamento da presidente".
No Dia da Independência, Dilma chamou de "questionável" o modelo de privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso.
"A exemplo do que alguns de seus ministros vêm fazendo nas campanhas municipais, prometendo tratamento privilegiado para os municípios que elegerem candidatos do PT, a presidente se valeu da prerrogativa de convocar uma cadeia nacional de rádio e TV para atacar a política de privatizações adotada pelo governo tucano do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como se seu governo não tivesse aderido à mesma tese”, diz Guerra no comunicado.
O PT se manifestou de forma oficial no início da noite. Sem rebater as críticas do PSDB, o presidente nacional petista, deputado estadual Rui Falcão (SP), disse que o partido "recebeu com muito entusiasmo" o pronunciamento de Dilma, "principalmente quanto à decisão de reduzir as tarifas de energia elétrica". "Trata-se de uma medida de grande alcance, que reafirma o seu compromisso com o crescimento da economia brasileira e a melhoria da qualidade de vida da população", afirmou na nota de apenas três linhas.
Mensalão
Na nota tucana, Guerra cita ainda o mensalão. Diz que representantes do PT no governo "se valem da máquina pública para atacar adversários" e também para "tentar reduzir o desgaste sofrido pelo avanço das condenações no julgamento do mensalão".
O escândalo também motivou hoje um embate entre os candidatos a prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT). Em Parelheiros, o petista disse que Serra usa o julgamento do mensalão na campanha por não ter projetos e o desafiou a defender o legado do prefeito Gilberto Kassab (PSD). "Uma administração com 20% de aprovação e 80% de reprovação tem de partir para esse tipo de expediente", afirmou.
Na sexta, pela primeira vez, Serra mencionou a denúncia de compra de apoio no Congresso no horário eleitoral na TV. Durante agenda no Itaim-Bibi, hoje, ele voltou à carga: "Todo mundo sabe que o mensalão é assunto do PT. Quem comandou o mensalão, o chefe do mensalão é um dos chefes até hoje do PT. Se é um fenômeno partidário, é do PT", disse, fazendo referência implícita ao ex-ministro José Dirceu. "O STF já provou que o mensalão existiu. Não se trata de uso, trata-se de evidência".
Sobre o fato de ser apoiado por um dos réus do caso, o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), ele minimizou: "Eu apoio a decisão da Justiça", disse. "Quem é inocente que seja inocentado, quem é culpado que seja culpado".
*De EDUARDO KATTAH, BRUNO LUPION E RICARDO LEOPOLDO no  Estadão