sábado, 8 de outubro de 2011

Uma frase.

"Antigamente os cartazes nas ruas com rostos de criminosos oferecia recompensas, hoje em dia pede votos."

"Prisão não é colonia de férias..."

"... preso precisa trabalhar."
O senador Reditario Cassol (PP-RO) defendeu ontem no Senado o fim do auxílio-reclusão para os condenados que estiverem cumprindo pena e a adoção da pena de chicotadas contra os presos que se recusarem a trabalhar nos presídios.
Ele alega que "pilantras, vagabundos e sem-vergonha" recebem um tratamento melhor do que os trabalhadores brasileiros.
"Nós temos de fazer o nosso trabalho, ilustre presidente e nobres senadores, modificar um pouco a lei aqui no nosso Brasil, que venha favorecer, sim, as famílias honestas, as famílias que trabalham, que lutam, que pagam impostos para manter o Brasil de pé", defendeu.
"E não criar facilidade para pilantra, vagabundo, sem-vergonha, que devia estar atrás da grade de noite e de dia trabalhar, e quando não trabalhasse de acordo, o chicote voltar, que nem antigamente", defendeu. 
Suplente de seu filho, o ex-governador de Rondônia Ivo Cassol, que está licenciado, Reditario questionou o "desamparo" dos parentes das vítimas, enquanto o governo - segundo ele - gasta por ano "mais de 200 milhões de reais do orçamento para sustentar a família dos presos que cometeram crime hediondo, crime bárbaro".
"O vagabundo, sem-vergonha, que está preso recebe uma bolsa de 802,60 reais para seu sustento. Mesmo que seja auxílio temporário, a prisão não é colônia de férias", protestou.  
No seu entender, a pessoa condenada por crime grave deve sustentar os dependentes com o trabalho nas cadeias. Ele comparou a situação aos trabalhadores desempregados que, "além de tudo isso, muitas vezes é assaltado, tem a casa roubada e precisa viver recluso atrás das grades de sua própria casa". (Com informações da Agência Estado)
COMENTO: O senador Reditário exagera, por certo, quanto às chibatadas, mas acerta quanto ao trabalho obrigatório para prisioneiros, remunerado é claro, com fins de ajuda à seus dependentes fora da prisão.
Alguns políticos, jornalistas e até certos radialistas, dizem, "de coração vagabundo", que o auxílio é justo e trata-se "apenas" de uma devolução de contribuições à previdência.
Quando se fala sobre os direitos das vítimas, eçes, simples,memnte alegam que " aí é outra coisa". Mas será que é assim que se quer combater a violência no país?
O bandido sabe que se for preso terá "direitos humanos", assistência médica, odontológica, alimentação e, pasmem, uma "ajudazinha" superior ao trabalhador que luta e sua, lá fora, para sustentar sua família.
Em Alagoas, terra onde a ONU indicou como o Estado com maior índice de assassinatos, tem um Ministério é Pùblico tão atuante,  que às vezes parece se preocupar mais como o preso foi tratado do que com o crime que praticou.

Porque hoje é sábado, uma bela mulher.

A bela atriz Ildi Silva

O stress da atriz Paula Burlamaqui

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A "presidenta Búlgara do Brasil"

Dilma a 1,99 nas bancas búlgaras.
Na viagem ao país de Petar Roussev, Dilma nem desconfiou que o grande caçador de cretinices acompanhava a comitiva presidencial e acabou capturada em Gabrovom a Itu, da Bulgária. Vejam parte do histórico relato do nosso enviado especial à Bulgária, Celso Arnaldo Araújo.
Apesar da natural falta de jeito, os passos tentam ser solenes e sincopados – é a presidente, ao som do hino nacional búlgaro, seguindo os três soldadinhos de chumbo que carregam uma coroa de flores com as cores da bandeira brasileira, para ser depositada no túmulo do soldado desconhecido, na capital Sófia. Ela se detém ao final do tapete vermelho, aguardando a colocação da corbeille. E então recomeça a marcha em direção à oferenda. Ao chegar, ajeita alguma coisa no arranjo floral e curva a cabeça, em reverência. Recompõe-se, espera sete segundos e abaixa a cabeça uma segunda vez, um tanto hesitante – o cerimonial não explicou direito se eram uma, duas ou três vezes e o intervalo entre elas. E então faz meia volta, agora em silêncio respeitoso – a banda marcial recolheu os instrumentos. Só se ouvem então os passos do meio salto agulha da “presidente búlgara do Brasil” — como ela mesma gostou de se intitular na visita histórica à terra de Petar Roussev — de retorno à passarela rubra. Em 1min25s, o registro de um momento histórico.
“Никога в историята на тази страна” (Nunca na história deste país) um presidente brasileiro colocou flores no túmulo do soldado desconhecido da Bulgária (um jornalista jocoso, cobrindo a viagem de Dilma, chegou a perguntar a um colega: haveria, por acaso, algum soldado búlgaro conhecido?). Aliás, em toda a história da nossa República, nenhum presidente brasileiro fez qualquer coisa na Bulgária. E é provável que não volte a fazer.
...
Gabrovo, com 60 mil habitantes, aos pés dos Balcãs, é uma espécie de Itu búlgara. Se a cidade paulista ganhou fama folclórica por sua mania de grandeza, Gabrovo se notabilizou pela sovinice de seus habitantes. Ali, um sujeito estava com uma piada engatilhada para contar à presidente – pena que não teve chance.
Um gabroviano vai para o céu e começa um diálogo com Deus, que também é de Gabrovo, pelo menos antes do comunismo:
– Meu Deus, o que é para o senhor dois mil anos?
– Um minuto – Ele responde.
– E 500 mil euros?
– Dez cêntimos de euro.
– Senhor, dai-me 10 centavos.
– Espere um minuto.
Pode não ser um humor muito afiado, mas, por essas e outras, Gabrovo se consagrou – entre os que já ouviram falar em Gabrovo — como a cidade mais engraçada da Bulgária. Lá tem até um salão de humor, equivalente ao de Piracicaba. Donde, Ziraldo na delegação presidencial. Brasil e Bulgária são sempre vizinhos nos stands de diversos salões de humor internacionais – quando nada, porque, pela ordem alfabética, Bulgária fica colada ao Brasil, já que em Brunei não existe humor. Daí talvez se explique o bom humor permanente da presidente Dilma.
Sob um sol radiante, centenas de habitantes de Gabrovo ocuparam o pátio do colégio Vassil Aprilov, onde Petar Roussev acabou seus estudos em 1918. Todos queriam ver e escutar a “presidente búlgara do Brasil”. Ela foi conhecer o colégio e, na saída, falou de sua emoção.
– A sra, engasgou?, pergunta um repórter que percebeu a dificuldade de Dilma em concluir seu pensamento durante o pequeno discurso que fez na escola do pai.
– Engasguei, parei de falar, não conseguia, não conseguia formular, porque é uma coisa impressionante você tá no lugar que seu pai estudou.
Pedro Rousseff não parou de estudar quando foi para o Brasil – só assim se explica por que a presidente Dilma também engasgue e não consiga formular um único pensamento no Brasil.
Um repórter quer saber como recebeu a manifestação espontânea do povo búlgaro nas ruas.
– Não entendo tudo o que falam, como ocês podem sabê, mas as expressões afetivas são universais.
Se não entende tudo, entende um pouco? Mais ou menos:
– Agora, na verdade, cê veja, eu falo duas palavras: falo “baglodariá” e falo agora uma que eu esqueci.
Provavelmente, esqueceu de duas, “Zdraveite, gvardeyci”, que poderia ser traduzido livremente em dilmês por:
– Oi, guardas.
Quanto a “baglodariá”, cartas para a redação.
*Augusto Nunes

Dilma tem de ressarcir aos cofres públicos sua viagem à Bulgária, a sua “Mombaça”


Tá bom!
Ninguém diz, digo eu.
A Bulgária era o país mais atrasado da Europa Comunista.
Agora, é o país mais atrasado da Europa pós-comunista.
Dilma tem todo o direito de tirar uns dias de férias para conhecer a terra de seu pai e se encontrar com parentes.
Mas que o faça com o seu dinheiro, não com o nosso.
José Sarney não tinha vice porque ele próprio era originalmente o vice.
Quando se ausentava do país, como aconteceu em 1989, numa viagem à Europa, assumia o comando do país o presidente da Câmara - à época, Paes de Andrade.
Na interinidade, o homem não teve dúvida: encheu o avião presidencial de convidados e autoridades do governo e rumou para Mombaça, no Ceará, a sua terra natal.
A Bulgária é a Mombaça de Dilma.
O que ela foi fazer lá, com o avião lotado de autoridades?
Fernando Pimentel, ministro da Indústria e Comércio, tenta explicar: “É claro que ainda não temos números de investimento. Estamos aqui para ver quais são as oportunidades”.
Ah, bom!
Antes de haver qualquer prospecção de encarregados de negócios, o negócio é ir lotando o avião e pronto!
Não dá!
Trata-se de uma viagem pessoal.
Os brasileiros não têm nada com isso.
*Texto por Reinaldo Azevedo

O antipetista

O PT subiu a rampa do Planalto, em 2003, com a imagem de exercitar a ética na política. Quadros da legenda, é verdade, em administrações municipais e estaduais, haviam mantido contato com o reprovável costume de buscar em prestadores de serviços públicos recursos “não declarados” para financiar atividades político-eleitorais.
Mas, àquela altura, nada que pudesse manchar o partido, nivelando-o a alguns outros, conhecidos por atrair financiadores com o aceno de generosos contratos de obras públicas no futuro.
O escândalo do mensalão, em 2005, trincaria de forma irremediável aquela imagem, até porque não se tratou só de captação de dinheiro “não declarado” — não bastasse isto também ser crime —, mas de desvio de recursos públicos para gastos políticos privados, por meio da lavanderia financeira de Marcos Valério.
Tratava-se de azeitar com dinheiro sujo a aliança parlamentar de apoio ao governo Lula.
Os detalhes, revelados pela revista “Veja”, da investigação do Ministério Público de São Paulo sobre como a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) operava no financiamento oculto da campanha de Lula em 2002 reforçam a percepção de que o partido já havia mergulhado fundo no submundo financeiro da política e da corrupção.
As investigações detectaram também desvios para o orçamento particular de diretores petistas da cooperativa. O trabalho do MP paulista, conduzido pelo promotor José Carlos Blat, atinge o novo tesoureiro do PT, João Vaccari, presidente do Bancoop naqueles tempos, e que se encontraria em ascensão para ser o responsável pelo caixa da campanha de Dilma Rousseff. Não mais será.
Restam também estilhaços para outros petistas ilustres, como Ricardo Berzoini, ministro do Trabalho quando, de acordo com “Veja”, para evitar a quebra do Bancoop, a pedido de Vaccari, ajudou a montar uma operação de socorro à cooperativa que, na prática, transferiu parte do rombo para fundos de pensão de estatais administrados por militantes do partido.
A peculiaridade do caso é que sindicalistas petistas prejudicaram companheiros, aqueles que confiaram sua poupança para ter a casa própria via Bancoop e perderam tudo. Sequer pode ser alegada uma suposta “ética proletária” para “expropriar” a burguesia em prol de uma justa causa popular.
E não adianta o partido utilizar o conhecido truque da vitimização, denunciando uma fantasiosa “guerra de extermínio” contra a legenda. Balela. Se existe algum exterminador antipetista, ele pode ser encontrado entre militantes que executam com método e competência o trabalho de pulverização ética da legenda.
*Editorial de O globo, via blog do Ricardo Noblat

Seria um sonho petista?

Na Bielorrússia passou a ser proibido bater palmas, ficar de pé, fazer silêncio
O Parlamento da Bielorrússia introduziu hoje alterações à lei “Sobre iniciativas de massas” que equiparam o “silêncio” e o “estar de pé” a acções de protesto.
As emendas foram aprovadas numa sessão fechada do Parlamento bielorrusso na segunda-feira, mas só hoje foi revelado parte do conteúdo.
Anatoli Glaz,vice-presidente da Comissão de Direitos do Homem do Parlamento, anunciou que as emendas equiparam acções flash mob a piquetes, limitam os locais de realização de manifestações e “explicam alguns termos”.
Além disso, são proibidas acções de massas organizadas através da Internet e redes sociais se aí for revelado o local, hora e objectivo da concentração.
Segundo o deputado, as ações silenciosas, se organizadas sem a sanção do poder, também são equiparadas a acções de protesto não autorizadas e “o silêncio e o estar de pé são considerados ações”.
Glaz assinalou, numa conferência de imprensa, que os deputados estudaram a prática europeia e que consideram que as emendas não pioram a lei de concentração de massas.
“As alterações não mudam a lei para pior e ela não fica pior do que noutros países e o castigo pelas violações é até mais humano do que nos Estados Unidos”, concluiu.

Comissão da Câmara aprova criação de 1293 cargos no Itamaraty

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7579/10, do Poder Executivo, que cria 400 cargos de diplomata e 893 de oficial de chancelaria para o Ministério das Relações Exteriores. Se aprovado o projeto, as vagas serão criadas ainda neste ano. Além dos novos cargos serão transformados, sem aumento de despesa, 346 cargos de assistente de chancelaria a partir de 172 cargos de oficial de chancelaria. O relator na comissão, deputado Cláudio Puty (PT-PA), restringiu sua análise à adequação financeira da proposta e defendeu sua aprovação. O projeto, que tramita em caráter conclusivo,segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). O texto já havia sido aprovado pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Trabalho, de Administração e Serviço Público.
* PalaciodaMariaJoana

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O mundo perde a "principal figura" do mundo digital.

'Talvez Thomas Edison tenha feito muito mais para melhorar o mundo do que Karl Marx...Lembrar que eu estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que eu encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida.
Por que quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de se envergonhar ou de errar – isto tudo cai diante da face da morte, restando apenas o que realmente é importante.
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira para eu saber evitar em pensar que tenho algo a perder.
Você já está nu.Não há razão para não seguir o seu coração.”
*Discurso durante formatura em Stanford, 2005

Deputada comunista pode perder o mandato.

Vanessa Grazziottin corre risco de perder mandato
TSE julgará até o fim do ano ação que acusa a senadora amazonense de compra de votos. Se ela for cassada, voltará ao Senado um dos mais ferrenhos oposicionistas ao governo Lula: Arthur Virgílio
Eleita em outubro de 2010 com 672,9 mil votos, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) corre o risco de perder o mandato de senadora no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tramita contra ela um recurso contra expedição de diploma por abuso de poder econômico, compra de votos e captação e gasto ilícito de recursos de campanha. A expectativa é que até o fim do ano a ação seja julgada pelos ministros da corte eleitoral.
O recurso contra expedição de diploma, apesar de ser de autoria do Ministério Público Eleitoral (MPE), explicita uma briga política local. O autor da denúncia foi o candidato derrotado ao Senado pelo PSDB, Arthur Virgílio. Tentando a reeleição, Arthur teve desempenho nas urnas similar ao da comunista. Porém, por uma diferença de apenas 28,58 mil votos – 0,98% dos votos válidos – não conseguiu uma cadeira no Senado pelo estado.
Dias após a realização do primeiro turno, o tucano levou ao MPE sete pessoas que afirmaram, em depoimento, terem vendido seus votos em favor de Vanessa, de seus suplentes Francisco Garcia Rodrigues e Alzira Ferreira Barros, e do deputado estadual Eronildo Braga Bezerra. Todos eles faziam parte de uma coalizão de partidos que elegeu o ex-governador Eduardo Braga (PMDB-AM) ao Senado e reconduziu Omar Aziz (PMN) ao governo estadual.
De acordo com a representação do MPE protocolada no TSE, houve compra de votos e abuso de poder econômico pelo uso do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), vinculado à Secretaria de Produção Rural (Sepror). O órgão é responsável pelo programa Zona Franca Verde, que distribui sementes e implementos agrícolas (motores, kits ferramentas e pescador, entre outros) a agricultores do interior do estado.
Na visão da vice-promotora-geral eleitoral, Sandra Cureau, que assina a denúncia, a distribuição das sementes e outros materiais pelo Idam teve como propósito beneficiar as candidaturas de Vanessa, Bezerra e de outros integrantes da coligação Avança Amazonas. Eronildes, o candidato a deputado estadual, que é marido de Vanessa, fez parte do governo Eduardo Braga até 31 de março de 2010.E ele era justamente o secretário da Sepror, a pasta responsável pelo programa que atualmente é questionado na Justiça Eleitoral.
Apreensão
Durante a campanha, houve a apreensão de R$ 88 mil em poder do presidente da Câmara de Vereadores de Amaturá, Siríaco Silva Gomes. Junto com o valor, havia material de campanha de Vanessa. Para o MPE, o dinheiro seria usado para o pagamento de eleitores. “Os indícios apontam para a existência de veementes indícios de corrupção eleitoral”, disse a vice-procuradora eleitoral no recurso.
Outra denúncia é o uso de cartões bancários e senhas de saque emitidas pelo Banco Bradesco para pagamento de cabos eleitorais. “Essa vitória, entre aspas, sequer foi comemorada porque eles sabem que não ganharam democraticamente”, disse Virgílio na época. O tucano, que não foi localizado pelo Congresso em Foco ontem (4), afirmou que recebeu denúncias de pagamento a cabos eleitorais, em troca de votos, de diversos municípios amazonenses.
Com Cármen Lúcia
Políticos ligados tanto à senadora quanto ao tucano evitam falar publicamente sobre o caso. Porém, nos bastidores, deixam claro que a vitória da comunista não foi bem digerida pelo adversário. Um parlamentar disse ao Congresso em Foco que as evidências de que houve corrupção eleitoral são grandes. “Acho que dessa ela não escapa”, disse o deputado. O processo está, neste momento, nas mãos da relatora, ministra Cármen Lúcia.

Quando se quer e o sistema deixa...

Lembram-se da campanha de Nicholas Negroponte, em 2005, que ficou conhecida como  One Laptop Per Child para a construção de um portátil a 100 dólares, numa altura em que a indústria "Wintel" não concebia semelhante coisa por menos de 400 dólares? Pois anotem bem: a empresa indiana Developer Datawind está a vender ao governo indiano um tablet por ... 45 dólares!!!

AGU não quer campanha política com verba pública.

A Advocacia-Geral da União, órgão ligado ao governo, condena financiamento de campnahas políticas com verba pública. A instituição órgão é contrária à proposta defendida pelo PT e por Lula. Advocacia diz que modelo facilita a hegemonia de partidos maiores.
A Advocacia-Geral da União, órgão vinculado ao Palácio do Planalto, condenou ontem a aprovação do financiamento público de campanha. O modelo de custeio para as eleições é uma bandeira defendida pelo PT e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A AGU criticou a proposta em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela presidente Dilma Rousseff. No documento, o órgão defende o papel das doações privadas nas eleições. O texto foi anexado a uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) ajuizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A entidade pede a exclusão dos dispositivos que permitem doações por parte de pessoas jurídicas às campanhas políticas. O relator da ação é o ministro Luiz Fux.
A posição do governo deve orientar a base aliada na votação do projeto de lei de reforma política em tramitação na Câmara. "Existe, no Brasil, um preconceito quanto às doações de pessoas jurídicas às campanhas políticas, havendo a tendência de se considerar tais doações como criminosas. Há sempre a desconfiança de que as empresas doadoras estão comprando alguma vantagem futura. Contudo, tal premissa não se mostra cem por cento verdadeira. O financiamento dos partidos e das campanhas eleitorais por pessoas jurídicas não é uma atividade corrupta", afirma o documento da AGU.
Corrupção
Para os advogados da União, o aporte privado é a "garantia do pluralismo partidário" e evita a "hegemonia entre os partidos dominantes e de maiores representações". Sustentam ainda que as pessoas jurídicas são um segmento da sociedade e que retirar essa representatividade é coibir a participação política do eleitor. Outro argumento defendido pela AGU é o de que a vedação ao financiamento privado não garante o controle à corrupção. "É necessário aprimorar os marcos regulatórios, os mecanismos e órgãos de controle", completa o jurídico do governo.
O documento da AGU tem 30 páginas e reúne manifestações dos advogados da Consultoria Jurídica e da Coordenação Geral de Processos Judiciais e Disciplinares, ligada ao Ministério da Justiça. Os argumentos e a base teórica da defesa, no entanto, são semelhantes e atacam os mesmos pontos. Contrária à medida cautelar, a AGU afirma que a relação entre os meios econômicos e o poder político está entre os maiores desafios enfrentados pelas sociedades democráticas. O ministro Luiz Fux notificou no mês passado todos os poderes a apresentarem manifestação na Adin. Para ele, a matéria tem inegável relevância social e efeitos na segurança jurídica.
O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia (PT-RS), defendeu a constitucionalidade das leis atuais e afirmou que a decisão sobre o financiamento das campanhas é política. "O fato de existir uma política (de financiamento) melhor não equivale a dizer que a atual é inconstitucional", afirma o parlamentar, que considera incabível o pedido da OAB. O Senado não se manifestou. A AGU pediu vista ao processo na última semana.
* Por Alana Rizzo - CORREIO BRAZILIENSE - 05/10/2011

Deboche dos mensaleiros


Construtora de Lavras (MG) arrematou em leilão judicial uma casa na QL 10 do Lago Sul com 862 metros quadrados de área construída, em que cada tijolo foi pago com dinheiro de contratos de informática do Governo do Distrito Federal. O imóvel luxuoso pertencia a Durval Barbosa, o delator do maior escândalo político da capital.
A mansão foi a leilão para ressarcir parte do prejuízo causado pelo esquema de corrupção que vigorou no DF por 10 anos. Avaliada pelos peritos judiciais em R$ 4,3 milhões, valia mais, segundo corretores. No entanto, a empreiteira de Minas Gerais pagou R$ 3,5 milhões.
O terreno, uma ponta de picolé, fica ao lado da casa em que Durval viveu com a família antes de se separar de Fabiani Barbosa Rodrigues, em 2009. A intenção do casal era ampliar a residência com uma área para festas, a ponto de a obra ter sido embargada pela Administração Regional do Lago Sul, por configurar uma extensão ilegal da casa.
Para alguns, o confisco e a venda da mansão de Durval podem trazer um sentimento de justiça, pois voltou aos cofres públicos parte dos recursos desviados. Mas está longe de Durval e toda a gente denunciada por ele receber uma punição à altura dos crimes cometidos. Somente o homem que gravava políticos e empresários responde a 23 ações penais movidas pelo Ministério Público, nas quais foram acusadas 35 pessoas por corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e dispensa ilegal de licitação.
Durval se autoincriminou na delação premiada e já está condenado a penas que somam mais de 15 anos de prisão. Mas não passou um dia atrás das grades. Ele tem recorrido e, em alguns casos, por causa da redução da pena, tem conseguido a prescrição. A estimativa do MP é que Durval tenha movimentado mais de R$ 2,7 bilhões, entre 1999 e 2006.
*Texto por Renato Alves - Correio Braziliense - 05/10/2011

Envergonho-me da justiça brasileira.

“Infeliz da Geração cujos Juízes merecem ser julgados.”
Com relação à acusação por formação de quadrilha, no episódio do mensalão, - eles nos venceram.. Fragorosamente fomos derrotados por decurso de prazo, prescrição da acusação, e outros que tais que a imoralidade provedora se vale oportunamente a consubstanciar desculpas pela Justiça despojada de vergonha ao descumprir seus desígnios. O Ministro do STF, um “tardinheiro”, conforme Rui Barbosa, tanto se ausentou que favoreceu o acerto das previsões do líder da quadrilha. “Nunca nada será sentenciado” profetizou o banal falastrão. O inconteste desvalimento do Poder Judiciário, em que se demostra pela sua mais alta Corte, está registrado no flagrante inédito de um foto que em verdade a milímetro deixou claro nos principais jornais do país a reunião das três maiores autoridades do lulopetismo. Estavam no Congresso da facção delituosa, e que momentos antes Dirceu havia sido o mais ovacionado pelos militantes-meliantes. Dirceu, ao lado da pseudopresidente, e do ex-presidente, que já superou sua humildade e o rol daqueles populistas que se acham deuses, agora ele tem certeza de que é! 
A frouxidão, o pouco caso pela ética e moralidade afeita à coisa pública jamais teve tal dimensão. A voz da consciência e da honra na justiça é quase que nula contra os desmandos e à pilhagem do erário. Não se comemora a honra. Difícil dizer, mas é cada vez mais intensa a vergonha do futuro que legamos aos nossos filhos e netos diante da ação e da aceitação de atos praticados por tantos hipócritas e coadjuvantes de delinquentes influentes. Que vergonha é a justiça do meu país.
 * Texto por Oswaldo Colombo Filho - Jornal  O Estado de S.Paulo 03/09/2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Os avós da democracia e os avós da tirania

Um rapaz me pergunta, não sei se estudante da São Francisco, a título de provocação, se os jacobinos também não contribuíram para a democracia. Diz isso porque afirmei que a Faculdade de Direito da USP não pode ser um clube jacobino.
Já que perguntou, então lá vai. Não! Os jacobinos só contribuíram com as cabeças cortadas. No começo, foram as alheias, até que chegou a hora de entregar as próprias. Que é o que sempre acontece com quem se dedica à eliminação do outro.
A democracia moderna é herança da “direita” da Assembléia, nenéns. Os jacobinos — o que fica claro, aliás, na obra do velhote do traseiro furunculoso — são os antecedentes morais,  E CRIMINAIS, do marxismo e do fascismo.
*Por Reinaldo Azevedo

Ministério Público deverá abrir inquérito para investigar Palocci.

O Ministério Público Federal prepara-se para abrir um inquérito criminal para investigar a atuação do ex-ministro Antonio Palocci como consultor de empresas. Procuradores que analisam o caso informaram a Procuradoria-Geral da República de sua intenção e relataram que encontraram "fatos novos" ao examinar os negócios particulares de Palocci. Palocci faturou R$ 20 milhões com sua empresa de consultoria no ano passado, quando exercia o mandato de deputado federal e chefiou a campanha que levou Dilma Rousseff (PT) à Presidência. Seus negócios foram revelados pela Folha em maio, abrindo uma crise que levou à sua demissão em junho. Palocci chefiava a Casa Civil e foi o ministro mais influente da largada do governo Dilma.
O episódio marcou o início de uma série de mudanças promovidas por Dilma no primeiro escalão de sua equipe. A presidente substituiu mais quatro ministros, três deles envolvidos em escândalos. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse à Folha que foi consultado pelos procuradores que analisam o caso e afirmou que dará sinal verde para que abram o inquérito criminal. A rigor, Gurgel nem precisaria ser ouvido, pois Palocci perdeu o foro especial a que tinha direito como ministro ao ser demitido por Dilma. Mas o Ministério Público do Distrito Federal pediu seu consentimento "por deferência", uma vez que Gurgel havia engavetado o pedido numa primeira consulta. À época, ele alegou não haver indícios concretos de crime nem motivo para apurar o caso.
"Eles podem abrir sem qualquer problema", disse. "Eles inclusive deixam bem claro que seriam outros fatos além daqueles [conhecidos]". Gurgel e os procuradores que investigam Palocci não apontaram os indícios de crimes que teriam encontrado. O ofício 5089/2011, em que eles descrevem o que apuraram, foi encaminhado no dia 8 de agosto ao procurador-geral, que até ontem ainda não havia encaminhado de volta sua resposta formal. A consultoria de Palocci já é alvo de uma investigação na área cível, cujo objetivo é apurar se o enriquecimento do ex-ministro é compatível com os rendimentos obtidos pela empresa nos últimos anos.Foi essa investigação que encontrou os indícios que, na avaliação dos procuradores, justificam a abertura de um inquérito criminal, que poderia averiguar se o ministro praticou tráfico de influência ou cometeu outros crimes.
Palocci usou os rendimentos obtidos por sua consultoria, a Projeto, para comprar dois imóveis em regiões nobres de São Paulo, um apartamento de R$ 6,6 milhões e um escritório de R$ 875 mil. O Ministério Público Federal teve acesso à lista completa de clientes da Projeto, além de informações fiscais e sobre a movimentação financeira da empresa. O ex-ministro sempre se recusou a divulgar essas informações. (Da Folha de São Paulo)
*Postado por O EDITOR

Parlamento Russo aprova iniciativa de castração química a pedófilos.

A Duma Estatal (Câmara Baixa do Parlamento Russo) aprovou hoje em primeira leitura o projeto-lei proposto pelo Presidente Medvedev que permite a castração química de pedófilos e proíbe a aplicação da liberdade condicional antecipada aos condenados por delitos sexuais contra menores.
O documento, aprovado por 332 votos a favor, um contra e nenhuma abstenção, visa endurecer as penas por delitos contra a integridade sexual de menores de 14 anos. Em particular, propõe-se privar do direito a liberdade condicional antecipada às pessoas condenadas por tais delitos.
O documento propõe também que as pessoas julgadas pela segunda vez pelos mesmos delitos, os reincidentes, sejam condenadas a longas penas de prisão, incluindo a prisão perpétua.
O documento estabelece as normas de aplicação das medidas de coação de caráter médico que serão aplicadas por ordem do juiz e partindo dos resultados do exame psiquiátrico forense.
O representante do Presidente da Rússia na Duma, Garri Minkh, comentou que, caso seja aprovado o projeto-lei, o juiz ou a comissão médica poderão ordenar a aplicação da castração química forçada a pessoas sancionadas por delitos sexuais contra menores de 14 anos.
Nos demais casos, os condenados poderão solicitar a castração química voluntária ao pedir a sua liberdade condicional antecipada.
A 01 de junho de 2011, a Duma Estatal aprovou, em segunda leitura, um projeto-lei que endurecia a pena por delitos sexuais contra menores. A pessoa condenada podia obter a liberdade antecipada depois de cumprir uma parte da pena.
Porém, a terceira leitura foi suspensa quando se soube que o Presidente Medvedev estava a elaborar um projeto-lei para endurecer as penas por pedofilia.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O Ministério dos Correligionários

Considerando-se "ministro da confiança da presidente Dilma Rousseff", o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, age com absoluta desenvoltura, tanto no preenchimento de cargos de comando de sua pasta como no repasse de verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Ao tomar posse em 2007, Lupi passou a dispor de 600 cargos de livre provimento, em Brasília e nas Superintendências Regionais do Trabalho nos Estados, e não perdeu tempo em preenchê-los com militantes do PDT, partido do qual é presidente licenciado "pro forma". Aparelhada a máquina, o ministro tem buscado "novas parcerias" com as centrais sindicais, alegadamente para ajudar o Ministério na intermediação de empregos no Rio e em São Paulo. Ocorre que algumas das centrais sindicais estão proibidas pelo TCU de receber dinheiro público por irregularidades nas prestações de contas. Matreiramente, Lupi encontrou uma brecha para canalizar dinheiro para essas entidades por meio de sindicatos a elas filiados. Trata-se, claramente, de uma burla, pois são as centrais que lideram os programas para onde vão os recursos e são elas que os capitalizam para seus próprios fins.
Lupi faz questão de afirmar que separa as funções de ministro de Estado e de militante partidário e que toma o cuidado de só se reunir com seus colegas de legenda depois do expediente. Mas não fica bem claro se o convênio com a Confederação Nacional dos Metalúrgicos, que recebeu R$ 46,4 milhões do FAT, foi discutido em âmbito ministerial ou partidário. A Confederação é filiada à Força Sindical, presidida pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). E a presidente da Confederação, Monica de Oliveira Lourenço Veloso, também é diretora da central.
O objetivo de tais convênios é sempre criar empregos - e eles os criam, mas nem sempre para as categorias que eles objetivam ajudar. Muitos são empregos diretos como os dos nomeados para cargos de confiança no governo ou os integrantes da burocracia sindical. Mas há também empregos indiretos, incluídos naturalmente nas estatísticas que o ministro do Trabalho costuma recitar mensalmente para a mídia.
Saíram do FAT, por exemplo, R$ 6 milhões, destinados, na gestão de Lupi, ao Sindicato dos Oficiais Alfaiates, Costureiras, Trabalhadores na Indústria de Confecção de Roupas e de Chapéus para Senhoras, do Rio, filiado à União Geral dos Trabalhadores (UGT). Grande parte do dinheiro, porém, foi utilizada pelo sindicato para reformar e mobiliar a sua sede. Foram criados empregos, portanto, na construção civil e na indústria de móveis, mas ignora-se qual foi o ganho para a categoria beneficiária da verba.
Mais recentemente, o ministro do Trabalho descobriu um novo nicho para aplicação de recursos do FAT - a contratação de ONGs para capacitação de pessoal para atuar durante a Copa de 2014. O Ministério do Turismo já tem um programa com essa finalidade, com uma dotação de R$ 257 milhões, denominado "Bem Receber a Copa", no qual o TCU detectou indícios de irregularidades. Mas isso não impede que o Ministério do Trabalho também tome iniciativas na mesma direção.
Como o Estado noticiou (27/9), o ministro Lupi firmou um convênio com o Instituto Nacional América, no valor de R$ 3 milhões, para treinar trabalhadores na área de turismo em Porto Alegre e em 19 municípios de sua região metropolitana. Acontece que aquele Instituto foi punido pela Corregedoria-Geral da União com suspensão de novos contratos com a União por irregularidade e está sujeito a recolhimento de multa. A entidade já recebeu R$ 1,5 milhão e a CGU mandou verificar se já foram feitos ou são previstos novos pagamentos, mas está claro desde já que o pagamento foi feito bem antes de os cursos começarem a ser ministrados.
Lembra-se que a presidente Dilma Rousseff, em sua primeira reunião ministerial, anotou a proposta de rever os programas pulverizados pelos Ministérios de qualificação e capacitação de mão de obra, que custaram R$ 1 bilhão nos últimos dois anos, mas nada foi feito.

Lula é premiado pelo polonês a quem chamava de " pelegão".

Premiado pelo polonês que chamava de ‘pelegão’, Lula promove Lech Walesa a ‘herói da democracia’
Protagonizadas por um Lula grávido de autoconfiança e apaixonado por si próprio, duas cenas gravadas em novembro de 2002, cinco dias antes do segundo turno da eleição presidencial, aparecem no documentário Entreatos, de João Moreira Salles. Na primeira, a bordo de um jatinho, o candidato embarca rumo aos tempos em que jogava futebol no intervalo do trabalho e surpreende Antonio Palocci com a comparação assombrosa:
─ Eu batia faltas igual ao Didi.
Inventor da “folha seca” ─ desferido com o lado externo do pé direito, a bola viajava a poucos metros do campo e baixava abruptamente ao aproximar-se do gol ─, o bicampeão mundial Didi foi um dos maiores cobradores de faltas de todos os tempos. “Como o Didi?”, Palocci murmura, esboçando um sorriso abortado imediatamente pelo rosto sério de Lula: o craque do time da fábrica não está brincando. Se o médico não tivesse sido sepultado pelo político, Palocci veria a seu lado, em vez de um contador de vantagens, um paciente com sintomas veementes de mitomania.
Os sinais da disfunção sublinham o palavrório da segunda cena. Agora, no interior do jatinho, a trinca formada por Sílvio Pereira, José Graziano e Wilson  Timóteo Júnior acompanha o monólogo do astro com a expressão contrita de quem testemunha outra aparição de Nossa Senhora:
─ No Brasil, hoje, a única figura política de dimensão nacional sou eu. Mas por que eu cheguei aonde eu cheguei? Porque eu tenho por detrás de mim um movimento. Eu tenho por detrás de mim uma grande parte da Igreja Católica, da base da Igreja Católica. Eu tenho por detrás de mim uma grande parte dos estudantes, o PT, a CUT. É muita coisa.
É tanta coisa que basta para explicar, na opinião do candidato, a diferença que o separa do polonês Lech Walesa. Líder da organização sindical Solidariedade, o operário Walesa foi eleito presidente depois da derrubada do regime comunista. Fez um governo medíocre, saiu de cena com baixíssimos índices de popularidade e não voltou a desempenhar papeis relevantes.
─ Ele deu no que deu porque ele não tinha porra nenhuma ─ ensina Lula em tom debochado. ─ Ele não tinha partido. Não tinha nada. Era um pelegão.
Nesta quinta-feira, Lula baixou em Gdansk para receber o prêmio Lech Walesa, criado pela fundação dirigida pelo ex-presidente polonês para homenagear “personalidades destacadas por seu respaldo à liberdade, democracia e cooperação internacional”. Na discurseira de agradecimento, as críticas ao pelegão foram substituídas por derramados elogios a “um autêntico herói que liderou os trabalhadores da Polônia em sua luta pela democracia”.
Se tivesse parado por aí, Lula teria apenas confirmado que hipocrisia é marca de nascença. Como jamais perde a chance de erguer monumentos ao cinismo, precisou de duas frases para inaugurar mais um em Gdansk. “Fomos muitas vezes tachados como pessoas despreparadas, incapazes de conduzir a luta sindical”, recitou a voz que até a semana passada achava Walesa um exemplo de despreparo para a condução da luta sindical. “Nossos críticos desconhecem, contudo, que os operários não aceitam nem toleram falsas lideranças”.
A drástica mudança de opinião custou exatamente 100 mil dólares, valor do prêmio que Lula foi buscar na Polônia. Ele diz que vai doar a quantia a “um país africano”, que será escolhido por representantes do Instituto Cidadania e da Fundação Lech Walesa. Por enquanto, a bolada está sob a guarda de Paulo Okamoto. Aquele mesmo: o “Japonês”. Se depender do guardião, os africanos devem esperar sentados.
Por que não usar o dinheiro para socorrer alguns dos milhões de nativos que sobrevivem submersos na miséria? Para não admitir a existência de miseráveis no Brasil Maravilha registrado em cartório. Camelô de si mesmo, Lula jura que o seu governo acabou com os brasileiros pobres. Devem ter sido exportados para a África. (Augusto Nunes)

Oposição por dentro.

Oposição, como fazê-la?
Os dois mais estridentes partidos de oposição estão deitados, um no leito hospitalar e o outro no divã. O DEM sofre de anorexia política: está  à beira da inanição, mas olha-se no espelho e vê uma imagem engordada de si próprio. O PSDB ensaia nova crise de identidade e liderança. Motivos  para o governo de Dilma Rousseff comemorar? Certamente não.
O DEM foi a sigla mais afetada pela criação do PSD. Perdeu muitos  de seus poucos deputados, prefeitos e senadores. Presidente do partido, Agripino Maia (RN) vê mais ganhos do que perdas: "Estamos não só recuperando nossas forças, mas ficando mais fortes". Acredita quem quiser.
Só é difícil compartilhar a fé do senador e crer em aritmética ao mesmo tempo. Contas não fecham. O ex-PFL tende ao nanismo porque confundiu reunião de diretório partidário com encontro de família, a admissão controlada pelo sobrenome. Por mais numerosos que sejam, Maias e Magalhães não compõem, sozinhos, um partido nacional.
De todas as declarações do senador sobre o destino da agremiação       que comanda, a mais verossímil é que o partido elegerá mais prefeitos e vereadores do que tem hoje. Questão de probabilidade: a chance de a afirmação estar certa é inversamente proporcional à base de comparação. Mesmo assim, o DEM terá que superar a inércia. Trocar o nome do partido, talvez?
No PSDB, o problema também é decidir quem manda e quem obedece. Os tucanos paulistas não dedicaram nenhum minuto de sua propaganda gratuita  na TV ao seu senador, Aloysio Nunes. Tampouco citaram José Serra. "Vamos bem", ironizou Aloysio no Twitter. Serra não passou recibo - em público.
Apesar da fama de que não frequenta restaurante com cardápio para  não ter que decidir, o governador Geraldo Alckmin (SP) fez seu prato e não quer dividi-lo com os serristas. Em vez de se opor, Alckmin aceita a  aproximação de Dilma. Elogia a presidente em público e faz parcerias com o governo federal. Verbas em vez de verbo.
Enquanto Serra, Alckmin e Aécio Neves medem-se para ver quem estará onde na cédula eletrônica em 2014, a cúpula tucana faz pesquisas e  seminários para encontrar um rumo. Segundo marqueteiros contratados pelo  partido, o problema é de imagem: o eleitor quer a social-democracia, mas não a identifica com o PSDB, que a leva no nome.
Por mais científica que seja a metodologia que levou a essa conclusão, é difícil imaginar uma discussão na fila do ônibus no Parque D.Pedro (ou na Cinelândia) em que um emergente pergunta ao outro: "Onde estão os sociais-democratas deste País?"
A ala intelectual do PSDB buscou respostas em outra freguesia. Após seminário patrocinado por Fernando Henrique Cardoso, a pesquisadora norte-americana Frances Hagopian disse que os tucanos deram um primeiro passo à direita. E "podem se destacar, nesse espaço de centro-direita, se tiverem coragem". Ao que FHC comentou: "Não foi provocação. Ela disse a verdade".
Esses fragmentos do noticiário da semana passada evidenciam que o maior partido de oposição do Brasil não tem claro se quer mesmo ser contra o governo, se segue pela direita ou pela esquerda, nem sabe quem vai liderá-lo no caminho. De novo.
Petistas podem se divertir, mas Dilma não tem motivo para comemorar. Quanto mais enfraquecida a oposição formal, mais forte a oposição interna. O PMDB e sua linha auxiliar, o PSD, crescem às custas do DEM e do PSDB. Mais anêmicos os partidos de oposição, maior o cacife da base dita aliada, maior a chantagem, maior o   fisiologismo.
*Texto por José Roberto de Toledo - O ESTADO DE SÃO PAULO - 03/10/2011

Peluso, ministro do STF, descumpriu a Constituição?

Esta mensagem, que foi enviada para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tem o objetivo de solicitar ao CNMP e ao CNJ que:
1 - verifiquem se, no  Caso Francenildo, o Ministro do STF Cezar Peluso descumpriu o Princípio Constitucional da Impessoalidade;
2 - iniciem a ação que eventualmente acharem apropriada (ou acionem quem tiver a competência legal para iniciá-la).
Se você achar que o solicitação é razoável, favor repassá-la às pessoas, no Poder Judiciário e no Ministério Público, que fazem parte de sua rede de contatos.
A questão em foco aqui é o fato de Cezar Peluso ter proibido o depoimento do caseiro Francenildo a uma CPI, alegando, entre outras razões, que o depoimento seria inútil em virtude da condição cultural do caseiro.
Segue trecho de análise, concernente ao assunto, feita por Marcelo Rodrigues Prata, Juiz Federal do Trabalho em Salvador (BA) e Especialista em Direito Processual pela Universidade Federal da Bahia:
É evidente que o fato de a testemunha ser uma  PESSOA HUMILDE  (sublinhei) não a desqualifica como tal, haja vista que ela é um cidadão brasileiro capaz de, com o seu voto, ajudar a eleger o presidente da República e até mesmo de ser eleita, como aconteceu com S. Exa., o Pres. Luiz Inácio Lula da Silva, político que sempre fez questão de ressaltar com orgulho a sua origem proletária.
Não se olvide que foi o depoimento de um motorista particular decisivo no impeachment do ex-Presidente Collor. De tal sorte, se o baixo grau de instrução, a origem social humilde e o exercício de trabalho não intelectual passarem a ser motivo de desqualificação de testemunhas a busca da verdade real, mormente nas lides penais e trabalhistas, ficará praticamente inviabilizada. Seria preciso desconhecermos inteiramente a realidade social do nosso país para que passássemos a adotar semelhante ponto de vista...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Uma campanha que vale a pena.

Adiado o projeto da transcocaleira de Evo Morales.

O presidente boliviano, não aguentou a pressão dos povos indígenas e resolveu arquivar, por enquanto a superfaturada estrada transoceânica, que ligaria por terra o Brasil ao Pacífico, 300 quilômetros rasgando a selva boliviana, apelidada pelos críticos de transcocaleira.
Ano passado o presidente Lula e Evo Morales assinaram os protocolos de financiamento da rodovia, agora contestada pelos índios bolivianos. O Brasil financiaria a obra com US$ 320 milhões, financiados pelo nosso BNDES.
“Na Bolívia, suspeita-se que o financiamento do BNDES seja uma maneira de conferir contratos vantajosos a construtoras brasileiras sem fiscalização rigorosa. Os promotores bolivianos investigam um superfaturamento de 215 milhões de dólares na transcocaleira.(Toinho da passira)

Temos uma nova política econômica?

Temos  uma nova política econômica. Sua formação remonta aos tempos finais do  governo Lula, mas ela se consolidou a partir da Medida Provisória 539,  de 26/7/2011, que criou as bases legais de uma intervenção estatal  inédita nos mercados futuros.
O objetivo é influenciar a trajetória da taxa de cambio. O IOF passou incidir nos contratos de derivativos. O Conselho Monetário foi autorizado a fixar margens de garantia desses contratos, até aqui tarefa de especialistas da BM&F conhecedores dos mercado e familiarizados com complexos modelos de avaliação de riscos.
Em seguida, surpreendentemente, o Banco Central baixou a taxa de juros (Selic), contrariando as expectativas da maioria dos analistas e aparentemente sob pressão política. O BC apostou na deterioração da economia mundial e na promessa de geração de robustos superávits primários no setor público. A piora da crise dos países ricos provocaria efeitos desinflacionários no Brasil. O esforço fiscal ajudaria a combater a inflação. Esses cenários não parecem ser os mais prováveis.

A presidente Dilma, eleita democraticamente, tem o direito e o poder de mudar a política econômica.
A hora da verdade virá com a inflação.
O BC assegura que ela convergirá para a meta de 4,5% em 2012.
Muitos analistas, entre os quais este escriba, não partilham desse otimismo
Logo após, o governo aumentou brutalmente o IPI sobre automóveis importados, numa inequívoca ação protecionista. A súbita mudança de regras e as exigências de conteúdo mínimo nacional em produtos industriais lembraram os velhos tempos do fechamento da economia.
A política econômica substituída se fundava no conhecido "tripé": metas para a inflação, câmbio flutuante e superávits primários. Reconhecida aqui e lá fora como parte relevante do sucesso do Brasil, aquela política ganhou realce na análise das agências classificadoras de risco, que nos atribuíram o "grau de investimento" a partir de 2008. Com coragem e intuição, Lula manteve a política. A maioria do PT não gostou, mas se resignou. O exercício do poder falou mais alto.
Com a substituição de Antonio Palocci no Ministério da Fazenda (2006), a resistência à política econômica aumentou.
Mudanças surgiram ainda no governo Lula, particularmente o uso de manobras contábeis para esconder a forte expansão de gastos de 2010.
Agora, a crise mundial foi o pretexto para a guinada definitiva.
Passou-se a privilegiar o crescimento e não a estabilidade de preços, embora o governo reitere seu compromisso com o controle da inflação.
O "tripé" ainda está de pé, mas com ares de alicerces deteriorados, que em algum momento podem deixar o edifício ruir.
A guinada foi apoiada por notórios críticos da política econômica anterior. Comemorou-se o que lhes pareceu o advento da verdadeira independência do BC, que antes se teria curvado a interesses de segmentos, em relação promíscua com o sistema financeiro. Os bancos teriam influenciado elevações da Selic para aumentar os lucros. O raciocínio é tosco, mas costuma ser aceito pelos menos informados.
É preciso reconhecer, todavia, que a mudança é legítima. A presidente Dilma, eleita democraticamente, tem o direito e o poder de mudar a política econômica.
Se estiver certa, os "desenvolvimentistas" se provarão corretos e o país recuperará perdas derivadas de erros do passado, inclusive no governo Lula.
Entre os que apoiam a nova orientação, há quem sustente que a Selic nada tem a ver com o controle da inflação.
A única consequência de sua redução seria a economia de bilhões para o Tesouro, hoje desperdiçados com as altas taxas de juros.
Há "desenvolvimentistas" que não chegam a tanto, mas sustentam que a nova política manterá a inflação sob controle.
A hora da verdade virá com a inflação.
O BC assegura que ela convergirá para a meta de 4,5% em 2012.
Muitos analistas, entre os quais este escriba, não partilham desse otimismo.
Para eles, a inflação de 2011 superará o limite superior da meta, que é de 6,5%, e poderá ficar perto de 6% em 2012.
A nova política econômica tem seus riscos, mas nos oferece a ocasião para um teste.
Se estiver certa, será a glória para os "desenvolvimentistas", que por ela tanto clamaram.
Em caso contrário, o fracasso nos levará de volta aos rumos anteriores, com muitos custos.
Será uma pena se a queda da inflação vier do colapso da economia mundial.
Seria um sinal falso, pois o resultado decorreria de um acontecimento externo e não da nova política.
*Por Mailson da Nóbrega - Veja

Saude de Chavez se agrava

O caudilho Hugo Chávez foi internado de emergëncia no Hospital Militar e seus médicos consideraram a possibilidade de transferí-lo a uma clínica particular, o Hospital de Clínicas Caracas, onde poderia ser melhor tratado de problemas de insufiência renal, segundo fontes ligadas ao círculo chavista, como informa o jornal El Nuevo Herald.

domingo, 2 de outubro de 2011

De cima para baixo...

Tudo por Aécio
A quem interessar, possa.
Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, avisa que a máquina de comunicação do partido, doravante, estará a serviço da candidatura a presidente da República em 2014 do senador Aécio Neves (MG).
Os insatisfeitos que engulam a seco tal decisão.
*Ricardo Noblat