sábado, 8 de agosto de 2015

E Lula teria conta no mesmo banco que Maluf teria também?

Segundo a Época, ela é identificada pelo número 01-00685-000, no banco francês Crédit Lyonnais, atual Crédit Agricole.
Essa conta foi especificamente citada em setembro de 2012 por Marcos Valério, quando ele falou ao Ministério Público Federal sobre contas no exterior destinadas a saldar dívidas da campanha eleitoral de Lula naquele ano.
Segundo o publicitário mineiro condenado a 37 anos de cadeia pelo mensalão, a conta do Crédit “movimentou 7 milhões de reais e envolvia o próprio Lula, Antonio Palocci e Miguel Horta e Costa, da Portugal Telecom”.
A partir da denúncia, a PF instaurou o inquérito sigiloso 0431/2013 e, em investigação conjunta com autoridades internacionais, descobriu que a conta efetivamente existe.
Naquele depoimento, Marcos Valério também disse que o PT desviou 6 milhões de reais da Petrobras para calar a boca de um empresário que ameaçava contar a participação de Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho no assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel.
A CPI da Petrobras, segundo a VEJA, quer convocar Marcos Valério para depor (e, quem sabe, esclarecer o quanto apanhou na prisão). Eu já separei a pipoca.
Quando o Brahma será preso?

Porque hoje é Sábado, uma bela mulher.

A bela atriz Renata Dominguez

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O quer quer a oposição?


Ao contrário do pensam os Jornalistas da Globo e demais emissoras "amigas" do poder, as oposições se entendem sim. Aécio, Caiado, Bolsonaro, seus partidos e outros patriotas querem novas eleições porque defendem um país limpo e livre dos conchavos atuais. Livre dos compromissos políticos nocivos.
Querem um país com técnicos capacitados no Governo que contenham a inflação, que formulem políticas públicas voltadas a estabilidade econômica, política e social, voltados ao povo e com apoio popular, político e do empresariado. 
Querem um novo Plano Real, um Novo Brasil.
Sabem quem não quer?
O PT e o PMDB. Eles não querem perder a boquinha. Querem apenas se manter no Poder.
Para eles, o país e o povo que se lixe! 
Ou as pessoas "globais" acham que com a maioria no Senado e na Câmara, e aliados nos tribunais, inclusive de contas, eles não poderiam evitar a saída de Bilhões de Reais para Republiquetas Comunistas e ditatoriais, a sangria dos cofres públicos ( via BNDES ), da Petrobrás, da Eletrobras, Eletronuclear, etc?

É hora de fazer a luta armada nas ruas! Iremos armados com a força do argumento!

Que ninguém ouse deter os pacíficos!

O PT levou ao ar ontem à noite o seu aloprado e desastrado programa no horário político. Nunca se viu nada igual. Quem estava em casa, nas empresas e nos escritórios parou para bater panela, apitar, gritar, fazer barulho. Quem estava nas ruas meteu a mão na buzina ou botou a boca no trombone nas calçadas.
Bastou a José de Abreu, no papel mais canastrão de sua carreira, nos ameaçar a todos com o abismo caso Dilma Rousseff tenha de deixar a Presidência, e o Brasil lhe deu a resposta, com dois picos especiais de euforia de contestação: quando Lula e a presidente apareceram. Houve assovios até em estações de metrô e terminais de ônibus. Uma eletricidade especial tomou conta dos quatro cantos do país.
Chega! Os brasileiros já não aguentam mais essa turma!
“Ah, mas eles não foram, afinal, eleitos?” Foram, sim! Mas não para mentir, não para trapacear, não para assaltar os cofres públicos, não para fazer pouco da nossa cara, não para impedir a realização dos nossos sonhos, não para atrapalhar os nossos anseios, não para comprometer o futuro dos nossos filhos.
Mas, ainda assim, nós poderíamos deixa-los lá, expressando o nosso desagrado, sem pedir que desocupassem a cadeira, não houvesse razões legais para isso. E elas existem! Esse governo, que bem cedo perdeu a legitimidade, descobriu-se também, atropelou a legalidade. E tem de sair por isso. Em cumprimento à Constituição e às leis. E é isso que o país dirá uma vez mais, aí nas ruas, no dia 16 de agosto.
Se dúvida houvesse sobre o estado das artes, não há mais. A pesquisa Datafolha se encarregou de revelar, referendando outras que a antecederam: a esmagadora maioria dos brasileiros quer a interrupção desse governo. Não reconhece nele as qualidades necessárias para tirar o país da crise. Dizem que a gestão Dilma é ruim ou péssima 71% dos entrevistados; nada menos de 66% pedem o impeachment.
Não obstante, o PT tem a cara de pau de levar ao ar um programa que ameaça três vezes o brasileiro com o pior se este decidir, ora vejam, exercitar uma prerrogativa constitucional, que é cobrar a saída de Dilma. Pior: classifica líderes de oposição de egoístas e oportunistas, continua a reivindicar o exclusivismo moral e ignora o mar de lama em que está mergulhado.
Lula, no papel de Lula — alheio à brutal corrosão de sua biografia e de sua imagem —, estava lá para assegurar que o PT é muito melhor do que os antecessores, que nunca antes na historia “destepaiz” etc. e tal. O tempo passou. Lula não se deu conta. A mística passou. Lula não se deu conta. A mistificação passou. Lula não se deu conta. Lula não se deu conta, enfim, de que é hora de pendurar as chuteiras — na melhor das hipóteses para ele. A pior ficará por conta da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça.
Alheia à realidade que a cerca, Dilma surgiu no vídeo para, santo Deus!, fazer promessas eleitorais que nem novas chegam a ser. Era aquela mesma senhora da campanha, a acenar com os mesmos amanhãs sorridentes. E, hoje, em agosto de 2015, a esmagadora maioria dos brasileiros já sabe que a candidata de outubro estava mentindo.
Mas não bastaram as ameaças. O PT decidiu também fazer pouco caso daqueles que protestam, ironizando os panelaços, como se, hoje, fosse o partido a falar em nome de uma maioria. O programa desta quinta certamente entrará para a história das decisões mais estúpidas jamais tomadas pela legenda.
E volto, para começar a encerrar, às ameaças de caos, abismo, crise institucional e golpe, que foram levadas ao ar. Cumpre fazer uma pergunta direta aos petistas: seus militantes e milicianos, por acaso, estão se armando? Quem encarna esse risco? Certamente não são aqueles que vão às ruas protestar, exibindo as cores verde e amarela e portando a bandeira do Brasil, onde se lê com clareza: “Ordem e Progresso”.
Eu entendi errado, ou os petistas estão dizendo que, caso o Congresso — um Poder da República — ou o TSE, expressão de outro Poder, casse o mandato da presidente, os militantes da sigla e seus acólitos não aceitarão a decisão? E, nesse caso, farão exatamente o quê? A esmagadora maioria da população não tem armas. Os petistas estariam ameaçando as instituições? Com quais forças? Com quais, então, armas? Com quais líderes?
Nós, sim, os homens comuns, é que não podemos tolerar as ameaças feitas pelo PT no seu horário político.
Não! Se Dilma cair, não acontecerá nada de trágico para o país. Vai se respeitar a Constituição. Os que defendem a sua saída não têm armas — e quero crer que também não as tenham os que querem a sua permanência. A lei será cumprida. E os que quiserem que não se cumpra hão de se submeter aos rigores do estado democrático, que detém o monopólio do uso da força, se necessário, no cumprimento da Constituição também democrática. É simples.
O resto é papo furado! O PT já não seduz, não convence nem assusta mais ninguém.
Faremos nas ruas a luta armada, sim! Iremos armados com a força do argumento. E só! E que ninguém ouse deter os pacíficos!
*Texto por Reinaldo Azevedo

Paulo Roberto Costa delata Dilma: 'ela acompanhou tudo'.

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Precisam do que mais?
A Dilma Rousseff assumiu o conselho de administração da Petrobras em 2003 e foi presidente até 2010. As coisas da petrobras que dependiam do conselho, se foram feitas de forma certa ou forma feitas de forma errada, ela acompanhou tudo'. Disse Paulo Roberto Costa.
Some-se a isso, a delação de Barusco e as demais testemunhas que falam claramente do envolvimento de Dilma e de Lula nos cambalachos da Petrobras.

Mega-panelaço ocorre em todo o Brasil durante programa de mentiras do PT na TV.

O PT veio novamente com mentiras, tentando engambelar mais uma vez o povo, mas o povo respondeu com um mega-panelaço, xingamentos, foguetes e gritos de "Fora Dilma, Fora PT, cadeia para Lula ladrão" etc.
Vaias, gritos e batidas em panelas foram ouvidos na noite desta quinta-feira (6) durante programa eleitoral do PT em rede nacional de rádio e televisão, do qual participaram a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em sua fala, Dilma afirmou que sabe suportar "pressões e injustiças", sem mencionar casos específicos. Ao final da propaganda, que durou 10 minutos, foi feita uma referência irônica aos protestos, com panelas cheias de comida e o narrador dizendo que o PT "foi o partido que mais encheu a panela dos brasileiros".  
***Com informações de G1 

Saqueiam o país em nome de uma ideologia arcaica e o povo se lasca pagando tudo mais caro.

Tudo está mais caro. Isto ocorre por causa da dita cuja inflação, que está explodindo por causa do desgoverno, da corrupção, da roubalheira com a desculpa de uma ideologia ultrapassada e que serve de fundo para bandidos e espertalhões ludibriarem ignorantes letrados e iletrados.
O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) está bem superior ao teto da meta de inflação do Banco Central, que é de 6,5%. O resultado também ficou acima da previsão dos economistas do mercado financeiro para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a chamada inflação oficial.
A taxa para a baixa renda ficou acima da registrada para o conjunto da população, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que atingiu 9,61% nos últimos 12 meses. Em junho, na comparação com maio, esse indicador variou 0,53%.
De junho para julho, a maioria dos preços analisados pela pesquisa mostrou desaceleração: despesas diversas (de 2,36% para 0,16%), vestuário (de 0,32% para -0,21%), educação, leitura e recreação (de 0,77% para 0,03%), alimentação (de 1,02% para 0,94%), transportes (de 0,29% para 0,13%), saúde e cuidados pessoais (de 0,64% para 0,42%) e comunicação (de 0,37% para 0,08%).
Apenas os preços relativos à habitação mostraram alta, de 0,97% para 1,18%.
Veja a variação de peços de alguns itens:
Jogo lotérico (de 29,26% para 0,00%)
Roupas (de 0,38% para -0,18%)
Passagem aérea (de 14,09% para -15,92%)
Alimentos prontos congelados (de 3,56% para 0,32%)
Tarifa de ônibus urbano (de 0,35% para 0,05%)
Medicamentos em geral (de 0,41% para 0,22%)
Tarifa de telefone residencial (de 0,25% para -0,26%)
Tarifa de eletricidade residencial (de 0,19% para 3,80%)
***(Com informações do G1)
* Via http://folhacentrosul.com.br/geral/8505/

Marco Antonio Villa: Lula é culpado dos problemas e da corrupção brasileira.

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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O Lula traiu Dirceu. Este vai se vingar fazendo delação premiada e entregando o Lularápio.

Sob a desculpa de evitar incômodos, Lula vive trocando de telefones, só fornece os novos números aos assessores e às pessoas mais próximas. Desde que foi preso, José Dirceu não tem o número do celular de Lula, praticamente não se falam mais. No início do ano, quando as investigações da Lava Jato começaram a alcançar o PT mais diretamente, o ex-ministro tentou acertar com Lula um esquema de defesa mais eficiente e profissional, porque os advogados do partido são muito fracos, não se pode contar com eles.
Dirceu então ligou para Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, pedindo-lhe que agendasse um encontro com o ex-presidente. Okamotto perguntou qual era o assunto e Dirceu explicou que estava na hora de reforçar a defesa jurídica do PT, porque isso significava proteger a ele próprio e também a Lula, a Dilma e ao Planalto.
No dia seguinte, Okamotto deu retorno e informou que Lula não estava interessado em discutir este assunto, porque não acreditava que qualquer investigação pudesse alcançá-lo, pois não se envolveu diretamente no esquema montado na Petrobras. Dirceu ficou furioso, disse poucas e boas a Okamotto e desligou o telefone.
Pode-se concluir que a velha amizade acabou, eles já não são sequer companheiros, muito pelo contrário.
EU, LULA E DILMA NO MESMO SACO
Duas semanas após Lula ter lhe virado as costas, Dirceu começou a dar o troco. Fez vazar à imprensa sucessivas informações sobre seu descontentamento com a falta de solidariedade de Lula, do PT e de Dilma. E no início de junho soltou uma frase explosiva: “Eu, Lula e Dilma estamos no mesmo saco”. Em tradução simultânea, o ex-ministro fez uma ameaça muito mais forte e clara do que as tais intimidações que a advogada Catta Preta diz estar sofrendo.
A partir daí, o advogado de Dirceu apresentou sucessivos recursos á Justiça, para evitar que ele perdesse a prisão domiciliar e fosse novamente para a penitenciária, enquanto o ex-ministro continuava vazando informações sobre sua intenção de mudar de vida e ficar mais tempo com a mulher e a filha de seis anos.
Dirceu sabe que desta vez será condenado a mais quinze anos de prisão, porque o Supremo não repetirá o erro de considerar que não houve formação de quadrilha (quando mais de três se unem para cometer crimes). Seu resto de vida vai acabar, não há luz no final do túnel.
LULA VAI SE ARREPENDER…
Dirceu tem um temperamento muito forte, Lula cometeu um erro terrível ao virar-lhe as costas. Pensou que poderia repetir a estratégia do mensalão, dizer que não sabia de nada, foi apunhalado pelas costas, essas pessoas não são de minha confiança, aquela conversa fiada de sempre.
Dilma pensou a mesma coisa e tirou o corpo fora, acreditando que continuará incólume com a mesma estratégia de Lula e a colaboração gratuita de imbecis como Fernando Henrique Cardoso, que calado é um poeta, com diz o senador Romário em relação a Pelé.
Agora, o jogo acabou. Dirceu vai fazer delação premiada e acabar com Lula, Dilma & Cia Ltda. Podem acreditar. Lula deveria ter atendido àquele telefonema.
PS – Dirceu jamais perdoará Lula. Quando o ex-presidente precisou dele em 2012, no escândalo de Rosemary Noronha, foi Dirceu que estruturou toda a defesa da segunda-dama, contratando pessoalmente os escritórios de advocacia e participando das reuniões com os juristas, ao lado de Lula e Rose, o casal 20 que ninguém sabe se foi desfeito ou não. (C.N.)
*Carlos Newton, em Tribuna da Internet

José Dirceu, em 1994: “O que é público e notório dispensa provas”.


"pimentorium no ânus outrem refrescus est"

Nada como usar frases de esquerdistas contra eles próprios.
Em 1994, o deputado Ricardo Fiúza (PFL-PE) foi apontado pela CPI do Orçamento como um dos parlamentares que participavam do esquema de distribuição dos recursos orçamentários. A CPI recomendou sua cassação, mas ele acabou sendo absolvido pelo plenário da Câmara.
A propósito do julgamento, o mesmo José Dirceu que reclama da falta de provas para suas prisões pelo mensalão e pelo petrolão disse em 11 de maio de 1994:
“Senhor Presidente, espero que amanhã esta Casa faça aquilo que a lei e o direito mandam. O que é público e notório dispensa provas. O deputado Ricardo Fiúza é corrupto. Isto é público e notório, dispensa provas”.
Pois é.
Também é público e notório o envolvimento de Dirceu nos esquemas petistas de corrupção dos governos Lula e Dilma Rousseff, com a diferença de que, em ambos os casos, há uma série de provas.
Espero que a Justiça faça aquilo que a lei e o direito mandam.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

A meta.

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O novo hit "A meta" 

Por que a esquerda enveredou para o crime.

Uma análise
O que está acontecendo com o PT não é um fenômeno isolado. Aconteceu com vários grupos da esquerda autocrática depois da queda do muro de Berlim. Sobretudo na América Latina, em que muitos dirigentes de organizações ditas revolucionárias enveredaram para o crime. 
Conheci vários desses militantes que viraram bandidos. Daniel Ortega, da Frente Sandinista, hoje presidente da Nicarágua, foi um deles. Me lembro como se fosse hoje. Ele foi convidado de honra no I Congresso do PT (que coordenei), no final de 1991. Chegando lá, no Hotel Pampa, em São Bernardo, Daniel pediu logo ao tesoureiro do PT à época, se não podia arranjar umas prostitutas. Esse Daniel e seu irmão Humberto, eram teleguiados de Fidel, que lhes passava pitos, aos berros. Reuniões decisivas para o futuro da chamada revolução sandinista foram realizadas em Havana, sob o comando de Fidel. E enquanto as bases petistas da Igreja idolatravam por aqui os sandinistas como expoentes de uma nova espiritualidade dos pobres, esses bandidos assaltavam patrimônio público (inclusive passavam para seus nomes propriedades imóveis) do Estado nicaraguense. 
O mesmo ocorreu com gente da Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional de El Salvador, que também está no governo. Aconteceu com o Mir (e com o Mir Militar) chileno, com alguns Tupamaros, com as FARC colombianas e, é claro, com a nova leva de bolivarianos, que não tinham tanta tradição de esquerda, como Chávez, Maduro e Cabello (mas aí já estamos falando de delinquentes da pior espécie, que inclusive chefiam o narcotráfico na região) e como Rafael Correa e Evo Morales. Bem, para resumir, aconteceu com boa parte das organizações e pessoas que frequentam as reuniões do Foro de São Paulo (fundado, não por acaso, um ano depois da queda do muro - e eu estava presente na reunião de fundação, no Hotel Danúbio).
Não dando certo a revolução pela insurreição, pelo foquismo ou pela guerra popular prolongada, essa galera chegou à conclusão de que seria preciso fazer a revolução pela corrupção. Bastaria adotar a via eleitoral contra a democracia e depois assaltar o Estado para financiar um esquema de poder de longo prazo. O plano era simples: conquistar hegemonia sobre a sociedade a partir do Estado aparelhado pelo partido. O objetivo era claro: chegar ao governo pela via eleitoral, tomar o poder e nunca mais sair do governo. Para isso, entretanto, era necessário, além do tradicional caixa 2, fazer um caixa 3, encarregado de custear ações legais e ilegais, ostensivas e clandestinas, para controlar as instituições, comprar aliados, remover ou neutralizar obstáculos... 
Afinal, pensaram eles: as elites não fizeram sempre assim? Para jogar o jogo duro do poder não se pode ter escrúpulos. Foi essa a conclusão de Lula, Dirceu e dos dirigentes petistas que tomaram o mesmo caminho. É claro que, como ninguém é de ferro e como não se pode amarrar a boca do boi que debulha, alguma compensação em vida esses bravos revolucionários mereciam ter. E foi assim que enriqueceram, abriram contas secretas no exterior para guardar os frutos dos seus crimes, adquiriram bens móveis e imóveis em nome próprio ou de terceiros e foram levando a vida numa boa enquanto o paraíso comunista não chegasse.
O ano de 1989 foi decisivo para essa degeneração política e moral da esquerda. Mas o que aconteceu não foi um resultado do somatório de desvios individuais. Não! Eles viram que seria muito difícil conquistar o mundo e assumir o comando de seus próprios países, contrapondo um bloco a outro bloco. O bloco dito comunista se desfez. A União Soviética derreteu em 1991. Ruiu tudo. E agora? Bem, agora - pensaram eles - seria necessário ter uma nova estratégia. E eis que surgiu uma ideologia pervertida, baseada numa fusão escrota de maquiavelismo (realpolitik exacerbada) com gramscismo. Eles, como operadores políticos, conduziriam a realpolitik sem o menor pudor, enquanto que pediriam ajuda aos universitários para dar tratos à bola do gramscismo (e reproduzir mais militantes nas madrassas em que se transformaram as universidades). 
No Brasil, porém, parece que erraram no timing. Precisariam de mais uns três ou quatro anos para ter tudo dominado, dos tribunais superiores, passando pelo Congresso, pelo movimento sindical e pelos fundos de pensão, pelos (falsos) movimentos sociais que atuam como correias de transmissão do partido, pela academia colonizada, pelas ONGs que se transformaram em organizações neo-governamentais, por uma blogosfera suja financiada com dinheiro de estatais e por grandes empresas (com destaque para as empreiteiras, atraídas pela promessa de lucros incessantes quase eternos se estivessem aliadas a um sólido projeto de poder de longo prazo). 
Não deu tempo. O plano foi descoberto antes que as instituições fossem completamente degeneradas. E chegamos então a este agosto de 2015, ano em que alguns desses dirigentes vão começar a assistir, de seus camarotes na prisão, o desmoronamento do esquema maléfico que urdiram.


terça-feira, 4 de agosto de 2015

José Dirceu instituiu o petrolão, afirma Ministério Público,

Questionado se a Lava Jato mira também o ex-presidente Lula, o procurador afirmou que "ninguém está isento de investigações".
*Da redação da Veja.com
(Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, é preso pela PF na 17ª fase da operação da Lava Jato.
Ao prender nesta segunda-feira o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, a Operação Lava Jato chegou nesta segunda-feira a um dos "instituidores do petrolão", segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, integrante da força-tarefa que investiga o megaesquema de corrupção que sangrou os cofres da estatal. De acordo com o Ministério Público, o mensaleiro foi um dos principais líderes na instituição do petrolão, ainda quando era ministro da Casa Civil, no primeiro mandato do governo Lula. Questionado se a Lava Jato mira também o ex-presidente Lula, o procurador afirmou que "ninguém está isento de investigações". Ele lembrou, contudo, que parte das apurações segue em sigilo. Sobre os demais artífices do petrolão, o procurador afirmou que "estão sendo investigados" - e que esta estapa da Lava Jato mira os núcleos empresarial e político. 


Segundo o MPF, o ex-ministro deu continuidade ao esquema durante o mensalão e se beneficiou dele mesmo após o julgamento do Supremo Tribunal Federal que o mandou para a cadeia. "Chegamos a um dos líderes principais, que instituiu o esquema na Petrobras e, durante o período de ministro da Casa Civil, aceitou e se beneficiou desse esquema", afirmou o procurador. "Temos uma operação que vai além do Dirceu recebedor, mas sim como instituidor do esquema Petrobras, ainda no tempo da Casa Civil", continuou. "Dirceu era aquele que tinha a responsabilidade de definir os cargos na administração Lula. No momento em que ele aceitou a nomeação de Renato Duque para a Petrobras, teve início o trabalho de captação das empreiteiras". O MPF afirma, também, que o ex-ministro recebeu dinheiro do esquema criminoso mesmo preso. De acordo com o procurador, a investigação e a prisão não inibiram a atuação de Dirceu. 


Ainda segundo Santos Lima, Dirceu "repetiu o esquema do mensalão" - desta vez, contudo, com uma diferença crucial: o ex-ministro não se utilizou do dinheiro para compra de apoio de parlamentares, mas em benefício pessoal. 


"A responsabilidade do Dirceu é evidentemente, aqui, como beneficiário, de maneira pessoal, não mais de maneira partidária, enriquecendo pessoalmente", afirmou o procurador.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Zé Dirceu II: Os inimigos agora são outros.

Hoje, com a prisão de José Dirceu, encerra-se um ciclo do processo político brasileiro. A geração revolucionária da esquerda brasileira, que confrontou a ditadura militar, vê um dos seus principais líderes novamente atrás das grades, porém sem poder erguer o braço com o punho fechado, em sinal de resistência política. O gesto cínico dos tempos do mensalão já não lhe cai bem. Não há quem possa com um mínimo de seriedade sustentar o viés político da sua prisão.
A desgraça pessoal da história de Dirceu não é o sinal da decrepitude de uma biografia apenas; trata-se do fim de uma visão hegemônica e autoritária do fazer política, apropriando-se do Estado brasileiro e usando-o a serviço de um grupo que desejava se eternizar no poder, não porque houvesse um projeto de país, porém simplesmente porque o poder era uma razão suficiente e única do agir político. José Dirceu é o símbolo do pragmatismo oportunista: com a retórica de esquerda, as suas práticas eram típicas da... esquerda. O aparelhamento do Estado, a destruição lenta e gradual dos mecanismos democráticos, a contaminação das instituições, a formação de uma quadrilha disposta a tudo para a conservação em suas mãos do poder político e econômico.
Se bem analisarmos os desdobramentos da Operação Lava-jato, o caminho aponta para Palocci como um dos próximos prováveis alvos. A ser assim, os dois homens fortes do primeiro governo Lula estarão na cadeia. Acima deles, só o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. E começa a se formar aquela inelutável sensação que a prisão de Lula já não é um cenário impossível, fora da realidade que começa a se desenhar de um modo caudaloso.
Tirando o messianismo de membros do Ministério Público Federal envolvidos com as investigações da Operação Lava-Jato, o perigoso voluntarismo em nome de boas intenções que o inferno do fascismo está cheio, o fato é que o ocaso do lulopetismo vem por meio dos ventos que sopram em Curitiba e congelam a alma do mundo político nacional.
*Adriano Soares da Costa, via Facebook

Conselho.


domingo, 2 de agosto de 2015

Calma Bethe! Doeu só um pouquinho.

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Depois de falar uma série de baboseiras para desafiar a campeã Ronda Rousey, Bethe Correia recebeu sua sua sova e não mais suportou aos 34 segundos de luta.
Ainda sem condições de ganhar a luta da melhor do mundo, Bethe criou uma espectativa em torno da luta, bradando que seria "casca grossa" para a lutadora americana.
Ledo engano! Bete Correia foi desmoralizada em apenas 34 segundos. 
- Eu espero que ninguém mais fale de família. Espero que essa seja a última vez - disse Ronda, voltando a alfinetar Bethe. Ela ainda falou português e levou o público ao delírio, antes de sair acenando para os fãs com seu cinturão.
Ronda foi com tudo logo de cara. Jabs poderosos e uppercuts no clinche. Bethe se desequilibrou, deu uma cambalhota para trás e ficou de pé. O combate foi para a grade, e Rousy disparou um direto de direita potente que fez a brasileira desabar. Não precisava mais nada. A campeã apenas olhou com desdém, soltou uma provocação e foi comemorar com a sua equipe. Ainda não há adversária para Ronda Rousey.

Dilma e os delatores.

Num processo de mistificação do passado a serviço da corrupção do presente, a doutora confundiu o STF com o DOI.
Um dos enigmas do comportamento político de Dilma Rousseff está na sua capacidade de viver numa realidade própria. É a essa característica que se deve atribuir parte do descrédito que acompanha sua administração. Diz uma coisa, faz outra e vai em frente. Recuando quase meio século na história do país para manipular os desdobramentos da Operação Lava-Jato, a doutora afirmou o seguinte:
“Eu não respeito delator, até porque estive presa na ditadura militar e sei o que é. Tentaram me transformar numa delatora. A ditadura fazia isso com as pessoas presas e garanto a vocês que resisti bravamente”.
Mistificando o presente, associou o comportamento de quem passa pela carceragem de Curitiba com o dos presos do DOI durante a ditadura. Seu paralelo ofende o Ministério Público, o Judiciário e o Supremo Tribunal Federal, que homologa cada um dos acordos onde estão as confissões. Nenhum preso da Lava-Jato passou por qualquer constrangimento físico. Até agora, todos os atos praticados pelos investigadores respeitaram o devido processo legal.
Deixando-se essa questão de lado, o que não é pouca coisa, vai-se ao coração da fala: “Eu não respeito delator". Num lance de autoexaltação, lembrou que “resisti bravamente". Ela sabe que o comportamento de um preso sob tortura nada tem a ver com sua bravura. Relaciona-se apenas com o caráter do torturador e do regime a quem ele serve. Quem fala sob tortura não é delator, é apenas um cidadão torturado e a doutora respeita muitos deles. Dilma Rousseff, a “Wanda” do Comando de Libertação Nacional, sabe que o “Kleber” não foi um delator. Em 1969, depois de ter sido torturado por vários dias, ele indicou para a polícia o endereço de um aparelho da Rua Atacarambu, em Belo Horizonte, onde estavam sete de seus companheiros. Dos milhares de presos torturados durante a ditadura, talvez não tenham chegado a uma dezena aqueles que, livres, continuaram colaborando com os agentes da repressão. Se os acusados que estão colaborando com a Lava-Jato são mentirosos, não merecem respeito e seus acordos devem ser cancelados. Insultá-los leva a lugar nenhum.
Misturar empreiteiros milionários com militantes torturados é um truque que desmerece o estado de direito e o regime democrático de hoje. Nas palavras de um ministro do governo Médici, referindo-se aos presos de seu tempo, “a delação, para eles. é o supremo opróbrio". Outro hierarca elaborou o lance seguinte: os presos, tendo delatado, justificavam-se inventando que haviam sido torturados. Donde, não havia tortura, mas delatores. No paralelo de Dilma não haveria roubalheiras, mas delatores que não merecem respeito.
Há ainda outra diferença entre os presos que eram torturados nos DOI e os que passam pela Lava-Jato. Uns sequestravam diplomatas, assaltavam bancos e roubaram o cofre onde a namorada de um ex-governador de São Paulo guardava dois milhões de dólares, parte dos quais vindos de empreiteiras. Seus alvos faziam parte do arco de interesses que todos, inclusive a doutora, pretendiam destruir. Nenhum deles pensava em aumentar seu patrimônio. Os empreiteiros da Lava-Jato buscavam o enriquecimento pessoal e o PT enfiou-se nesse mundo de pixulecos porque quis.

* Texto do Jornalista Elio Gaspari, em O Globo