sábado, 15 de agosto de 2015

CUT imóveis.

Antes de pegar em armas, Vagner Freitas precisa explicar como a CUT virou proprietária de quatro apartamentos da Bancoop. O Antagonista sugere aos cooperados que tomaram calote a baterem na porta dos apartamentos 163 e 174, ambos de três dormitórios, na torre Mirante Tatuapé, que já está pronta. Infelizmente, o da Mooca ainda não foi finalizado. Cada um vale R$ 330 mil.
* O Antagonista

"as pessoas vão para as ruas para expressar...a sua oposição ao governo Dilma"

Às vésperas das manifestações que devem alcançar mais de duzentas cidades em todo o país no próximo domingo (16), o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) disse que, dado o enorme descontentamento da população, a sociedade expressar que está contra o governo é uma demonstração de saúde cívica. "Principalmente porque quem vai às ruas neste fim de semana faz isso sem cobrar ou receber nada pela participação. As pessoas vão às ruas sem que ninguém pague passagem, sem que ninguém custeie carro de som nem coisa nenhuma, as pessoas vão para as ruas para expressar o seu inconformismo com a situação atual, a sua oposição ao governo Dilma", disse o senador.

Presidente da CUT faz discurso criminoso ameaçando o país com luta armada.

Em um discurso criminoso Vagner Freitas, presidente da CUT, fez apologia à violência e incentivando crimes em evento oficial com a presença da Presidente da República. 
Como a presidente e seus asseclas e seguidores podem falar em democracia?
Jamais lutaram ou fizeram algo pela democracia brasileira. E não sou eu quem diz, é a história do Brasil que remete a esquerda à condição de terroristas e formadora de grupos armados para implantar o comunismo no Brasil.
Quem vai responsabilizar o criminoso Freitas?  
Quem vai colocar este comunista-terrorista na cadeia?

Barões da comunicação decidiram selar o pacto com a trinca Dilma-Renan-Janot e tiveram, como paga, a pregação de luta armada dentro do Palácio. Espertalhões!

É inegável que houve, vamos dizer assim, uma “corrida para Dilma” de alguns barões da comunicação, em especial, mas não só, das TVs. Muitos idiotas caíram na história da Carochinha da suposta “ameaça Eduardo Cunha” e migraram para uma formulação mais ou menos assim: “Melhor uma Dilma no poder, embora inerme, do que um Cunha na ativa”. A chave do sucesso: um “entendimento” de altas esferas entre a presidente, Rodrigo Janot e Renan Calheiros. Eu já expus aqui a sua natureza.
E deu no que deu: em pleno Palácio do Planalto, Wagner Freitas, presidente da CUT, a maior central sindical do Brasil, ameaçou o país com a luta armada caso se cumpram os ritos legais. E que se reitere: ele deixou claro que não é apenas Dilma que está acima da lei; a inimputabilidade também alcança Lula.
Vamos assistir ao vídeo em que Wagner Freitas convoca a luta armada caso o Congresso ou a Justiça cheguem a Dilma ou a Lula.
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Transcrevo de novo:
“E isso implica agora, neste momento, ir para as ruas, entrincheirados, com arma na mão, se tentarem derrubar a presidenta Dilma Rousseff. Qualquer tentativa de atentado à democracia, à senhora ou ao presidente Lula, nós seremos o exército que vai enfrentar essa burguesia na rua.”
As palavras têm um sentido inequívoco. Ele está falando de “arma na mão”. Ele está falando de “pessoas entrincheiradas”. É evidente que está se referindo à luta armada. É evidente que está incentivando o confronto.
A única coisa que torna o discurso de Freitas um tanto inverossímil é sua forma física. Não parece ser do tipo que aguenta uma corrida de 100 metros com um fuzil na mão. Mas sabem como é… Já houve outros guerrilheiros pançudos antes dele. Costumam ficar na chefia, enquanto os jovens viram carne queimada.
Assustado com a repercussão, ele recorreu ao Twitter para tentar se explicar. Segundo diz, “arma” é só metáfora. Leiam o que escreveu, na forma em que está lá.
Pegar nas armas é uma figura de linguagem q usamos em n/ assembléias. São as armas da democracia q sempre usamos. Greve geral é uma delas.
São as armas que usadas: as armas da classe trabalhadora.
São as armas da democracia, que é a luta por direitos, a mobilização organizada, democrática, com respeito às diferenças.
Pessoal, quando em armas me referia as armas da classe trabalhadora: mobilização, ocupação das ruas e greve geral.
Memória
É… Eu me lembro de outras convocações dessa natureza. Minha memória é boa. No ano 2000, José Dirceu, sim, ele mesmo!, participou de um assembleia da Apeoesp, que liderava uma greve. A presidente já era a notória Bebel. O petista afirmou o seguinte:
“E nós vamos dar a eles esta resposta: mais e mais mobilização, mais e mais greve, mais e mais movimento de rua, e vamos derrotar eles nas urnas também porque eles têm de apanhar nas ruas e nas urnas”.
Dias depois daquele discurso de Dirceu, em 1º de junho daquele ano, seguindo as ordens do chefão, os trogloditas agrediram covardemente o governador Mário Covas, agressão física mesmo, como vocês verão no vídeo abaixo. Já bastante debilitado pelo câncer, ele chegou a ter um ponto de sangramento no lábio e outro na cabeça. Assistam.
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É assim que eles fazem política: atropelando as leis nas ruas e nos palácios. Imaginem se adversários de Lula ou de Dilma, quando se encontravam em tratamento contra o câncer, os agredissem. Covas morreu nove meses depois.
A escória que mama nas tetas públicas não suporta o triunfo das leis. Acredita que estas só podem ser usadas contra seus adversários.
Estabilidade com Dilma?
Não sei quem vendeu a alguns barões da comunicação a farsa de que bastaria um arranjo envolvendo Procuradoria Geral da República, Renan Calheiros e o TCU para estabilizar o país. Não basta. Isso pode resolver problemas imediatos das personagens envolvidas.
De resto, quem dá a mão às esquerdas em nome da estabilidade vai colher, necessariamente, tempestade.
Eis aí: vinte e seis anos depois da eleição direta de 1989, a primeira das cinco disputadas por Lula, o Palácio do Planalto abrigou a pregação aberta da luta armada e viu a presidente liderar uma passeata de pessoas que dizem, sem meias-palavras, que não reconhecem a legitimidade do Congresso e da Justiça para exercer suas prerrogativas.
É evidente que Wagner Freitas sabe que inexistem as condições para a luta armada no sentido, digamos, clássico. Mas não é menos evidente que assistimos nesta quinta a uma ameaça de venezuelização do país se os Poderes da República não se comportarem como quer o PT. Uma minoria está realmente certa de que pode tiranizar a maioria do povo. Ou ameaça o Brasil com o caos.
Não por acaso, a CUT de Wagner Freitas marcou uma manifestação em defesa de Lula e de Dilma, em frente ao instituto que leva o nome do ex-presidente, justamente no 16 de agosto, domingo, dia da manifestação de protesto.
Dilma liderando a passeata dentro do Palácio tinha o ar aparvalhado de um Nicolás Maduro. Logo ela também começará a falar com espíritos.
*Por Reinaldo Azevedo

Porque hoje é Sábado, uma bela mulher.

Foto:Helmut-Hossmann
A bela modelo Myllene Batista

Polícia Federal investiga indícios de irregularidades na campanha de Dilma.

Documentos obtidos com exclusividade por ISTOÉ mostram que supostos serviços prestados pela gráfica "fantasma" VTPB teriam sido bancados com dinheiro desviado da Petrobras para a UTC.
No último dia 29, o ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, tomou uma decisão que pode agravar a situação da presidente Dilma Rousseff, hoje emparedada por uma crise político-administrativa que se aprofunda a cada dia. O ministro enviou um ofício à Polícia Federal solicitando a apuração de diversas irregularidades nas contas da campanha à reeleição. A diligência levará a PF a entrar nas investigações contra a presidente. No documento, ao qual ISTOÉ teve acesso, Mendes pediu atenção especial à Focal Comunicação Visual. A empresa recebeu R$ 24 milhões na campanha. Envolvida também no escândalo do mensalão, a Focal foi contratada para montar os comícios da candidata nas eleições de 2014. No bojo da investigação da PF também está a VTPB, a “gráfica fantasma”, uma espécie de escritório virtual que recebeu quase R$ 23 milhões da campanha de Dilma para intermediar a contratação de serviços de impressão de santinhos. Na documentação enviada por Mendes foi anexado ofício de caráter sigiloso contendo os achados de um relatório de inteligência elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a respeito da VTPB. A existência de comunicações de movimentação atípica pode indicar crime de lavagem de dinheiro. A iniciativa de Gilmar abre mais um flanco para um possível afastamento da presidente Dilma. Embora já haja um processo em curso no TSE destinado a apurar irregularidades na campanha, a entrada da PF na investigação pode agregar novos elementos ao caso.
Caberá à PF avaliar se há indícios suficientes para abrir um inquérito. Seja como for, o imbróglio envolvendo a prestação de contas de Dilma já extrapolou os limites da Justiça Eleitoral e pode levar seus envolvidos ao banco dos réus da Justiça comum. Como revelou ISTOÉ em sua edição de 15 de maio, parte dos serviços da VTPB teria sido bancada com dinheiro sujo, desviado da Petrobras para o caixa da UTC Engenharia, de Ricardo Pessoa. Agora surgem novos fatos. Pessoa confirmou em delação premiada ter doado à campanha de Dilma, por pressão do então tesoureiro Edinho Silva, um total de R$ 7,5 milhões. O dinheiro teria origem no Petrolão. O primeiro depósito ocorreu em 5 de agosto, segundo os extratos de transferências bancárias. No mesmo dia, Edinho transferiu R$ 5 milhões para a conta da Polis Propaganda e Marketing, empresa do marqueteiro João Santana – o valor exato foi de R$ 4,69 milhões, descontados os impostos. A segunda doação da UTC foi feita no dia 27 do mesmo mês. Com dinheiro em caixa, o tesoureiro fez uma série de pagamentos. Entre eles, quatro depósitos na conta da VTPB num total R$ 1,7 milhão. Outros R$ 672,6 mil abasteceram a Focal Comunicação. As duas empresas são suspeitas de servir para lavagem de dinheiro. Santana recebeu da campanha de Dilma um total de R$ 70 milhões e, em tese, não tem responsabilidade pela origem do dinheiro. O mesmo vale para a VTPB e a Focal, desde que provem que prestaram integralmente os serviços contratados. Em todo caso, cabe ao ex-tesoureiro Edinho Silva e à própria Dilma responderem às suspeitas sobre a origem ilícita das doações. Ambos negam veementemente as afirmações do dono da UTC. As empresas VTPB e Focal garantem que prestaram os serviços e negam qualquer irregularidade.
Para um integrante da força-tarefa da Lava-Jato, a descoberta de que o dinheiro sujo entrou na campanha petista e saiu de lá no mesmo dia para pagar fornecedores suspeitos pode complicar a situação de Dilma. “Não há mais dúvidas de que os recursos desviados da Petrobras percorreram um caminho sinuoso que passa pelas empreiteiras e deságua nas contas dos fornecedores”, diz o procurador. Segunda empresa que mais recebeu recursos da campanha de Dilma, atrás apenas da Polis Propaganda, a Focal está em nome de um motorista e da filha de Carlos Cortegoso, o verdadeiro proprietário. Em 2005, a empresa foi apontada pelo publicitário Marcos Valério como destinatária de recursos do mensalão.
PROCESSO CONTRA ANDRÉS SANCHEZ NO STF
RESPINGA NAS CONTAS DA PRESIDENTE
Outra transação feita por Edinho, no mesmo dia das transferências para VTPB e Focal, envolveu a realização de oito pagamentos num total de R$ 1,83 milhão à “Rede Seg Gráfica e Editora Eireli”, uma empresa individual que funciona numa pequena sala de um sobrado vazio, no bairro Veleiros, zona sul de São Paulo. Essa suposta gráfica, que como a VTPB não possui maquinário, recebeu ao todo mais de R$ 6,15 milhões, valor superior ao limite legal permitido para esse tipo de pessoa jurídica. Ela está em nome de Vivaldo Silva, beneficiário de verba da cota parlamentar do deputado Vicente Cândido (PT/SP), parlamentar muito ligado a Edinho Silva.
No material encaminhado por Gilmar à PF há ainda indícios de emissão de notas fiscais frias e ocultação de despesas. A análise das notas registradas no site do TSE indicam inconsistências, duplicação de valores e interrupção na sequência de notas emitidas. A Focal, por exemplo, emitiu duas notas fiscais sob o mesmo número 1303 para campanhas diferentes: de R$ 143,1 mil para a campanha de Dilma e de R$ 432 para a campanha do deputado Vicentinho (PT-SP). No caso da VTPB os problemas são mais flagrantes. A empresa diz que encomendou à gráfica Ultraprint quase a totalidade do material de propaganda para a reeleição. Ocorre que a Ultraprint também foi contratada diretamente pela campanha, o que levanta dúvidas sobre a necessidade de se pagar um intermediário.
Uma outra análise das notas fiscais emitidas pela VTPB reforça a impressão da existência de irregularidades. As séries das notas fiscais não são contínuas e há dezenas de notas faltando. Além disso, quando as notas anexadas ao processo de prestação de contas são cotejadas com as registradas eletronicamente no TSE, observa-se contradições importantes. Em 22 de agosto, por exemplo, a VTPB emitiu duas notas fiscais (nº 492 e nº 506) de R$ 667,8 mil cada. No processo físico, porém, não existe a nota 506.
A FOCAL E A VTPB SÃO SUSPEITAS DE LAVAREM
DINHEIRO PARA A CAMPANHA DE DILMA
Não bastassem as frentes de investigação já existentes contra Dilma, em outro processo em tramitação no Supremo Tribunal Federal as contas de campanha da presidente poderão ser devassadas. Trata-se da ação que investiga o deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP). Ex-presidente do Corinthians, Sanchez é acusado de falsificar sua declaração de bens à Justiça Eleitoral e a prestação de contas. Ele responde ainda por crime contra a ordem tributária. No dia em que Mendes emitiu seu ofício à PF no TSE, o ministro do Supremo Luiz Fux, que está com o caso de Sanchez, autorizou diligências solicitadas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ante os “indícios da prática delituosa”.
Tanto a campanha de Dilma como a de Sanchez abasteceram outra empresa suspeita, a Dialógica Comunicação e Marketing, de Keffin Gracher, auxiliar de confiança de Edinho Silva. Gracher acompanha o petista há anos, integrou seu gabinete na Assembleia Legislativa de São Paulo e foi nomeado há poucas semanas como assessor especial do ministro, no Palácio do Planato. A Dialógica foi criada em 2013 e encerrou suas atividades no dia 30 de junho. No ano passado, ela recebeu quase R$ 1,5 milhão de campanhas petistas, sendo que mais de R$ 420 mil foram pagos pelo próprio Edinho ao assessor. A Dialógica funcionou numa sala comercial em Araraquara, berço político de Edinho. Gracher ainda é proprietário da 2K Comunicação, também contratada por Sanchez.
*Claudio Dantas Sequeira (claudiodantas@istoe.com.br)
Fotos: Montagem sobre foto de Pedro Ladeira/Folhapress, STF/Divulgação; EVELSON DE FREITAS/ Agência Estado; Marcelo Camargo/Agência Brasil 

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Dilma foge das vaias.


Dilma Rousseff está seguindo à risca ao menos um conselho dado publicamente por Lula dezenas de vezes: que ela deveria ir para a rua, sair do palácio. (Dizer “correr para os braços do povo”, nas circunstâncias atuais,  soaria irônico). Na sexta-feira passada, Dilma foi a Roraima. Ontem, ao Maranhão. Na quinta-feira, irá a Juazeiro, na Bahia.
São visitas milimetricamente controladas pela Presidência da República. Nada pode dar errado. Nada de vaias. Até agora, reconheça-se, tem dado certo. Dilma tem conseguido discursar sem ser perturbada neste ambiente esterilizado.
O.k., a intenção é mostrar que a presidente não está acuada. Que pode sair às ruas. O Palácio do Planalto monta o circo para que tudo aparente calma e Dilma apareça no Jornal Nacional e nos sites bem na foto, discursando a uma plateia atenta.
Mas será que, de fato, este tipo de roteiro controlado tem algum efeito?
A julgar pelas pesquisas do Ibope, Datafolha e até por institutos governistas, não.
A crise está à vista de todos, a inflação está subindo, a economia parando e o Congresso é francamente hostil ao governo. Nenhuma aparição pública tem o efeito de anular o que os brasileiros sentem e vivem no dia a dia.

Tá na boca do povo!

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E, no futuro, a impunidade?

Como isso, sabemos, apesar de Nardes e outros aparentemente bem intencionados, não vai dar em nada, senão impunidade, publiquemos para registro público o seguinte texto, via O Globo:
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, relator das contas da presidente Dilma Rousseff no ano de 2014, disse nesta quinta-feira que o governo terá que responder por um valor de R$ 104 bilhões de execução orçamentária, valor que inclui as chamadas “pedaladas fiscais” e as contas do contingenciamento. O valor é maior do que o apresentado antes pois, segundo o ministro, dez decretos não foram elencados no relatório oficial entregue anteriormente pelo governo.
Nardes declarou ainda que o prazo de 15 dias para que a presidente explique estes desvios começa a vigorar a partir desta quinta-feira e termina no dia 28. De acordo com Nardes, a data para que o TCU entregue o relatório não está fechada, mas provavelmente será na primeira ou segunda quinzena de setembro.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

CPI do BNDES: Cunha não é santo mas não se rebaixou aos esquerdopatas que destroem o Brasil.

A Câmara dos Deputados instalou na quarta-feira (12) a CPI dos Fundos de Pensão e confirmou a decisão do presidente, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de excluir o PT da presidência da comissão. Como acertado, Efraim Filho (DEM-PB), assumiu a presidência após ser eleito por 19 dos 20 deputados presentes. 
Paulo Teixeira (PT-SP), Samuel Moreira (PSDB-SP) e Hissa Abraão (PPS-AM), são os vice-presidentes da comissão. A relatoria ficou com o deputado Sérgio Souza (PMDB-PR). Cunha acertou a exclusão do PT dos postos de comando dessa CPI e também da que investiga fraudes no BNDES. Essas duas comissões têm grande potencial de desgaste do governo.A articulação foi possível graças à adesão do PR e PSD que, formalmente, apoiam o PT, mas fecharam esta questão com Cunha. 
A articulação liderada por Cunha foi questionada antes da votação pelo petista Paulo Teixeira, que primeiro pediu o adiamento da eleição e, vencido, afirmou a intenção de apresentar um recurso. "Na distribuição de presidências e relatorias, o PT deixa de ocupar uma presidência. Se consolidarmos essa votação, vamos consolidar um mecanismo que não levou em conta a proporcionalidade que tem sido usado na escolha das presidências desta Casa", afirmou Teixeira. 
Membro com maior número de mandatos entre os integrantes da CPI, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) abriu os trabalhos da comissão e respondeu aos questionamentos de Paulo Teixeira.
Sá destacou a existência de uma questão de ordem, número 526 de 2009, segundo a qual, "a escolha do presidente e relator é questão de natureza política e não de proporcionalidade".
Após eleito, Efraim Filho ressaltou que os trabalhos da CPI vão "em busca da verdade, doa a quem doer". "Além da missão de investigar, teremos a missão de ser propositivos, de aperfeiçoar a atual legislação. Não se pode brincar com a vida das pessoas". ( Via Folha de São Paulo )

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Como não?

Rodrigo Janot pode, sim, livrar Eduardo Cunha, viu? Basta Dilma Rousseff mandar. Renan Calheiros também sabia que o procurador-geral estava contra ele a mando do Planalto e está quase conseguindo livrar-se.

A Lava Jato é só politicagem, viu?

* O Antagonista.

O grande golpe de Dilma teria respaldo do Judiciário...


Caçador de pixuleco.

A farsa em frangalhos: o guerreiro do povo brasileiro era só um caçador de pixuleco.

Dirceu foto
PRESO NA OPERAÇÃO PIXULECO, informa a mais recente anotação no prontuário de José Dirceu de Oliveira e Silva, mineiro de Passa Quatro, 69 anos, advogado com especialização em corrupção ativa e formação de quadrilha. A palavra que batizou a 17ª etapa da Lava Jato, usada pelo gatuno João Vaccari Neto como sinônimo de propina, é vulgar na forma e abjeta no conteúdo ─ e rima com José Dirceu. Pixuleco é um nome perfeito para a operação policial que consumou a morte política do general sem soldados ─ e implodiu uma farsa que durou meio século.
Como pôde durar tanto um compulsivo colecionador de fiascos? Já em 1968, quando entrou em cena fantasiado de líder estudantil, nosso Guevara de galinheiro namorou uma jovem chamada Heloísa Helena sem saber que convivia dia e noite com “Maçã Dourada”, espiã a serviço da ditadura militar. Se quisesse prendê-lo, a polícia nem precisaria arrombar a porta do apartamento onde o casal dormia: a namorada faria a gentileza de abri-la. No mesmo ano, a usina de ideias de jerico resolveu que o congresso clandestino da UNE marcado para outubro, com mais de mil participantes, seria realizado em Ibiúna, com menos de 10.000 moradores.
Intrigado com o tamanho da encomenda ─ 1.200 pães por manhã ─ o padeiro que nunca fora além de 300 por dia procurou o delegado, que ligou para a Polícia Militar, que prendeu todo mundo. Libertado 11 meses depois pelo grupo de sequestradores do embaixador americano Charles Elbrick, declarou-se pronto para recomeçar a guerra contra a ditadura e ficou empunhando taças de vinho em Paris até que lhe ocorreu a ideia de trocar a Rive Gauche por um cursinho de guerrilha em Cuba que, por falta de verba para balas de verdade, usava apenas balas de festim para adestrar os futuros soldados da selva.
O combatente diplomado submeteu-se a uma cirurgia para que o nariz ficasse adunco, voltou ao Brasil na primeira metade dos anos 70, percebeu que a coisa andava feia assim que cruzou a fronteira e, em vez de mandar chumbo no campo, sacou da mala a documentação que o identificava como Carlos Henrique Gouveia de Mello, comerciante de gado, e se mandou para Cruzeiro do Oeste, no interior do Paraná. Logo se engraçou com a dona da melhor butique da cidade, adiou por tempo indeterminado a derrubada do governo e se entrincheirou na máquina registradora do Magazine do Homem.
Em 1979, a decretação da anistia animou o forasteiro conhecido no bar da esquina como “Pedro Caroço” a contar quem era à mãe do filho de cinco anos e avisar que precisava voltar à cidade grande. Afilou o nariz com outra cirurgia e reapareceu em São Paulo ansioso por recuperar o tempo perdido. A gula e a pressa aceleraram a expansão da cinzenta folha corrida. Deputado estadual e federal pelo PT paulista, rejeitou todas as propostas de todos os governos. Presidente do partido, instalou Delúbio Soares na tesouraria. Com o triunfo de Lula em 2002, o pecador trapalhão foi agir em Brasília.
Capitão do time de Lula, mandou e desmandou até a descoberta de que promovera a Assessor para Assuntos Parlamentares o extorsionário Waldomiro Diniz, com quem havia dividido um apartamento. Era só mais um no ministério quando, em 2005, o Brasil ficou sabendo que o chefe da Casa Civil também chefiava a quadrilha do mensalão. Despejado do emprego em junho, prometeu mobilizar deus e o mundo, além dos “movimentos sociais”, para preservar o mandato em perigo. Em dezembro, conseguiu ser cassado por uma Câmara que inocenta até a bancada do PCC.
Sem gabinete no Planalto ou no Congresso, sem rendimentos regulares e sem profissão definida, escapou do rebaixamento à classe média ao descobrir o mundo maravilhoso dos consultores vigaristas. Com a cumplicidade dos afilhados que espalhara pela administração federal, em poucos meses José Dirceu já se tornara um próspero facilitador de negociatas engendradas por capitalistas selvagens. Em 2012, o julgamento do mensalão ressuscitou o perseguido político. Condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, entrou no presídio com o punho erguido.
Ao sair da Papuda para cumprir em casa o restante da pena, era um sessentão com boa saúde. Ao voltar à cadeia por se ter metido nas bandalheiras do Petrolão, é uma versão avelhantada de si próprio. Desfrutou por poucos meses do poder que perseguiu desde o berçário. Desfrutou por poucos anos da fortuna que passou a perseguir depois da queda. O casarão em Vinhedo é uma das muitas evidências tangíveis de que José Dirceu é hoje um milionário. Para quê? Para nada. De nada vale a posse de mansões para quem é forçado a dormir no xilindró.
Uma tropa comandada por um guerrilheiro de festim só consegue matar de riso, repete a coluna há seis anos. As dúvidas que assaltaram muitos leitores foram dissolvidas pela implosão do embuste. O guerreiro do povo brasileiro era apenas um caçador de pixulecos.
Casa Dirceu Vinhedo

Líder do tráfico, preso com 2 toneladas de cocaína é libertado pela Justiça.

Um criminoso apontado como um dos maiores traficantes de drogas do país foi solto nesta sexta-feira, depois de passar menos de um mês na cadeia. Ele havia sido preso em um sítio com duas toneladas de cocaína, mas foi solto pela Justiça de São Paulo por falta de provas. Veja todos os vídeos do Jornal da Band.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Ministro recusa jantar com a presidente...

Ministro Marco Aurélio de Mello
Um jantar no Planalto foi oferecido por Dilma à todos os ministros do STF na data de hoje em homenagem ao dia do advogado.
Um dos ministros, Marco Aurélio de Mello, deu uma resposta bastante imprevisível ao convite:

“NÃO IREI EM RESPEITO AO PAGADOR DE IMPOSTOS A QUEM DEVO PRESTAR CONTAS”

Continuando: ‘A leitura que o cidadão comum faz é péssima. É como se o Supremo estivesse sendo cooptado, não considero adequado’, disse o ministro.
O ministro entende que o povo pode ver com maus olhos um jantar entre a presidente e todos os ministros do STF juntos.
*As informações são do Blog do Josias, UOL

A crise atual é consequência do modo petista de fazer política.

Má gestão, erros políticos e arrogância existem no PT desde os tempos de Lula e José dirceu.

*VIA REVISTA ÉPOCA
Existem cidades assentadas sobre falhas geológicas, o que aumenta a probabilidade de terremoto – casos de Tóquio, Los Angeles e Istambul. Seus habitantes têm de se acostumar a pequenos sismos cotidianos e preparar-se para a ocorrência de grandes tremores. Em sua relação com o mundo político, os brasileiros vivem como os habitantes dessas cidades. Ocorrem terremotos todas as semanas – e, depois deles, terrenos que pareciam firmes se tornam movediços. 

Dois desses terremotos ocorreram neste início de agosto. O primeiro foi aprisão de José Dirceu, na segunda-feira, dia 3. O segundo foi a rebelião da base aliada do governo, na quarta-feira, dia 5, que se somou à divulgação de uma pesquisa em que a presidente Dilma Rousseff aparece com seus piores índices de popularidade.

A prisão de José Dirceu representou um grande baque para o Partido dos Trabalhadores. Primeiro, porque dirige os holofotes da Lava Jato para o primeiro mandato do ex-presidente Lula, onde foram montados os esquemas domensalão e do petrolão. Revelações incômodas sobre a gênese da corrupção podem ferir gravemente uma candidatura de Lula à Presidência no futuro. 

Segundo porque, em meio às provas abundantes contra Dirceu, há sinais de enriquecimento pessoal. Isso torna difícil defender Dirceu junto à militância. Quando foi preso no mensalão, Dirceu deixou-se fotografar erguendo o punho cerrado – no gesto que os Panteras Negras, militantes do movimento negro nos anos 1960, tornaram célebre. 

Naquela ocasião, nas redes sociais, militantes petistas apresentaram Dirceu como vítima de um “julgamento político”. Desta vez, o partido abandonou Dirceu.

Revista ÉPOCA - capa da edição 896 - Como tudo começou (Foto: Revista ÉPOCA/Divulgação)

A semana atribulada de Dilma começou na quarta-feira, quando a Câmara, em sua estratégia irresponsável de explodir o Orçamento, aprovou um dos itens da“pauta-bomba”: a vinculação dos salários da Advocacia-Geral da União, delegados civis e federais a 90,25% da remuneração dos ministros do Supremo. Isso significa um gasto adicional de R$ 2,4 bilhões por ano, numa época em que qualquer gasto adicional pode representar uma piora sensível da situação econômica e dos cidadãos. 

É aquela situação em que os eleitos pelo povo, por puro oportunismo, prejudicam os próprios eleitores. Na mesma quarta-feira, dois partidos da base aliada, o PDT e o PTB, romperam com o governo – que ficou, assim, ainda mais frágil. A semana de más notícias se completou com a divulgação, na quinta-feira, de uma pesquisa em que Dilma atingiu seu pior resultado: 71% dos brasileiros consideram seu governo “ruim” ou “péssimo”, em comparação a 65% da pesquisa anterior. É o pior resultado da série histórica de Dilma.

Existem muitas conexões entre os dois fatos, a prisão de Dirceu e a crise dogoverno Dilma. A mais importante – e talvez menos aparente – é que uma coisa é consequência da outra. Muitas das agruras do governo Dilma foram plantadas durante o governo Lula, especialmente na época em que José Dirceu era o todo-poderoso ministro da Casa Civil. Se o governo sofre hoje com as investigações da Lava Jato, isso se deve a uma decisão tomada no início da era Lula. 

Em entrevista recente, o deputado Miro Teixeira disse que participou de uma reunião na qual estiveram quatro integrantes do governo. O tema da reunião era como formar uma base de apoio político. Alguns, como o ex-­ministro da Fazenda Antonio Palocci, defendiam que deveria ser via convencimento, negociando propostas com outros partidos – na mesma linha do que ocorrera com o PFL, fiel aliado do governo Fernando Henrique

A proposta vencedora, no entanto, foi a via “orçamentária”: a base de apoio seria negociada caso a caso, com uso de dinheiro como argumento, de acordo com as “demandas” de cada partido ou parlamentar. O cinismo em relação à democracia levou aos esquemas de compra de apoio, mensalão e petrolão.

Se Dilma enfrenta problemas na economia, isso se deve a uma mentalidade estatizante que começou ainda no governo Lula. Que, num primeiro momento, ficou sob controle. Lula, pragmaticamente, adotou o arcabouço econômico do governo anterior, cujos fiadores eram o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles

A partir da crise de 2008, no entanto, criou-se a “Nova Matriz Econômica”, política aprofundada no governo Dilma. A reboque da Nova Matriz, implantada na gestão de Guido Mantega, o mais longevo ministro da Fazenda da era democrática, o governo perdeu o controle dos gastos, tentou maquiar o deficitcom as “pedaladas” e jogou o país na crise que vivemos.
Por fim, se Dilma enfrenta animosidade no Legislativo, e tem dificuldades para firmar um pacto nacional, isso se deve, em grande parte, à arrogância que se instaurou no governo desde os tempos de Lula e Dirceu. Como relembra o economista Ricardo Paes de Barros, Lula teve humildade, no início do mandato, para implantar várias políticas do governo anterior – além do já citado arcabouço econômico, Lula “importou” da era tucana o programa de combate à pobreza criado pela equipe de Paes de Barros no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Lula implantou o Bolsa Família com competência e convicção. 

Os bons resultados desta e de outras políticas acertadas, aliados a uma conjuntura internacional favorável, levaram os petistas a achar que a política brasileira se dividia entre “antes” e “depois” deles – ideia expressa num dos bordões mais arrogantes de nossa história política, o “nunca antes neste país”. O crescimento brasileiro no período democrático, e a melhoria das condições de vida da população, se deve a uma sequência de fatos que começa na Constituição de 1988 e deve muito à estabilização econômica obtida no governo Fernando Henrique.

Dizer que tudo começou com o governo do PT equivale a alguém comprar uma casa térrea, transformá-la num sobrado e maldizer quem construiu os alicerces (Constituição) e a parte de baixo (governos anteriores) – como se fosse possível erguer um segundo andar sem a existência do primeiro.

Corrupção na base política, má gestão econômica e a arrogância que divide o país. Três erros do modo petista de governar que, hoje, têm influência decisiva na crise. Neste momento em que urge criar um pacto nacional, é hora de reconhecer tais erros – e aprender com eles.

Investigação sobre  Dirceu  (Foto: época )

O círculo  (Foto: época )

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

...Dilma e os quarenta...Senadores...

Para preservar o mandato, presidente Dilma tenta recompor a base aliada
Hoje à noite, ocorre o primeiro dos encontros com a base aliada, a presidente se reunirá com 40 senadores em jantar no Palácio da Alvorada, para pedir o apoio da Casa.

Em meio à maior crise política dos dois mandatos, a presidente Dilma Rousseff tenta recompor a base aliada e ensaia uma reação para esta semana. A reforma ministerial está descartada para os próximos dias, segundo o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, embora interlocutores reconheçam a necessidade de fazer mudanças na Esplanada para garantir a governabilidade. A expectativa é que as alterações no primeiro escalão sejam feitas depois que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentar ao Supremo Tribunal Federal as denúncias contra políticos envolvidos na Lava-Jato. Segundo Edinho Silva, o governo reconhece a crise e aposta no diálogo para superar as dificuldades. ( Com o Correio Brasiliense )

No desespero, Dilma cobra de adversários o que seu governo nunca fez: pensar primeiro no Brasil.


A uma semana das manifestações contrárias ao seu governo e desesperada com a possibilidade de abertura de processo de impeachment, Dilma Rousseff (PT) soltou mais essa ‘pérola’: 

“O Brasil precisa, mais do que nunca, que as pessoas pensem primeiro nele, Brasil, no que serve à população, à nação, e só depois em seus partidos e em seus projetos pessoais.” 

Ah, é mesmo? 

Então por que Dilma sapiens não disse isso ao mensaleiro do petrolão José Dirceu, quando ele convocava todos os petistas, como ela, a pensar primeiro no PT? 

“Se o projeto político é o principal, o principal é cuidar do PT. Nós temos que cuidar do partido em primeiro lugar”, orientava ele anos atrás (como se vê aos 10min24seg deste vídeo). 

Se Dilma pratica o que diz, por que em debate presidencial com Aécio Neves (PSDB-MG) recusou-se a garantir que Dirceu não teria papel em seu governo caso eleita? 

O resultado é conhecido: Dirceu manteve os atos de corrupção sob o governo Dilma e hoje está preso pela Operação Lava Jato. 

Como o próprio Aécio chegou a dizer para a petista em debate: “o seu discurso não tem conexão com a sua prática”. 

Na hora do desespero, Dilma simplesmente cobra dos adversários o que seu governo nunca fez – e comprova pela enésima vez que pensar primeiro no Brasil é tirá-la do poder. 

Tic-tac, tic-tac… 

domingo, 9 de agosto de 2015

A delação premiada veio para ficar.

Com a adoção dessa ferramenta, a lei brasileira segue uma tendência mundial no combate ao crime, mas já há quem queira restringir a conquista.

*Por Mariana Barros, na 
VEJA.COM

SENTENÇA MAIOR - Léo Pinheiro, ex-OAS, ao ser preso, em 2014: ele calcula que aguentaria até dois anos em regime fechado. Acaba de ser condenado a mais que isso
SENTENÇA MAIOR - Léo Pinheiro, ex-OAS, ao ser preso, em 2014: ele calcula que aguentaria até dois anos em regime fechado. Acaba de ser condenado a mais que isso.(Vagner Rosário)
No começo, era apenas um despiste. "Espalhamos que já tinha gente na fila para colaborar, mas a gente ainda não tinha nada." A confissão, divulgada meses atrás, é do procurador Carlos Fernando Lima, considerado o cérebro da força-tarefa de Curitiba, quando lembrava como ele e os colegas conseguiram atrair os primeiros suspeitos da Lava-Jato para inaugurar os hoje tão famosos, tão temidos e tão aguardados acordos de delação premiada. 

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, abriu a fila. Seu acordo foi homologado pelo juiz Sergio Moro em 27 de agosto de 2014, uma quarta-feira. Daí em diante, um carrossel virtuoso começou a girar com uma delação puxando a outra, e alguns acusados apressando-se para assinar a delação antes que não houvesse mais novidades a revelar. Na semana passada, a Lava-Jato tinha 25 acordos homologados. Mas, como se tornou habitual nesse escândalo, as expectativas sempre se voltam para o próximo acordo.

Na mira dos procuradores está o empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, preso há nove meses. Desde o primeiro contato com o Ministério Público, seus advogados estão negociando os termos de uma delação cujo potencial explosivo é medido em escala atômica. A princípio, o empreiteiro resistia à delação na esperança de pegar até dois anos de prisão em regime fechado, limite que dizia suportar.

Na semana passada, o juiz Sergio Moro condenou Pinheiro a dezesseis anos de prisão, dos quais pelo menos dois e meio terão de ser cumpridos em regime fechado. A condenação, um pouco maior do que o esperado, pode quebrar suas últimas resistências a abrir o bico. Outros dois, ambos ex-diretores da Petrobras, ainda não assinaram acordo, mas já estão em estágio avançado conversas para informar os procuradores sobre o que podem oferecer em troca de redução de pena. São eles: Renato Duque, homem do PT na direção da Petrobras, e Nestor Cerveró, o propineiro de Pasadena.

O volume de acordos de delação premiada na Lava-Jato é algo jamais visto em qualquer investigação criminal no país. Resulta da confluência de um acontecimento de 1990 com outro de 2004. Em 1990, o instituto da delação premiada apareceu pela primeira vez na legislação brasileira, na nova lei dos crimes hediondos. Foi ampliado nove anos depois para todos os demais crimes, deixando de se restringir aos hediondos.
Em 2004, quando trabalhava no caso Banestado, escândalo de remessa ilegal de dinheiro para o exterior, um jovem juiz homologou uma das primeiras delações feitas nos moldes atuais. Era Sergio Moro. O delator era o mesmo Alberto Youssef de agora, o doleiro que se tornou talvez o único brasileiro a ter feito não uma, mas duas delações premiadas. Juntando a lei de 1990, o juiz de 2004 e a megarroubalheira na Petrobras, produziram-se as condições para o recorde: 25 acordos de colaboração, e a conta ainda não terminou.

A delação premiada surgiu como um antídoto contra a globalização do crime. Com organizações criminosas transnacionais cada vez mais sofisticadas, os legisladores, sobretudo na Itália e nos Estados Unidos, passaram a pensar em instrumentos capazes de chegar aos chefes desses mamutes do crime: as máfias, os cartéis da droga, os grupos terroristas, as quadrilhas de corruptos. 

A colaboração de um acusado em troca da redução da pena surgiu como o único meio de quebrar o código de silêncio dos criminosos e pôr as mãos no alto-comando. Nos últimos trinta anos, os Estados Unidos acumularam vasta experiência nesse campo. Desde a Operação Mãos Limpas, na década de 90, uma gigantesca ação contra políticos corruptos, a Itália também avançou. 

O relativo sucesso da delação premiada no combate ao crime organizado levou a ONU a lançar uma convenção anticorrupção cujo texto sugere explicitamente que os países-membros adotem algum tipo de recompensa aos criminosos que denunciam comparsas.
Assim, a delação premiada começou a proliferar pelo mundo.

O Brasil assinou a convenção no ano do seu lançamento, em 2003, e promulgou-a três anos depois. A novidade, no entanto, está longe de ser consensual. Os advogados, em geral, e os criminalistas, em particular, consideram a delação premiada um instrumento antiético e imoral porque a negociação da pena corrompe o processo penal, cuja essência é comprovar, ou não, a culpa do réu, e não colocá-la numa barganha. Também lhes desagrada o fato de a delação premiada levar o acusado a renunciar a um direito fundamental - o direito a um processo justo -, pois a sentença é previamente acertada.

As reservas são mais fortes em países como o Brasil, cujo ordenamento jurídico vem da tradição romana, em contraposição ao de tradição inglesa. Em 2003, quando o governo da França propôs uma reforma jurídica que copiava parte do sistema dos Estados Unidos, houve uma gritaria geral.

Mesmo na pátria mundial da cidadania, os franceses acabaram se rendendo à dureza da realidade do crime. A Assembleia Nacional aprovou as mudanças, inclusive a delação premiada. Hoje, um francês pode ficar até quatro dias preso sem acusação formal, algo impensável até uma década atrás.

Sobrepreço de "apenas" R$ 406 milhões.

O Tribunal de Contas da União (TCU) detectou em auditoria sigilosa sobrepreço de R$ 406 milhões na construção da Base Naval e do Estaleiro da Marinha, em Itaguaí (RJ). Tocado pela Odebrecht, investigada na Operação Lava Jato, o empreendimento integra o programa que prevê a operação, até 2025, de quatro submarinos convencionais e um de propulsão nuclear que será o primeiro a operar no Brasil. O valor a ser pago pelas obras civis já aumentou 60% desde 2008. Por ora, a empreiteira recebeu R$ 6,1 bilhões.

O projeto tem como um dos mentores e uma espécie de supervisor o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, considerado o "pai" do Programa Nuclear Brasileiro. Presidente da Eletronuclear até o fim do mês passado, ele pediu demissão após ser preso pela Polícia Federal, acusado de receber propina de construtoras, entre elas a Odebrecht, nas obras da Usina de Angra 3.

Os indícios de que o valor da construção da Base Naval e do Estaleiro está inflado são os primeiros a surgir. A "gordura" no orçamento foi detectada após análise do TCU sobre as planilhas entregues pela Marinha. Diante da constatação, e tendo em vista a participação da Odebrecht no projeto, o tribunal decidiu fazer, em caráter de urgência, uma fiscalização conjunta com a PF, o Ministério Público Federal e a Receita Federal para apurar eventuais ilegalidades no programa.

Os órgãos, envolvidos na Lava Jato, já apuram suspeitas de irregularidades no empreendimento. O valor original das obras da base naval e do estaleiro era de R$ 4,9 bilhões. Além do sobrepreço no orçamento, os auditores analisam alterações de projeto que forçaram a celebração de aditivos contratuais, elevando o preço a ser pago para R$ 7,8 bilhões. A planta e os detalhes atualmente em execução foram aprovados em 2012 pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que atua como órgão regulador e avalia aspectos de segurança.

Acordo. O programa dos submarinos ganhou corpo em 2008, graças a um acordo assinado entre Brasil e França. A negociação foi feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o então mandatário francês, Nicolas Sarkozy. Além do estaleiro e da base, o plano prevê a transferência de tecnologia ao País para a construção dos cinco submarinos, entre os quais o de propulsão nuclear, maior ambição dos militares brasileiros - atualmente, só seis nações operam com esse tipo de veículo militar.

Após as negociações com Lula, a francesa DCNS, responsável pela transferência da tecnologia, formou consórcio com a Odebrecht para projetar e desenvolver os submarinos. A empreiteira também foi contratada para a construção do estaleiro e da base naval. Não houve licitação para escolher a parceira brasileira.

A Marinha alega que não cabe a abertura de concorrência nesses casos, por causa do sigilo que, "necessariamente", reveste projetos como o dos submarinos. E sustenta que não houve participação do governo na escolha da empreiteira. "Como as obras civis de construção do estaleiro e da base seriam realizadas no Brasil, somente uma empresa nacional poderia fazê-lo. Daí resultou a necessidade de a DCNS se associar a uma empresa brasileira de grande porte que pudesse fazê-lo. A seleção da Odebrecht como parceira na empreitada foi de livre escolha da DCNS, que, para tanto, empregou critérios próprios."

Marinha diz que obra é 'complexa' e 'especialíssima'
Procurada pela reportagem, a Marinha informou que tem cumprido as determinações do Tribunal de Contas da União (TCU) em processo que acompanha o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). Em nota, afirmou ter recebido notificação e já encaminhou à corte posicionamento sobre o “possível excedente de preço”, o que está em análise.

Sobre os aditivos que fizeram o valor da construção saltar 60%, a Marinha argumenta que a obra é complexa, tem natureza “especialíssima” e foi concebida, inicialmente, com orçamento estimado. À época, diz a Marinha, não havia como considerar o “redimensionamento necessário para atender” exigências de segurança, como o reposicionamento da “ilha nuclear”.

Segundo a Marinha, Othon Luiz Pinheiro da Silva não participou do processo de “tomada de decisão” referente ao projeto dos submarinos, tampouco de seu gerenciamento. A Odebrecht, em nota, alegou que a obra é submetida a auditorias regulares do TCU e que, “no caso específico, já foram apresentadas à corte as informações solicitadas, as quais são suficientes para esclarecer os apontamentos do órgão técnico.”
*Álvaro Pedreira de Cerqueira, por e-mail, via Grupo Resistência Democrática.