quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Senador Aloysio Nunes dá uma "aula" de oposição.

Aloysio, vice de Aécio, recusa “diálogo” com Dilma, no que faz muito bem. Até porque, em entrevistas, represidenta ataca governo tucano de SP, enquanto Lula já se lança para 2018. Tenham paciência!
O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), candidato a vice na chapa de Aécio Neves (PSDB-MG), que perdeu a eleição por menos de 4 pontos percentuais, fez nesta terça um duro discurso no Senado, no mesmo dia em que a presidente Dilma Rousseff, em entrevista ao SBT, afirmou, como se noticia aqui e ali, que “aceita” dialogar com Aécio e Marina Silva. Aliás, só falou porque indagada a respeito — uma questão, convenham, extemporânea e não sei se surgida no curso da conversa ou combinada na coxia. Dialogar sobre o quê? É a não notícia. Que resposta ela daria? Que não aceita? Que não quer papo? Isso não tem a menor importância. Num outro canto, nos corredores do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, o maior coronel do Brasil, já anunciava a sua intenção de disputar a eleição presidencial em 2018. Então vamos pôr os pingos nos is.
Em primeiro lugar, setores da imprensa se corrijam. Quem pode ou não aceitar o diálogo são Aécio e Marina, não Dilma. Como ela é a presidente da República, o máximo que pode fazer é convidar para uma conversa. Mas, antes, é preciso ter um assunto. Aloysio disse que não aceita. Espero que não mesmo. Nem ele nem os outros oposicionistas. É o que eu faria no lugar dele e deles. O senador evocou a sujeira da campanha e afirmou: “Eu fui pessoalmente agredido por canalhas escondidos nas redes sociais a serviço do PT, de uma candidatura. Não faço acordo. Não quero ser sócio de um governo falido nem cúmplice de um governo corrupto”. Perfeito! Disse mais: “Eles transformaram as redes sociais em um esgoto fedorento para destruir adversários. Foi isso que fizeram. Não diga a candidata Dilma que não sabia o que estava acontecendo. Todo mundo percebia as insinuações que fazia nos debates”. Fato.
Mais: o senador poderia ter citado ainda os blogs, sites, revistas e afins que são alugados para atacar a imprensa independente, jornalistas considerados incômodos — cujas cabeças eles pedem com a desenvoltura do Estado Islâmico — e os setores do Judiciário que não se subordinam a seus interesses. Dialogar como?
Nas entrevistas concedidas ao Jornal da Record, na segunda, e, ontem, ao Jornal da Band e ao Jornal do SBT, já demonstrei aqui, Dilma voltou a atacar o governo de São Paulo, falando barbaridades sobre a crise hídrica no Estado. Dilma está interessada em disputar o quarto turno em São Paulo. Abusa da sua condição de presidente para conceder entrevistas sem ser contraditada e falar o que lhe dá na telha.
A presidente diz querer dialogar, mas comparece ao debate com uma conversa marota sobre reforma política, que seria conduzida por meio de plebiscito, o que só beneficiaria o seu partido, o PT. Prega a distensão com uma das mãos, agride o principal governo de oposição do país com a outra, enquanto o Babalorixá de Banânia, Lula, já se apresenta para a disputa em 2018.
Dialogar sobre o quê e pra quê? O senador Aloysio está certo. Estamos falando com um governo que não respeita, como resta comprovado, nem mesmo a liberdade de imprensa. Os brucutus que foram atacar a revista VEJA, numa agressão explícita à Constituição e ao Código Penal, obedeciam, também eles, a um comando informal — ainda que não explícito. Foi a cúpula do PT, Dilma inclusive, que excitou a fúria da canalha.
Dilma não quer dialogar coisa nenhuma! Ela e seu partido pretendem, como sempre, aniquilar a oposição e as vozes discordantes. Se, no meio do caminho, conseguir enterrar qualquer investigação, a exemplo do que o PT faz no Congresso, tanto melhor. A propósito: ela já é presidente da República. Se pretende, mesmo, acabar com a corrupção, como diz em entrevistas, comece por demitir desde já os diretores da estatal indicados por partidos políticos.
Isso tudo é firula. Aliás, os respectivos conteúdos das entrevistas concedidas à Globo, à Band e ao SBT são praticamente os mesmos. Pouco variaram perguntas e respostas. É um tanto vexaminoso para todos. A exceção virtuosa foi Adriana Araújo, do Jornal da Record. Não por acaso, foi a única jornalista que teve direito ao mau humor presidencial. Dilma repetiu até as mesmas palavras, treinadas com João Santana, como o famoso clichê “Não vai sobrar pedra sobre pedra, doa a quem doer” (ao se referir à corrupção na Petrobras). Ah, sim: ao SBT, ela afirmou que topa a reforma por referendo mesmo. Que remédio? Por plebiscito, já estava claro que o PMDB e a maioria dos partidos não aceitariam. Ainda bem.
Se Dilma gosta de clichês, lá vai um: na conversa entre a corda e o pescoço, só a primeira tem a ganhar.
*Texto por Reinaldo Azevedo

Mais um delator pede delação premiada.


Falta muita gente ser indiciada, imagina quem entre elas

Julio Camargo falava em nome da Toyo Setal Empreendimentos, que se dispõe a colaborar com as investigações.
Ele é o terceiro alvo da Lava Jato que firma acordo de delação premiada. Com a delação, Camargo pode obter acentuada redução de pena, até mesmo o perdão judicial. A multa de R$ 40 milhões, no entanto, ele terá que de pagar. Antes, fez a colaboração o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, que citou pelo menos 32 parlamentares como supostos beneficiários do esquema de corrupção e propinas na estatal petrolífera. 
O doleiro Youssef está fazendo delação, interrompida porque foi hospitalizado sábado, 25. Julio Camargo temia ser preso a qualquer momento pela Lava Jato, que entrou em sua segunda etapa, agora concentrando fogo nas empreiteiras.
Apavorado, Camargo resolveu contar o que sabe. Seu relato confirma a existência do cartel das construtoras na Petrobrás. O grande conluio já havia sido revelado por Paulo Roberto Costa, mentor do esquema de propinas da estatal. Camargo já confirmou o envolvimento direto de pelo menos duas gigantes da construção.
A Toyo Setal, que Camargo representava, realiza atividades de projeto, construção e montagem na modalidade de EPC (Engenharia, Suprimentos e Construções), em unidades industriais, nos segmentos de óleo e gás, petroquímica, química, mineração, infraestrutura, plantas de geração de energia e siderurgia.
A Toyo trabalha também com estaleiros, na fabricação e serviços de construção de módulos para plataformas offshore, incluindo unidades de geração de energia elétrica, de compressão de gás e de processamento de petróleo. A Toyo e Julio Camargo aparecem em uma planilha que a PF apreendeu. O documento indica contribuições de Camargo a partir de março de 2010, provavelmente para a campanha eleitoral daquele ano. 
Novo delator da Lava Jato vai pagar R$ 40 milhões de multa
A empresa e ele foram citados pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, em depoimento à Justiça Federal. Costa apontou suposto envolvimento de Duque no esquema. Na campanha eleitoral de 2010, Camargo ficou entre os maiores doadores de pessoa física. Ele doou um total de R$ 1,12 milhão para dez candidatos ao Senado, à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas de São Paulo e Mato Grosso do Sul. 
O maior beneficiário foi o então candidato a senador do PT do Rio Lindbergh Farias, que ficou com R$ 200 mil. Ele deu ainda R$ 100 mil para as campanhas ao Senado de Marta Suplicy (PT-SP) e R$ 100 mil para Delcídio Amaral (PT-MS). Camargo é o controlador de três companhias (Piemonte, Auguri e Treviso) que recebiam aportes de empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef, alvo da Lava Jato.
No fluxograma do dinheiro movimentado por Youssef na GFD Investimentos (um total de R$ 78 milhões) de janeiro de 2009 a dezembro de 2013 a Piemente colocou R$ 8, 5 milhões. A Treviso repassou R$ 4,4 milhões. A suspeita da PF é que esse dinheiro era distribuído com deputados e senadores.

COM A PALAVRA, O ENGENHEIRO RENATO DUQUE




Por meio de sua assessoria de imprensa, Renato Duque disse desconhecer “o conteúdo de qualquer depoimento de Julio Camargo”. O engenheiro assinala que não é acusado de nenhum crime e afirma não saber de crimes na Petrobrás durante sua gestão na Diretoria de Serviços. Ele destacou que “está à disposição da Justiça para prestar qualquer esclarecimento que se fizer necessário”.
A assessoria assinalou que Duque já entrou com ação penal privada contra Costa por crime contra a honra. “Paulo Roberto terá o direito de provar a suposta veracidade das acusações falsas que fez a Duque.”

COM A PALAVRA, A DEFESA DO EXECUTIVO JULIO CAMARGO 

A criminalista Beatriz Catta Preta, que representa o executivo Julio Camargo, não se manifestou.

* Por Estadão - Via Camuflados

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Mais macho do que Aécio, Aloysio rebate os petistas no Senado.


Aloysio Nunes faz um desabafo e mostra que com PT ele não quer "estória de união".

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) fez um desabafo, nesta terça-feira (28), em relação a calúnias e mentiras a seu respeito que teriam sido divulgadas no que chamou de “rede social petista”. Ele foi candidato a vice-presidente na chapa do também senador Aécio Neves (PSDB-MG).
Durante votação da Medida Provisória 650/2014, que reestruturou carreiras da Polícia Federal, o senador afirmou que a rede petista o chamou de homofóbico e traficante de drogas e o acusou de ter sido contra propostas importantes, como a instalação da Comissão da Verdade, a PEC do Trabalho Escravo e a própria MP 650.
- Eu quero aqui fazer esse desabafo perante o Senado Federal que me conhece. Como é possível descer tão baixo na calúnia, na infâmia? Transformar as redes sociais em um esgoto para destruir adversários – protestou.
Aloysio disse que a presidente Dilma Rousseff, reeleita no domingo, sabia sobre os ataques contra ele e o PSDB nas redes sociais. Ele acrescentou que pessoas que com esse tipo de conduta não têm autoridade moral para pedir diálogo com ninguém. Em seu primeiro discurso depois da confirmação da reeleição, Dilma se disse disposta a abrir um espaço de diálogo com todos os setores da sociedade.
- Fui pessoalmente agredido por canalhas escondidos nas redes sociais a serviço de uma candidatura – lamentou.
Defesa
O líder do PT, senador Humberto Costa (PE), afirmou que nem seu partido nem Dilma estimularam ou patrocinaram qualquer tipo de agressão ou divulgação de notícias falsas por meio das redes sociais.
Humberto destacou que inverdades que circularam nas redes sociais devem ser atribuídas a indivíduos que utilizam inadequadamente a internet e não a um partido. Ele pediu uma lei que permita à Polícia Federal retirar de circulação, o mais rápido possível, mentiras ou agressões postadas nas redes sociais.
- Quem faz isso é gente criminosa, é gente que precisa ser identificada, processada e punida – disse Humberto.
Apoio
A senadora Ana Amélia (PP-RS) manifestou solidariedade com Aloysio Nunes e acrescentou que muitas pessoas tombaram devido à campanha suja e inadequada. Segundo ela, é preciso por uma trava nessa “forma criminosa de tratar os adversários”.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse ter sido informado por especialistas em informática que o departamento especializado em crimes cibernéticos da Polícia Federal poderá detectar a origem das ofensas a Aloysio.
Os senadores Lúcia Vânia (PSDB-GO), Vital do Rêgo (PMDB-PB), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Casildo Maldaner (PMDB-SC), Eduardo Suplicy (PT-SP) e o presidente do Senado, Renan Calheiros, também se solidarizaram com Aloysio Nunes e elogiaram a atuação do parlamentar.
- O Brasil conhece e admira o senador Aloysio Nunes Ferreira e nós, senadores, muito mais porque o respeitamos aqui no dia a dia do Senado Federal – disse Renan. (Agência Senado)

*Via Diário do Poder

A oposição não pode relevar os crimes que o PT e seus asseclas cometeram contra a democracia.

Se Aécio aceitar ser ameno com o governo petista, será seu suicídio político
De forma hipócrita, a Presidente eleita e sua imprensa aliada, conclamam a todos a um "governo de união", justo o que os petistas jamais pretenderam ou pretendem.
Aécio não pode relevar não só as calúnias e difamação contra si, mas, sobretudo, levar à frente as denúncias, algumas muito fundamentadas em fatos, de crimes eleitorais ( incluindo fraudes) nas últimas eleições.
Fazer uma oposição amena e deixar os comunistas fazerem o que querem e pisar na democracia, será o suficiente para considerá-lo um engodo. Um equívoco dos eleitores da oposição brasileira.
*Ouçam os comentários de Olavo de Carvalho: https://soundcloud.com/rvox_org/olavo-de-carvalho-golpe-eleitoral-do-pt-26102014

Câmara aborta projeto petista de iniciar a implantação do comunismo no Brasil.

O Decreto Bolivariano 8243 caiu na Câmara!!! ‪#‎ChupaPT 
E Dilma sofreu sua primeira derrota depois da reeleição. Os deputados rejeitaram ontem, 28, um novo requerimento do PT para tentar inviabilizar a votação do Projeto de Decreto Legislativo 1.491, que anula o decreto presidencial que criou a Política Nacional de Participação Social — aquele da bolivarianização do Brasil por intermédio dos conselhos populares. 
O PT entrou em obstrução e apresentou outro requerimento para adiar a votação, com o apoio, como sempre, do PCdoB e do PSOL.
Mas Dilma menosprezou os parlamentares e não contava que a maioria da Câmara jamais se sujeitará aos seus caprichos, e realizar seu sonho de implantar o comunismo no Brasil.
Agora é esperar como o Senado procederá. Lá a presidente tem uma maioria folgada. Mas será que essa maioria aceitará ser, ponto morto, ou mera figuração no processo de gestão do país.

Caso Pizzolato: " uma vergonha para o Brasil!"

Uma vergonha para o Brasil, diz Marco Aurélio
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que a justificativa usada pela justiça italiana para rejeitar pedido do governo brasileiro para extraditar o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato condenado por envolvimento no mensalão “é uma vergonha para o Brasil”.
A Corte de Apelação de Bolonha negou o pedido brasileiro por considerar a situação das prisões no País. “Se considerarmos algo que talvez esteja em desuso no Brasil, que é a dignidade do homem, é procedente o pronunciamento italiano”, disse Marco Aurélio, ao final hoje da sessão da 1ª Turma do STF.
Ele lembrou do pronunciamento do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que chegou a comparar presídios brasileiros a “masmorras”. “O óbice vislumbrado pela Itália foi justamente o que nosso ministro apontou como masmorras”, disse o ministro do Supremo. Em novembro de 2012, o atual ministro da Justiça chegou a afirmar que “preferiria morrer” a cumprir pena em um presídio brasileiro e classificou o sistema penitenciário como “medieval”. (Beatriz Bulla/Agência Estado)

E o ministro Barroso, quem diria (?) concede prisão domiciliar a Dirceu.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira que o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, condenado no julgamento do mensalão, possa cumprir o restante da pena de sete anos e 11 meses em regime domiciliar. Relator do processo do mensalão, Barroso confirmou o benefício ao mensaleiro pelo fato de o mensaleiro ter trabalhado e estudado na cadeia e, com isso, aberto caminho para o abatimento de parte dos dias da sentença. Ele permaneceu menos de um ano atrás das grades.
José Dirceu teria direito a progredir para o regime aberto apenas em março de 2015, mas os estudos na cadeia, os livros lidos e trabalhos tanto na Papuda quanto no escritório do criminalista José Gerardo Grossi deram a ele o direito de acelerar a migração para um regime mais benéfico. Como no Distrito Federal não há casas de albergado, estabelecimentos próprios para condenados a regime aberto, a Justiça garante aos detentos nessa condição que sejam beneficiados com prisão domiciliar.
Na próxima semana, Dirceu deve comparecer à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal para receber instruções sobre o cumprimento da pena em regime aberto. Para cumprir a pena em casa, o condenado deve, via de regra, assumir o compromisso de morar no endereço declarado e avisar qualquer mudança, permanecer recolhido das 21 horas até as 5 horas da manhã e ficar recluso nos domingos e feriados por período integral nos primeiros meses da pena.
Em maio, durante mais uma tentativa de desqualificar as condenações proferidas pelo STF no julgamento do mensalão, a defesa do ex-ministro da Casa Civil chegou a apresentar recurso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), acusando o Estado brasileiro de violação de direitos. O mensaleiro, condenado a sete anos e 11 meses pelo crime de corrupção ativa, pedia ainda que a Comissão recomendasse ao Brasil a realização de um novo julgamento para Dirceu, sob a alegação de que foi desrespeitado o princípio do duplo grau de jurisdição.
*Por Laryssa Borges na VEJA.com.

As mentiras de Dilma sobre a água.

Já está desenhada uma estratégia, isto é visível, e é bom que o PSDB acorde. O alvo do governo federal, de Dilma Rousseff e do PT é São Paulo. Eles não engoliram as múltiplas surras eleitorais que a população do Estado aplicou ao partido. Querem vingança. Querem sangue. Esses valentes não convivem bem com quem lhes diz “não” e com quem cumpre sua função e noticia o que eles não gostam de ler. O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG); o governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin; o senador Aloysio Nunes Ferreira e o senador eleito pelo Estado, José Serra, já podem desensarilhar as armas para defender a população que os elegeu e, claro!, também para atacar. Afinal, como reza o adágio latino, “si vis pacem, para bellum”: se queres a paz, prepara a guerra.
Dilma acaba de conceder mais uma entrevista, desta feita a Ricardo Boechat, da Band. Quer dizer: não foi bem uma entrevista. Dilma falou o que bem quis, lidou com fatos e números como lhe deu na telha, fantasiou, mistificou à vontade, sem contestação. Na verdade, até recebeu alguma ajuda, com uma pauta pensada para que ela atacasse os tucanos de São Paulo. Eis a presidente que quer unir todos os brasileiros.
A presidente, repetindo o que disse na entrevista à Record, insiste em disputar o quarto turno da eleição — o PT já perdeu no primeiro turno para o governo do Estado e em dois turnos para a Presidência — e em jogar nas costas do governo de São Paulo a crise hídrica. Falou, diante do silêncio colaborativo do entrevistador, que o Nordeste viveu a maior seca em 70 anos e que o governo federal socorreu com cisternas e seis mil carros-pipas. A sugestão era que o mesmo poderia ter sido feito por São Paulo se Alckmin pedisse. Será que esta senhora tem a noção, ainda que ligeira, de quantos carros-pipas seriam necessários para suprir deficiências deste Estado?
Mas embarco na sua hipótese: Guarulhos e Mauá, para citar dois municípios da Grande São Paulo, são administrados pelo PT, não são atendidos pela Sabesp e hoje sofrem com o racionamento. Por que, então, Dilma, não se apressou em fazer acordos com os respectivos prefeitos, aliados seus? Por que não manda seus carros-pipas? Por que não fez suas cisternas? Não precisava da concordância de Alckmin para isso. É patético.
Falou, ou por má-fé ou por ignorância convicta, que o governo federal financia as obras do Sistema Produtor de São Lourenço. Deve ser bom dar uma entrevista como quem emite um release. Dilma tem dito por aí que a CEF liberou financiamento de R$ 1,8 bilhão para a obra. Mentira. Comecemos do começo. O edital para a obra é de 8 de novembro de 2012, anterior à crise hídrica. O contrato com o consórcio vencedor — Andrade Gutierrez e Camargo Correa — foi assinado no dia 21 de agosto de 2013. Trata-se de uma PPP, uma parceria público-privada, sem um tostão de dinheiro federal. Se as duas empreiteiras conseguiram, em razão do contrato, dinheiro da CEF, o governo do Estado não tem nada com isso. O que se tem é a Caixa fornecendo empréstimos a empresas privadas.
Há outras mentiras graves nas quais Dilma insiste, de que vou tratar em outro post. Foco esses aspectos porque foi a sua linha de argumentação na entrevista-nota oficial concedida à Band. É fácil falar quando o interlocutor ou não está disposto a contraditar ou não dispõe das informações técnicas “no que se refere”, como diria Dilma, ao assunto.
Sim, escreverei um outro post sobre as mentiras. O fundamental é chamar a atenção dos tucanos para o fato de que São Paulo está na mira dos petistas, de que a presidente está com sede de retaliação e de que os petistas querem se vingar do Estado, dos eleitores e dos adversários.

*Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 28 de outubro de 2014

O primeiro dia dos próximos 4 anos Dilma derruba Petrobras em 12,3% e dólar sobe ao maior valor dos últimos 10 anos.



No primeiro pregão após a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou o dia com desvalorização de 2,77%, em 50.503 pontos, puxada pela queda recorde das ações da Petrobras. 


O dólar subiu para níveis historicamente altos. A moeda à vista, referência no mercado financeiro, subiu 2%, alcançando R$ 2,5211, maior cotação desde 29 de abril de 2005. O comercial, usado em transações do comércio exterior, fechou o dia em R$ 2,523, com alta de 2,64%, a maior variação desde setembro de 2011. O volume financeiro no pregão foi de R$ 16,8 bilhões, acima da média do mês de outubro, que é de R$ 10,7 bilhões até o dia 23. 

Para analistas, o reflexo da eleição no mercado foi menor do que o esperado. Isso porque, dizem eles, o mercado não trabalhava com níveis tão altos, preparando-se para a vitória da presidente Dilma. Além disso, a sinalização de mais diálogo com o mercado também contribuiu para a redução das perdas durante o dia. 

Mas o dia começou com estresse. Logo após o leilão inicial de ações, papéis de estatais derretiam na Bolsa brasileira, que chegou a cair mais de 6% no Ibovespa, às 10h20, quando o índice atingiu a marca de 48.722 pontos. Ao longo do dia, no entanto, essa queda brusca se reverteu. 

Na visão de Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da TOV Corretora, um dos motivos de a queda ter sido menor do que imaginava a média do mercado foi o fato de o mercado não estar trabalhando tão alavancado. "A média do mercado já trabalhava com a hipótese de vitória da Dilma, então não tentou antecipar com muito volume uma eventual vitória do Aécio e, por isso, o mercado não abriu no pânico que se esperava", disse. 

Para o analista analista-chefe da Spinelli Corretora, Elad Revi, a sinalização da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) de que quer se aproximar do mercado, além da possibilidade de mudanças na política econômica, fizeram com que a queda da Bolsa brasileira não se acentuasse durante todo o dia. "A sinalização passa credibilidade, mas ainda não é algo efetivo", pondera Revi. 

Além disso, o mercado já tinha precificado a vitória da presidente Dilma, com a Bolsa amargando pesada queda na semana passada. "A Bolsa já tinha caído 7% na última semana e a tendência para hoje era essa, de começar o pregão com muita emoção, portanto com fortes quedas", considera André Moraes, analista da corretora Rico. 

Como o mercado vai se comportar daqui para a frente vai depender da definição da equipe econômica. "Os próximos passos, com o novo ministro da Fazenda e a definição da política econômica, vão ditar os rumos do mercado daqui para frente", avalia Moraes. 

AÇÕES
Das 70 ações negociadas na BM&FBovespa, 52 fecharam em baixa e 18 em alta. A maior alta do Ibovespa foi a das ações da Estácio Participações, com valorização de 12,33%. No "kit eleições", as ações preferenciais da Petrobras, as mais negociadas, tiveram a queda mais expressiva do dia, com desvalorização de 12,33%, a R$ 14,29, e os papéis ordinários -que dão direito a voto- registraram queda de 11,34%, a R$ 13,92. As ordinárias da Eletrobras encerraram em queda de 11,68%, a R$ 5,37. E as ações do Banco do Brasil caíram de 5,24%, a R$ 24,40. 

CÂMBIO
A alta do dólar durante esta segunda-feira, primeiro dia de negócios depois da reeleição da presidente Dilma Rousseff, ficou aquém das expectativas do mercado. A avaliação é do especialista em câmbio da Icap Brasil, Ítalo Santos. "O mercado esperava um estresse maior, mas o investidor estrangeiro continua colocando dinheiro no País para pegar essa taxa de juros alta", afirma. 

Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio, da Treviso Corretora, concorda que a presidente tem que ser rápida em algumas atitudes, como na escolha do ministro da Fazenda. "É importante ela mostrar que está atenta aos anseios do mercado e do Brasil inteiro", afirma Galhardo ao considerar que ela tem um prazo menor para sensibilizar o mercado para as mudanças que boa parte do povo brasileiro mostrou querer.(Folha Poder) 

Gente que valoriza a mentira e a hipocrisia.

A presidente, recém reeleita, em discurso ontem, 27.10, disse em discurso que está aberta ao diálogo com a oposição e quer a união de todos para apoiar seu projeto de governo(sic).
É nada mais que hilária tal declaração. Depois de fazer uma campanha indigna da mais sórdida das pessoas e um formando um corolário de assassinatos de reputações, a tal presidente vem agora com um discurso morno.
Ora, primeiramente essa cidadã jamais teve um projeto de governo e é responsável pela pior situação econômica do Brasil desde o Plano Real.
Incapaz de administrar uma loja de artigos a R$ 1,99, a candidata reeleita destruiu as instituições do país, e a prestação de serviços públicos desde a segurança pública, passando pela péssima educação e culminando em proporcionar um péssimo serviço de saúde pública ao povo brasileiro.
Ganhou pela propagação da mentira, da calúnia, da difamação e adotando a prática de tudo o que significa desvio de caráter e sordidez.
Embora seu principal opositor, o senador Aécio Neves, seja um homem moderado, incorrerá em talvez seu principal erro, em sua trajetória política, se em seu projeto de unir o Brasil, aceitar apoiar a petista em seu desespero em "consertar" os erros e burradas que praticou em seu primeiro governo.