quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dilma teria usado dinheiro sujo desviado da Petrobras na campanha de 2010.

Segundo a reportagem-bomba de Veja, 'Paulinho', entre outras coisas, revelou que em 2010 a campanha de Dilma Rousseff pediu dinheiro ao esquema de corrupção da Petrobras.
Convenhamos, num país realmente democrático e sério isso já seria o suficiente para a impugnação da candidatura à reeleição da Dilma e, ato contínuo, a abertura de processo de impeachment. De quebra Lula, cujo capitão de seu time, José Dirceu, está lá na Papuda, teria de ser, obrigatoriamente intimado nesses dois processos.
Dia desses, o nordestino boçal no seu blog alojado no site do jornal O Globo, disse adeus a Aécio Neves, em função dessas pesquisas eleitorais, ao mesmo tempo em que afirmou só algo muito grande poderia mudar a tendência eleitoral em favor da Dilma.
Não basta para esse adulador de comunistas a gatunagem já comprovada e operada nas entranhas da Petrobras. Mas não é só ele. É a maioria dos jornalistas da grande imprensa nacional e os próprios donos de jornais e televisões acumpliciados com o esquema montado pelo Foro de São Paulo. A eles interessa que possam meter a colher no erário de alguma maneira. Estão se lixando para o destino da democracia brasileira e à própria liberdade de imprensa, a ponto da Folha de S. Paulo ter recentemente contratado como colunista semanal do jornal o pau mandado de Lula que promove a agitação e invasão propriedades privadas em São Paulo.
E o que estou afirmando é só uma ponta do iceberg. Só os cegos por conviência criminosa fingem não ver. O grosso dos votos contabilizados pela Dilma não são apenas aqueles concedidos pelos ditos bolsas família. É gente graúda da pesada e boa parte da classe média verdadeira todos animados com a possibilidade de também participar desse banquete de abutres. Sob o signo do PT, o que restava de dignidade foi para o esgoto. A maior conquista de Lula e seus sequazes foi corromper até a alma os brasileiros de A a C.
Corroborando tudo que afirmei até aqui está o fato inelutável: não fosse a revista Veja jamais saberíamos o que acontece nos porões do poder sob a égide do PT.
Neste sábado os grande veículos de comunicação correrão atrás do prejuízo sendo obrigados pautar repórteres com base no conteúdo da reportagem-bomba de Veja.
Ainda assim, vão tentar dourar a pílula e colocar entre aspas as afirmações de Veja, na tentativa de criar dúvida sobre aquilo que todos os brasileiros têm certeza absoluta, ou seja, que os cofres estatais foram tomados de assalto por um turbilhão de gafanhotos vermelhos.
É por isso que o PT, se vencer a eleição, passará a executar o seu plano de "controle social da mídia" por meio dos 'sovietes' criados pelo dec. 8.243, eufemismo para a censura à imprensa e o início da perseguição e prisão de todos os dissidentes, como acontece na Venezuela! O efeito colateral dessa ação deletéria fará o Brasil retroagir no tempo, como ocorreu com Cuba sob o comunismo e agora está ocorrendo na Venezuela. O alvo é a revista Veja, ou seja, o Grupo Abril!, o último bastião de defesa do que resta das instituições democráticas do Brasil, dentre elas a própria liberdade de imprensa que, a rigor, é oxigênio da democracia e das liberdades civis.
A sorte é que esse jogo ainda não foi jogado. E tudo o que se sabe por enquanto não é tudo! Que o bem prevaleça. A reportagem-bomba que coloca Dilma Rousseff no olho do furacão da corrupção bilionária da Petrobras se desdobra em outra, que também é chamada de capa de Veja: uma legião dos ditos indecisos pode decidir o placar eleitoral no dia 5 de outubro.
* Ana Lima, via Facebook

Aécio melhora seu desempenho em debate na Record.

Dilma, vestida de vermelho, cor símbolo do partido e do comunismo, demonstra incapacidade.
Aécio deu um banho em Dilma no último debate e foi o mais propositivo e consistente. Não à toa, o candidato vem subindo em todas as pesquisas.
Conheça algumas das principais propostas de Aécio para o Brasil mudar de verdade e veja o depoimento de seus apoiadores.
Aécio Presidente, a força que o Brasil precisa. Assine seu apoio e compartilhe com seus amigos: http://100porcento.aecioneves.com.br/

terça-feira, 30 de setembro de 2014

OAB-DF nega reativação do Registro de Advogado de Joaquim Barbosa.

Presidente da OAB-DF pede rejeição de registro de advogado para Joaquim Barbosa
Em parecer encaminhado para a comissão de seleção, Ibaneis Rocha afirma que ex-ministro do STF "não atende aos ditames do Estatuto da Advocacia".
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Distrito Federal, Ibaneis Rocha, pediu a rejeição do registro de advogado do ex-presidente do Superior Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. 
Aposentado desde o final de julho, Barbosa solicitou a reativação do documento no último dia 12. 
Em parecer encaminhado na última sexta-feira para a comissão de seleção, que julgará se concede ou não o registro, Rocha afirmou que Barbosa “não atende aos ditames do Estatuto da Advocacia”. 
O colegiado é formado por doze conselheiros e decidiu, hoje 30/09/2014, pela não aceitação do pedido de Barbosa, numa das maiores injustiças já vistas no âmbito da Ordem dos Advogados do Brasil.

COMENTO: Como podemos ter um país decente, com gente decente, profissionais decentes, advogados preparados, experientes, éticos e decentes?
Reputo Joaquim Barbosa como um homem de bem. Um jurista inteligente, competente, justo, honesto, sério, disciplinado, dotado da capacidade de se indignar diante da injustiça. É um exemplo para os juristas e Bacharéis em Direito do Brasil. Um homem do qual a OAB deveria se orgulhar de te-lo em seus quadros.

Os melhores momentos de Aécio no debate da TV Record.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Fraude eleitoral à vista?

Até quinta-feira que vem, dia 2 de outubro, lobistas, grandes empresários e estrategistas de campanha terão a valiosa confirmação de quem tem chances efetivas de ganhar e perder a eleição presidencial brasileira. Os petistas nunca estiveram tão apreensivos, contrariando as pesquisas amestradas que apontam o triunfo reeleitoral de Dilma Rousseff. De acordo com essas enquetes, indutoras do voto, a Presidenta pode vencer até no primeiro turno! Isto é incrível!
Analistas com um mínimo de bom senso avaliam que a vitória fácil de Dilma logo no primeiro só é possível se houver fraude eleitoral. Seja pela manipulação do resultado em um sistema eletrônico de votação dogmático, sem chance de auditoria e recontagem impressa de voto - nem por amostragem. Ou pela costumeira e vergonhosa compra de votos nos grotões de pobreza, onde muitos eleitores fantasmas assombram o pleito, junto com outros que têm títulos eleitorais duplicados. Tal denúncia já foi feita, mas o País da piada pronta nada leva a sério.
Apesar da marketagem com a numerologia claramente manipulada das pesquisas, a eleição parece estar aberta, com a ligeira vantagem de Dilma Rousseff, que tem a máquina a favor dela e recursos financeiros sem fim para torrar na campanha – inclusive na compra de votos, “investimento” que varia de R$ 90 a R$ 120 reais por eleitor que se vende por grana ou outros favores clientelistas. Na esgotosfera eleitoreira, comenta-se, abertamente, que prefeitos de pequenos municípios que conseguirem juntar de três a cinco mil votos de cabresto ganham de presente até caminhonetes Hilux da Toyota...
Tirando os eleitores fanáticos ou os comprados por algum candidato, a maioria do eleitorado parece não confiar muito em nenhum dos presidenciáveis. A falta de opção eleitoralmente saudável é a tônica do pleito presidencial de 2014. Pelo menos 60% dos eleitores querem mudanças. Dilma tem um índice de reprovação superior a 50%. Sorte dela é a divisão da chamada “oposição” que segue uma linha ideológica muito parecida, “de esquerda” (ou de canhota), indo do socialismo à social democracia, porém variando no grau de demagogia, populismo e corrupção.
Resumindo, o quadro eleitoral e conjuntural é escatológico. O Brasil só “vai bem” na propaganda governamental. Os indicadores reais indicam que o País está prestes a encarar uma das mais graves crises econômicas da história. A indústria patina. O comércio exterior enfrenta dificuldades. Os lucros das empresas – excetuando-se as financeiras – diminui. O comércio interno se retrai. O crédito fica cada vez mais caro. O desemprego aumenta. A inadimplência cresce. A desesperada ortodoxia leva os juros a subirem. O câmbio fica volátil, e o real se desvaloriza. A bolsa oscila especulativamente. O tal do mercado endoida. A mídia amestrada reproduz bobagens. Ninguém entende porra nenhuma. Mas vota – mais errado que certo -, na ilusão de “mudança”.
Na república Sindicalista do Brazil, sob regime Capimunista, está valendo a lição do economista norte-americano Thomas Sowell, na obra “Is Reality Optional?: And Other Essays (1993, p. 131)”: "A primeira lição da economia é a escassez: nunca há o bastante de algo para satisfazer todos aqueles que o querem. A primeira lição da política é ignorar a primeira lição da economia”. Nossos políticos seguem isso com perfeição. O eleitorado apoia, comodamente... O político corrompe e o eleitor se deixa corromper. Eis o crime perfeito.
O mesmo Sowell, na obra “Barbarians Inside the Gates”, recomenda, com fina ironia: "Quando você quer ajudar as pessoas, conte a verdade. Quando você quer ajudar a si próprio, conte o que elas querem ouvir". Em “Knowledge and Decisions” (1980, p. 334), o economista dá outro recado valioso à turma de Bruzundanga: “É incrível como algumas pessoas acham que nós não podemos pagar médicos, hospitais e medicamentos, mas pensam que nós podemos pagar por médicos, hospitais, medicamento e toda a burocracia governamental para administrar isso."
A crise é ofensiva, e nós insistimos em jogar na defensiva. É alto o risco de perder de goleada. Como de mal costume, imitamos o cachorro que corre atrás do próprio rabo, chegando sempre em último lugar na competição imaginária. A tal recessão técnica, em um País que não cresce e se desenvolve como deveria e poderia, é a véspera de uma crise braba. Não temos poupança para crescer, e o empreendedor está nas mãos dos banqueiros – hábeis em lucrar emprestando o dinheiro dos outros e rolando a impagável dívida dos governos gastadores.
Os maus hábitos não se alteram. O Brasil gasta mais que arrecada. Aliás, bate recordes de arrecadação graças à carga tributária absurda. A contrapartida estatal em investimentos sociais e logísticos é sempre uma promessa descumprida pela incompetência e pela roubalheira. O tal do “custo Brasil” é altíssimo com a infraestrutura ruim e os 56 (ou mais) impostos que penalizam quem produz. Empreender neste cenário é maluquice. Pragmaticamente, parece mais fácil especular e roubar...
O cagaço do PT é por toda esta conjuntura doida. A cúpula petralha sabe que a vitória agora pode significar uma derrota depois. Acontece que, mesmo assim, a orientação tática é ganhar tempo e seguir aparelhando a máquina pública, sugando-a até onde e quando der. A ordem é não largar o osso. O azar deles é que a carne, apodrecida pela corrupção, começa a se desprender. E o núcleo de poder começa a se engolir, autofagicamente. Quando a Dilma promete que, se reeleita, vai combater a corrupção, ela manda um recado aos aliados de que vai se livrar de quem hoje a atrapalha...
Enquanto tudo isso acontece, os ocupantes do poder seguem caminhos divergentes. Uns, talvez mais idealistas e ideológicos, querem implantar no Brasil o socialismo bolivariano receitado pelo Foro de São Paulo: a velha fórmula comunista que não deu certo em lugar algum do planeta. Outros, mais pragmáticos, querem usar e abusar do poder estatal para enriquecer. Outros, mais realistas, querem o poder apenas para satisfazer suas vaidades. O futuro do Brasil e dos brasileiros, para todos eles, fica em plano secundaríssimo...
Por conveniência, a Dilma prefere encarar a prima Marina no segundo turno. Marina parece em queda, depois dos violentos ataques petistas. Aécio Neves é a dúvida: conseguirá melhorar o desempenho para enfrentar a Dilma no segundo turno. O jogo continua escancarado. Só na quinta-feira que vem os marketeiros e lobistas esperam ter uma previsão mais concreta do que acontecerá a partir do dia 5 de outubro... Segundo turno é outra eleição...
Assim seremos obrigados a comparecer às urnas eletrônicas, para a dedada fatal, no domingo que vem. O risco de fraude eleitoral é altíssimo. Todos farão de tudo para faturar a Presidência da República Capimunista do Brazil. Assim seremos obrigados a comparecer às urnas eletrônicas, para a inconfiável dedada fatal, no domingo que vem.
(In)segurança do voto eletrônico no Brasil
Vale muito a pena ler com atenção o artigo (In)segurança do voto eletrônico no Brasil, escrito por Diego Aranha, Marcelo Karam, André de Miranda e Felipe Scarel.
Foi publicado das páginas 117 a 133 dos Cadernos Adenauer XV - 2014, Número 1.
Os autores apresentam um conjunto de vulnerabilidades no software da urna eletrônica que permitiu a recuperação eficiente, exata e sem deixar vestígios dos votos em ordem registrados eletronicamente, derrotando o único mecanismo de proteção do sigilo do voto utilizado pelo software de votação.

Os especialistas apontam as vulnerabilidades e as recomendações para contorná-las, mas o Tribunal Superior Eleitoral, em uma visão incompreensivelmente dogmática, prefere recusar um debate público sobre o assunto, propagandeando a infalibilidade do sistema eletrônico de votação no Brasil.
Sem surpresas...
Sem novidades...
*Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

Aécio promete rever relações do Brasil com países produtores de drogas.

(Foto: Felipe
                  Cotrim/VEJA.com)
(Foto: Felipe Cotrim/VEJA.com)
Candidato tucano à Presidência participou de encontro com mulheres em diretório do PSDB. E disse que atual governo é leniente com a situação da segurança pública.
Por Bruna Fasano, para VEJA.com
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta quarta-feira que, se eleito, pretende rever as relações diplomáticas do Brasil com países produtores de drogas. O tucano citou como exemplos Bolívia, Paraguai e Colômbia. Em encontro com mulheres no diretório estadual da sigla, na capital paulista, Aécio foi questionado sobre a relação entre jovens, drogas e os altos índices de criminalidade.
“Sabemos que as drogas e as armas que matam no Brasil não são produzidas no Brasil. São produzidas aqui do lado. Esse é um tema em que ninguém tocou ainda e estou tocando”, disse a uma mãe cujo filho foi assassinado após ter o celular furtado por um menor. ”A Bolívia produz hoje quatro vezes mais folhas de coca do que consome nos altiplanos. E produz com a complacência, conivência e vistas grossas do governo de lá. No meu governo só vai haver relação com esses países quando eles tiverem a responsabilidade de inibir o cultivo seja da matéria-prima ou da própria droga. O que é produzido lá vem matar gente aqui. Eu proponho uma relação diferenciada”, completou.
Questionado sobre suas propostas para modificar as relações bilaterais, o tucano respondeu enfaticamente: “Vamos pôr o dedo na ferida. O Brasil financia obras nesses países. O BNDES está volta e meia dando financiamento. Temos relações de solidariedade com esses países, que serão mantidas a partir do momento que eles tenham responsabilidade com a condução de suas políticas de terras. É uma coisa absolutamente nova e vai estar explicitada no nosso programa de governo”, prometeu. O candidato ainda não definiu uma data para divulgar as propostas, embora já tenha prometido em duas ocasiões que isso seria feito “em breve”.
Durante entrevista coletiva após o encontro, o tucano reafirmou que, além da Bolívia, Paraguai e Colômbia entrariam no rol de países que precisam ter relações diplomáticas e econômicas revistas. “O Brasil tem um número grande de parcerias com esses países. E não cobra em contrapartida nenhuma ação efetiva para coibir a produção de drogas que atravessam as nossas fronteiras de forma absolutamente livre para matar aqui no Brasil. Temos que tratar a questão da segurança pública em um plano mais amplo”, afirmou.
O tucano ainda direcionou críticas ao governo federal e atacou a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT). Aécio afirmou que o governo petista é “leniente” com a segurança pública e que não fiscaliza as fronteiras. E citou o que chamou de “genocídio” de jovens e negros que morrem vítimas das drogas. “Vamos conduzir uma política externa não para ser apreciada por países vizinhos, como fez o PT. Mas para ser respeitada por eles. Não vou terceirizar responsabilidades. O atual governo assiste ao crescimento da criminalidade, da violência, terceirizando responsabilidades. E não executando o orçamento de segurança pública. No meu governo vai ser diferente”, prometeu.
O candidato do PSDB ainda se comprometeu a intensificar o controle das fronteiras, caso vença a eleição. “Não daremos, no nosso governo, financiamento nem estabeleceremos parcerias com países que não tiverem um programa confiável de diminuição e inibição da produção de drogas. Estou sinalizando de forma muito clara. Nós vamos ter uma conversa num nível diferenciado com países que aceitam a produção ou de drogas ou de matéria prima de drogas em seu território. Chega de fazer vistas grossas”, afirmou Aécio.

Pasadena: quadrilha que atua na Petrobras fez pacto de silêncio, afirma Onyx Lorenzoni.


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Ucho.info

Deputado federal pelo capítulo gaúcho do Democratas e um dos mais ativos e críticos integrantes da oposição, Onyx Lorenzoni afirmou nesta quarta-feira (6) que os envolvidos na compra da refinaria texana de Pasadena fizeram um pacto de silêncio para acobertar as irregularidades da operação. A constatação ocorreu durante o depoimento de Jorge Luiz Zelada, ex-diretor da área internacional da Petrobras, à CPMI criada para apurar as muitas irregularidades cometidas na petroleira nacional. 

Lorenzoni questionou a contratação de escritório de advocacia para o litígio no caso da aquisição dos 50% de Pasadena que pertenciam à belga Astra Oil. O parlamentar gaúcho mostrou que o ex-presidente da Petrobras America, Renato Bertani, deixou a empresa para atuar no mesmo escritório de advocacia escalado para defender a estala no litígio. 

Zelada, que integrou a diretoria executiva da empresa e foi responsável pela contratação de serviços desse porte, disse desconhecer quem autorizou a atuação desse escritório e quanto custaram os honorários advocatícios. Zelada e Bertani são citados em relatório do Tribunal de Contas da União que concluiu que a operação Pasadena foi um péssimo negócio para a Petrobras. 

“Há um pacto de silêncio. Além do media training feito nos depoimentos na CPI do Senado, a máfia está se protegendo. Ou seja, um protege o outro. No depoimento da semana anterior, o presidente da Petrobras America negava conhecer qualquer fato que envolvia as operações de Pasadena que não fossem eminentemente técnicas. Hoje, o senhor Zelada desconhece quem contratou o escritório de advocacia, desconhece que o ex-presidente da Petrobras America foi contratado pelo escritório que avalizava o parecer do Nestor Cerveró que era a favor da disputa litigiosa da Pasadena”, argumentou o parlamentar. “É missão desta CPI tentar quebrar esse pacto e poder obter a verdade”, acrescentou.

Blindagem combinada

Lorenzoni também comentou a denúncia da revista Veja de que houve fraude em depoimentos na CPI no Senado. Para o deputado, todo o esforço do Palácio do Planalto em manipular a CPI tem o objetivo de blindar a presidente da República, que precisa manter sua fama de boa gestora. 

“O problema do Palácio do Planalto é que as justificativas que foram dadas para a compra de Pasadena têm um único objetivo de blindar a presidente. Agora, aquele conselho de administração da Petrobras que autorizou a compra de Pasadena autorizou um mau negócio para o Brasil e para a Petrobras. A compra de Pasadena é racionalmente indefensável e compromete a imagem de boa gestora da Dilma que o Brasil já descobriu que ela não tem”, finalizou.

domingo, 28 de setembro de 2014

Segundo Paulo Roberto, em 2010, Palocci apelou ao esquema corrupto para financiar a campanha de Dilma.



Segundo Paulo Roberto, em 2010, Palocci apelou ao esquema corrupto para financiar a campanha de Dilma.



Por Reinaldo Azevedo



O engenheiro Paulo Roberto Costa, que está preso na Polícia Federal do Paraná, deve ser solto até segunda-feira. Será monitorado por uma tornozeleira eletrônica. A liberdade é parte do acordo de delação premiada. De saída, pode-se afirmar que a concessão só está sendo feita porque se considera que, até aqui, ele efetivamente está contribuindo para desvendar os meandros dos crimes cometidos pela quadrilha que operava na Petrobras. Há duas semanas, VEJA revelou parte do que ele disse à Polícia e ao Ministério Público, incluindo a lista de políticos que, segundo ele, se beneficiaram do esquema. Lá estão cabeças coroadas do Congresso e também o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Na edição desta semana, VEJA revela um conteúdo que compõe o núcleo atômico da denúncia. Paulo Roberto liga o esquema corrupto à eleição de Dilma Rousseff em 2010. É isso mesmo! 

Costa, como se sabe, era diretor de Abastecimento da Petrobras. Por sua diretoria, passavam negócios bilionários, como a construção de refinarias, aluguel de navios e plataformas e manutenção de oleodutos. Ele chegou ao posto em 2004 — e lá permaneceu até 2012, já no governo Dilma — pelas mãos do PP, mas foi adotado depois pelo PMDB e pelo PT. As empreiteiras que negociavam com ele pagavam 3% de comissão, e o dinheiro era distribuído, depois, a políticos. Sim, Paulo Roberto pegava a sua parte. Só em uma de suas contas no exterior, há US$ 23 milhões. 

Era íntimo do poder. Lula o tratava por “Paulinho” — o Apedeuta, como se sabe, é doce com os amigos… Pois bem: Paulo Roberto revelou à Polícia Federal e ao Ministério Público que, em 2010, foi procurado por Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff à Presidência. O ex-ministro da Fazenda, que já tinha sido membro do Conselho da Petrobras, precisava, com urgência, de R$ 2 milhões. Sim, vocês entenderam: pediu, segundo o engenheiro, que a quadrilha que traficava com o interesse público lhe arrumasse a dinheirama. Nota à margem: em 2010, Palocci era um dos três homens fortes da campanha de Dilma. Os outros dois eram José Eduardo Cardozo, hoje no Ministério da Justiça, e José Eduardo Dutra, hoje numa diretoria da Petrobras. Dilma os apelidou de seus “Três Porquinhos”. Palocci, um dos porquinhos, virou ministro da Casa Civil, mas teve de deixar o cargo porque não conseguiu explicar como ficou tão rico atuando como… consultor. Adiante. 

Dilma tem feito o diabo para sustentar que não sabia da casa de horrores em que havia se transformado a Petrobras. Como notou um ouvinte de “Os Pingos nos Is”, o programa diário que ancoro na Jovem Pan, a “candidata Dilma” é aquela que finge saber tudo, e a “presidente Dilma” é aquela que nunca sabe de nada. 

O dinheiro, afinal, foi parar no caixa dois da campanha de Dilma? A ver. Paulo Roberto operava por cima: negociava a propina com as empreiteiras, pegava a sua parte e depois deixava a cargo dos políticos. A sua diretoria pertencia à cota do PP — e foi a essa cota que Palocci pediu o dinheiro. A distribuição da bufunfa era feita pelo doleiro Alberto Youssef, que também fez um acordo de delação premiada. Ele poderá dizer se a dinheirama ajudou a financiar a campanha da agora presidente, que concorre à reeleição. 

Embora adotado pelo PMDB e pelo PT, reitere-se, Paulo Roberto era o homem do PP. Os petistas, no entanto, tinham também o seu braço na estatal: Renato Duque, que ficou 10 anos na Diretoria de Serviços. Segundo Paulo Roberto, Duque operava exclusivamente para os petistas. Não percam isto de vista: de acordo com a denúncia, Palocci foi pedir R$ 2 milhões da cota do PP. Se mais pediu de outras cotas, eis uma possibilidade que tem de ser investigada. 

Atenção! Paulo Roberto Costa só poderá ser beneficiado pelo estatuto da delação premiada se as informações que fornecer forem úteis à investigação. Se está prestes a sair da cadeia, é sinal de que a apuração está avançando. 

Palocci e Dilma negam qualquer irregularidade e dizem não saber de nada.

Gente ligada ao Governador Ciro Gomes, compra toda a tiragem remetida a Fortaleza.


Edição de ISTOÉ com denúncias contra Cid Gomes 'some' de Fortaleza
Da redação
A edição de ISTOÉ que apresentou provas da relação entre o governador do Ceará, Cid Gomes, e o delator do esquema de propinas na Petrobras, Paulo Roberto Costa, "sumiu" de bancas e livrarias de Fortaleza, segundo reportagem do site do jornal Folha de S.Paulo publicada neste sábado (27).


"No último final de semana, três compradores levaram quase 300 exemplares, zerando o estoque das duas maiores livrarias da cidade", informa a Folha. Segundo a reportagem, apenas nas duas lojas Laselva do aeroporto, dois homens desembolsaram, no último sábado (20), mais de R$ 2 mil para adquirir todo o estoque da revista. Na livraria Cultura, situação semelhante ocorreu. De acordo com vendedores, os homens estavam bem vestidos e foram objetivos em seus pedidos.



À Folha, o governador negou, via assessoria de imprensa, que tenha participação na compra em massa.



Antes desse caso, Cid Gomes havia tentado censurar ISTOÉ, mas foi derrotado no STF.



Leia a reportagem "Unidos pelo petróleo".

sábado, 27 de setembro de 2014

Nome do tesoureiro do PT aparece em delação premiada.




Ai, ai…
Tremei, cofres públicos!

Por Reinaldo Azevedo


Leio no Painel, da Folha, que a arrecadação do PT despencou desde que se descobriu que João Vaccari Neto, o tesoureiro do PT, está na lista de Paulo Roberto Costa como um dos beneficiários — em nome do partido, claro! — do esquema criminoso que vigorava na Petrobras. 

Curioso, não é? Por que empresas temeriam fazer doações devidamente registradas, tudo conforme a lei? Ainda que Vaccari esteja mesmo envolvido naquele imbróglio, isso não tornaria ilegal uma doação legal. A queda de arrecadação só faria sentido se o dinheiro estivesse sendo recolhido por baixo dos panos, não é mesmo?