sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A presença de Marina no PSB, já causa dissidências.


A arrogância da "socialista da floresta"
Já são dois os integrantes da equipe de coordenação da campanha do PSB que "deixam o barco" após Marina passar a encabeçar a chapa à Presidência da República.
Primeiro foi Carlos Siqueira que deixou a coordenação geral da campanha e ontem, Quinta,21, foi o coordenador de mobilização e articulador Milton Coelho.
Segundo Coelho, seu compromisso era com Eduardo Campos, com seu falecimento, seu compromisso acabara.
A alta cúpula do partido tenta contornar os problemas internos que já se esboçam como uma crise dentro do partido e do comitê da Candidata que, depois de se abrigar no PSB, agora usa o partido para chegar ao poder ou ajudar na implantação do socialismo bolivariano no Brasil.
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Os áulicos defendem seus ídolos...e acusam quem estes querem.

Réu em duas ações criminais da Operação Lava Jato, uma delas por lavagem de dinheiro desviado da Petrobrás, o ex-diretor de Abastecimento da estatal petrolífera, Paulo Roberto Costa, empurrou para o economista Nestor Cerveró, ex-diretor de área Internacional da empresa, a responsabilidade pela compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.
Costa prestou depoimento perante a Comissão Interna de Apuração da Petrobrás. Ele respondeu 10 perguntas. Indagado sobre Pasadena, afirmou que o processo de aquisição “foi totalmente conduzido pela área Internacional”, então dirigida por Cerveró.
“Não participei em nenhum momento de negociações”, esquivou-se.
Em julho, o Tribunal de Contas da União bloqueou os bens de Costa e de Cerveró.
Cópia do relato do alvo da Lava Jato perante a Comissão da Petrobrás foi juntada pela defesa nos autos do processo criminal em curso na Justiça Federal em Curitiba. Essas declarações do ex-diretor foram feitas por escrito.
A linha central de sua argumentação é que não teve participação na compra da Refinaria.
Questionado sobre quem de sua equipe participou do processo de avaliação e negociação da Refinaria, ele esquivou-se, novamente. “Não tomei conhecimento da avaliação da Refinaria, senão na presença dos outros diretores e do presidente da Petrobrás (na época, José Sérgio Gabrielli).”
Ele fez uma ressalva. “Na época, a aquisição fazia sentido, pois a Petrobrás estava exportando muito petróleo para os Estados Unidos. Se a Petrobrás exportasse este petróleo para uma refinaria da qual ela tivesse participação, agregar-se-ia muito valor na venda destes produtos.”
Cláusulas. Questionado sobre as cláusulas Put Option (de saída) e Marlim (de rentabilidade), o ex-diretor afirmou que não participou da elaboração delas e de que “estas cláusulas não foram submetidas a conhecimento, nem da Diretoria Executiva da Petrobrás, nem do Conselho de Administração.”
Costa acentuou que sua participação “limitou-se às reuniões de diretoria e solicitação ao Gerente Executivo de Refino para indicar técnicos da área de Abastecimento, com o intuito de analisar a parte técnica e do processo de refinaria”.
Perguntado sobre quem o indicou para integrar o Comitê de Proprietários da Refinaria, como representante da Petrobrás, ele declarou. “A indicação para o Comitê de Proprietários da Refinaria foi feita pela Diretoria Internacional, com a aprovação da Presidência da Petrobrás. Este comitê estava previsto no contrato de compra da Refinaria.”
*por Fausto Macedo e Mateus Coutinho, no Estadão

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Melancia desvairada, egocêntrica...e eterna petista.

Marina descarta campanha conjunta com tucanos de SP e PR
Candidata do PSB, que será oficializada nesta quarta pelo partido, avisa que não fará campanha com Alckmin e Beto Richa.
A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, impôs restrições a alguns dos acordos regionais costurados com o PSDB por Eduardo Campos, seu antecessor na cabeça de chapa morto na quarta-feira da semana passada após a queda de seu avião em Santos, no litoral paulista.
Dos 14 palanques estaduais que Campos articulou para sua campanha, Marina e seus aliados da Rede - partido que tentou criar sem sucesso no ano passado - decidiram que pretendem ficar longe de pelo menos dois: São Paulo, com Geraldo Alckmin, e Paraná, com Beto Richa. A ideia é que ela faça campanha autônoma, descasada dos dois tucanos e transfira aos dirigentes regionais do PSB a agenda conjunta.
Ficará permitido apenas que os candidatos a deputado federal e estadual utilizem material de campanha com imagens suas com os dois tucanos.
A premissa parte do pressuposto de que nesses locais estão sendo respeitadas as condições anteriores à morte de Campos.
Marina se nega a estar em campanha ao lado de Alckmin e Beto Richa
Marina, que será oficializada nesta quarta-feira como candidata do partido, foi contrária às duas alianças e comunicou isso ao então candidato, que compreendeu sua posição. Tanto que nos locais em que ela não se opôs, como com a candidatura do tucano Paulo Bauer (PSDB) em Santa Catarina ou de Lindbergh Farias (PT) no Rio, a Rede aceita a campanha conjunta.
'Liberdade'. Um dos principais aliados de Marina e um dos fundadores da Rede, o deputado federal Alfredo Sirkis (PSB-RJ) foi o que defendeu na última terça-feira mais explicitamente esse formato. Ele exemplificou que o próprio Campos não teve agenda com Alckmin nem com Richa. "Ela (Marina) tem que ter a liberdade de transitar de uma forma mais ampla do que os acordos regionais", afirmou ele, em entrevista após a missa de sétimo dia em homenagem a Campos e aos demais mortos no desastre aéreo.
Para ele, a situação do Rio "é muito peculiar" porque ela tem boa aceitação no Estado e consegue se impor independentemente do cenário regional. "A potencialidade da Marina no Rio é gigantesca, ela teve 31% no primeiro turno (em 2010) e eu acho que ela pode crescer muito mais do que isso", afirmou.
O PSB concorda com essa linha de atuação. O líder do PSB no Senado e candidato ao governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, afirmou que o partido não vai criar situações de desconforto para a ex-ministra Marina Silva nos palanques estaduais onde houve problemas na formação de alianças. "Alianças conjuntas só acontecem quando os candidatos se sentem confortáveis", disse. "Marina fará campanha com o partido. Não vamos obrigá-la a fazer algo que ela não se sinta à vontade."Documento. O PSB vai entregar nesta quarta a Marina um documento com todos os acordos firmados por Campos, mas pretende dar liberdade para atuar sobre eles. O presidente da legenda, Roberto Amaral, disse que o texto procura resguardar acordos, mas não pode ser encarado como uma condicionante para Marina. "Não há nenhuma carta de compromissos. Vamos conversar com ela sobre as novas condições que surgiram com a morte de Eduardo", disse Amaral, para quem, apesar das discordâncias de Marina, não é possível desfazer os acordos regionais.
JOÃO DOMINGOS E RICARDO BRITO - O ESTADO DE S. PAULOCu

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Patricia Poeta "treina" Dilma antes da entrevista no JN.

video

Patricia Poeta, como vemos no vIdeo, "treina" Dilma antes de entrevistá-la no Jornal Nacional. Resultado: Uma brincadeirinha sem graça e a bal de que tudo é montado em favor de Dilma e PT, que de posse do Governo, patrocina alguns órgãos de imprensa.

O truão da corte: ou Mais do mesmo.

Guido Mantega reforça aposta na atual política econômica e indica que segundo mandato de Dilma, se houver, repetirá receita fracassada. Para o PT, errados estão sempre os outros.
Havia um tempo em que as palavras do ministro da Fazenda eram cruciais para que os agentes econômicos se orientassem e tomassem melhores decisões. 
Esta clareza deixou de ser a tônica com o posto ocupado por um especialista em prognósticos que nunca se confirmam.
Ainda assim, a entrevista de Guido Mantega publicada ontem pela Folha de S.Paulo lança alguma luz sobre temas dos quais o governo da presidente Dilma Rousseff vem, de resto, se esquivando de abordar.
Na conversa, o ministro petista admite reajustes nos preços administrados, reconhece a alta presente das tarifas de energia e diz que os combustíveis devem ficar mais caros ainda neste ano. Para um governo que até então vinha negando problemas em todas estas áreas, já é um avanço.
Há, na entrevista, a admissão tácita de que os preços praticados pela Petrobras estão defasados: 
“O aumento de preço não pode ser exagerado, porque senão causará prejuízos a todo mundo. Os preços vão subir”. O consenso entre os analistas é de que a defasagem é bastante grande, conforme publica hoje o Valor Econômico.

A parte mais preocupante da entrevista, porém, é aquela em que Mantega reforça a aposta no atual receituário econômico praticado por Dilma. Se suas palavras valem – e a força do cargo nos leva a considerá-las desta maneira – a conclusão é de que teremos mais do mesmo pela frente caso a atual presidente conquiste novo mandato em outubro.
A única mudança possível é alguma alteração nos limites de tolerância da inflação, tendo claro que até 2016 elas já estão sacramentadas pelo Conselho Monetário Nacional.
Segundo a visão do ministro, só o Brasil acerta, enquanto economias como a americana e as da União Europeia enveredam por descaminhos.
Faltou apenas ele explicar por que o PIB de lá já se recupera, enquanto o nosso está na rabeira dos rankings mundiais: 
confirmadas as projeções para este ano, o resultado acumulado desde 2011 figurará apenas na 134ª posição entre todos os países do mundo.
As típicas mistificações de Mantega não poderiam deixar de estar presentes na entrevista. O ministro achou conveniente jogar na Copa do Mundo a culpa pelo pibinho que o IBGE anunciará dentro de dez dias.
Sim, o Brasil foi paralisado para que a bola rolasse, mas as razões da provável recessão vão muito além dos 30 dias de Mundial e são anteriores a ele.
É curioso que, pouquíssimo tempo atrás, o mesmo Guido Mantega tinha visão muito diferente. Quando o IBGE divulgou o resultado do primeiro trimestre, em 30 de maio, o ministro disse que a Copa ajudaria a turbinar a economia e levá-la a produzir resultado melhor entre abril e junho. Mais uma previsão furada. Mas isso já não é nenhuma novidade.
*Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

Ex-médico "taradão" é preso no Paraguai.

(Foto: Sérgio Neves/Estadão Conteúdo/Arquivo)
Ex-médico Roger Abdelmassih é preso no Paraguai
Prisão foi efetuada em Assunção pelo governo paraguaio com apoio da PF.Condenado a 278 anos de prisão, Abdelmassih era procurado desde 2011.
Segundo a PF, após o procedimento de deportação sumária, Abdelmassih dará entrada no Brasil por Foz do Iguaçu (PR), cidade na fronteira com o Paraguai, e depois será transferido para São Paulo.O ex-médico Roger Abdelmassih, de 70 anos, foi preso nesta terça-feira (19) em Assunção, capital do Paraguai, de acordo com a Polícia Federal (PF). Ele foi preso por agentes ligados à Secretaria Nacional Antidrogas do governo paraguaio com apoio da Polícia Federal brasileira.
Mapa do Paraguai (Foto: Arte/G1)
O ex-médico era considerado um dos principais especialista em reprodução humana no Brasil. Após sua condenação e fuga, passou a ser um dos criminosos mais procurados pela Polícia Civil do estado de São Paulo. A recompensa por informações sobre seu paradeiro era de R$ 10 mil.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São PauloPaulo afirmou que a prisão do ex-médico ”somente foi possível por informações obtidas em investigações do Ministério Público do Estado (MPE) que contaram com a colaboração da Polícia Civil do Estado de São Paulo”.
“As apurações incluíram o cumprimento de mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça numa fazenda de propriedade do médico em Avaré, em maio. Dos trabalhos, participaram promotores e policiais civis”, acrescenta o comunicado.
Denúncias e condenação
Roger Abdelmassih foi acusado por 35 pacientes que disseram ter sido atacadas dentro da clínica que ele mantinha na Avenida Brasil, na região dos Jardins, área nobre da cidade de São Paulo. Ao todo, as vítimas acusaram o médico de ter cometido 56 estupros.
As denúncias contra o médico começaram em 2008. Abdelmassih foi indiciado em junho de 2009 por estupro e atentado violento ao pudor. Ele chegou a ficar preso de 17 de agosto a 24 de dezembro de 2009, mas recebeu do Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de responder o processo em liberdade.
Em 23 de novembro de 2010, a Justiça o condenou a 278 anos de reclusão. Abdelmassih não foi preso logo após ter sido condenado porque um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ) dava a ele o direito de responder em liberdade.
O habeas corpus foi revogado pela Justiça em janeiro de 2011, quando ex-médico tentou renovar seu passaporte, o que sugeria a possibilidade de que ele tentaria sair do Brasil. Como a prisão foi decretada e ele deixou de se apresentar, passou a ser procurado pela polícia.
Em maio de 2011, Abdelmassih teve o registro de médico cassado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo.
Médico alegava inocência
O ex-médico sempre alegou inocência. Chegou a dizer que só ‘beijava’ o rosto das pacientes e vinha sendo atacado por um "movimento de ressentimentos vingativos". Mas, em geral, as mulheres o acusaram de tentar beijá-las na boca ou acariciá-las quando estavam sozinhas - sem o marido ou a enfermeira presente.
Algumas disseram ter sido molestadas após a sedação. De acordo com a acusação, parte dos 8 mil bebês concebidos na clínica de fertilização também não seriam filhos biológicos de quem fez o tratamento.
*Vianey Bentes e Camila BomfimDa TV Globo

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Os petistas são aliados a mentira, a contradição e a impunidade.

Denunciar os Filhos de Benedita, do PT que viram réus por trabalho fantasma, é "Racismo, Machismo, Preconceito e Homofobia".
Os dois filhos da deputada federal Benedita da Silva, candidata à reeleição pelo PT, viraram réus na Justiça por receberem salários, sem trabalhar, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Segundo denúncia feita pelo Ministério Público por ato de improbidade administrativa, Pedro Paulo Souza e Silva e Nilcea Aldano Pereira da Silva foram beneficiados irregularmente, entre abril de 2010 e fevereiro de 2011, com vencimentos que somaram R$ 143.700 no período:
Na ação civil pública, a promotora Gláucia Maria da Costa Santana afirma ainda que Benedita usou de tráfico de influência para ajudar os filhos na contratação. De acordo com a denúncia, Benedita conhece Vieiralves de Castro desde a década de 1970, quando ele era “militante social”.

Pedro Paulo e Nilcea são funcionários da Câmara dos Vereadores do Rio desde 1987. 
Os irmãos foram cedidos à Uerj em 1º de abril de 2010. Os dois foram lotados no gabinete do reitor da universidade. No entanto, diligências realizadas pelo MP constataram que eles nunca estiveram no local para trabalhar.

De acordo com a promotora, os depoimentos de Pedro Paulo, Nilcea, Vieiralves de Castro e dos servidores ao MP foram contraditórios. Na primeira oitiva, Nilcea disse desempenhar o mesmo trabalho da Câmara: receber processos, atender pessoas e realizar tarefas passadas pelo reitor. No segundo depoimento, porém, afirmou que fez levantamento de usuários de drogas para a Uerj.
Pedro Paulo contou inicialmente que atuava como mensageiro da universidade e, em outro depoimento, revelou que fez um “grande trabalho” sobre violência e a demanda do crack. Ao MP, ele disse que não se recordava do nome do reitor nem de ninguém que trabalhava na reitoria.
Escândalo envolvendo Benedita não é novidade. Quando ministra, chegou a ser acionada por improbidade administrativa no passado. Com outras duas servidoras, foram acusadas de enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário e violação aos princípios da administração pública, em razão de supostas irregularidades em viagens que fizeram em 2003.
De acordo com a Procuradoria, a viagem de Benedita a Portugal, em maio daquele ano, foi de cunho religioso e não de interesse público. A ministra foi liberada a se afastar do país para participar do evento referente ao “Dia da África”. Viagem é com Benedita mesmo. Além de Portugal, foi para os Estados Unidos cinco dias antes de um evento, e tal antecipação teria custado R$ 9 mil extras aos cofres públicos. E teve, ainda, a ida para a Argentina, uma viagem de caráter não-oficial.
Benedita chegou a devolver o dinheiro desta viagem, a que gerou mais repercussão, mas os membros do MPF afirmaram que o “eventual ressarcimento dos valores não extingue a improbidade, pois o fato já restou consumado”. À época, Benedita tentou se proteger das acusações com um apelo de vítima de preconceito racial, típico dos petistas pegos com a boca na botija.
* Com Ana Lima, via FACEBOOK

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A segunda viuvez eleitoreira de Marina.

A segunda viuvez eleitoreira de Marina no velório e no sepultamento que acabou deixando de lado o decoro e se transformando em micareta eleitoral.
Explico. Deixo textos fáceis para outros. Alinho-me com aqueles que preferem os difíceis, ainda que sob pena de desagradar a muitos, até mesmo a alguns leitores habituais. Não posso fazer nada. Penso o que penso. E meu único compromisso aqui no blog, na Folha ou na Jovem Pan é este: dizer o que penso. Vamos lá. De súbito, Eduardo Campos virou a versão masculina e brasileira de Inês de Castro, aquela “que, depois de ser morta, foi rainha”, na formulação imortal de Camões, em “Os Lusíadas”. Se tiverem curiosidade, pesquisem a respeito da personagem. As circunstâncias são outras, mas, nos dois casos, há uma espécie de coroação post mortem. Marina Silva, já apontei aqui, para a minha não supresa, fez-se a viúva profissional de mais um cadáver. Campos foi, sim, coroado rei. Morto no entanto, logo alguém se lembrou de dar vivas à nova rainha. Tudo bastante constrangedor para quem repudia a demagogia, o mau gosto e a exploração da morte como moeda eleitoral.
 
Vocês sabem que tratei aqui de modo muito decoroso — e não pretendo mudar a rota — a morte de Campos. Mesmo o comportamento da família me parecia correto a mais não poder. Havia dor genuína, mas também comedimento. Havia sofrimento, porém temperado pelo pudor. Afinal, morria o marido, o filho, o pai… Vi, bastante comovido, e comentei nesta página o vídeo que seus filhos fizeram em homenagem ao Dia dos Pais, tornado público três dias antes da tragédia. Renata, a viúva de verdade, preferia, então, o silêncio e, a despeito do aparato que a cerca, não vi partir dela nenhuma nota fora do tom. A cerimônia de sepultamento neste domingo, no entanto, fugiu, obviamente, ao controle. Assistimos ao enterro inequívoco de um político. E o que se via ali era muita gente organizada para fazer o cadáver procriar… votos.Não me peçam para compactuar com isso. Achei justo e correto que se organizasse um velório público. Campos era um governante popular em sua terra e morreu de forma trágica. Mas pergunto: o que fazia aquela faixa no veículo do Corpo de Bombeiros com a declaração “Não vamos desistir do Brasil”, lema idêntico ao que se lia na camiseta de seus filhos, três deles desfilando sobre a viatura, com os punhos cerrados, numa manifestação inequivocamente política? Não! Eu não posso me desculpar por estar aqui a apontar a inadequação da manifestação se eles próprios não souberam separar, como seria o correto, o domínio da dor, que creio ser verdadeira, daquele em que se aloja a pregação eleitoral. Os fogos de artifício, então, não deixaram a menor dúvida de que o velório e sepultamento haviam se transformado numa micareta política. Lamentável. Como era o esperado, houve tempo para vaias à presidente da República e a seu antecessor, Lula, aos gritos de “Fora, Dilma!”, “Fora, PT!” e, é óbvio, “Marina Presidente!”.
 
Infelizmente, para a tristeza do Brasil, no sentido mais amplo da expressão, o Campos morto ganhou uma projeção que o vivo jamais conseguiu. E Marina, mais uma vez, se apresentou como a viúva de plantão. O PSB ainda não fez dela a candidata, mas é só uma questão de tempo. A já presidenciável teve cinco dias ininterruptos de horário eleitoral gratuito. E, com seu ar sempre pesaroso, magro, quase quebradiço — mas sem se esquecer de acenar de vez em quando e de deixar escapar furtivos sorrisos —, empertigou-se quando necessário para vestir o manto da fortaleza moral e se apresentar para a batalha.
 
Não foi, assim, então, quando se transformou numa espécie de viúva oficiosa de Chico Mendes? Até hoje há quem acredite que ela era uma seringueira dos pés descalços quando ele foi assassinado, em dezembro de 1988. Não! Ela já tinha sido eleita vereadora um mês antes e, àquela altura, já era militante do PT e da CUT. Tinha fundado com Mendes, em 1985, a central sindical no Acre. Mas ficou com o espólio político do cadáver, como fica, agora, com o de Campos. Rei morto, viúva posta. Em vez de “Brasil pra frente, Eduardo presidente”, o grito de guerra dos campistas, ouviu-se, então, no velório, “Brasil, pra frente! Marina presidente!”.
 
Não foi um dia feliz para o comedimento, para o decoro, para o bom gosto e para o bom senso. Que Deus tenha piedade do Brasil se os eleitores não tiverem!
 
*Por Reinaldo Azevedo

Terrorismo econômico.

Ley antiterrorista ou nueva forma de extorsión oficial – na deflagração da “guerra econômica” o governo de Cristina Kirchner – lançou mais um ‘ataque’ às empresas privadas – para eximir-se de sua responsabilidade pela atual e crítica situação socioeconômica da Argentina.
A “ley antiterrorista” sancionada em 2011 por iniciativa do kirchnerismo – incorporou ao Código Penal novos artigos que permite punir ações definidas abstrata e genericamente (tipo penal em branco) que abrange todos os setores da sociedade supostamente por práticaterrorista, ou seja, aumenta a pena de delitos cometidos com "la finalidad de aterrorizar a la población" ou de "obligar a las autoridades públicas a realizar un acto o abstenerse de hacerlo".
Com esse desiderato um fiscal federal acusou a uma jornalista por incitar a la violencia colectiva contra las instituciones con la finalidad de aterrorizar a la población’, pelo simples fato de filmar e difundir uma ‘detención de un efectivo policial que protestaba en la plaza central de la capital provincial por demandas salariales.’
Agora, a presidente Cristina Kirchner utiliza a “norma antiterrorista” contra a empresa Donnelley, em dificuldades financeiras que falida teve que demitir seus empregados.
Assim, pela “lei antiterrorista” empresários que demitirem seus empregados podem ser presos, inclusive os jornalistas que divulgarem os fatos.
E o kircherismo segue ‘alegre, feliz e saltitante’ com seu projeto obsessivo de concentração de poder, e, enquanto atemoriza o setor produtivo, sobretudo o campo, degrada a infraestrutura do País, promove um revisionismo ideológica na educação (marxismo dissimulado), promove além da insegurança jurídica, a (in) segurança física dos cidadãos, a insuficiência energética (de exportador, passou a importador de gás e petróleo), no caminho da desordem, corrupção, dilapidação do patrimônio (e fundos) públicos, descontrole inflacionário, intervencionismo, demagoga neopopulista e protagonismo de toda ordem – na linha do bolivarianismo, vulgarmente conhecido como comunismo.

*Rivadávia Rosa, por e-mail, via Grupo Resistência Democrática.

“Dez razões para não votar em Marina Silva".

Mesmo sem ter, ainda, a confirmação ( oficial ) de que Marina Silva substituirá Eduardo Campos como candidata do PSB, adianto as razões para que ninguém vote nela.
1. Dignidade e oportunismo. A falta de um e o excesso de outro. Devemos aprender que até na política há limites. Aoo vender-se pela “melhor” oferta, Marina e sua Rede mostraram, para mim, não terem dignidade.
Quem tem um projeto não vende esse projeto apenas para se manter sob os holofotes.
É uma das razões, inclusive, que teria apontado para não votar em Eduardo Campos. Vendeu seu projeto para ganhar os holofotes aproveitando a “moda Marina”.
Marina, além de não ter dignidade política, não tem escrúpulos. Vai defender Alckmin em São Paulo?
Não gosto de gente que vende projetos.
É um modelo que não me serve.
2. Marina existe para fazer Marina brilhar. Só isso.
Marina é símbolo do personalismo. Personalismo, para explicar, é diferente de carisma. Ela deve pensar ter carisma. Mas não, tem apenas um grande umbigo. E não mede esforços para fazer valer seus interesses.
E, ainda por cima, acredita no que a mídia oligárquica diz a seu respeito. Acredita que manterá os mesmos votos de 2010.
É um modelo que não me serve.
3. Marina é uma falsa fundamentalista sob quaisquer aspectos que analisemos.
Ninguém, em sã consciência, acredita que seja possível defender o meio ambiente estando associada à empresas que bancam a destruição o que a destroem diretamente.
Itaú é um banco. Ponto. Deveria bastar para todos esse conhecimento. Bancos “cagam e andam” para qualquer coisa que não seja lucro. Não existe essa de banco que investe na natureza. Banco é banco e “foda-se” o resto! O Itaú financia e é credor de milhares de empresas que destroem a natureza.
Qualquer mané sabe, por outro lado, que a Natura, empresa do vice de Marina em 2010, “não é lá essa Brastemp”, como pagam para a mídia oligárquica propagandear.
É um modelo que não me serve.
4. A fazer valer suas posições fundamentalistas, quebrará o Brasil. O Agronegócio, por exemplo, pode não ser o melhor negócio para o meio ambiente, mas ainda é – e será por muito tempo – o que sustenta o Brasil
Eleita, não terá cacife no Congresso para bater de frente com a bancada dita ruralista e com toda a bancada da indústria que vive do agronegócio. Vai paralisar o país.
É um modelo que não me serve.
5. Reclama do fato do PSB estar associado ao PSDB em algumas situações, mas quase ingressou no PPS, a pior espécie de partido que esse pais já produziu e que faz parte da coligação do PSB.
É um modelo que não me serve.
6. Não conseguiu gente para criar o “seu” partido. Quer administrar o Brasil?
É um modelo que não me serve.
7. Quem pretende chamar para comandar seus ministérios? Quem será o presidente do Banco Central? Quem será o ministro da Fazenda? Quem comandará o Ministério do Meio Ambiente? O da Justiça?
E como vai lidar com o Poder Judiciário?
E quem cuidará das políticas sociais?
Gente do PPS?
É um modelo que não me serve.
8. Pertencendo a uma religião sabidamente fundamentalista e contrária a qualquer coisa que não seja “a palavra de Deus que está na Bíblia”, como vai lidar com as questões de gênero, raça, aborto, laicismo do estado, e tantas outras que já conquistamos como sociedade?
Não saberá lidar, claro! Ou melhor, saberá dar apoio para a bancada fundamentalista no Congresso e termos uma grande volta à Idade Média.
E a educação? Será que voltaremos a ter o fundamentalismo religioso como matéria obrigatória nas escolas públicas?
Não quero gente assim no governo.
É um modelo que não me serve.
9. Marina é um embuste. Desde que surgiu na vida pública do Brasil. Marina é projeto da Marina para a Marina. Sequer as propostas que ela diz serem “ambientalistas” subsistem a uma boa análise.
Não podemos viver de ventos e do Sol. A agricultura familiar não sustenta 200 milhões de brasileiros. Por muitos e muitos anos ainda viveremos de petróleo e derivados, mais do que seus tataranetos também viverão dele.
E precisamos, sim, de tantas Belo Monte quantas sejam necessárias para iluminar as agências do Itaú Brasil afora.
E precisamos de petróleo para asfaltar as rodovias e fornecer combustível para os caminhões.
Precisamos destruir o meio ambiente.
Não há, em Marina, alternativas consistentes. Não por outra razão foi apelidada, nas redes sociais, de “blablarina”. Fala, fala e não diz nada. É só blá blá blá… E quando consegue, o que é raro, juntar blá com blá…
É um modelo que não me serve.
10. A mídia oligárquica já dava sinais de cansaço com a candidatura do Aécio Neves. Começava, ainda que muito sutilmente, a dar maior visibilidade para Eduardo Campos.
Não que goste de um ou outro. Afinal, quer apenas que o PT apeie do governo.
E fará de Marina, observem, a nova redentora. A “herdeira” do legado de Eduardo Campos (se é que ele tinha algum).
Há tempos a mídia oligárquica busca um “novo Collor”. Ela vive disso, vive de lucros. E lucros dependem de vendas. E vendas dependem de “novidades”.
E nada melhor para a mídia oligárquica que a morte de Eduardo Campos. O rei morreu, viva o rei!
E Marina vai embarcar ‘facinho” na cantilena…  O PSB também…
Pra mim, falta caráter.
É um modelo que não me serve.
*Texto por Luiz Afonso Alencastre Ecosteguyhttp://escosteguy.net/?p=3069