sábado, 21 de novembro de 2009

Porque hoje é sábado, uma bela mulher

A bela cantora e atriz Thalia

Diogo Mainardi: Quem é o “Filho do Brasil”

“O chefe da propaganda de Benito Mussolini era seu genro, Galeazzo Ciano. Lula, por sua vez, tem de se arranjar com Franklin Martins”
Luiz Carlos Barreto, o Filho do Brasil.” Ele, Luiz Carlos Barreto, é um personagem um tantinho menos oco do que aquele outro, canonizado em sua última obra, Lula, o Filho do Brasil. Quem é Lula? Eu o resumiria numa única linha: um retirante maroto que sonha em se transformar em José Sarney. Ele é Vidas Secas sem Graciliano Ramos. Ele é Antônio Conselheiro sem Euclides da Cunha. Ele é, citando outra patetice sertaneja produzida por Luiz Carlos Barreto, quarenta anos atrás - os filhos do Brasil repetem-se tediosamente de quarenta em quarenta anos -, o cangaceiro Coirana, sem Antônio das Mortes.
Quem já assistiu a um cinejornal do “Istituto Luce” sabe perfeitamente o que esperar de Lula, o Filho do Brasil. Benito Mussolini, em Roma, conclamando as massas, é igual a Lula, no ABC, imitando Bussunda. O chefe da propaganda de Benito Mussolini era seu genro, Galeazzo Ciano. Lula, por sua vez, tem de se arranjar com Franklin Martins, coordenador do MinCulPop lulista. Mas o fato é que, a cada dia mais, o “filho de Dona Lindu” macaqueia o “filho do ferreiro de Predappio” - só que num cenário mais indigente e embolorado.
Se o crack de 1929 consolidou aquilo que Benito Mussolini chamou de “estado empreendedor”, o crack de 2008 fez o mesmo com Lula. A economia fascista tinha IMI e IRI, bancos públicos que forneciam crédito à indústria italiana, privilegiando os aliados do regime. A economia lulista tem Banco do Brasil e BNDES, que desempenham um papel semelhante. Benito Mussolini era celebrado na propaganda oficial por ter “restringido as desigualdades sociais”. Lula? Também. Os triunfos italianos nas Copas do Mundo de 1934 e 1938 foram creditados ao Duce, que compareceu aos jogos finais, assim como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 foram creditadas a Lula. Recentemente, Lula arrumou até seu próprio ditador antissemita, que promete repetir o holocausto: o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, recebido com pompa na capital do lulismo. Os “anos do consenso” de Benito Mussolini duraram de 1929 a 1936. Quanto podem durar os de Lula?
Luiz Carlos Barreto, em 1966, produziu um curta-metragem de propaganda para José Sarney. O curta-metragem foi dirigido por um conhecido marqueteiro: Glauber Rocha. Desde aquele tempo, Luiz Carlos Barreto, “o Filho do Brasil”, é quem melhor sintetiza o caráter nacional. Durante a ditadura militar, ele tomou conta da Embrafilme. No período de Fernando Henrique Cardoso, ele fez propaganda para a Embratur e para o BNDES. Quando o lulismo foi desmascarado, em 2006, ele disse: “O mensalão não era mensalão. Era uma anuidade. Faz parte da ética política. E a ética política é elástica”. A ética cinematográfica é igualmente elástica. E, no caso de Luiz Carlos Barreto, é uma anuidade.
*Na Veja desta semana, nas bancas.

O Brasil tem outros filhos...


'Obama não teria vez'

Na Veja:
A legislação brasileira permite que os governantes façam campanha no rádio e na TV desde sua posse. Já a oposição só dispõe do mês e meio que precede a eleição. Se as mesmas regras estivessem em vigor nos Estados Unidos, um senador desconhecido e em primeiro mandato como Barack Obama jamais chegaria à Presidência, como ocorreu no ano passado.
A conclusão é do sociólogo Antonio Lavareda, de 58 anos. Com uma bagagem de 76 campanhas políticas acumuladas desde 1985, ele já analisou 5 000 pesquisas de intenção de voto e é considerado um dos maiores estrategistas do país. Nesta semana, lança Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais (Editora Objetiva), no qual disseca as eleições ocorridas nos últimos vinte anos. Recém-filiado ao PSDB, para tentar se candidatar ao Parlamento do Mercosul, Lavareda falou ao editor Felipe Patury e à repórter Sandra Brasil sobre o livro e as perspectivas políticas para 2010.
O NOVO ELEITOR
O brasileiro está mais educado. Desde a redemocratização, o analfabetismo caiu pela metade e o número de pessoas com mais de oito anos de estudo duplicou. O eleitor também está mais experimentado. Uma pessoa de 42 anos pode já ter votado sessenta vezes. Portanto, é mais exigente. Em 1989, um dos fatores apontados nas pesquisas para a escolha de Fernando Collor era o fato de ele ser novo na política. Isso não ocorre mais, porque o eleitor passou a exigir experiência e biografia.
DESVIOS DA LEGISLAÇÃO ELEITORAL
As leis eleitorais estão repletas de absurdos. Um exemplo: uma mesma coligação dará ao seu candidato a prefeito um tempo de TV cinco vezes maior do que ao que postula a Presidência. Isso acontece porque quem disputa o Planalto divide o tempo de TV com quem concorre a governador, senador e deputado. Os candidatos a prefeito não o dividem com ninguém. Outro: cantores não podem mais aparecer nas campanhas. Se essa regra valesse em 1989, perderíamos uma das peças mais bonitas do nosso marketing político: o coral do Lula lá. O pior é a restrição do período de campanha eleitoral, que prejudica as oposições. Os governantes fazem propaganda desde que tomam posse. Já a oposição só tem um mês e meio para se apresentar. Se fosse assim nos Estados Unidos, Barack Obama não seria presidente. Senador de primeiro mandato, ele simplesmente não conseguiria se tornar conhecido. O ideal seria acabar com o programa eleitoral gratuito e distribuir seu tempo em comerciais que seriam veiculados por um prazo mais estendido.
POLARIZAÇÃO
Depois da Constituição de 1988, esperava-se que houvesse um grande número de candidatos no primeiro turno das eleições e que as alianças ficassem para o segundo turno. O efeito foi o contrário. As pesquisas introduziram uma lógica de viabilidade eleitoral no início do processo. Já no primeiro turno, o brasileiro leva em conta não só sua preferência como a rejeição que sente em relação a outros candidatos. Isso contribuiu para diminuir o número de candidaturas. Na eleição de 1989, havia 21 nomes no primeiro turno. Em 2006, foram oito, dos quais só o presidente Lula e o tucano Geraldo Alckmin eram competitivos.
LULISMO
Dos partidos brasileiros, o PT é o que tem a maior taxa de preferência: entre 25% e 30% do eleitorado. O lulismo é ainda maior. Não chega aos 82% de aprovação de Lula, mas alcança 55% da população. Faço essa estimativa com base nos votos que ele teve no primeiro turno de 2006. O lulismo é fruto da fragilidade partidária. Nesse contexto, os líderes carismáticos assumem um papel que é dos partidos: traduzir a política. O lulismo tem semelhanças com o varguismo, o janismo e o malufismo. Também se parece com o peronismo argentino e o chavismo venezuelano.
CLASSE C
A classe média emergente encorpou na gestão Lula. Ninguém sabe ainda qual será seu comportamento político. A tendência é que assuma os valores da classe B. Mas, em 2010, pode ser que ainda aja como as classes D e E. Mesmo que isso ocorra, não é seguro que ela modifique a eleição presidencial. Todas as classes sociais votaram de forma semelhante em 1994, 1998 e 2002. Nessas ocasiões, os vitoriosos ganharam em todos os segmentos de renda e escolaridade. Só houve alteração em 1989 e 2006. Em 1989, Collor perdeu na faixa superior a cinco salários mínimos e entre os que tinham chegado ao ensino médio. Em 2006, Lula perdeu entre os que ganhavam mais de dez mínimos e chegaram à universidade.
OS TEMAS DE 2010
O tema da campanha de Dilma Rousseff, do PT, está claro: a continuidade. Ciro Gomes (PSB) seguirá nessa linha. O tema de Marina Silva (PV) será o desenvolvimento sustentável. O que está em aberto é qual será o norte do PSDB, que só poderá ser definido quando o partido resolver se seu candidato será o governador paulista José Serra ou o mineiro Aécio Neves. O candidato tucano será o anti-Lula ou o pós-Lula? O interessante é que o PSDB nem sempre disputa com seu nome mais forte. Em 2002, Serra era fraco, porque era identificado com Fernando Henrique Cardoso, que tinha muita rejeição. Era preferível que apoiasse alguém de um partido aliado. Em 2006, Serra era o mais forte, mas o candidato foi Alckmin. O PSDB perdeu de novo.

Morre o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta


No O Globo:
Aos 63 anos, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta morreu no Hopital Sírio-Libanês na noite de sexta-feira, informou a assessoria de imprensa da unidade na manhã deste sábado. Em janeiro, ele havia sido submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor no intestino. Novos tumores surgiram e, no último dia 17, ele havia sido operado novamente, mas o câncer já havia se espalhado para o abdome e o fígado. Segundo o advogado do ex-prefeito, Remo Battaglia, Pitta vinha trabalhando como economista, prestando assessoria a empresas.
De acordo com o hospital, Pitta faleceu às 23h50m desta sexta-feira e estava internado desde o dia 3 de novembro. O velório do ex-prefeito começou pouco depois das 13h deste sábado, na Assembléia Legislativa de São Paulo. O enterro está marcado para as 17h, no Cemitério Getsêmani.
Em janeiro deste ano, o ex-prefeito foi operado pelo cirurgião do aparelho digestivo, Raul Cutait, e ficou sob os cuidados do médico Riad Younes, diretor clínico do Sírio.
O jornalista Antonio Lucio, amigo de Pitta, visitou o ex-prefeito no hospital, nos últimos dias, e disse que ele estava bem disposto.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Depois do filho...a madrasta!

Breve nos piores cinemas

Lua Nova estréia nesta sexta-feira

O histerismo coletivo entre adolescentes durante a pré-estreia no Brasil de 'Lua Nova', realizada na última quarta-feira em São Paulo, já denunciava não apenas o público-alvo da franquia 'Crepúsculo', como também sua eficiente abordagem juvenil.
Centenas de meninas se aglomeravam para ver a continuação da saga baseada nos livros homônimos (está no quarto volume) de muito sucesso da escritora Stephenie Meyer. Pode-se creditar tamanho estardalhaço às campanhas maciças de marketing, ou aos rostos bonitos do elenco. Mas a verdade é que a série é muito mais do que isso. A história, mesmo fantástica, é simples. Bella (Kristen Stewart), uma adolescente deslocada que vive com o pai em uma remota cidade do interior dos EUA, se apaixona por Edward (Robert Pattinson), o rapaz mais bonito e também mais misterioso da escola. Ele, um vampiro para sempre adolescente e perturbado com a ideia de matar humanos para se alimentar, nutre os mesmos sentimentos por ela, apesar das diferenças. Se no final do primeiro filme eles conseguem se acertar, em "Lua Nova" os conflitos tornam-se mais evidentes. Depois que a jovem, por acidente, se corta em meio à família de vampiros de Edward (suscitando a sede de sangue do clã), ele decide que o relacionamento não poderá continuar. O rompimento fará com que Bella caia em depressão e, em seguida, nos braços de seu colega Jacob (Taylor Lautner). Como é sabido, basta ver o trailer, Jacob pertence a uma casta inimiga dos vampiros, os lobisomens, o que criará um estranho, mas sensível triângulo amoroso. Todos amam Bella, mas ela parece não ter sorte: nenhum deles pode realmente ficar com ela -- já que ambos podem matá-la por descuido. A trama tem um complicador. Em sua dor, a heroína percebe que pode ver a imagem de Edward toda vez que se coloca em perigo de morte, razão pela qual pula de um penhasco. Apesar de ser salva por Jacob, Edward acredita que ela morreu e parte para a Itália, onde pedirá para morrer pelas mãos dos honoráveis Volturi, a realeza vampira, liderada por Ado (Michael Sheen, de Frost-Nixon). Alertada pela irmã de Edward, Alice (Ashley Greene), sobre o sacrifício, Bella tentará salvá-lo. Ao arriscar a própria vida, ela espera receber sua recompensa máxima: tornar-se uma deles e ficar para sempre com seu verdadeiro amor. A roteirista Melissa Rosenberg (de "Ela Dança, eu Danço") não omitiu qualquer traço do açucarado romance de Stephenie Meyer. E o diretor Chris Weitz (de "Bússola de Ouro") atende a todas essas especificações, cena por cena, ao som de baladas como "A White Demon Love Song", do The Killers. Um fator a mais de identificação dos espectadores alvo com tudo o que se vê na tela.
*Li no ESTADÃO

Desculpa do apagão: Foi um raio!!!!

Tanto barulho...por nada?

Quem diria... A garota que causou frisson na Uniban ( ou seria Unibaranga? ) não é nenhuma "Brastemp". Na fota acima ( clicada antes da fama ) a moça nos causa espécie e nos faz indagar: Cadê o bumbum Geyse?
É brincadeira!!!
* Foto: Blog O mascate

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Milésimo gol de Pelé - 40 anos

Há 40 anos, comemorados nesta quinta, uma penalidade máxima como tantas outras entrou para a História do futebol brasileiro. Quem ajeitava a bola não era um qualquer, era o Rei do Futebol, Pelé. Aos 29 anos, ele correu, bateu e marcou, explodindo o Maracanã de alegria e saudações ao Rei.

Ignorância interligada

Charge de Elder Galvão - blog do Noblat

Eu admiro o Lulinha


BNDES aprova empréstimo de R$ 4,4 bilhões à Oi
Na Folha de São Paulo:
Repasses do BNDES à Oi e à Brasil Telecom somadas representam cerca de 60% dos R$ 28,9 bi que o banco já liberou ao setor de telecom
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou, ontem, um empréstimo de R$ 4,4 bilhões para o grupo Oi/BrT. É o maior financiamento a um mesmo grupo de telecomunicações desde a privatização do Sistema Telebrás, em 1998.
A Oi comprou a Brasil Telecom no final do ano passado. Segundo o BNDES, o dinheiro financiará a compra de bens e serviços produzidos no Brasil pelas quatro empresas de telefonia do grupo -Oi Fixa, Oi Móvel, Brasil Telecom Fixa e Brasil Telecom Móvel-, prevista nos planos de investimento no triênio 2009/2011. Os recursos serão liberados ao longo de três anos, mediante a comprovação dos gastos.
Antes da fusão, a Oi e a Brasil Telecom já eram, individualmente, as empresas de telecomunicações com maiores empréstimos no BNDES.
A Oi já havia recebido R$ 6,7 bilhões do banco, desde a privatização. A Brasil Telecom, por sua vez, acumulava financiamentos de R$ 6,14 bilhões.
O empréstimo foi solicitado em julho, o que, para os padrões do banco, significou uma aprovação muito rápida. Em geral, ele leva pelo menos seis meses para examinar os projetos.
"Foi rápido porque somos eficientes", respondeu o chefe do departamento de telecomunicações do banco, Alan Fishler, ao ser indagado sobre a razão da celeridade.
COMENTO: Puxa! Empréstimos de valores record, em prazo record, com tanta boa vontade...Juro que nunca vi. Mas não acho que a Oi, que absorveu a Brasil Telecom e Telemar, que comprou ( ou associou-se ) a firma do Lulinha, tenha se beneficiado, digamos, de um privilégio... Vai ver que isso... Sei lá!...

Impacto na Previdência Estatal

O governo federal pode ter nas mãos uma nova bomba para desarmar ou deixá-la implodir a Previdência Estatal. O projeto do senador Paulo Paim (PT-RS), que trata do fim do fator previdenciário, traz de volta uma sistemática de cálculo da aposentadoria, anterior à reforma de 1998, que pode implodir a Previdência Social. Pelo projeto de Paim a aposentadoria voltaria a ser calculada com base nos últimos três anos de contribuição. Atualmente, são utilizadas na conta 80% das melhores contribuições feitas desde 1994. Se o projeto for aprovado sem mudanças, muitos brasileiros poderão contribuir com base no valor do salário mínimo, hoje no valor de R$ 465, para a aposentadoria e nos últimos três anos utilizar do expediente de pagar para receber o teto, que hoje é de R$ 3.218,90. Isso provocaria um forte aumento das despesas da já combalida Previdência Social. Segundo reportagem da Jornalista Edna Simão, publicada hoje no Jornal O Estado de São Paulo, o deputado Pepe Vargas (PT-RS), responsável por um projeto substitutivo ao de Paim, afirma que o impacto da volta da chamada "média curta" será mais danoso do que o fim do fator previdenciário. Ressalta o deputado: "Não haverá nem o critério escadinha (aumento gradual) que existia antes. A pessoa poderá contribuir com o mínimo e nos últimos meses elevar a contribuição com base no teto".
COMENTO: Quem diria? O PT defendendo a reforma previdenciária de FHC! Agora o governo de Luiz Inácio sente na pele o que é estar do outro lado. Na época da reforma, em 1994, o PT fez coro contra o fator previdenciário. Hoje, torce que o projeto de Paim seja implodido antes que imploda a Previdência.

Cinema de resultados


Dezoito empresas, entre elas empreiteiras que têm negócios com o governo, patrocinam o filme sobre a vida de Lula

De André Miranda, Evandro Éboli e Jailton de Carvalho no O Globo:
O filme "Lula, o filho do Brasil", exibido anteontem à noite na abertura do Festival de Cinema de Brasília e que será lançado no começo do ano eleitoral de 2010, foi patrocinado por um grupo de 18 empresas — além de três apoiadoras —, entre elas três empreiteiras com negócios diretos com o governo federal.
As empresas doaram ao todo R$ 10,8 milhões e, numa ação incomum no mercado, não terão o direito de descontar o patrocínio no Imposto de Renda, como permitiria a Lei Rouanet. Das 18 empresas doadoras, quatro fizeram "doações ocultas", como se diz nas campanhas políticas, ou seja: se recusaram a aparecer na lista de patrocinadores oficiais da cinebiografia da primeira fase da vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre os patrocinadores do filme estão as construtoras OAS, Odebrecht e Camargo Corrêa e as montadoras Volkswagen e Hyundai. Na lista ainda aparecem a empresa francesa de energia elétrica GDF Suez, Souza Cruz, Ambev e até o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, do Sistema S).
As empreiteiras tocam grandes obras financiadas pelo governo federal. A Odebrecht faz parte do consórcio encarregado da construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio. A Camargo Corrêa participa das obras da usina de Jirau. A OAS executa obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Para a produtora do filme, Paula Barreto, da LC Barreto, não há conflito de ordem ética na decisão das empresas com negócios com o governo de financiar a cinebiografia de Lula. Ela argumenta que os produtores ajudaram a patrocinar o filme com o interesse financeiro de reforçar as marcas e não para agradar ao governo ou fomentar um determinado projeto político.
Paula é irmã do diretor do filme, Fábio Barreto, e filha de Luiz Carlos Barreto, o dono da LC Barreto, o organizador do empreendimento.
COMENTO: Para ser mais preciso oito patrocinadores ou apoiadores do filme financiaram também a campanha de Lula para presidente, em 2006. Essas empresas doaram R$ 11,6 milhões para a reeleição do petista, 15% do total da receita da campanha do PT, que chegou a R$ 76,7 milhões.

Discurso em estado etílico

Já está provado que Luiz Inácio discursa em "estado etílico". Lula descobriu só quando o lia que o redator do seu discurso na FAO, incluiu a crítica a governantes que gastaram “bilhões e bilhões” salvando bancos falidos. Como ele o fez com bancos de montadoras.
*Li no blog do Beto

Dia da bandeira - Salve lindo pendão da esperança!

Será que a turma do desgoverno de luizinácio se lembra que hoje é Dia da Bandeira?
Maravilhoso escutar o belíssimo hino em homenagem ao símbolo nacional, cuja letra é de Olavo Bilac e música de Francisco Braga.

Voto de Brito e o cheiro de queijo impróprio para consumo humano

Fotomontagem Toinho de Passira - blog The Passira news
O Painel da Folha, editado por Renata Lo Prete, publicou anteontem as duas notas que seguem.
Ataque…É enorme a pressão para que o ministro Carlos Ayres Britto mude o voto no caso Battisti, ajudando a formar no STF, nesta quarta, maioria favorável ao entendimento de que caberia ao presidente da República a decisão final sobre a extradição.
…especulativo.Desde a chegada ao Supremo, em 2003, Britto repete a colegas que deve sua indicação em boa medida ao jurista Celso Antonio Bandeira de Mello, contratado pela defesa de Battisti especificamente para influenciar o pupilo.
ComentoRenata Lo Prete está de parabéns! Os espadachins da reputação alheia tentaram afirmar que as notas eram absurdas porque supunha coisas etc. Não! O que se tinha ali, vê-se, era apuração jornalística.
Hoje, pateticamente, Brito estendeu-se sobre o absurdo da concessão de refúgio a Battisti. Mas encontrou um caminho para fazer aquilo que as esquerdas queriam: votar, na prática, contra a extradição.
No seu voto, fez uma declaração de independência — referência à nota do Painel —, mas votou rigorosamente como a nota, se bem lida, antecipava.
Tudo o mais constante, serão 5 votos a 4 para deixar a cargo de Lula extraditar ou não.
O voto do ministro Ayres Britto cheirava como queijo, mas não era queijo. Trata-se de matéria imprópria para consumo humano.
Parabéns, Renata Lo Prete!
*Vi no blog do Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Enquanto isso no Brasil

Vi no blog da Marta Bellini

Quem é o gostosão daqui???

Uma ex-empregada afirma ter um filho com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em Brasília. O rapaz, hoje com vinte anos de idade, é Leonardo dos Santos Pereira, que trabalha como carregador (auxiliar de serviços gerais) em um órgão público, na Esplanada dos Ministérios. Ele nasceu da relação do então senador FHC com sua empregada Maria Helena Pereira, uma negra que o impressionava pela formosura. Leonardo é considerado muito parecido com o pai.
Demitida com o filho nos braços, Maria Helena recebeu R$ 130 mil e uma pequena casa em Santa Maria (DF).
Quem administrava o segredo e os pagamentos a Maria Helena, diz ela, era o ex-senador Ney Suassuna (PB), que depois virou ministro.
*Li no site do Claudio Humberto

Heloísa apoia Marina e se lança ao Senado

A presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena, disse ontem em entrevista à Folha que a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva (PV), é o único nome capaz de promover o debate do desenvolvimento sustentável com inclusão social.
Excluindo-se da disputa ao Planalto em 2010, ela deixou claro que seu objetivo é voltar ao Senado, onde ocupou uma cadeira entre 1999 e 2007.
"Quem, como eu, move os passos políticos independentemente da dinâmica e contas eleitorais se sente na feliz obrigação de apoiar Marina", disse. "Marina é o nome que tem condições de fazer esse debate do desenvolvimento sustentável com inclusão social. Qualquer outro nome que o faça é de um artificialismo eleitoreiro que beira ao cinismo", completou.
Sem citar nomes, Heloísa criticou os colegas de partido contrários à coligação com o PV. "A medíocre matemática eleitoral não pode mover os passos de um partido como o PSOL", afirmou.
Apesar de defender a aliança com Marina, ela disse que não vai passar por cima das discussões do partido. Na quinta passada, o PSOL divulgou nota ressaltando que a decisão sobre a sucessão presidencial se dará numa conferência eleitoral em março do ano que vem.
*Li na Folha de São Paulo

No Eramos 6

Boi preto só anda com boi preto

No Blog A Verdade Política:
Em 1964 corria como piada que o Dops premiava com mil cruzeiros cada delação. Uma pessoa perguntou:
- Se eu delatar 30 subversivos ganho 30.000? O agente do Dops respondeu:
- "Quem conhece 30 comunistas vai preso, pois é do ramo!"
O que se pode dizer de um presidente que está rodeado por mais de 30 indiciados, corruptos e corruptores, que ele conhece tão bem que até os nomeou para elevados cargos de confiança?
"Ele é do ramo....." (Adivinha quem era o BOI que entregava companheiros para os militares durante a ditadura ???)
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"Os homens são tão simplórios, e se deixam de tal forma dominar pelas necessidades do momento, que aquele que saiba enganar achará sempre quem se deixe enganar."(Maquiavel)

Enquanto isso em São Paulo


Qual é a tua Aécio?

No Blog do Reinaldo Azevedo:
Jornalistas foram perguntar a dirigentes do PT o que eles pensavam sobre o encontro de hoje entre o governador Aécio Neves, um dos pré-candidatos do PSDB à Presidência, e o deputado ex-cearense Ciro Gomes, ex-pré-candidato do PSB. E os petistas disseram o óbvio: “Ah, isso é só uma provocação contra o Serra”. José Eduardo Cardozo, secretário-geral, disse ter a certeza daquilo que todo mundo tem a… certeza: Ciro estará com o PT. Que o agora socialista provoque Serra, faz todo sentido. Já a provocação de Aécio deve fazer parte da construção do tal perfil “agregador”. Ciro cumpre direitinho o roteiro combinado com Lula. Está trabalhando.
COMENTO: Pelo que leio, no blog do tio Rei, a diferença entre Aécio e Ciro parece ser que Ciro faz questão de demonstrar sua vontade de ajudar a Lula e, consequentemente, à Dilma. Já Aécio parece querer fazer um jogo diferente: Ajudar a seu amigo Lula, também, mas não consegue assumir publicamente que é esta sua intenção. Parece que Ciro age sem desfarçatez.

PSDB vai explorar apagão na TV

No O Globo:
A cúpula do PSDB decidiu discutir o apagão do sistema elétrico nas inserções de 30 segundos que o partido leva à TV a partir de hoje, nacionalmente. A ideia é tentar neutralizar a tática dos governistas de comparar o episódio da semana passada com o apagão e o racionamento de energia do governo Fernando Henrique, ocorridos em 1999 e 2001, respectivamente.
Mas não há decisão sobre a exploração do problema no programa de TV de 15 minutos do PSDB que será veiculado em 13 de dezembro. A estratégia é aguardar as explicações dos ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e Dilma Rousseff (Casa Civil) ao Congresso.
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), disse que a oposição não pode se render à tática do PT:
— Essa tese do tiro no pé não cola.Toda vez que a oposição ou qualquer força política levanta questões relativas a problemas atuais, como o mensalão ou o uso abusivo do cartão corporativo, a tática deles é sempre puxar para o passado. Se a oposição ficar esperando e cair nessa tática antiga, que já é previsível, a gente não faz mais nada.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Algumas mancadas de Luiz Inácio

Entreguismo de Stalinácio;
Ronaldo Schlichting - administrador de empresas, membro da Liga de Defesa Nacional e consultor em assuntos aeroespaciais – denuncia:
“O combustível do propelente sólido dos foguetes brasileiros, o PBH/OH era fabricado no Brasil pela Petroflex, empresa que pertencia à Petrobras, porém ela foi vendida a um grupo estrangeiro que, por falta de interesse econômico, fechou a referida planta. No mercado desde a década de 50, a história da antiga Petroflex, hoje LANXESS Elastômeros do Brasil, se confunde com o desenvolvimento da borracha no País. Passando de empresa pública para privada, a empresa se colocou como a principal fornecedora de borracha sintética da América Latina, posição que ocupa até hoje, após a mudança da razão social ocorrida em janeiro de 2009. Em abril de 2008, o governo LULA vendeu para a LANXESS Participações 70% da Petroflex e, no dia 6 de novembro do mesmo ano, os 30% restantes das ações”.
Roubo programado:
Os ministérios da Fazenda e de Minas e Energia avaliam que a saída para compensar as perdas do consumidor com o erro no cálculo do reajuste de tarifas de energia será diluir o prejuízo nos próximos aumentos a serem autorizados às distribuidoras.A ideia genial concebida pelo governo é conceder reajustes menores no futuro para queimar a "gordura" acumulada pelas companhias nos últimos anos com a falha na metodologia.O Tribunal de Contas da União calcula em R$ 7 bilhões as perdas para os consumidores entre 2002 e 2008.Para variar, quem paga a conta, antecipadamente, é o consumidor – a quem só restará entrar na Justiça, sem a certeza de que vai ganhar alguma ação...

Os bastidores da crise

Por Cristiano Romero e Alex Ribeiro, de Brasília13/11/2009
O Brasil sobreviveu à crise financeira internacional, mas a economia correu riscos muito mais graves do que revelam os discursos oficiais. O país sofreu um ataque especulativo em dezembro de 2008 e os bancos pequenos e médios enfrentaram uma corrida, com saques estimados em R$ 40 bilhões em apenas uma semana.
Os contratos das empresas exportadoras com derivativos cambiais somaram US$ 38 bilhões e os prejuízos, divididos com os bancos, foram contabilizados em US$ 10 bilhões.
O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, por pouco não foi demitido às vésperas de o país ser arrastado pela turbulência internacional.
Essas histórias são contadas agora por um de seus personagens centrais. Graças à sua posição privilegiada, o diretor de política monetária do BC, Mário Torós, conhece como poucos os detalhes e motivações das mais importantes decisões tomadas pelo governo. O Valor checou, confrontou e complementou as informações com outras autoridades que estavam na cabine de comando e ouviu fontes técnicas que assessoraram todo o processo.
Torós comandou as mesas de câmbio e juros e os recolhimentos compulsórios numa turbulência que dizia respeito essencialmente às atividades do BC - a crise, originada nos Estados Unidos, atingiu o crédito, a liquidez dos mercados e o valor das moedas. O Ministério da Fazenda agiu numa etapa seguinte, em que a política fiscal tomou a dianteira. para evitar uma recessão mais grave no país.
Leia mais aqui

FH: 'Que diferença há entre o meu governo e o de Lula na questão econômica?'

No O Globo:
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou, em entrevista ao jornal espanhol "El País", no domingo, que não vê diferenças entre a política econômica e do governo Lula e a de sua gestão.
"Que diferença há entre o meu governo e o de Lula no modelo econômico? Muito pouca. É basicamente social-democrata, com respeito ao mercado, sabendo que o mercado não é o todo, e políticas sociais eficazes. Todos aprendemos a fazer políticas sociais, Chile aprendeu, México aprendeu, Brasil aprendeu, Uruguai já tinha...", afirmou Fernando Henrique, que estava na Espanha para a reunião do Clube de Madri.
Durante a entrevista, FH falou ainda sobre crise econômica, as relações políticas na América Latina e o debate sobre a legalização das drogas para acabar com o narcotráfico.
"Há iniciativas na Argentina, no México e no Brasil. Em Portugal e na Inglaterra, se discute também... Não é apenas tratar o usuário como doente, e não como um criminoso; se trata de combater o tráfico, de a polícia lutar contra o delito, não o uso", declarou.
" A economia já está globalizada; a política, não. E é preciso globalizá-la "
O ex-presidente disse também que a Organização das Nações Unidas foi superada em seu papel de estabelecer uma agenda global. Para ele, o G-20 é hoje o órgão que melhor poderia incluir mais países na discussão da política internacional:
"O G-20 é mais ágil, mas para ter influência deveria se institucionalizar. Se não, faz-se uma foto e aprovam-se recomendações que não são cumpridas. No fundo, o novo é que existem 20 países com capacidade de jogar o jogo global. A economia já está globalizada; a política, não. E é preciso globalizá-la. (...) É preciso criar mecanismos de coordenação"

A loira e a massa

Foto-Revista Veja/Abril
No blog Verdade Política:
Ela se sente poderosa, no sentido sexual da expressão, mas ainda não conhecia o poder de incendiar a massa. A estudante Geisy Vila Nova Arruda, de 20 anos, causou tumulto e foi humilhada duas vezes. Na primeira, no dia 22 de outubro, foi cercada, ameaçada, difamada e assediada por centenas de alunos da Universidade Bandeirante (Uniban), onde ela cursa o 1º ano de turismo. Tudo por causa do vestido rosa curtíssimo que usava e de sua atitude provocante. Geisy teve de deixar o prédio da faculdade, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, escoltada pela polícia. Na segunda humilhação pública, duas semanas depois, a cúpula da Uniban comunicou a expulsão da estudante. A justificativa: "Flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade". Seis alunos que participaram da balbúrdia foram apenas suspensos. A decisão foi tomada pessoalmente pelo reitor e dono da Uniban, Heitor Pinto Filho. Em vez de, como se esperava, condenar a intolerância dos alunos, ele endossou seu comportamento violento. A repercussão foi péssima. O Ministério da Educação pediu explicações à Uniban, o diploma da universidade começou a ser rechaçado em entrevistas de emprego, a delegacia da mulher da cidade abriu investigação e houve até um protesto de universitários nus em Brasília. No dia seguinte, diante do horizonte péssimo para seus negócios, o senhor Heitor capitulou e resolveu cancelar a expulsão de Geisy.
Na opinião de muitos pais e alunos, Geisy continua sendo culpada, e não vítima do que aconteceu. Na semana passada, por exemplo, Iolanda Tiglia, mãe de uma estudante, improvisou um palanque no pátio da faculdade e discursou: "A Uniban não pode pagar pelo erro de uma única pessoa. Não foi o reitor quem ficou por aí andando de vestidinho". A Uniban é uma faculdade particular para a classe C, com mensalidades que não passam muito dos 400 reais. A educação não é das melhores. Dos 35 cursos da Uniban avaliados pelo governo federal, dezesseis foram considerados insatisfatórios, treze apenas atingiram o patamar mínimo e seis não receberam nota por problemas de metodologia. Os alunos da instituição são, em geral, a primeira geração de sua família a fazer um curso universitário. Geisy tem o mesmo perfil. "O episódio ressaltou um valor essencial para essa faixa da população: o conservadorismo sexual", diz o cientista político Alberto Carlos Almeida, autor do livro A Cabeça do Brasileiro. Mas isso não justifica a agressão a Geisy, é claro.
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Apagou geral

No blog do Noblat:
Apagão de bom senso: foi um micro incidente, segundo o ministro Tarso Genro, da Justiça. Não, não foi. Em extensão, foi o maior apagão da história do país. Afetou 18 estados e 88 milhões de pessoas. Sobrou para sete milhões de paraguaios. Durou cinco horas e 47 minutos. Pela primeira vez, pararam todas as turbinas da hidrelétrica de Itaipu.
Apagão de gestão: não é aceitável que um ou três raios no interior de São Paulo desliguem Itaipu e apaguem o país. Falhou o sistema de “ilhamento” capaz de confinar o problema a uma só região.
Apagão de responsabilidade: no instante em que se fez o breu, Lula sumiu. Dilma Rousseff, a ex-ministra de Minas e Energia que desenhou o novo modelo do setor, também sumiu. Edison Lobão, o atual ministro, foi escalado para ser "a cara do apagão".
Apagão de comunicação: o falatório desconexo das autoridades e dos técnicos adensou a escuridão. As explicações desencontradas comprovaram que o governo não tinha a mínima idéia sobre o que dizer à população no primeiro momento – nem no segundo. Foi então que Lula, assustado com o estrago que o episódio pode causar na imagem do governo, concluiu que o melhor seria todo mundo se calar. Mas antes... Bem, antes...
Apagão de compostura: quando parecia insustentável o sumiço da mãe de tudo o que o governo faz de bom, Dilma finalmente falou. Antes não o tivesse feito. Olha aqui, minha filha: em vez de explicações, Dilma foi grosseira com os jornalistas. Só faltou jogar nas costas da mídia a culpa pelo apagão. Lembrou o destemperado Ciro Gomes (PSB-CE) de 2002, que conseguiu perder a eleição presidencial para ele mesmo.
Apagão de respeito ao cidadão: em toda a algaravia produzida pelo governo havia apenas uma preocupação comum: bater forte na tecla de que o apagão da dupla Lula/Dilma não era tão grave quanto o apagão de Fernando Henrique Cardoso. A preocupação eleitoral ganhou linguagem marqueteira: FHC teve apagão; Lula/Dilma, somente um blecaute. Como se o escuro do apagão fosse diferente do escuro do blecaute.
Apagão de autoridade: empenhado em tentar esquecer o assunto, o governo atravessou a fronteira que separa o legítimo exercício do mando do deplorável exercício do autoritarismo. Sem mais nem menos, Dilma e Lobão deram o episódio por encerrado, como se fato ele pudesse estar, como se os cidadãos não tivessem o direito de cobrar uma investigação rigorosa sobre as causas do apagão.
Apagão de gerência: um setor técnico e estratégico como o de energia foi loteado entre os dois maiores partidos da base do governo: PT e PMDB. Agentes político-sindicais petistas comandam a área de geração - Itaipu, Petrobras - enquanto agentes das várias etnias do PMDB comandam a área de transmissão e distribuição - Furnas, Br Distribuidora. A Eletrobrás, que está nas duas pontas, é feudo do senador José Sarney (PMDB-AP).
Apagão de regulação: criadas no governo FHC para regular os principais setores estratégicos com base em critérios técnicos e a salvo de ingerências políticas, as agências foram desidratadas de recursos e aparelhadas politicamente. O poder de regulação escapou das mãos dos técnicos e foi devolvido às mãos dos ministros, esses políticos por excelência e, como tal, sujeitos às pressões dos partidos.
Apagão de hierarquia: para evitar guerra interna e sabotagens entre aliados que dividem o comando do setor de energia, Lula deu todo o poder a Dilma para comandar os comandantes. Resultado: ministros e presidentes de grandes estatais têm os cargos e as verbas, mas não têm o poder de fato. Em condições normais, governantes tendem a fazer o jogo de fugir às suas responsabilidades. O governo Lula acentuou tal característica.
É sempre assim: na hora de faturar acertos proliferam seus verdadeiros e falsos pais, mães e avós. Na hora de encarar problemas, some toda a família e a lambança fica órfã. O povo? Ora, fica no escuro.
*Texto do Jornalista Ricardo Noblat - Leia o original aqui

Cai o diretor do BC que revelou o tamanho da “marolinha”

O Banco Central confirmou no início da noite desta segunda a demissão de Mário Torós, diretor de Política Monetária do Banco Central. Há duas coisas diferentes que se combinam aí: 1) tinha mesmo de ser demitido, pouco importa se queria sair mesmo sair, como se noticia; 2) ele não deixou de colaborar para revelar a verdade.
Ao primeiro aspecto: em entrevista ao Valor Econômico, publicado na sexta, 13, ele revelou que, no auge da crise, uma bolada de R$ 40 bilhões migrou dos pequenos para os grandes bancos. Também revelou que o governo ficou sabendo que o Banco Votorantim estava com problema — aquele que foi parcialmente comprado (ou, então, socorrido) pelo Banco do Brasil.
Esses dados eram considerados, e eram mesmo!, sigilosos. E é evidente que acho inaceitável que um diretor do BC saia falando por aí. Tem de ser demitido. Isso não anula o fato, no entanto, de que, na sua indiscrição, tenha dado o tamanho da “marolinha” vivida pelo Brasil.
“O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, encaminhará ao Presidente da República a recomendação da indicação do nome de Aldo Luiz Mendes, 51, para ocupar o cargo de diretor de Política Monetária”, informa comunicado do BC.
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

FHC oficializa reconhecimento de paternidade

Segundo a colunista da Folha Mônica Bergamo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu oficializar o reconhecimento de Tomas, filho que teve há 18 anos com a jornalista Mirian Dutra. O texto informa que FHC sempre reconheceu o rapaz como filho e colaborou no seu sustento. No ano passado, teria participado de sua formatura no Imperial College, em Londres. Atualmente, Tomas mora nos EUA e estuda Relações Internacionais na George Washington University. Não comento vidas privadas neste blog, a menos que elas digam respeito a questões públicas. Se filho de político com mandato, dentro ou fora do casamento, é sustentando com grana de empreiteira, então é assunto que interessa a este blog e a seus leitores. Há uma outra circunstância em que aspectos da vida privada de um político importam: se eles contrastam com sua pregação pública ou mesmo põem em risco a função institucional que ocupam ou pretendem ocupar. Eu lhes digo, leitores: se há pessoas que sabem quem se deita com quem no mundo político, essas pessoas somos nós, os jornalistas. Houvesse no Brasil, especialmente em Brasília, um desses tablóides ingleses, especialmente em alguns hotéis de luxo da capital, talvez os governos não durassem tanto. É questão de avaliar se seria um mal… De todo modo, no que concerne ao indivíduo FHC, sendo o pai de Tomas, que o reconheça oficialmente mesmo. Antes tarde do que nunca.

O pensamento vivo de Dilma Roussef

Leio em O Globo na coluna do experiente jornalista Ancelmo Góes, uma pequena história muito elucidativa sobre a personalidade da ministra Dilma Roussef. Numa reunião com técnicos, um deles lembrou que o Brasil hoje polui mais do que o Japão. Ela retrucou na hora: “Saio daqui fantasiada de mico de circo se isto for verdade”. O jornalista conclui a nota: “Era verdade”.Dilma, no entanto, não saiu dali fantasiada de mico de circo. Nem precisava. Da fantasia, digo. Porque seu papel hoje se esfalfando Brasil afora agarrada no ombro do chefe, é mais eloqüente do que qualquer fantasia. Se Lula às vezes esquece que é um presidente e fala como um feirante das próprias grandezas ou como um mero animador de auditório, por que sua ministra ungida não pode se soltar um pouco em imagens circenses? Ainda quando autoridade na área de energia, uma das primeiras coisas que fez foi provocar o Governo Fernando Henrique, anunciando aos quatro ventos: “Apagão nunca mais”. Na noite do apagão, esfumou-se. Estava em Santa Catarina, curiosamente sozinha, longe do ombro do chefe. Então não falou nada. E olha que ela gosta de falar. Dias atrás declarou que o governo Lula dá de 400 a 0 no governo Fernando Henrique. Não é o momento agora para mostrar o quanto os atuais programas do PT são mera continuação ou pura maquiagem de programas da gestão FHC. Hoje eu só queria chamar a atenção para o estilo da ministra. Vulgar, primário, bravateiro e injusto. Mico de circo pode ter a sua graça. Dilma não tem nenhuma. Nem graça nem verdade.

Zelaya, a solidão do presidente deposto de Honduras

No blog do Noblat:
Manoel Zelaya perdeu a briga para ser restituído ao poder. Foi deposto em junho último por decisão da Suprema Corte de Honduras. Preso em seguida por tropas do Exércitro, acabou deportado para Costa Richa. A destituição pode ter sido legítima - a deportação, não. Agrediu a Constituição de Honduras. Com a ajuda de Hugo Chávez, presidente da Venezuela, Zelaya voltou clandestinamente ao seu país e encontrou abrigo na embaixada do Brasil. Ali, negociou um acordo com o presidente de fato de Honduras, Roberto Micheletti, eleito pelo Congresso. O acordo previa, entre outras coisas, o reconhecimento por parte dele dos resultados das eleições gerais marcadas para o próximo dia 29. E o reexame pelo Congresso da situação de Zelaya. Ele deveria voltar ao poder para completar seu mandato que se esgota em janeiro próximo? O Congresso ainda não decidiu. O governo norte-americano está mais interessado nas eleições do que no futuro de Zelaya. Que ontem, em papel timbrado da presidência da República, escreveu uma carta ao presidente Barack Obama criticando a posição dos Estados Unidos e dizendo que o acordo gorou. Tudo indica que Zelaya, um dia, sairá de Honduras na condição de asilado. Salvo se o próximo presidente conseguir que o Congresso o anistie do crime de atentar contra a Constituição. Zelaya quis consultar o povo sobre a convocação de uma Assembléia Constituinte. A Constituição proíbe consulta a esse respeito.

Energia elétrica brasileira custa o dobro da dos EUA

Além de insegura - como comprovou o blecaute de terça-feira -, a energia elétrica no Brasil é cara. Tão cara que supera o preço dos Estados Unidos. É o que mostra matéria de Henrique Gomes Batista e Liana Melo, publicada ontem, domingo, no GLOBO. Enquanto aqui o custo do megawatt hora (MWh) foi de US$ 138 em 2007, as empresas americanas pagaram naquele ano US$ 64 por MWh. De lá para cá, a situação não melhorou nada. Em uma década, a energia paga pelas indústrias brasileiras subiu 247,39% contra uma inflação acumulada, de 1999 até setembro último, de 93,74% medida pelo IPCA, do IBGE. Nas residências, o aumento, no mesmo período, foi de 113,94%. O pior é que a energia tende a ficar ainda mais cara, porque pouco mais de 80% da energia nova que está prevista para entrar no sistema vêm das térmicas, que custam até seis vezes mais que a das hidrelétricas, além de poluir mais.

A teoria do raio e a lei do teflon

Editorial do O Estado de São Paulo:
Na sua volta à cena, 40 horas depois do apagão da noite de terça-feira, que atingiu 18 Estados e afetou 60 milhões de pessoas, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que "não se pode politizar uma coisa tão séria para o País". De fato, não se pode. Mas é exatamente isso que o governo vem fazendo. A politização do blecaute, para dissociar o presidente Lula e a sua candidata do acidente que ela considerou "muito desagradável", ficou evidente desde logo no desaparecimento da própria Dilma, para quem o Planalto vinha criando sem cessar oportunidades de exposição, tratando-a como uma espécie de "ministra de tudo" - até do Meio Ambiente, como convém aos novos tempos verdes. A politização ficou evidente também na decisão de culpar uma tempestade pelo ocorrido. E, por fim, na pressa com que o titular de Minas e Energia, Edison Lobão, secundado pela antecessora que o telecomanda, decretou que o caso estava encerrado. O governo segue religiosamente a lei do teflon: nada que a opinião pública possa perceber como problemático ou perturbador deve aderir à imagem da irrepreensível gestora de um governo aprovado pela maioria esmagadora da população. Para o seu patrono, tudo o mais, incluindo o modo de reagir a imprevistos adversos, tem de se subordinar a esse mandamento. Eis por que Lula e Dilma esperaram por uma ocasião favorável - o lançamento de um plano de ação contra o desmatamento da Amazônia e a revelação de que o abate caiu este ano mais do que em qualquer outro período desde que vem sendo medido - para se manifestar em coro sobre o apagão e explicá-lo pelo imponderável. "A gente não sabe o tamanho do vento, o tamanho da chuva", resignou-se o presidente, depois de lembrar que "Freud dizia" que a humanidade não pode controlar tudo, as intempéries, por exemplo. "Se tem uma coisa que nós humanos não controlamos são as chuvas, raios e ventos", repetiu a ministra. Pouco importa que subsistam dúvidas consistentes sobre a versão oficial para a causa do blecaute - raios, ventos e chuvas, na região de Itaberá, no Estado de São Paulo, teriam danificado simultaneamente três linhas separadas de transmissão da Hidrelétrica de Itaipu, desencadeando uma reação em cadeia que deixou às escuras boa parte do País. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o principal centro brasileiro de estudos atmosféricos, confirma que, na hora do apagão, uma tempestade com raios se abatia sobre a região de Itaberá. Ressalva, no entanto, que as descargas mais próximas das instalações elétricas caíram a pelo menos 10 quilômetros de distância. Não estivesse o Planalto ansioso para varrer o problema para debaixo do tapete - e prosseguir com a campanha eleitoral antecipada - promoveria a "investigação cabal" sobre o episódio, defendida pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Ainda na remota hipótese de que tudo tenha começado com uma tempestade - e não com uma falha humana ou de equipamento -, o que deixa perplexos os especialistas do setor foi a disseminação do problema. Eles se perguntam por que os efeitos da pane não ficaram confinados à área de origem. "É preciso saber o que aconteceu com os sistemas inteligentes que teriam de isolar um defeito e impedir que a falha de fornecimento se alastrasse", observa o presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes. A questão, em outras palavras, é a da vulnerabilidade do sistema elétrico brasileiro. Mas isso aparentemente não inquieta a ministra Dilma Rousseff. Para ela, a segurança da operação é de 95%. Não está claro se o número é força de expressão ou um índice preciso. De todo modo, argumentou, chegar a 100% de segurança obrigaria a população a "pagar uma conta de luz bastante mais gorda". Por isso, "não estamos livres de blecautes". Obviamente, nenhum país ou região do mundo está. A frase, portanto, escamoteia o essencial: saber até que ponto - a ser verdadeira a teoria do raio adotada pelo governo - o vasto sistema elétrico nacional está efetivamente "sujeito a chuvas e trovoadas", como notou com propriedade a colunista Dora Kramer no Estado de ontem. Mas no vale-tudo eleitoral em que estão imersos, nem Lula nem a sua escolhida estão interessados em tratar publicamente de um tema delicado como o desempenho do governo em gerir o setor energético. " Ao presidente Lula não apetece resolver problemas, mas se livrar deles de qualquer maneira.