sábado, 27 de junho de 2015

O senador Ronaldo Caiado, líder do DEM no Senado, comentou as denúncias de Ricardo Pessoa.

"Esse é o comprovante definitivo de que a campanha da presidente Dilma foi 100% irrigada por caixa dois e pelo desfalque na Petrobras. Já é suficiente para promovermos a antecipação das eleições no Brasil e buscar o que a sociedade deseja: representantes que possam representar com credibilidade o Brasil. Vamos ter que convocar novas eleições no Brasil. É crime eleitoral, não tem condição nenhuma de (a presidente) continuar à frente. Na segunda-feira, temos que cobrar no Senado que seja levado para a Câmara a abertura do processo (de Impeachment). É simplesmente o cumprimento da lei. É crime eleitoral, a resposta é o afastamento". ( Ronaldo Caiado)
* O Antagonista

Mercadante admitiu o recebimento de R$ 250 mil a título de doação da UTC.

MERCADANTE ADMITIU RECEBER R$ 250 MIL, E EDINHO SILVA, TESOUREIRO DE DILMA. 
                                                           (FOTOS: AGÊNCIA BRASIL)
A Operação Lava Jato atingiu o coração do governo Dilma, com a revelação de que dois 
ministros da sua maior intimidade, Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Silva (Comuni-
cação Social), também se beneficiaram do esquema de corrupção. Ambos foram delatados,
sob acordo de delação premiada por Ricardo Pessoa, dono da UTC e acusado de chefiar o
clube de empreiteiras que roubou a Petrobras.
Mercadante admitiu o recebimento de R$ 250 mil a título de doação da UTC para campanha
,em agosto de 2010, registrada no TRE.
O entendimento da força-tarefa da Lava Jato é que “doações para campanha” foram uma 
maneira de pagar propina a autoridades.
Ex-ministros citados na Lava Jato: Antonio Palocci, Fernando Bezerra, Cid Gomes, Gleisi 
Hoffmann, Mario Negromonte e Edison Lobão. 
*Leia mais na Coluna Cláudio Humberto

sexta-feira, 26 de junho de 2015

E os aposentados comem menos?

Cunha acredita que os aposentados comem menos alimento?
O valor do minimo é obvio? o minimo?
Hoje a aposentadoria é muito defasada? se contribuía com 20 mínimos que foi reduzido para 10? quem ganha 10 mínimos e trabalhou 35 anos ou mais? só recebe R$ 3.800,00? é um absurdo uma aberração? já o salario dos senadores e deputados é a vontade deles? além de ladrões? é preciso mudar.
Chega de injustiça com os aposentados Senhor maluco Cunha?
É irracional vosso pensamento? reduza 10 ministérios e sobra dinheiro? é cabide de emprego que não produz nada?
Caráter, honestidade, ética, falta de tudo no governo?
ministérios e sobra dinheiro? é cabide de emprego que não produz nada?

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A agonia de um segredo.

Quando surgiu, achei grave e um pouco subestimado o veto de Dilma ao projeto de transparência nos negócios do BNDES. Ela entrou em conflito com o Congresso. Dias depois, o próprio Supremo autorizou o Tribunal de Contas a ter acesso aos empréstimos à Friboi, empresa que financia generosamente as campanhas do PT.
Em qualquer país onde o governo entre em choque com o Congresso e o Supremo o tema é visto como uma crise institucional. Como se não bastasse, Dilma entrou numa terceira contradição, desta vez consigo mesma: partiu dela a lei que libera o acesso aos dados públicos.
O ministro Luiz Fux (STF) sintetizou seu voto numa entrevista: num banco que move dinheiro público, o segredo não é a arma do negócio.
O PT tem razão para temer a transparência. Súbitos jatos de luz, como a denúncia do mensalão e, agora, do petrolão, abalaram seus alicerces. No caso do BNDES, não se trata da possibilidade de escândalos. É uma oportunidade para conhecer melhor a história recente.
Empresas amigas como a Friboi e a Odebrecht, governos amigos como os de Cuba e Venezuela, foram contemplados. Em ambos, a transparência vai revelar o viés ideológico dessa orientação. Um porto em Cuba, um metrô em Caracas são apenas duas escolhas entre mil possibilidades de usar o dinheiro. Para discutir melhor é preciso conhecer os detalhes. Na campanha Dilma mentiu sobre eles, ocultando o papel de fiador do Brasil.
O que sabemos da Friboi? Os dados indicam que destinou R$ 250 milhões a campanhas do PT. Teremos direito de perguntar sobre os detalhes do empréstimo do BNDES e até desconfiar de seus elos com campanhas eleitorais.
A análise da política do governo deverá estender-se à sua fracassada tentativa de criar empresas campeãs. Quem foram e quem são os parceiros, que tipo de transação? Como dizia Cazuza, mostre sua cara, qual é o seu negócio, o nome do seu sócio.
No momento do veto prevaleceu uma certa Dilma. Mas a outra Dilma, a que mandou a lei de acesso, é que estava no rumo certo da História. Não só porque a transparência é um desejo da sociedade, mas porque a tecnologia estreita o espaço do segredo.
Os debates nos EUA concentram-se hoje numa restrição à vigilância de indivíduos, sem licença judicial. Mas chegam a essa discussão graças a Edward Snowden, que revelou os próprios segredos do governo.
Ironicamente, Dilma foi espionada pelos EUA e decreta o sigilo nos dados de um banco que movimenta recursos públicos. Sou solidário com ela no primeiro episódio. Evidente que seria atropelada no segundo. Esta semana começou a ensaiar a retirada, via Ministério do Comércio, que vai disponibilizar dados das transações internacionais e algumas nacionais.
O PT deveria meditar sobre o segredo. Ele foi detonado pela quebra do segredo entre quatro paredes, no mensalão. Agora, no caso da Petrobrás, entraram em cena novos mecanismos de investigação, melhor tratamento dos dados.
Nos primeiros meses de governo, já tinha uma visão do PT. Nem todos a compartilhavam, pois o partido venceu três eleições depois de 2002. Aos poucos, os momentos de transparência sobre os escândalos foram criando uma percepção nacional sobre o tipo de governo que se implantou no Brasil.
Não há dúvidas de que os segredos do BNDES serão revelados. Sociedade, Congresso e Supremo caminham numa mesma direção. E o próprio governo começa a abri-los.
É um elo para a compreensão do papel do PT. Embora ainda não tenha os dados completos, já posso afirmar que o BNDES financiou pobres e ricos. Mas ambos, os pobres de socialismo, como os ricos aqui, do Brasil, são escolhidos entre os amigos do governo. De um modo geral, o processo foi de financiar amigos ricos para que construam para os amigos pobres.
Tanto a Friboi como a Odebrecht fazem parte dessa constelação política econômica que dominou o fluxo dos investimentos do BNDES. Isso teve repercussão nas campanhas eleitorais. De um lado, o Bolsa Família assegurava a simpatia dos eleitores: de outro, a bolsa dos ricos contribuía para as campanhas do tipo vivemos num paraíso. Contribuía, porque hoje sabemos que outras fontes menos sutis, como o assalto à Petrobrás, injetavam fortunas no esquema.
Falou-se muito no petrolão como o maior escândalo da História, mobilizando pelo menos R$ 6 bilhões. Quando todos os segredos, inclusive os do fundo de pensão, forem revelados, não importa a cifra astronômica que surgir daí: o grupo brasileiro no poder é o mais voraz em atuação no planeta. Não posso imaginar salvação depois da conquista desse título.
O PT e aliados podem continuar negando, na esperança de que o tempo amenize tudo. É uma tática de avestruz. Será que não se dão conta de que apenas um décimo da população os aprova hoje? O que será do amanhã, quando quase todos saberão quase tudo sobre o que fizeram com o País?
Nesta paisagem de terra arrasada, a economia é apenas uma das variáveis. O processo político degradou-se, os valores foram embrulhados por uma linguagem cínica, a credibilidade desapareceu já há tempo. O Brasil pode até conviver com esse governo, que tem mandato de quatro anos. Mas não creio que mude de opinião sobre ele, alternando momentos de um desprezo silencioso com as manifestações de hostilidade.
Um governo nasce morto e a lei nos determina um velório de quatro anos. Muito longos, até os velórios costumam ser animados. E algo que anima este velório é a revelação dos últimos segredos, como o sigilo do BNDES e tantas outras linhas de suspeita que foram indicadas nas investigações da Petrobrás. E daqui por diante nem o futebol será uma distração completa. A cúpula da Fifa transitou de um hotel cinco-estrelas para uma cela de prisão. Imprevisíveis roteiros individuais rondam os donos do poder. E essa história ainda será escrita com todas as letras.
* Por Fernando Gabeira, em O Estado de SP 
http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,a-agonia-de-um-segredo,1700474

No passado, os Metalúrgicos. Hoje o PT. Lula deixa aflorar sua vocação de Traíra.

Esse é Lula, desde que ingressou no Sindicato dos Metalúrgicos, ou talvez desde o útero materno. Conjuga verbos ligados à vantagens, apenas na primeira pessoa do singular. Não tira ninguém pra Compadre. Companheiro, enquanto precisa. Abandona o barco em menor pudor. Joga antigos aliados aos Leões, com facilidade. É# podre. Não vale nada.

Trair o PT, apenas mais uma ´´agina de uma História sem ética. O vagabundo afirma nada saber, nada ver, se o assunto for corrupção e pousa de eu fiz, eu aconteci, se é algo que rende votos. Sonha em voltar à presidência. Para alcançar essa meta, não há limites. É capaz de tudo. Quando falo tudo, leiam tudo, no sentido literal. Esse aborto não tem limites.
Pior do que ver esse crápula manipulando, é perceber ChuPeTinhas, chamando a bodoza de PresidentA e defendendo esse ser abominável. Coisas de um País que virou uma coisa. E Assim o Mundo Gira e o brasil se Afunda

Quem é o André?

Quem é o “André” do e-mail que ajudou a sustentar a prisão de Marcelo Odebrecht e a explicação que André Esteves recebeu da Odebrecht pela citação do seu nome no bilhete escrito pelo empreiteiro. 

André Amaro: citado e e-mail

André Amaro: citado e e-mail
Fios desencapados podem ser perigosos para bancos. O nome de André Esteves no polêmico bilhete que Marcelo Odebrecht escreveu aos seus advogados prejudicou o desempenho das ações do BTG Pactual no pregão de hoje. (leia mais na coluna de Geraldo Samor, aqui )
Esteves, por sua vez, em viagem de trabalho na Europa, ligou para a Odebrecht para tentar entender o que fazia o seu nome no bilhete. Ouviu que Marcelo Odebrecht estava instruindo os seus advogados a pedir para Esteves escrever uma nota técnica explicando como foi estruturada a Sete Brasil.
A propósito, também produziu curto-circuito um certo “André” que apareceu no e-mail que Roberto Prisco Paraíso escreveu para Marcelo Odebrecht, tido pela PF como uma das provas contra o dono da maior empreiteira do Brasil. No e-mail, Paraíso diz a Marcelo Odebrecht:
Falei com o André em um sobre-preço no contrato de operação da ordem de $20-25000/dia (por sonda).
Especulou-se aqui e ali que o “André” seria André Esteves. Mas um relatório da PF indica que trata-se de André Amaro, atual presidente da Odebrecht Defesa e Tecnologia.
*Por Lauro Jardim, na Veja.com

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Dicas Para Maiores de 60 Anos.

Apresentamos a seguir uma seleção de dicas e sugestões para aqueles que passaram das suas bem-vividas 50 primaveras e para quem ainda não chegou lá e, quando chegar, quer vivê-las plenamente. Algumas você já sabe, outras podem lhe surpreender... Enfim, leia, reflita, coloque em prática o que lhe convém e... tenha uma ótima vida!
 
 
1. É hora de usar o dinheiro (pouco ou muito) que você conseguiu economizar. Use-o para você, não para guardá-lo. Não desfrute-o com aqueles que não têm a menor noção do sacrifício que você fez para consegui-lo. Geralmente alguns parentes, mesmo que distantes, têm ótimas ideias sobre como aplicar o seu suado dinheiro. Lembre-se que não há nada mais perigoso do que um parente com idéias. Atenção: não é época de fazer investimentos grandiosos. Eles acabam trazendo problemas e agora é hora de ter muita paz e tranquilidade. 
 
2. Pare de se preocupar com a situação financeira dos seus filhos e netos. Não se sinta culpado por gastar o dinheiro consigo mesmo. Você provavelmente já ofereceu o que foi possível na infância e juventude, como uma boa educação. Agora, pois, a responsabilidade é deles.
 
3. Não é mais época de sustentar pessoas de sua família. Estamos nos referindo aos "folgados", evidentemente. Seja um pouco egoísta, mas não avarento. Tenha uma vida saudável, sem grande esforço físico. Faça ginástica moderada (como andar regularmente) e coma bem e corretamente.
 
4. Compre sempre o melhor e mais bonito. Lembre-se que, neste momento, um objetivo fundamental é o de gastar dinheiro com você mesmo, com seus gostos e caprichos, bem como os do seu parceiro. Após a morte, o dinheiro só gera ódio e ressentimento.
 
5. Nada de angustiar-se com pouca coisa. Na vida tudo passa, sejam os bons momentos para serem lembrados, sejam os maus, que devem rapidamente ser esquecidos. 
 
 
6. Independente da idade, sempre mantenha vivo o amor. Ame o seu parceiro, ame a vida, ame o seu próximo... E LEMBRE-SE: "Um homem nunca é velho enquanto lhe resta a inteligência e o afeto". 
 
7. Cuide da sua aparência. Frequente o cabeleireiro ou o barbeiro, faça as unhas, vá ao dermatologista, dentista, e use bons perfumes e cremes com moderação. Porque se agora você não é bonito, é, pelo menos, bem conservado. 
 
8. Acompanhe as tendências da moda, adaptando-as ao seu físico e à sua idade.Há pouca coisa mais patética do que uma pessoa de meia-idade com penteados e roupas feitas para gente jovem e sarada. 
 
9. SEMPRE mantenha-se atualizado. Leia livros e jornais, ouça rádio, assista bons programas na TV, visite a Internet com alguma frequência, envie e responda os seus e-mails, e use as redes sociais, mas sem estresse ou como vício. Visite os amigos e receba-os também. 
 
10. Respeite a opinião dos JOVENS. Muitos deles estão melhor preparados para a vida do que você imagina. Como nós quando tínhamos a idade deles.
 
 
 
11. Nunca use o termo "no meu tempo¨. Seu tempo é agora, não se confunda. Pode lembrar do passado, mas com saudade moderada e feliz por ter vivido. 
 
12. NÃO caia na tentação de viver com seus filhos ou netos. Apesar de, ocasionalmente visitá-los por alguns dias como hóspede, respeite a privacidade deles, mas, especialmente, a sua. Se você perdeu o seu parceiro, consiga uma pessoa para ir morar com você e ajudar com as tarefas domésticas. Tome esta decisão somente quando não mais puder cuidar de si mesmo sozinho.
 
13. Pode ser muito divertido conviver com pessoas de sua idade. E o mais importante, não vai funcionar com qualquer um, mas sim se você se reunir com pessoas positivas e alegres, nunca com "velhos amargos". 
 
14. Mantenha um hobby. Você pode viajar, caminhar, cozinhar, ler, dançar, cuidar de um gato, de um cachorro, cuidar de plantas, jogar cartas, damas, xadrez, dominó, golfe, navegar na Internet, pintar, fazer trabalho voluntário em uma ONG, ou colecionar alguma coisa. Faça o que você gosta e o que seus recursos permitem. 
 
 
15. ACEITE convites. Batizados, formaturas, aniversários, casamentos, conferências... Visite museus, vá para o campo... o importante é sair de casa por um tempo. Mas não fique chateado quando não for convidado. Certamente, quando você era jovem também não convidava seus pais para tudo. 
 
16. Fale pouco e ouça mais. Sua vida e seu passado só importam para você mesmo. Se alguém lhe perguntar sobre esses assuntos, seja breve e tente falar sobre coisas boas e agradáveis. Jamais se lamente de nada. Fale em um tom baixo, cortês. Não critique ou se queixe de tudo, aceite situações como elas são. Tudo está passando. 
 
 
17. Dores e desconfortos  sempre surgirão. Não os torne mais problemático do que são. Tente minimizá-los e não transformá-los no principal assunto da sua conversa. Afinal, eles só afetam você e são problemas seus e do seu médico. Lamentações nada conseguem. 
 
18. Se você foi ofendido por alguém, perdoe. Se você ofendeu alguém, peça perdão. Não arraste ressentimentos pela vida. Eles só servem para deixar você amargurado e triste. Alguém disse que "guardar ressentimentos é como tomar veneno esperando que faça efeito em outra pessoa." Não se deixe envenenar.
 
19. Se você tem uma crença ou pratica uma religião, conserve-a. Mas orar e tentar converter os outros o tempo todo como um fanático não levará a nada. Se você é religioso, viva a sua fé intensamente, mas com discrição. 
 
20. Ria-se muito, ria-se de tudo. Você é um sortudo, você está tendo uma vida longa, e a morte só será uma nova etapa, uma etapa desconhecida, assim como foi incerta toda a sua vida. 
 
21. Não faça caso do que dizem a seu respeito, e menos ainda do que pensam de você. Se alguém lhe diz que agora você não faz nada de importante, não se preocupe. A coisa mais importante já está feita: você e sua história, boa ou ruim, foi e ainda está sendo escrita. Agora, é o momento de descansar, ficar em paz e ser tão feliz quanto for possível.
 
 
 
E LEMBRE-SE: "A vida é muito curta para beber vinho ruim!"

* Enviado por Dé Doellinger, por e-mail

Imagens cortesia de Pixabay/Morguefil

Está com vontade de ouvir falar mal do governo Dilma?

Está com vontade de ouvir falar mal do governo Dilma? Fale com Lula. Está com vontade de ouvir falar mal de Lula? fale com o governo Dilma.

Dilma Rousseff reagiu assim às críticas que Lula lhe fez nesta terça, durante uma conferência no Instituto Lula:
“Todo mundo tem o direito de criticar, mais ainda o presidente Lula, que é muito criticado por vocês”
O “vocês” da frase são os jornalistas. Sempre sobra pra nós, né? O que a gente tem com isso? A fala de Dilma nem errada é. Quer dizer que a gente critica Lula, segundo ela diz, e ele critica o governo? Que sentido isso faz?
De resto, uma informação: se alguém hoje quer ouvir um interlocutor descer o sarrafo em Lula, basta falar com algum ministro do PT fiel a Dilma. Se você quer ouvir alguém descer o sarrafo em algum petista fiel a Dilma, basta falar com Lula ou com os lulistas.
Dou um exemplo: você está com vontade de falar mal do Aloizio Mercadante ou de ouvir alguém que fale, é só ir ao Instituto Lula.

Nem a “teoria da bosta seca” salva Gleisi; delatores confirmam entrega de dinheiro à petista.

Olho do furacão - A Esperança De que o mandato da Senadora Gleisi Helena Hoffmann  (PT) fosse Pela salvo "Teoria da bosta seca", manobra Jurídica-escatológica Que se baseia na Exploração extrema de eventuais contradições entre delatores parágrafo inocentar envolvidos em escândalos de Corrupção , foi parágrafo O Espaço na segunda-feira (22), em Curitiba. O naufrágio das Expectativas de Gleisi Aconteceu QUANDO OS delatores fazer Petrolão, o Maior escandalo de Corrupção da História, Paulo Roberto Costa, ex-Diretor de Abastecimento da Petrobras, de eo doleiro Alberto Youssef were acarreados de Durante horas dez.
Paulo Roberto Costa sustentou, em acareação com Alberto Youssef, que o ex–ministro Paulo Bernardo da Silva (do Planejamento e das Comunicações), marido de Gleisi, solicitou R$ 1 milhão para o esquema de cartel e corrupção na Petrobras. Peças centrais nas investigações da Operação Lava-Jato, os dois delatores ficaram frente a frente por para confrontar versões conflitantes das respectivas delações, em relação ao envolvimento de políticos.
Em relação a Paulo Bernardo, os delatores confirmaram o pagamento de R$ 1 milhão para a campanha da ex-ministra da Casa Civil, em 2010, que foi eleita senadora naquele ano. Bernardo, que é marido da petista , solicitou a doação a Paulo Roberto Costa, que encaminhou o pedido a Youssef, que por sua vez providenciou o dinheiro e sua entrega a Gleisi em um shopping no centro de Curitiba.
Um dos pontos de divergência explicado foi sobre quem, efetivamente, teria entregue os valores pedidos por Paulo Bernardo. O doleiro disse não ter sido ele o autor das entregas. Os depoimentos dos dois delatores foram convergentes na maioria absoluta dos pontos abordados. “São informações que não chegam a ser contraditórios”, afirmou um dos advogado de Youssef, Tracy Reinaldet, em um comentário que sepulta as expectativas de Gleisi se salvar com base na “teoria da bosta seca”.
Paulo Bernardo não foi encontrado para comentar o assunto, segundo informação divulgada pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Em outras ocasiões, ele afirmou que “não pediu nem recebeu qualquer importância” do doleiro Alberto Youssef. A senadora Gleisi Hoffmann tem sustentado que desconhece Youssef e que “todas as doações constam na prestação de contas aprovada pela Justiça Eleitoral”.
Nesta terça-¬feira (23), Os Dois delatores detalharão o suposto Pagamento de R $ 2 Milhões uma PEDIDO fazer ex-¬ministro Antônio Palocci Filho, also em 2010. A Lava-Jato apura se a beneficiária foi à Campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2010. Os Dois Farão acareação AINDA na quarta¬-feira (24) e na quinta-¬feira (25), Ocasião em that tratarão de Outros Pontos NÃO Convergentes between como respectivas delações, Como o Envolvimento do ex-ministro Edison Lobão, do PMDB, no Esquema de propinas.
Os três ex-¬ministros são alvos de inquéritos abertos a partir de março, dentro do conteúdo dos acordos de delação premiada fechado por Costa e Youssef no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, os pedidos do procurador-¬geral da República, Rodrigo Janot, foram para abertura de inquérito contra Lobão e a senadora Gleisi Hoffmann (PT¬-PR) – beneficiária do pedido feito por Bernardo. No caso de Palocci, o STF remeteu o caso a Curitiba, onde foi aberto inquérito.
A acareação é conduzida por um delegado da PF de Brasília, onde são conduzidos os inquéritos sob a guarda da força-¬tarefa criada pelo procurador¬-geral da República. Os termos são colhidos no âmbito dos inquéritos que sobrem no Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo políticos, e que estão em fase inicial.
O ex¬-diretor da estatal e o doleiro já foram condenados na Lava-Jato no vácuo da acusação de serem braços do PP no esquema de corrupção, desvio e lavagem de dinheiro na Petrobras, entre 2004 e 2012 – com pagamentos acontecendo até 2014.
Costa cumpre prisão em regime domiciliar no Rio de Janeiro. Ele chegou por volta das 9h30 na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba – sede das investigações da Lava-Jato, devendo permanecer em um hotel da capital paranaense durante a semana.
* Ucho.info

terça-feira, 23 de junho de 2015

Relator do TCU:“Não dá mais para passar a mão na cabeça do Governo”.

Relator do Tribunal de Contas de União diz que contas de Dilma tem ilegalidades
O que aconteceu [a decisão do TCU nesta quarta] é histórico”, afirmou ao EL PAÍS o ministro do TCU Augusto Nardes, relator do processo que avalia as contas federais de 2014. O tribunal, historicamente, acabava aprovando com ressalvas quando detectava irregularidades nas contas do Executivo. Formado por indicações do Executivo e Legislativo (dois terços), o papel do TCU é, em tese, controlar as contas públicas de maneira independente, mas ainstância, que também existe nos níveis estadual e municipal, não está alheia a flutuações políticas. Nesta semana, por exemplo, enquanto Dilma Rousseff recebia o inédito pedido de explicações do TCU, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi poupado na avaliação da responsabilidade do Executivo estadual na crise hídrica.
“Não dá mais para passar a mão na cabeça do Governo”, diz o ministro Nardes, para quem a decisão de não aprovar as contas “é uma nova jurisprudência e um novo paradigma para o país”, que teria sido uma “resposta da corte às demandas da sociedade”. “O Estado brasileiro deixa de produzir os produtos que a sociedade espera, e as pessoas tomaram a rua pedindo transporte, saúde e segurança de qualidade”. “Por outro lado”, afirma, o TCU “evoluiu nos últimos anos”, e implantou uma visão de “especialização” do tribunal, que permitiu encontrar as irregularidades.
*Leia mais em http://brasil.elpais.com/brasil/2015/06/18/politica/1434659587_785476.html

Dilma continua a pedalar em 2015. E não só na bicicleta.Quem vai assumir a culpa desta vez?

Por Eduardo Cucolo, na Folha:
Uma das manobras consiste em atrasar o repasse do Tesouro, para os bancos públicos, do dinheiro necessário para pagar benefícios sociais ou financiar investimentos com juros mais baixos. Para manter os desembolsos, os bancos acabam usando seus próprios recursos. O TCU considera que, dessa forma, eles financiaram seu controlador (o governo), o que é proibido pela lei. O tribunal condenou essa e outras práticas ao analisar as contas de 2014 do governo, e exigiu explicação por escrito de Dilma em 30 dias. Se não se der por satisfeito, recomendará ao Congresso que rejeite as contas da presidente, algo inédito e que, se confirmado pelo Legislativo, poderá embasar uma ação de impeachment.
Dívida crescente
Só no primeiro trimestre de 2015, a dívida do governo com a Caixa e o Banco do Brasil cresceu mais de R$ 2 bilhões com o represamento. Com isso, o governo sangra menos o caixa e melhora os indicadores de desempenho do gasto oficial. A dívida do Tesouro com a Caixa, pagadora de programas sociais, e o Banco do Brasil, financiador do crédito agrícola, já chegou a R$ 19 bilhões no fim de março. O Tesouro devia ainda, no final do ano passado, R$ 26,2 bilhões ao BNDES (banco estatal de fomento) para subsidiar empréstimos a programas de investimento. Nesse caso, o dado de 2015 ainda não foi divulgado, mas técnicos do governo afirmam que o valor também cresceu.
Os números levantados pela Folha atualizam os mesmos dados usados pelo TCU para embasar a condenação das “pedaladas” de 2014. O TCU calculou o valor das dívidas com os três bancos e com o FGTS em cerca de R$ 40 bilhões na época da sua auditoria, com números até junho do ano passado. Essa conta já está próxima de R$ 60 bilhões. O valor supera a economia prometida pelo ministro Joaquim Levy (Fazenda) para reduzir a dívida pública, um superavit de R$ 55 bilhões neste ano. O aumento das dívidas neste ano significa que o dinheiro que o governo reservou para ressarcir os bancos não tem sido suficiente sequer para pagar as novas despesas registradas em 2015. Ao atrasar novamente os pagamentos, a Fazenda consegue melhorar o resultado das contas públicas em momento de queda na receita e dificuldade de cortar gastos.
(…)
Por Reinaldo Azevedo

domingo, 21 de junho de 2015

Propina de R$ 30 milhões para Renan. Lindbergh Farias e Luiz Sérgio teriam ficado com R$ 10 milhões cada.

Um golpe perpetrado recentemente contra os fundos de pensão Postalis e Petros começa a ser desvendado pela Polícia Federal. Inquérito sigiloso obtido com exclusividade por ISTOÉ traz os detalhes de um esquema que desviou R$ 100 milhões dos cofres da previdência dos funcionários dos Correios e da Petrobras. Parte do dinheiro, segundo a PF, pode ter irrigado as contas bancárias do presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e do deputado federal e ex-ministro de Dilma, Luiz Sérgio (PT-RJ), atualmente relator da CPI do Petrolão. Prestes a ser enviado ao Supremo Tribunal Federal, devido à citação de autoridades com foro especial, o inquérito traz depoimento de um funcionário do grupo Galileo Educacional, empresa criada pelo grupo criminoso para escoar os recursos dos fundos. Segundo o delator identificado como Reinaldo Souza da Silva, o senador Renan Calheiros teria embolsado R$ 30 milhões da quantia paga, Lindbergh R$ 10 milhões e o deputado Luiz Sérgio, o mesmo valor.
Para desviar os recursos dos fundos de pensão, os acusados, segundo a investigação da PF, montaram o grupo Galileo Educacional a fim de assumir o comando das Universidades Gama Filho e UniverCidade, ambas no Rio de Janeiro, que passavam por dificuldades financeiras. Para fazer dinheiro, o grupo Galileo lançou debêntures que foram adquiridas pelo Postalis e pelo Petros. De acordo com a PF, a operação foi feita apenas por influência política e sem nenhum critério técnico. O dinheiro, em vez de ser aplicado nas universidades, teria sido desviado para um emaranhado de empresas e depois, segundo o delator, remetido a Renan, Lindbergh e Luiz Sérgio. Em pouco menos de um ano, o MEC descredenciou boa parte dos cursos de ambas universidades e os fundos arcaram com o prejuízo.



Nas seis páginas de denúncia, o delator cita, além dos parlamentares, os supostos operadores desses políticos e de seus partidos, imbricados numa rede de empresas de fachada que teriam servido para lavar os recursos dos fundos de pensão. Até agora, PF e Ministério Público já ouviram mais de 20 pessoas, pediram o indiciamento de algumas delas e chegaram a cogitar prisões cautelares e a apreensão de passaportes. “Os envolvidos montaram todo um simulacro com aparato administrativo, financeiro e jurídico para angariar recursos em uma estrutura que não tinha qualquer comprometimento com a proposta educacional”, afirma o delegado Lorenzo Pompilio, que comanda o inquérito. Em relatório encaminhado ao MPF, ele fala em “ciclo criminoso”, considerando a incursão dos acusados nos crimes de peculato, formação de quadrilha e estelionato. Segundo o delegado, as atas de reuniões, assembléias, contratos e outros registros financeiros indicam “ações delineadas e orquestradas a pretexto de desenvolvimento de atividade acadêmica”, mas que tinham o único intuito “captar recursos que desapareceram”.

Sem poder avançar na apuração do núcleo político, além do que já foi descoberto, evitando assim que o processo seja enviado prematuramente ao STF, os investigadores dissecaram a ação de seus operadores. Quem capitaneou o esquema foi o advogado Marcio André Mendes Costa, responsável por criar o grupo Galileo e montar a engenharia para drenar recursos dos fundos de pensão – tudo feito com aparência de legalidade e auxílio de conhecidos executivos do mercado financeiro. Em pouco tempo, Mendes Costa conseguiu acessar os cofres do Postalis e da Petros, assumiu o controle da Universidade Gama Filho e da UniverCidade, instituições tradicionais do Rio de Janeiro.

Toda essa influência não surgiu do nada. Ex-conselheiro da OAB-RJ, o advogado circula com desenvoltura no meio político. Advoga para Furnas e trabalha há anos para a família do ex-senador Wellington Salgado, do PMDB mineiro, antigo aliado de Renan Calheiros. Também é parceiro do peemedebista Hélio Costa. Foi o ex-ministro das Comunicações quem indicou Adilson Florêncio da Costa como diretor financeiro da Postalis. Ao sair, Florêncio da Costa deixou em seu lugar Ricardo Oliveira Azevedo, outro apadrinhado de Renan. Azevedo levou ao comitê financeiro do fundo, em abril de 2011, aproposta de investimento no grupo Galileo. Em seu relatório, ele avalizou o projeto e o negócio acabou aprovado por todos os integrantes. Uma vez concluído o negócio, Florêncio da Costa tornou-se conselheiro da Galileo. Aqui está o que a Polícia Federal definiu como aprovação por influência política, sem critério técnico.


O dinheiro do Postalis, cerca de R$ 80 milhões, foi usado para adquirir 75% do total de debêntures emitidas pelo grupo. O restante foi comprado pela Petros e pelo Banco Mercantil do Brasil, responsável por estruturar a operação. Segundo depoimentos, dentro do banco o negócio foi encaminhado pelo irmão de Mendes Costa, Marcus Vinícius, acionista minoritário do BMB. As debêntures do Galileo tiveram como lastro as mensalidades do curso de medicina da Universidade Gama Filho, que naquele momento já passava por dificuldades financeiras e risco de descredenciamento pelo Ministério da Educação. Comprá-las era uma decisão temerária e só uma gestão política poderia garantir a aplicação milionária num negócio pra lá de suspeito.
Mas os dirigentes dos fundos desconsideraram o risco, assim como se comportaram o banco BNY Mellon, contratado pelo Postalis como administrador dos investimentos, e a consultoria Planner Trustee, agente fiduciária da operação. Ao todo, o Postalis investiu R$ 81,4 milhões em debêntures. Para receber os recursos, Márcio Costa criou a empresa Galileo Gestora de Recebíveis S.A, também controlada por ele. Como se as garantias das mensalidades do curso de medicina já fossem frágeis, o advogado ainda decidiu trocá-las pelas de engenharia mecânica e elétrica – sem avisar ao Postalis. O escândalo veio à tona em 2012 e foi até alvo de uma CPI na Assembléia Legislativa do Rio, mas as investigações foram abafadas. O relatório final da CPI responsabilizou Márcio Costa, sem considerar suas relações políticas e societárias.


Em depoimento à PF, a advogada Beatris Jardim, nomeada por Márcio Costa como diretora financeira, revelou novos nomes que participaram do esquema. Ela disse, quando assumiu o cargo, que já não havia mais o dinheiro das debêntures no caixa. E apontou como verdadeira tesoureira do grupo Aline Cristina Duarte Gonçalves, pessoa de confiança de Costa. “Quando eu perguntava sobre o dinheiro, eles me respondiam com evasivas”, disse Jardim, que já foi indiciada. Outro diretor, Samuel Dionizio entregou à PF extratos bancários que mostram um depósito de pouco mais de R$ 50 milhões do Postalis numa conta vinculada ao recebimento das mensalidades dos alunos. O dinheiro depois foi transferido para outra conta da empresa administradora, sem passar na conta principal da Galileo. Em seguida, os valores “foram pulverizados em uma série de operações com destinação que não pode ser identificada de forma mais clara”. A PF e o Ministério Público, que também atua na investigação, desconfiam que a dinheirama circulou pelas contas das empresas dos sócios do grupo Galileo, depois por outras empresas fantasmas e até doleiros, antes de chegar aos políticos citados.
Uma das empresas que recebeu os recursos pertence, segundo a PF, ao empresário Milton de Oliveira Lyra Filho, conhecido como Miltinho, outro operador importante do esquema. Dono de várias companhias, a maioria de fachada, Lyra Filho é apontado em Brasília como o lobista de Renan. Ligado ao PTB e ao PMDB, o nome de Lyra surgiu na Polícia Federal em 2011 no âmbito da Operação Voucher quando uma empresa sua foi identificada como beneficiária de recursos repassados pelo Ministério do Turismo num convênio com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), uma espécie de ONG. Um ano antes, com aval do PMDB, Miltinho conseguiu que dois cunhados seus comprassem o edifício-sede da Postalis e depois o revendessem, embolsando no negócio mais de R$ 1,2 milhão. Depois da venda, o Postalis passou a pagar aluguel de R$ 139 mil para continuar no mesmo lugar.
A relação com os peemedebistas aproximou Miltinho de Renan Calheiros e os dois passaram a jantar em restaurantes de Brasília. Elementos da investigação da PF sugerem que, por influência do presidente do Congresso, o lobista entrou de cabeça no negócio da Galileo. Figurou primeiramente com 5% no quadro societário do grupo, por meio de sua empresa IDTV Tecnologia e Comunicação. Depois, trocou a IDTV pela Euro America Participações, que funciona no mesmo endereço numa sala no subsolo de uma galeria comercial do Lago Sul em Brasília. Para a Polícia Federal, o fato de Miltinho estar envolvido no esquema é mais um forte indício – além do depoimento do funcionário da Galileo – da participação de Renan Calheiros no esquema. A PF agora quer quebrar o sigilo financeiro dessas companhias. Na Euro América, Miltinho tem como sócio o investidor Arthur Pinheiro Machado. Ele é investigado pelo Ministério da Previdência pois estaria por trás de falcatruas envolvendo R$ 300 milhões do próprio Postalis.


Além de Miltinho, o lobista de Renan, a PF desconfia que o dinheiro do Postalis possa ter ido parar nas contas das empresas de Ricardo Magro, dono da Refinaria de Manguinhos. Ele aparece como diretor do grupo Galileo, apesar de não possuir qualquer afinidade com a área educacional. Magro sempre atuou no setor de combustíveis e responde processo por sonegação de impostos.

Se a presença de Ricardo Magro nos quadros de um grupo educacional chama a atenção da PF, tampouco se pode desprezar a relação com Marcelo Sereno. Ex-assessor do ex-ministro José Dirceu e figura de proa do PT carioca com reconhecida atuação nos fundos de pensão, Sereno candidatou-se a deputado federal no ano passado, mas não foi eleito. É atribuída a ele a estratégia de arrecadação da campanha de Lindbergh Farias para o governo do Estado, que também fracassou. Na mesma chapa, o único que teve sucesso foi o deputado Luiz Sérgio, que saiu fortalecido com a reeleição e assumiu papel importante na Câmara como relator da CPI da Petrobras. Sua função agora é evitar constrangimentos a Lindberg, que já é alvo de investigação no Supremo por suposto envolvimento no Petrolão. Todos são suspeitos de usar dinheiro desviado de contratos da Petrobras para financiar campanhas políticas. Com as descobertas do caso Galileo, MPF e PF acreditam que o mesmo esquema possa ter ocorrido nos desvios do Postalis, da Petros e de outros fundos de pensão.
*Vide Revista IstoÉ

Aloysio Nunes relata episódios que envolveram delegação de senadores na Venezuela.

Cercados pela intolerância.

Comitiva de senadores brasileiros é recebida com violência na Venezuela e reação tímida de Dilma revela a velha conivência petista com a escalada ditatorial do governo Maduro.

Sérgio Pardellas

Entre os legados herdados pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, do antecessor e líder inspirador, Hugo Chávez, certamente o mais deletério deles tenha sido o fim da independência das instituições. Hoje, graças a essa herança perversa, observa-se no País a consolidação da uma nova oligarquia ditatorial comandada por um mandatário centralizador cujo poder se pretende absoluto. Apesar das evidências em contrário, como o cerco e a prisão de opositores ao governo, não raro com o uso de inclemente violência pela polícia oficial, os chavistas fiéis seguidores de Maduro insistem em chamar o regime a que os venezuelanos estão submetidos de democrático.

Na quinta-feira 18, uma comitiva de oito senadores brasileiros desembarcou em Caracas para tentar reconhecer a democracia que Maduro e partidários dizem haver no País. Foram impedidos e testemunharam – não propriamente para a surpresa deles – o inverso do apregoado pelos partidários do presidente venezuelano. Num episódio que pode ser classificado como grave incidente diplomático, o governo de Maduro escancarou a sua veia totalitária. A missão oficial brasileira tinha como objetivo verificar a situação de presos políticos do País, mas ao desembarcar em Caracas os senadores foram recepcionados com violência por dezenas de manifestantes locais, que se aproveitaram do fechamento do trânsito pela polícia de Maduro para fazer um cerco ao ônibus destinado a transportar as autoridades. Insandecidos, gritaram: “Fora, Fora. Chávez não morreu, se multiplicou”. Bateram na lataria do veículo onde se encontravam, além dos senadores, as mulheres de políticos da oposição a Maduro. “Não conseguimos sair do aeroporto. Sitiaram o nosso ônibus, bateram, tentaram quebrá-lo”, contou Ronaldo Caiado, do DEM. “A manifestação foi feita obviamente a serviço do governo venezuelano e colocou em risco a vida dos senadores brasileiros”, fez coro o presidente do PSDB, senador Aécio Neves. Diante da hostilidade, o ônibus regressou ao aeroporto e encontrou o terminal fechado. Ao tentar seguir novamente em direção ao presídio Ramos Verde, em Caracas, onde se encontra Leopoldo Lopez, líder do partido oposicionista Vontade Popular, os brasileiros perceberam que a via permanecia bloqueada. Sitiados, os parlamentares decidiram, então, voltar para casa. Não sem protestos. “Está claríssimo que nos colocaram numa arapuca. Liberaram o avião, mas trancaram o aeroporto”, disse o senador Agripino Maia, presidente do DEM.



O governo venezuelano atribuiu o tráfego intenso à transferência de um preso político, coincidentemente, no exato momento do desembarque da comitiva de senadores em Caracas. Tratou-se de mais uma desculpa esfarrapada apresentada pelos asseclas de Maduro. Em entrevista ao correspondente do jornal Folha de S.Paulo na capital venezuelana, um dos agentes da Polícia Nacional Bolivariana reconheceu haver uma ação orquestrada para impedir a passagem das autoridades brasileiras. “É evidente que é uma sabotagem. Quando vem uma autoridade estrangeira, nós os escoltamos em fluxo, contrafluxo ou em qualquer circunstância”, afirmou, pedindo para não ser identificado, por temer retaliações. O governador do estado de Miranda, Henrique Capriles, responsabilizou Maduro pelo cerco ao ônibus com parlamentares do Brasil. “Que vergonha bloquear a passagem de senadores brasileiros, Maduro”, escreveu Capriles no twitter.
Pressionada por Aécio, pelo presidente da Comissão de Relações Exeriores do Senado, Aloysio Nunes Ferreira, e pelos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a presidente Dilma Rousseff não teve outra alternativa senão chamar o chanceler, Mauro Vieira, para prestar explicações. Na sequência, o Itamaraty lamentou em nota as ações hostis e prometeu cobrar esclarecimentos do governo venezuelano. A reação, como já era esperado, revelou-se tímida. Em graves situações diplomáticas como as vivenciadas na quinta-feira 18, esperava-se da presidente uma atuação mais enérgica. O mínimo que poderia ser feito era o pedido imediato do retorno do embaixador brasileiro na Venezuela. Mas a medida não era sequer cogitada no Planalto até o fechamento desta edição. Na realidade, o governo Dilma tem demonstrado, não é de hoje, conivência com a ascensão ditatorial na Venezuela. Mais do que isso. Há duas semanas, o ex-presidente Lula recebeu o segundo homem do regime chavista, Diosdado Cabello, na sede do Instituto Lula. Presidente da Assembleia Nacional, Cabello é investigado nos EUA por tráfico de drogas, além de ser conhecido pela brutalidade no trato com adversários políticos. Também há duas semanas, durante reuniões da Cúpula de Países da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos e da União Europeia, na Bélgica, Dilma repudiou eventuais sanções ao governo Maduro.

*Foto: CARLOS BECERRA/AFP