sábado, 5 de novembro de 2011

Carlos Lupi subiu no telhado...

Lupi sorri. Mas "...o que dá pra rir dá pra chorar..."
E surge, em mais um fim semana de notícias sobre corrupção no governo Dilma, a informação que existe no Ministério do Trabalho um esquema de extorsão semelhante aos ocorridos no Turismo e no Esporte.
É o que informa a revista Veja neste final de semana. A reportagem de Veja apurou que assessores do ministro Carlos Lupi, vinculados ao PDT (partido que ele preside), são acusados de cobrar propina para liberar pagamentos a ONGs suspeitas de irregularidades. Sempre as ONGs.
A principal acusação partiu do Instituto Êpa, organização do Rio Grande do Norte, que chegou a pedir a intermediação do ministro da Previdência, Garibaldi Alves, para voltar a receber repasses para um programa de qualificação profissional.
Segundo a revista, desde o final do ano passado, o ministério do Trabalho suspende repasses de dinheiro para ONGs quando há sinais de irregularidades. No entanto, quando dirigentes das organizações buscam resolver essas pendências, ouvem de assessores do ministério que há dois caminhos possíveis: deixar o caso com a Controladoria-Geral da União (e correr o risco de ficar definitivamente sem os recursos) ou pagar propina. De acordo com a reportagem, a "planilha de extorsão do PDT" varia de 5% a 15% do valor do contrato.
Lupi bajula Dilma, que o ignora, e agora está na corda bamba.
A Veja cita como participantes do esquema o deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA), então assessor especial do ministro Lupi, Anderson Alexandre dos Santos, coordenador-geral de qualificação, e Marcelo Panella, demitido em agosto após ocupar a função de chefe de gabinete de Lupi por quatro anos. O deputado Rocha confirmou à revista que uma de suas funções era receber representantes de ONGs, mas negou a exigência de propina. "Essas acusações têm o objetivo de prejudicar o ministro", disse. Panella, outro dos acusados, disse à revista que jamais participou de qualquer prática ilegal e que só saiu do governo porque não se adaptou em Brasília e queria voltar para o Rio de Janeiro.

Governo inicia "trabalho" para anistiar mensaleiros no Congresso.

O governo já tenta um movimento, no Congresso,através das bases aliada e alugada, para anistiar os “mensaleiros”.
Dizem os emissários do governo que isto seria uma forma de evitar o constrangimento para o Supremo ao absolvê-los já que, dizem, a maioria dos membros dos Tribunais Superiores são indicados e/ou simpatizantes do governo petista.
"É o que fatalmente acontecerá", afirmam os que percorrem os corredores do Congresso Nacional. É o tal toma lá da cá. O Congresso tem a facção aliada e  "alugada" pela dupla Lula/Dilma. Não será difícil aprovar uma Lei de anistia com alguns "penduricalhos" que agradem a base e os oposicionistas.
O governo tem comprado e alugado a todos que, de uma forma ou outra, possam influir negativamente em suas pretensões.

Breve, com o controle total, não mais comprará...aniquilará!! Simples, assim!

Exército colombiano mata líder máximo das Farc

O líder máximo Farc, Guillermo León Sáenz Vargas, também conhecido como Alfonso Cano em foto Luis Acosta/France Presse
O líder máximo Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Guillermo León Sáenz Vargas, também conhecido como Alfonso Cano, foi morto por tropas do Exército colombiano, anunciou na noite de sexta-feira (4) o governador do departamento de Cauca à rádio local Caracol.
"As forças militares da Colômbia alcançaram um de seus objetivos militares mais importantes", disse o governador Alberto Gonzalez Mosquera, segundo o qual Alfonso Cano "foi abatido precisamente no oeste do departamento" de Cauca.
"Conseguimos confirmar plenamente a morte de Cano. Ainda não sabemos os detalhes de como ocorreu, mas é um fato", confirmou um oficial da inteligência militar.
Cano era o substituto do chefe e fundador das Farc, Manuel Marulanda (Tirofijo), que morreu de ataque do coração em março de 2008.
Em setembro de 2010, Jorge Briceno (Mono Jojoy), número dois das Farc e chefe militar da organização, foi abatido pelos militares.
Fundada em 1964 e hoje com cerca de 8 mil combatentes, as Farc também perderam outros dois dirigentes históricos nos últimos anos: Raul Reyes, morto em um ataque aéreo contra o território do Equador, e Ivan Rios, assassinado por outro rebelde. Os dois integravam o bureau político das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
* Folha.com

TCU acha R$ 2,6 bi em irregularidades em obras públicas

O Tribunal de Contas da União (TCU) informou que irá julgar na manhã de terça-feira o relatório da fiscalização de 230 obras financiadas com dinheiro público analisadas pelo órgão em 2011. Caso aprovadas no julgamento, as correções propostas pelos auditores no Fiscobras 2011 podem gerar uma economia de até R$ 2,6 bilhões aos cofres públicos.
O Fiscobras é um plano de fiscalização anual que verifica a execução de obras financiadas total ou parcialmente por recursos da União. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) determina, desde 1997, que o TCU encaminhe anualmente um relatório ao Congresso com o resultado na análise - as informações irão subsidiar discussões da distribuição de recursos para o próximo ano na Comissão Mista de Orçamento. A seleção dos empreendimentos que serão vistoriados obedece a critérios contidos na LDO, entre eles, o próprio histórico de irregularidades.
As principais irregularidades identificadas em 2011 foram sobrepreço, superfaturamento e projeto básico deficiente. No ano passado, o TCU enviou ao Congresso um relatório com irregularidades em 40 obras. Dessas, 34 foram identificadas com problemas graves que recomendavam a suspensão da execução para evitar dano ao Erário. Atualmente, 13 continuam na mesma situação e foram fiscalizadas novamente este ano.
*Agência Brasil

Porque hoje é Sábado, uma bela mulher.

 A bela modelo brasileira Emanuela de Paula

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Mentir demais...

Frase colhida na internet:

"MENTIR DEMAIS PODE CAUSAR CÂNCER NA LARINGE"
Xiiiiiiiiiiiiiiii!!!!

DEM pedirá impeachment do governador do DF

O Democratas anunciou nesta quinta-feira (3) que vai protocolar na próxima segunda (7) pedido de impeachment do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), na Câmara Legislativa.
Segundo o presidente do DEM-DF, Alberto Fraga, o pedido será feito com base em denúncias do suposto envolvimento de Agnelo Queiroz em um esquema de desvio de verbas no Ministério do Esporte no período em que ele comandou a pasta.
*Sandro Lima,no G1, em Brasília

A asquerosa campanha contra a indignação de um povo.

É asquerosa a campanha que setores da imprensa, correntes na Internet e políticos da oposição e da situação começaram a fazer contra o povo brasileiro. Considerar uma ofensa a Lula a sugestão de que recorra ao SUS, ainda que não tenha obrigação nenhuma de fazê-lo, é admitir que o serviço é, então, ruim e que, por isso, está muito abaixo daquilo que o ex-presidente merece. Definitivamente, incorpora-se à mentalidade brasileira a idéia de que o país tem uma aristocracia que não pode estar submetida às mesmas regras e condições do homem comum. Pela enésima vez: o petista tem o direito de se tratar onde quiser e de comprar o serviço que seu dinheiro puder pagar. Não está obrigado a recorrer ao serviço público. Mas considerar a sugestão um “ataque”? Não dá! Ou é vigarice ou é covardia.
Como diria o Apedeuta, falo isso “de cátedra”. Meu pai se tratou de câncer no SUS. Peço vênia aos petistas, ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e agora ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) — solidários com Lula contra “o ataque” que não houve —, mas eu, de fato, não considero que o ex-presidente ou os senhores políticos sejam moralmente superiores ao meu pai e estejam imunes à simples sugestão de que recorram ao serviço público de saúde.
Tenham mais respeito com o povo! Meu pai era um homem digno, ora essa! ESSA REAÇÃO OBSCURANTISTA E DISCRIMINATÓRIA SÓ NOS DIZ QUE VAI DEMORAR MUITO, TALVEZ A ETERNIDADE, PARA QUE O PAÍS SE TORNE REALMENTE UMA REPÚBLICA. Pior: no que diz respeito ao tratamento de câncer e ao SUS, as coisas se embaralham. Por quê?
Conversei com médicos da área, alguns ligados à saúde pública. Eles me dizem que, uma vez diagnosticada a doença e depois que o paciente consegue chegar a um centro de referência de combate ao câncer — seja público, seja uma fundação, seja um ente privado conveniado —, o tratamento costuma ser digno. O do meu pai foi. Não parece ter-lhe faltado nada do que era tecnicamente desejável, já lá se vão 15 anos desde o diagnóstico — infelizmente, ele morreu em 2000.
A maior dificuldade não está no tratamento, mas no fechamento do diagnóstico. Aí, sim, o calvário é grande. Marcar a primeira consulta demora uma eternidade, outra até que se consigam fazer os exames de imagem, depois há a necessidade da biópsia, e lá se vai mais um tempão… Quando o paciente finalmente chega à fase dos procedimentos, já pode ser tarde. Com o resultado da biópsia na mão — e falo daquele que foi, para todos os efeitos, o chefe do SUS por oito anos —, Lula poderia ser tratado com dignidade no sistema. Entenderam onde está o busílis? É na capilaridade do sistema.
Política
Mas eu não vim aqui para falar sobre saúde, não! O meu principal interesse continua a ser a política. Nesse particular, vivemos realmente dias excepcionais, no sentido mesmo da palavra: de exceção! Até agora, não vi ninguém com coragem de chamar as coisas por seu nome: “Olhem aqui, Lula não vai para o SUS porque aquilo não é pra ele”. Em vez disso, políticos e jornalistas preferem fantasiar.
Na Folha de ontem, o colunista Ricardo Melo fez um raciocínio realmente fabuloso. Escreve:
“Entre os que acusam Lula de falar uma coisa e de fazer outra ao tratar o câncer no hospital Sírio-Libanês, existe uma parcela imensa que simplesmente destila ódios partidários, preconceitos ideológicos e ressentimentos pessoais. Não houve pesquisa a respeito, até porque essa turma adora a sombra do anonimato. Caso tivesse acontecido, provavelmente veríamos que a grande maioria está bem de vida. No íntimo, protestam por considerar Lula representante daquela gente diferenciada destinada a definhar em macas ao relento, longe do conforto de quartos individuais.”
Ricardo Melo não só “intui” qual é o perfil das pessoas como ainda conhece o seu íntimo. É o colunista onisciente. E, nota-se, é um profundo conhecedor da alma daqueles de quem discorda. É o tipo de debate que ele, Melo, vai ganhar sempre porque, na sua imaginação, seu adversário dirá sempre uma boçalidade facilmente contestável. Quem, em sã consciência, consideraria o hoje milionário Lula um representante da “gente diferenciada destinada a definhar nas macas”? Notem: essas pessoas, que ele caracteriza como adversárias do PT, são más, são perversas, são insinceras, querem que Lula morra. Mas ele admite haver um outro grupo. Leiam.
“Mas há também quem, de forma sincera, embora confusa, externe uma frustração legítima. Muitos são eleitores que, ao votar no PT e conduzir um metalúrgico à Presidência, esperavam mudanças radicais após anos de descaso de gestões tucanas e assemelhadas diante da tragédia da saúde pública. Como qualquer cidadão civilizado, torcem pela recuperação de Lula, adoram que o ex-presidente seja bem tratado, mas se incomodam quando outros tantos são privados das mesmas atenções.”
Ah, agora entendi, Ricardo Melo. Se é um eleitor de Lula a achar que ele deve se tratar no SUS, então aí é coisa de gente sincera, bem-intencionada, embora “confusa”. Perceberam? Para Melo, não é a opinião em si que conta, mas quem a emite. Um petista que reclame de Lula no hospital de rico quer é Sírio-Libanês para todo mundo; já um antilulista quer o hospital só para si. Petistas, ou esquerdistas, têm, como a gente vê, o monopólio da bondade, da virtude e da caridade. Foi assim que a esquerda matou milhões de pessoas e ainda reivindica para si a herança do humanismo. Suas intenções sempre foram boas… Para não deixar passar: o autor fica desafiado a provar que a saúde pública, sob a gestão tucana, foi marcada por “anos de descaso”. É simplesmente mentira! Nota à margem: em seu texto, ele prefere não confrontar Lula com suas próprias palavras quando o assunto é saúde pública.
Foi ao ponto
Talvez Ricardo Melo não tenha clareza de quão esclarecedor foi seu texto. Desde o começo, eu andava desconfiado de que setores da imprensa e da vida pública estavam empenhados em deslegitimar e invalidar a opinião de amplas camadas da sociedade, como se fossem seres destituídos do direito de se expressar porque essencialmente egoístas, maus, preconceituosos. A mensagem do texto é uma só: os que estão com Lula têm o direito de criticá-lo, ainda que isso possa ser um erro. Os que não estão são apenas portadores da má fé.
São dias bicudos. A torcida pelo insucesso de qualquer doente amesquinha a alma do torcedor — e eu sei do que são capazes os feios, sujos e malvados. Fujam disso! Mas não abram mão, em razão de constrangimento de qualquer natureza, de dar uma resposta à manipulação.  Já sabemos que “eles” têm o monopólio da virtude, do bem e da caridade. No ritmo em que vão alguns oposicionistas oficialistas, logo os petistas terão também o monopólio da política. Deixemos claro a uns e a outros como pensam os homens livres. A agenda vencida dos dois grupos não interessa.
Lula pode pagar um hospital que meu pai não podia. Que colha os melhores frutos e se cure! Mas, caso viesse a se deitar na mesma cama em que meu pai deitou um dia, estaria no leito antes ocupado por um homem decente. Não lhe seria uma ofensa, mas uma honra — para quem se deixa honrar pelos honrados.
Parem de atacar o povo brasileiro, senhores colunistas e políticos da situação e da oposição! O SUS não foi feito para humilhar ninguém, especialmente o povo, que sustenta o circo.
*Texto por Reinaldo Azevedo

As ações do governo FHC que mudaram o Brasil para melhor

Fernando Henrique Cardoso
Listamos abaixo as 80 medidas do governo FHC que mudaram o Brasil. Para ter mais detalhes sobre cada uma delas leia na íntegra o documento SEMEANDO O FUTURO: 80 Medidas Estruturantes do Governo FHC, extraído do site do Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC).
1. Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte/SIMPLES (Lei 9.317/1996)
2. Modernização dos Portos, complementando a Lei 8.630/1993 com a Lei 9.719/1998
3. Lei de Concessão dos Serviços Públicos (Lei 8.987/1995),
4. Quebra do monopólio estatal na exploração do petróleo e criação da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Derivados/ANP, para regular e fiscalizar a concorrência no setor (Lei 9478/1997).
5. Abertura da exploração dos serviços públicos de telecomunicações ao capital privado (EC 8/1995)
6. Privatização de empresas estatais, destacando-se a Cia Vale do Rio Doce e a Telebrás, livrando-as da inoperância econômica devido ao empreguismo e fisiologismo político, permitindo sua modernização.
7. Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro Nacional/ PROER (MP 1.179/1995)
8. Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000)
9. Conselho de Controle de Atividades Financeiras/COAF (lei 9613/1998)
10. Renegociação da Dívida Externa, a partir da securitização (abril/1994), alongando o perfil de pagamentos em função da estabilidade da economia trazida pelo Plano Real.
11. Participação de capital estrangeiro nas empresas de comunicação (lei 10610/2002),regulamentando o § 4o do art. 222 da Constituição, restringindo-o a 30% do capital das empresas.
12. Regime de Câmbio Flutuante (Comunicado BACEN 6.565/1999)
13. Programa de Recuperação Fiscal/REFIS (Lei 9964/2000)
14. Combate ao tabagismo e suas danosas consequências à saúde pública, proibindo publicidade na TV e rádio (lei 9294/1996).
15. Prioridade ao Programa Saúde da Família/PSF (1994)
16. Programa de Prevenção e Controle da AIDS (Lei 9313/1996)
17. Viabilização da produção e do comércio dos medicamentos genéricos (Lei 9787/99)
18. Programa Saúde da Mulher, incluindo o Programa Nacional de Combate ao Câncer do Colo Uterino (Portaria MS 3040/1998).
19. Emenda Constitucional 29, fixando percentuais mínimos do orçamento a serem investidos em saúde.
20. Lei de Diretrizes e Bases da Educação/LDB (1996)
21. Criação do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Lei Complementar 111/2001)
22. Início dos programas de transferência de renda, que somados atingiram dispêndios de 3% do PIB, com 6,5 milhões de famílias beneficiadas (2002): a) Programa Bolsa Escola (Lei 10.219/2001) b) Programa Bolsa Alimentação (MP 2.206/2001) c) Programa Auxílio-Gás (2001) d) Programa de Erradicação do Trabalho Infantil/PETI (1996)
23. Criação do Exame Nacional do Ensino Médio/ENEM (1998)
24. Criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério/FUNDEF (Lei 9424/1996)
25. Criação do Exame Nacional de Cursos/PROVÃO (lei 9131/1995)
26. Parâmetros Curriculares Nacionais (1997)
27. Programa de Financiamento Estudantil/ FIES (1999)
28. Regulamentação (lei 1605/1995) do Fundo Nacional de Assistência Social/LOAS (lei 8.742/1993)
29. Reforma da Previdência Social (EC 20/1988 e Lei 9.876/1999)
30. Regulamentação da aposentadoria rural plena (lei 9032/1995)
31. Regulamentação do Regime de Previdência Complementar (LC 109/2001)
32. Política Nacional do Idoso (Lei 8842/1994)
33. Proteção e Promoção das Pessoas com Deficiência (Decreto 3298/1999), seguido da Lei de Acessibilidade (lei 10.098/2000)
34. Programa Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Degradante (1995)
35. Comissão de Conciliação Prévia (Lei 9.958/2000)
36. Regularização das comunidades quilombolas (nov/1995)
37. Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar/PRONAF (1996)
38. Programa Luz no Campo (2000/2002)
39. Programa de Revitalização das Cooperativas/RECOOP (MP 1.715/1998)
40. Criação dos Bancos Cooperativos (Resolução BACEN 2.193/1995)
41. Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (MODERFROTA), instituído pelo CMN e normatizado pelo BACEN (Resolução
2.699/2000)
42. Lei de Proteção de Cultivares (Lei 9456/1997)
43. Criação da Cédula do Produto Rural/CPR (Lei 8929/94)
44. Construção dos Complexos Industriais e Portuários do Pecém (1995/2002)
45. Sistema de Vigilância da Amazônia/SIVAM (inaugurado em 2002)
46. Gasoduto Bolívia-Brasil (1997/1999)
47. Prodetur NE II (complemento ao Prodetur I, com recursos do BID)
48. Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998)
49. Criação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza/SNUC (Lei 9.985/2000)
50. Elevação de 50% para 80% a área de Reserva Legal das propriedades rurais situadas na Amazônia Legal (MP 1511/1996)
51. Estabelecimento da Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei 9.433/1997), com criação da Agência Nacional de Águas/ANA
52. Programa de Irrigação e Drenagem, direcionado ao semiárido nordestino, acrescentando (1995-2000)
53. Criação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança/CTNBio (Lei 8.974/1995)
54. Principal proponente e articulador junto à ONU para aprovação do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)
55. Política de recuperação do poder de compra do Salário Mínimo,incluindo o estabelecimento de pisos salariais nos Estados (LC 103/2000)
56. Projeto Alvorada (Decreto 3.769/2001), reforçando e integrando ações governamentais nas áreas de educação, saúde, saneamento, emprego e renda, com foco nos municípios com IDH abaixo de 0,500; instituídos o Cadastro Único dos Programas Sociais do Governo Federal e os Cartões Magnéticos (em 2002 todos os cartões foram unificados no Cartão Único) para pagamento dos Programas de Transferência de Renda.
57. Criação da Rede INFOSEG
58. Comissão de Ética Pública (Decreto 26/05/1999), vinculada diretamente ao Presidente da República
59. Corregedoria Geral da União/CGU (MP 2.143/2001 e Decreto 4177/2002), atualmente intitulada Controladoria Geral da União
60. Criação do Ministério da Defesa (LC 97/1999)
61. Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9503/1997)
62. Agência Nacional do Cinema/ANCINE (MP 2228-1/2001)
63. Programa de Geração de Emprego e Renda/PROGER para as atividades rurais e agroindustriais (Res CODEFAT 89/1995)
64. Implementação da Advocacia Geral da União/AGU (Lei 9028/1995)
65. Lei da Arbitragem (lei 9307/1996)
66. Definição dos crimes de tortura (Lei 9455/1997)
67. Criação da Agência Brasileira de Inteligência/ABIN (Lei 9893/1999)
68. Endosso brasileiro ao Tratado sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares (Decreto 2864/1998).
69. Lei da Propriedade Industrial (lei 9279/1996)
70. Programa de Computador (Lei 9609/1998), protegendo a propriedade intelectual de programa de computador, por 50 anos, normatizando sua comercialização.
71. Criação das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público/OSCIP (lei 9790/1999)
72. Estatuto da Cidade (lei 10257/2001)
73. Consolidação dos direitos autorais (Lei 9610/1998)
74. Lei de proteção da concorrência e contra o abuso econômico, com transformação do CADE em Autarquia (Lei 8884/1994)
75. Criação do Serviço de Radiodifusão Comunitária (lei 9612/1998)
76. Lei Pelé (Lei 9615/1998)
77. Novo Código Civil (Lei 10406/2002)
78. Política Nacional de Educação Ambiental (Lei 9795/1999)
79. Combate à Biopirataria (MP 2052/2000)
80. Modernização da gestão pública, com o Programa de Desburocratização, seguido do Programa Desenvolvimento de Gerentes e Servidores (PPA/2000-2003)

Perdura a tensão na fronteira Equador/Colombia

Duas centenas de militares equatorianos foram mobilizados a regiões fronteiriças com a Colômbia para reforçar as ações do Exército destinadas a evitar a infiltração de grupos ilegais colombianos, informou nesta quinta-feira o jornal El Universo, citando uma autoridade militar.
Os oficiais formam dois contingentes da Força Aérea Equatoriana (FAE), cada um com cem oficiais, e foram deslocados às províncias de Sucumbíos (norte) e Esmeraldas (sobre a costa do Pacífico), disse o chefe do Exército na região fronteiriça, general Wagner Bravo, ao jornal.
"Estamos mobilizando um apoio às operações terrestres lideradas pelo Exército", disse Bravo sobre a unidade mobilizada em Sucumbíos e que desde a terça-feira tem como base permanente um batalhão na cidade de Lago Agrio.
Uma das missões deste grupo será controlar os acessos clandestinos da fronteira, de cerca de 700 km, ao longo da qual operam a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), grupos de narcotraficantes e contrabandistas, segundo as autoridades.
Bravo, chefe do Comando Operacional Número Um Norte, descartou que a mobilização dos oficiais signifique uma militarização dessa região.
"Não estamos militarizando a fronteira, estamos dando importância à situação que se vive no lado fronteiriço (...), infelizmente, a Colômbia tem um problema, e não queremos que este atinja o Equador, por isso, estamos colocando os elementos necessários", afirmou o oficial.
Em agosto passado, o ministério equatoriano do Interior anunciou a construção de um posto policial de controle migratório no cais de San Lorenzo (Esmeraldas) para regular o fluxo de pessoas a partir da Colômbia.
O Equador mobilizou cerca de 13 mil militares em sua fronteira norte, segundo as autoridades.
O presidente Rafael Correa decidiu reforçar a presença militar nessa região após o bombardeio colombiano contra uma base clandestina das Farc em Sucumbíos em 1 de março de 2008, que matou 25 pessoas, entre elas o número dois do grupo rebelde, Raúl Reyes.
O incidente derivou na ruptura das relações entre os dois países durante 21 meses.

Tramita na câmara projeto que anistia mensaleiros.

BRASÍLIA - O projeto que anistia os deputados cassados pela Câmara no escândalo do mensalão, descoberto em 2005, foi incluído na pauta da reunião da próxima quarta-feira da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a principal comissão da Casa. O presidente do colegiado e responsável por definir a pauta é o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), um dos réus no processo sobre o tema que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
Foto:Dida Sampaio/AE
Um dos réus do processo do mensalão, João Paulo Cunha (PT) foi absolvido pelos colegas em 2006
A proposta polêmica é de autoria do ex-deputado Ernandes Amorim (PTB-RO) e beneficiaria José Dirceu (PT-SP), Roberto Jefferson (PTB-RJ) e Pedro Corrêa (PP-SP) - os três foram cassados e também são réus no processo do STF. Se aprovada a anistia, eles poderiam disputar a eleição. A cassação os privou dos direitos políticos por oito anos.
Amorim argumenta na justificativa do projeto que a Câmara absolveu a maioria dos deputados citados no esquema o que, na visão dele, tornaria injusta a manutenção da punição somente aos três cassados.
"Não se justifica a manutenção da pena de inelegibilidade apenas para os três parlamentares cassados em plenário, designados arbitrariamente para expiar a culpa de grande parte dos parlamentares", diz o autor.
O projeto tramita de forma conjunta com outra proposta, de autoria de Neilton Mulim (PP-RJ), que sugere exatamente o contrário. O projeto do deputado fluminense proíbe "a concessão de anistia aos agentes públicos que perderam a função pública em decorrência de atos antiéticos, imorais ou de improbidade". Por ambos tratarem do mesmo tema, ainda que com visões opostas, eles estão apensados.
Por tramitarem conjuntamente, quando no início deste ano Mulim pediu o desarquivamento de seu projeto o que trata da anistia aos mensaleiros também voltou a tramitar. Ambos agora estão prontos para entrar na pauta da CCJ.
Recuo: Na quinta-feira, 3, à noite, após ser questionado pelo Estado, João Paulo disse que determinaria que o projeto fosse retirado da pauta.
*Eduardo Bresciani, de O Estado de S.Paulo

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Hugo Chávez de saias?

A presidente Cristina Kirchner se reelege com vitória histórica e inaugura uma nova coalizão política na Argentina. Sem oposição já que tem maioria esmagadora no novo Congresso, ameaça alterar a constituição para possibilitar nova reeleição.
Centralizadora e impulsiva, muitos chegam a vislumbrar, sua hegemonia avassaladora como um risco a democracia argentina.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O carrasco e o SUS.

"A Cada dia morre centenas de brasileiros e o pior é que o carrasco foi eleito pelo povo."
José Gabriel Vieira Ramalho, Itaboraí-SC

Projeto do governo alivia pena de criminosos que "lavam dinheiro".

Delegados da Polícia Federal protestam contra a redução da pena máxima para o crime de lavagem de dinheiro - de 18 anos para 10 anos de prisão -, conforme define o Projeto de Lei 3443 aprovado pela Câmara. Eles reclamam de outro ponto que reputam vital no combate ao crime organizado: bens que a PF confisca de empresários, doleiros e servidores envolvidos em fraudes e desvio de recursos da União serão destinados "ao moroso processo de leilão que poderá sofrer uma série de medidas judiciais de atraso".
Lavagem de dinheiro é recurso usual que organizações criminosas adotam para ocultar e dissimular propriedades e valores ilicitamente obtidos. Por meio de offshores, principalmente, e laranjas, remetem fortunas para paraísos fiscais, o que dificulta o rastreamento e a repatriação.
"Causou estranheza o argumento do governo de que foi obrigado a ceder para aprovar o projeto", adverte Bolivar Steinmetz, presidente da Associação Nacional dos Delegados da PF. "A quem interessava limitar a ação da polícia e do Ministério Público? Com certeza não é o cidadão de bem, pois este sequer sabe como se procede à lavagem de ativos."

Não se perturbem!

Não se perturbem áqueles que se irritam e se esperneam em razão das críticas à mordomia do Lula - o apedeuta - no Sírio-Libanês ( o mais caro Hospital do Brasil ).
O povo protesta porque não tem o mesmo tratamento dado ao apedeuta. Só isso. Se um ou outro se excede é normal, embora reprovável.
Ele, seus asseclas e prepostos, políticos ou não, se excedem muito mais ao deixar o povo morrer nas filas do SUS.
Todos desejamos que o apedeuta se cure rápido e volte a mentir, caluniar, injuriar e patrocinar o maior desvio de verbas públicas já ocorrido no país.
2012 vem aí e elle estará pronto para afrontar às leis, à justiça e a coerência.
Não se preocupem...ELLE voltará SÃO E CÍNICO.

Sonho petista é realidade na Venezuela

Chávez estuprou a justiça
Leopoldo López é o primeiro inscrito nas prévias que devem escolher o candidato da oposição nas eleições presidenciais da Venezuela em outubro de 2012.
López vive uma situação absurda: pode concorrer à eleição, mas se ganhar não leva porque uma decisão administrativa do governo de Hugo Chávez o considerou inabilitado para exercer cargo público.
A Suprema Corte venezuelana confirmou o absurdo, ignorando uma decisão da Corte Intermaricana de Direitos Humanos.
Para ter ideia de onde foi parar a justiça sob Chávez, sugiro a leitura desta entrevista de Blanca Mármol, defensora pública junto ao Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela.
A doutora Mármol cita um dado chocante: dos 2.000 magistrados de carreira que o país tinha, sobram 20. Os outros foram afastados, sob vários pretextos, e substituídos por juízes temporários, nomeados sem concurso.
Os juízes têm medo de demissão, ou coisa pior. A juíza Maria Lourdes Afiuni está presa há dois anos por causa de uma decisão favorável a um desafeto de Chávez.
A independência do poder Judiciário foi para o vinagre. Isso é o regime que Lula e seus companheiros consideram um exemplo de democracia.
Os democratas venezuelanos precisam da solidariedade dos democratas brasileiros para dar a volta por cima no ano que vem. O governo e o Congresso brasileiro precisam assumir a defesa da Carta Intermericana de Direitos Humanos, que Chávez está rasgando.
* Texto por Eduardo Graeff

Marta desiste e Haddad será candidato do PT à Prefeitura de São Paulo

Foto: Daniel Teixeira - AE
Enxotada por Lula e Dilma, Marta entrega os pontos e desiste em prol de Haddad
SÃO PAULO, BRASÍLIA e CANNES - Em ação conjunta com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff pediu na segunda-feira, 31, à senadora Marta Suplicy (PT-SP) que abandone sua pré-candidatura à Prefeitura da capital paulista na eleição de 2012. A ação abre caminho para chancelar o ministro Fernando Haddad (Educação) como o candidato do PT na disputa.
O encontro entre Marta e Dilma, e o respectivo pedido de desistência, foram divulgados pela própria Presidência da República em ato acertado com a senadora. O apelo feito por Dilma faz parte do roteiro combinado com Marta, que anuncia na quinta-feira, 3, em São Paulo a desistência da pré-candidatura à Prefeitura.
Acuada no PT pela operação de Lula a favor de Haddad, a ex-prefeita paulistana ficou sem respaldo interno para dar continuidade ao projeto de disputar prévias, marcadas para novembro.
O convite da Presidência a Marta para a conversa foi feito na segunda-feira. A reunião entre as duas acabou ocorrendo horas depois, no Aeroporto de Congonhas, dentro do avião presidencial. Depois do encontro, Dilma visitou Lula num hospital da capital, onde ele deu início a tratamento de saúde, e relatou a conversa ao ex-presidente. À noite, embarcou para Cannes, onde participa de reunião do G-20.
"Dilma fez um apelo, afinada com o presidente Lula, para que Marta desista da candidatura", divulgou na terça-feira, 1º, em Cannes, a ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas.
Lula e Dilma já haviam conversado sobre a necessidade de buscar uma saída para Marta durante viagem para Manaus, no último dia 24. Embora tenha boa inserção na base do PT e lidere as pesquisas de intenção de voto, Marta amarga um isolamento gradual entre os parlamentares e dirigentes do partido desde que perdeu a eleição para a Prefeitura paulistana em 2008.
A situação piorou com a operação de Lula pró-Haddad, que culminou no apoio de 60% do partido à pré-candidatura do ministro. As prévias tornaram-se, então, uma operação de risco para a ex-prefeita, e o lema no PT foi buscar uma "saída honrosa".
* Texto por Julia Duailibi, Vera Rosa e Andrei Netto, no Estadão 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Tirano Sírio pede arrego.

Bashar al-Assad deu rara entrevista ao jornal britânico Sunday Telegraph no domingo


"A Síria é o centro desta região. É a fratura geológica, e se você brinca com o chão, você vai provocar um terremoto", disse Assad ao jornal.
"Qualquer problema na Síria queimará toda a região. Se o plano [do Ocidente] é dividir a Síria, isso é dividir a região inteira. Você quer ver mais um Afeganistão, ou dezenas de 'Afeganistões'?"
Apelo
As Nações Unidas voltaram a fazer um apelo neste final de semana pelo fim da repressão na Síria e por reformas profundas. Pelo menos 50 civis e integrantes das forças de segurança do país morreram no sábado, segundo fontes de ambos os lados.
Ativistas dizem que 21 civis morreram em um bombardeio no distrito histórico de Homs, na região central do país. Já o governo afirmou que 20 soldados morreram em Homs, e outros 10 integrantes das forças de segurança foram mortos em uma emboscada na província de Idlib.
Mais de 3 mil pessoas morreram nos confrontos entre governo e manifestantes desde março, quando começou uma série de protestos no país.
Ao Sunday Telegraph, Assad disse prever que os países ocidentais "vão aumentar a pressão [contra o seu governo], definitivamente".
O presidente sírio reconheceu que foram cometidos "muitos erros" pelas suas forças de segurança no começo dos protestos, mas ele afirma que agora "apenas terroristas" estão sendo atacados.
Assad também disse que não seguiu o mesmo rumo tomado por outros líderes da região diante da Primavera Árabe.
"Nós não seguimos o rumo do governo teimoso. Seis dias depois [do início dos protestos], eu dei início a reformas", afirmou Assad.
O presidente sírio descreveu as manifestações na região como uma "batalha entre o islamismo e o pan-arabismo".
"Nós estamos lutando contra a irmandade muçulmana desde os anos 50, e nós ainda estamos lutando contra eles", afirmou Assad.
A Liga Árabe disse no sábado que enviou uma "mensagem urgente" ao regime sírio de que a "matança contínua de civis" em protestos contra o governo precisa acabar.
O presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse em entrevista publicada neste domingo que uma intervenção de potências ocidentais no seu país provocaria um "terremoto" em todo o Oriente Médio.
Em rara entrevista ao jornal britânico Sunday Telegraph, Assad disse que uma eventual ação ocidental poderia transformar a Síria em um "novo Afeganistão", em referência ao país que foi invadido por tropas lideradas pelos Estados Unidos e segue em conflito uma década depois da ocupação.

Para Lula tudo. Para o povo nada!

Já curada, a Presidente parece dar as costas para o pobre canceroso...
Só para ricos – Em 2006, quando se preparava para a campanha pela reeleição, o então presidente Luiz Inácio da Silva acionou o seu messianismo de camelô e garantiu que a saúde pública brasileira estava a um passo da perfeição. Uma monumental inverdade, pois passados mais de quatro anos da mitômana declaração pessoas comuns continuam morrendo nas filas dos hospitais.
Meses após sua irresponsável afirmação, Lula preferiu creditar o fiasco de suas palavras à extinção da malfadada CPMF, que caiu no palavrório popular como “o imposto do cheque” e que pode retornar em breve rebatizado como Contribuição Social para a Saúde. Enquanto isso não acontece, o Palácio do Planalto conta com sua tropa de choque para barrar no Congresso nacional a Emenda 29, que destina à Saúde mais recursos do Estado como um todo.
Para provar que a saúde pública continua freqüentando o universo do caos, não sem antes mostrar que Lula da Silva não tem condições de cobrar um centavo por qualquer palestra, o Ministério da Saúde decidiu dificultar a vida dos pacientes com câncer.
*Ucho.info
Uma das grande revelações do jornalismo brasileiro, a competente Patrícia Rizzo, da Rádio Jovem Pan, noticiou na segunda-feira (14) que a rede pública de saúde já não disponibiliza aos pacientes que fazem tratamento contra linfoma o medicamento Mabthera, cujo nome comercial é Rituximab. De acordo com a jornalista da principal emissora de rádio do País, “muitos pacientes de São Paulo com linfoma do tipo B tiveram o tratamento com o medicamento Mabthera interrompido porque o remédio, antes disponibilizado pela Secretaria de Estado da Saúde de SP, passou a ser fornecido pelo Ministério da Saúde, que mudou os critérios para o seu recebimento”.
Acontece que sem o mencionado medicamento, o tratamento contra o linfoma B, o mesmo que teve a presidente Dilma Rousseff, perde parte de sua eficácia ao se restringir apenas às sessões de quimioterapia. O custo mensal do tratamento com o Mabthera é de R$ 40 mil, valor que dezenas de milhões de brasileiros sequer sonham em conseguir ao longo da vida.
Se Luiz Inácio da Silva é um contumaz no universo da mitomania, a sua sucessora, Dilma Rousseff tem o dever, como ex-paciente de linfoma, de disponibilizar o Mabthera a qualquer brasileiro que enfrente essa doença que compromete o sistema de defesas do organismo. Eis o momento para a presidente Dilma transformar em realidade uma de suas tantas promessas de campanha.
Com a palavra, a presidente Dilma Rousseff e o ministro Alexandre Padilha, da Saúde.
*Ucho.info

Troglodita​s fascistóid​es interrompe​m reportagem de Monalisa Perrone.

A jornalista Monalisa Perrone, da TV Globo, foi brutalmente interrompida, na porta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por dois cretinos quando fazia uma reportagem sobre a saúde do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 Ela tinha acabado de entrar ao vivo, no Jornal Hoje. 
Seria só a manifestação demencial de dois idiotas?
Não exatamente.
Há, hoje, sobretudo na Internet, ex-jornalistas sustentados por dinheiro público — patrocinados pelo governo federal ou por estatais — que incentivam esse tipo de manifestação.
Inventam teorias as mais estapafúrdias para acusar os grandes veículos de comunicação de conspirar contra o governo, o petismo, Lula, Dilma, sei lá o quê…
Alguns idiotas caem na conversa.
 Basta a gente ver o que vai pela rede.
Mal sabem que alguns pançudos estão sendo regiamente pagos, ou por órgãos oficiais ou pela concorrência, para promover esse clima de pega-pra-capar.
Aqueles caras não estavam lá por acaso.
O vídeo está aqui.
 Volto em seguida.
Por que promover?

 “Ah, Reinaldo, por que promover os caras?” Porque eles podem ser identificados e responder judicialmente pelo que fizeram.
Um deles, aquele cuja cara é mais evidente, informa “O Dia” Online, é Thiago de Carvalho Cunha, que já participou de outras manifestações “contra a mídia”.
É coisa de fascistas, que querem impedir na base do grito e da intimidação, o livre exercício do jornalismo.
 E a Globo, obviamente, é um dos alvos.
Eis um bom momento para a reflexão.
Um ator contratado da emissora, diga-se, vive fazendo proselitismo “contra a mídia” nos blogs que servem a essa escória, estimulando justamente esse clima.
Pertence, na prática, a essa cadeia.
  É aquele que, no domingo, concedeu uma entrevista à CBN, do grupo Globo, para falar mentiras sobre o meu blog.
Como é mesmo? “Cría cuervos y te sacarán los ojos”…
Comentários
 Deixo claro que não publicarei comentários que flertem com esse tipo de comportamento — nem remotamente.
E também não aceitarei críticas na linha “Bem feito!
Quem manda a Globo etc e tal…?”
Nada disso!
Nós somos aqueles que repudiam a incivilidade.
Ponto!
Qualquer comentário que se volte contra as vítimas ajuda os fascistas.
*Por Reinaldo Azevedo 

Vivemos numa República bufa

Em 1899 um velho militante, desiludido com os rumos do regime, escreveu que a República não tinha sido proclamada naquele mesmo ano, mas somente anunciada. Dez anos depois continuava aguardando a materialização do seu sonho. Era um otimista. Mais de cem anos depois, o que temos é uma República em frangalhos, destroçada.
Constituições, códigos, leis, decretos, um emaranhado legal caótico. Mas nada consegue regular o bom funcionamento da democracia brasileira. Ética, moralidade, competência, eficiência, compromisso público simplesmente desapareceram. Temos um amontoado de políticos vorazes, saqueadores do erário. A impunidade acabou transformando alguns deles em referências morais, por mais estranho que pareça. Um conhecido político, símbolo da corrupção, do roubo de dinheiro público, do desvio de milhões e milhões de reais, chegou a comemorar recentemente, com muita pompa, o seu aniversário cercado pelas mais altas autoridades da República.
Vivemos uma época do vale-tudo. Desapareceram os homens públicos. Foram substituídos pelos políticos profissionais. Todos querem enriquecer a qualquer preço. E rapidamente. Não importam os meios. Garantidos pela impunidade, sabem que se forem apanhados têm sempre uma banca de advogados, regiamente pagos, para livrá-los de alguma condenação.
São anos marcados pela hipocrisia. Não há mais ideologia. Longe disso. A disputa política é pelo poder, que tudo pode e no qual nada é proibido. Pois os poderosos exercem o controle do Estado - controle no sentido mais amplo e autocrático possível. Feio não é violar a lei, mas perder uma eleição, estar distante do governo.
O Brasil de hoje é uma sociedade invertebrada. Amorfa, passiva, sem capacidade de reação, por mínima que seja. Não há mais distinção. O panorama político foi ficando cinzento, dificultando identificar as diferenças. Partidos, ações administrativas, programas partidários são meras fantasias, sem significados e facilmente substituíveis. O prazo de validade de uma aliança política, de um projeto de governo, é sempre muito curto. O aliado de hoje é facilmente transformado no adversário de amanhã, tudo porque o que os unia era meramente o espólio do poder.
Neste universo sombrio, somente os áulicos - e são tantos - é que podem estar satisfeitos. São os modernos bobos da corte. Devem sempre alegrar e divertir os poderosos, ser servis, educados e gentis. E não é de bom tom dizer que o rei está nu. Sobrevivem sempre elogiando e encontrando qualidades onde só há o vazio.
Mas a realidade acaba se impondo. Nenhum dos três Poderes consegue funcionar com um mínimo de eficiência. E republicanismo. Todos estão marcados pelo filhotismo, pela corrupção e incompetência. E nas três esferas: municipal, estadual e federal. O País conseguiu desmoralizar até novidades como as formas alternativas de trabalho social, as organizações não governamentais (ONGs). E mais: os Tribunais de Contas, que deveriam vigiar a aplicação do dinheiro público, são instrumentos de corrupção. E não faltam exemplos nos Estados, até mesmo nos mais importantes. A lista dos desmazelos é enorme e faltariam linhas e mais linhas para descrevê-los.
A política nacional tem a seriedade das chanchadas da Atlântida. Com a diferença de que ninguém tem o talento de um Oscarito ou de um Grande Otelo.
Os nossos políticos, em sua maioria, são canastrões, representam mal, muito mal, o papel de estadistas. Seriam, no máximo, meros figurantes em Nem Sansão nem Dalila. Grande parte deles não tem ideias próprias. Porém se acham em alta conta.
Um deles anunciou, com muita antecedência, que faria um importante pronunciamento no Senado. Seria o seu primeiro discurso. Pelo apresentado, é bom que seja o último. Deu a entender que era uma espécie de Winston Churchill das montanhas. Não era, nunca foi. Estava mais para ator de comédia pastelão. Agora prometeu ficar em silêncio. Fez bem, é mais prudente. Como diziam os antigos, quem não tem nada a dizer deve ficar calado.
Resta rir. Quem acompanha pela televisão as sessões do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e as entrevistas dos membros do Poder Executivo sabe o que estou dizendo.
O quadro é desolador.
Alguns mal sabem falar.
É difícil - muito difícil mesmo, sem exagero - entender do que estão tratando.
Em certos momentos parecem fazer parte de alguma sociedade secreta, pois nós - pobres cidadãos - temos dificuldade de compreender algumas decisões.
Mas não se esquecem do ritualismo. Se não há seriedade no trato dos assuntos públicos, eles tentam manter as aparências, mesmo que nada republicanas.
O STF tem funcionários somente para colocar as capas nos ministros (são chamados de "capinhas") e outros para puxar a cadeira, nas sessões públicas, quando alguma excelência tem de se sentar para trabalhar.
Vivemos numa República bufa. A constatação não é feita com satisfação, muito pelo contrário. Basta ler o Estadão todo santo dia. As notícias são desesperadoras. A falta de compostura virou grife. Com o perdão da expressão, mas parece que quanto mais canalha, melhor. Os corruptos já não ficam envergonhados. Buscam até justificativa histórica para privilégios. O leitor deve se lembrar do símbolo maior da oligarquia nacional - e que exerce o domínio absoluto do seu Estado, uma verdadeira capitania familiar - proclamando aos quatro ventos seu "direito" de se deslocar em veículos aéreos mesmo em atividade privada.
Certa vez, Gregório de Matos Guerra iniciou um poema com o conhecido "Triste Bahia". Bem, como ninguém lê mais o Boca do Inferno, posso escrever (como se fosse meu): triste Brasil. Pouco depois, o grande poeta baiano continuou: "Pobre te vejo a ti". É a melhor síntese do nosso país.
* Texto de A República destroçada de Marco Antonio Villa - O Estado de S.Paulo

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Tribunais de Contas são comandados por suspeitos em ações

Reduto de ex-políticos semiaposentados, Tribunais de Contas dos Estados são presididos por suspeitos envolvidos em operações da Polícia Federal e réus em processos que tramitam na Justiça, informa reportagem de Felipe Bächtold e Cíntia Acayaba, publicada neste domingo pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Três presidentes desses órgãos de fiscalização tiveram que deixar seus cargos nos últimos meses por suspeitas de irregularidades. Em ao menos sete Estados, o atual comando do órgão também é alvo de questionamentos.
A Procuradoria-Geral da República assinou há duas semanas o pedido de afastamento do presidente do TCE do Rio de Janeiro, Jonas Lopes de Carvalho, ao denunciá-lo por suspeita de envolvimento em irregularidades apuradas na Operação Pasárgada, da PF.
A cúpula do TCE de Minas também foi alvo de suspeitas na mesma operação. Uma autorização do Superior Tribunal de Justiça permitiu à polícia ouvir o presidente Antônio Carlos de Andrada e outros membros. A investigação ainda não está concluída.

Presidente do PSDB prefere o confronto com aliados do que apaziguar e unir o partido

O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), decidiu emitir uma nota oficial para responder às críticas à direção do partido feitas pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (SP, na foto) no Twitter.
Na nota, segundo o blog apurou, Guerra dirá que "respeita" Aloysio, mas rebaterá ponto a ponto as acusações.
O presidente dirá que o próprio Aloysio participou de uma reunião da bancada do Senado em que a reestruturação da comunicação do partido foi apresentada.
Segundo Guerra, em dez dias haverá uma nova reunião da Executiva para anunciar outras mudanças.
Serão criadas três secretarias novas, para cuidar das áreas econômica, social e ambiental.
As críticas de Aloysio são atribuídas por partidários de Guerra e do senador Aécio Neves à insatisfação do ex-governador José Serra, a quem o senador é ligado, com as mudanças implementadas no partido.
Outra das cobranças, de recadastramento de militantes, já estaria sendo colocada em curso, segundo a nota que Guerra vai emitir.
"Dessa forma, sem trabalhar direito hoje, sem formular propostas, sem organizar o partido, sem uma oposição firme agora, 2014 já era", disse Aloysio, em um de uma série de posts no microblog.
Não é a primeira vez que Aloysio usa a rede social para se queixar do partido. Há cerca de um mês, ele protestou de ele e Serra terem sido excluídos da propaganda em São Paulo. (Folha.com)
COMENTO: Aloysio Nunes é um quadro respeitável, inteligente, correto e um homem qie pode colaborar na luta da oposição, a exemplo de Álvaro Dias.
O Deputado Sergio Guerra, agindo desta forma, parte para o confronto com aliados em detrimento de apaziguar e unir o partido que preside.
Parece que Sergio Guerra quer afugentar do partido seus melhores quadros. Sob a égide de Guerra o PSDB só sucumbiu e se transformou, exceto por raras exceções , em um partido que simbolizou a letargia na última eleição.
Se Guerra quer se arvorar no direito de ser o coveiro do PSDB, boa sorte! Mas antes de sair, até porque terá que fazê-lo sob o risco de ficar sózinho, de braços dados com o Aécio - o amiguinho de Lula/Dilma - deverá ao menos agir, finalmente, de forma correta: apagando a luz.
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Por quê roubam os comunistas?

Ernesto Guevara Lynch de la Serna - o Che - argentino de Rosário, chamado pelos próprios companheiros de "El Chancho" - o porco-, porque não gostava de tomar banho e, como diziam, "tinha cheiro de rim fervido", ao túmulo foi sem as duas mãos, amputadas em Cuba por exigência de "prova" da então URSS, perante a qual caiu no descrédito, e suas mãos foram entregues, por Juan Coronel Quiroga, à Embaixada de Cuba em Moscou.
Médico frustrado, motociclista barbeiro, fracassando no Banco Central e no Ministério da Indústria cubanos, Fidel queria livrar-se dele - que sempre ficou na "retaguarda" de batalha -, e sua ferocidade, mesmo, apareceu por inteiro na fortaleza de "La Cabana", onde executava friamente (sempre de charuto fumegante na boca) os que ele entendia como "burgueses" da pátria que não era a dele. Depois, fracassou no Congo, onde aliou-se a Laurent Kabila - que derrubou Mobuto sem o auxílio dele e depois assassinado em 2001, não sem antes matar cerca 3 milhões de compatriotas -. Na Bolívia, onde a população camponesa pobre recusou-o, embrenhou-se nas montanhas, desmoralizado e isolado - nem mesmo os poucos que ficaram no esconderijo com ele obedeciam-no -; quando cercado, o covarde que matou friamente a tantos - inclusive um menino de 15 anos, perante a desesperada mãe -, implorou pela vida, dizendo: " Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto". Foi preso maltrapilho, doente, raquítico, sujo - como sempre - , com ataques da asma crônica, em uma grota nos confins bolivianos. Depois de morto, deram-lhe um banho e, então a foto ganhou o mundo colocando-o às alturas do Nazareno, pelos imbecis de então. A foto "hipnótica" - tirada por Alberto Korda durante um funeral em Cuba -, que enfeitou camisas por este planeta sem juízo ( o MST ainda as confecciona), inclusive o ombro direito do "cheirador" Maradona, o lado esquerdo do abdomen do Mike Tyson e até calcinhas de biquini da Gisele Bundchen! Apenas dois anos mais novo que Fidel, se foi aos 39 anos, sem ter feito - nem merecido - algo de útil como homem, pai, administrador, embaixador, etc. Um infeliz, "sedento de sangue" (como ele próprio dizia), que se tornou um "mito" para os idiotas, imbecis e medíocres, abundantes no planeta e, principalmente, nesta infelicitada América "Latrina" - Brasil no meio._"professor Benê".
Ocorre para alguns abundantes no planeta que os revolucionários eram bonzinhos, e que a revolução socialista se perdeu por culpa dos homens.
Partindo deste pressuposto, chega-se então à conclusão segundo a qual o socialismo não é para seres humanos, mas para anjos e santos, como Che Guevara e como agora querem alguns abundantes no planeta que Gaddafi se torne um "mito" Santificado.
*Texto por Plínio Sgarbi, por e-mail, via resistência democrática

Fofocas no Planalto Central

Ricardo Teixeira e Blatter se distanciam. O governo torce pelo divórcio.
Corre a informação de bastidores, em Brasília, que o governo brasileiro tenta desestabilizar Ricardo Teixeira junto à FIFA.
Fofocas mil são levadas ao conhecimento do presidente Joseph Blatter, inclusive dando conta de seu trabalho para alcançar a presidencia da FIFA derrubando Blatter  e seu grupo.
As relações entre Teixeira e Blatter já estão bastante estremecidas. Mas Blatter precisa da CBF (leia-se Ricardo Teixeira) em razão da Copa e da grana que já começa rolar em função do evento.
Numa reunião que teve com Dilma Rousseff há três semanas em Bruxelas, Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, traçou planos para "detonar" Ricardo Teixeira, e teria recebido o apoio da presidenta.
A Fifa quer se aproximar de Dilma e forjar uma imagem positiva da entidade no Brasil, minimizando todo e qualquer ato da CBF e creditando méritos ao Governo Federal.
É uma faca de dois gumes. Enfraquecer a CBF, agora, visando atingir Ricardo Teixeira, pode prejudicar o futebol brasileiro, a entidade e o esporte no país.
O novo Ministro do Esporte Aldo Rebelo já foi adversário ferrenho de Ricardo Teixeira, mas depois se entenderam e se aproximaram durante o governo de Luiz Inácio.
Dizem, que ultimamente, após o episódio da indicação de Ana Arraes para o TCU, cargo almejado por Aldo, Ricardo Teixeira teria "trabalhado" em prol da candidatura de Ana o que gerou uma nova, digamos, "animosidade" entre os dois.

domingo, 30 de outubro de 2011

O governador de Brasília teria ajudado um PM a fraudar provas para se defender

(Foto: Carlos Silva/Esp. CB/D.A Press)
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Diálogos gravados pela polícia (acima) sugerem que ele ajudou João Dias a forjar provas para acobertar desvios no Ministério do Esporte.
Orlando Silva perdeu o cargo de ministro do Esporte, na semana passada, abalado por denúncias de desvio de dinheiro.
 Seu substituto, Aldo Rebelo, também do PCdoB, recebeu do Palácio do Planalto a missão de moralizar a pasta. Para a Justiça, no entanto, a questão é outra.
Nos próximos dias, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) receberá um processo com nove volumes e quatro apensos, que corre na 10ª Vara Federal, em Brasília.
As informações, a que ÉPOCA teve acesso, mostram que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), antecessor de Silva, é suspeito de ter se beneficiado das fraudes.
O conjunto contém gravações, dados fiscais e bancários, perícias contábeis e relatórios de investigação. As peças da ação penal vistas por ÉPOCA incluem o relatório nº 45/2010, que contém os diálogos captados em interceptações telefônicas, com autorização judicial, feitas entre 25 de fevereiro e 11 de março do ano passado. As conversas mostram uma frenética movimentação de Agnelo Queiroz e do policial militar João Dias para se defender em um processo. Diretor de duas ONGs, Dias obteve R$ 2,9 milhões do programa Segundo Tempo para ministrar atividades esportivas a alunos de escolas públicas. Nas conversas, Dias quer ajuda para acobertar desvios de conduta e de dinheiro público. Ele busca documentos e notas fiscais para compor sua defesa em uma ação cível pública movida pelo Ministério Público Federal. O MPF cobra de Dias a devolução aos cofres públicos de R$ 3,2 milhões, em valores atualizados, desviados do Ministério do Esporte.
Foto: Igo estrela/ÉPOCA e Dida Sampaio/AE
Em outro diálogo (no topo, à esq), João Dias deixa recado para Agnelo: o prazo para arrumar documentos para sua defesa estava no final.
O professor Roldão de Lima (foto maior) é acusado de ter fornecido documentos para a defesa de João Dias (acima, à esq.). O encontro entre eles foi filmado pela polícia. Acima, à direita, carros pertencentes ao policial militar. Entre eles está um Camar
 Foto: Igo estrela/ÉPOCA e Dida Sampaio/AE
Personagem da crônica política de Brasília, João Dias ajudou, com suas declarações, a derrubar Orlando Silva na semana passada. Dias nem precisou apresentar provas de que Silva teria recebido pacotes de dinheiro na garagem do ministério. Suas acusações levaram à sexta baixa no primeiro escalão da equipe da presidente Dilma Rousseff. O pretexto para a demissão foi a abertura, na terça-feira, de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar a acusação de Dias e denúncias de que o Ministério do Esporte se transformara num centro de arrecadação de dinheiro para o PCdoB. Com a queda de Orlando Silva, o foco se transfere para o governador Agnelo Queiroz, contra quem existem suspeitas ainda mais consistentes.
 Os principais interlocutores nas conversas gravadas pela polícia são João Dias, Agnelo Queiroz, o advogado Michael de Farias (defensor do policial) e o professor Roldão Sales de Lima, então diretor da regional de ensino de Sobradinho – cidade-satélite de Brasília onde atuavam as duas ONGs de João Dias. Era com Lima que Dias tratava do cadastro das crianças carentes que deveriam ser beneficiadas pelo programa Segundo Tempo. Na ação cível há um dado impressionante: as ONGs de João Dias receberam recursos para fornecer lanches para 10 mil crianças. Mas só atenderam, de forma precária, 160.
Pressionado pelo Ministério Público, Dias foi à luta para amealhar elementos capazes de justificar tamanho disparate. Às 12h36 do dia 4 de março de 2010, ele telefonou para Agnelo Queiroz, então diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Dias pediu a Agnelo para “dar um toque” em Lima e reforçar seu pedido de ajuda ao professor. Dias queria que Lima fornecesse documentos para sua defesa. Na gravação, ele avisa que vai marcar um encontro entre Agnelo e Lima, para que esse pedido seja feito pessoalmente. Menos de uma hora depois, Dias, que estava num restaurante com Lima, telefonou novamente a Agnelo. Entregou o celular para Lima falar com ele. De acordo com a transcrição dos diálogos, feita por peritos do Instituto de Criminalística do Distrito Federal, Agnelo diz a Lima que precisa de sua ajuda. Afirma que vai combinar com João Dias para os três conversarem, porque Roldão (Lima) “é peça-chave neste projeto”.
Qual seria o projeto? Segundo a investigação da polícia, trata-se de apresentar uma defesa à Justiça Federal capaz de livrar Dias da cobrança milionária. Pouco antes das 13 horas do dia 9 de março, o advogado Michael de Farias disse a Dias para ficar tranquilo, que tudo estaria pronto para ser entregue à Justiça três dias depois. Só faltaria, disse Michael, “agilizar a questão do Roldão (Lima)”. Na gravação, Michael afirma que eles “já vão confeccionar os documentos só para o Roldão assinar, já vai tudo pronto”. Dias diz que dessa forma fica melhor e, em seguida, liga para Agnelo e marca um encontro para uma conversa rápida e urgente. Cerca de duas horas depois, Dias volta a telefonar a Agnelo e adia o encontro.
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No final da tarde do dia 9, Dias falou com Lima. O professor Lima disse que ficou até de madrugada numa reunião em que foram fechadas “as planilhas, os projetos”. De acordo com a polícia, Lima estava no escritório do advogado Michael. No dia seguinte à tarde,
 Michael disse a Dias que já havia “confeccionado a defesa e as cartas de Roldão (Lima)”. Até aquele momento, Lima não assinara nada. À noite, Dias ligou para dois celulares de Agnelo e deixou o mesmo recado nas secretárias eletrônicas: “O prazo máximo para apresentar a defesa é sexta-feira, preciso muito de sua ajuda”. Às 20h22, Dias finalmente consegue falar com Agnelo e avisa “que sexta-feira tem de apresentar o negócio lá”.
A polícia descobriu, pelas conversas grampeadas, onde Lima se encontraria com Dias para entregar os documentos a ser incorporados a sua defesa. O encontro ocorreu no Eixo Rodoviário Norte, uma das principais avenidas de Brasília, no começo da tarde da sexta-feira 12 de março. Dias parou seu Ford Fusion e ligou o pisca-alerta. Em seguida, Lima parou seu Fiat Strada atrás e entrou no automóvel de Dias. Eles não sabiam, mas tudo era fotografado por agentes da Divisão de Combate ao Crime Organizado da Polícia Civil do Distrito Federal. As imagens mostram que Lima carregava uma pasta laranja ao entrar no carro de Dias. Saiu do veículo sem ela. Três horas depois, os advogados de Dias entregaram sua defesa na Justiça Federal.
 De nada adiantou todo esse esforço. Um laudo da PF constatou que havia documentos “inidôneos” na papelada apresentada pela defesa de Dias. Três semanas depois, ele e outras quatro pessoas foram presas por causa de fraudes e desvio de dinheiro público no Ministério do Esporte. Mesmo com todas as evidências registradas nas gravações de suas conversas, Dias nega ter recorrido a Agnelo para ajudá-lo em sua defesa. O professor Lima afirma que, nas conversas por telefone e nos encontros com Dias, só falava de política. Mas admite que, “num dos encontros, João Dias me passou o telefone para conversar com Agnelo”. Lima afirma não se lembrar da pasta laranja entregue no encontro.
 As gravações telefônicas revelam também uma intimidade entre Agnelo Queiroz e João Dias, que os dois hoje insistem em esconder. A relação entre os dois envolveu a intensa participação do PM na campanha de Agnelo para o governo do Distrito Federal no ano passado. Eles afirmam que estiveram juntos apenas nas eleições de 2006, quando Agnelo concorreu ao Senado, e Dias a uma cadeira na Câmara Legislativa – ambos pelo PCdoB. Os diálogos em poder da Justiça mostram outra realidade. No dia 4 de março de 2010, Dias perguntou a Agnelo como estavam os preparativos para o dia 21 de março, data em que o PT de Brasília escolheria seu candidato ao governo. Agnelo disse que estavam bem, seus adversários estavam desesperados. Em resposta, Dias afirmou que ele e o major da PM Cirlândio Martins dos Santos trabalhavam para sua candidatura nas prévias do PT em várias cidades-satélite de Brasília. Na disputa, Agnelo derrotou Geraldo Magela, hoje secretário de Habitação do Distrito Federal.
Em um encontro filmado pela polícia, João Dias recebeu uma pasta do professor Lima. Logo depois, entregou sua defesa 
Em outra gravação, Dias informa Agnelo sobre o resultado de uma pesquisa eleitoral em que ele ultrapassara o ex-governador Joaquim Roriz. ÉPOCA ouviu de integrantes da campanha de Agnelo que, mesmo depois de sua prisão, Dias teve papel importante nas eleições. A campanha de Weslian Roriz – mulher de Roriz, que o substituiu na disputa – mostrou na TV um dos delatores do envolvimento de Agnelo nas fraudes no Ministério do Esporte. Isso teve impacto na campanha do ex-ministro. Quem deu a solução foi Dias: com poder de persuasão, ele convenceu uma tia da testemunha a desqualificar seu depoimento na televisão. Mais tarde, a tia foi agraciada com um emprego no governo. No novo governo, Dias foi beneficiado. Indicou seu melhor amigo, Manoel Tavares, para a presidência da Corretora BRB, o banco do governo do Distrito Federal.
 O governador e ex-ministro Agnelo Queiroz respondeu por escrito a 13 perguntas feitas por ÉPOCA. Ele afirma que o inquérito da Polícia Civil é montado. “O inquérito foi uma tentativa de produção de um dossiê para inviabilizar a (minha) candidatura”, diz Agnelo. “A origem do inquérito infelizmente foi direcionada por uma parte da Polícia Civil, ainda contaminada pelas forças políticas do passado. Uma farsa.” Agnelo diz que ele e João Dias eram “militantes da mesma agremiação partidária, ambiente em que surge o conhecimento” e que é “fantasiosa” a afirmação de que acolheu “indicação de João Dias para cargos no governo”.