sábado, 19 de novembro de 2011

A semana...


A semana teve pancadaria no Líbano, tiros na Venezuela, risos nos EUA e festa na Itália. Mas aqui no Brasil, a presidente Dilma Rousseff chorou em evento público. E não foi pelos casos de suspeita de corrupção de seu ministro Carlos Lupi (Trabalho) nem de seu aliado político Agnelo Queiroz (governador do DF). No resto, a favela da Rocinha foi recuperada pela polícia, mas a namorada do traficante Nem continua desaparecida.

O ministro que pode tudo?

Carlos Lupi recebeu dinheiro público indevidamente, ficou com ele durante dois anos e, descoberto, devolveu sem juros, multa ou correção monetária. Será que o governo do PT poderia fazer a mesma coisa com todos os pobres devedores de impostos? Perdoar a multa do Imposto de Renda, por exemplo?
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, pediu à Controladoria Geral da União (CGU) para analisar as diárias recebidas por ele durante viagem ao Maranhão na qual realizou atividades partidárias e se deslocou em uma aeronave providenciada por um diretor de ONG com contrato no Ministério. O ministro decidiu devolver os R$ 1.736,90 recebidos, mas vai querer o dinheiro de volta se a CGU entender posteriormente que o pagamento foi regular. Segundo a assessoria da pasta, Lupi recebeu diárias em três dos quatro dias da viagem: sexta-feira, sábado e segunda-feira. A viagem aconteceu de 11 a 14 de dezembro de 2009. Em parte do trajeto, o ministro andou em um avião King Air da empresa Aerotec. A aeronave foi providenciada pelo diretor da ONG Pró-Cerrado, Adair Meira, que tem contratos com o Ministério. O ministro afirma que coube ao seu partido, o PDT, o aluguel do avião, mas o diretório do Maranhão já negou ter feito o pagamento.(Folha Poder)

Por que hoje é sábado, uma bela mulher!

A bela atriz Grazi Massafera

Dilma já passou do tempo de exonerar Lupi.


A presidente Dilma Rousseff perdeu dois consecutivos "momentos ótimos" para demitir o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. 
O primeiro foi na quarta-feira da semana passada, quando, atingido pela denúncia de que assessores diretos seus chantagearam ONGs conveniadas com a pasta, o ministro afrontou a autoridade da presidente.
"Duvido que a Dilma me tire, ela me conhece muito bem", desafiou.
"Para me tirar, só abatido à bala."
A segunda ocasião surgiu quando ele tentou consertar a fanfarronada da antevéspera com uma tirada cafajeste, que não há de ter passado em branco para alguém, como a sua chefe, atenta para o que se convencionou chamar sexismo.
"Presidente Dilma, desculpe se eu fui agressivo", apelou. "Eu te amo."
No trato com os subordinados, ela é conhecida por ser fulminante no gatilho.
Na remoção de membros de sua equipe afogados em escândalos, porém, só parece agir quando percebe, na vigésima quinta hora, que a inação ameaça se transformar em desmoralização.
Perto disso, o eventual benefício de se guardar de problemas com as legendas dos ministros desmascarados e, conforme o caso, com o seu patrono Lula não compensa o custo do desgaste diante da opinião pública.
Assim foi com Alfredo Nascimento, titular dos Transportes, do PR; Wagner Rossi, da Agricultura, e Pedro Novais, do Turismo, ambos do PMDB; e Orlando Silva, do Esporte (PC do B).
Só foi diferente com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que caiu não por corrupção, mas por incontinência verbal.
(O primeiro a cair, o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, ainda não era ministro quando fez a fortuna escondida que o levaria ao pelourinho.)
É verdade que, apesar de ir a reboque da imprensa na descoberta das falcatruas, primeiro, e de esperar demais, depois, para tirar das denúncias as suas inevitáveis consequências, Dilma tem sido recompensada pela aprovação nas pesquisas.
Mas se algo desgasta a sua imagem de presidente despachada não é a sempre citada relação sem precedentes entre o seu tempo de casa e o número de auxiliares demitidos.
É a sua convivência com o malcheiroso interregno entre a crise aberta com a exposição das maracutaias ministeriais e o seu costumeiro desfecho.
Em nenhuma das situações mencionadas apareceu um "fato novo" que jogasse a favor dos ministros encalacrados.
O normal é o contrário - e não está sendo diferente com o bravateiro Lupi.
Desde que, no começo do mês, a revista Veja revelou o esquema da suspensão dos repasses a ONGs contratadas pelo Trabalho e sua reativação mediante pagamento de pedágio, vieram à luz, entre outras coisas, o aparelhamento da pasta pelo PDT do ministro, em Brasília e nos Estados; o favorecimento de correligionários nos convênios para treinamento de pessoal; o acúmulo de irregularidades nesses negócios; o aval à criação de sindicatos patronais fantasmas, ou seja, que não representam nenhum setor de atividade; e, por fim, a prova do contubérnio do ministro com o dono de uma ONG beneficiada com R$ 13,9 milhões em contratos. Há uma semana, no mesmo depoimento à Câmara dos Deputados em que declarou seu "amor" pela presidente, Lupi negou que conhecesse o empresário Adair Meira, da ONG Pró-Cerrado, e que tivessem viajado juntos pelo Maranhão a bordo de um King Air alugado por ele.
Fez também chegar a negativa ao Planalto.
Desmentido por outra reportagem da Veja, por imagens que o mostram desembarcando do táxi aéreo seguido pelo empresário e pela confirmação dele ao Estado de que viajara com Lupi "num trecho" do Maranhão em dezembro de 2009, o ministro se tornou para Dilma o que ela permitiu que se tornasse ao mantê-lo na Esplanada: um fator de desmoralização.
Não resiste a um sopro o argumento de que, fadado a cair na reforma do Gabinete prevista para o início do ano, a sobrevida do mentiroso por um punhado de meses seria "administrável" pela presidente sem danos adicionais.
Sim, Lupi manda e desmanda no PDT, de que é presidente licenciado apenas no papel, o que dificultaria mais uma substituição de um correligionário por outro.
Ainda assim, Dilma tem de se livrar dele, a que custo for. Tentar varrer a crise para debaixo do tapete será pior - para ela e o seu governo.
*O Estado de S.Paulo

Comissão do passado

"Isso não tem importância nenhuma... já faz parte do passado."
Resposta de Carlos Franklin Paixão de Araújo, companheiro de Dilma, à jornalista que perguntou onde, afinal, teria ficado o dinheiro roubado do cofre de Ademar de Barros. Artigo "As armas e os varões" na revista Piauí (Revista Piauí)
Ontem foi sancionada a lei que cria a Comissão da Verdade e a lei de Acesso a Informações Públicas. O maior interesse da presidente é apurar as violações de direitos ocorridas entre 1946 e 1988, e esclarecer fatos da repressão militar.
Como a maior parte do povo brasileiro nem se interessa pelo vem acontecendo agora, vai se interessar muito menos em pesquisar qualquer coisa que tenha ocorrido antes. Portanto, tal comissão tem interesse pouco... 'coletivo', diríamos assim.
Por uma questão de lógica, haveria duas alternativas para nossa presidente. A primeira: seguir o exemplo de seu companheiro de assalto ao cofre e ver o passado como assunto que já passou, deixando prá lá maiores esclarecimentos sobre o destino do dinheiro, por sua pouca importância. A segunda seria chamar seu companheiro e, junto com ele, nos informar para onde foi, afinal, o fruto do assalto, fato que estaria diretamente ligado a esse mistério 'financeiro'. 

A consolidaç​ão do nazismo na USP

No dia 27 de fevereiro de 1933, o Reichstag, sede do parlamento alemão, foi incendiado sob circunstâncias misteriosas. Esse evento marcou o início do recrudescimento do governo alemão, que, desde o dia 30 de janeiro daquele ano, tinha Adolf Hitler como chanceler. A radicalização da atuação dos nacional-socialistas -- sobretudo através de sua tropa de choque, a Sturmabtleing (SA) -- conduziu à supressão progressiva das liberdades políticas e ao aumento da perseguição às vozes dissonantes. Em 2 de agosto de 1934, o presidente alemão, Paul Von Hindenburg, faleceu. Ao arrepio da Constituição de Weimar, que estabelecia eleições para o cargo, a chancelaria alemã declarou a vacância do cargo e transferiu os poderes da presidência a Adolf Hitler como Führer und Reichskanzler (“líder e chanceler”).
Quando, há alguns dias, escrevemos aqui sobre o caráter inegavelmente nazista -- modus operandi e modus pensandi perfeitamente análogos ao que se viu na Alemanha dos anos 1930 -- das invasões da USP, não estava sendo utilizada uma hipérbole descabida na busca de um efeito sensacionalista puramente retórico. Ontem, dia 17 de novembro, a verificação empírica do espírito nazista do “movimento estudantil” da Universidade de São Paulo finalmente mostrou-se de modo horrendamente apoteótico. A assembléia estudantil uspiana reunida ontem decidiu, dentre outras coisas, o adiamento das eleições do DCE para 2012 sem definição de data para o pleito. Essa decisão foi tomada de maneira ilegítima, contra o que está claramente disposto no próprio Estatuto do DCE da USP (grifos nossos):
Artigo 15° – Compete à Assembléia Geral   Universitária:
1. Reconhecer os seus respectivos membros;
2.   Discutir e votar as propostas apresentadas.
Parágrafo único – no   que se refere às eleições da diretoria do Diretório Central dos Estudantes   Livre “Alexandre Vannuchi Leme”, compete ao CCA [Conselho de Centros   Acadêmicos], e não à Assembléia Geral Universitária, suas   deliberações.
[...]
Artigo 19º – Compete ao   CCA:
1. Encaminhar conjuntamente com a diretoria as deliberações do   Congresso dos Estudantes da USP e da Assembléia Geral Universitária;
2.   Deliberar acerca de teses, moções e propostas, desde que não conflitantes com   as deliberações do Congresso e da Assembléia Geral Universitária;
3.   Privativamente (privativo ao CCA), convocar as eleições, aprovar o Regimento   Eleitoral, analisar e julgar recursos do pleito eleitoral e dar posse à chapa   eleita para a diretoria do Diretório Central dos Estudantes Livre “Alexandre   Vannucchi Leme”;
4. Convocar a Assembléia Geral   Universitária;
5. Reconhecer as deliberações do Conselho de Assistência   Estudantil.
Em qualquer lugar do mundo, só há uma palavra para descrever essa manobra política: GOLPE. A justificativa dada por Thiago Aguiar, membro da atual gestão do DCE da USP -- que, coincidentemente, é controlada pelo PSOL --, é que “não há um clima de normalidade para se fazer as eleições”. Ironicamente (ou não), essa foi a mesma justificativa dada pelo então chanceler Adolf Hitler para a progressiva eliminação dos concorrentes políticos dentro da Alemanha após o incêndio do Reichstag.

A única chapa a se declarar contra esse golpe orquestrado pela esquerdalha da universidade foi a Reação USP, chapa do movimento Liberdade USP. Todas as outras chapas, ligadas aos mais delirantes setores da extrema-esquerda tupiniquim -- LER-QI (Liga Estratégica Revolucionária - Quarta Internacional), MNN (Movimento Negação da Negação), PCO (Partido da Causa Operária), POR (Partido Operário Revolucionário) e que tais --, foram cúmplices do covarde assassinato da verdadeira democracia universitária.
A atual gestão do DCE da USP, bem como todos os movimentos que apoiaram o golpe orquestrado, representam o que há mais de pútrido e pusilânime não apenas no “movimento estudantil”, mas na própria sociedade como um todo. Seus métodos tirânicos e intolerantes são a versão pós-moderna do que os nazistas promoveram na Alemanha. Diante dessa situação vergonhosa, o Diretório Central dos Estudantes Livre “Alexandre Vannucchi Leme” provou que deveria passar a se chamar Diretório Central dos Estudantes Nacional-Socialista “Adolf Hitler”.
*Por Juventude Conservadora da UnB

Governo faz, com nosso dinheiro, estádios para particulares.

A Folha publicou reportagem (íntegra para assinantes) inquietante sobre o funcionamento de algumas PPPs para construção de estádios para a Copa do Mundo. Leiam trechos, voltamos em seguida:
Dinheiro público sustenta parcerias em   estádios da Copa – Apesar de presença do setor privado, verba dos governos   supera 60% dos orçamentos das arenas em BA, CE e PE – Procuradoria afirma que   modelo das PPPs foi desvirtuado porque a verba deveria sair das empresas   interessadas – O dinheiro público está bancando mais de 60% das obras de   estádios da Copa-2014 erguidos com as PPPs (parcerias   público-privadas). O grupo do Ministério Público Federal que acompanha a   preparação do evento diz que isso desvirtua o modelo, no qual o setor privado   financia e executa determinada obra ou serviço em troca do direito de   concessão. No caso mais grave, o setor público se comprometeu com 80% do   orçamento da reconstrução do estádio da Fonte Nova, em Salvador (…)   Mesmo tendo optado pela PPP, os governos de Bahia, Ceará e Pernambuco   receberam um financiamento total de R$ 1 bilhão do BNDES para erguer arenas   que vão custar, juntas, R$ 1,76 bilhão. O banco de fomento da União ainda   analisa pedidos para as arenas de Minas Gerais e do Rio Grande do Norte. Bahia   e Ceará contraíram empréstimos para repassar o dinheiro às parceiras   privadas. Pernambuco vai usar a maior parte da verba para ressarcir o que foi   investido (…) Segundo a procuradora, caberia ao empreendedor privado buscar o   empréstimo no mercado, oferecendo garantias corporativas em troca do dinheiro.   Mesmo sendo capazes de financiar sozinhos suas arenas, Estados que optaram   pela PPP estão desobrigados de fazer licitações. Isso significa agilidade, mas   dificulta a fiscalização dos recursos. Técnicos do Tribunal de Contas da Bahia   recomendam que só 20% do empréstimo seja liberado até que os responsáveis   apresentem o projeto da arena Fonte Nova. O caso ainda não foi julgado.   Além de pegar R$ 323,63 milhões do BNDES para repassar ao parceiro   privado, o governo da Bahia emprestou R$ 50 milhões para demolir o estádio   velho. O restante foi emprestado ao consórcio pelo Banco do Nordeste. Após a   conclusão da obra, o governo baiano terá que pagar cerca de R$ 1,5 bilhão em   15 anos, valor três vezes maior ao inicialmente orçado. Também está   prevista divisão de lucros e prejuízos entre os parceiros pelos 35 anos da   concessão da arena. Se o estádio fechar o ano no zero, a Bahia terá que bancar   metade do custo de manutenção, que é estimado hoje em R$ 2 milhões… (grifos   nossos)
Comentário
As PPPs (Parcerias Público-Privadas) funcionam (ou deveriam funcionar…) assim: determinada empresa ou consórcio privado executa uma obra e, depois de pronta, ganha o direito à concessão e exploração. Esse tipo de vínculo contratual é comum em áreas de atuação direta da Administração Pública (como a saúde). É de estranhar que tenham optado por isso para construir estádios (bastaria uma empresa construir e, pronto, é dela).
Daí começa a farra. O BNDES empresta PARA OS ESTADOS, que repassam aos consórcios, que constroem os estádios sem colocar um tostão e, depois, ganham o direito de explorá-lo. Negócio infalível (para o setor privado que consegue a honra de ‘realizar’ uma obra assim).
Entenderam agora alegria de alguns políticos quando fomos escolhidos como sede da Copa do Mundo? Alegria sincera, de fato. Mas talvez nem gostem de futebol. Gostam de PPPs com dinheiro público.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Prostituta mineira dá palestras sobre empreendedorismo

Ana Claudia   Silvestre, 23 anos, 4 apartamentos em áreas nobres de Belo Horizonte e R$ 780   mil investidos em fundos de renda fixa.
Com um patrimônio estimado em 2   milhões de reais a ex-funcionária da C & A hoje se tornou uma das mais bem   sucedidas jovens empreendedoras do país.
Hoje suas palestras são disputadas pelo   mercado corporativo e estão orçadas em cachês semelhantes ao do técnico   Bernardinho (seleção brasileira de vôlei) aproximadamente R$ 45 mil por 50   minutos de lições de vida.
Ana Claudia nos sites de prostituição   era conhecida Bárbara, e os clientes a apelidavam carinhosamente de   ‘filhinha’. Trabalhou dos 16 aos 19 anos como embaladora na C & A e   decidiu ingressar na prostituição para pagar a faculdade. Estudante de   pós-graduação em Bussiness Law ela transformou sua experiência na cama em   cases de sucesso que são temas de artigos científicos em sua extensa   bibliografia.
A criação de diferenciais competitivos   foi a receita do sucesso de Ana Claudia neste mercado extremamente   competitivo. Compilamos algumas de suas principais dicas de como enriquecer   com prazer:
01. Homem gosta de demonstrar poder por   meio de suas realizações financeiras. Não aceite lembrancinhas,(GOSTEI DISSO   MENINAS!!!) quem gosta de lembrança é vítima de mal de   Alzheimer.    
02. Cerveja não é bebida de vencedores.   Se não tiver dinheiro para um espumante peça água com gás. Glamour agrega   valor a sua marca.
03. Foco na satisfação do cliente. Esposa pode ter pudores, mas a mulher de aluguel jamais. Encantar o cliente   antecipando suas demandas é fundamental.
04. Lustre o ego do cliente. Elogie os   pontos positivos de sua performance ou do corpo. Se ele não tiver nenhum ponto   a ser elogiado invente. O prazer sexual do homem não reside no orgasmo e sim   na satisfação de ter ‘dominado’ uma fêmea.
05. A incompletude é a maior virtude de   um empreendedor. O cliente precisa ter no imaginário que nunca conseguiu   esgotar suas possibilidades e ficar a desejar o que está por vir.
Em três anos Ana Claudia acumulou   um patrimônio de R$ 2 milhões e vive uma vida de muito conforto e elegância.   Atualmente fixou seu cachê para encontros sexuais em R$ 15 mil, para reduzir o   fluxo de atendimentos e se dedicar à conclusão de sua monografia e às   palestras em todo Brasil. Ela atribui seu sucesso ao fato de ter levado para a   vida profissional os conhecimentos acadêmicos oferecidos pelo curso de   Administração de Empresas.
Mais uma vez a Educação fazendo a   diferença na vida das pessoas…

Sim,Dilma tem culpa!

Só FHC não enxerga ou não quer enxergar. Só FHC, o Indiana Jones da política em busca de um legado perdido, acha que a oposição tem que ajudar a Dilma. Hoje o blogueiro Josias de Souza, que odeia José Serra por ter sido humilhado por ele em uma daquelas sabatinas da Folha, vai buscar um momento Plínio nos debates do ano passado para recuperar a frase (você é conivente ou incompetente) para afirmar que Dilma tem total responsabilidade sobre a corrupção que enlameia o seu governo. Ontem mesmo, na forma de Lupi, esteve não mais na sala lado, mas dentro do gabinete presidencial. Outra reportagem do Valor Econômico também não perdoa e começa assim:
A eventual queda do sétimo ministro do governo Dilma Rousseff deixa a cada dia mais difícil "descolar" a presidente dos "malfeitos" praticados pelos auxiliares. Todos os que caíram - ou estão por sair - são seus contemporâneos do governo passado, quando ela exercia o efetivo comando da administração federal a partir da Casa Civil da Presidência da República.
Não saber de nada não combina com Dilma.Como dizia Plínio de Arruda Sampaio, nos debates de 2010, " de duas uma: ou você é conivente ou é incompetente". As duas, as duas!
*gracialavida por e-mail, via resistência democrática - yahoogrupos.com.br

TCU encontra milhares de fraudes no Minha Casa, Minha Vida.

Não é só o descumprimento das metas, pois o prgrama não entregou nem a metade do trombeteado na campanha eleitoral. O que espanta  é falta de fiscalização do dinheiro aplicado,  por parte da Caixa Econômica Federal, que transformou o Minha Casa, Minha Vida em mais um mar de corrupção no governo do PT. Abaixo, notícia do Valor Econômico.
O Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou uma série de irregularidades envolvendo o programa habitacional Minha Casa Minha Vida. Os problemas incluem cadastros com informações falsas sobre a renda familiar de beneficiários e fiscalização precária. Segundo os auditores do tribunal, milhares de pessoas têm se beneficiado indevidamente do Minha Casa, ao apresentarem um perfil de renda inferior àquele que realmente têm. A análise do tribunal baseia-se em uma amostra de 296 mil contratos firmados com a Caixa Econômica Federal (CEF) até setembro do ano passado. Desse total de contratos auditados, os quais somam R$ 18,2 bilhões de recursos fiscalizados, constatou-se que a renda apresentada pelos signatários de 55,9 mil contratos (23%) é superior àquela cadastrada no Sistema Integrado de Administração da Carteira Imobiliária (Siaci), que é a base de dados usada pela Caixa para executar o programa. A partir dessa constatação, o tribunal checou a renda familiar apresentada à Caixa, já que é este o critério usado para a escolha dos beneficiários. Foram identificados 8.098 contratos com indícios de omissão de renda ou de falha na análise dos rendimentos apresentados. Em situação mais crítica estão 530 contratos que, de acordo com o relatório do TCU, foram aprovados pela Caixa com famílias que têm renda mensal superior a R$ 4,9 mil, valor máximo permitido para participação no programa. A Caixa tem 120 dias para revisar os contratos e oferecer uma resposta ao tribunal.

E-mail anônimo liga assessor de Cabral a falso cônsul detido com Nem

A prisão do Nem não me convenceu desde a primeira hora. Muito estranha e confusa, parecendo que havia algo acertado de um lado e desacertado do outro. Dá a impressão que Cabral e Beltrame esqueceram de avisar a alguém que estava “tudo no esquema”.
Agora, com o vazamento desse e-mail, a coisa começa a tomar forma.
Alguém da inteligência das Forças Armadas, da PMRJ ou da Polícia Federal vazou, na Internet, um e-mail que faz a prisão do traficante Nem cheirar muito mal para o governador Sérgio Cabral. A mensagem anônima denuncia uma proximidade entre o assessor especial do governador fluminense, Jovenal da Silva Alcântara, e “dois advogados muito influentes e poderosos” detidos junto com o famoso narcovarejista da Rocinha que a propaganda oficial promete ser pacificada pela milagrosa UPP (Unidade Padrão de Policiamento).
O e-mail também ironiza a proposta feita pelo secretário de segurança pública José Mariano Beltrame de reduzir a pena de Nem, como uma delação premiada, em troca de informações que colaborem para desbaratar o milionário narcotráfico no Rio de Janeiro. O texto também chama a atenção para a prisão de Nem, quando um delegado da Polícia Civil “aparece do nada” e tenta ficar com a ocorrência, só não conseguindo porque PM honestos do BOPE furaram o pneu do veículo onde o traficante se escondia na mala. O delegado foi convocado ao local da ocorrência pelos advogados também detidos: André Luiz Soares Cruz e Demóstenes Armando Dantas Cruz. A Polícia Federal chegou a tempo e atrapalhou qualquer negociação.
O e-mail ironiza a versão sobre a prisão do traficante. Nem ia fingir que estava sendo preso, quando na verdade estaria se entregando para evitar supostas retaliações: “Essa rendição do Nem era tão secreta, mas tão secreta, que ninguém sabia, nem a Polícia Militar e nem a Polícia Federal, aliás era tão secreta, mas tão secreta, que nem o próprio Secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame sabia, mas Beltrame depois de alertado pela cúpula da Polícia Civil mudou de idéia, e passou a dizer que sabia, e aí? Só um detalhe, o traficante Nem disse várias vezes a Polícia Federal que NUNCA negociou a sua rendição, e que estava fugindo”.
Algo de podre no ar...
A mensagem vazada na Internet faz alguns questionamentos objetivos e subjetivos:
- O que há escondido por trás da prisão do traficante Nem? Quem são as pessoas, os verdadeiros "tubarões", que protegiam o bandido?
- Como não fica presa uma pessoa, no caso o advogado André Luiz Soares Cruz, se passa por Cônsul honorário do Congo, comete crime de corrupção ativa (pena de 2 a 12 anos de cadeia) tentando subornar policiais militares com até R$ 1 milhão para ajudar um traficante a fugir, isso sem considerar a possibilidade do crime de associação ao tráfico?
- Quem realmente é esse advogado, Dr. André Luiz Soares Cruz, e quem são seus amigos?
- Fica a dúvida no ar: o que há por trás da prisão do Nem?
*Do Alerta Total

E se Lupi ficar desempregado.

E agora Dilma? Lupi tem poder?

A desgraça de uma nação.

Procure o pobre na foto acima. Mas lembrem-se: eles nada produziram em toda sua história de vida.
"A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos."*Mia Couto

O apoio de Lupi

Lupi culpa Dilma: ‘Ela quer que eu fique’

O regresso ao picadeiro foi ainda mais bisonho que o numerito de estreia.
Parlamentares oposicionistas escancararam a fábrica de mentiras e ampliaram o acervo de bandalheiras.
Os companheiros do PT nem deram as caras, os parceiros da base alugada resolveram antecipar o fim de semana.
Dos três senadores do PDT, um desejou boa sorte ao presidente licenciado e dois recomendaram que caia fora do primeiro escalão federal.
Nesta quinta-feira, durante o depoimento no Senado, Carlos Lupi só foi consolado pela solidariedade silenciosa do ex-suplente Wellington Salgado, o Rapunzel de Bordel, e pela estridência velhaca do representante do PCdoB, Inácio Arruda.
O Clube dos Cafajestes e a Irmandade dos Órfãos da Albânia.
Tudo a ver.
Morto insepulto em adiantado estado de decomposição, o que anima o ainda ministro do Trabalho a apodrecer em público, perseguindo pateticamente a ressurreição impossível?
“Ela quer que eu fique”, disse no meio da discurseira.
Ela.Dilma Rousseff.
O que ouviu exatamente?, quis saber um senador. “Só posso me limitar a dizer que ela pediu que eu continuasse”, fez mistério o depoente, caprichando na pose de quem parou de tratar de assuntos íntimos na frente dos outros.
Há uma semana, na Câmara, o galã de bolerão acusou-se de amar a presidente da República.
Nesta quinta-feira, no Senado, o rufião de botequim acusou-a de querer que fique onde está.
A segunda revelação é mais constrangedora que a primeira.
Até agora, imaginava-se que a vassoura da faxineira de araque só saía do armário na hora de varrer sujeiras para baixo do tapete.
Graças a Lupi, descobriu-se uma segunda serventia: em situações de alto risco, é transformada na muleta que mantém de pé um entulho apaixonado. O regresso ao picadeiro foi ainda mais bisonho que o numerito de estreia.
*Por Augusto Nunes

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A vez de Carlos Lupi

Lupi, no rol das cabeças cortadas por Dilma.
Da ampla aliança construída por seu padrinho Lula, sucessivos escândalos de corrupção no governo Dilma seguem derrubando um ministro (e suas patotas) por mês. Com certeza, Carlos Lupi será o próximo da fila. Vai cair antes do final de novembro. É a bola da vez. A “Bola 7”, como ele se autoproclamou em entrevista coletiva após a tacada de denúncias da imprensa. O (ainda) ministro do Trabalho e Emprego, em visível desaforo e desafio à Dilma, afirmou que ser essa “Bola 7” é ser a “bola da vitória” e foi categórico ao afirmar que a presidente não o demitiria e que ele só seria abatido “à bala... e bala forte, porque ele é pesadão”.
E que ninguém caia na armadilha de apontar o dedo da única culpabilidade para o estilo duvidoso de governar do ex-presidente Lula e de seus “cUmpanheiros”. O vício da venda de apoios e da chantagem política ganhou muita força no período logo após o processo de redemocratização na década de 1980. Para manter o poder após a morte de Tancredo Neves e com uma economia em frangalhos, José Sarney adubou todas as deformidades que essa espécie de “Presidencialismo de Coalizão” podem fazer brotar. Exatamente por isso, seu sucessor Fernando Collor de Mello foi defenestrado do cargo em 1992. Collor não sofreu o impeachment por conta dos escândalos de corrupção, dos jardins babilônicos da Casa da Dinda ou do famigerado Fiat Elba. Essas barbaridades foram só pretexto. A queda de Collor deu-se pela perda total de apoios ao mergulhar em vespeiros da economia brasileira e por tentar brigar com as raízes do “Presidencialismo de Coalizão” adubados por Sarney. Na esteira, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva só regaram “com carinho” essa urtiga política.
Dilma apenas limita-se a ficar insatisfeita com os “malfeitos” (neologismo dilmista para a corrupção) e permanece contemplando a sinucada herança lulista.
* Plínio Sgarbi, por e-mail, via resistê cia democrática - yahoogrupos.com.br

Presidente do PT admite que o partido avalia a saída de Lupi

Lupi luta, "humildemente" agora, para não perde a boquinha
O presidente em exercício do PDT, André Figueiredo, defendeu nesta quarta-feira (16), “como amigo”, que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, deixe o cargo.
“Como amigo do Lupi, preferia que ele saísse. Mas isso é uma decisão que o PDT vai tomar de forma institucional”, afirmou André. Ele admitiu que o partido avalia a saída do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, do cargo, depois das últimas notícias de desmentidos e contradições do ministro. “O partido confia plenamente no ministro Lupi. A única coisa que questionamos é a oportunidade de ele continuar no Ministério. É uma questão de discutir a oportunidade”, disse Figueiredo. Ele afirmou que, com o tempo, tem crescido a tendência de parlamentares do PDT a favor da saída de Lupi. “Quando se passa muito tempo com o partido sendo noticiado de forma negativa, cresce a insatisfação”, afirmou.
André disse ainda que caso Lupi deixe a pasta, o partido não deverá indicar nenhum substituto e que a presidente Dilma poderá colocar um “técnico” no lugar do ministro. “O que move o partido são causas”, disse, ressaltando que o PDT, nessa hipótese, continuará apoiando o governo Dilma.
* Texto por Jorge Roriz

Jornalista Leocenis García preso por ordem do tirano Hugo Cháves.

O tirano podre e vagabundo Hugo Chávez, amigo do Lula e da Dilma, trancafiou no calabouço de sua polícia política bolivarina o jornalista Leocenis Garcia, editor do semanário 6º Poder, sem que tenha sequer havido aqueles julgamentos fajutos comuns a todos os regimes tiranos. O jornalista está preso simplesmente porque Chávez decidiu. Como nas monarquias absolutistas!
O jornal El Nuevo Herald acaba de noticiar que Leocenis entrou em greve de fome em protesto pela sua prisão arbitrária e descabida. A única acusação de Chávez contra esse jornalista é o fato de que praticou - pasmem - a liberdade de imprensa que há muito está suspensa na Venezuela, embora Lula tenha dito que há democracia até demais nesse país. A Venezuela virou feudo desse ditador escroto que, além do câncer, padece de doença mental incurável, segundo atestou médico de sua própria família.
Diversas organizações de direitos humanos do mundo inteiro - menos do Brasil - estão protestando e denunciando mais essa vagabundagem perversa de Chávez.
E o que o que é pior: Leocenis está preso porque seu semanário publicou uma foto-montagem satírica envolvendo algumas mulheres que fazem partem da corriola de puxa-sacos de Chávez.
O jornalista Leocenis Garcia iniciou sua greve de fome há uma semana.
* Leia aqui a reportagem completa em espanhol.

Casal de Ministros de Dilma, às voltas com prestação de contas incertas...

Paulo Bernardo não convence e Gleisi precisa explicar o milagre da multiplicação na campanha
Caixa forte – Ministro das Comunicações, o petista Paulo Bernardo da Silva está com sua conta de convencimento enfraquecida. Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, onde falou sobre rádio digital, Paulo Bernardo não foi convincente ao tentar explicar a alguns integrantes da oposição o imbróglio do jato de uma empreiteira do interior do Paraná.
Perguntado sobre o uso da aeronave, o ministro disse que apenas pegou carona e que não tinha procuração para falar em nome de sua mulher, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, acusada de voar no tal jato.
Paulo Bernardo, que empurrou o problema para a campanha da mulher, disse que os voos feitos durante a campanha foram pagos e que os gastos estão na contabilidade entregue à Justiça Eleitoral. De acordo com informações do Tribunal Regional Eleitoral, Gleisi Hoffmann gastou cerca de R$ 8 milhões para se eleger senadora pelo Partido dos Trabalhadores.
É preciso deixar a hipocrisia de lado e reconhecer que o valor declarado por Gleisi Hoffmann é insuficiente para custear a campanha de um candidato a deputado federal. Para que não restem dúvidas, um candidato a deputado federal por um estado do Nordeste precisa, para chegar à Câmara, o mesmo valor supostamente gasto pela chefe da Casa Civil.
A campanha de Gleisi foi milionária e só perdeu em pirotecnia para a de José Carlos Becker de Oliveira, o Zeca Dirceu, que se elegeu deputado federal pelo PT do Paraná. Então ministro do Planejamento, Paulo Bernardo não apenas garantiu recursos para a vitória de Gleisi, como despejou dinheiro nas campanhas de vários candidatos da coligação.

Marina, seu cinismo e luta pelo improdutivo.


A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva pediu que a sociedade se mobilize contra a aprovação do novo Código Florestal, que está em tramitação no Senado. "Vivemos um momento de retrocesso gravíssimo no licenciamento ambiental e no debate do manejo florestal", disse Marina nesta quarta-feira durante o Fórum Amazônia Sustentável, em Belém (PA). Ela sugeriu que o fórum faça uma moção contra o texto que foi aprovado na Câmara dos Deputados em maio e que está debate no Senado.(Da Folha Poder)
COMENTÁRIO: Marina Silva gostaria de trocar os deputados por ongueiros do Greenpeace, para atender os seus patrocinadores internacionais. Marina Silva gostaria de trocar os senadores pelos fiscais vagabundos do IBAMA, com  quem ela montou uma verdadeira indústria de multas arrasando com a vida de milhares de pequenos agricultores. Marina Silva quer uma moção contra a democracia. É uma golpista, nada mais do que uma golpista. Quer montar um partido político em cima da miséria do campo, tendo como base os ongolóides e ecoterroristas da Marginal do Pinheiros e da Lagoa Rodrigo de Freitas.
* gracialavida por e-mail, via resistência democrática - yahoogrupos.com.br

Destaques da palestra aos honorários de Israel em Jerusalém

A opinião de Shimon Peres
-Expresso o reconhecimento de nosso povo e governo pela forma honrosa e voluntaria no espirito com que os honorários de Israel nos representam em seus países.
- Não existe mais uma  economia regional. Ela agora é global e atinge a todos, e ninguém consegue atingi-la separadamente.
- Os movimentos revolucionários nas ruas podem derrubar ditadores e trazerem eleições, mas apenas eleições não respondem ao maior problema que é a pobreza dos povos e o desemprego dos jovens.
- Quando visitei o Brasil fui recebido nas duas casa do congresso Nacional, e o discurso do presidente da Câmara dos Deputados ( Michel Temer), um descendente de árabes, me surpreendeu positivamente por sua calorosa mensagem.
-Se desejarem saber qual o futuro do mundo, não devem ir às Bolsas de Valores ou aos bancos;  devem ir aos laboratórios pois o futuro do mundo está na ciência.
-Volta e meia me perguntam o que faz Israel ser tão único? E a resposta é que nós somos o povo judeu, e me perguntam: qual é a contribuição do povo judeu para o mundo?
Eu respondo: a satisfação!
Um bom judeu não pode estar satisfeito. Se ele estiver satisfeito é porque não é um bom judeu. O judeu está sempre querendo aperfeiçoar-se.
*http://br.mg3.mail.yahoo.com/neo/launch?.rand=1654946763&clmigstart=20110628

EUA armam países do Golfo Pérsico para conter o Irã

WASHINGTON – Sem apoio da Rússia e da China para a adoção de novas sanções contra o Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), os Estados Unidos planejam elevar a capacidade militar das monarquias do Golfo Pérsico como meio de conter a possível ameaça militar de Teerã. O objetivo final será a construção um sistema integrado de defesa contra ataques de mísseis de curto e médio alcance iranianos.
Segundo o Wall Street Journal, o governo de Barack Obama encaminhará ao Congresso americano pedido de autorização para a venda aos Emirados Árabes de 4,9 mil “bombas inteligentes” da Boeing, capazes de planar ao serem lançadas e de atingir seu alvo com maior precisão.
A expectativa em Washington em relação ao relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o programa nuclear do Irã, divulgado esta semana, acentuou a troca de informações militares e de agências de inteligência com os seis países do Golfo Pérsico (Catar, Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Iraque) nos últimos meses.
Entre outras medidas, os EUA decidiram transferir para o Kuwait a maioria das tropas a serem retiradas no final do ano do Iraque. Cerca de 40 mil soldados americanos serão mantidos na região. Também fecharam contratos de venda para a Arábia Saudita de caças F-15, de 2 mil “bombas inteligentes” – as chamadas munições de ataque direto conjunto ou JDAM, na sigla em inglês – e de outras munições, segundo a reportagem. Os Emirados Árabes mantêm uma ampla frota de caças F-16, já munidos com centenas dessas munições.
É crescente a preocupação dos países do Conselho de Cooperação do Golfo com o desenvolvimento de um programa nuclear militar pelo Irã. O relatório da AIEA sobre o tema, divulgado nesta semana, acentuou as suspeitas de que artefatos atômicos estão em construção no Irã, apesar das quatro rodadas de sanções impostas sobre interesses econômicos do país e da pressão internacional.
Como resumiu ao Estado um diplomata brasileiro que pediu para não ser identificado, as monarquias do Golfo Pérsico aprenderam a lidar com o fato de Israel ser uma potência nuclear. Mas, para esses seis países, mais temerário seria ver o Irã – persa e muçulmano xiita – possuir a bomba.
No Conselho de Segurança, os EUA enfrentam a oposição da Rússia a sanções adicionais ao Irã. Embora não tenha se declarado claramente, a China tende a seguir Moscou por depender de importações de petróleo iraniano. França e Grã-Bretanha devem apenas ajudar os EUA a obter apoio a outras formas de conter Teerã.
*http://www.aereo.jor.br/2011/11/12/eua-armam-paises-do-golfo-persico-para-conter-o-ira/

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Canastrão de cabaré

Lupi conta mentiras sem medo porque o governo teme as verdades que esconde
Em depoimento na Câmara dos Deputados, o ministro do Trabalho jurou que nem ouvira falar no explorador de ONGs Adair Meira. VEJA provou dois dias depois que o depoente só conseguira engordar o formidável prontuário com um crime de perjúrio. Carlos Lupi não só conhece Meira muito bem como os dois andaram viajando juntos num King Air providenciado pelo próspero comparsa. Nenhum passeio do gênero é gratuito. A forma de pagamento não foi revelada.
Como prometeu que só sairá do emprego à bala, Lupi mandou a assessoria de imprensa explicar que circulou pelo Maranhão em 2009, sim, mas num Sêneca fretado pelo PDT. Mentiu de novo, acaba de comprovar o site Grajaú de Fato, amparado numa coleção de imagens desmoralizantes. Algumas mostram o ministro desembarcando do avião do parceiro que jurou não saber quem era. Outras capturam a dupla exibindo o sorriso de negociata. O conjunto das fotos documenta a movimentação de uma quadrilha infiltrada na cúpula do governo federal.
Milhões de brasileiros foram apresentados só neste novembro a uma abjeção que Dilma Rousseff conhece bem demais e há muito tempo. Eles militaram juntos no PDT. Chegaram juntos à direção do partido. Conviveram quatro anos no ministério de Lula. E a renovação do contrato atesta que, para a supergerente de araque, o antigo parceiro fez o suficiente para permanecer onde estava.
Quando o escândalo explodiu, Lupi foi logo avisando que a chefe não teria coragem de afastá-lo. Embora esteja cansada de saber quem é o meliante que comanda o ministério arrendado ao PDT, a presidente quer adiar até janeiro a troca de Lupi por alguém escolhido por Lupi. “Conheço a Dilma bem demais”, preveniu o ministro logo depois de içado do pântano. Pelo que tem feito, o corrupto debochado parece mesmo convencido de que a melhor amiga de Erenice Guerra vai engolir sem engasgos bravatas grosseiras, fantasias delirantes, até um “eu te amo” de canastrão de cabaré.
* Augusto Nunes

Governo prepara comunidades "pacificadas" para a Copa de 2014

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Republica das bananas.

Neste feriado, que celebra mais um aniversário de nossa República, vem ao caso refletirmos sobre os rumos de nosso país. Até que ponto vivemos sob um regime que podemos chamar, efetivamente, de republicano?
Todos dizem defender a “res pública”, até mesmo os regimes socialistas totalitários. Mas a essência do modelo republicano está na questão da representatividade. Sem um modelo eficiente de representação política, com claros limites constitucionais ao poder do Estado, não é adequado chamar de República o regime.
Sob esta ótica, o Brasil não está nada bem na foto. Feudalismo, patrimonialismo ou mercantilismo: esses são os termos mais adequados para descrever nosso modelo. Há extrema concentração de poder no governo central, dominado por uma patota que transformou a coisa pública em “cosa nostra”. O Estado foi privatizado. A pilhagem é sistemática.
Um “Ogro filantrópico” (Octavio Paz). Um “Dinossauro” (Meira Penna). Estas são as imagens mais fiéis ao Estado brasileiro, uma máquina que distribui privilégios aos “amigos do rei”, enquanto espalha os custos, especialmente sobre a classe média, esmagada pelos impostos e sem representação política adequada. Ou o leitor se sente representado em Brasília?
Nossa República nasceu sem participação popular. Entre os principais motivos de descontentamento com a monarquia, estavam os altos índices de analfabetismo e de miséria. Pergunto: como estamos após 122 anos? Malgrado algumas conquistas, parece evidente que o modelo tem fracassado, e muito. Temos elevado índice de analfabetismo funcional, péssima qualidade de ensino público, e muita miséria ainda.
Inúmeros parasitas são sustentados pelas benesses estatais, restando aos hospedeiros uma fatura que já chega a um trilhão de reais! Se as instituições republicanas já eram frágeis, foram enfraquecidas ainda mais durante a gestão petista. O ex-presidente Lula muito contribuiu para esgarçar de vez os valores republicanos, ao escancarar, com escárnio, suas alianças espúrias em nome da “governabilidade”.
O “mensalão”, com sua completa impunidade até agora, foi a pá de cal nas esperanças daqueles que sonham com um modelo mais justo e ético. Levaremos anos, quiçá décadas, até recuperarmos os estragos causados pelos abusos de poder do lulopetismo. O Estado foi transmutado em um gigantesco instrumento de compra de votos, possível graças ao crescimento chinês, que inundou o Brasil com divisas para a compra de recursos naturais. A expansão de crédito fez o restante.
O governo criou bolsas para diversas classes, desde as esmolas para os mais pobres, até a “Bolsa Empresário” do BNDES. Os sindicatos foram comprados, assim como a UNE, que aderiu a um constrangedor silêncio frente aos infindáveis escândalos de corrupção. As ONGs, agora em evidência, ignoraram a letra N e se tornaram braços governamentais envoltos em esquemas de desvio de recursos públicos. As exceções comprovam a regra.
Alguns podem alegar que a elevada popularidade justifica isso tudo. Os que assim fazem apenas demonstram não compreender o conceito de República. Até Mussolini foi popular na Itália fascista! Como Cícero explica nos diálogos sobre a República Romana, "não creio que corresponda mais o nome de República ao despotismo da multidão”. Tirania popular ainda é tirania.
O Brasil não chega a tanto, é verdade. Não estamos no mesmo estágio da Venezuela de Chávez, a despeito do desejo de muitos petistas. Mas ainda vivemos no Antigo Regime, das castas e capitanias hereditárias, tributário do autoritarismo da Era Vargas e do positivismo. Estamos muito distantes da Grande Sociedade Aberta e do império da lei isonômica.
O alerta feito por Ayn Rand mostra a precária situação brasileira: "Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.
Vamos deixar isso acontecer passivamente? Republicanos legítimos, uni-vos! Está na hora de romper com os grilhões do patrimonialismo e instaurar uma República de fato em nosso país.
*Por Rodrigo Constantino

A quem ajudou a tentar destruir o Rio de Janeiro.

No momento em que se celebra a "ocupação" da favela da Rocinha, sem explicar por que o Rio de Janeiro tolerou o controle exercido por uma década pelos traficantes, em uma comunidade de quase meio milhão de pessoas, é hora de reler o artigo do jornalista carioca Sylvio Guedes. Radicado em Brasília, ele foi editor-chefe dos principais jornais da capital. O título do artigo é "Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro":
É irônico que a classe artística e a categoria dos jornalistas estejam agora na, por assim dizer, vanguarda da atual campanha contra a violência enfrentada pelo Rio de Janeiro. Essa postura é produto do absoluto cinismo de muitas das pessoas e instituições que vemos participando de atos, fazendo declarações e defendendo o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de drogas.
Quando a cocaína começou a se infiltrar de fato no Rio de Janeiro, lá pelo fim da década de 70, entrou pela porta da frente.
Pela classe média, pelas festinhas de embalo da Zona Sul, pelas danceterias, pelos barzinhos de Ipanema e Leblon.
Invadiu e se instalou nas redações de jornais e nas emissoras de TV, sob o silêncio comprometedor de suas chefias e diretorias.
Quanto mais glamuroso o ambiente, quanto mais supostamente intelectualizado o grupo, mais você podia encontrar gente cheirando carreiras e carreiras do pó branco.
Em uma espúria relação de cumplicidade, imprensa e classe artística (que tanto se orgulham de serem, ambas, formadoras de opinião) de fato contribuíram enormemente para que o consumo das drogas, em especial da cocaína, se disseminasse no seio da sociedade carioca – e brasileira, por extensão.
Achavam o máximo; era, como se costumava dizer, um barato. Festa sem cocaína era festa careta.
As pessoas curtiam a comodidade proporcionada pelos fornecedores: entregavam a droga em casa, sem a necessidade de inconvenientes viagens ao decaído mundo dos morros, vizinhos aos edifícios ricos do asfalto.
Nem é preciso detalhar como essa simples relação econômica de mercado terminou. Onde há demanda, deve haver a necessária oferta. E assim, com tanta gente endinheirada disposta a cheirar ou injetar sua dose diária de cocaína, os pés-de-chinelo das favelas viraram barões das drogas.
Há farta literatura mostrando como as conexões dos meliantes rastaquera, que só fumavam um baseado aqui e acolá, se tornaram senhores de um império, tomaram de assalto a mais linda cidade do país e agora cortam cabeças de quem ousa lhes cruzar o caminho e as exibem em bandejas, certos da impunidade.
Qualquer mentecapto sabe que não pode persistir um sistema jurídico em que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu consumo é, digamos assim, tolerado.
São doentes os que consomem. Não sabem o que fazem. Não têm controle sobre seus atos. Destroem famílias, arrasam lares, destroçam futuros.
Que a mídia, os artistas e os intelectuais que tanto se drogaram nas três últimas décadas venham a público assumir:
“Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro.” Façam um adesivo e preguem no vidro de seus Audis, BMWs e Mercedes.
*Texto por Sylvio Guedes

Uma homenagem aos meus amigos pernambucanos e simpatizantes.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

As viagens de jatinho" de Lupi

Lupi desembarca de avião que, segundo a revista "Veja", foi "providenciado" por empresário
Imagens divulgadas pelo site "Grajaú de Fato" mostram o ministro Carlos Lupi (Trabalho) desembarcando de um jatinho que, segundo a revista "Veja", foi alugado por um empresário dono de ONG que tem contratos com o ministério.
De acordo com a reportagem, Lupi fez uma viagem oficial pelo Maranhão em dezembro de 2009 a bordo de um avião turbo-hélice King Air "providenciado" pelo empresário Adair Meira, de Goiânia (GO). No sábado (12), o Ministério do Trabalho divulgou nota atribuindo ao PDT a responsabilidade pelo avião usado na viagem. Disse ainda que Lupi cumpriu "agendas oficiais e partidárias".
De acordo com a nota do ministério,"a aeronave que acompanhava o ministro Lupi na agenda não se trata de um modelo King Air, conforme a revista 'Veja' afirmou, mas do modelo Sêneca".
A nota do ministério não informa os donos dos aviões usados durante a viagem, nem se o empresário acompanhou o ministro durante as atividades oficiais.
Além de Lupi e do empresário, estavam no voo, segundo a revista, o então secretário de Políticas Públicas de Emprego do ministério, Ezequiel Sousa do Nascimento, o ex-governador do Maranhão, Jackson Lago (morto em abril último), e o deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA).
Segundo a revista, Nascimento confirmou que quem "providenciou" o avião foi Adair Meira.
*Fonte: Grajaúdefato.com.br 

Dirceu critica "luta moralista contra corrupção"

Discursando para uma plateia de centenas de militantes no 2º Congresso da Juventude do PT, em Brasília, o ex-ministro da Casa Civil, deputado cassado e réu no processo do mensalão José Dirceu criticou o que chamou de "luta moralista contra a corrupção". Ele foi homenageado pelos organizadores com uma camiseta em que aparece sua imagem, a frase "contra o golpe das elites" e a palavra "inocente". O julgamento do processo do mensalão pode acontecer no próximo ano.
Para criticar os movimentos que tem cobrado combate à corrupção, o ex-ministro afirmou que ações semelhantes levaram às eleições de Jânio Quadros e Fernando Collor para a presidência da República. "Nossa luta tem que remontar o passado. Nas duas vezes em que houve lutas moralistas contra a corrupção deu no Jânio e no Collor, um renunciou e o outro sofreu impeachment".
Para ele, a intenção das denúncias é somente atacar o governo. "Nesse momento o que pretende construir é isso, a pretexto de combater a corrupção". Na visão de Dirceu, a pressão que é feita sobre os ministros não é a mesma em relação a escândalos em São Paulo, onde o PSDB está a frente da administração. "Quando dizem que tem de responsabilizar o ministro e o partido por problemas no ministério, então tem que se responsabilizar o PSDB, o Geraldo Alckmin e o José Serra pelo escândalo das emendas em São Paulo".
Logo no início de sua exposição, de cerca de 30 minutos, Dirceu falou do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em tratamento de um câncer na laringe. "Vamos enviar energia e força para o companheiro Lula para que ele saiba que estamos ao lado dele e ele está conosco".
O ex-ministro valorizou as ações do governo Dilma Rousseff como a aprovação da Comissão da Verdade e do fim do sigilo eterno de documentos, mas destacou que é preciso avançar nas áreas de transporte público, cultura e educação. "Enquanto professores e professoras ganharem R$ 1,2 mil de salário, alguma coisa está muito errada no Brasil". Segundo ele, as eleições ganhas pelo PT foram "sem o apoio das elites e dos meios de comunicação". Afirmou que cabe ao PT discutir a regulamentação da mídia e as reformas políticas e tributárias. Disse ainda que os que reclamam da política de alianças do governo precisam trabalhar para fortalecer os partidos de esquerda no país.
Já no fim de sua fala, Dirceu fez questão de mencionar o ex-ministro do Esporte Orlando Silva, que deixou a função em meio a denúncias de desvios de recursos na pasta. Enviou uma mensagem de "ânimo, força e afeto" ao ex-ministro que, na visão de Dirceu, representava muito bem a juventude no governo.
Após o discurso, o secretário nacional da juventude do PT, Valdemir Pascoal, entregou a Dirceu a camiseta em apoio a ele. "Não aceitamos golpe. A juventude do PT está aqui para dizer que é tudo mentira", disse Pascoal referindo-se as denúncias contra o ex-ministro.
*Por Eduardo Bresciani | Agência Estado

Cena brasileira

 
 
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Prezados, boa tarde.
 
Somos advogados do Dr. José Guilherme Vartanian, e verificamos que na página identificada abaixo, de responsabilidade de V. Sas., há conteúdo ofensivos contra ele, conforme se verifica na URL:
 
 
Primeiramente, observamos que o Dr. José Guilherme Vartanian é um profissional renomado, de conduta ilibada, atuante de grandes instituições, tais como o Hospital AC Camargo e o Hospital Sírio Libanês, nada havendo que possa desabonar a sua conduta, sendo certo que nunca foi médico do Lula e não possui qualquer relação com o ex-presidente.
 
Posto isto, urge declinar que a notícia não condiz com a realidade dos fatos, pois, conforme consta nos autos do processo instaurado para apurar a responsabilidade do Dr. José Guilherme, este apenas se envolveu na aludida briga agindo em legítima defesa, não tendo, de todo modo, desferido os golpes mencionados; ademais, oriundo laudo constante neste processo, Marcos faleceu por conta de uma hemorragia, a qual poderia ter sido evitada se tivesse tido o atendimento médico necessário.
 
Destaca-se que houve a proposição de ação para apurar o ocorrido. Porém, por conta da prescrição da pretensão punitiva, o feito foi extinto sem julgamento do mérito (Recurso Especial nº 326.144).
 
Assim sendo, temos que o Dr. José Guilherme jamais foi condenado pela morte de Marcos, devendo ser mantida a presunção de sua inocência.
 
Tanto assim é que o próprio Ângelo Rigon, citado como fonte no site de V. Sa., já removeu a publicação: http://angelorigon.com.br/2011/10/31/cena-brasileira-3/
 
 
Por tais razões, solicitamos à  V.Sas. que removam o comentário disponível em: http://blogdomariofortes.blogspot.com.br/2011/11/cena-brasileira.html  evitando-se com isso o manejo de quaisquer demandas entre as partes.
 
Certos de v. colaboração, agradecemos a atenção dispensada e nos colocamos à disposição para o que for necessário.
 
 
 
Atenciosamente,
 
Emelyn Zamperlin - OAB/SP 318.405 - Opice Blum, Bruno, Abrusio & Vainzof



Emelyn Zamperlin
 
 

Realidade ignorada

A história de Élcio Evangelista deixa mais palpáveis os problemas da lei,
Depois de quase 30 anos, seu Élcio conseguiu comprar uma pequena propriedade que produz 50 sacas de café por ano e deu adeus ao trabalho da roça na terra dos outros.
Deixou de ser um camarada, que é como se chamam em Minas os roceiros que não possuem terras e ganham a vida trabalhando aqui e a ali.
No meio de uma íngreme encosta, como todas as outras fazendas de café da região de Cabo Verde (MG), a fazenda do seu Élcio torna mais fácil compreender o conceito de área de preservação permanente (APP).
O termo tem se popularizado no debate sobre a reforma do Código Florestal, sobretudo em mesas redondas, audiências e estudos.
É fácil entender o que é uma APP na fazenda de Élcio porque a propriedade é ela toda uma APP.
Todas as beiras de cursos d’água são APPs e precisam ser protegidos por no mínimo 30 metros de vegetação em cada margem.  
Isso é o que diz o Código atual, e também o que diz o projeto de lei do novo Código que tramita no Senado.
A questão é que na pequena fazenda do seu Élcio, com seus pés de café plantados há mais de 60 anos, nascem três minas d’água e correm dois riachos.
As APPs de toda essa água se entrelaçam e correspondem a praticamente toda a fazenda, que tem apenas 1,6 hectares de cafezais.
Pelas contas da Cooxupé, a cooperativa à qual o seu Élcio é associado, cumprir o Código Florestal significaria, no caso dele, recuperar a vegetação nativa de toda a propriedade e abandonar a atividade produtiva.
“O jeito seria ir pra cidade, mas eu não sei fazer nada lá. Toda a vida só mexi com roça, não sou pedreiro, marceneiro, açougueiro, nada.
O projeto de lei do novo Código Florestal mantém as exigências atuais para as APPs, mas pode regularizar a situação de Élcio.
A proposta é que as pequenas propriedades, com até quatro módulos fiscais, sejam liberadas da obrigação de recompor as APPs desmatadas no passado.
No caso da propriedade do seu Élcio, esse desmatamento ocorreu antes mesmo do Código Florestal atual entrar em vigor, em 1965.
O agricultor se mostra preocupado com a preservação do meio ambiente e com a insegurança gerada por estar em desacordo com a lei ambiental.
No fim das contas, o caso do seu Élcio acaba tornando reais e palpáveis os problemas que já existem, mas que muitas vezes ficam distantes do debate público sobre a reforma do Código Florestal.
Fonte: http://www.codigoflorestal.com por Luiz Silveira

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Lupi, lulou!

Proclamação da República.

Novo funk da Dilma.

Providencie um vídeo da banda heavy metal System of a Down cantando o hit Chop Suey. Misture com cenas de um comício em que a candidata Dilma Rousseff garante que será uma “vitória da paz” o triunfo eleitoral do grupo representado no palanque por Lula, Aloízio Mercadante, Marta Suplicy e Netinho de Paula.
Adicione sucessivas intervenções de Lula repetindo “Se Deus quiser”. Junte tudo em 1min39. O resultado é “System of a Dilma”, reproduzido na seção História em Imagens.
Sucesso do momento na internet, o vídeo já soma quase 2,5 milhões de acessos. Depois das reportagem da Folha que contou o que a presidente anda fazendo com os subordinados, a multidão vai ficar muito maior. “System of a Dilma” é a tradução audiovisual do estilo porrada & pontapé adotado pela capataz do time de ministros mais bisonho da história do Brasil. (Augusto Nunes)

Seguradoras bancam evento para cúpula da Justiça em resort no Guarujá

A convite da Confederação Nacional de Seguros, instituição privada, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do TST (Tribunal Superior do Trabalho) participaram de seminário em hotel de luxo no Guarujá, em São Paulo, no início de outubro.
O evento, que aconteceu num hotel cinco estrelas, o Sofitel Jequitimar Guarujá, começou numa quinta-feira e prolongou-se até domingo.
No período, as diárias variavam de R$ 688 a R$ 8.668. Além dos ministros, desembargadores e juízes de tribunais estaduais participaram do seminário (veja imagens).
O congresso teve o apoio da AMB (Associação de Magistrados Brasileiros) e da Apamagis (Associação Paulista de Magistrados), mas não foi divulgado nos sites dessas entidades.
Foram discutidos assuntos de interesse dos anfitriões, como o julgamento de processos sobre previdência complementar e a boa-fé nos contratos de seguros.
O presidente da AMB, Henrique Nelson Calandra, diz que o seminário promovido pelas seguradoras "colaborou para o aperfeiçoamento da administração da Justiça do país" e que contou com o "debate de temas polêmicos".
Mas o diretor-executivo da Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo, vê conflito de interesses na presença de juízes nesses eventos.
"No Executivo federal, ninguém pode receber presentes acima de R$ 100. Os magistrados também deveriam adotar esse critério", defende Abramo. (Folha.com)
COMENTO: Coincidentemente, este ano, a Justiça ( STF) decidiu que as seguradoras não devem recolher ICMS ( Imposto devido aos Estados ) referente às vendas de salvados ( Mercadorias e bens recuperados ). Para as seguradoras isto significa um lucro ( ou poupança) de algumas centenas de milhões de Reais.

Lupi: Operação Nota Fiscal

Segundo a Folha.com o presidente em exercício do PDT, André Figueiredo, disse nesta segunda-feira (14) que vai cobrar do diretório do partido no Maranhão a prestação de contas de 2009 para comprovar o pagamento do jatinho usado em viagem do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ao Estado.
Segundo a revista "Veja", Lupi fez uma viagem oficial ao Maranhão em dezembro de 2009 a bordo de um avião disponibilizado pelo empresário Adair Meira, que controla duas ONGs beneficiárias de convênios no valor de R$ 10,4 milhões com o Ministério.
"Se ele [Lupi] afirmou que foi pago pelo Maranhão, deve estar na contabilidade do Estado. Vou cobrar na volta do feriado", disse André Figueiredo.
O presidente do PDT no Maranhão, Igor Lago, afirmou à Folha que já havia solicitado ontem a contabilidade do diretório de 2009 e 2010.
Para isso está sendo armada uma verdadeira "operação Nota Fiscal". É que até agora, apesar da "procura", não foi encontrada a Nota Fiscal de Serviço referente a viagem (ou viagens?) de Lupi.
Está difícil. O pessoal do PDT maranhense tem dificldade de encontrar a nota mas, dizem, que teriam afirmado: "ninguém nega que é mais fácil arranjar o recibo!"
É, pode ser.

O jogo dos sete acertos.Onde está o povo nesta foto?


Vejam esta foto de André Lessa, da Agência Estado.
(Embedded image moved to file: pic13830.jpg)usp-povo-e-a-policia1
1 - De um lado, o privilégio inaceitável; de outro, o povo,
2 - De um lado, a democracia usurpada; de outro, a Constituição.
3 - De um lado, o exercício da vontade pela violência; de outro, o estado de direito.
4 - De um lado, o desperdício do dinheiro público; de outro, a sua aplicação eficiente.
5 - De um lado, o privilégio de minorias; de outro, a vontade da maioria.
6 - De um lado, o uso ilegítimo da força que oprime; de outro, o uso legítimo que liberta.
7 - De um lado, séculos de opressão; de outro, a Aurora da Lei.
É evidente que, na foto, o povo veste farda.
É evidente que, na foto, povo é a Polícia Militar.
É evidente que, na foto, quem se coloca como bastante procuradora das liberdades civis é a PM.
Revejam a imagem. Os policiais estão sendo provocados, instados a reagir, a quebrar o nariz desses babacas. Mas foram devidamente treinados para suportar suas tolices.
O bobinho que resolveu oferecer uma flor ao policial poderia estar fazendo uma referência à Revolução dos Cravos, em Portugal. Para tanto, precisaria ter mais informação, não? Ele certamente se deixou inspirar pela abertura daquela ridícula novela do SBT, “Amor e Revolução”. É um misto de Karl Marx com Silvio Santos.
Hoje é um bom dia para lembrar a Itália — ainda falarei sobre a queda de Berlusconi, o bufão. Pier Paolo Pasolini, cineasta italiano assassinado em 1975, era de esquerda. Nos embates do começo dos 70 entre estudantes extremistas e a polícia, deixou irados setores ditos “libertários” de seu país ao afirmar o óbvio: no confronto entre estudantes e soldados, o povo eram os… soldados!
Quase 50 anos depois, assistimos a essa patetice no Brasil.
*Por Reinaldo Azevedo

ONG em Natal vira usina de notas frias

Entidades da capital do RN que receberam R$ 20 milhões da pasta do Trabalho sequer têm sede no endereço apresentado nos convênios.
BRASÍLIA - Um terreno baldio com os muros caiados em Natal (RN) abriga uma usina de notas fiscais que justificaram pagamentos milionários do Ministério do Trabalho ao Instituto Êpa!. O número 500 da Rua Dom José Pereira Alves aparece em documentos como endereço do instituto e, ao mesmo tempo, de empresas contratadas por ela para prestar serviços contábeis e até fornecer lanches, como a ACFBrandão, iniciais de Aurenísia Celestino Figueiredo Brandão, presidente do instituto.
O Êpa! e o parceiro Instituto de Assessoria à Cidadania e ao Desenvolvimento Local Sustentável (IDS), que trocavam serviços, receberam ao menos R$ 20 milhões, de acordo com registros no sistema de convênios do governo federal.
Um dos convênios da entidade sem fins lucrativos do Rio Grande do Norte foi pivô do caso de lobby mais comentado na Esplanada na semana passada, por envolver a suposta cobrança de propina por assessores do ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
O ministro Garibaldi Alves, da Previdência, conta que levou até o gabinete de Lupi o diretor do instituto Cid Celestino Figueiredo Sousa. "Sou meio disponível", justificou o ministro, que alega ter "tirado o time de campo" quando soube que a entidade colecionava problemas em suas prestações de contas e é cobrada a devolver dinheiro.
O Instituto Êpa! foi um dos recordistas em repasses de verbas para a qualificação profissional no ano passado. Um dos convênios, que deu origem ao episódio do lobby, deveria qualificar "em caráter emergencial" 3 mil trabalhadores na área da construção civil em municípios atingidos por chuvas na região do Vale do Açu, no Rio Grande do Norte.
O instituto fechou convênio de R$ 2,2 milhões, recebeu R$ 1,2 milhão no ano passado, mas o restante teve o pagamento bloqueado. Daí o lobby que bateu à porta de Garibaldi Alves.
Três notas fiscais apresentadas pelo Êpa! pelo fornecimento de lanches são da empresa AMFS Consultoria, instalada na Rua Dom José Pereira Alves, 500. O mesmo endereço atribuído ao próprio Êpa! em outra nota apresentada para justificar gastos do convênio, além de outra entidade subcontratada pelo instituto, a Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos (CTA), comandada também pelos irmãos Aurenísia Celestino Figueiredo Brandão e Cid Celestino Figueiredo Sousa, o lobista do grupo em Brasília.
O Ministério do Trabalho detectou "situações de não observação do princípio da impessoalidade", além de outras irregularidades, que justificam pedidos de devolução do dinheiro. A manifestação da pasta, ainda preliminar, foi provocada por relatório de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontava falhas como a falta de pedido de ressarcimento e do registro de inadimplência do Êpa!. O instituto também não havia atingido metas do convênio.
Em convênio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário em 2009 já era evidente o jogo de subcontratação de entidades que funcionam como partes de um mesmo corpo. O Êpa! subcontrata o IDS e seu próprio diretor, Valter Carvalho, é quem atende o telefone da CTA.
Procurados na quinta e sexta-feira, os irmãos Aurenísia Brandão e Cid Sousa mandaram informar que estariam inacessíveis por vários dias. A telefonista do instituto repetia que não estava autorizada a dar informações.
Valter Carvalho se enrolou na explicação. "Eu sou diretor-geral do IDS, nunca trabalhei na Êpa!. O que eu faço é o seguinte: ajudo outras instituições na provável constituição de uma rede de parceiras para o desenvolvimento territorial. A gente assessora, ajuda, apoia", disse ao Estado. Sobre a coincidência de endereços, o diretor se esquivou: "Realmente, não sei".
Em uma das notas fiscais, o Êpa! pagou ao IDS R$ 42 mil pela organização do perfil socioeconômico dos territórios rurais do Rio Grande do Norte. Valter Carvalho recebeu ainda, como autônomo, mais R$ 15,6 mil. O IDS, por sua vez, subcontratava a CTA, a ACFBrandão, de Aurenísia, o Instituto Êpa! e uma outra empresa com os sobrenomes de seus dirigentes, chamada Celestino & Figueiredo Ltda., integrantes da "rede".
* Marta Salomon, em O Estado de São Paulo.