sábado, 25 de setembro de 2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Serra diz que quem persegue imprensa vai perseguir também religiões

O candidato tucano à Presidência, José Serra, criticou ontem, em Mato Gross,o o que chamou de "cerco" à liberdade de imprensa.
Questionado em entrevista sobre como vê "ataques" do governo federal à mídia, Serra disse que há pessoas que defendem a imprensa só quando ela "fala bem".
"O que vem incomodando essa gente é que a imprensa vem apresentando notícias que mostram abusos, nepotismo e maracutaia com o dinheiro público. Essa imprensa incomoda os donos do poder. E é só isso. Não é nenhuma objeção doutrinária que eles têm. É uma posição de conveniência. Não há país democrático no mundo sem imprensa livre. Aqueles que perseguem hoje a imprensa vão mais tarde perseguir credos religiosos. E essa perseguição não tem fim", disse.
Serra esteve na cidade de Sinop (a 508 km de Cuiabá), onde participou de uma caminhada e visitou uma sede da Apae.
A região está coberta por uma névoa originada de queimadas. O candidato criticou o combate aos incêndios por parte do governo federal.
Fonte: Folha poder

Ficha suja: Quando vale a pena transgredir


O Congresso Nacional, e isto não é novidade , compõem-se de uma maioria de deputados sem muita influência. São os componentes do chamado baixo clero. Em sua maioria, quando da votação da lei da Ficha Limpa foram favoráveis a sua aprovação. Isso denota que grande parte dos deputados federais de muita influência no Congresso têm ou tiveram contas a acertar com a justiça.
Os fichas sujas, verdadeiramente, têm influência, inclusive, com o Presidente da República aos quais deve a aprovação de vários projetos de interesse do governo.
Alguns especialistas, no dia a dia parlamentar, sobretudo jornalistas, afirmam que grupos de parlamentares chegam a influenciar na indicação de membros dos altos escalões de ministérios e até dos tribunais superiores.
Não é de se surpreender que muitos deles , portadores de fichas muitas vezes imundas possam, mais uma vez, invadirem e dominarem o plenário do Congresso Nacional, e lá exercerem seus mandatos como senhores absolutos, tal qual sócios mandatários de uma nação que não se conscientiza que quem comete crimes não pode representá-los.
Mas há muita gente que defende a livre atuação dos fichas sujas. São políticos irresponsáveis e inconsequentes e advogados que não se importam em receber honorários cuja origem pode não ser improba.
Hoje estamos na iminência de uma decisão tomada pela mais alta corte do país. O impasse foi criado. Com o empate na votação do plenário, o eleitor brasileiro ficará a espera de uma definição por um voto de um futuro ministro, que será indicado, é claro, por Luiz Inácio, amigo de aloprados e mensaleiros. Sem querer adentrar no mérito, de caráter jurídico, a decisão pela validade imediata da Lei da Ficha Suja, proporcionaria a formação de um Congresso Nacional menos sujo, mais digno, mais confiável, menos vulnerável e mais independente.
Optar pela possibilidade de os Fichas Sujas se candidatarem é como assinar um autorizativo para que os sujos e criminosos ganhem uma nova oportunidade de virar o jogo, modificar ou anular a Lei , consolidando a iniqüidade.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Dilma cai 5 pontos mas Marina garante sua vitória no primeiro turno

Dilma cai 5 pontos, mas Marina segura a barra da campanha
Segundo o MSN notícias, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje, em Brasília, na saída de encontro com representantes da Confederação Nacional de Saúde, que a queda de cinco pontos porcentuais de sua posição em relação aos demais candidatos, segundo pesquisa Datafolha, divulgada ontem, está dentro da margem de erro.
Disse a candidata: "Faltam dez dias, está muito perto, vamos aguardar. A gente não tem que se inquietar".
COMENTO: A candidata do governo, dos banqueiros, dos empreiteiros abastados e da mídia amestrada não deve mesmo se inquietar. A candidata melancia ( verde por fora e vermelha por dentro ) Marina Silva, permanece fazendo a campanha do jeito que Lula e Dilma queria: tirando votos dos indecisos e dos dissidentes do PT. No final, está tudo em casa. Marina cumpre a sua sina de servir aos velhos "cumpanhêros". Resta-nos saber se Dilma saberá recompensá-la, a contento.

Assista agora: O Brasil não é do PT! (todos os vídeos)

Franklin Martins também tem seu Lulinha. Ou será Ronaldinho?

Arte- maurafraga.blogspot.com/2009_09_13_archive.html
Nada se parece mais com uma aristocracia à moda antiga do que o modelo petista de gestão. Os filhos e “sobrinhos” dos figurões do PT logo abiscoitam um cargo público, tornam-se especialistas, autoridades mesmo. Quem não está lotado em alguma divisão do estado atua numa empresa privada que mantêm negócios com o governo.O que diria o companheiro Lula ao companheiro Franklin, por exemplo, sobre a licitação “de emergência” promovida pelo companheiro ministro, vencida pela empresa em que trabalha o filhote?— Não liga, não, Franklin! Quando a Telemar meteu aqueles R$ 10 milhões na empresa do Lulinha, o meu Ronaldinho, essa imprensa golpista ficou enchendo o saco! Meu filho não tem culpa se telefonia é um serviço que depende de concessão pública e se o BNDES, na prática, é sócio da empresa que quis investir nele. Seu filho não tem culpa de trabalhar na empresa que você contratou numa licitação feita na correria.
O outro agradece a solidariedade e o apoio moral, já pensando no futuro:
— É por isso, presidente, que precisamos do controle social dos meios de comunicação. Para preservar os valores da família! Da sua família, da minha família, da família da Erenice, da família do presidente dos Correios… Essa imprensa não conhece limites, mistura tudo. Estão se metendo na nossa vida privada.
— São todos invejosos! É que a gente vive uma crise de valores! A direita ainda não descobriu que família é coisa sagrada, é a nossa maior riqueza.
— Riqueza, presidente?
*Texto por Reinaldo Azevedo

O golpismo, vicio e cantinela petista

Assim como garante a liberdade de imprensa e expressão, a Constituição sustenta o direito à reunião prerrogativas democráticas clássicas, restabelecidas pela Carta de 1988. O PT, portanto, faz o que a lei permite ao convocar para amanhã, em São Paulo, um ato contra o golpismo da mídia, ao qual haviam aderido centrais sindicais, CUT à frente, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e os partidos aliados PCdoB, PSB e PDT.
Se não contraria qualquer dispositivo legal, a iniciativa do PT, de evidente intuito eleitoreiro, atropela os fatos, não passa de repeteco do truque manipulador usado desde o estouro do escândalo do mensalão, em 2005. Ali começou, com tinturas acadêmicas, fermentada por intelectuais petistas, a tese do golpismo da imprensa independente, usada toda vez que, por dever profissional e ético, ela noticia fatos objetivos que porventura contrariem o projeto de poder lulopetista. Foi assim também no caso dos aloprados; e agora o mesmo mecanismo volta a ser acionado na defenestração do braço direito de Dilma Rousseff na Casa Civil, Erenice Guerra, sucessora da candidata no cargo de ministra.
É desconhecer a função do jornalismo profissional imaginar que o caso de Erenice e de sua grande família não deveria ter destaque no noticiário, em nome de um equivocado tratamento equânime dos candidatos.
Como cada notícia tem peso próprio, impossível não dar destaque às acusações, com provas documentais, da existência de um ninho de lobismo montado na Casa Civil pelo filho da ministra Erenice, Israel. Os desdobramentos do escândalo falam por si sobre a proporção da história: além da ministra, exonerações na Casa Civil e nos Correios.
Mais uma vez a militância desengaveta a ideia de golpismo como forma de jogar areia nos olhos da sociedade, para esconder evidências difíceis de disfarçar. Uma delas é que, se tudo não passa de maquinações da imprensa, por que exonerar a confiável, fiel Erenice e os demais funcionários? Também é preciso muito contorcionismo para dissimular a condição de obedientes correias de transmissão governista das centrais sindicais e UNE, cuja adesão tem rendido nestes quase oito anos de lulismo generosos repasses de dinheiro do contribuinte. As centrais, tornadas entes reconhecidos pelo Estado, dentro do velho modelo varguista que Lula e a CUT tanto criticaram em outros tempos, passaram a recelulopetisber parte do imposto sindical. Já a UNE perdeu o poder de crítica e de mobilização, quando aprendeu o caminho mais curto de acesso a verbas oficiais.
A encenação de amanhã é apenas mais uma prova de como o governo Lula, com o manejo de recursos públicos verbas e vagas , cooptou o sindicalismo, partidos e organizações outrora aguerridas. E com isso a vida política brasileira foi amesquinhada, passou a ser um jogo de cartas marcadas, onde proliferam o fisiologismo, clientelismo e o patrimonialismo os três ismos que resumem um cenário desanimador, no qual o Brasil demonstra ter dificuldades de escapar da sina nacional-populista que voltou a rondar a América Latina.
O golpismo é mais um efeito especial, um adereço de mão neste enredo de fins autoritários, com slogans em prol da democracia, mas cujo objetivo, ao investir contra independência da imprensa, é o oposto.
Fonte : O Globo

Imprensa:Duas faces de uma mesma moeda

Inicio buscando o meu próprio questionamento do porque de duas faces e não dois lados de uma mesma moeda.
Mas o que me vem, de fato, é uma questão de caráter, daí, assim, de repente, o sentido da face. Ou da “cara” como falamos no nordeste.
Hoje, dirigindo-me a casa, após ministrar uma palestra para técnicos contábeis, ouvi uma emissora de rádio de Alagoas. Pertencente a membros da família de um Senador da República , a emissora apresenta um programa de noticias e entrevistas locais. O apresentador, inteligente e perspicaz, discorria sobre sua opinião a respeito da validade da “lei da ficha limpa” ainda este ano, e dizia: ..."não se concebe a validade desta lei ainda este ano. É como mudar a regra do jogo com o jogo em andamento”...
Achei interessante e me questionei sobre a possibilidade de a lei ferir a constituição. Mas ocorre que a dita lei não se atém ao processo eleitoral. Não muda regras de forma de votação, apuração de votos, coeficiente eleitoral, outros procedimentos que caracterizam o processo eleitoral. Se assim fosse, a lei não poderia, por principio, ter sua vigência imediata.
A lei traz normas relacionadas aos pré-requisitos necessários para que o cidadão possa ser candidato, enfim, ter o direito de ser votado. O pré-requisito não faz parte do processo. Apenas torna apto ou não o cidadão dele participar.
Mas o locutor fez questão de alongar seu discurso e a defender, com argumentos diversos, inclusive lendo trechos de pareceres e artigos encomendados, favoráveis a não vigência do “ficha limpa” de imediato.
Mas, de pronto, notei que tal emissora defende um candidato ao governo do Estado, já julgado por improbidade e crime eleitoral, pertendente a coligação do senador patrão.
Esta é a face da imprensa, que defende, veementemente, alguém “ficha suja” no governo.
Mudei de emissora e passei a ouvir outra emissora vinculada a outro Senador da República, cujo cunhado é candidato ao governo do Estado.
Nesta o noticiário dava conta de que um movimento nacional, pela ética na política, torcia pelo referendo do supremo a imediata vigência da Lei da “ficha limpa”.
O posicionamento do locutor, durante o programa, e minutos depois no noticiário do horário, versava sobre o mesmo assunto, sempre a favor da vigência imediata da lei.
Ao chegar em casa lancei mão de dois jornais pertencentes a esses mesmos grupos e em cada um deles uma série de artigos e reportagens diferentes versando sobre o mesmo tema, sempre com posições antagônicas, ao gosto dos seus “mentores”, para não dizer chefes ou patrões.
Uma valiosa e gloriosa profissão, uma moeda de valor imensurável, com duas faces diferentes.
Estas são duas faces de uma certa imprensa. Uma contra e outra a favor, sempre ao dispor das “convicções” e tendências de quem paga os salários, jetons,etc.
Não quero adentrar no mérito ou fazer críticas, mas de uma coisa tenho quase certeza: Se Lula inventar uma “Bolsa imprensa” e estipular um valor considerável para cada jornalista ou radialista brasileiro, não precisará instituir censura.
Afinal, quantos profissionais de imprensa desdenharão de tal regalo? Nem todos aceitarão, é certo! Restarão aqueles, “os sem bolsa”, que militarão valentemente nos jornais, rádios e emissoras de TV sem os auspícios de governos “democratas” à moda Luiz Inácio.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ficha limpa: Justiça pode melar o sonho de um Congresso menos sujo

É sabido que quatro integrantes do Supremo têm declaradamente se mostrado favoráveis à aplicação da "Lei da Ficha Limpa" ainda neste exercício.
Mas ainda há outros seis votos nos quais apostam os candidatos barrados. Estes votos são incertos, e aí está o perigo: com seis votos a quatro, o STF poderá proporcionar aos inúmeros candidatos julgados e condenados por tribunais, uma nova chance de se candidatar.
É nisto que acredita o conhecido e polêmico candidato ao governo de Brasília Joaquim Roriz cujo recurso deverá ser apreciado hoje. O placar da decisão definitiva sobre o tema deve ser apertado. Jornalistas do Correio Braziliense conversaram com alguns ministros e constatou que tão entusiasmado quanto o discurso e os argumentos dos que defendem a lei são as motivações jurídicas enumeradas pelos que tendem a derrubá-la.
Compondo o grupo dos que são favoráveis à Ficha Limpa no STF estão o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, o ex-presidente da Corte eleitoral Carlos Ayres Britto, a ministra Cármen Lúcia e o ministro Joaquim Barbosa. Os quatro já declararam os votos e frequentemente têm feito a defesa pública da lei.
Apesar de não apresentarem posições tão claras, mas considerados votos contrários ao projeto, estão os ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ellen Gracie, Antonio Dias Toffoli e Marco Aurélio Mello.
Em conversas reservadas, alguns ministros que tendem a declarar a inconstitucionalidade da lei argumentam que deixá-la valer para este ano seria compactuar com uma regra que vai de encontro ao princípio da presunção de inocência. Eles alegam que o projeto da Ficha Limpa não poderia atingir os candidatos ao pleito de 2010.
A tendência de voto dos ministros foi de alguma forma declarada durante o julgamento de uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), em abril do ano passado.
Esta semana, a jornalista Lucia Hippolito, em comentário, externou crer que a Lei não irá vigorar neste ano. O placar, no Supremo, poderá ser favorável aos "fichas-suja".
*Com informações do Jornal Correio Braziliense

Petistas planejam ato contra a liberdade de imprensa

Depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusar a imprensa de agir como partido político, as centrais sindicais, alguns sindicatos, partidos governistas e movimentos sociais farão na quinta-feira o Ato contra o golpismo midiático, em São Paulo. O convite para o evento, divulgado pelo PT, acusa a imprensa de castrar o voto popular, deslegitimizar as instituições e destruir a democracia. E não faz menção explícita à onda de denúncias de corrupção que atingem a Casa Civil da Presidência. Conduzida pela velha mídia, que nos últimos anos se transformou em autêntico partido político conservado, essa ofensiva antidemocrática precisa ser barrada. No comando estão grupos de comunicação que, pelo apoio ao golpe de 64 e à ditadura militar, já demonstraram seu desapreço pela democracia, diz o texto. De acordo com o site do PT, estarão presentes líderes de sindicatos e movimentos sociais. São listados: CUT, Força Sindical, CTB, CGTB, MST e UNE. Também estão confirmados políticos de PT, PCdoB, PSB e PDT, todos partidos da coligação da candidata a presidente Dilma Rousseff.
Fonte: O Globo