
Segundo a funcionária da Conatel, a Globovisión veiculou informações ilegais em ao menos seis programas, desde 2008. No começo do mês, a Globovisión foi multada, em 24 horas, em valor equivalente a R$ 5,1 milhões por uso não autorizado de antenas em difusão de propaganda política e sonegação de impostos. Na mesma ocasião, a polícia apreendeu peças de animais dissecados na casa Guillermo Zuloaga, presidente do canal, e disse que o investigará por crime ambiental. Na semana anterior, Zuloaga foi acusado de promover especulação de preços, depois que policiais revistaram sua casa e encontraram 24 veículos. Para a polícia, o acusado, sócio de duas concessionárias Toyota, não havia colocado os veículos à venda para se beneficiar da escassez de automóveis no mercado venezuelano. Zuloaga nega as acusações e alega que é vítima de perseguição política por causa da linha editorial da Globovisión, que é contrária a Chávez.
No seu programa semanal, "Alô, Presidente", o venezuelano chamou seu crítico de "mafioso". Em maio passado, ele já havia dito que a Globovisión pratica "terrorismo midiático". Chávez acusa as TVs Globovisión, Venevisión, RCTV e Televen de ter apoiado um golpe que o tirou do poder, brevemente, em 2002. Após as críticas, Venevisión e Televen adaptaram as coberturas; e a RCTV passou a ser um canal a cabo depois de ter a renovação de licença de funcionamento recusada pelo presidente, em 2007. Há dois anos, Chávez não renovou a concessão da televisão RCTV, muito crítica ao governo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário