
O ex-governador da Bahia e ex-ministro da Previdência, Waldir Pires, de 82 anos, se emocionou ao falar do velho amigo. "Nos encontrávamos em Paris durante o exílio e continuamos convivendo na volta ao Brasil. Márcio foi uma figura muito importante da segunda metade do século 20", disse. "Ele participou da batalha, que nós lutamos e perdemos, mas que continua hoje, de se construir um país decente." Waldir Pires lembrou do famoso discurso que Moreira Alves, então deputado federal, fez no Congresso em 1968 e que acabou sendo usado como pretexto pelo governo militar para decretar o AI-5 e cassar-lhe o mandato. "Márcio teve coragem. Ele não era um radical, tinha um pensamento moderado. Mas seu discurso foi decisivo para mostrar que a democracia não era democracia. O discurso fez cair a máscara da ditadura."
Os ex-deputados José Frejat, 85 anos, e David Lerer, 71 anos, que conviveram com Marcito, como era chamado, nos agitados anos 60 e 70, ressaltaram que o amigo era leal, corajoso e honesto. "Já não se fabricam homens como ele. Hoje se tapa o nariz para a política. Nós não tínhamos a mordomia que os políticos de hoje têm", ressaltou Frejat. Lerer também frisou a integridade de Moreira Alves. "Ele é o símbolo de uma época em que os políticos se moviam por ideias."
No discurso que levou à decretação do AI-5, Márcio pediu que, em protesto contra os espancamentos de manifestantes, os civis boicotassem os desfiles do Dia da Independência promovidos pelo governo. Foi no chamado pequeno expediente, o Pinga-Fogo, no qual os deputados faziam comunicações rápidas.
No pronunciamento - um dos muitos que parlamentares fizeram para se solidarizar às manifestações estudantis -, o deputado pediu que namoradas de oficiais e cadetes boicotassem os militares. "Seria preciso fazer hoje no Brasil com que as mulheres de 1968 repetissem as paulistas da Guerra dos Emboabas e recusassem a entrada, à porta de sua casa, àqueles que vilipendiam a nação", afirmou. O corpo do jornalista será cremado hoje (04) , ás 15:00 hs.
Os ex-deputados José Frejat, 85 anos, e David Lerer, 71 anos, que conviveram com Marcito, como era chamado, nos agitados anos 60 e 70, ressaltaram que o amigo era leal, corajoso e honesto. "Já não se fabricam homens como ele. Hoje se tapa o nariz para a política. Nós não tínhamos a mordomia que os políticos de hoje têm", ressaltou Frejat. Lerer também frisou a integridade de Moreira Alves. "Ele é o símbolo de uma época em que os políticos se moviam por ideias."
No discurso que levou à decretação do AI-5, Márcio pediu que, em protesto contra os espancamentos de manifestantes, os civis boicotassem os desfiles do Dia da Independência promovidos pelo governo. Foi no chamado pequeno expediente, o Pinga-Fogo, no qual os deputados faziam comunicações rápidas.
No pronunciamento - um dos muitos que parlamentares fizeram para se solidarizar às manifestações estudantis -, o deputado pediu que namoradas de oficiais e cadetes boicotassem os militares. "Seria preciso fazer hoje no Brasil com que as mulheres de 1968 repetissem as paulistas da Guerra dos Emboabas e recusassem a entrada, à porta de sua casa, àqueles que vilipendiam a nação", afirmou. O corpo do jornalista será cremado hoje (04) , ás 15:00 hs.
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