sábado, 14 de janeiro de 2012

Oposição frouxa e omissa

Em novo vexame, um documento oficial do PSDB com críticas à Dilma é censurado pelo próprio partido.
Segundo o colunista Ilimar Franco, de O Globo, o texto original do “balanço crítico do primeiro ano do governo Dilma Rousseff”, documento oficial do PSDB redigido por Alberto Goldman, ex-vice de São Paulo, foi completamente adulterado pelo alto comando do partido.
Nos 13 tópicos não há menção a nenhum dos seis ministros que perderam o emprego por envolvimento em altas bandalheiras. Tem 3.226 palavras, mas “corrupção”não figura entre elas.
“A presidente é tolerante com a corrupção”, afirmou Goldman no original. “O ex-ministro Palocci, nas palavras da presidente, saiu porque quis”, exemplificou. Tudo censurado.
Quanto à classificação do desempenho do Planalto em 2011 como “medíocre”, “amorfo” e “insípido”, algum devoto de Alkmin também deve ter censurado em respeito à Dilma.
“Constrangedora sucessão de fracassos” virou “sérios problemas em diversas áreas” e “nono ano do governo Lula”, afirmando que Dilma age como “fantoche”, também sumiram, talvez por obra de algum capacho do Aécio.
Depois dessa, definitivamente, o PSDB pode ser enquadrado como a única “oposição governista” da História. Um bando de bananas a serviço dos desmandos petralhas.
*Texto por Ricardo Froes
COMENTÁRIO: No comentário de 1 minuto para o site de VEJA, registrei nesta sexta-feira que, pelo teor do “balanço crítico sobre o primeiro ano do governo Dilma Rousseff, o PSDB vai acabar inventando a oposição a favor. Só depois de gravado o programa recebi, por e-mail, o seguinte recado do ex-governador Alberto Goldman:
“O texto publicado no site do PSDB, diferente do texto que eu havia produzido, seria discutido na Executiva do Partido. Porém ela não teve conhecimento do texto proposto, portanto não o discutiu, muito menos o aprovou. Não consegui, até agora, saber quem o modificou, nem quem o colocou no site do Partido como texto aprovado. Observação importante: o texto foi coordenado e produzido por mim ( com uma equipe, é claro ) a pedido do próprio presidente Sergio Guerra”.
As informações reafirmam a seriedade e a coerência de Goldman. E mostram do que são capazes os oposicionistas mais governistas da história, que aprovaram arbitrariamente o “balanço crítico” sem paternidade definida. “Esse documento mostra para a sociedade que o PSDB segue cumprindo seu papel de oposição responsável”, recitou Sergio Guerra. “Responsável”, na novíngua tucana, quer dizer capitulacionista. O monumento à tibieza não inclui o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Nem as expressões “mensalão”, “inflação”, “Lei de Responsabilidade Fiscal” ou “Plano Real”. Certas manifestações de covardia, decididamente, exigem muito mais coragem que atos de bravura em combate.
As omissões são tão espantosas quanto a última frase do palavrório: “Mais uma herança maldita”, informa o fecho do capítulo que trata amavelmente da Copa da Roubalheira. Releiam: “mais uma”. Como se a inventada por Lula não fosse apenas outro embuste do farsante que, beneficiário do magnífico legado de FHC, agora é beneficiado (e com ele Dilma Rousseff) pela rendição sem luta dos poltrões que controlam a Executiva do PSDB. (Augusto Nunes)

Porque hoje é Sábado, uma bela mulher

A bela cantora Anahi

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Luiz da Silva, Dirceu e Palocci ganham do Governo aparelhos Nokia criptografados.

Lula, Dirceu e Palocci ganham do Governo aparelhos Nokia criptografados para conversas livres de grampos.
Exclusivo – As conversas telefônicas no primeiro escalão de Dilma Rousseff já estão mais seguras e protegidas de escutas indevidas e ilegais. O Governo adquiriu 395 celulares Nokia de última geração, com criptografia para proteger o conteúdo falado. Cada aparelinho, importado da Finlândia, custa em torno de R$ 12 mil reais.
Dos 100 aparelhos que ficaram com o Palácio do Planalto, curiosamente, três foram dados aos mais ilustres membros do “governo paralelo”: o ex-Presidente Lula da Silva, e os super-consultores José Dirceu e Antônio Palocci Filho. É apenas um sinal (telefônico) de que continuam mandando muito nos destinos do País. Livres das escutas, poderão trabalhar com mais desenvoltura.
A distribuição dos sofisticados celulares já gerou ciumeira. Alguns senadores mais influentes da base governista já receberam os seus mimos anti-grampo, juntamente com os ministros ainda prestigiados por Dilma Rousseff. Não se sabe por que motivo o vice presidente Michel Temer ainda não recebeu o dele. Outro que ficou de fora da primeira fornada foi o Presidente do Senado. José Sarney, que também deseja um aparelho criptografado para “as emergências”, ficou magoado com a exclusão.
O sofisticado sistema de segurança tem operação simples. Basta digitar a tecla + e o código de área da ligação para o telefone ficar imune contra as arapongagens. A partir de agora, os aparelhos via satélite, de operação muito mais cara, ficarão de reserva. A Presidenta e seus “assessores privilegiados” só vão usá-los para contatos em lugares remotos, onde não houver sinal de telefonia móvel. Parabéns ao governo pela economia de recursos públicos!
Outros 600 equipamentos idênticos devem ser enviados ao governo brasileiro pela Nokia. Os telefones foram testados e aprovados pela Polícia Federal e pela Agência Brasileira de Inteligência. Os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal também têm interesse neste celular que é usado pelos grandes líderes mundiais.
Crime de Responsabilidade da Dilma
A Presidenta Dilma Rousseff tem tudo para arrumar uma enorme dor de cabeça institucional. Tem tudo para ser enquadrada em crime de responsabilidade, por ter sancionado a inconstitucional Lei de Mobilidade Urbana, que tramitou durante longos 17 anos no Congresso Nacional, até ser posta em vigor no dia 3 de janeiro, sem merecer o devido destaque e análise de nossa mídia abestada e amestrada pelas verbas oficiais.
O advogado Antônio Ribas Paiva, presidente do grupo de estudos União Nacionalista Democrática, adverte que a presidenta foi pessimamente assessorada ao sancionar uma lei que permite a criação dos pedágios urbanos - oprimindo e espoliando as pessoas, cerceando-lhes o direito de ir e vir, além de promover o confisco tributário, porque todos os proprietários de veículos automotores já pagam o IPVA.
Antônio Ribas Paiva denuncia que Dilma violou os artigos 5º, 37 e 85 da Constituição Federal. A presidente se torna enquadrável em crime de responsabilidade porque feriu a Lei Maior do Brasil para implementar medidas de interesse internacional, como as previstas na Lei de Diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que obedecem aos esquemas de “regramento excessivo” elaborados pelos defensores do controle social.
Assim que for acionado, o Supremo Tribunal Federal terá mais este pepino para julgar. Socialmente falando, caso é mais grave que a polêmica sobre o papel fiscalizador do Conselho Nacional de Justiça. Politicamente, é tão grave quanto o escândalo do Mensalão – aliás, caso que deveria ter sido julgado na primeira instância e não no foro privilegiado cuja missão principal é julgar questões de relevância constitucional. Para cuidar o resto, existem o Superior Tribunal de Justiça e as demais instâncias do Judiciário.
O Governo do Crime Organizado, sempre fiel aos seus patrões da Nova Ordem Mundial, avança em sua ditadura do “regramento excessivo”. Vale lembrar que o inconstitucional pedágio urbano vem apenas se somar a outros instrumentos de controle social, como a proposta de instalação de chips em veículos e documentos de identificação, para azeitar ainda mais a indústria das multas de trânsito e facilitar a vigilância sobre o ir e vir dos cidadãos.
Como bem prega Antônio Ribas Paiva no artigo abaixo, passou da hora de darmos um basta à ditadura do controle social patrocinada pelo Governo do Crime Organizado.
*Postado por Jorge Serrão - Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Exploração dos desgraçados

Exploração dos desgraçados - Defensores cercam rua, armam tenda e tentam, na pratica, recriar a cracolândia com um grupo de viciados, que estão consumindo crack; uma das defensoras levava no bolso convite para churrasco no local.
Nunca antes na história destepaiz, como diria aquele, na história de São Paulo e, quero crer, na história de qualquer outro pais, aconteceu algo como o que está em curso, neste momento, na região conhecida como cracolândia.
Defensores públicos, ACREDITEM, liderados por Carlos Weis, SIMPLESMENTE FECHARAM A RUA HELVETIA, que compõe o quadrilátero da morte, e, apoiados por viciados, impedem a ação da polícia. E o fazem, dizem eles, em nome do “direito de ir e vir”.
DO BOLSO DE UMA DAS DEFENSORAS, HÁ O TESTEMUNHO OCULAR DE ALGUÉM QUE ESTAVA LÁ, CAIU UM CONVITE PARA A TAL “CHURRASCADA” ANUNCIADA POR UM GRUPO QUE PEDE A LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS.
Os defensores querem criar um confronto físico com a polícia. Atenção! Eles não têm o direito de fazer isso; essa ação não está entre as suas prerrogativas. Se a PM agir, sairão gritando aos quatro ventos que o Estado de São Paulo está reprimindo os defensores públicos. Pior: parte da imprensa vai vocalizar essa denúncia estúpida.
Qual é a conseqüência prática da ação dos defensores? Ora, eles estão simplesmente recriando a Cracolândia. Pergunto: vão impedir também o tráfico de drogas do local? Se os consumidores estão ali reunidos, a tarefa dos vendedores será facilitada. Os defensores revistarão todas as pessoas que por ali perambulam para saber se levam consigo a droga para vender? Não! Tanto é assim que, atenção, uma tenda foi armada na rua. Debaixo dela, neste momento, há uns 80 viciados consumindo a droga!
A ação dos defensores, ao recriar a cracolândia, condena os viciados à desgraça e, é forçoso admitir, facilita a vida dos traficantes.
Estamos diante de um acinte e de uma óbvia transgressão legal e constitucional. Um defensor não tem o direito de criar obstáculos à ação legal da polícia. Mais: isso que estão chamando de “direito de ir e vir” de traficantes e viciados, corresponde à cassação do direito de ir e vir de quem não é nem traficante nem viciado.
É preciso deixar claro à população de São Paulo quem quer o quê na cracolândia. E, evidentemente, é preciso apelar à Justiça para que estes senhores sejam processados por abuso de poder.
Denuncie este escárnio!
A Defensoria se tornou o braço de um partido político, o PT, que comanda, de Brasília, a resistência à ação correta da polícia.
Atenção, governador Alckmin! Já que o senhor não pode convocar uma rede estadual de TV, reaja de maneira inusitada ao inusitado: vá à televisão, em anúncio pago se preciso, e denuncie a impostura e a violência promovidas neste momento em São Paulo. Converse com a população do seu estado. Eu tenho a certeza de que a esmagadora maioria apóia a democracia, a Constituição Estadual e a Constituição Federal. E não hesite em recorrer à Justiça para punir os que promovem a baderna e a crime.
Leitores, entrem na Rede da Legalidade!
*Texto por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Mais imoralidade petista...



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O compromisso da oposição

A corrupção no governo Dilma é diretamente proporcional a sua incompetência. Fazendo vistas grossas para a corrupção, pela via da abertura dos cofres do dinheiro público em troca do apoio incondicional, as decisões e exigências do governo são aceitas pelos congressistas independente de serem ou não positivas para a população/país. O Congresso esta sendo pago para calar diante do desgoverno e da ineficiência. Ou seja, esta sendo pago para votar contra os interesses do povo (exemplos: aprovação do mínimo, aumento salários congressistas, Belo Monte, etc.) É desnecessário dizer, ou escrever, que um governo com programa definido, atuação transparente e administração eficaz, comprometida com a qualidade de vida e o futuro da população dispensa ações obscuras apoiadas no mau uso do dinheiro do contribuinte.
Não há mais nada a acrescentar sobre a baixeza moral, desorganização e ineficácia do governo Dilma, assim como de seu antecessor. O que se pode esperar de um ministério escolhido para servir ao governo/partido e não ao país? O que se pode esperar de uma governante cujo poder é ilegítimo, pois todos sabemos que os votos não foram para ela? Ela tem o cargo, mas não detém o poder, e sem o poder não se governa.
Neste contexto, escândalos de corrupção, quedas mensais de ministros, ausência de crescimento econômico, o crack tomando conta da infância e juventude, o retrocesso na educação e na saúde, o descrédito do judiciário, o atraso na infraestrutura, projetos mediáticos de gestão medíocre, fraudes eleitorais, etc,etc,etc, não passam de variações sobre o mesmo tema: a falência do PT enquanto partido e governo.
Do outro lado temos a oposição que se mantém no posto há quase dez anos, a qual na minha humilde opinião perdeu as últimas eleições majoritárias simplesmente porque não soube fazer oposição, ou seja, assumir o seu papel deixando claro o lado que está.
Observando com um olhar mais atento pode-se dizer que a oposição não consegue desvencilhar-se do complexo da autoridade, dos resquícios do coronelismo, ou seja, baixa a cabeça frente ao poder. Segue o modelo tão ibérico, e por extensão brasileiro, no qual a elite política busca sempre estar próxima ao poder, as siglas partidárias são meras burocracias, as idéias e compromissos que porventura existam não superam a força de atração (materializadas em prestigio e benesses potenciais) que exerce o poder. Esta postura encontra-se nos políticos, mas também no povo. Nós, os brasileiros, também baixamos a cabeça para a autoridade. Faz pouco tempo que isto começou a mudar, e apenas em algumas regiões. É difícil para a maioria criticar, questionar, manifestar-se contra o poder instituído. Temos um retorno pífio do Estado na relação impostos/serviços e investimentos públicos na qualidade de vida do cidadão, mas pouquíssimos levantam a voz. O peso da tradição é forte.
Esclareço que ao ver na oposição um reflexo da atitude popular não pretendo justificar sua postura, mas demonstrar que a submissão ao poder tem raízes mais profundas, o que talvez nos ajude a compreender nossa atual realidade política. Se fizermos uma análise semelhante na situação veremos que embora apresente algumas diferenças, existe da mesma forma um servilismo ao poder, neste caso representado pela figura do partido e seu líder.
No entanto, para mim é difícil entender como figuras como FHC, Serra, Aécio, Marisa Serrano, Roberto Freire, Raul Jungmann entre outros, caem nesta armadilha, sobretudo o ex-governador de Minas o qual se mostra especialmente identificado com este comportamento político.  Trata-se, logicamente, de uma postura arcaica e antidemocrática, que não condiz com a experiência, conhecimento e objetivos democráticos destes profissionais da política. E é aí que esta, a meu ver, um dos aspectos mais nefastos desta realidade: as pessoas que pareciam ter uma visão contemporânea e inovadora de política com capacidade de romper com os resíduos ainda existentes do coronelismo atuam de forma a manter o modelo anacrônico, neste caso não como administradores, mas exatamente como políticos.
A questão é que ao assumirem tal postura se tornam além de coniventes com a desastrosa gestão petista cujas consequências são funestas, (como por exemplo, as centenas de mortes diárias que se costuma contar no período de chuvas de verão resultantes da imprevisibilidade do governo), deixam a população indefesa, frente às ações de um poder que não recebe criticas, fiscalização......limites. Atualmente, o povo brasileiro esta jogado a sua própria sorte, à mercê de um governo comprovadamente corrupto e desinteressado com os problemas da população. As estâncias oficiais criadas para proteger a população dos abusos de poder não assumem sua responsabilidade (oposição e justiça). Neste contexto de barbárie, quase metade da população brasileira acompanha impotente e chocada os acontecimentos diários, incrédula tanto com a capacidade infinita da situação de surpreender constantemente pela ausência de valores morais, planejamento e serviço à população, quanto pela insensibilidade da oposição de reconhecer e agir frente aos anseios que pulsam neste grande contingente populacional.  
O tema sobre o qual adentrei é complexo, e para ele não tenho uma conclusão. Apenas desejo apontar dois aspectos que entendo como derivações do exposto: Primeiro, demonstrar que o problema do Brasil hoje, mais do que econômico é político. Crescemos economicamente, mas seguimos imaturos politicamente. Acreditamos que nos tornando um país rico (que ainda ñ somos), todos os problemas estariam resolvidos. Ledo engano, hoje temos dinheiro, mas seguimos vivendo mal. Estamos aprendendo que o amadurecimento político do conjunto da população é fundamental para a melhoria da qualidade de vida e aprofundamento da democracia. Neste sentido, por exemplo, o debate deve privilegiar não a capacidade de compra do povo, mas sua condição e possibilidade de intervir na política e nos rumos do país.
Em segundo lugar gostaria de apontar o compromisso da oposição (entendo que sobre a situação não há mais expectativas), como força política com alguma dignidade, de moralizar-se e mobilizar-se no resgate da ética, da governabilidade e no estimulo ao debate popular através do exercício de uma política de oposição ética, firme, profissional e constante, cujo discurso seja acessível, didático, e difundido nos diversos meios de comunicação. Uma oposição, com nomes como FHC, José Agripino, Serra, Arthur Virgílio, Roberto Freire e Jungmann, deve este serviço ao país.    
*Mara Kramer, via blog do horaciocb

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O desgoverno federal patrocina a covardia e a hipocrisia em São Paulo?

Pois é… Eu sei bem como a música toca porque os conheço. Escrevi ontem que a resistência à ação da Polícia na Cracolândia, em São Paulo, era organizada por franjas do petismo presentes em todo canto, muito especialmente na imprensa. Não deu outra! Reportagem do Estadão desta terça, de Bruno Paes Manso, que foi parar na manchete do jornal, deve, entendo, ser objeto de investigação acadêmica. Evidentemente, foi pautada pelo governo federal. Há muto tempo não lia algo dessa natureza. Reproduzo trechos em vermelho e comento em azul. Escandalizem-se.

O cronograma traçado pelo governo federal para ser discutido com o Estado e a cidade de São Paulo previa o começo das ações policiais na cracolândia apenas em abril.

Em duas linhas, o texto viola a Constituição Federal e a Constituição estadual. O governo federal não poderia ter cronograma nenhum porque isso, forçosamente, deveria ter sido discutido com o governo de São Paulo, o que não aconteceu. Pergunta óbvia: o Estadão teve acesso a um cronograma que o próprio Palácio dos Bandeirantes ignorava? Dilma Rousseff, por acaso, havia decretado intervenção em São Paulo ao arrepio do Congresso?

A proposta era começar o ano fortalecendo serviços de retaguarda nas áreas de saúde e proteção social e inaugurar os consultórios de rua em fevereiro. Só depois seriam instaladas bases móveis da Polícia Militar em locais com alta concentração de consumidores de drogas e iniciado o policiamento ostensivo na região, com monitoramento das ruas por câmeras. Em maio, o policiamento dessas áreas ganharia apoio de equipes de ronda ostensiva - no caso de São Paulo, a Rota.

Ah, bom! E isso tudo foi debatido exatamente com quem? A Polícia Militar de São Paulo, por acaso, foi federalizada? O governo federal, que protagoniza sucessivos vexames na segurança pública, decidiu agora dar aulas ao Estado que, nos últimos 15 anos, é exemplo de combate ao crime? Só para ilustrar com números: se os mortos por 100 mil habitantes no Brasil fossem iguais aos de São Paulo, 30 mil vidas seriam poupadas por ano no país. Releiam o texto: VEJAM COMO O GOVERNO DILMA É DE UMA ESCANDALOSA EFICIÊNCIA NO PAPEL. A mesma eficiência demonstrada, por exemplo, na prevenção às catástrofes, não é mesmo? O mais encantador é constatar que o Planalto teria na ponta do lápis até a definição do momento em que se empregaria a Rota!

Uma das ações dificultadas pela ocupação da PM na cracolândia foi, por exemplo, o mapeamento pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) dos mais de cem pontos de consumo de crack em São Paulo - chamados no estudo de “cenas do crack”. Os 12 pesquisadores da entidade - que estão conversando com usuários para identificar necessidades de tratamento e equipamentos públicos - enfrentam problemas por causa da migração de dependentes pela região central. O plano do governo federal previa ainda estratégias para o caso de dispersão de consumidores, com deslocamento de bases policiais e escritórios de rua.

Entenderam? O governo de São Paulo está prejudicando o plano do governo federal, que, como se depreende da leitura do texto, era perfeito e previa até a reação à possível dispersão dos viciados. Agora está tudo explicado: os petistas, como sempre, tinham a solução — a Bahia, por exemplo, mostra como eles são bons em segurança pública! —, mas vieram os tucanos e estragaram tudo. Agora a Fiocruz encontra dificuldades para o seu estudo como nome de tese de cinema da USP: “Cenas do Crack”. Notem que, no texto de Manso, o governo federal estaria no comando da PM, ensinando a Polícia de São Paulo como se faz policiamento ostensivo. É um troço escandaloso! Calma que vem mais!

O detalhamento e a sequência das ações eram uma tentativa de facilitar que o pacote de R$ 4 bilhões em ações para combater o crack, divulgadas em dezembro pela presidente Dilma Rousseff, começassem rapidamente a sair do papel. Na estratégia discutida pela União, os policiais ainda têm tarefas bem detalhadas.

Ah, mas não há de ser nada! Dilma pode começar a gastar rapidamente os R$ 4 bilhões em outras cidades — Salvador, por exemplo! Ou Belo Horizonte. Ou, ainda, Brasília, que tem uma cracolândia em plena Esplanada dos Ministérios — região de altíssima concentração de drogas!

No caso de encontrarem uma pessoa inconsciente ou correndo risco de morte, por exemplo, devem chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Caso um adulto seja flagrado com droga, deve ser encaminhado ao Distrito Policial, onde será indicada uma Unidade Básica de Saúde, Centro de Apoio Psicossocial ou Centros de Referência Especializado de Assistência Social.
Que governo humano! E os drogados, sob o comando dos petistas, fariam, naturalmente, tudo o que lhes fosse pedido.

A secretária de Estado da Justiça, Eloisa de Sousa Arruda, diz, no entanto, que não teve acesso a nenhum documento do governo federal com definição de datas para ações na cracolândia. Mas isso, segundo ela, não significa que Estado e União não pretendam conversar daqui para a frente. Eloisa diz que a parceria com a União já permitiu a São Paulo montar um Centro de Atendimento de Saúde Mental em Perdizes, na zona oeste. “Queremos ampliar as conversas para termos mais recursos.”
O texto dá a entender que se trata de uma guerra de versões. Eloísa se Souza Arruda “diz (sic) que não teve acesso a nenhum documento…”??? Errado! “Diz” coisa nenhuma! Ela, de fato, não teve acesso. Era um plano secreto, revelado pelo faro jornalístico da reportagem!!! No texto do Estadão, reitero, temos um estado sob intervenção, com a Polícia Militar sob o comando de alguma autoridade federal… Agora vejam este mimo:

A Assessoria de Comunicação do Ministério da Justiça ressaltou que constitucionalmente o governo federal não pode tomar medidas unilaterais sem que Estado e município sejam ouvidos, pois são eles que tomam as decisões locais.

Ah, bom! Então a matéria, que é manchete do jornal, caiu no último parágrafo. Se o governo federal “não pode tomar medidas” e se as tais “medidas”, ainda que apenas previstas, não tinham sido nem sequer discutidas com Estado e município, então o tal plano não passa de uma fantasia de urgência, criada apenas para fazer a guerrilha política. O que se tem acima é o vazamento de um suposto plano federal de ocupação da Cracolândia cujo objetivo único é a guerrilha política.

Criminalização da polícia
O Estadão, nesse caso, perdeu a mão. Um outro texto, na mesma página, traz o relato de uma garota viciada. Ela acusa um policial de lhe ter dado, de forma deliberada, um tiro na boca com bala de borracha. Título da reportagem: “Tiro de borracha vira 1º BO de tortura”. No texto, com todas as letras, lê-se: “É o primeiro caso de tortura registrado desde o início da ação na área”. Vocês entenderam direito, sim. O relato de uma viciada em crack é passado ao leitor como expressão da verdade. E ponto! Quem não merece credibilidade é a polícia!

Mais adiante, no mesmo texto: “A Defensoria Pública está na Cracolândia registrando queixas sobre violações de direitos humanos. O órgão recebeu relatos de agressões, atropelamentos e prisões forjadas. Entre as denúncias, está a de uma mulher que teria sido obrigada a ficar nua.” E vai por aí. Os viciados em crack estão sendo tratados como juízes competentes dos policiais.

Os defensores públicos decidiram migrar para a Cracolândia??? Vá lá! Que ouçam os relatos. Mas é evidente que o vazamento das denúncias para a imprensa, antes de qualquer apuração, tem o fito exclusivo de difamar a Polícia e atacar a operação. Se há quem ache o Ministério Público bastante contaminado pelo petismo, então é porque não conhece, com as exceções de praxe, a Defensoria Pública de São Paulo. Notem que se trata de uma ação coordenada, que começa em Brasília, chega à defensoria e encontra a sua caixa de ressonância em setores da imprensa.

Tenho uma curiosidade: quantas vezes os defensores já tinham dado plantão na Cracolândia? Interessaram-se, alguma vez, pelas meninas e meninos que habitavam aquele inferno, prostituindo-se por uma miserável pedra de crack? Quantas vezes mergulharam no inferno, sem a proteção da polícia, de que gozam hoje, para ouvir relatos das mulheres estupradas e espancadas?

Mudo um pouco o foco: quantas vezes estes mesmos defensores foram à região para ouvir os reclamos dos moradores que ficavam sitiados em seus apartamentos, seqüestrados pelo traficantes e pelos viciados? Quantas vezes se interessaram em ouvir os comerciantes honestos que ainda resistem por ali? Escarafunchei o noticiário de vários veículos. Não encontrei nada!

"A verdade asquerosa é a seguinte: o governo federal comanda a difamação contra a operação de retomada da Cracolândia pelo poder público. A campanha de Fernando Haddad à Prefeitura já começou. E setores da imprensa atuam como cabos eleitorais."
*Texto por Reinaldo Azevedo - Veja online.

Desgoverno Dilma quer pedágio em região urbana


Os municípios poderão cobrar pedágio para diminuir o trânsito de automóveis, segundo a Lei de Mobilidade Urbana, sancionada na última semana pela presidente Dilma Rousseff. Um dos principais objetivos é estimular o transporte coletivo e reduzir a emissão de poluentes.

Segundo nota publicada no Estadão, a nova lei autoriza a cobrança de tributos pelo uso da infraestrutura urbana, "visando a desestimular o uso de determinados modos e serviços de mobilidade". A receita gerada pelo pedágio ou outra forma de tributação deve ser destinada ao transporte coletivo, como a concessão de subsídio público à tarifa. O uso de bicicletas também precisa ser estimulado, segundo o texto.

As novas regras de incentivo ao transporte coletivo podem não entrar em vigor antes da Copa do Mundo de 2014, porque os municípios têm prazo até 2015 para se adequarem a elas. As 1.663 cidades brasileiras com mais de 20 mil habitantes terão de elaborar planos de mobilidade urbana. E as cidades que não cumprirem o prazo de três anos para os planos podem ser punidas com a suspensão dos repasses de recursos federais ao setor.

De acordo com a publicação, hoje, apenas municípios com mais de 500 mil habitantes eram obrigados a ter planos de mobilidade e nem todas as 38 cidades com esse perfil têm políticas para o setor. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) alerta que "fazer a lei pegar" é um dos principais desafios da Lei de Mobilidade Urbana. Atualmente, os municípios já são autorizados a subsidiar os transportes coletivos, mas o subsídio só vale na Região Metropolitana de São Paulo e nos metrôs, segundo o Ipea.

O estudo considera a lei um avanço, depois de 17 anos de debate no Congresso. Já o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, apontou contradições nas políticas públicas. "Ao mesmo tempo em que o governo estimula a compra de automóveis para ajudar a indústria automotiva a enfrentar a crise internacional, a nova lei autoriza a cobrança de tributos para limitar sua circulação nas cidades", afirmou.

O presidente da confederação prevê que poderá ser criada uma guerra fiscal entre os municípios, com estímulo aos motoristas para que licenciem seus automóveis em cidades que tributem a circulação de carros em suas ruas. "Poderemos até questionar a constitucionalidade, porque sobre a propriedade de veículos já incide a cobrança do Imposto de Circulação de Veículos Automotores (IPVA) e poderia ser caracterizada uma dupla tributação."

Táxis- A lei também determina que os municípios fixem a tarifa máxima cobrada pelos táxis. A medida estimularia a competição por meio de descontos.
*Fonte: O Estadão.

O crack e a hipocrisia


De repente os excluídos da Cracolândia - que viviam em meio à mais   indescritível sujeira e se drogando a céu aberto, abandonados pelas   famílias, pela sociedade e pelo Estado - se veem disputados pelos donos   do poder...Bastou que o governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo,   auxiliados pela Polícia Militar começassem uma ação para  prender os   traficantes ,oferecer tratamento com internação aos drogados pelo crack e   retomassem o projeto Nova Luz para que logo chovessem críticas por   parte daqueles que nunca ofereceram solução alguma ao problema   , e que pelo contrário, há anos vivem da desgraça daqueles viciados em   droga  numa relação de duplo parasitismo.
Sempre os mesmos personagens, sempre os mesmos pseudo religiosos/militantes/assistentes sociais que sabem   que só sobrevivem se aquele mundo infernal continuar existindo.
E como se não   não bastassem essas críticas insanas , como se não bastasse o espaço que   a mídia escrita e televisiva deu a estes despeitados, agora leio nos jornais   uma afirmação absurda: a de que a única intenção de Alckmin e Kassab   nesta ação da Cracolândia foi a de se anteciparem a uma ação do governo   federal programada para o mes de abril...Mais do que absurda é no minimo   uma afirmação de grande desonestidade. Pois a "intenção" desta ação   federal era tanta, mas tanta...que  há apenas 2 meses e meio atrás o   Ministro Alexandre Padilha, afirmou , durante uma reunião do Conselho Nacional   de Saúde, em Brasília, que o consumo do crack no Brasil não era uma   epidemia minimizando o problema e fechando os olhos à realidade. Esta é a   prova de que Alckmin e Kassab não se anteciparam a ação alguma do governo   federal ,  porque este projeto jamais existiu. O que   o governo petista não pode suportar é ver seus adversários com reais   possibilidades de colher os louros de um trabalho difícílimo , complexo,   lento, mas eminentemente humano.
Coisa mais feia...jogo mais sujo!
*Mara Montezuma Assaf, por e-mail, via resistência democrática
COMENTÁRIO: Já o governador do Rio preocupado com as festas de fim de ano fez e continua fazendo a retirada dos viciados da cracolândia localizado na linha férrea do bairro de Benfica ou Manguinhos, usando os mesmos métodos de São Paulo e o engraçado que não apareceu ninguém até agora pra criticar.
Será porque o governador do Rio é um dos aliados do desgoverno federal? Semana passada mesmo eles estiveram lá recolhendo viciados.
*Sueli da Silva, por e-mail, via resistência democrática

A verdade sobre o "paraíso" petista.

Cuba em 1994

Saúde e medicina cubana

A grande mentira