quarta-feira, 9 de abril de 2014

Dilma, Gim Argelo e um cachorro chamado Nêgo.

Se um cara passeia com a presidente e o seu cão, se a leva para rezar pela cura, não merece uma vaga no TCU. Quem merece, então?
(uma breve história sobre a garantia dada por Dilma que Gim Argelo seria ministro do TCU)
Nêgo foi um presente de Gim Argelo para Zé Dirceu, ainda o Capitão do Time de Lula. Dirceu chutado deixa a casa oficial na Península dos Ministros. Dilma assume, herda a casa e o cachorro Nêgo, abandonado pelo Zé. 
Gim Argelo havia assumido a suplência de Roriz, que renunciou para não ser cassado. O maior feito de sua vida -  e ele conta essa história milhares de vezes - , foi ter vendido um Galaxie usado para Mário Andreazza, na época Ministro dos Transportes. 
Com a nova vizinha Gim escalou um segurança para avisar quando ela saía para passear com Nêgo. Estilo vendedor de rabo de peixe assim que a ministra passava ele emparelhava. 
E assim se formou uma bela amizade. Foi para Gim que Dilma confidenciou suas suspeitas de câncer. Foi com Gim que ela conheceu o Terço Bizantino. Não se sabe se cantavam juntos as canções do de Marcelo Rossi. 
O que se sabe é que Dilma pegou seu guia espiritual e o tirou no baixo clero do Senado, a começar pela relatoria do Orçamento da União. Por que não uma vaguinha no TCU, quem sabe uma dobradinha com Ideli.
*gracialavida por  yahoogrupos.com.br 

André Vargas lembra uma daquelas clássicas definições de covarde inscrita nos banheiros dos botecos.

E não é a dupla do barulho estava pronta para "atuar" ( este verbo é o preferido de André Vargas ). Era Gleisi governadora, André Vargas senador. 
Estava tudo certo. A grana de Itaipu não passa por TCU, MP. Vai direto para os prefeitos. Mas uma "imprudência" e a covardia explícita em não renunciar põe este "brilhante petista", preparado para vôos muito altos, e poderá ser investigado pelo Supremo. 
Para os esquerdistas esquecido o Supremo é o STF, aquele Tribunal que tem um presidente negro chamado Joaquim Barbosa e que meteu Zé Dirceu na Papuda. 
Lula já deu baixa no amigo do doleiro. Mandou jogar aos cães. Tipo, não presta mais. PT saca da rede o vídeo do Padilha pedindo voto para Vargas...
*Com gracanopaisdasmaravilhas.blogspot.com/‎

Comunismo e sua vocação assassina e totalitária.


André Vargas manda duros recados ao PT e ameaça contar o que sabe sobre Gleisi e Paulo Bernardo.

André Vargas, acuado, ameaça o "bando"...

Soltando a voz – Deputado federal pelo Paraná e vice-presidente licenciado da Câmara dos Deputados, o petista André Vargas não está disposto a seguir o caminho que leva ao matadouro sem luta. Depois de muitos serviços prestados ao Partido dos Trabalhadores, Vargas está revoltado com a forma como vem sendo tratado pelos companheiros de legenda. Aos amigos o parlamentar tem dito que exigirá que lideranças do partido demonstrem solidariedade publicamente.


“Estou sendo tratado como se fosse o único pecador em meio a uma legenda angelical de querubins e serafins”, desabafou o deputado a um amigo. André Vargas, que já foi secretário nacional de Comunicação do PT e, nessa posição, prestou muitos serviços (sujos) a deputados, senadores e cartolas do partido, que hoje o apedrejam, tem muita munição e já dá sinais que não deixará a sua degola avançar de forma impune: “Me aguardem”, tem declarado o petista.
A indignação maior de André Vargas é com a incompetente senadora Gleisi Hoffmann, de quem é o coordenador da campanha ao governo do Paraná, e Paulo Bernardo da Silva, atual ministro das Comunicações e marido da ex-chefe da Casa Civil. O ainda deputado petista foi coordenador da campanha de Paulo Bernardo à Câmara Federal.
O que mais revolta Vargas é que por comandar a campanha de Paulo Bernardo, em 1998, acabou como alvo de conturbado processo judicial por lavagem de dinheiro. Coincidência ou não, o dono da lavanderia financeira da época era Alberto Youssef, doleiro preso recentemente pela Polícia Federal na esteira da Operação Lava-Jato. “Agora esses dois (Bernardo e Gleisi) estão fingindo que não me conhecem. Se for preciso vou refrescar a memória deles”, afirmou.
Não é só a falta de solidariedade que tem deixado André Vargas indignado. Ele identificou inúmeros sinais de que seu calvário político resultou do chamado “fogo amigo”. Identificado com o “volta Lula”, Vargas teria se tornado um alvo para setores do PT leais à presidente Dilma Rousseff. A ideia dos palacianos era detoná-lo como um exemplo do que os demais filiados ao partido não deveriam fazer. O que os autores da operação não contavam era com a dimensão do escândalo, que acabou se voltando contra todo o PT e a própria Dilma.
Também não contavam com a reação de André Vargas. Encurralado e sem nada a perder, transformado em pária político e vendo-se obrigado a mandar pelos ares a carreira política, o deputado petista é uma ode ao perigo. Correndo o risco de ser condenado por corrupção e acabar no Complexo Penitenciário da Papuda, com direito a erguer o punho cerrado, Vargas não descarta a possibilidade de se transformar em mais um homem-bomba dentro do PT. Ele sabe demais e tem pouca estrutura psicológica para suportar silenciosamente a pressão decorrente de rumoroso escândalo de corrupção.
* httpp://ucho.info/andre-vargas-manda-duros-recados-ao-pt-e-ameaca-contar-o-que-sabe-sobre-gleisi-e-paulo-bernardo

Varra o PT para o lixo.


terça-feira, 8 de abril de 2014

É um tsunâmi de lama que não acaba mais!

Que coisa, né? Estou aqui estarrecido. Até os santinhos, coitados!, quando próximos da Petrobras, acabam ficando com o pau oco. Nada escapa da sanha companheira, nem o território do sagrado. Segundo informa Aguirre Talento, na Folha Online, uma verba doada pela Petrobras para a restauração de uma igreja, na Bahia — terra natal do então presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli —, resultou em um dano de R$ 4,2 milhões aos cofres da estatal. Pior ainda: a restauração não terminou, ficou pelo caminho.
É isto mesmo: a estatal liberou a bolada de R$ 7,6 milhões para que a ONG Grupo Ecológico Humanista Papamel restaurasse a igreja Santo Antônio de Cairu, na cidade de Cairu, que fica a 294 km de Salvador. A tal entidade foi escolhida a dedo, sem nenhum processo de seleção. Como se sabe, a Petrobras não se preocupa com essas bobagens. Entre 2011 e 2013, a maior empresa brasileira executou obras no valor de R$ 90 bilhões sem fazer licitação.
Qual a experiência do tal “Papamel” em restauração? Nenhuma! Nunca chegou a colar a cabeça ao corpo de um santinho de barro nem com Super Bonder. Trata-se de um grupo de militância… ambiental, entendem? Por isso, a ONG subcontratou uma empresa chamada Patrimoni para realizar a tarefa. Aí pensará o leitor: “Essa, sim, sabia tudo de restauração, né?”. Engano! Também não sabia nada. Embora nos relatórios da Petrobras haja a informação de que 100% da obra foi concluída, isso é… mentira!
A grana foi repassada à tal Papamel entre 2005 e 2009. Segundo a Controladoria-Gral da União, além de ter havido direcionamento na escolha da ONG, houve um prejuízo de R$ 1,7 milhão em decorrência de serviços previstos e não prestados, e há nada menos de R$ 2,5 milhões de gastos sem origem conhecida — não se sabe em que o dinheiro foi empregado: nada menos de 33% do total de recursos.
Segundo o relatório da CGU, um certo Manuel Telles, engenheiro, que responde pela Patrimoni, teria tido acesso a informações privilegiadas dentro da Petrobras. Pois é… Telles e o então responsável pela Papamel na época, José Renato Santana Souza, dizem que a obra ficou inacabada porque imprevistos aumentaram o orçamento inicial e que seriam necessários aditivos. Claro, claro! O “aditivo” num contrato em razão de “imprevistos”, como sabemos, é o sal da terra para essa gente.
E pensar que estamos há quase 12 anos submetidos à ditadura vagabunda dos valores estatistas. Venham cá: vocês acham que uma empresa privada faria certas coisas que faz a Petrobras? Vocês acham que uma empresa privada doaria quase R$ 8 milhões para uma ONG restaurar uma igreja sem que ela fosse especializada no assunto? Vocês acham que uma empresa privada pagaria US$ 1,3 bilhão por uma refinaria que custara US$ 42,5 milhões dois anos antes? Vocês acham que uma empresa privada seguraria a onda de um diretor que, num processo de aquisição, omitisse informações essenciais ao Conselho de Administração?
Sempre que alguém começar a defender as glórias do estado empresário na sua frente, leitor, das duas uma: ou é um bobalhão desinformado, com os platinados já colados pela ideologia estatista, ou é um potencial ladrão de dinheiro público.
No Brasil dos companheiros, todo santinho é do pau oco.


*Texto por Reinaldo Azevedo

Mais lama sob o Planalto e o PT.

Mais lama sob o Planalto e o PT. Agora a denúncia envolve o Banco Schahin, a Petrobrás, Celso Daniel e chantagem sobre Lula.


Banqueiro teria atendido pedido de Lula e do PT para pagar chantagem de R$ 1 bilhão feita pelo empresário Ronan Maria Pinto, do ABC, que saberia demais sobre o assassinato do ex-prefeito Celso Daniel. O banco Schahin foi beneficiado pela Petrobrás em vários contratos de uma subsidiária e mais tarde foi assumido pelo BMG, um dos envolvidos no Mensalão. A lama corre solta sob o Palácio do Planalto e sob os pés do PT.
Empenhadas em impedir investigações do Congresso sobre a Petrobrás, a presidente Graça Foster e até a presidente Dilma Roussef, o PT e seus aliados, já envolvidos até a medula nos casos de Pasadena, da holandesa SBM e também o "legado" deixado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava-Jato, tem mais um pepino para administrar:
-Trata-se da relação entre a estatal e o grupo Schahin, do empresário Salim Schahin, que obteve contratos de cerca de R$ 10 bilhões com arrendamentos de plataformas.
Reportagem deste fim de semana da revista Veja, aponta que a Schahin cresceu na Petrobras depois uma negociação intermediada pelo publicitário Marcos Valério, segundo o mesmo afirmou em depoimento secreto ao Ministério Público. Este caso tende a crescer nos próximos dias e deve ser o próximo cavalo de batalha da oposição, em sua cruzada para instalar a CPI da Petrobras. Schahin teria sido o responsável por fazer cessar uma suposta chantagem do empresário Ronan Maria Pinto, do ABC paulista, contra integrantes do Partido dos Trabalhadores. Sob os holofotes, ele já vinha despertando a atenção de parlamentares. Há poucos dias, um requerimento apresentado pelo deputado Carlos Magno, de Rondônia, foi aprovado pela comissão de fiscalização e controle. O motivo: a empresa, do empresário Salim Schahin, foi condenada em cerca de R$ 1 bilhão num processo arbitral em razão do rompimento de uma barragem, a de Apertadinho, que estava sob sua responsabilidade, em Rondônia. “Como já confirmado por esta Comissão, o grupo Schahin e seus acionistas são prestadores de serviços e arrendatários de plataformas e navios para a Petrobras, em contratos que perfazem um valor global superior a 10 bilhões de reais”, diz o texto do requerimento. “Com essa condenação o impacto financeiro sobre o grupo Schahin pode afetar sua situação financeira, fazendo com que o mesmo pare de performar seus contratos com a Petrobras”.
Antes dessa condenação, a Schahin já havia sofrido outro revés, com a intervenção no Banco Schahin, instituição financeira que acabou sendo incorporada pelo BMG.
* Fonte: Jornalista Políbio Braga

Acionista recorre à Procuradoria pela compra da refinaria de Pasadena.

Acionista minoritário da Petrobrás vai à justiça responsabilizar Dilma e Mantega pelas perdas da Petrobras
Rio e São Paulo - O acionista minoritário da Petrobras Romano Allegro quer que a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sejam obrigados a ressarcir a Petrobras e seus acionistas dos prejuízos causados pela compra da Refinaria Pasadena, nos Estados Unidos.

Em representação entregue ao Ministério Público Federal, Allegro listou nove atitudes contrárias à lei e ao Estatuto da Petrobras tomadas pelo Conselho de Administração, que, na época do negócio, era presidido por Dilma. As decisões tomadas pelo conselho, pelo documento entregue por Allegro, provocaram o prejuízo aos cofres da estatal e de seus acionistas de mais de US$ 1 bilhão.
"É inimaginável que um homem mediano firmasse um protocolo de intenções para pagar por um produto mais de dez vezes o seu valor real", escreve Allegro no pedido ao procurador geral da República, Rodrigo Janot. A refinaria foi comprada pela então sócia da Petrobras no negócio Astra Oil por US$ 42,5 milhões.
O procurador da República Orlando Monteiro Espíndola da Cunha já abriu inquérito no Rio para investigar a compra da refinaria. Allegro acredita que seu pedido vai reforçar o inquérito já aberto:
— Espero que o Ministério Público consiga apurar o que há de verdade nisso tudo. Quanto petróleo está sendo refinado (em Pasadena), qual a geração de caixa, quando esse dinheiro vai ser recuperado. Jogaram fora mais de US$ 1 bilhão, alguém tem que responder por isso — afirma Allegro que foi a todas as assembleias da Petrobras desde abril de 2007 e entrou com 40 comunicações na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). — Essas comunicações geraram quatro processos. Três foram arquivados, mas um ainda está em andamento.
Esse último pede que os fundos de pensão e o BNDESpar deixem de votar como minoritários, por serem controlados pela União, acionista majoritária da Petrobras. A CVM já considerou o pleito pertinente, mas o processo ainda está em andamento.
Allegro, que estima ter gastado cerca de R$ 90 mil somente com os custos para acompanhar a estatal do petróleo, cita ainda a rapidez das auditorias devidas em casos de fusão, as chamadas duo diligence , para avaliar as condições financeiras, jurídicas e operacionais da futura sócia, na compra de Pasadena.
Allegro cita ainda avaliação superestimada, cláusulas contratuais desvantajosas, falta de investigação sobre a responsabilidade do então diretor da Área Internacional da companhia, Nestor Cerveró, no negócio, e a decisão de descumprir sentenças arbitrais e decisões judiciais:
"Todas as decisões tomadas num espaço de três anos, entre 2006 e 2009, levaram a Petrobras a sofrer danos patrimoniais gigantescos", diz o documento.
Esse prejuízo citado pelo acionista começou a se desenhar em janeiro de 2005, quando a belga Astra Oil comprou a refinaria americana de Pasadena por apenas US$ 42,5 milhões. No ano seguinte, a Petrobras adquiriu 50% das ações da unidade por US$ 360 milhões.
Poucos anos mais tarde, por divergências em relação a investimentos que teria que realizar, a Astra entrou na Justiça americana contra a Petrobras. É que, para a unidade ter condições de refinar o petróleo brasileiro, que é mais pesado, seriam necessários aportes de US$ 1,5 bilhão, a serem divididos entre os dois sócios.
Sem acordo, o caso ficou na Justiça dos EUA. Para encerrá-lo, a Petrobras concordou, então, em pagar US$ 839 milhões em 2011 à companhia belga por seus 50% no capital da refinaria.
Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin, ao sair da missa que celebrou a canonização de padre Anchieta na Catedral da Sé, lamentou a queda no preço das ações da estatal após a divulgação da investigação da Polícia Federal.
— As ações da Petrobras despencaram. Isso prejudica toda a população, porque o acionista majoritário é o povo brasileiro. Prejudica os trabalhadores, porque muita gente comprou ações e elas viraram pó. Valiam R$ 80 e baixaram para R$ 20 — disse o governador.
* POR CÁSSIA ALMEIDA E MÁRCIA ABOS

O adversário de Dilma.

Nem Marina Silva, nem Aécio Neves, nem Eduardo Campos.
O principal adversário da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, é Luiz Inácio Lula da Silva – por cinco vezes candidato a presidente, eleito em 2002, reeleito em 2006, e agora aspirante ao terceiro mandato.
Não acredite se Lula voltar a dizer que não deseja subir outra vez a rampa do Palácio do Planalto. Simplesmente não acredite.
Dilma e Lula travam uma batalha de morte para Dilma e de adiamento de um sonho para Lula.
Caso não concorra a um segundo mandato - ou concorra e acabe derrotada -, o mais provável é que Dilma saia de cena. Política não é a praia dela – pelo menos a política do “me empresta seu jatinho que eu lhe ajudo a fazer negócios com o governo”.
Lula preferiu ser sucedido por Dilma ao imaginar que isso facilitaria sua volta. Afinal, ela lhe seria grata para sempre. Outro nome do PT que o sucedesse, talvez não.
Passados quatro anos, Dilma cederia o lugar a Lula sem oferecer resistência. Quem mais do PT seria capaz de se comportar assim? É o que Lula deve ter pensado.
De resto, Dilma nunca foi do PT. Foi do PDT de Leonel Brizola. Por conveniência, filiou-se ao PT. Mas nunca se reconheceu como uma petista de verdade. Nem o PT a reconhece como tal.
Ocorre que Dilma gostou do poder. E quer provar que não é um poste que Lula acende ou apaga ao seu gosto. Compreensível, pois não. Daí...
Daí a batalha surda que travam. Por ora essa é a batalha que importa.

Marina como vice de Eduardo, Aécio e Eduardo ainda não entraram no ringue. Preparam-se para entrar. Dilma está no meio do ringue. E defende-se sozinha.

Lula? Só finge que a defende. O PT? Nem isso. Os demais partidos torcem pelo fim do seu governo.
Com poucos telefonemas, se quisesse, Lula enterraria de vez o movimento “Volta, Lula”, que recrudescerá depois da queda de Dilma na mais recente pesquisa Datafolha sobre intenção de voto.
Ela caiu seis pontos percentuais, embora ainda se reeleja no primeiro turno. O mais preocupante para Dilma: aumentou a vontade dos brasileiros por mudanças.
Pouco mais de 70% querem que o próximo presidente aja de maneira diferente da maneira de Dilma. E

m cerca de um ano cresceu de 34% para 63% o percentual dos que dizem que Dilma faz pelo país menos do que eles esperavam.

O fantasma do desemprego assombra mais gente. Assim como o pessimismo com o poder de compra.
O enfraquecimento de Dilma favorece a volta de Lula, mas um enfraquecimento em excesso atrapalha ou inviabiliza.
Quer dizer então que Dilma não foi melhor administradora do que ele? Lula garantiu que ela seria. A culpa é de quem? De Dilma que jamais cogitou de ser candidata a presidente? Ou de Lula que cogitou por ela?
Termina em 30 de junho o prazo para que os partidos indiquem seus candidatos às eleições deste ano. Se até lá se convencer de que será derrotada, Dilma abdicará da reeleição.
Lula não poderá esperar tanto tempo. A costura das alianças políticas nos Estados está avançada ou quase pronta. Lula teria dificuldades para desmanchá-la.
Enquanto isso...
A revelação de que a Petrobras fez negócios podres atinge os dois governos de Lula. O PT sofre com a revelação de que um dos seus dirigentes foi parceiro de um doleiro preso. E não falta munição contra Lula e o PT.
Dilma nada tem a ver com isso - nada. E a tudo assiste desolada...
*Texto de Ricardo Noblat

Se falta o rumo, todas as escolhas são ruins.

Serra: "Se falta o rumo, todas as escolhas são ruins."
O presidente a ser eleito neste ano vai receber a pior herança econômica desde Itamar Franco, cuja posse foi em outubro de 1992 em razão da renúncia de Fernando Collor de Mello, que seria fatalmente colhido pelo impeachment. No baú de heranças negativas estará a falta de manobra na área externa diante de um ambiente econômico internacional pouco fulgurante para o Brasil e da acelerada desindustrialização, que causa pesados déficits na balança comercial. Também há a pressão fiscal: custeio em alta contínua, despesas crescentes com juros e subsídios selvagens à área energética, semiestagnação econômica, que freia o crescimento da arrecadação, e Estados em má situação orçamentária devida ao ano eleitoral de 2014.

Não haverá, é bem verdade, risco a curto prazo de calotes nas áreas externa ou fiscal, mas nem por isso as agências internacionais de risco, tão atrapalhadas quanto influentes, deixarão de atazanar as expectativas dos investidores em relação à economia brasileira.
O próximo presidente vai enfrentar ainda problemas agudos nas áreas de saúde e de segurança pública, e há a chaga social provocada pelas drogas. Essas três questões são as que mais afligem dois terços dos brasileiros.
Na economia, a inflação reprimida está à espreita. Tarifaços nas áreas de energia elétrica, combustíveis e transportes urbanos serão inevitáveis em 2014, a menos que se replique entre nós a desastrosa experiência do governo dos Kirchners, na Argentina, comprimindo preços, deteriorando a capacidade de cada um desses setores e expandindo ainda mais desabridamente os subsídios fiscais.
Um analista atento e desapaixonado, não precisa ser da oposição, concordará com a tese de que o pior cenário para enfrentar os problemas nacionais seria o sucesso da reeleição. Invertendo o ditado popular, quem pariu Mateus é o menos indicado para embalá-lo. Com a reeleição não daria para evitar uma deterioração rápida e forte das expectativas sociais e dos agentes econômicos. Não existiria, por exemplo, o voto de confiança de que todo novo governo dispõe para corrigir rumos.
A reeleição da atual presidente também reproduziria a baixa qualidade da gestão governamental, consequência do despreparo da equipe, uma das piores de todos os tempos. A presidente Dilma Rousseff ignorou e continua ignorando o bê-á-bá de qualquer manual de bom governo, segundo o qual ministros, secretários e presidentes de empresas públicas devem entender de sua área específica mais do que o presidente, governador ou prefeito. Ela nivelou a equipe por baixo e ignorou a prudência, que recomenda que se combine a delegação de funções com o exercício da liderança. Não fez nem uma coisa nem outra. Chefe de governo tem de definir prioridades, fortalecer os meios, antecipar-se aos acontecimentos, cobrar cronogramas, exercer o comando político e comunicar-se com clareza e coerência com a população. É tudo o que não existe hoje, quando o Brasil vive sob um governo que não sabe o que quer, transforma soluções em problemas, facilidades em dificuldades, e erra a mancheias. De fato, o foco principal da crise brasileira hoje em dia está no governo. O pesadelo dos agentes econômicos não reside tanto nos indicadores ruins sobre a economia, mas na possibilidade de o governo Dilma se prolongar por mais quatro anos.
Nenhum governo é imune a equívocos, maiores ou menores. Mas a singularidade dos governos do PT foi transformar o que deveria ser uma anomalia em método. O caso da Petrobrás é eloquente. Havia um sistema de concessões de exploração de petróleo que funcionava bem, expandindo a produção e entregando um enorme poder ao governo para extrair receitas. Mas deu-se nó em pingo d’água e criou-se para o pré-sal um novo método, de “partilha”, que tornou obrigatória a presença direta da empresa em cada poço, com um mínimo de 30%. Como ela não tem capacidade executiva nem recursos para tanto, isso complicou sua situação financeira e operacional, já agravada pelo represamento de seus preços como estratégia para reprimir a inflação.
A gestão incompetente, a falta de pulso do governo e o loteamento político desenfreado levaram também ao fracasso dos investimentos em refinarias. Em Pernambuco, a construção da Refinaria Abreu e Lima, orçada em US$ 2,5 bilhões, não sairá por menos US$ 20 bilhões e ficará pronta cinco anos depois do prazo. Outras duas, no Maranhão e no Ceará, mal saíram do papel. No Rio, a Comperj repete a rotina de atrasos, estouro absurdo do orçamento, etc. E há, como sabem os leitores, a pexotada da refinaria de Pasadena. Se faltaram à então ministra e conselheira Dilma Rousseff as informações adequadas para impedir, em 2006, a Petrobrás de fazer um negócio desastroso, ela dispunha, nos anos seguintes, de todos os dados de que precisava para cobrar responsabilidades: como conselheira, ministra e presidente. Os procedimentos em curso na Petrobrás, se aplicados à iniciativa privada, quebrariam qualquer empresa.
As consequências disso tudo são conhecidas: estagnação da produção nacional de petróleo e aumento de cinco vezes do volume importado de gasolina entre 2010 e 2013. Pelo conceito do custo de oportunidade, a perda da Petrobrás no acumulado de janeiro de 2003 a dezembro de 2013 foi de R$ 53,4 bilhões. Tornou-se a empresa de petróleo mais endividada do mundo e perdeu metade do seu valor de mercado.
Além da tragédia da Petrobrás, a era petista produziu outro grande estrago no setor de infraestrutura: desorganizou o sistema elétrico brasileiro. A distância entre o que a Presidência da República pensa que sabe sobre o setor e o que efetivamente sabe é avassaladora e se refletiu numa medida provisória, a MP 579, que não era necessária e serviu de gatilho do atual estrago: aumento alucinante dos subsídios ao setor, preços reprimidos e derrubada da Eletrobrás, cujo valor de mercado representa hoje menos de um sétimo do seu patrimônio líquido.
Para quem não sabe aonde vai todos os caminhos são bons. Quando, no entanto, quem está sem rumo comanda um país, aí todas as escolhas são ruins.