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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Insatisfeito, peemedebista chama Dilma de 'ingrata'
Por Eugênia Lopes e Denise Madueño-AGE:
Brasília - A insatisfação do PMDB com o xadrez ministerial que está sendo armado pela presidente eleita, Dilma Rousseff, foi verbalizada hoje pelo ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso, que toma posse daqui a dois meses em seu terceiro mandato Câmara. Na primeira reunião da bancada com os novos deputados, o ex-governador abriu o verbo: acusou Dilma de "ingratidão" e o PT de levar os melhores ministérios, além de criticar as pastas que estão sendo oferecidas ao PMDB.
"A Dilma na campanha só faltou falar 'uai'. Mas depois que venceu a eleição com uma diferença de mais de 1,7 milhão de votos em Minas ela sumiu do Estado e tirou nossos ministros. Que ingratidão", reclamou Newtão, como é conhecido. Ele aproveitou para criticar a escolha de Fernando Pimentel, candidato derrotado do PT ao Senado por Minas Gerais, para compor o futuro ministério. "Ele (Pimentel) só foi indicado porque é amigo de luta armada da Dilma", disse.
"Que expressão tem esse ministério que está sendo formado para Minas? Nenhuma", afirmou. Newtão bateu forte também na escolha de Miriam Belchior, atual coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para o Ministério do Planejamento. "No Planejamento botaram aquela mulher que é o José Dirceu de saias", disse. Miriam é ligada ao ex-ministro José Dirceu.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Maior doador de Dilma deve para o BNDES
O grupo JBS-Friboi, que recebeu empréstimo de aproximadamente R$ 3,5 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), foi o maior doador da campanha da petista Dilma Rousseff: R$ 10 milhões doados em seis repasses entre agosto e setembro. Apesar do favoritismo e da vitória, a campanha do PT terminou as eleições com uma dívida de R$ 27,7 milhões.
A estratégia oficial do BNDES era transformar os frigoríficos em gigantes mundiais. Os empréstimos, vistos com desconfiança pelo mercado, bancaram a aquisição de empresas estrangeiras pelos frigoríficos brasileiros. E o grupo JBS foi o principal destinatário dos recursos da instituição. Dados recentes apontavam que o BNDES tinha 21% do capital do JBS-Friboi.
O segundo maior doador da campanha foi a Camargo Corrêa, uma das construtoras que toca obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que tiveram irregularidades graves apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A empreiteira doou R$ 8,5 milhões para campanha. Outra empresa responsável por obras com pendências no TCU, a Construtora Queiroz Galvão, foi a terceira maior doadora – R$ 5,1 milhões. A OAS, também responsável por obras em situação irregular do PAC, doou outros R$ 3 milhões para a campanha. Entre os bancos, o Itaú foi o maior doador da campanha de Dilma: R$ 4 milhões.
Os dados fechados de receitas e despesas da campanha de Dilma foram entregues ontem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Todas as informações, incluindo as notas fiscais, serão analisadas em regime de mutirão por técnicos do TSE e auditores do Tribunal de Contas da União (TCU). As contas deverão ser julgadas até o dia 9 de dezembro. Se aprovadas, Dilma Rousseff será diplomada no dia 17 e tomará posse no dia 1.º de janeiro.
No total, a campanha de Dilma Rousseff arrecadou R$ 148,8 milhões, dos quais R$ 105 milhões foram arrecadados antes do primeiro turno. As despesas da campanha somaram R$ 176,5 milhões.
O que prejudicou as contas da campanha foi a realização do segundo turno. "As empresas se prepararam para o primeiro turno. Houve um grande volume de doações. Mas o orçamento de muitas empresas para as eleições se esgotou", explicou o tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff, José de Filippi.
Nas três semanas entre o primeiro e o segundo turno, o comitê da campanha gastou quase R$ 80 milhões. Nesse período, a campanha conseguiu arrecadar apenas R$ 25 milhões.
Os principais gastos foram com a produção de programas de rádio, televisão e vídeo – R$ 39 milhões. Para realizar eventos de promoção da candidata foram consumidos R$ 11,7 milhões. Com publicidade por meio de placas, estandartes e faixas foram gastos R$ 10 milhões. Outros R$ 6,4 milhões foram consumidos com a criação e inclusão de páginas na Internet.
Nas últimas eleições, o presidente Lula deixou para o partido uma dívida de R$ 9,8 milhões, o equivalente a 10% dos gastos feitos durante a campanha. A dívida deixada agora corresponde a 15% das despesas.
Primeiro condenado pela morte de Celso Daniel é preso no ABC
O primeiro condenado do caso Celso Daniel, Marcos Roberto Bispo dos Santos, o Marquinhos, foi preso na manhã desta quarta-feira (1º) pela Polícia Civil de Diadema, no ABC paulista, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
Foragido, Santos foi julgado à revelia e condenado a 18 anos de prisão pela participação no assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), em janeiro de 2002.
Pairava sobre ele a acusação de dirigir um dos carros usados para sequestrar Daniel e transportar a vítima da Favela Pantanal, em São Paulo, para o cativeiro. Santos também foi responsabilizado por encomendar o roubo de outro veículo usado na operação.
Após conduzir o júri que levou à condenação do primeiro réu, o promotor Francisco Cembranelli pretende deixar o caso. Teria considerado que sua missão já está cumprida por conseguir emplacar a tese de que o crime foi encomendado.
Outros seis acusados de envolvimento na morte de Daniel, entre eles o empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, apontado pela Promotoria como mandante do crime, devem ser julgados a partir de 2012.
Daniel era coordenador da campanha do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva na campanha presidencial de 2002 e cotado para ser um de seus ministros.
Um presidente irritadinho
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se irritou nesta terça-feira ao ser questionado se agradeceria à “oligarquia Sarney” pelo apoio dado durante seu governo. Na cerimônia que marcou o fechamento simbólico da primeira de 14 comportas da Usina Hidrelétrica Estreito, no Maranhão, erguida ao custo de R$ 4 bilhões na divisa do Maranhão com o Tocantins, estava presente a governadora Roseana Sarney (PMDB), e o aliado e ex-ministro de Minas e Energia, senador Edison Lobão (PMDB-MA).
“Eu agradeço [aos Sarney] e a pergunta preconceituosa sua é grave para quem está há oito anos comigo em Brasília. Significa que você não evoluiu nada do ponto de vista do preconceito, que é uma doença. O presidente Sarney é o presidente do Senado. E o Sarney colaborou muito para que a institucionalidade fosse cumprida. Você devia se tratar, quem sabe fazer psicanálise, para diminuir um pouco esse preconceito”, disse o presidente. Roseana ainda disse que a pergunta demonstrava “preconceito contra a mulher”.
COMENTO: Preconceito? Aonde? O presidente irritadinho não admite que se faça perguntas a respeito de sua histórica contradição política, da qual se justificou alegando ser uma metarmofose ambulante. Antes crítico contumaz dos Sarney, hoje se tornaram amigos e partilham o mesmo palanque e os mesmos objetivos políticos.
Mas, os objetivos políticos de Sarney, segundo o Lula de antigamente, não eram espúrios? E agora, não os são? Será que os "erros" dos petistas serviram para redimir os Sarney.Agora são todos iguais?
Creio que sim! Hoje não fazem diferença. São iguais sob todos os aspectos.
COMENTO: Preconceito? Aonde? O presidente irritadinho não admite que se faça perguntas a respeito de sua histórica contradição política, da qual se justificou alegando ser uma metarmofose ambulante. Antes crítico contumaz dos Sarney, hoje se tornaram amigos e partilham o mesmo palanque e os mesmos objetivos políticos.
Mas, os objetivos políticos de Sarney, segundo o Lula de antigamente, não eram espúrios? E agora, não os são? Será que os "erros" dos petistas serviram para redimir os Sarney.Agora são todos iguais?
Creio que sim! Hoje não fazem diferença. São iguais sob todos os aspectos.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Presidente ou presidenta?
Tenho notado, assim como aqueles mais atentos também devem tê-lo feito, que a candidata Dilma Roussef e seus apoiadores, pretendem que ela venha a ser a primeira "presidenta" do Brasil, tal como atesta toda a propaganda política veiculada pelo PT na mídia.
Presidenta? Mas, afinal, que palavra é essa?
Bem, vejamos:
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...
Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente.
Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, a pessoa que preside é “PRESIDENTE", e não "Presidenta", independentemente do gênero, masculino ou feminino.
Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
Um exemplo (negativo) seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta."
*Recebido por e-mail
Ex-governador de Alagoas é condenado a prisão e pagamento de indenização a desembargador
Des Orlando Manso: Collor também foi ofendido mas, calou...
O desembargador Orlando Manso disse que já esperava a decisão do ministro Og Fernandes, da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negando recurso e mantendo a condenação do ex-governador de Alagoas Ronaldo Lessa (PDT), que deverá pagar uma indenização de R$ 300 mil por danos morais. Manso afirmou que a declaração feita por Lessa contra ele, figurava crime contra a honra.
O ex-governador também foi condenado a cumprir um ano e quatro meses de reclusão, revertido para prestação de serviços, pena que deve ser aplicada pelo juiz da sentença.Durante esse período, ele também deverá ficar 5h em uma casa de albergado nos finais de semana, onde há outros condenados”, destacou o desembargador.
A ação foi ajuizada pelo Ministério Público e ocorreu após a divulgação de uma reportagem no Jornal do Commercio, em 2001. Segundo Lessa, o desembargador, na época presidente do Tribunal de Justiça era “um ladrão desavergonhado” e só no último episódio tirou mais de R$ 3 milhões do Estado. O ex-governador foi condenado em primeira e segunda instância.
O ex-governador também foi condenado a cumprir um ano e quatro meses de reclusão, revertido para prestação de serviços, pena que deve ser aplicada pelo juiz da sentença.Durante esse período, ele também deverá ficar 5h em uma casa de albergado nos finais de semana, onde há outros condenados”, destacou o desembargador.
A ação foi ajuizada pelo Ministério Público e ocorreu após a divulgação de uma reportagem no Jornal do Commercio, em 2001. Segundo Lessa, o desembargador, na época presidente do Tribunal de Justiça era “um ladrão desavergonhado” e só no último episódio tirou mais de R$ 3 milhões do Estado. O ex-governador foi condenado em primeira e segunda instância.
“A ação teve como prova material a declaração publicada no jornal, que foi muito forte". Orlando Manso informou ainda, que mesmo cabendo recurso, a condenação não deverá chegar até o Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que o relator do processo não deferiu o agravo impetrado pela defesa de Lessa.
“O recurso só iria para o STF se no processo houvesse ofensa à legislação ou agressão à Constituição Federal, por isso o ministro manteve a decisão inicial do TJ e não acatou o recurso. Essas declarações tiveram a intenção mesquinha de ofender a honra alheia, mas qualquer pessoa pode passar por isso. O Ronaldo Lessa disse também que qualquer preso do Baldomero era melhor que um desembargador e o Collor, que não tomou nenhuma atitude. Mas, eu fiz a denúncia e graças a Deus ele foi condenado”, ressaltou.
Polícia mantém cerco ao complexo do alemão
A operação ‘pente fino’ no Complexo do Alemão levou à prisão, ontem, segunda-feira, de mais 12 acusados de tráfico e à apreensão de grandes quantidades de armas, munições e drogas. Um bandido identificado apenas como Durval foi morto após tiroteio com policiais na favela Nova Brasília, também no Alemão. Segundo balanço divulgado à noite pela Polícia Militar, desde o início das operações já são 123 presos, 130 detidos para averiguação e 37 mortos. Entre os feridos estão quatro PMS e cinco acautelados.
Ao todo, já foram apreendidas 205 armas de diferentes calibres, 125 granadas e bombas caseiras. Também foram recolhidos 12 coquetéis molotov, oito artefatos explosivos, 12 garrafas com material inflamável, 14 litros de gasolina, cinco litros de álcool, sete galões de gasolina, seis dinamites e seis espoletas.
Ainda,nesta segunda-feira, policiais do 16º BPM (Olaria) descobriram uma casa que servia como um verdadeiro paiol do tráfico, na localidade conhecida como Vacaria, situada entre a Vila Cruzeiro e o Complexo do Alemão. Lá foram encontradas 30 granadas, cerca de 15 fuzis, carregadores e farta quantidade de munição.
Durante a tarde, a polícia também apreendeu cerca de 300 kg de maconha, que estavam escondidos numa casa na localidade conhecida como Alvorada, no Alemão. No local, ainda havia dois coletes à prova de balas.
Em outro ponto, na Avenida 5, um carro abandonado servia de esconderijo para um fuzil AK-47 e um FAL. Mais tarde, policiais da 21ª DP (Bonsucesso) apreenderam, na casa do traficante Betinho, no Largo da Morte, um fuzil AR-15, uma pistola 9 milímetros, um revólver 38 com telescópio adaptado, 150 balas de fuzil, um rádio comunicador e um quilo de cocaína.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Aerodilma, porque é preciso relaxar...
Governo federal negocia compra de novo avião presidencial. A Força Aérea Brasileira pediu proposta para duas aeronaves, uma delas com área VIP.
Será o Aerodilma?
O modelo favorito custa algumas vezes mais que os R$ 98 mi gastos com o Aerolula, que não tem autonomia para voos muito longos.
*Fonte: Folhapress
Cargolândia
Daniel Bramatti, Estadão.com:
Se existisse uma cidade chamada Cargolândia, habitada por ocupantes de cargos de livre nomeação à disposição do governo Dilma Rousseff, ela teria cerca de 7 mil moradores, população superior à de 1.967 municípios brasileiros.
Durante a campanha presidencial, o tucano José Serra atacou em diversos momentos o loteamento político da administração federal - em debate com a adversária Dilma, citou o número de 21 mil cargos, "a maior parte voltada a partido, a companheiro".
Levantamento feito pelo Estado, porém, revela que são pouco mais de 7.060 os funcionários que os futuros ministros poderão nomear sem a necessidade de concursos públicos.
Se todos esses cargos forem ocupados, os salários consumirão cerca de R$ 34 milhões por mês dos cofres públicos.
O número citado por Serra é o total dos chamados DAS, cargos comissionados exercidos por quem tem função de chefia ou direção e pela elite dos assessores de ministros e secretários.
Em julho passado, o governo abrigava exatamente 21.623 funcionários com DAS. Mas um decreto assinado em 2005 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva determina que a maioria desses cargos seja preenchida por servidores públicos concursados - em tese, isso reduz a influência política nas nomeações.
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