sábado, 31 de dezembro de 2016

sábado, 24 de dezembro de 2016

Vaccari, "o Moch", quer delação premiada e mamadeira.


Com medo de morrer, Vaccari disse que, caso faça um acordo de delação premiada e consiga se livrar da prisão, ele tem muito medo do pessoal do pão com mortadela, mas mesmo assim não resistiu às próprias convicções e resolveu romper o pacto de silêncio.
Segundo a imprensa, o homem que carregava a mochila cheia de dinheiro roubado para levar ao PT e que durante anos e anos atuou nas sombras, deve ser dono de segredos devastadores. Cansado, corroído fisicamente e psicologicamente, “o Moch”, ex-tesoureiro petista, está atualmente preso no Complexo Médico-Penal de Pinhais, no Paraná e sabe que a hipótese de escapar impune não existe.
Aos 57 anos de idade, a delação premiada é o único caminho que pode livrá-lo de morrer na prisão. Familiares de Vaccari já sondaram advogados especializados no assunto e discutiu-se até o teor do que poderia ser revelado.
Um dos primeiros ‘presentões’ a ser oferecido para os procuradores da Força Tarefa da Lava-Jato será a campanha eleitoral de Dilma em 2014. Vaccari tem documentos que podem sacramentar de vez o destino de Dilma.
Magoado e reclamando de ter sido esquecido na prisão, Vaccari confirmou que vai botar pra quebrar. Ele prestará depoimentos que poderão destruir não só a carreira política de Dilma e Lula, assim como também, poderá arrastar Michel Temer para o buraco.

Dilma Rousseff, como explicar uma propina de 50 milhões para sua campanha?


Está bastante difícil para os petistas dar explicações aceitáveis para quem não seja um alienado como a maioria deles. É que documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos apontam que houve um repasse de R$ 50 milhões da Odebrecht, pago pelo "Departamento de Propina" da empresa destinado à campanha da ex-presidente Dilma Rousseff em troca de um benefício à Braskem. Os americanos descrevem uma ação da Odebrecht e da Braskem junto a autoridades do governo, entre 2006 a 2009, para garantir um benefício tributário à petroquímica. Para avançarem nas negociações, as empresas receberam um pedido de um ministro do governo Lula. O ministro que solicitou os R$ 50 milhões teria sido Guido Mantega, então titular da Fazenda. O Departamento de Justiça do EUA descreve o acerto da propina feito com autoridades do alto escalão, mas não revela nomes dos executivos envolvidos. Primeiro foi feito um apelo a uma autoridade brasileira do governo Lula, identificada como o ex-ministro Antônio Palocci, que atuava como consultor da Braskem mesmo depois de deixar o Governo. O apelo seria para que Lula fizesse uma intervenção junto a Mantega, para o ministro da Fazenda tratar sobre o assunto. Os documentos americanos relatam também um encontro de um executivo da Odebrecht diretamente com Lula. Após uma série de reuniões da Odebrecht com Mantega, ele pediu contribuições para a campanha eleitoral de Dilma e escreveu “R$ 50 milhões” em um pedaço de papel. Como resultado das tratativas, em 2009, o Governo chegou a uma solução. De acordo com os americanos, foi lançado um programa de créditos tributários da qual a Braskem se beneficiou;
O ex-presidente e principal herdeiro da empresa, Marcelo Odebrecht, revelou a procuradores da Operação Lava-Jato que havia na Odebrecht uma espécie de conta em nome de Lula, cujo objetivo era manter o líder petista com influência depois que saísse da Presidência da República, obviamente para negociar com líderes de outros países para a contratação de obras e distribuição de propinas em países com afinidade ideológica com o PT. Tudo isso está sendo confirmado nas delações do 77 excecutivos da empresa, que envolvem um grande número de senadores e deputados, além de ministros e autoridades do atual governo. A população fica nas expectativa de explicações aceitáveis de quem andou se vangloriando de serem as pessoas mais honestas do mundo. E agora, Dilma, com explicar essa "merreca" de 50 milhões de reais? O povo quer sabe.


Porque hoje é Sábado, uma linda mulher.

A beleza da empresária e minha amiga Bia Farias

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Lulinha usou laranja para lavar apartamento de R$ 3 milhões.



O apartamento onde mora Fábio Luís Lula da Silva, primogênito do ex-presidente Lula, foi adquirido por R$ 3 milhões e recebeu reformas, armários e eletrodomésticos que, somados, custaram R$ 1,6 milhão. Os valores constam de um relatório da Polícia Federal, onde se informa ainda que o imóvel foi comprado em 2009 por Jonas Leite Suassuna Filho, um dos sócios do sítio de Atibaia e da Gamecorp, empresa de Fábio Luís. O sítio de Atibaia é usado pelo ex-presidente Lula e sua mulher, Marisa Letícia.
O laudo da Polícia Federal, anexado a um dos inquéritos que investiga o ex-presidente Lula e seu filho, mostra que Suassuna deu uma procuração para que a as chaves fossem entregues a Lilian Bittar, que cuidaria também das obras. Lilian é mulher de Fernando Bittar, outro sócio do sítio de Atibaia e da Gamecorp, e foi contratada como designer de interiores para supervisionar o acabamento do imóvel.
De acordo com os documentos anexados às investigações, que não estão sob sigilo de Justiça, o imóvel foi adquirido na planta e as chaves foram entregues em 2012. As reformas, instalação de armários planejados e eletrodomésticos ocorreram em 2013.
Segundo a PF, a reforma ficou em R$ 772,7 mil, os armários planejados custaram R$ 725,8 mil e os eletrodomésticos, R$ 130,8 mil. Os armários, da empresa Ornare, tiveram como responsável a empresa Coskin, que pertencia à Fernando Bittar e Lilian.
Junto com o laudo, a Polícia Federal anexou um e-mail enviado pela loja Miami Store que mostra que a compra dos eletrodomésticos foi feita a pedido de Fábio Luís e sua mulher. O e-mail é endereçado a Kalil Bittar, irmão de Fernando Bittar.
"Olá Kalil, tudo bem? Seguem os orçamentos dos produtos escolhidos pelo Fabio e esposa. Preciso transformá-los em pedido e negociar com você a forma de pagamento e desconto. Agora em outubro todos os eletrodomésticos terão seus valores reajustados devido à alta do dólar. Aguardo seu contato para fecharmos a negociação!"
Segundo as investigações, a nota fiscal que pagou parte dos eletrodomésticos foi emitida em nome da empresa PDI Processamento de Imagem Digital, que pertence a Kalil. Em depoimento à Polícia Federal, um funcionário da loja informou que Lulinha e Kalil estavam juntos no dia da compra. A adega climatizada foi comprada por Fernando Bittar. O nome de Kalil Bittar está como responsável pela compra de eletrodomésticos portáteis, como batedeira, liquidificador e torradeira.
O apartamento fica na Rua Juriti, no edifício Hemisphere, num dos bairros mais valorizados de São Paulo, perto do Parque do Ibirapuera, e tem 335 metros quadrados. O prédio tem piscinas coberta e descoberta, academia de ginástica, quadra poliesportiva e lounge. Em março passado, o imóvel foi foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal, na 24ª fase da Operação Lava-Jato.
Os advogados informaram, em nota, que não tomaram conhecimento do laudo da Polícia Federal, que foi anexado ao inquérito da Lava-Jato que investiga o sítio de Atibaia. O inquérito não é protegido por sigilo de Justiça.
“Não tomamos conhecimento do laudo citado pela jornalista. A Sra. Lilian Bittar é decoradora, amiga de Fábio Luis e de sua esposa, e assessorou o casal na compra de eletrodomésticos. A compra realizada envolve objeto lícito e pessoas privadas, sendo absolutamente despropositada a realização de um laudo policial para tratar do assunto. Maior absurdo ainda é a divulgação, pela Polícia Federal, de dados protegidos pela Constituição Federal. Não pode ser mera coincidência o fato de a divulgação ocorrer na mesma semana em que diversas testemunhas arroladas pelo Ministério Público Federal prestaram depoimentos que isentam o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva tanto na acusação relacionada ao triplex, do Guarujá, como na afirmada interferência na delação premiada de Nestor Cerveró”, disseram em nota.
Recentemente, a Polícia Federal também passou a investigar pagamentos feitos à Gamecorp pela Cervejaria Petropolis. Os delegados querem saber se a cervejaria fez repasses de valores de empreiteiras. A Gamecorp informou, na ocasião, que já prestou às autoridades fiscais os esclarecimentos solicitados, “demonstrando a inexistência de qualquer irregularidade na sua atuação”. “Registre-se, ainda, que o vazamento de um procedimento administrativo configura crime e será objeto das providências jurídicas cabíveis”, afirmou na nota o advogado da empresa, Cristiano Zanin Martins.
O grupo Petrópolis informou que os pagamentos à Gamecorp têm lastro “em contratos cujos objetos foram a captação e edição de imagens para a TV Corporativa do Grupo Petrópolis, além de transmissão e veiculação da programação”.
*As informações são da Polícia Federal.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O pós-italiano Mino Carta.

A Carta Capital embolsou dinheiro do departamento de propinas da Odebrecht.

O pagamento foi feito a pedido de Guido Mantega, codinome Pós-Itália, tesoureiro clandestino do esquema do PT.
Paulo Cesena, da Odebrecht Transportes, relatou à PGR, segundo O Globo:
“Marcelo Odebrecht me chamou para uma reunião em sua sala e me informou que a companhia faria um aporte de recursos para apoiar financeiramente a revista Carta Capital, a qual passava por dificuldades financeiras. Marcelo me narrou que esse apoio era um pedido de Guido Mantega”.
E depois:
“Entendi que esse aporte financeiro tinha por finalidade atender a uma solicitação do governo federal/Partido dos Trabalhadores, pois essa revista era editada por pessoas ligadas ao partido”.
*Via O Antagonista

sábado, 10 de dezembro de 2016

Parece brincadeira...só no Brasil!

Líder do PCC, Marcola pediu autorização para pôr botox na prisão.

Marcola, preso atualmente na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, era um dos líderes do PCC
Marcola, preso atualmente na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, era um dos líderes do PCC
O Ministério Público Estadual (MPE) apurou que, além de chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), temido e respeitado pela maioria da população carcerária de São Paulo, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, é um detento vaidoso.
As investigações da Polícia Civil e do MPE descobriram que o chefe da facção criminosa pediu autorização duas vezes para colocar botox, no segundo semestre do ano passado, para cuidar de sua aparência.
Marcola tinha um dermatologista particular que o atendia na Penitenciária de Presidente Venceslau 2, no interior do Estado, onde está preso. Foram realizadas algumas consultas e receitados cremes e cuidados para tratar a pele do chefe do PCC. Depois de uma delas, o médico, em nome de Marcola, fez o pedido para a aplicação do produto.
"O pedido foi negado. Posteriormente, o médico reiterou o pedido e alegou que Marcola sofre de neuralgia do nervo trigêmeo para justificar a intervenção", contou o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Gaeco. "Um dos principais sintomas é que o paciente tem dores muito fortes. O que não é e nunca foi o caso do Marcola, obviamente."
O médico prestou depoimento na promotoria e admitiu que foi o próprio chefe do PCC que pediu que ele fizesse o documento informando que o preso estava doente e precisava colocar o botox. A suspeita é de que Marcola quisesse tirar os pés de galinha de seu rosto. O líder da facção criminosa está com 48 anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O STF sai arranhado do julgamento de Renan Calheiros.

"É preciso cumprir a decisão", disse com uma expressão carrancuda o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, aos colegas que haviam sido convocados para aquela reunião de emergência na terça-feira dia 6 de dezembro. O magistrado se referia à ordem monocrática dada no dia anterior por seu colega de tribunal Marco Aurélio Mello, que atendera ao pedido da Rede para afastar Renan Calheiros da presidência do Senado. Teori, como seus colegas, estava preocupado. Renan, com a ajuda dos parlamentares que compõem a direção do Senado, armara um motim barulhento contra o Supremo: recusava-se a deixar o cargo enquanto o plenário da Corte não analisasse o caso. Era uma afronta. Parecia desespero. Não era. Renan sabia o que estava fazendo, como viria a confirmar o Supremo no dia seguinte. Estavam com Teori na sala os ministros Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Luiz Fux e a presidente do Supremo, Cármen Lúcia.
O encontro foi improvisado quando o vice-presidente do Senado, Jorge Viana, um petista com alma de peemedebista, pediu agenda com a presidente do Supremo. A ministra se apressou em ligar para alguns ministros e pediu a eles que comparecessem a seu gabinete, com vista privilegiada para o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. No encontro, Viana demonstrou “extrema preocupação” em ter de assumir de supetão o cargo ocupado por Renan. Lembrou aos ministros que restam menos de dois meses do mandato do colega e que a maior parte desse período será de recesso do Legislativo. Lembrou ainda que pautas encampadas pelo Planalto, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o teto do gasto público, ficariam comprometidas com a mudança brusca no comando do Senado. Atuou como o melhor advogado de defesa que Renan poderia ter. Em vez de contratar um criminalista, o presidente do Senado estava bem servido com um político.
O julgamento que livrou Renan ocorreu formalmente na tarde de 7 de dezembro – mas começara bem antes. A ministra Cármen Lúcia passou a noite do dia 5 para o dia 6 quase em claro. Recebeu ligação do ministro Gilmar Mendes, em viagem a Europa, que demonstrou preocupação com a decisão do colega de Corte (não necessariamente com esse espírito olímpico). Prontificou-se a embarcar de volta da Europa rapidamente para Brasília. Até fazia questão, para formar maioria e derrubar a liminar concedida por Marco Aurélio, a quem destratara nos bastidores.
A presidente tranquilizou Gilmar e disse que não era necessário que ele voltasse ao país. Naquele instante, ela, que antevia que uma maioria derrubaria a decisão, temia também que o regresso incendiasse ainda mais o Supremo. Em entrevista, Gilmar chegou a sugerir o impeachment de Marco Aurélio. O clima só esquentava. Cármen foi procurada na sequência por Marco Aurélio, que avisou a ela que pretendia liberar para análise colegiada a liminar que ele concedera no dia anterior. O telefone não parou naquela manhã. Ainda na terça-feira, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, foi ao gabinete do decano do Supremo, ministro Celso de Mello. Os dois saíram juntos em direção ao plenário da Segunda Turma.
Os primeiros rumores do que se veria na quarta-feira surgiram ainda na noite da terça-feira. Uma tese defendida pelo ministro Dias Toffoli poderia prevalecer: a de que um réu não pode substituir o presidente da República em caso de sua ausência, mas não haveria proibição legal de que comandasse a Câmara, o Senado ou até mesmo o Supremo. No caso de Renan, significava manter a presidência do Senado, mas sem poder substituir o presidente da República. Arrumava-­se, assim, uma solução jurídica para um problema político. Para uns, uma saída engenhosa. Para outros, um mero ardil com aparência de “jeitinho”.
Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana, autoria de Talita Fernandes e Alana Rizzo.

Porque hoje é Sábado, uma linda mulher.

A minha bela amiga Debora Lisis.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Falido, fedido e vingativo?

O ‘AI-5 do crime organizado’ foi aprovado na Câmara para amordaçar a Justiça e salvar parlamentares da Lava-Jato.
Renan Calheiros, presidente do Senado
(Foto: Divulgação)
Chega a ser comovente, mas não pelos motivos que ele imagina, ver Renan Calheiros, de olho rútilo e lábio trêmulo, falando na OAB que o nosso sistema político está “falido, fedido e caquético”, como se não tivesse nada a ver com isso, como se o sistema tivesse chegado à podridão por si mesmo, sem a colaboração decisiva dos parlamentares e, principalmente, dele. 

Mas ele diz que a culpa é da legislação, não dos que a avacalharam: são vítimas do sistema perverso... Como alguém no poder há tanto tempo, com 12 processos no STF, pode falar isso sem rir ou avermelhar? Não é só o sistema que está falido, fedido e caquético... 

Com tantos escândalos e privilégios indecentes, sempre às custas do contribuinte, Renan deve saber como chegamos tão baixo. E como ele contribuiu para isso. São os mesmos que corromperam e aviltaram o sistema que vão reformá-lo? Ensandecido com a reação da Lava-Jato, Renan tentou até votar com urgência no Senado o “AI-5 do crime organizado” aprovado na Câmara para amordaçar a Justiça e salvar os parlamentares, mas o que resta de bom senso e dignidade na Casa o impediu. 

No Brasil, os bandidos querem julgar os xerifes. Depois de tratar os juízes e procuradores com tanto desprezo e hostilidade, esperamos que Renan seja acusado e julgado por eles com o desprezo e a hostilidade que merece. Que se faça justiça e ele apodreça na cadeia. Já o deputado baiano Aleluia é radicalmente contra a instituição do “reportante do bem”, chamado whistleblower nos Estados Unidos, que permite a qualquer cidadão denunciar crimes e receber recompensas. 

O deputado diz que vamos virar uma “República de delatores” (os Estados Unidos viraram uma?), ele prefere que continuemos como uma “República de ladrões”, e se esqueça de que só existe delator se houver crimes a delatar... agora só falta propor uma lei que torne a omertà obrigatória. 

Em uma de suas últimas entrevistas, Paulo Francis dizia não acreditar em reencarnação, “mas, se houver, vou levar meu ectoplasma para Brasília e infernizar essa canaille.” Domingo, o ectoplasma de Francis vai estar gritando na rua. 

* Texo do Jornalista Nelson Motta