sábado, 11 de junho de 2011

Desgovernado...

Arte: Sérgio Almeida
O núcleo duro do governo Dilma Rousseff agora é formado pela própria presidente, por Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil, e por Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais. Juntaram-se o neurônio solitário, a normalista oradora da turma e um berreiro à procura de uma ideia. Todas dependentes de Lula, também dependem dos humores do PT e do PMDB.
É como entregar o comando de um Boeing a três comissárias de bordo, orientadas por um controlador de voo que se promoveu a melhor piloto do mundo sem saber onde fica o manche e atarantadas com o bando de passageiros que não param de berrar pedidos.
Oremos!
*Augusto Nunes

Porque hoje é Sábado, uma bela mulher.

A bela atriz Dira Paes

Escondendo o jogo.

A CNI decidiu adiar a pesquisa que faria sobre a economia e a aprovação do governo Dilma, divulgada mensalmente. Prefere esperar o "pico da crise" passar e para evitar dados ruins para Dilma.
Coragem, como se sabe, é um tipo de qualidade que costuma faltar nos momentos em que é mais exigida.
Tome-se o exemplo da Confederação Nacional da Indústria. A entidade patronal costuma encomendar ao Ibope uma pesquisa mensal.
A sondagem do mês de junho subiu no telhado. A coluna de Mônica Bergamo, veiculada na Folha, explica a razão: o medo de ser inconveniente.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O "Paulinho" que tem a "força".

Advinha quem tem "força" neste país?
O Paulinho Bernardo, claro!
Este sim, tem a força...da Gleisi, é claro!

O país da piada pronta.

"Ideli Salvatti é mesmo a nova ministra da Relações Institucionais.
Luiz Sérgio, por incrível que pareça, pode assumir o seu lugar no Ministério da Pesca.
Parece piada?
É uma piada."
*Reinaldo Azevedo

Após soltura de Battisti, Itália chama embaixador no Brasil para consultas.

Decisão tem caráter temporário, segundo a chancelaria italiana. Itália manifestou indignação com a decisão do STF brasileiro.
O Ministério de Assuntos Exteriores da Itália convocou nesta sexta-feira (10), para consultas, o embaixador da Itália no Brasil, Gherardo La Francesca. A decisão, segundo o ministério, está relacionada à decisão do STF de negar a extradição do ativista Cesare Battisti, e tem caráter temporário.
Roma pede a extradição de Battisti por quatro supostos assassinatos e cumplicidade em assassinato.
A medida foi tomada para "aprofundar, conjuntamente com as autoridades competentes, os aspectos técnicos e jurídicos relacionados com a aplicação de acordos bilaterais existentes, visando a iniciativas e recursos ante as instâncias judiciais internacionais", acrescentou o comunicado no site da chancelaria.
A Itália manifestou na véspera indignação e revolta com a decisão do Brasil e anunciou que pode apresentar um recurso à Corte Internacional de Justiça de Haia. (G1)

STF pode garantir reajustes anuais ao funcionalismo

   Foto:Folha
O STF iniciou nesta quinta (9) o julgamento de uma ação que pode resultar na garantia de reajustes anuais para servidores federais, estaduais e municipais.
Relator do processo, o ministro Marco Aurélio Mello reconheceu o direito do funcionalismo à reposição das perdas impostas pela inflação.
Disse que a correção monetária anual dos contracheques dos servidores públicos está prevista no inciso 10o do artigo 37 da Constituição.
A despeito disso, realçou o ministro, estabeleceu-se um “círculo vicioso” nas esferas “federal, estadual e municipal”.
No dizer do ministro, os governantes mantêm “os olhos fechados” para o texto constitucional, descumprindo-o.
A ação é movida por servidores públicos de São Paulo. Está submetida, porém, ao princípio da “repercussão geral”.
Significa dizer que a decisão do Supremo valerá para todos os servidores do país, inclusive os do Poder Judiciário. Coisa de 10 milhões de pessoas.
O julgamento não foi concluído porque a ministra Cármen Lucia, primeira a se pronunciar depois da leitura do voto do relator, pediu vista dos autos.
Os servidores de São Paulo, Estado governado pelo PSDB há 16 anos, reivindicam no STF uma indenização pelos reajustes que não receberam nos últimos anos.
Marco Aurélio não se limitou a deferir o pedido. Decidiu que a indenização terá de ser paga com juros e correção monetária.
Para ele, ao sonegar ao funcionalismo a reposição dos indices de inflação, o Poder Público aufere “vantagem indevida”.
Algo que, diante do poderio do Estado, aproxima-se do “facismo”. O ministro acrescentou:
“Não se pode adotar entendimento que implique supremacia absoluta do Estado, em conflito com o regime democrático e republicano”.
O Judiciário não tem poderes para obrigar União, Estados e municípios a conceder reajustes salariais.
Porém, o ministro fez uma distinção entre reajuste e reposição inflacionária.
“Correção monetária não é acréscimo, não é ganho, é mera reposição com o escopo de preservar o valor” do salário, disse ele.
Marco Aurélio serviu-se de emenda aprovada sob FHC para justificar a concessão do pedido feito pelos servidores do Estado governado pelo tucano Geraldo Alckmin.
Lembrou que a redação do inciso 10o do artigo 37 da Constituição, que prevê os reajustes anuais, foi fixada por uma reforma administrativa de 1998.
O ministro reproduziu trecho da justificativa enviada ao Legislativo por Clóvis Carvalho, à época o chefe da Casa Civil de Fernando Henrique Cardoso.
O auxiliar de FHC escreveu que os objetivos da reforma eram: “recuperar o respeito e a imagem do servidor público perante a sociedade; estimular o desenvolvimento profissional dos servidores e; por fim, melhorar as condições de trabalho”.
E Marco Aurélio: “Vê-se, então, que a reforma administrativa veio para melhorar as condições do servidor”. Daí a sua interpretação do texto constitucional.
O julgamento será retomado quando Cármen Lucia devolver o processo ao plenário do Supremo. Não há, por ora, data prevista. (Josias de Souza, na Folha)

A escolha de Mercadante: Colo ou cadeira.

Um incidente na posse da ministra Gleisi Hoffmann ilustra a dificuldade do governo no Congresso.
O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) estava sentado ao lado de Roberto Requião (PMDB-PR) quando chegou o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), com a arrogância peculiar:“Este lugar é meu”.
Valadares não se alterou: “Se quer sentar, puxe uma cadeira”.
Requião fez graça: “Se não encontrar, pode sentar no meu colo...”
Mercadante fechou a cara e saiu de fininho.(CH)

Aposentadoria precoce de Ellen Gracie.

Nos corredores de Brasília cresce a informação de que a desembargadora Neuza Maria Alves da Silva, do Tribunal Regional da 1ª Região (Brasília), é a mais forte candidata a substituir a ministra Ellen Gracie no Supremo Tribunal Federal.
A ministra Ellen Gracie deve anunciar a qualquer momento a aposentadoria, antecipando-a em sete anos. Hoje aos 63 anos, poderia permanecer no cargo até fevereiro de 2018.
Com a iminente saída de Ellen Gracie, Dilma passou a procurar uma magistrada negra para o lugar, fixando-se na desembargadora Neuza que é baiana, nascida em Salvador, e magistrada federal desde 1988 e no TRF-1 desde 2004. ( CH )
COMENTO: A ministra Ellen Gracie, tem uma postura elogiável e não controversa no STF. Trata-se de uma pessoa de inteligência e capacidade elogiáveis.
É uma das poucas vozes "independentes" em relação a indicação do grupo político que detém o Governo Federal há mais de oito anos.
Sua aposentadoria precoce deixa uma indagação intrigante: Por quê Ellen anteciparia sua aposentadoria? O que a faria abrir mão de um cargo tão importante?

Crime da USP: Preso confessa que participou mas não revela nome do assassino

Foto: TIAGO QUEIROZ/AGÊNCIA ESTADO
O jovem Irlan Graciano Santiago, de 22 anos, detido na tarde de ontem, confessou a participação no assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva dentro do campus da Universidade de São Paulo (USP), no dia 18 de maio. A revelação foi feita durante encontro com jornalistas realizado na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil. Santiago, que se apresentou espontaneamente, foi liberado pela polícia já que a prisão não foi feita em flagrante. O morador da favela de São Remo, localizada atrás da Cidade Universitária, no Butantã, zona Oeste, afirmou em depoimento que quem atirou em Felipe foi seu parceiro. Santiago disse que não revelaria o nome do autor dos disparos em nome da "ética do crime".
De acordo com o delegado Maurício Guimarães Soares, antes de atacar o universitário, a dupla tinha feito refém uma mulher dentro do campus. Segundo ele, uma mulher em um carro de cor escura foi abordada antes de Paiva. A dupla resolveu não assaltá-la depois de perceber que ela era deficiente, mas pediu que ela dirigisse até eles encontrarem outra vítima. Foi quando avistaram o estudante.
Santiago disse que ficou no carro, ao lado da motorista, enquanto o parceiro desceu do veículo. Paiva teria reagido e o comparsa atirou. Os dois, então, fugiram no veículo. O jovem foi indiciado por latrocínio e responderá em liberdade. Ao final do inquérito, a polícia pedirá a prisão preventiva de Santiago. ( Brasil247 )