sábado, 16 de janeiro de 2010

Porque hoje é Sábado, uma bela mulher

A bela atriz Paloma Bernardi

Dilma a mulher de Sarney

Lula e Dilma foram ao Maranhão inaugurar a pedra fundamental (!) de uma refinaria. Sim, boa parte dos milhares de discursos de Lula se deram em inaugurações de pedras fundamentais — que são pouco mais do que nada, como se sabe. E Sarney mandou ver de novo: “A ministra Dilma disse que o senhor [Lula] é o cara. E eu só quero dizer que ela é a cara do cara”.
A frase é digna do escritor José Sarney, o autor de Maribondos de Fogo… Foi com sacadas geniais como essa que ele conquistou, na literatura, o direito de ser esquecido.
No dia 12, numa cerimônia do Minha Casa, Minha Vida, no tal beija-mão, Sarney já se derreteu: “Isso mostra a ascensão das mulheres nesses anos todos. O exemplo extraordinário que ela dá, naturalmente, a contribuição que tem dado e vai continuar dando ao nosso país”.
É isto: modernize o Brasil com Dilma e José Sarney.
*Li no blog do Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A novidade é o cérebro sem filtro

A demissão por justa causa de quatro ou cinco gramas, consumada num spa em Gramado, não produziu efeitos notáveis na silhueta. Os cabelos curtos combinam mais que a peruca com a sessentona roliça que se exercita em companhia do personal trainer e de um labrador chamado Nego. A calça esportiva da aparição matinal e o terninho vespertino informam que houve tempo para as compras de Natal. E a cabeça está um pouco pior, comprovou a discurseira de meia hora com que Dilma Rousseff abriu, nesta terça-feira, o capítulo 2010 do Discurso sobre o Nada. Principal oradora de outra quermesse em louvor do milagre da multiplicação de casas invisíveis a olho nu, Dilma reforçou a suspeita de que, por achar que Mãe do PAC é coisa pouca, resolveu encarnar cumulativamente o papel de Madrasta das Plateias Federais.
Nesta quarta-feira, entre um passeio com Nego, meia dúzia de abdominais e uma caminhada de 300 metros, Dilma tornou a capturar o microfone fantasiada de doutora sem doutorado. Teria chegado a hora de pontificar sobre o 3° Programa Nacional de Direitos Humanos, que fez uma escala de 13 dias na Casa Civil antes da festa de lançamento? Ainda não, decepcionou-se a plateia de jornalistas. Ansiosa por conhecer as opiniões da candidata sobre o Guia do Stalinismo Farofeiro, a imprensa foi apresentada por Dilma à potência esportiva que Lula criou.
Uma das atribuições da chefe da Casa Civil é a ”verificação prévia da constitucionalidade e legalidade dos atos presidenciais”. Outra é a “análise do mérito, da oportunidade e da compatibilidade das propostas, inclusive das matérias em tramitação no Congresso Nacional, com as diretrizes governamentais”. No caso do calhamaço malandro concebido pela Secretaria de Direitos Humanos, a ministra não fez uma coisa nem outra. Talvez nem tenha lido o papelório. Talvez tenha gostado do que leu. Talvez não tenha entendido nada. Difícil saber. Dilma Rousseff passou tantos anos sem falar que talvez precise de outros tantos para conseguir tornar-se inteligível. Aos amigos que chegavam do exterior nos anos 60, o cronista Rubem Braga contava que a grande novidade na praça era o Hollywood com filtro. As declarações da candidata de Lula radiografam uma cabeça incapaz de juntar as peças do mosaico, preencher lacunas no raciocínio, reunir as partes da frase, refinar impressões e informações que chegam aos pedaços ou em estado bruto, fazer a triagem que só libera o que faz sentido. Tudo o que Dilma diz parece turvado pela poluição. Cinquenta anos depois do cigarro de Rubem Braga, a novidade da estação eleitoral é um cérebro sem filtro.
*Texto original de Augusto Nunes

Lula não liberou um centavo para a tragédia de Angra

Na coluna do Claudio Humberto:
O presidente Lula, que até hoje não visitou as áreas devastadas pelas chuvas do começo do ano, aquelas que mataram 52 pessoas só no Rio de Janeiro, anunciou ontem logo cedo a doação de US$ 15 milhões ao Haiti a vítimas do terremoto. A estonteante rapidez pode ter explicação: como em doações a outros países, parte do dinheiro pode acabar em ONGs de “trabalho voluntário” e “humanitário” ligadas a petistas.
“Ainda não sabemos como esse dinheiro chegará ao Haiti”, confessou ontem o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores). Ele sabe, sim.
Rápido na liberação de US$ 15 milhões (R$ 26,4 milhões) para as vítimas do terremoto no Haiti, o governo Lula ainda não depositou um único centavo na conta da prefeitura de Angra dos Reis (RJ) para assistências às vítimas das tragédias que mataram 52 pessoas no Estado do Rio. A informação foi confirmada pela prefeitura, que, para receber os R$ 80 milhões prometidos, precisa “apresentar projetos”.

A industria da anistia

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça poderia ter uma nobre tarefa: reconhecer a culpa do estado naqueles casos em que pessoas, já rendidas, foram torturadas ou mortas. Em vez disso, ela se transformou numa comissão de revisão torta da história e de distribuição de prebendas. Ontem, viveu o seu momento mais patético. Os irmãos João Vicente e Denize Fontella Goulart, filhos do presidente João Goulart, vão receber, cada um!!!, R$ 244.800 (480 salários mínimos). Neusa, José Vicente e João Otávio, filhos de Leonel Brizola, serão indenizados, respectivamente, em R$ 153.000 (300 salários mínimos), R$ 107.100 (210 salários) e R$ 91.800 (180 salários). A coisa não parou por aí. Outros 11 filhos - E NETOS!!! - de pessoas que saíram do Brasil por causa do Regime Militar terão direito à indenização. Luiz Carlos Ribeiro Prestes, um dos filhos do líder comunista Luiz Carlos Prestes, receberá R$ 153 mil. Jango, Brizola ou Prestes não foram “torturados” durante o regime militar. O caso do filho de Prestes, de certo modo, é o mais escandaloso politicamente, embora ele seja o mais “pobre” da turma. Quem torturou seu pai foi o primeiro governo de Getúlio Vargas. Prestes, bom comunista, não via grande problema nisso diante da “luta”, não é? Tanto é que saiu da cadeia e subiu no palanque de Getúlio porque entendeu que aquela era a melhor maneira de continuar a sua luta “antiimperialista?”. Seu filho, agora indenizado, foi estudar na União Soviética, que Prestes entendia ser a verdadeira pátria da “nação proletária”, da qual ele fazia parte. Tanto é assim que foi estrela de um dos atos mais covardes da história republicana: a Intentona Comunista de 1935. Prestes perdoou Getúlio, que lhe desceu o sarrafo — “o que importa é a política, camarada!” —, mas seu filho não perdoa o regime militar, que não encostou num fio de cabelo do pai. Já a indenização aos filhos de Jango e Brizola é só escárnio mesmo; nem traz o sabor especial da contradição política. Não sei como andam as finanças das duas famílias. Eram milionárias antes do golpe militar e seguiram sendo depois. O que quer que tenha acontecido com a fortuna de ambas não tem qualquer relação com o regime de 1964. Neusa, a Neusinha Brizola, até aproveitou a fama do pai governador para lançar sua carreira artística e posar de “maluca beleza”. Lembram-se da música “Mintchura”? E quem será indenizado pelas muitas ilegalidades cometidas por Jango e Brizola antes de 1964? Publiquei aqui a lista das 130 pessoas mortas pelos terroristas de esquerda. Ninguém tem direito a indenização, é claro. Nesse grupo, há pelo menos 10 pessoas que foram mortas pelos próprios “companheiros”. E nesse caso? Cobrar reparação de quem? É evidente que estamos diante da já bilionária indústria da anistia.
*Texto original de Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Graves diferenças entre FHC e Lula em termos do Decreto sobre Direitos Humanos

"Em linhas gerais, os dois programas tratam dos mesmos temas, mas com diferenças de conteúdo importantes. Na imprensa, o de Fernando Henrique previa fiscalização de programas pelo Legislativo; e penas, de acordo com a lei, para empresas que atuassem contra os direitos humanos. O de Lula vai além, tentando limitar a autonomia das empresas, com um acompanhamento governamental da linha editorial, podendo suspender a programação e até cassar concessões.
No agronegócio, FHC, nos casos de invasão de terras, como as promovidas pelo MST, previa a presença obrigatória de um juiz ou de representante do Ministério Público para garantir o cumprimento de mandados de desocupação das terras. Lula prevê a negociação com os invasores, por meio de uma comissão de governo. Só depois caberia ação na Justiça para desocupação da área.
Sobre os militares, FHC não fazia referência à apuração de crimes praticados na ditadura militar. Lula prevê a criação da comissão da verdade para investigar violações aos direitos humanos na repressão política."
*Li no Blog do Cesar Maia

"Lula, o Filho do Brasil" decepciona

Embalado como blockbuster, "Lula, o Filho do Brasil" segue desapontando nas bilheterias. Após uma estreia aquém do esperado, o filme teve, no seu segundo final de semana em cartaz, uma queda de 49% em relação à abertura. Segundo o boletim Filme B, que monitora o mercado cinematográfico, o filme foi visto por 102 mil pessoas entre sexta-feira e domingo. Quando se leva em conta o tamanho do lançamento, em mais de 430 salas, o número é baixíssimo. "Alvim e os Esquilos 2" vendeu, nesses três dias, 640 mil ingressos. A produtora Paula Barreto prefere, ainda assim, não falar sobre a redução do circuito. "As centrais sindicais estavam de férias e muitos trabalhadores só foram informados da promoção nesta segunda-feira", diz, referindo-se ao desconto de 50% para todos os sindicalizados. A despeito de toda a campanha de marketing, o longa vendeu, no final de semana de estreia, 193 mil ingressos. Para se ter uma ideia do que isso significa, "Se Eu Fosse Você 2", o campeão nacional de 2009, atraiu 560 mil espectadores na abertura. Já o filme inspirador de "Lula", "Dois Filhos de Francisco", conquistou, de saída, 266 mil pessoas.

No Rio, Serra inicia conversas com Cesar Maia

De Alfredo Junqueira e Luciana Leal, no O Estado de São Paulo:
No mesmo dia em que o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) anunciou sua intenção de disputar o governo do Rio de Janeiro numa coligação de partidos de oposição, o governador de São Paulo e pré-candidato à presidência, José Serra (PSDB), viajou à capital fluminense para participar do lançamento do livro "Os Reis dos Musicais", editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. O evento ocorreu na noite de ontem, no Sesc de Copacabana. Gabeira e Serra não se encontraram, mas o governador tucano aproveitou a oportunidade para conversar com o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), um dos articuladores da chapa que dará sustentação à candidatura do parlamentar do PV. Embora resista em assumir a candidatura à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de março, Serra começa a se envolver abertamente na articulação para montar seu palanque no Rio, terceiro maior colégio eleitoral do País. A oposição ainda busca um candidato competitivo para enfrentar o governador Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição, e o ex-governador Anthony Garotinho (PR). Gabeira é o nome preferido dos tucanos, mas a dificuldade está no fato de o PV ter lançado a candidatura da senadora Marina Silva (AC) à Presidência da República. "Trocamos ideias sobre como a decisão do Gabeira recompunha o quadro eleitoral do Rio", explicou Cesar Maia, via e-mail. Para ele, a mudança de posição de Gabeira, que tinha anunciado a intenção de concorrer ao Senado e, depois, de disputar a reeleição para a Câmara, pode ser explicada pela compreensão de Marina Silva sobre o quadro eleitoral no Rio. "Coerentemente, (Gabeira) se alinhou com a candidatura de Marina até que ela entendesse bem o quadro do Rio e liberasse a formação que se tinha antes dela ser candidata", afirmou o líder do DEM, que pretende ser um dos candidatos ao Senado na chapa encabeçada por Gabeira.O ex-deputado tucano Márcio Fortes, um dos interlocutores tucanos mais frequentes de Gabeira, disse que a intenção é formar uma chapa encabeçada pelo deputado do PV, com um tucano candidato a vice-governador. A aliança incluiria ainda o DEM e o PPS na disputa pelas duas vagas do Senado. "Nosso modelo é baseado na experiência de 2008", diz Fortes. Na eleição da capital fluminense, Gabeira foi candidato a prefeito e o presidente municipal do PSDB, deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha, a vice. A oposição perdeu a eleição no segundo turno para o peemedebista Eduardo Paes.''Primeira alternativa''O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que Gabeira sempre foi "a primeira alternativa" do PSDB na disputa pelo governo e que os partidos os aliados chegarão a um acordo sobre a campanha presidencial. "Avaliamos que não há problema", disse Guerra, referindo-se ao fato de a candidatura oposicionista ter dois candidatos à presidência, com Marina apoiada por Gabeira e Serra ao lado do PSDB, do DEM e do PPS.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Gabeira poderá ser o candidato de oposição no Rio de Janeiro

Após uma elogiável performance na eleição para prefeito no Rio, o deputado federal Fernando Gabeira (PV) admitiu ontem a possibilidade de entrar na disputa estadual, conforme informa reportagem de Catia Seabra, publicada nesta quarta-feira pelo Jornal Folha de São Paulo. Gabeira já era apontado como o candidato ideal do governador José Serra (PSDB) ao governo do Rio de Janeiro.
Em reunião com tucanos do Estado, Gabeira condicionou sua candidatura à consolidação de uma aliança entre PSDB e PV do Rio. "Se todos se sentirem confortáveis, eu topo", disse o deputado.
A operação conta com o aval da pré-candidata do PV, Marina Silva (AC). Grife da sigla, Gabeira ameaçava desistir até do Senado se o partido insistisse no lançamento de uma chapa "puro-sangue" no Estado.
A candidatura de Gabeira oferece um palanque forte no Estado ao governador de São Paulo, José Serra, candidato tucano que lidera as pesquisas de intenção de voto para presidente.

Zilda Arns morre em tremor no Haiti

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A médica pediatra e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, morreu vítima do terremoto de 7 graus de magnitude que atingiu o Haiti nesta terça-feira, confirmou nesta quarta-feira o sobrinho de Arns, Flávio José Arns, senador do PSDB (PR). A informação foi confirmada também pelo ministro de Defesa do Brasil, Nelson Jobim, e pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Segundo o gabinete do senador, a morte de Arns foi informada à família pela assessoria da Presidência da República. Flavio Arns embarcou na manhã desta quarta-feira para o Haiti com o ministro Jobim. Médica pediatra e sanitarista, Arns, 75, fundou e coordenava a Pastoral da Criança no Brasil, órgão de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.