quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Graça Foster, a "laranja" da Dilma na Petrobras, atuou na criação da empresa "laranja" que desviou bilhões de gasoduto.

 
(O Globo, hoje) A atual presidente da Petrobras, Graça Foster, atuou diretamente no processo de implementação da rede de gasodutos Gasene, que liga o Sudeste ao Nordeste, e que, segundo auditoria sigilosa do Tribunal de Contas da União (TCU), teve superfaturamento de mais de 1.800% em um de seus principais trechos. A investigação do tribunal foi revelada pelo GLOBO.

Segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo), a Petrobras criou uma empresa de fachada para construir o gasoduto, usando a sede do escritório de contabilidade contratado para o negócio. O proprietário do escritório, Antonio Carlos Pinto de Azeredo, exerceu o cargo de presidente da Transportadora Gasene entre 2005 e 2011. Em entrevista, disse ter sido apenas um preposto da estatal, sem qualquer autonomia.

Documento assinado em 2007 por Graça Foster, então diretora de Gás e Energia, mostra que ela levou à diretoria executiva da estatal a proposta de aprovação de parcerias para a Transportadora Gasene. Lá, constam duas informações que demonstram que a empresa era comandada, de fato, pela Petrobras. Nas páginas 4 e 5, explicita-se que a companhia estatal agia “em nome e por conta da Transportadora Gasene”. Nas últimas duas páginas, é proposta a emissão de três cartas de atividade permitida à gestão da transportadora, forma adotada pela estatal para exercer o comando do negócio.

O carimbo com o encaminhamento à diretoria executiva tem a assinatura de Graça Foster. O documento foi elaborado em 12 de dezembro de 2007 pelas gerências de três diretorias, incluída a comandada pela atual presidente da Petrobras. O registro do encaminhamento é de 14 de dezembro de 2007, mesma data da aprovação pelo colegiado. O que Graça submeteu aos demais diretores foi a contratação da empresa chinesa Sinopec para a construção do maior trecho do Gasene, entre Cacimbas (ES) e Catu (BA), e o financiamento junto ao BNDES, com parte dos recursos vinculada ao banco de desenvolvimento chinês.

O documento chancelado por Graça mostra que a Petrobras, de fato, comandou diretamente todas as principais ações da SPE (Sociedade de Propósito Específico), criada para gerir o negócio. Foi a estatal quem fez as negociações com a Sinopec por meio de uma comissão integrada por gerentes da companhia. No item 16 do documento, afirma-se que a comissão negociou com a Sinopec “em nome e por conta da Transportadora Gasene, visando à contratação dos serviços de engenharia, gerenciamento, suprimento e construção para a implementação do gasoduto Cacimbas-Catu”.

Já as cartas de atividade permitida instruem o presidente do Gasene a assinar contratos com a Sinopec no valor de R$ 1,9 bilhão, tanto para gerenciar o projeto quanto para construir parte dos dutos, e a assinar contrato de repasse junto ao BNDES, no valor de US$ 750 milhões, montante oriundo da parceria com o banco chinês. Uma terceira carta se referia a “celebrar os documentos necessários” para o financiamento de longo prazo do BNDES. No domingo, a Petrobras negou “qualquer ligação societária” com a SPE.

Cheiro de podre.

Quem não lembra dos anúncios quase que diários e de página inteira nos maiores jornais do Brasil ( caríssimos) com que a Friboi exaltava a excelência da qualidade de seus produtos? E sempre com o atrativo de artistas globais. Não que eles não tivessem o direito de  fazer propaganda para a Friboi, mas sabe-se que cachê de Tony Ramos e Roberto Carlos são salgados, ou seja, a Friboi não estava preocupada com gastos, num país onde a indústria, em geral, caminha sobre o fio da navalha. Como ela conseguiu essa proeza?  Hoje leio no jornal que foi encontrada uma planilha de Paulo Roberto Costa ( ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás) sugerindo que ele teria firmado contrato de prestação de serviço para o grupo J&F, controlador do frigorífico Friboi (JBS), coincidentemente, o maior doador de campanhas eleitorais em 2014. Sinto cheiro de carne podre...por que será?


*Mara Montezuma Assaf

A nau dos insensatos.

A nau sem rumo parte com destino a lugar nenhum… O porão está cheio de ratos, o mar proceloso e a comandante é inepta, arrogante e ignorante. Não tem Pronatec que dê jeito. Não esqueçam do seu criador, que, por ora, absconso em São Bernardo do Campo, faz cara de paisagem como se nada fosse com ele. E la nave va… O pior de tudo é que estamos todos embarcados nela.
E o que é este ministério? Um bando incapaz de formular qualquer proposta para sair do imbróglio em que este presidencialismo de latifúndio nos meteu. Aliás, adoro o termo “ministério de porteira fechada”, é como se fosse um direito de lavra, uma concessão pública para se apoderar e explorar o aparelho de Estado. A presidente reeleita chegou ao paroxismo de pedir folha corrida do candidato a ministro antes de nomeá-lo. É só ver a lista para concluir que, para o PT, ministério é prêmio de consolação para quem é derrotado nas urnas.
Alguém pode me explicar por que todo ministro de Inclusão Social (aliás, para que serve isso?) tem que ser afrodescendente? É monopólio? Será que não existe nenhum caucasiano, caboclo, mameluco ou cafuzo capaz de promover a tal “integração”?
Joaquim Levy, nem tomou posse, já está desmoralizado. No apagar das luzes o Tesouro mandou mais 40 bilhões de reais para os cofres do BNDES e a presidente mandou distribuir 400 milhões para o Congresso atropelar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Joaquim Levy é bobo e vítima da própria vaidade.
E lá vamos nós em direção a 2015! As “esquerdas modernas”, bando de picaretas ingênuos, vão perceber que os “avanços sociais dos governos do PT” têm pés de barro, vitória de Pirro. Não se sustentam num país que está com as finanças quebradas. O único avanço que tivemos nos governos lulopetistas foi o avanço no dinheiro público.
A verdade é que o “sistema” se exauriu. É disfuncional. Chegou a ter uma sobrevida de 30 anos, depois da redemocratização do país (o que em termos de História não é nada). Mas numa democracia plena e com os avanços na tecnologia de controle individual do cidadão – com tudo de bom e ruim que isso enseja –, para se roubar a sociedade há que se ter mais competência e sutileza.
O criminoso patrimonialismo petista não sobrevive nas democracias contemporâneas.
Feliz Natal? Pra quem? Próspero Ano Novo? Como? 
E tenho dito. 
*Marcelo Madureira,Humorista via  www.alertatotal.net

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Mercadante "sequestrou o governo" disse Lula.

O ex-presidente Lula atribui ao ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) as negociações que considera desastrosas para formação do ministério do governo Dilma II. Em reunião com políticos aliados, há dias, ele afirmou, muito irritado: “Mercadante sequestrou o governo!”. Lula acha que Dilma levou em conta apenas as opiniões do ministro, que para ele não é exatamente o articulador político mais inteligente e perspicaz.
*Diário do Poder

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Hezbollah.

Nos últimos anos... os serviços de inteligência do país reuniram uma série de indícios de que traficantes de origem libanesa ligados ao Hezbollah, , se aventuraram numa associação com criminosos brasileiros. Relatórios produzidos pela Polícia Federal apontam que esses grupos se ligaram ao PCC, organização criminosa que atua nos presídios brasileiros, principalmente nos de São Paulo.


Em troca, os criminosos brasileiros prometiam dar proteção a presos da quadrilha libanesa já detidos no Brasil. A notícia da associação criminosa surgiu de informante da PF. A veracidade acabou sendo confirmada pela área de inteligência, que monitorou não só os suspeitos sob investigação, como também os integrantes da facção brasileira que comandavam ações mesmo detidos em presídios federais e estaduais em São Paulo e Paraná.

Segundo relatório da PF, "a concentração de tais detentos vem auxiliando na aglutinação de indivíduos com interesses comuns, além de viabilizar o contato de traficantes de origem árabe com grupos" como a facção "com marcante presença nos estabelecimentos prisionais do estado de São Paulo". O documento diz ainda que os contatos internacionais dos traficantes libaneses "têm atendido aos interesses" da facção brasileira, "que, por seu turno, viabiliza uma situação favorável aos estrangeiros dentro do sistema prisional, além de assegurar algum lucro com negociações mesmo enquanto estão presos".
*O GLOBO

Republiqueta comunista: Presidente da Venezuela cria 0800 para combater traidores da pátria.

Presidente da Venezuela cria 0800 para combater traidores da pátria. Sucessor de Hugo Chávez lançou linha especial para venezuelanos que desconfiarem de algo ligarem e acusarem a pessoa suspeita.

Começou a funcionar nesta segunda (16), na Venezuela, uma central de atendimento para receber denúncias sobre traidores da pátria. A ideia foi do presidente Nicolás Maduro, que se diz vítima de inúmeras conspirações.
Para combater aqueles que denomina de "inimigos da pátria", o sucessor de Hugo Chávez lançou uma linha especial, o "0800-Sabotagem". O serviço serve para os venezuelanos que desconfiarem de algo ou de alguém liguem e acusem a pessoa suspeita.
Segundo Maduro, será um "centro de informação" para que as pessoas possam fazer as acusações em "tempo real". Nos últimos meses o presidente Maduro, mergulhado em uma série de problemas econômicos gerados, segundo os analistas, pelo próprio governo, viu conspirações por todos os lados. Foi o caso da escassez de papel higiênico, quando acusou os agentes do imperialismo de estocarem o produto, de forma a provocar mal-estar na população na hora de recorrer ao toalete.
Há poucos dias um apagão no sistema elétrico nacional assolou 70% do país. Os apagões não são uma novidade nos últimos anos na Venezuela. Mas Maduro sustentou que era uma "sabotagem do fascismo". Nas últimas semanas as mulheres venezuelanas que exibem longas cabeleiras estão sendo alvo de ataques de gangues as assaltam para cortar seus cabelos, que são revendidos no mercado negro de megahair. Maduro exclamou que estes cortes capilares constituem uma "guerra psicológica contra a Venezuela".
O presidente venezuelano fez denúncias de diversas conspirações, sempre prometendo apresentar as provas. Mas, de todas as denúncias que fez, não apresentou uma prova sequer. O presidente até anunciou a próxima conspiração, com data marcada, que seria em outubro, denominada "Colapso Total", segundo ele organizada desde a Casa Branca, em Washington. Esta sequência de denúncias feitas por Maduro está sendo ironicamente denominada de "A Conspiranóia".

Petrobras usou firma de fachada em gasoduto de R$ 6 bi.

Documentos da ANP e do TCU apontam que estatal formou "empresas de papel" para construir trecho do Gasene inaugurado por Dilma e Lula, diz jornal.

Um manifestante limpa a entrada principal da sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, durante um protesto contra a corrupção
Um manifestante limpa a entrada principal da sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, durante um protesto contra a corrupção  (Sergio Moraes/Reuters)
A Petrobras constituiu e usou empresas de fachada para construir e fazer operar uma rede de gasodutos no Nordeste, o Gasene, constataram técnicos da Agência Nacional de Petróleo (ANP), conforme documento incluído em auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). A informação foi publicada neste domingo em reportagem do jornal O Globo.
Segundo a auditoria do TCU, a agência liberou a construção e a operação de um trecho do gasoduto na Bahia, atualmente em operação pela Transpetro, sem analisar documentos das "empresas de papel" e sem avaliar se o projeto da obra era adequado. Os técnicos anotaram que o gasoduto teve custos superfaturados em mais de 1.800%.
Um ofício anexado ao processo revela que a ANP solicitou, mas não examinou, uma cópia do contrato de operação e manutenção do trecho do gasoduto entre Cacimbas (ES) e Catu (BA) em 4 de março de 2010, pouco antes da inauguração. O TCU apontou que foi realizado apenas um "mero check list" tanto na fase de liberação para operação quanto na fase de autorização para a construção.
A presidente Dilma Rousseff, à época ministra da Casa Civil, e o ex-presidente Lula inauguraram a obra em Itabuna (BA), em 26 de março de 2010. Dilma deixou o cargo oito dias depois para se candidatar pela primeira vez à Presidência da República. Também participaram da cerimônia o então presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e a atual presidente, Graça Foster, então diretora de Gás e Energia da estatal. Mais de 5.000 pessoas participaram da inauguração.
Documentos do processo no TCU mostram que as empresas criadas para a construção da rede de gasodutos tinham características de fachada – uma manobra financeira para conferir ao negócio um aspecto de empreendimento privado. Constituída pela Petrobras para realizar as obras, a Transportadora Gasene S.A. firmou contrato de prestação de serviços em maio de 2005 com o escritório de contabilidade Domínio Assessores Ltda., do Rio de Janeiro. As duas empresas declararam o mesmo endereço no contrato, uma sala na Rua São Bento, Centro do Rio. O contrato já informava que a Domínio "concordou em fornecer à contratante [Gasene] um endereço para abrigar sua sede".
Laranja – O proprietário da Domínio, Antônio Carlos Pinto de Azeredo, se comprometeu pelo mesmo contrato a presidir a Transportadora Gasene – ele esteve à frente da empresa entre 2005 e 2011 e foi responsável por investimentos de 6,3 bilhões de reais. Em dezembro, Azeredo disse ao jornal que era apenas um "preposto" da Petrobras no cargo, com o exercício de uma "função puramente simbólica". Para os auditores do TCU, a existência de um laranja na presidência da Transportadora Gasene "corrobora o aspecto de fachada do empreendimento". O gasoduto recebeu dinheiro público, mas foi feito a partir de uma sociedade de propósito específico (SPE) com capital privado, gerida por uma empresa da China contratada sem licitação.
"A ANP considerou que as firmas transportadoras criadas nesse arranjo financeiro 'seriam apenas empresas de papel'", diz o relatório de auditoria do TCU, que ainda será votada, mas já foi remetida aos procuradores da República que coordenam a Operação Lava Jato, investigação sobre corrupção e desvio de verbas na estatal. "Em toda a cadeia quem estabelece os desígnios é a Petrobras. Desse modo, assevera-se que este contrato para operação e manutenção com a Transpetro e os demais realizados visaram apenas a formalizar a relação de subordinação entre as sociedades, de modo a dar contornos legais e de aparente normalidade a toda estruturação financeira que foi desenvolvida."
Apesar de ter detectado a existência de "empresas de papel", a ANP abdicou da atribuição de fazer uma análise técnica do empreendimento, conforme conclusão de inspeção feita em três processos da agência relacionados ao Gasene. "Em termos de análise técnica da ANP, a inspeção constatou que ela inexistiu, limitando-se, nos processos de autorização para construção e operação, a checar a entrega dos documentos exigidos", afirmam os auditores.
"Chama atenção o fato de um projeto dessa magnitude, na ordem de 3,78 bilhões de reais [valor referente ao trecho Cacimbas-Catu], não ter avaliação crítica dos estudos apresentados pela Petrobras para efeitos de autorização para a construção", escreveram os técnicos do TCU. Segundo os auditores, a ANP também deixou de avaliar a viabilidade do projeto bilionário, embora o capital social da contratada fosse de apenas 10.000 reais – um indicativo de que poderia tratar-se de fachada.
O TCU auditou o trecho mais longo do gasoduto. Além do superfaturamento das obras, os técnicos detectaram dispensa ilegal de licitação, inexistência de projeto básico e pagamento sem a prestação do serviço. Eles apontaram como responsáveis pelas irregularidades José Sergio Gabrielli e Antônio Carlos Azeredo. Os técnicos sugerem a aplicação de multas aos dois.
Ao jornal, a Petrobras disse que "já apresentou esclarecimentos detalhados nos processos de auditoria do TCU no Gasene e aguarda sua manifestação". A ANP decidiu que "só vai se pronunciar depois da publicação do acórdão do TCU".
O Gasene fez parte do PAC e teve 80% de financiamento do BNDES. A chinesa Sinopec International Petroleum Service Corporation foi subcontratada sem licitação, por 266,2 milhões de reais, para gerenciar o gasoduto. O Gasene foi incorporado pela Transportadora Associada de Gás (TAG), subsidiária da Petrobras, em janeiro de 2012, com ativos de 6,3 bilhões de reais. Os três trechos já foram concluídos: são 130 quilômetros entre Cacimbas e Vitória (ES); 303 quilômetros entre Cabiúnas (RJ) e Vitória e 954 quilômetros entre Cacimbas e Catu.
*Veja.com

"Uma lamentável exibição de soberba..."

O discurso de posse do segundo mandato de Dilma Rousseff perante o Congresso Nacional foi uma lamentável exibição de soberba, desrespeito à verdade e ao discernimento dos brasileiros e uma ducha de água fria para quem imaginava que, na hora de assumir a continuidade do comando de um país que deixou pior do que quando o recebeu quatro anos atrás, a chefe do governo tivesse um mínimo de humildade para estender a mão à metade do País que não lhe deu o voto, mas faz parte da unidade dentro da diversidade que compõe a Nação brasileira.
O que se viu assomar à tribuna do Congresso Nacional transformada em palanque no dia 1º de janeiro foi a prepotência e o desapreço pelo contraditório democrático de uma presidente que, como o seu PT, se considera monopolista da virtude e defensora única dos fracos e oprimidos. Uma presidente e um partido que não se pejam de, contrariando a evidência dos números, das estatísticas e da própria lógica de sua estratégia de manutenção do poder, proclamar que em 12 anos eliminaram "a tragédia da fome", superaram "a extrema pobreza" e, de quebra, "apurou e puniu com tanta transparência a corrupção", como se isso dependesse apenas da vontade de Lula, Dilma & Cia. e não de instituições sólidas que a sociedade brasileira está aprendendo a construir. E, principalmente, como se o PT não tivesse tido a desfaçatez de promover a "guerreiros do povo brasileiro" seus dirigentes-delinquentes condenados no julgamento do mensalão.
O discurso de 40 minutos de Dilma parece ter saído direto do caldeirão de prodígios do marqueteiro a quem, em substituição ao Lula de 2010, coube o mérito de transformá-la em presidente reeleita. "Fui reconduzida para continuar as grandes mudanças do País e não trairei este chamado." "Este projeto de nação triunfou e permanece devido aos grandes resultados que conseguiu até agora." "É a inauguração de uma nova etapa neste processo histórico de mudanças sociais do Brasil."
Empolgada com um desempenho que imagina absolutamente prodigioso nos seus primeiros quatro anos de governo, Dilma não foi capaz de admitir sequer o menor erro entre os muitos que cometeu e dos quais a nação é testemunha, muito especialmente na área econômica e fiscal. Admitiu, no máximo, breves referências a "correção de distorções e eventuais excessos". Nem foi capaz, como seria absolutamente necessário diante da gravidade da situação, de cumprir satisfatoriamente o que prometera no discurso de diplomação: "O detalhamento das medidas que vamos tomar, para garantir mais crescimento, mais desenvolvimento econômico e mais progresso social para o Brasil".
Ao invés de esclarecer, confundiu, contrariando a equipe que nomeou para botar ordem nas contas do governo, gabando-se da redução da dívida líquida do setor público, obtida graças à "contabilidade criativa". Joaquim Levy e companheiros já deixaram claro — se Dilma permitir, é claro — que pretendem trabalhar com o conceito de dívida bruta, que traduz fielmente a realidade. Pior, Dilma não demonstrou o menor constrangimento ao garantir que sempre orientou suas ações "pelo imperativo da disciplina fiscal".
A retórica palanqueira, contudo, não obstante esmerada em arroubos de autoglorificação, não conseguiu evitar que a verdade transparecesse através das frestas da mistificação. "Mais que ninguém sei que o Brasil precisa voltar a crescer", cometeu a imprudência de admitir, assinando a confissão de que sob o seu comando o Brasil parou de crescer. Só faltou, como sempre fez, atribuir os fracassos de seu governo não à própria inépcia, mas a uma situação internacional adversa.
Mas Dilma não se poupou de, no melhor estilo petista, inventar inimigos imaginários que precisam ser combatidos: "Vamos, mais uma vez, derrotar a falsa tese que afirma existir um conflito entre estabilidade econômica e o crescimento social".
A fala presidencial é rica, enfim, em meias-verdades, inverdades inteiras, obviedades e platitudes, mistificação, preconceitos, retórica oca. Reflete, infelizmente para a Nação, o pouco que tinha a dizer. Para completar, Dilma apresentou-se como campeã da luta anticorrupção e disse pretender estimular "uma nova cultura fundada em valores éticos profundos". Como atribuiu a roubalheira na Petrobrás à ação de funcionários miúdos e a uma conspiração internacional, já se sabe o que virá.
Opinião do Estadão

sábado, 3 de janeiro de 2015

Eleição para a presidência da Câmara vira briga de boteco entre PMDB e PT,

Correio Braziliense
Por O EDITOR
Blog do Coronel

Candidatos do PMDB e do PT à presidência trocaram trocaram farpas hoje, após almoço promovido pelo petista Arlindo Chinaglia (SP) com parlamentares que apoiam sua candidatura à Presidência da Câmara. 

“Não é independente quem indica cargo no governo. Eu, então, estou me sentindo independente. Quem quiser pesquisar os cargos que tenho no governo, pode levar para casa. Nem todos que se candidatam podem falar o que estou falando”, alfinetou Chinaglia, durante o encontro no Bar do Alemão, no Lago Sul. 

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) respondeu na mesma moeda. “Eu não indiquei meu filho para o CADE. É só isso que eu tenho a dizer para ele”, disse o peemedebista ao Correio.

A referência é ao filho de Arlindo, o advogado Olavo Chinaglia. Especializado em direito concorrencial, Olavo foi membro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), entre 2008 e 2012, e chegou a ocupar interinamente a presidência do órgão. Ontem à noite, Cunha também promoveu um jantar entre parlamentares que apoiam a candidatura dele, na casa de um ex-deputado em Brasília. “Fizemos uma conversa com 25 ou 30 deputados que vieram para a posse, para falar um pouco sobre a candidatura”, contou Cunha. Parlamentares do PR, do PTB e do PSC compareceram ao encontro, segundo ele.

Chinaglia, por sua vez, reuniu no Lago Sul cerca de 60 deputados, boa parte deles do PT. O evento também reuniu parlamentares do PR, do PP e do PROS, além do PCdoB e do PSD. Estiveram lá a deputada eleita Clarissa Garotinho (PR-RJ), filha do ex-governador do Rio Anthony Garotinho; o líder do PP, Eduardo da Fonte (PE) e o ex-ministro pepista das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PB), entre outros.

Saiba porque Dilma citou "alma coletiva" em seu discurso de posse.

Ninguém reparou no seguinte trecho do discurso de posse de Dilma:

“O nome de milhões de guerreiras anônimas que, voltam a ocupar, encarnadas na minha figura, o mais alto posto de nossa grande nação.
Encarno outra alma coletiva que amplia ainda mais a minha responsabilidade e a minha esperança”.

Note bem o termo empregado: alma coletiva. O ghost writer do discurso de Dilma deixou bem claro a quem o termo alma coletiva se endereça.
Quem entende o mínimo de história do Brasil, e o mínimo de filosofia, deve ter tido um repuxão, um vazio no fígado, um bolo duro na garganta, ao ter ouvido o termo. Porque “alma coletiva” é definição empregada pelo nacional-socialismo, pelos nazistas, pelos caudilhos. Pelo totalitarismo religioso, enfim.
Quem mais entendeu sobre alma coletiva no Brasil foi o embaixador José Osvaldo de Meira Penna, sobretudo em sua obra “Em Berço Esplêndido” (Editora Topbooks, 1999). Meira Penna mostra, como ninguém, que Getúlio Vargas, exatamente quando o Eixo assombrava o mundo na Segunda Guerra, vendia, a torto e a direito, a ideia de “alma coletiva”.
Meira Penna dissecou como ninguém os perigos da “alma coletiva” ser defendida no Brasil. E foi beber na origem de quem apontava os perigos na alma coletiva na política:  Karl Jung.
 Escrita em 1936, a obra Wotan, de Jung, deixa claro os perigos da alma coletiva em política: “A a psicose coletiva alemã surge a partir do louvor da imagem arquetípica de Wotan, deus nórdico pagão dos germânicos, das tempestades, da efervescência, da inspiração e da guerra”.
Segundo Jung, de Wotan corresponde a “uma qualidade, um caráter fundamental da alma alemã, um “fator” psíquico de natureza irracional, um ciclone que anula e varre para longe a zona calma onde reina a cultura”.

Tem muito líder religioso fundamentalista que adora também o termo alma coletiva. Mas o vende como “egrégora”.
Do grego egrêgorein, «velar, vigiar”, é a soma de energias coletivas.
O Brasil não precisa de conceitos de coletividades, de “raízes nacionais” (como defenderam a vida toda os hoje ministros da Cultura, Juca Ferreira, e da Ciência, Aldo Rebelo). Quem tem raiz é planta. Coletivo é ônibus, bonde, trem e metrô.
O Brasil não precisa de “coletivos”, de “matilhas culturais”, aliás nomes que você encontra em vários blogs, que defendem cegamente o PT, e vivem de grana pública.
O Brasil precisa de almas individuais, sem raízes, que defendem uma cultura universal, planetária, sem barreiras. Individualismo dá prêmio Nobel: não o contrário
Quem mais criticou o conceito de alma coletiva, aliás, foi o negro mais brilhante dos EUA: W.E.B. Du Bois, homem de Harvard , estudado na Alemanha. Referia que a “alma vital”, a que em alemão ele chamava de “seleleben”, ia pelo individualismo. (“O futuro será, muito provavelmente, o que as minorias raciais individualmente fizerem dele”, notou Du Bois em sua obra The Negro, 1915).

Dilma vai contra tudo isso, indica o discurso de posse.
E vou te dizer porque: porque, na brasilidade mais profunda, seja sob o PT do Mensalão barra Petrolão, seja sob o tucanato Alstom, alma coletiva quer dizer que todos bebem da mesma fonte.
Veja bem: Dilma nomeou um ministério pífio para fazer favores políticos. Que, além das benesses auferidas pelas indicações de titulares e apaniguados, são pagos pela distribuição de grana.
O Mensalão foi a pré-fixação dos pagamentos demandados pelos políticos coligados e de ocasião. O Mensalão tinha valores combinados, datas de pagamento, locais de saque. Era a corrupção tópica: local e hora de saque previamente combinados. Ainda que com uma logística complexa de repasses.
Petrolão foi a mesma coisa: as almas coletivas indo sacar o prometido. Mas, desta vez, direto no caixa da Petrobras, sem uma lógica de assalto medieval tecnicamente  tão intricada como a do Mensalão.

Agora você entende o que é a “alma coletiva” ?

*Claudio Tognolli