terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O pós-italiano Mino Carta.

A Carta Capital embolsou dinheiro do departamento de propinas da Odebrecht.

O pagamento foi feito a pedido de Guido Mantega, codinome Pós-Itália, tesoureiro clandestino do esquema do PT.
Paulo Cesena, da Odebrecht Transportes, relatou à PGR, segundo O Globo:
“Marcelo Odebrecht me chamou para uma reunião em sua sala e me informou que a companhia faria um aporte de recursos para apoiar financeiramente a revista Carta Capital, a qual passava por dificuldades financeiras. Marcelo me narrou que esse apoio era um pedido de Guido Mantega”.
E depois:
“Entendi que esse aporte financeiro tinha por finalidade atender a uma solicitação do governo federal/Partido dos Trabalhadores, pois essa revista era editada por pessoas ligadas ao partido”.
*Via O Antagonista

sábado, 10 de dezembro de 2016

Parece brincadeira...só no Brasil!

Líder do PCC, Marcola pediu autorização para pôr botox na prisão.

Marcola, preso atualmente na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, era um dos líderes do PCC
Marcola, preso atualmente na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, era um dos líderes do PCC
O Ministério Público Estadual (MPE) apurou que, além de chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), temido e respeitado pela maioria da população carcerária de São Paulo, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, é um detento vaidoso.
As investigações da Polícia Civil e do MPE descobriram que o chefe da facção criminosa pediu autorização duas vezes para colocar botox, no segundo semestre do ano passado, para cuidar de sua aparência.
Marcola tinha um dermatologista particular que o atendia na Penitenciária de Presidente Venceslau 2, no interior do Estado, onde está preso. Foram realizadas algumas consultas e receitados cremes e cuidados para tratar a pele do chefe do PCC. Depois de uma delas, o médico, em nome de Marcola, fez o pedido para a aplicação do produto.
"O pedido foi negado. Posteriormente, o médico reiterou o pedido e alegou que Marcola sofre de neuralgia do nervo trigêmeo para justificar a intervenção", contou o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Gaeco. "Um dos principais sintomas é que o paciente tem dores muito fortes. O que não é e nunca foi o caso do Marcola, obviamente."
O médico prestou depoimento na promotoria e admitiu que foi o próprio chefe do PCC que pediu que ele fizesse o documento informando que o preso estava doente e precisava colocar o botox. A suspeita é de que Marcola quisesse tirar os pés de galinha de seu rosto. O líder da facção criminosa está com 48 anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O STF sai arranhado do julgamento de Renan Calheiros.

"É preciso cumprir a decisão", disse com uma expressão carrancuda o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, aos colegas que haviam sido convocados para aquela reunião de emergência na terça-feira dia 6 de dezembro. O magistrado se referia à ordem monocrática dada no dia anterior por seu colega de tribunal Marco Aurélio Mello, que atendera ao pedido da Rede para afastar Renan Calheiros da presidência do Senado. Teori, como seus colegas, estava preocupado. Renan, com a ajuda dos parlamentares que compõem a direção do Senado, armara um motim barulhento contra o Supremo: recusava-se a deixar o cargo enquanto o plenário da Corte não analisasse o caso. Era uma afronta. Parecia desespero. Não era. Renan sabia o que estava fazendo, como viria a confirmar o Supremo no dia seguinte. Estavam com Teori na sala os ministros Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Luiz Fux e a presidente do Supremo, Cármen Lúcia.
O encontro foi improvisado quando o vice-presidente do Senado, Jorge Viana, um petista com alma de peemedebista, pediu agenda com a presidente do Supremo. A ministra se apressou em ligar para alguns ministros e pediu a eles que comparecessem a seu gabinete, com vista privilegiada para o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. No encontro, Viana demonstrou “extrema preocupação” em ter de assumir de supetão o cargo ocupado por Renan. Lembrou aos ministros que restam menos de dois meses do mandato do colega e que a maior parte desse período será de recesso do Legislativo. Lembrou ainda que pautas encampadas pelo Planalto, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o teto do gasto público, ficariam comprometidas com a mudança brusca no comando do Senado. Atuou como o melhor advogado de defesa que Renan poderia ter. Em vez de contratar um criminalista, o presidente do Senado estava bem servido com um político.
O julgamento que livrou Renan ocorreu formalmente na tarde de 7 de dezembro – mas começara bem antes. A ministra Cármen Lúcia passou a noite do dia 5 para o dia 6 quase em claro. Recebeu ligação do ministro Gilmar Mendes, em viagem a Europa, que demonstrou preocupação com a decisão do colega de Corte (não necessariamente com esse espírito olímpico). Prontificou-se a embarcar de volta da Europa rapidamente para Brasília. Até fazia questão, para formar maioria e derrubar a liminar concedida por Marco Aurélio, a quem destratara nos bastidores.
A presidente tranquilizou Gilmar e disse que não era necessário que ele voltasse ao país. Naquele instante, ela, que antevia que uma maioria derrubaria a decisão, temia também que o regresso incendiasse ainda mais o Supremo. Em entrevista, Gilmar chegou a sugerir o impeachment de Marco Aurélio. O clima só esquentava. Cármen foi procurada na sequência por Marco Aurélio, que avisou a ela que pretendia liberar para análise colegiada a liminar que ele concedera no dia anterior. O telefone não parou naquela manhã. Ainda na terça-feira, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, foi ao gabinete do decano do Supremo, ministro Celso de Mello. Os dois saíram juntos em direção ao plenário da Segunda Turma.
Os primeiros rumores do que se veria na quarta-feira surgiram ainda na noite da terça-feira. Uma tese defendida pelo ministro Dias Toffoli poderia prevalecer: a de que um réu não pode substituir o presidente da República em caso de sua ausência, mas não haveria proibição legal de que comandasse a Câmara, o Senado ou até mesmo o Supremo. No caso de Renan, significava manter a presidência do Senado, mas sem poder substituir o presidente da República. Arrumava-­se, assim, uma solução jurídica para um problema político. Para uns, uma saída engenhosa. Para outros, um mero ardil com aparência de “jeitinho”.
Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana, autoria de Talita Fernandes e Alana Rizzo.

Porque hoje é Sábado, uma linda mulher.

A minha bela amiga Debora Lisis.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Falido, fedido e vingativo?

O ‘AI-5 do crime organizado’ foi aprovado na Câmara para amordaçar a Justiça e salvar parlamentares da Lava-Jato.
Renan Calheiros, presidente do Senado
(Foto: Divulgação)
Chega a ser comovente, mas não pelos motivos que ele imagina, ver Renan Calheiros, de olho rútilo e lábio trêmulo, falando na OAB que o nosso sistema político está “falido, fedido e caquético”, como se não tivesse nada a ver com isso, como se o sistema tivesse chegado à podridão por si mesmo, sem a colaboração decisiva dos parlamentares e, principalmente, dele. 

Mas ele diz que a culpa é da legislação, não dos que a avacalharam: são vítimas do sistema perverso... Como alguém no poder há tanto tempo, com 12 processos no STF, pode falar isso sem rir ou avermelhar? Não é só o sistema que está falido, fedido e caquético... 

Com tantos escândalos e privilégios indecentes, sempre às custas do contribuinte, Renan deve saber como chegamos tão baixo. E como ele contribuiu para isso. São os mesmos que corromperam e aviltaram o sistema que vão reformá-lo? Ensandecido com a reação da Lava-Jato, Renan tentou até votar com urgência no Senado o “AI-5 do crime organizado” aprovado na Câmara para amordaçar a Justiça e salvar os parlamentares, mas o que resta de bom senso e dignidade na Casa o impediu. 

No Brasil, os bandidos querem julgar os xerifes. Depois de tratar os juízes e procuradores com tanto desprezo e hostilidade, esperamos que Renan seja acusado e julgado por eles com o desprezo e a hostilidade que merece. Que se faça justiça e ele apodreça na cadeia. Já o deputado baiano Aleluia é radicalmente contra a instituição do “reportante do bem”, chamado whistleblower nos Estados Unidos, que permite a qualquer cidadão denunciar crimes e receber recompensas. 

O deputado diz que vamos virar uma “República de delatores” (os Estados Unidos viraram uma?), ele prefere que continuemos como uma “República de ladrões”, e se esqueça de que só existe delator se houver crimes a delatar... agora só falta propor uma lei que torne a omertà obrigatória. 

Em uma de suas últimas entrevistas, Paulo Francis dizia não acreditar em reencarnação, “mas, se houver, vou levar meu ectoplasma para Brasília e infernizar essa canaille.” Domingo, o ectoplasma de Francis vai estar gritando na rua. 

* Texo do Jornalista Nelson Motta 

Porque hoje é Sábado, uma linda mulher!

Minha linda amiga Luciana.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Joalheria entrega lista de 460 joias compradas por Cabral e aliados.

Segundo relatório, o tesouro de pedras e metais preciosos amealhado foi comprado entre 2000 e 2016 na Antonio Bernardo por um valor total de R$ 5,7 milhões.
O ex-governador do Rio é conduzido pela PF para fazer exame no IML após ser preso, em 17 de novembro

RIO - A força-tarefa da Lava Jato no Rio recebeu da grife Antonio Bernardo uma lista com 460 joias compradas pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral Filho (PMDB), preso na Operação Calicute da Polícia Federal, e sua mulher, Adriana Ancelmo, investigada na mesma ação, e outros envolvidos no caso. Segundo relatório, o tesouro de pedras e metais preciosos amealhado foi comprado entre 2000 e 2016, num valor total de R$ 5,7 milhões. A maior parte foi paga em dinheiro vivo. Entre as peças, há anéis, brincos, colares, pingentes e pulseiras de ouro amarelo, branco, esmeraldas, diamantes, turmalina e pérolas. 

O item mais caro é um par de brincos de turmalina paraíba com diamantes, de R$ 612.000. O colar "Blue Paradise", também de turmalina paraíba, custou R$ 229.000. Já os brincos Blue Cluster foram adquiridos por Cabral por R$ 125.200, e os brincos Folhagem de Esmeraldas R$ 138.960. Os brincos Coruja de Diamantes foram pagos em espécie, ao preço de R$ 18.950, assim como o brinco Blacklava, comprado em dinheiro vivo por R$ 23.940. 

O relatório foi enviado pela Antonio Bernardo ao Ministério Público Federal do Rio, a pedido da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. As 356 páginas mostram as imagens das joias compradas por Cabral, Adriana e supostos operadores do ex-governador Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, Maria Angélica dos Santos Miranda Paulo Fernando Magalhães Pinto Gonçalves e Luiz Carlos Bezerra. 

Veja as 10 joias mais caras e mais baratas compradas por Sérgio Cabral e seus assessores
Há também a descrição das joias e o modo como elas foram compradas: dinheiro em espécie, cheques e cartões. Segundo a empresa relata ao MPF, os cheques foram dados por Cabral e Adriana apenas para garantir os pagamentos, mas depois eram devolvidos e trocados por dinheiro em espécie. 

Também há notas fiscais em nome do governador pelas compras das joias. Apesar de terem sido adquiridas entre 2000 e 2016, as notas foram emitidas entre os dias 25 e 27 de novembro de 2016 - oito dias após a prisão de Cabral, acusado de montar um esquema milionário de corrupção instalado na administração do peemedebista (2007/2014). 

O trabalho do MPF agora é cruzar a lista de joias relatadas pela Antonio Bernardo com as joias encontradas na casa de Cabral no dia 17, quando foi preso. A Polícia Federal encontrou, durante a Operação Calicute, 300 joias. A polícia suspeita que o ex-governador usava as peças para lavar dinheiro. 

Até a quinta-feira, 1, a defesa do ex-governador não havia entrado com nenhum recurso ou pedido de habeas corpus contra a decisão que o levou à prisão. Ele está preso em Bangu 8.
                    *Constança Rezende, O Estado de S.Paulo 

Presidente da OAB defende afastamento de Renan Calheiros do comando do Senado

Claudio Lamachia diz que a permanência do senador alagoano, após se tornar réu, compromete os trabalhos da Casa. 
 

O presidente do Senado, Renan Calheiros (Foto: EVARISTO SA/AFP)

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, defende o afastamento imediato de Renan Calheiros do comando do Senado. De acordo com Lamachia, o fato de Calheiros ter se tornado réu na quinta-feira (1º), em processo sobre peculato, faz com que comprometa a instituição que representa (Senado). 

“Não se trata aqui de fazer juízo de valor quanto à culpabilidade do senador Renan Calheiros, uma vez que o processo que o investiga não está concluído. Trata-se de zelo pelas instituições da República”, diz Lamachia. 

O presidente da entidade afirma que o afastamento de Calheiros seria importante até para que o senador possa se defender adequadamente.

Na próxima semana, o conselho da OAB se reunirá e poderá decidir por um pedido formal do afastamento de Calheiros. Em fevereiro, a OAB procedera da mesma forma com o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.
                    *MURILO RAMOS, Revista Época 

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Torcendo pelo fundo do poço.


A mudança de governo foi a melhor notícia econômica do terceiro trimestre – a melhor e uma das poucas positivas. Ainda em recessão, a economia afundou 0,78% em relação ao trimestre anterior, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado na quinta-feira passada. O indicador até subiu 0,15% de agosto para setembro, mas seria um exagero falar em retomada do crescimento. Deve ter sido mais um modesto repique, insuficiente para compensar a queda acumulada nos dois meses anteriores. O resultado dos nove meses de 2016 foi 5,19% inferior ao de janeiro a setembro de 2015. A queda chegou a 5,42% em 12 meses. O IBC-Br é usado como prévia do balanço trimestral do Produto Interno Bruto (PIB). O balanço do período de julho a setembro deve sair no fim de novembro. O dado mais amplo poderá ser diferente do estimado pelos técnicos do BC, mas o quadro geral parece já estar bem caracterizado. Os dados setoriais já publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) parecem ter confirmado a continuidade da retração.

Os economistas do BC mantêm, por enquanto, a previsão de um PIB 3,3% menor em 2016 que no ano anterior. A estimativa coincide com as últimas projeções do mercado e do Fundo Monetário Internacional (FMI). O desemprego de 12 milhões de pessoas, a quebradeira de muitas empresas, o aumento da inadimplência e o agravamento da crise fiscal, por causa da redução da receita de impostos, são os efeitos mais sensíveis da recessão.

Mas a crise econômica produziu pelo menos dois efeitos positivos. Os preços passaram a subir mais lentamente e já se prevê para o próximo ano uma inflação bem mais próxima da meta oficial de 4,5%. Além disso, o comércio de bens voltou a dar saldo positivo e o déficit na conta corrente do balanço de pagamentos diminuiu consideravelmente. Visto mais de perto esse resultado fica menos bonito, porque a melhora é explicável principalmente pela redução das importações, uma consequência da recessão.
Empresários e até consumidores começaram a mostrar mais otimismo, ou menos pessimismo, segundo pesquisas de várias instituições, algumas semanas antes da conclusão do processo de impeachment. O processo foi encerrado em setembro, com o afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff. A mudança efetiva de governo só ocorreu depois disso, quase no fim, portanto, do terceiro trimestre. Só a partir daí se poderia falar de uma alteração de política econômica sem risco de retorno.
Apesar da melhora de humor de empresários e consumidores, indicada por várias sondagens naquele período, o ambiente político do período de julho a setembro ainda foi caracterizado por muita insegurança. As primeiras mudanças ensaiadas pelo presidente em exercício envolveram negociações políticas difíceis e custosas. Embora as linhas básicas da nova orientação estivessem definidas, era cedo para falar de mudanças definitivas. A continuidade da recessão no terceiro trimestre parece combinar com esse quadro político ainda carregado de incertezas.

Na melhor hipótese, a economia brasileira terá chegado no terceiro trimestre ao fundo do poço. Com os números dos três meses finais de 2016 será possível conferir se isso ocorreu. Os poucos dados de outubro até agora conhecidos, como os da indústria automobilística, deixam ainda alguma dúvida sobre o fim da queda. Mas será necessário um conjunto maior de informações para uma avaliação segura.

Se a atividade tiver chegado ao fundo, os brasileiros terão mais uma notícia animadora. Mas nada permite apostar num início de recuperação neste fim de ano. Mesmo as perspectivas de 2017 parecem menos entusiasmantes do que até há algumas semanas. Isso se explica pelas condições internas de demanda, ainda muito fracas, e pelas incertezas derivadas da eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. Se um número razoável de congressistas brasileiros pensar seriamente sobre esses dados, a tarefa de reconstrução econômica ficará um pouco menos difícil para o Executivo.

*Editorial, Estadão

Deputado petralha ataca Lava Jato e ofende Deltan Dallagnol.

Os deputados a favor da corrupção estão cada vez menos poupando as palavras. 
Isto é um bom sinal, pois significa que não estão conseguindo vencer a operação Lava Jato.
Temos um conselho ao eminente Deltan Dallagnol:
Nem perca seu precioso tempo em responder ao ataque deste canalha.