terça-feira, 11 de novembro de 2014

Procurador que quer interrogar Dilma sobre fraude em licitação da Transpetro está ameaçado de morte.

Procurador que quer interrogar Dilma sobre fraude em licitação da Transpetro está ameaçado de morte. A então ministra e pré-candidata anunciou o resultado no lançamento do edital.
O procurador da República em Araçatuba Paulo de Tarso Astolphi, que está sob escolta da Polícia Federal por ter sido ameaçado de morte, diz que pode pedir, na esfera cível, o depoimento da presidente Dilma Rousseff sobre a licitação de R$ 432,3 milhões da Transpetro para a compra de 100 embarcações destinadas ao transporte de etanol pela hidrovia Tietê-Paraná.
O procurador, que pediu o bloqueio dos bens e o imediato afastamento do então presidente da Transpetro, Sérgio Machado, disse que a equipe de seis procuradores ddo Ministério Público Federal que apuram o caso deverão estudar se pedem para a presidente explicar as declarações que deu em Araçatuba (SP) durante discurso de abertura da licitação, em março de 2010.
Será a segunda tentativa do MPF de ouvir Dilma sobre o assunto. Na esfera criminal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, rejeitou o pedido feito por Astolphi em setembro. Desde segunda-feira, mesmo dia do afastamento de Machado da presidência da Transpetro, Astolphi recebe escolta de dois agentes da Polícia Federal. Segundo ele, a ameaça de morte foi feita por telefonema a sua casa e está relacionada com o caso investigado por ele. Leia os principais trechos da entrevista:
Dilma com Sérgio Machado, o corrupto afastado da Transpetro, quando anunciavam o resultado de uma licitação cujo o edital estava sendo lançado, uma prova conclusiva de que o resultado, que gerou milhões para o Petrolão, já era conhecido.
Terra - Como foi que o senhor foi ameaçado?
Astolphi - A ameaça foi feita por meio de telefonema em minha casa. Não posso dizer o que falaram, mas o fato é que tinham o número do meu telefone, que nem está na lista. Não sei como conseguiram. Mas, antes mesmo disso, a assessoria de segurança da Procuradoria Geral da República já tinha manifestado preocupação com minha segurança, principalmente porque o grupo estava pedindo o bloqueio de bens e o afastamento dos suspeitos, afora o valor da ação. E depois da ameaça, então, ela não teve dúvida.
O senhor desconfia de alguém?
Não sei quem poderia ser.
O senhor acha que as ameaças estão ligadas com o caso da Transpetro?
As circunstâncias da ameaça deixam transparecer que ela tem a ver com a investigação das fraudes na Transpetro e a instalação do Estaleiro Rio Tietê em Araçatuba.
O que mudou na sua vida depois das ameaças?
Passei a tomar cuidados especiais e a me precaver, além de precaver meus familiares. E agora já temos escolta 24 horas por dia. Embora eu não acredite que algo vá me acontecer, eu tenho de tomar minhas precauções.
O senhor e seus colegas apontaram a presidente Dilma Rousseff como sendo uma das participantes, pois ela teria feito um discurso em Araçatuba, junto com Sérgio Machado, indicando que a cidade é a que seria escolhida na licitação, embora o processo nem tivesse sido iniciado.
Realmente, pedimos sim a investigação da presidente, mas o procurador-geral nos enviou resposta em setembro, dizendo basicamente que o discurso teve conotação política e não justificava a abertura de investigação criminal para apurar a participação da presidente. Mas ele deixou claro que, caso haja novos indícios, é para serem apresentados a ele.
E na esfera não criminal, teria investigação da presidente?
O grupo vai discutir como conduzir essa questão, prefiro não me antecipar, mas penso é preciso decidir a respeito de suas declarações, já na abertura da licitação, em 10 de março de 2010, de que o estaleiro seria em Araçatuba, quando o local de instalação do estaleiro, pela licitação, poderia ser em qualquer ponto do Brasil, a ser definido pelo vencedor da licitação, que só seria anunciado em 30 de agosto de 2010.
Assistam ao vídeo onde Dilma e Sérgio Machado antecipam o resultado da licitação para a construção do estaleiro.

A Justiça ainda não acolheu os pedidos de bloqueios e afastamentos pedidos pelo senhor e seus colegas.
A decisão da juíza Rosa Maria Pedrassi de Souza, da 1.ª Vara Federal de Araçatuba, foi transferir o caso para o Rio de Janeiro. A juíza apontou o Fórum do Rio porque a fraude teria ocorrido naquela cidade, onde também está sediada a Transpetro. Inclusive, a Transpetro antecipou-se e pediu que o caso fosse transferido para lá. Não sei por que a Transpetro apresentou este pedido antes do momento adequado. Mas o fato é que recorremos com agravo de instrumento ao Tribunal Regional de São Paulo. E pedimos liminar ante a necessidade de decidir logo os bloqueios e os afastamentos, já que a lei presume a urgência dessa decisão.
Quais argumentos usados pelo MPF para justificar a permanência do caso em Araçatuba?
O fato é que dos R$ 432,3 milhões da obra, a maior parte, R$ 371,3 milhões, saiu do Fundo da Marinha Mercante, que é da União, e está estabelecido em Brasília, e não da Transpetro. Também há o envolvimento da Caixa Econômica Federal (CEF), agente financeiro do Fundo, que também tem sede em Brasília, e que colocou seu patrimônio em risco com esse financiamento. Em âmbito local, há danos palpáveis para o município porque ele estava perdendo a área do estaleiro para particulares, no que houve participação de agentes públicos locais. Além disso, dos oito indícios da fraude, quatro ocorreram total ou parcialmente em Araçatuba, dois no Estado de São Paulo, um no Pará e somente um no Estado do Rio de Janeiro, mas mesmo este teve reflexo em Araçatuba.
O inquérito civil ainda continua, mesmo após esta ação civil pública?
Sim, o inquérito vai continuar em andamento, mesmo porque há mais envolvidos que precisam ser inquiridos, e novos elementos podem surgir.
E quem seriam os novos envolvidos? Paulo Roberto Costa estaria entre eles?
O grupo de trabalho vai decidir, mas, em princípio, sim, já que a ação faz referência a ele, inclusive por ser membro do Conselho de Administração da Transpetro e ter participado do anúncio da abertura da licitação. Além dele, os demais participantes da licitação, outros membros da Comissão de Licitação da Transpetro, e outros agentes ou ex-agentes públicos.
Os integrantes do governo do Estado de São Paulo não foram incluídos. Por quê?
Eles não entraram porque não há provas de que eles participaram da fraude à licitação, mas alguns deles cometeram irregularidades posteriores à licitação, a serem esclarecidas, especialmente o Departamento Hidroviário, que deu licença para o estaleiro lançar efluentes no Tietê admitindo, depois, que não tinha competência para isso; a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), que nunca esclareceu qual a área que licenciou para o estaleiro; e a Cesp (Companhia Energética de SP), que constatou a ocupação de sua propriedade sem licença e ficou de ver o que fazer.
*( Portal Terra)

Trecho da Norte-Sul foi superfaturado em R$ 153 milhões, aponta TCU.

A presidente Dilma Rousseff em visita a trecho da ferrovia Norte-Sul em Anápolis, Goiás




Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
A presidente Dilma Rousseff em visita a trecho da ferrovia Norte-Sul em Anápolis, Goiás

Pelo menos R$ 153 milhões foram pagos a mais pelo governo pela construção de um trecho de 284 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul, em Goiás.
É o que aponta relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) aprovado nesta quarta-feira (17) que determinou abertura de um processo específico para cobrar de empresas contratadas e da Valec, estatal de ferrovias, o valor considerado superfaturado.
O valor inicial do contrato da obra do trecho, entre as cidades de Anápolis e Uruaçu, era de R$ 1,2 bilhão. As obras começaram em 2008 e foram consideradas concluídas pelo governo apenas neste ano.
A presidente Dilma Rousseff esteve em Anápolis em agosto, mais de seis anos após o início da obra, para inaugurar o trecho. Lá, chegou a gravar imagens para sua campanha eleitoral andando num trem de carga.
Mas, na prática, a ferrovia ainda não funciona nesse trecho já que não há serviços de trens operando. Para que isso ocorra, são necessários reparos em trilhos que já estão danificados e que uma empresa se responsabilize por operar sinais e passagens.




O TCU vinha apontando valores acima do mercado nos contratos desse trecho desde 2008, quando determinou a retenção de parte do que era considerado pagamento adicional. Mas, segundo o relatório do ministro do TCU Aroldo Cedraz, só R$ 26 milhões ficaram retidos.
As companhias conseguiram decisões judiciais liberando a estatal de fazer o bloqueio determinado pelo órgão de controle.
De acordo com o relatório, os argumentos apresentados em três oportunidades pela estatal Valec e pelas companhias contratadas -Camargo Correa, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Constran- para justificar seus preços não foram consistentes.
As empresas e servidores da Valec responsáveis pelo contrato ainda poderão apresentar mais argumentos na defesa no novo processo de cobrança que será iniciado.
problemas.

Para o TCU, o problema começou já na licitação, cujos critérios restringiram a competição e levaram as empresas a não apresentar descontos para os preços máximos.
Outro problema, segundo o relator, foi a falta de projetos para a obra, o que fez com que vários trechos ficassem mais caros que o contratado.
Ele destaca, ainda, que vários itens comprados pelas empresas para a obra estão com preços acima dos de mercado e dos que as próprias empresas apresentaram na concorrência.
A Valec informou que não foi notificada pelo TCU. Lembrou que os atos são referentes à gestões anteriores e elas não impactam no processo em andamento de iniciar as operações da ferrovia.
Pelo horário da decisão do TCU, a reportagem não conseguiu entrar em contato com as empresas. 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Quando a imprensa nega o fato escandalosamente óbvio e publica a versão falsa.

É, os dias não andam nada fáceis.
Por Reinaldo Azevedo

(...)
Num furo nacional, publiquei em meu blog que o TSE havia autorizado, por unanimidade, a auditoria nas eleições. Sim, fui o primeiro. Passados alguns minutos, para meu espanto, eu lia em todos os grandes portais de notícias: “TSE libera dados da eleição, mas nega auditoria”. 
Como? Era uma notícia absurda, mentirosa, fruto da ignorância ou da má-fé! O tribunal deixava claro que todos os dados do pleito estariam à disposição do PSDB, que vai indicar um grupo de peritos para fazer a auditoria — o partido convidou, aliás, representantes de outras legendas para integrar a equipe. 

Eu afirmava uma coisa, e o resto da imprensa, sem exceção, outra. Ou eu estava errado ou o resto da imprensa. E, devo deixar claro, eu estava certo. Na raiz da confusão, havia apenas uma questão: os tucanos haviam pedido que os dados fossem tornados disponíveis para uma comissão formada por todos os partidos. O TSE recusou apenas isso porque entendeu, na prática, que o PSDB não poderia fazer uma solicitação em nome das outras legendas. 

No mais, todos os pedidos do partido foram aceitos, e todas as hipóteses que apontam para insegurança do sistema serão testadas. É uma auditoria, sim. Infelizmente, a imprensa só se deu por vencida quando o site do próprio TSE publicou um texto com o seguinte título: “TSE aprova auditoria do PSDB sobre sistemas eleitorais de 2014”. 

E lá se lia o seguinte conteúdo:
“Por unanimidade de votos, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acolheu, na sessão desta terça-feira (4), pedido do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) para que a sigla tenha pleno acesso aos sistemas de votação, apuração e totalização dos votos das eleições de 2014 para que o partido possa, se desejar, realizar uma auditoria própria.” 

Todos os ministros, sem exceção, notaram que é vital dar credibilidade ao sistema. Para tanto, salientaram que a sociedade merece, sim, uma resposta. Foi uma vitória importante dos cidadãos decentes, daqueles que não subordinam sua vontade e sua inteligência a aparelhos oficiais. 

É lamentável que a imprensa como um todo tenha demorado até dar a notícia certa. 

Isso deve nos levar à reflexão. 

Por que é assim? 

Às vezes, a gente tem a impressão de que uma notícia, antes de chegar ao público, passa por uma espécie de comitê de censura… espiritual! 

Erraram todos aqueles que satanizaram o povo na rua. Os grandes derrotados desta terça foram o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que fez a respeito um dos pareceres mais absurdos da história do Ministério Público, e o corregedor do TSE, João Otávio de Noronha, que decidiu falar fora dos autos. 

E se comporta de modo lamentável aquela parte da imprensa que trata cidadãos justamente indignados como se fossem golpistas. 

Eu espero que a auditoria prove a segurança das urnas. É melhor para o Brasil que assim seja. Mas é vital para o país que os eleitores confiem no sistema. É o que pede a democracia.

Estelionato eleitoral.

Para completar estelionato eleitoral, Dilma vai cortar as pensões das viúvas, mexer no seguro-desemprego e acabar com o PIS?

Uma das despesas que sofrerá cortes são as despesas pagas às viúvas, que tem um custo anual de cerca de R$ 90 bilhões. Além disso, Dilma estuda, como já anunciado neste blog, cortar o seguro-desemprego, os abonos salariais e o auxílio-doença, que somam outros R$ 70 bilhões anuais. Tudo isso para pagar a campanha da reeleição, que durou quatro anos. Ou seja: desde o primeiro dia que o poste do Lula subiu pela rampa do Palácio do Planalto.

O pacote fiscal em elaboração pelo governo Dilma contempla cortes de despesas já prometidos no passado e que não conseguiram interromper o aumento de gastos da União nos últimos anos --alguns foram até engavetados. 

Na lista estão seguro-desemprego, abono salarial, auxílio-doença e pensão por morte, despesas que, segundo disse o ministro Guido Mantega (Fazenda) nesta sexta (7), devem sofrer reduções a fim de aumentar a economia feita pelo setor público para pagar juros da dívida. 

Mantega, que não permanecerá no governo no segundo mandato de Dilma Rousseff, reforçou a política da presidente de fazer um ajuste fiscal gradual, sem cortes drásticos de despesas que possam comprometer a geração de empregos. 

Logo depois da eleição, a presidente Dilma admitiu que será necessário fazer cortes de despesas por causa da queda no superavit primário. Neste ano, o setor público não vai cumprir sua meta de economizar 1,9% do PIB. Até setembro deste ano, apenas o governo federal acumulou um rombo de R$ 15,7 bilhões em suas contas. 

Foi a primeira vez desde o Plano Real, lançado em 1994, que houve deficit primário no ano, ou seja, o governo teve de se endividar para fazer pagamentos rotineiros e das obras de infraestrutura. Apenas no mês de setembro, as despesas com pessoal, programas sociais, investimentos e custeio superaram as receitas em R$ 20,4 bilhões, o maior valor em vermelho para um mês. 

Segundo Mantega, as despesas com seguro-desemprego, abono salarial e auxílio-doença somam cerca de R$ 70 bilhões por ano. No caso das pensões por morte, são R$ 90 bilhões por ano. "Então, nós estamos trabalhando para reformatar essas despesas para que no próximo ano elas estejam em declínio, interrompendo uma elevação que tem ocorrido neste momento", afirmou. 

Não é a primeira vez que o governo acena com mudanças nas regras desses benefícios. No ano passado, o Ministério da Fazenda propôs aumentar o tempo mínimo de trabalho que o desempregado precisa comprovar para ter direito ao seguro-desemprego em caso de demissão. 

Foi sugerido também que o abono salarial --que hoje paga um salário mínimo aos cadastrados no PIS/Pasep que tenham trabalhado por pelo menos 30 dias e recebido, na média do ano, até dois salários-- passasse a ser proporcional ao número de meses trabalhado. As sugestões foram encaminhadas ao Palácio do Planalto, mas não avançaram. 

No caso das pensões por morte, o Ministério da Previdência já alertou para a importância de mudança das regras para limitar os pagamentos, mas nenhuma proposta foi formalizada pelo governo. Agora, o governo volta a mirar nessas despesas para tentar melhorar as contas públicas e recuperar sua credibilidade na área. O pacote fiscal em elaboração por Mantega deve ser anunciado apenas depois da viagem da presidente Dilma à reunião do G20 (20 economias mais importantes do mundo), nos dias 15 e 16.(Folha de São Paulo)

O homem da mala…de 100 milhões de reais.

Adir Assad
Há poucas semanas, a Polícia Federal recebeu um arquivo digital com a quebra do sigilo bancário das empresas do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. São milhares de transações realizadas nos últimos oito anos: depósitos, transferências e saques de bilhões de reais oriundos de contratos de fornecedores da Petrobras – dinheiro que saiu dos cofres da estatal para abastecer o esquema de corrupção que pagou deputados, senadores, governadores e até ministros. Ao analisar detalhadamente esse material, os investigadores encontraram um personagem misterioso que pode ser a chave para comprovar a distribuição de propina a políticos de diferentes legendas. Esse personagem chama-se Adir Assad, empresário libanês apontado como intermediário de propinas de outro escândalo recente, envolvendo fraudes em contratos da empreiteira Delta com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
INTERMEDIÁRIO
O empresário Adir Assad surge como o elo entre o doleiro e os políticos
Em 2012, durante a CPI que investigou o caso Delta, o empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira, delatou a ação de Assad. Disse que o libanês era quem distribuía aos parlamentares o dinheiro desviado pela Delta e por outras grandes empreiteiras que mantinham contratos com o DNIT. Cavendish entregou o nome de 19 empresas de fachada usadas por Assad para sacar os recursos. O empresário chegou a ser convocado a depor, mas não disse nada – protegido por um habeas corpus. A oposição também tentou quebrar o sigilo de suas empresas, mas a maioria governista na CPI rejeitou o requerimento.
Agora, Assad volta ao centro das investigações. Nos sigilos bancários do esquema Youssef, a Polícia Federal descobriu ao menos cinco das 19 empresas fantasmas de Assad: Soterra Terraplenagem, Legend Engenheiros Associados, JSM Engenharia, Rock Star Marketing e SM Terraplanagem. Entre 2009 e 2011, elas receberam mais de R$ 65 milhões em recursos desviados de contratos da Petrobras com a empreiteira Toyo-Setal. O dinheiro escorreu por meio de uma filiada, a Tipuana Participações Ltda., registrada em nome de Augusto Ribeiro de Mendonça, que há poucos dias firmou com o Ministério Público Federal um acordo de delação premiada. Mendonça é o segundo executivo do grupo Toyo a assinar um termo de colaboração. O primeiro foi Júlio Camargo, cujas revelações têm surpreendido os procuradores.
A força-tarefa da Operação Lava Jato, que investiga o esquema montado por Youssef e Paulo Roberto Costa, quer saber agora quem foram os destinatários finais do dinheiro recebido por Assad. Chama a atenção dos procuradores, por exemplo, três depósitos idênticos de R$ 783.546,93 feitos simultaneamente, no dia 18 de dezembro de 2009, nas contas das empresas Rigidez, Legend e DFS Participações. Ocorre que o dia 18 de dezembro marcou o encerramento da CPI que investigou a Petrobras em 2009. A investigação sobre a estatal terminou como tantas outras, sem qualquer punição. A PF suspeita que o dinheiro repassado pela Tipuana serviu para selar o acordo para pôr um fim na CPI. Nas semanas que antecederam essa operação, a Legend, de Assad, recebeu outros R$ 12 milhões. A PF já sabe que a empreiteira Rigidez, que recebeu no total R$ 62 milhões da Tipuana, pertence ao doleiro Alberto Youssef. Já a DFS está registrada em nome do próprio Augusto de Mendonça.
Na semana passada, o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), pediu a quebra de sigilo de uma das empresas de Assad, a Rock Star Marketing. Até então, Bueno só tinha conhecimento de que a Rock Star havia feito um depósito de R$ 1,2 milhão na conta da MO Consultoria, outra das empresas de Youssef. Com as novas evidências, Bueno vai ampliar seu pedido para todo rol de empresas ligadas a Assad. Para a Polícia Federal, é necessário quebrar também o sigilo bancário de todas as empresas ligadas a Augusto de Mendonça. No histórico de operações da Tipuana, os investigadores identificaram inúmeras transferências para empresas em nome de familiares de Mendonça e sócios, num montante superior a R$ 100 milhões. Desse total, R$ 18,7 milhões foram para a Yellowwood Consultoria.
NA MIRA DA PF
Compra de empreendimento pelo deputado Celso Russomano e pela filha do deputado Eduardo Gomes será investigada.
Em 2012, a Yellowwood abriu em Brasília uma filial do Bar do Alemão, situado às margens do Lago Paranoá, região nobre de Brasília. O empreendimento ganhou notoriedade por reunir em seu quadro societário o deputado federal Celso Russomanno (PRB-SP) e a filha do deputado federal licenciado Eduardo Gomes (SD-TO), hoje secretário de Esportes do Tocantins. Tanto Russomanno como Gomes tiveram dificuldades para explicar como conseguiram R$ 1 milhão cada um para participar do negócio. O deputado paulista disse que pagaria sua parte trabalhando na administração do bar. Seu colega do Tocantins alegou que recorreu a empréstimos e economias. Agora, se sabe que a Yellowwood pertence ao executivo da Toyo-Setal que mantém relações com Assad e Youssef.
Para a PF, Russomanno e Gomes terão de explicar melhor essa sociedade e a relação com Adir Assad. Há dois anos, quando veio à tona o caso de corrupção envolvendo a Delta, Russomanno foi flagrado num convescote com o empresário libanês na casa de Marcello Abbud. Os dois teriam sido apresentados por Paulo Maluf, que teve negócios com Assad no passado. ISTOÉ tentou contato com ambos, mas não obteve retorno. O empresário libanês tem muito a dizer, resta saber se desta vez a Justiça lhe garantirá o silêncio.
*Fonte: IstoÉ

Retorno para os babacas!


domingo, 9 de novembro de 2014

"Reestruturação" com inspiração petista da Folha atinge um ícone do colunismo político: a jornalista Eliane Cantanhêde.

"Reestruturação" da Folha atinge um ícone do colunismo político: a jornalista Eliane Cantanhêde, que se notabilizou pela lucidez e não se deixou ser cooptada e fazer a vontade do PT e da presidente Dilma Rousseff. 
No início do ano, ela anunciou a possibilidade de um apagão na Copa, o que fez o Governo alertar para a possibilidade iminente e acionar mais termas elétricas para produção de energia. 
Nas eleições, não escondeu que não caía no conto petista. Um verdadeiro "conto do vigário, onde a mentira, a calúnia e a difamação preponderaram. 
Com sua posição firme em pró da verdade, não apoiou as mentiras, injúrias e calúnias da turma "comunistalha". 
Justificando uma tal fase de corte de gastos ( o que é estranho pois foi muito bem aquinhoada pelos petismo e seus apoiadores ) a Folha já demitiu cerca de 25 profissionais nos últimos dias.
Tem uma conotação de retaliação petista, sem dúvida, contra aqueles que tem a ética e o profissionalismo como norte.

sábado, 8 de novembro de 2014

O perigo de uma comunista no poder.


Parece que Dilma anda mais nervosa e grossa do que nunca. E anda com rompantes cada vez mais de esquerda.
E tem que se preocupar mesmo. NÃO VAMOS DAR TRÉGUA! O povo está de olhos abertos!
Fernando Francischini, via Facebook

Pura enganação.

Os #Brasileiros têm na memória o destino de governantes que se elegeram enganando o povo. Dilma logo verá que, ao contrário do que sustenta seu marketing, o vale-tudo tem limites. 
São expedientes que a #Sociedade não aceita. 
Principalmente quando percebe que foi #Enganadahttp://goo.gl/3nc3Z2 .
* Duarte Nogueira, via Facebook

Depois de Reinaldo Azevedo, mais um blogueiro da Veja pede que manifestações defendam a democracia e as instituições.

Ontem, Reinaldo Azevedo fez um apelo aos manifestantes para que tenham cuidado com a pauta dos protestos marcados para o próximo 15 de novembro. Leiam aqui. Agora é Rodrigo Constantino, também da Veja, que escreve um post intitulado "No dia 15 de novembro, todos nas ruas contra a República de Bananas". Cliquem aqui. Abaixo reproduzo, com grifos, parte do post de Constantino.

Indivíduos indignados com os rumos de nosso país pretendem se reunir nesse feriado do dia 15 de novembro, que celebra nossa República, para protestar contra o atual governo, a roubalheira impune, o abuso de poder, o autoritarismo, o desejo de controlar a imprensa etc. A mobilização é necessária e muito bem-vinda. O governo teme gente nas ruas, e o PT perdeu esse monopólio.

Por isso mesmo tenta desqualificar essas milhares de pessoas que espontaneamente se manifestam. Quer associar essa gente toda a “movimentos golpistas” ou antidemocráticos, reacionários que não aceitam as regras do jogo. É o contrário! Justamente por desejarem as regras do jogo é que protestam contra o PT, que fez o “diabo” para vencer. Querem investigações para comprovar a lisura do processo, e querem punições para os corruptos.

Todo cuidado é pouco. Sabemos do que essa turma é capaz. Podem até mesmo infiltrar seus agentes nas passeatas para destruí-las de dentro, acusando-as de demandar golpe militar ou algo do tipo. Não! As manifestações devem clamar pelo respeito aos valores republicanos e democráticos, pelo fortalecimento de nossas instituições, e não sua substituição.

Que todos lotem as ruas nesse feriado de nossa República, de forma ordeira e pacífica, com uma mensagem de resgate de uma democracia sólida. Que protestem contra essa “República de Bananas” que o PT vem instalando em nosso amado Brasil!

Vejam que Constantino não está pregando um impeachment da Dilma, mas investigações que certamente, ao serem comprovadas, levarão ao devido processo legal. Tampouco está pedindo para que as eleições sejam anuladas, pois está em andamento um auditoria concedida pelo TSE ao PSDB, maior prejudicado. A lei está sendo seguida, de alguma forma. Defender que a lei seja atropelada é dar munição para a imprensa atacar as manifestações e para o PT tentar desqualificá-los. Foi o que ocorreu com a  presença de meia dúzia de estúpidos que pediam a volta do regime militar, como se nele tivesse existido eleições, fraudadas ou não.  

Nós, os 51 milhões, não somos iguais a eles. Eles defendem golpes, nós defendemos a democracia, o estado de direito e as instituições, mesmo que elas estejam, hoje, tão aparelhadas. É preciso ir para a rua conquistar corações e mentes. Isso só ocorrerá se as pautas levadas pelos manifestantes expressarem o desejo não só dos que estão ali, mas dos cidadãos que devem ser encorajados a voltar para as ruas para defender um país melhor.