sábado, 13 de setembro de 2014

PT não fala mais em privatização da Petrobras porque privatizada ela já está: pelo PT, PMDB e PP. A mentira da hora diz respeito ao pré-sal.


O gosto de um povo costuma ser o seu destino
Por Reinaldo Azevedo

Em 2002, 2006 e 2010, o PT inventou que os tucanos haviam querido — e quereriam ainda — privatizar a Petrobras. Alguma evidência, algum documento, alguma fala oficial de governo, alguma proposta que apontasse para isso? Nada! Nem um miserável papel.

A maior evidência de que dispunham era um estudo encomendado para mudar o nome da empresa para Petrobrax. Uma burrice? Sem dúvida! Privatização? É piada! Tratava-se apenas de uma mentira de cunho terrorista — já que o partido sabia que a população brasileira, na sua maioria, infelizmente, se oporia à ideia. 

Este nosso povo bom prefere uma estatal lotada de larápios, roubando dinheiro para si e para seus respectivos partidos, a uma empresa privada que funcione bem, sem assaltar o nosso bolso. O gosto de um povo costuma ser o seu destino.

Lembro, só para ilustrar, que, às vésperas do segundo turno da eleição de 2010, José Sérgio Gabrielli — um dos principais responsáveis pela compra desastrada da refinaria de Pasadena —, então presidente da estatal, concedeu uma entrevista à Folha em que afirmou que o governo FHC havia tomado medidas em favor da privatização. 

Não apresentou uma só evidência, é claro!, porque se tratava apenas de uma mentira. Privatizada, como vimos, de fato, a Petrobras já está, o que não é segredo para ninguém. As evidências que vêm à luz a cada dia ilustram o descalabro. 

Pois bem! Neste 2014, falar que estão querendo privatizar a Petrobras não chega a ser uma coisa exatamente popular. A empresa está mais nas páginas de polícia do que nas de economia, não é mesmo? Privatizada, ela já está. Como vimos, boa parte de sua operação pertence a companheiros do PT, do PMDB e do PP. Uma gangue agia dentro da empresa, em conexão com outra que, segundo Paulo Roberto Costa, atuava do lado de fora. Fica difícil convocar a população para a guerra santa em defesa de um nome que, infelizmente, acabou tão manchado. 

Como é que o PT vai fazer, então? O partido não sabe fazer campanha eleitoral sem transformar seus adversários em satãs. Os petistas não conseguem entender o jogo político senão pela eliminação do outro. Não lhes basta simplesmente vencê-lo. Sem encontrar, antes como agora, verdades fortes o bastante em favor de si mesmos, então recorrem a mentiras contra seus oponentes. 

Assim é com essa história absurda de que, se eleita, Marina vai tirar R$ 1,3 trilhão — sim, os desmandos da turma já atingiram a casa dos bilhões, e as mentiras, dos trilhões — da educação em razão da não exploração do pré-sal. Esse é o terrorismo da vez. 

Moralistas como são, advertidos até internamente de que isso é forçar a barra, os chefões não se intimidaram. Como Dilma deu uma pequena reagida, e Marina, uma esmorecida, chegaram à conclusão de que esse é mesmo um bom caminho. Se eles não podem vencer com a verdade, indagam sem hesitação: “Por que não a mentira?”. 

Nesta quinta, em entrevista à Rede TV, Dilma culpou Marina, quando ministra do Meio Ambiente, pela demora nas licenças ambientais para obras de infraestrutura. É mesmo? Eu posso criticar algumas questões que a então ministra levantou ao longo do tempo sobre esta ou aquela obras, Dilma não! Ora, se ela criava dificuldades tecnicamente injustificadas e artificiais, por que não foi posta, então, fora do governo? Por que não se fez, então, o devido debate público? É que Lula gostava — e precisava — da “simbologia Marina”. 

No horário eleitoral gratuito, o PT demoniza empresários e banqueiros, apresentados como um bando de salafrários que se regozijam quando supostos inimigos do povo — sim, Marina é o alvo principal — aparecem combinando tramoias. É grotesco que, nestes dias, quando conhecemos a casa de horrores em que se transformou a Petrobras, o PT venha a público para atacar o setor privado. 

Encerro com um dado: até há cinco dias, Dilma, a que aparece como a adversária de empresários cúpidos, havia arrecadado mais do que o dobro da soma de Aécio e Marina: R$ 123,3 milhões entre julho e agosto, contra R$ 42,3 milhões do tucano e R$ 19,5 milhões de Marina. 

Essa é a cara deles. Essa é a moralidade deles.

Pânico no PT: Presidente da CPI "desobedece" ao Planalto e ex-diretor da Petrobras vai depor na próxima semana.

Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da CPI: “Novo depoimento será no dia 17″.

Pressionado pela oposição, o presidente da CPI mista da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), marcou para a próxima quarta-feira (17) depoimento do ex-diretor da estatal Paulo Roberto da Costa à comissão de inquérito, que revelou à Justiça um esquema de corrupção na empresa.
Segundo a revista “Veja”, Costa listou o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), líderes do Congresso como os presidentes da Câmara e do Senado, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e Renan Calheiros (PMDB-AL), além do ex-governador Eduardo Campos, morto no dia 13 de agosto em um acidente aéreo em Santos (SP), entre os políticos envolvidos.

Paulo Roberto Costa será obrigado a comparecer à comissão porque a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista já havia aprovado requerimento de convocação do ex-diretor. Como está preso, Costa irá ao Congresso com escolta policial, para prestar depoimento à comissão.
O depoimento será aberto, segundo o presidente da CPI, Vital do Rêgo (PMDB-PB). Mas pode se transformar em fechado (com a presença apenas dos membros da CPI) se o ex-diretor da Petrobras pedir para fazer declarações de forma reservada. Vale lembrar que ele pode ser reservar ao direito de não falar nada, para não produzir provas contra si próprio.

REUNIÃO

O comando da CPI se reuniu nesta quarta-feira (10) com líderes partidários para definir as ações da comissão após vazamento de parte da delação premiada de Costa. A CPI também vai pedir o envio imediato do depoimento de Costa ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Teori Zavascki, e ao juiz Sérgio Moro, que cuida do caso no Paraná.
O presidente da CPI já havia encaminhado ofícios com a solicitação do depoimento, mas agora decidiu apresentar a petição –instrumento jurídico que determina o envio dos documentos. Segundo integrantes da CPI, a Justiça tem obrigação de encaminhar as informações à comissão, por estar na Constituição a prerrogativa dela ter acesso mesmo a dados judiciais sigilosos.

“Determinamos petição ao ministro e ao juiz para que esses dados coletados na delação premiada possam vir para a comissão. Esse é nosso direito e vamos mantê-lo, com o resguardo da Constituição”, afirmou Vital.

CPI TEM PODERES…


Na manhã desta quarta, os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Cristovam Buarque (PDT-DF) pediram ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para ter acesso ao teor da delação premiada de Paulo Roberto. O procurador negou o pedido com o argumento de que ninguém terá acesso ao depoimento do ex-diretor.
Para Vital, a negativa do procurador não se aplica à comissão. “A CPI não é qualquer pessoa. A CPI tem os poderes constitucionais”, afirmou o presidente da comissão.

Numa terceira frente, a CPI ainda vai marcar audiência com Zavascki para discutir as investigações do caso Petrobras. Os membros da comissão querem saber detalhes das investigações com o ministro, que é responsável pelo processo no STF.
Além do caso tramitar na 13ª Vara Federal de Curitiba, parte do processo está no STF, devido à presença de deputados e senadores entre os citados nas denúncias envolvendo a estatal.

*Gabriela Guerreiro - Folha

Mais um escândalo: Senado confirma que diretores da Petrobras tiveram acesso prévio às perguntas da CPI.

Após 37 dias de investigação, o consultor legislativo Tiago Ivo Odon entregou nesta quinta-feira (11/9) à Diretoria-Geral do Senado o relatório final da sindicância sobre a troca de perguntas e respostas de integrantes da CPI mista da Petrobras, advogados e diretores da estatal. “A conclusão é direta sobre os indícios de ilícito e a eventual punição aos envolvidos”, afirmou Tiago Ivo ao Correio.

O consultor preferiu não revelar o teor do relatório devido ao sigilo da apuração. A sindicância, no entanto, tem artifícios para iniciar um processo administrativo sobre dois funcionários da Casa envolvidos na denúncia. No início de agosto, a revista Veja denunciou que as perguntas dos parlamentares foram vazadas à presidente da Petrobras, Graça Foster, ao ex-presidente Sérgio Gabrielli e ao ex-diretor Nestor Cerveró antes deles prestarem depoimento na Casa.
Os parlamentares citados na denúncia da revista, o relator da CPI do Senado, José Pimentel (PT-CE) e Delcídio Amaral (PT-MS), não foram investigados pela sindicância. Já os funcionários podem ser punidos com advertência, suspensão, demissão, destituição do cargo ou função.
Pimentel, o relator, escapa incólume.
*Por Naira TrindadeCorreio Braziliense

Porque hoje é Sábado, uma bela mulher.

A bela atriz, Ana Carolina Dias

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Motorista de candidato do PI é detido com R$ 180 mil em espécie, pela Polícia Rodoviária Federal.

Um montante de R$ 180 mil, em espécie, foi encontrado dentro de um carro no Km-805 da BR-242, na cidade de Barreiras, oeste da Bahia, durante fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF), nesta quinta-feira (11).
Duas pessoas foram conduzidos à delegacia. Uma delas, segundo o delegado Francisco de Sá, que investiga o caso, informou que é motorista do senador Wellington Dias (PT), candidato ao governo do Piauí, e apresentou crachá de identificação do Senado. Ele estava no veículo como passageiro, tinha saído de Brasília e informou ter como destino ao interior do Piauí.
Em nota à imprensa, a equipe de Wellington Dias informou que o servidor está de férias e em viagem pessoal, enfatizando que não há qualquer relação do fato com o político. (Veja a íntegra ao fim da notícia).
De acordo com o delegado, o motorista não informou a origem do dinheiro, mas afirmou que ele seria usado para a compra de fazenda e que não há relação com o candidato. "Ele disse que o senador não tem nada a ver com a situação. Todo esse dinheiro será apreendido e depositado judicialmente a favor da Justiça Federal", afirmou o delegado.
O dinheiro era transportado debaixo do banco traseiro do veículo. Segundo a PRF, o condutor do veículo, que também foi preso, apresentou Carteira Nacional de Habilitação (CNH) falsa. Por não terem informado a origem do dinheiro, que estava dividido em notas de R$ 100, eles permancem até a noite desta quinta-feira na delegacia.
Do G1 BA

Cerveró aceita fazer acareação com ex-diretor da Petrobras.

O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró rebateu, ontem, em depoimento à CPI Mista que apura suspeitas de irregularidades na estatal, as declarações do ex-colega Paulo Roberto Costa, que disse ter havido desvios para abastecer um esquema de pagamento de propina a políticos, conforme reportagem da revista Veja sobre a tentativa de delação premiada do ex-dirigente preso pela operação Lava Jato.
No depoimento, Cerveró foi instigado pela oposição a atacar a presidente Dilma Rousseff e avalizar declarações de Costa, mas ele foi em sentido oposto. “Nunca ouvi falar de organização criminosa na Petrobras.” Cerveró disse aceitar uma acareação com o ex-colega de diretoria: “Não tenho por que ficar preocupado com a delação do Paulo”.
Os parlamentares questionaram Cerveró sobre declarações de Dilma na série Entrevistas Estadão, segunda-feira, quando a presidente definiu como “estarrecedora” a atuação de um esquema ilegal na empresa e que, se houve “sangria”, ela já foi estancada. “É uma afirmação dela.”
Cerveró repetiu o discurso de que a omissão de cláusulas contratuais na compra da primeira metade de Pasadena não era fundamental para se fechar o negócio, em 2006. Em março, Dilma disse ao Estado que não aprovaria a transação se tivesse conhecimento das cláusulas omitidas. A petista presidia o Conselho de Administração da Petrobrás em 2006.
O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou um prejuízo financeiro de US$ 792 milhões com a compra de Pasadena e, em julho, determinou o bloqueio de bens de Cerveró e outros integrantes da diretoria executiva da época. O TCU livrou Dilma e membros do conselho de administração do bloqueio.
O ex-diretor afirmou que a responsabilidade é do conselho, e não da diretoria. Cerveró negou que a transferência de três imóveis aos filhos seja uma forma de burlar a determinação do TCU, alegando que se trata de antecipação de herança.
*Por Ricardo Brito e Daiene Cardoso, Estadão

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

As chances de Aécio se vão com o tempo...

Aécio, numa eleição difícil contra a candidata da "máquina estatal" e uma candidatura "excêntrica".
O tempo passa e a campanha de Aécio não decola. Não que o tucano não se esforce. Ele até tem imprimido um ritmo mais dinâmico e objetivo na campanha, mas falta-lhe carisma suficiente para "driblar" os obstáculos "oficiais" que  a máquina estatal impõe e uma estrutura plural de partidos que um político precisa para chegar à Presidência da República, em particular quando se luta contra a máquina pública aparelhada, a imprensa aliada e a ignorância dos eleitores de um país de semi alfabetizados que se deixam levar pela propaganda estatal e a esmola política do Bolsa Família.
Não está fácil. Se Marina ganha adeptos da esquerda, tomando votos de Dilma, também leva votos do tucano, principalmente dos eleitores mais jovens, adeptos do "oba-oba" de candidaturas excêntricas.
Marina não é nenhum fenômeno. Não é nem traz nada de novo. Ela é mais uma criatura elevada por Lula e oriunda da luta comunista do velho PCR, trazendo consigo o fácil e falso discurso ambientalista. É fruto da desinformação de um povo sem estudos e sem cultura, iludido, ha quase doze anos, por um Governo que o confunde e o emburrece com sua propaganda eivada de desinformação e mentiras.
Nesse caldeirão de nulidades, Aécio se destaca por ser o melhor e mais preparado candidato, mas perde por não ter um aparato de apoio político, uma teia partidária, como a tecida com dinheiro público como o PT fez com os partidos que apoiam Dilma.
Aécio não traz um discurso messiânico. Não é o "queridinho" da imprensa, como Dilma, nem do meio intelectual, como Marina. Ele é um gestor público testado e aprovado. Um político hábil e inteligente, mas sem apoio dos meios formadores de opinião e dos partidos políticos "alugados" pelo Governo petista.
Ha poucos dias das eleições é missão quase impossível chegar ao segundo turno. Como se diz no Nordeste brasileiro: Ele ainda não "caiu na graça do eleitorado".
E se está ruim para Aécio, pior para o Brasil.

Idosa põe dedo na cara de Dilma e a chama de mentirosa.


Description: Dilma e a idosa
Esta imagem havia sido censurada a todo custo pelo coordenador da campanha da atual presidente, mas vazou na internet. 
Na foto uma senhora humilde põe o dedo na cara de Dilma e parece lhe falar algo desagradável.  Segundo testemunhas presente, chegou-nos a informação que a idosa disse as seguintes palavras: 
" a senhora acha que a gente é trouxa? Eu tenho 80 anos.Você é a mulher mais sorrateira e mentirosa que já vi. Ferrou com a minha aposentadoria. Come caviar as minhas custas e agora quer dar uma de boazinha comendo essa lavagem?
Toma vergonha na cara e vê se some porque aqui ninguém gosta de você."
*Fonte: Grupo - Que Brasil nós queremos.

Investidores denunciam à CVM que Dilma, Mantega e fundos apoiavam atos de Paulo Roberto na Petrobras.

Em ambiente fétido, só resta o dedo em riste: "Foi você!" Não. "Foi você!!"

Documentos e atas apresentados por investidores à Comissão de Valores Mobiliários confirmam que Dilma Rousseff, quando ministra e conselheira-presidente de Luiz Inácio Lula da Silva e, depois, Presidenta da República, tinha pleno conhecimento e respaldava todas as ações de diretores executivos e membros dos conselhos de Administração e Fiscal da Petrobras.

Por isso, vai falhar a manobra do Palácio do Planalto de desvincular Dilma por responsabilidade direta ou indireta nos problemas gerados por Paulo Roberto Costa que, sem ser diretor financeiro, mas apenas de abastecimento, controlava 1.832 contas correntes do sistema Petrobras (a maioria no Banco do Brasil, que é alvo dos investigadores da Operação Lava Jato).

Acionistas minoritários da empresa comprovaram à CVM que Dilma apoiava as decisões de gestão na Petrobras junto com Guido Mantega (seu ministro desafeto, demitido tecnicamente da Fazenda). Tudo acontecia em parceria com o BNDES, BNDESpar e os fundos de pensão Previ, Petros e Funcef, que elegiam conselheiros ao arrepio da Lei das Sociedades Anônimas e das normas da CVM.

Os investidores denunciaram Dilma, Mantega, conselheiros da Petrobras, BNDES e fundos de pensão pelos delitos de conflito de interesses e abuso de poder controlador por parte da União Federal. Se o caso avançar para a esfera jurídica e legislativa, Dilma pode acabar enquadrada por crime de responsabilidade – que a torna passível de impeachment.
*Por e-mail, via Grupo Resistência Democrática.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Marina muda o tom com Dilma. Por que é tão "boazinha" com a presidenta?


Por Reinaldo Azevedo
Como todos sabemos, a revista VEJA desta semana traz parte do que Paulo Roberto Costa confessou à Polícia Federal e ao Ministério Público sobre a quadrilha que operava na Petrobras. Ele já gravou 42 horas de depoimento. Nesta segunda, Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da República, mudou um pouco o tom de sua fala. Ela estava sendo bastante rebarbativa a respeito do assunto, até porque um dos acusados é justamente Eduardo Campos, antigo cabeça de chapa do PSB, morto num acidente aéreo no dia 13 de agosto. 

Durante visita a uma creche, em São Paulo, afirmou Marina, segundo informa aFolha: “Quem manteve toda essa quadrilha que está acabando com a Petrobras é o atual governo, que, conivente, deixou que todo esse desmando acontecesse em uma das empresas mais importantes do país”. Marina, no entanto, aliviou um pouco a barra para a presidente Dilma Rousseff: “A presidente [Dilma] tem responsabilidades políticas. Eu não seria leviana em dizer que ela tem responsabilidade direta pessoalmente”. 

Marina, que vinha afirmando que, por enquanto, só havia “ilações”, mudou o tom e afirmou sobre as denúncias: “É uma delação premiada. Com certeza o Ministério Público não iria premiar aquilo que não tenha base de realidade”. 

Só para lembrar: segundo Paulo Roberto Costa, a lista dos que teriam recebido propina do Petrolão inclui, entre outros, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que morreu num acidente aéreo no dia 13 de agosto, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e Sérgio Cabral, ex-governador do Rio (PMDB). 

O engenheiro acusa ainda Edison Lobão, atual ministro das Minas e Energia, e atinge o coração do Congresso: estão no rol o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). PT, PMDB e PP seriam os três beneficiários do esquema, que teria também como contemplados os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Romero Jucá (PMDB-RR), e os deputados João Pizzolatti (PP-SC) e Cândido Vaccarezza (PT-SP), além de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT.