sábado, 26 de setembro de 2009

Porque hoje é sábado, uma bela mulher

A bela atriz Chalize Theron

Imperalismo megalonanico


Na contramão da tradição diplomática nacional, o Brasil se intromete na política interna de outro país da pior maneira possível: Sob o comando de Hugo Chávez.

Por Otávio Cabral e Duda Teixeira na Veja:
Se o país [Brasil] é humilhado pelos vizinhos, tem suas riquezas roubadas impunemente e acumula derrotas nos organismos internacionais, é porque o presidente e seus diplomatas escolheram o caminho da ideologização da diplomacia nacional (veja o quadro). Qualquer regime minimamente antiamericano conta com o apoio tático do governo brasileiro - ainda que esteja envolvido em genocídio, como o do Sudão, ou seja tratado como pária mundial, como o do Irã. As estripulias dos governantes de esquerda da região - mesmo que eles estejam agindo contra os interesses brasileiros - são toleradas em silêncio pelo presidente Lula. “Por causa dessa política externa, estamos sempre a reboque dos acontecimentos”, disse a VEJA Rubens Barbosa, que foi embaixador brasileiro em Washington. O Brasil poderia ser protagonista de uma solução pacífica em Honduras, cujo formato foi definido por Oscar Arias, Prêmio Nobel da Paz e presidente da Costa Rica, com o apoio dos Estados Unidos e da Organização dos Estados Americanos. Chávez foi mais convincente. Na Assembleia-Geral da ONU, em rompante, Lula chegou a dar ultimato ao governo de Honduras. Vai mandar os fuzileiros navais? Seria a suprema vitória de Chávez na armadilha que armou para Lula. Leia mais Aqui

Micheletti rechaça encontro com Zelaya em Honduras

Da Folha Online
O presidente interino de Honduras, disse que o presidente deposto Manuel Zelaya poderia ser autorizado a sair da embaixada brasileira, onde se refugiou, sem ser preso, caso ele obtivesse asilo político fora do país.
Em entrevista à agência de notícias Associated Press na sexta-feira (25), Roberto Micheletti disse ainda que a decisão final sobre a questão caberia a um tribunal. Quanto a ele, no momento, não vai negociar cara a cara com Zelaya.
As posições de Micheletti apontaram a total falta de progresso de ambos os lados para pôr fim à crise política de Honduras, desde que Zelaya retornou secretamente ao país, há cinco dias, exigindo reintegração ao cargo da presidência.Perguntado sob quais circunstâncias Zelaya poderia deixar a Embaixada do Brasil, Micheletti disse que isso vai acontecer "seja por meio de asilo político ou por obediência aos tribunais".
Micheletti tem insistido que se Zelaya ficar no país, vai responder às acusações de traição e abuso de autoridade por ter ignorado a ordem da Justiça e organizado um referendo a fim de reescrever a Constituição --atitude que culminou no golpe hondurenho.

Zelaya, o sem teto


Segundo Toffoli, ele mesmo não merece ser Ministro

De Augusto Nunes na Veja Online:
No outono de 2005, depois de ganhar de presente uma passagem de ida e volta, Benedito Vitor Januário dos Santos embarcou num avião em São Paulo, participou do jantar em Brasília promovido por ex-alunos da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e voltou na manhã seguinte. Quem teve a ideia de abrilhantar a noitada com a presença do folclórico Vitão, funcionário do Departamento Jurídico XI de Agosto e festeiro animadíssimo, foi o advogado José Antonio Toffoli, subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, que providenciou o bilhete aéreo. Quem pagou foi a Secretaria da Administração da Presidência da República. Quem bancou a viagem foram os pagadores de impostos. O Portal da Transparência, criado pela Controladoria Geral da República para mostrar como o governo gasta o que toma dos brasileiros comuns, confirma que em 19 de maio de 2005 a Secretaria da Administração repassou R$ 290 a Benedito Vitor Januário dos Santos. O portal se limita a revelar o valor desembolsado e a identidade do ”favorecido”. A transparência não se estende ao nome de quem mandou pagar nem à razão do pagamento. No caso de Vitão, a informação é dispensável. Há quatro anos, um voo de ida e volta entre São Paulo e Brasília custava exatamente R$ 290. Toffoli vive assumindo a paternidade da ideia em jantares com amigos. Para os padrões brasileiros, subvertidos por roubalheiras que movimentam cifras inverossímeis, parece pouco. Dinheiro de troco, diriam os senadores. Uma viagem só, e ainda por cima doméstica, é coisa de amador, desdenhariam os deputados. Num país rebaixado a viveiro de corruptos bilionários, José Antonio Toffoli subtraiu aos cofres públicos uma quantia inferior a mil reais, consumida em duas decolagens e dois pousos. Quem faz isso merece castigo? Merece uma punição exemplar, acha José Antonio Toffoli ─ ele mesmo, mas quatro anos mais tarde e em outro emprego. Ou achava até maio passado. ”O Brasil precisa conscientizar-se de que quem exerce uma função pública só pode gastar o dinheiro público no interesse público”, disse em entrevista a VEJA o chefe da Advocacia Geral da União. Depois de sublinhar que a corrupção endêmica e a gastança irresponsável devem ser combatidas com muito mais rigor, o entrevistado ensinou que um crime jamais será condicionado pelo tamanho do lucro ou do prejuízo. Atos ilícitos não são tabelados. “É preciso acabar com esse costume de passar a mão na cabeça dizendo que o erro foi pequeno, que foi coisa de mil reais, que foi só uma passagem aérea”, reiterou Toffoli. “Não há erro pequeno. É preciso tolerância zero com o uso indevido de dinheiro público. Mesmo o erro pequeno precisa de punição”. Segundo o chefe da AGU, essa modalidade criminosa não comporta pecados veniais. Todos são mortais. Não há diferenças relevantes, portanto, entre o subchefe da Casa Civil que desviou R$ 290 e o mais guloso mensaleiro. O uso irregular de um bilhete é tão criminoso quanto o furto de milhagens transatlânticas. Indicado por Lula para uma vaga no STF, Toffoli anda visitando senadores para garantir que merece nota dez nos quesitos reputação ilibada e notável saber jurídicos, que deveriam determinar o destino de um candidato à toga. Algum pai da pátria tem de apartear o discurso do visitante, apresentar-lhe simultaneamente o caso de Vitão e a entrevista de maio e convidá-lo a explicar a colisão frontal. Se renegar a entrevista, estará provado que o saber jurídico de Toffoli é notavelmente instável. Se reafirmar o que disse, estará provado que a reputação não rima com ilibada. Seja qual for a resposta, Toffoli estará desqualificado para virar ministro do Supremo. Seu passado pode arruinar o futuro do tribunal.

Juridicamente não houve golpe em Honduras

De Merval Pereira em O Globo:
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e o protoditador venezuelano Hugo Chávez encarregaram-se em questão de poucas horas de desmontar a versão oficial de que as autoridades brasileiras nada sabiam sobre a sua estratégia de regressar ao país e abrigar-se na embaixada brasileira em Tegucigalpa. Falando à rádio Jovem Pan, o presidente deposto, Manuel Zelaya, disse que a escolha da representação diplomática brasileira foi uma "decisão pessoal", depois de consultas feitas ao presidente Lula e ao chanceler Celso Amorim. Já Chávez revelou, rindo, como "enganou" todo mundo, monitorando a viagem de Zelaya através de um telefone via satélite, e que quando todos esperavam que o presidente deposto estaria em Nova York, para a reunião da ONU, ele "se materializou" na embaixada brasileira. A reboque da estratégia bolivariana, o governo brasileiro está participando de uma farsa política com ares de "república de banana", só que dessa vez o papel de interventor não é dos Estados Unidos, mas do Brasil, conivente com a irresponsabilidade de Chávez. Um advogado paulista, Lionel Zaclis, doutor e mestre em Direito pela USP, publicou no site "Consultor Jurídico" um estudo detalhado sobre o processo de destituição do presidente hondurenho, à luz da Constituição do país, e chegou à conclusão de que não houve golpe de Estado. Segue um resumo de seu relato:
"De acordo com a Constituição de Honduras, como destacamos aqui ontem, o mandato presidencial tem o prazo máximo de quatro anos (artigo 237), vedada expressamente a reeleição. Aquele que violar essa cláusula, ou propuser-lhe a reforma, perderá o cargo imediatamente, tornando-se inabilitado por dez anos para o exercício de toda função pública." "(...) Em 23 de março de 2009, o presidente Zelaya baixou o Decreto Executivo PCM-05-2009, estabelecendo a realização de uma consulta popular sobre a convocação de uma assembleia nacional constituinte para deliberar a respeito de uma nova carta política."
"(...) Em 8 de maio de 2009, o Ministério Público promoveu, perante o ‘Juzgado de Letras Del Contencioso Administrativo’ de Tegucigalpa, uma ação judicial contra o Estado de Honduras, pleiteando a declaração de nulidade do decreto (...)."
"(...) E, como tutela antecipatória, que foi aprovada, requereu-lhe a suspensão dos efeitos, sob o fundamento de que produziria danos e prejuízos ao sistema democrático do país, de impossível ou difícil reparação, e em flagrante infração às normas constitucionais e às demais leis da República, para não falar dos prejuízos econômicos à sociedade e ao Estado, tendo em vista a dimensão nacional da consulta."
"(...) Em 3 de junho, o Juizado proibiu o presidente Zelaya de continuar a consulta. Contra essa decisão, impetrou ele um Recurso de Amparo — similar ao nosso Mandado de Segurança — perante a Corte de Apelações do Contencioso Administrativo, o qual foi rejeitado em 16 de junho."
"(...) Assim, o Juizado do Contencioso Administrativo expediu, no dia 18 de junho, uma segunda ordem contra o presidente, tendo uma terceira sido expedida nesse mesmo dia. Em virtude dessa desobediência, o promotor-geral da República ofereceu, perante a Suprema Corte, denúncia criminal contra o presidente Zelaya, sustentando configurar sua conduta crimes de atentado contra a forma de governo, de traição à pátria, de abuso de autoridade e de usurpação de funções, em prejuízo da administração pública e do Estado."
"(...) A Suprema Corte aceitou a denúncia em 26 de junho, com fundamento no art. 313 da Constituição e designou um magistrado para instruir o processo. Foi decretada a prisão preventiva do denunciado, com o que foi expedido mandado de captura, cujo cumprimento ficou a cargo do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas."
"(...) No mesmo dia, o Juizado de Letras do Contencioso Administrativo deu ordem às Forças Armadas para suspender a consulta pretendida pelo presidente Zelaya e tomar posse de todo o material que nela seria utilizado."
"(...) O presidente Zelaya, então, ordenou ao chefe do Estado-Maior das Forças Armadas que distribuísse o material eleitoral de qualquer modo, porém o último, invocando a ordem judicial, se negou a fazê-lo, ao que foi destituído, tendo, em seguida, impetrado junto à Suprema Corte um recurso de amparo para ser reconduzido ao cargo."
"(...) Em 25 de junho a Suprema Corte cassou o ato do presidente Zelaya, sob o fundamento de que a remoção do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas constitui ato privativo do Congresso Nacional nos termos do artigo 279 da Constituição."
"Uma frase famosa na diplomacia brasileira é a do chanceler do governo Geisel Azeredo da Silveira, que vivia repetindo: "O Brasil não pode dar a impressão de que é uma Honduras". A preocupação tinha sentido: Honduras é o país inspirador do termo "República de bananas" ou "República bananeira" cunhado pelo escritor americano O. Henry, pseudônimo de William Sydney Porter, que, no livro de contos curtos Cabbages and Kings, (Repolhos e Reis) de 1904, usou pela primeira vez a expressão, que passou a designar um país atrasado e dominado por governos corruptos e ditatoriais, geralmente na América Central. O principal produto desses países, a banana, era explorado pela famosa United Fruit Company, que teve um histórico de intromissões naquela região, especialmente Honduras e Guatemala, para financiar governos que beneficiassem seus interesses econômicos, sempre apoiado pelo governo dos Estados Unidos. A cláusula pétrea da Constituição de 1982 de Honduras tinha justamente o objetivo de cortar pela raiz a possibilidade de permanência no poder de um presidente, pondo fim à tradição caudilhesca no país.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O ridículo Zelaya

Charge-Néo Correia

Explosão em loja em Santo André-SP causa duas vítimas

Uma loja de fogos de artifício explodiu por volta das 12h30 na rua Américo Guazelli, altura do número 200, no bairro Silveiras, em Santo André (região do ABC, na Grande São Paulo), e atingiu diversas casas vizinhas, matando duas pessoas e ferindo 12. estabelecimento estava sem permissão para vender fogos de artifício. O alvará de comercialização do estabelecimento foi cassado no último dia 14 de setembro, segundo a Prefeitura de Santo André, porque a loja não apresentou um documento exigido para a renovação do alvará: o laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros. Levantou-se também a suspeita de que no local fosse feita clandestinamente a fabricação de fogos de artifício. O proprietário da loja foi identificado pela prefeitura como Sandro Luiz Castellani. Segundo a Polícia Civil, Sandro foi preso em flagrante em 2002 por posse ilegal de explosivos, mas o caso foi arquivado pela Justiça.Duas pessoas morreram e 12 pessoas ficaram feridas no acidente - destas apenas duas ainda estavam em observação no Centro Hospitalar de Santo André até a noite desta quinta. Um dos mortos na tragédia era primo de Sandro.Três casas foram destruídas e outras 30 construções, entre casas e estabelecimentos comerciais, foram esvaziadas e isoladas. Destroços da explosão se espalharam por uma extensão de cerca de 150 metros. Cem pessoas estão fora de casa e foram cadastradas pela Defesa Civil do município. Segundo o órgão, todas preferiram abrigar-se na casa de parentes. "A loja tinha o alvará desde 1996 para vender artigos de época no varejo como pipas, bolas, papel, mas não para fogos de artifício", afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Frederico Murano Filho.Segundo o secretário, o pedido de autorização para venda de fogos foi feito no dia 7 de maio de 2009, mas no meio do período de avaliação, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) da loja venceu, em junho de 2009. "Sem esse auto de vistoria nós não podemos conceder a licença para a venda de fogos, portanto se ele estava vendendo esse tipo de produto estava irregular." O secretário, entretanto, não confirma desde quando o bazar funcionaria de forma irregular. Isso porque o proprietário, conforme a lei, pode requerer sazonalmente a permissão para vender esse tipo de produto. "Ele já pode ter tido permissão para vender, mas na nossa gestão [a partir de 2009] ele não teve", disse.

Zelaya mente e se torna ridículo...

Do blog do Reinaldo Azevedo:
O mundo se mobiliza em favor de um lunático. Em entrevista a Frances Robles, do Miami Herald, Manuel Zelaya reclama que sua garganta está inflamada em razão do efeito de gases tóxicos e que mercenários israelenses o estão torturando com “radiação de alta freqüência” (íntegra aqui). Sim, nada menos do que isso. Eu sabia que o complô judaico estava no meio, não é? Olhem, meus caros, aqui é preciso de um pouco de informação que não se encontra, assim, de cara nos jornais. Já ouviram falar de Norberto Ceresole (aqui, uma síntese de sua vida delinqüente). Ele foi um dos principais teóricos do “bolivarianismo”, nesta versão chavista - a rigor, foi seu inspirador. Ceresole, que o diabo levou em 2003, era delirantemente anti-semita. E o combate ao “complô judaico” está na raiz do bolivarianismo. Zelaya, o vagabundo, nada mais faz do que repetir a metafísica asquerosa dessa gente. Pesquisem a respeito quando houver tempo. Volto a Zelaya. Em seus delírios, ele diz que corre risco de vida e que os mercenários rondam a embaixada para invadi-la. Mas, corajoso, prefere enfrentar tudo de pé a viver de joelhos numa ditadura militar. Que nojo! Segundo diz, o uso de gases e de radiação pelos “mercenários israelenses” busca enfraquecê-lo física e mentalmente… Esse vagabundo está confundindo os borborigmos de sua pança asquerosa com gases tóxicos. Bem, tóxicos são… Quem sabe haja um estertoroso a caminho… Taí o herói democrático de boa parte da imprensa brasileira. É em favor deste cara que o Brasil levou a ameaça de guerra civil a Honduras. É assim que ele governava o país.

Honduras: Lula, leva essa mula!!!

Do Blog do Ricardo Noblat:
Cerca de 20 mil pessoas, segundo o jornal El Heraldo, marcharam até há pouco pelas ruas de Tegucigalpa em sinal de protesto contra a interferência de outros países em assuntos de Honduras. Convocada pela União Cívica Democrática, de apoio ao governo de Roberto Micheletti, a marcha se deteve por alguns instantes nas proximidades da embaixada do Brasil onde está abrigado Manuel Zelaya, presidente deposto. E entre outros slogans, a multidão gritou: - Lula, Lula, Lula, leva essa mula.