terça-feira, 19 de março de 2013

Deturpando a história.


Deturpando a História e maculando a estória.
A Comissão da Verdade a cada novo dia reescreve a estória como lhe foi determinado e a história, também.
Seu empenho é mudar óbitos, criar assassinatos, prestigiar terroristas, macular honras e crucificar inocentes.
Institucionalizada, dispondo de recursos, de amplo apoio midiático e de uma capilaridade estabelecida pelo seu partido de comando, o petismo, a Comissão vai de vento em popa.
Contando com substancial apoio, inclusive jurídico, tem obtido vitórias acachapantes. São vitorias fáceis, sem oponentes, sem o contraditório.
Realmente, nunca foi tão fácil.
Ao que tudo indica, encaminha - se para decretar que o Jango foi assassinado.
Coitados dos que por qualquer razão estavam próximos daquele indivíduo na época de sua passagem para o inferno, se eram agentes da repressão, pobres infelizes, pois fatalmente serão arrolados como os autores.
Hoje, graças à Comissão, sabemos que Herzog foi suicidado. Bastou a Comissão julgar que o infausto assim ocorreu, para que logo as autoridades responsáveis pelo atual laudo, jogassem o anterior no lixo e avalizassem outro favorável ao trucidamento gerenciado pela Comissão.
Mas não se apoquentem que outros casos serão devidamente pesquisados pela operosa Comissão, e novas verdades emergirão para sacralizar os oponentes do comunismo, como uma quadrilha de criminosos, que se comprazia em eliminar os inocentes subversivos.
Existe de forma transparente o propósito de, diante desta reescrita da estória, a firme intenção de ser modificada a Lei da Anistia, que seria voltada apenas para beneficiar os terroristas subversivos, e que não incluiria os agentes que valentemente os combateram.
Tememos que a patifaria organizada e estrondosamente apoiada, tenha êxito, pois os tentáculos da Comissão se espalharam pelo País, e pelos estados, onde são realizadas concorridas reuniões que avalizam e apoiam o seu criminoso trabalho.
A situação é tão cretina e a injustiça tão aviltante que é difícil para quem acompanha a peçonhenta perseguição e a sua ode aos criminosos, manter - se calado.
É tanta barbárie, é tanta cretinice que é preciso termos nas veias não o sangue que deveria circular, mas água, ou um líquido o menos nobre possível, capaz de transformar homens em ratos, ou melhor, em covardes, pois até os ratos quando acuados são capazes de esboçar um gesto de defesa. Nós, nem um muxoxo.
É medonho, mas possível, pois tudo é admissível, quando o nosso destino está nas mãos de canalhas.
Como despertar esta Nação, se ela não escuta, de que adianta alertar este povo, que pouco falta para a decretação do fim da propriedade privada, e que diuturnamente caminhamos para o controle da imprensa?
Que povo é este que não presta atenção no palavreado titubeante da suaguerrilheira que não consegue, sem ler um texto, emitir uma frase com nexo?
Sim, caminhamos para o fim da picada, e o nosso nojo é tão grande que diante de tamanha vergonha e injustiça, que rogamos para que a ira divina se abata por sobre esta indigna gente.
Meus indignados leitores é impossível trazer no coração um sentimento que não seja o de repulsa diante do escárnio da injustiça.
Infeliz ou felizmente, ao contrário dos subversivos terroristas que eliminaram agentes da repressão, seus oponentes, nós nos satisfaremos com a justiça divina, que um dia, certamente, atingirá esta súcia de velhacos.
No mais, que os céus perdoem a nossa falta de brios, de coragem e de falta de vergonha.
Brasília, DF, 19 de março de 2013
*Gen Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Dilma visita o Papa.



Sem malícia, me lembra a história da aranha negra, a ostentar seu veneno mortal.
Porque será que Dilma vestiu negro para visitar o papa?
É moda? É elegante? Não sei!
A verdade é que ela veste vermelho quando se encontra com seus pares... 
Será que ela está avisando para a companheirada que está de luto? 
Isto pode ser considerado uma falta de respeito ao santo Padre?
*Com colaboração de Gracias ala vida, via Grupo Resistência Democrática

A aética.

A pouca ética que Dilma fingia ter foi pro espaço. Todas suas atitudes e medidas passaram a ter somente um objetivo: fazer sua propaganda eleitoral.


No dia 8 de março ela anunciou em cadeira de rádio e televisão a desoneração da cesta básica. Ao fazer isso ela mostrou desonestidade, falta de ética e mesquinhez, o que, absolutamente, não é novidade.
Em setembro do ano passado, o deputado do PSDB, Bruno Araujo, teve a Medida Provisória 563, que previa o fim dos impostos na cesta, aprovada na Câmara e no Senado indo para a sanção presidencial, mas inexplicavelmente foi vetada pela “presidenta”.
Quer dizer, o veto anterior da dona Dilma, foi somente pelo fato de não permitir à oposição ter a paternidade da medida popular. O bem estar do povo que se dane.
Levando em conta dos dois fatos, Roberto Freire lascou: “É uma profunda, pura e simples desonestidade intelectual”. (Até aqui, de um texto de Giulio Sanmartini, com modificações).
Diga-se de passagem, essa “maravilha” anunciada com pompa e circunstância parece que não “pegou”. Ainda ontem fui comprar cebola no supermercado e paguei cinco pratas por quilo de um produto que custava três, antes da canetada do poste.
Faz lembrar os idos de 57 quando João Saldanha era técnico do Botafogo e, explicando o esquema para um jogo contra um time sueco, diz para o Garrincha driblar seus dois marcadores, ir à linha de fundo e cruzar na cabeça do Quarentinha ou do Paulinho Valentim. Acabada a singela explanação, Garrincha vira-se para Saldanha e pergunta: “E já combinaram isso com os ‘gringos’?”
Pois é. Dilma esqueceu de combinar com os “gringos”...
*Por Ricardo Froes

"Igualdade" petista.

Em matéria de desrespeito à lei, as “mulheres do PT”, vejam só!, são iguaizinhas aos “homens do PT”. Alguém esperava outra coisa?

As mulheres do PT se acham dotadas de alguma particularidade política no cotejo com os homens do PT. Por isso elas decidiram fazer um “Encontro Nacional de Mulheres Eleitas do PT”. Foi uma beleza. Segundo informa Fernanda Krakovics, no Globo, foi um verdadeiro desfile de carros oficiais para uma evento que é… partidário. Em matéria de ilegalidade e desculpa esfarrapada, as “mulheres do PT” são idênticas aos “homens do PT”. Vejam fotos e leiam texto.
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/files/2013/03/mulheres-do-pt-carros-oficiais-480x360.jpg

Farra motorizada – em sentido horário, a assessora da ministra Ideli Salvatti; Luiza Barros, da Secretaria de Igualdade Racial; a senadora Ana Rita e a prefeita Lucimar, de Valparaíso (GO). É o estado a serviço do poder feminino… do PT!
Apesar de ser um evento partidário, o Encontro Nacional de Mulheres Eleitas do PT teve um festival de carros oficiais transportando autoridades. No intervalo de 30 minutos, uma ministra, uma assessora especial do governo federal, uma senadora e uma prefeita chegaram ou foram embora em veículos custeados pelo poder público. O evento transcorreu durante todo o dia de ontem, em um hotel de Brasília, e prosseguirá hoje. Um dos objetivos é orientar prefeitas, vice-prefeitas e vereadoras petistas, eleitas no ano passado, a desenvolver programas federais nos municípios.
Uma das que compareceram ao evento a bordo de um carro oficial foi a ministra Luiza Bairros (Igualdade Racial). Para o encontro, fechado à imprensa e organizado pelo PT, só foram convidados ministros do partido, e as participantes eram exclusivamente petistas. “Fui convidada como ministra, então estou cumprindo a minha função. Podia ser qualquer partido”, disse a ministra.
Representante da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Paula Ravanelli, que é assessora especial da Subchefia de Assuntos Federativos, chegou em carro com o adesivo “Uso exclusivo a serviço da Presidência da República”, placa JJV 0019. Indagada sobre a pertinência da utilização do veículo naquela ocasião, ela não quis responder.
A Resolução 7 de 2002, que regula a participação de autoridades em atividades de natureza político-eleitoral, estabelece, no artigo 2º, que a autoridade pública não poderá participar de reuniões de partidos políticos durante o horário normal de expediente e veda a utilização de veículos oficiais.
Já o Código de Conduta da Alta Administração Federal, ao responder à pergunta “Pode ministro de Estado utilizar veículo oficial em todos os seus deslocamentos?”, diz que “o uso de carros oficiais por ministros de Estado é matéria tratada por normas administrativas que levam em conta a criação das condições necessárias, sobretudo de segurança, para todos os seus deslocamentos”.
A senadora Ana Rita (PT-ES), que participou da mesa “O modo petista de governar e legislar”, afirmou que estava usando carro oficial porque voltaria para o Senado para trabalhar: “Se não, teria que vir de táxi”.
Mais tarde, a assessoria de imprensa da senadora telefonou para dizer que Ana Rita usou o carro do Senado porque estava em uma atividade do mandato. Os senadores têm direito ao uso de um veículo oficial em Brasília. A cota diária de combustível é de dez litros de gasolina ou 14 litros de álcool, de segunda a sexta-feira.
Já a prefeita de Valparaíso de Goiás, cidade a 36 km de Brasília, Professora Lucimar (PT), justificou que foi ao encontro do partido no carro da prefeitura porque aproveitou a ida à capital para visitar órgãos federais e tratar de interesses de seu município: “A gente até debateu isso ontem (anteontem) lá. Como eu vim participar de outros compromissos oficiais, vim no carro da prefeitura.”
*Por Reinaldo Azevedo

Calúnias oficiais.

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Papa Francisco é considerado um opositor político do governo argentino
 
Por trás da campanha anti-papa Francisco. Membros do governo argentino e jornalistas alinhados à política de Cristina Kirchner implantam calúnias para destruir a imagem do papa Francisco.
Na semana passada, enquanto os argentinos celebravam a inesperada nomeação de Jorge Mario Bergoglio ao papado, membros do governo Kirchner e jornalistas pró-governo iniciaram uma campanha para deturpar a imagem do novo papa Francisco.
A calúnia não é novidade na Argentina. Há anos, o governo Kirchner utiliza essa tática para destruir os inimigos políticos que se opõem ao discurso do governo. No caso do papa Francisco, implantou-se a suspeita de colaboração com a ditadura militar do país, em 1970.
De acordo com Adolfo Pérez Esquivel, vencedor do Nobel da Paz de 1980 e especialista em ditadura argentina, “alguns padres foram cúmplices da ditadura, mas Bergoglio não era um deles”. A juíza aposentada, Alicia Oliveira, que foi perseguida pelo regime, conheceu Bergoglio naquela época e reforça o coro contra as críticas ao papa. “Ele ajudou muita gente a sair do país”, diz. Ela lembra o caso, de um jovem, muito parecido com Bergoglio, que fugia do regime. “Ele deu a própria identidade e a veste de clérigo para que o jovem pudesse escapar”, diz Alicia. Graciela Fernández Meijide, ativista dos direitos humanos e membro da Comissão de Desaparecidos, revelou à imprensa que “de todas as denúncias recebidas por ela, nenhuma ligava Bergoglio à ditadura”.
Contudo, nada disso importa para aqueles que desejam fazer da Argentina a próxima Venezuela. Eles consideram Bergoglio um intrometido. Graciela Meijide concorda que a narrativa de Bergoglio, contrária às declarações oficiais do governo, incomoda. “Tenho a impressão de que o que realmente incomoda é que o papa não se alinha ao governo. Ao contrário disso, ele segue denunciando a continuação da pobreza na Argentina”, diz a ativista.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Brasil de Lula/Dilma: Uma utopia.

Temos que aguentar um discurso do governo dizendo que depois que o Brasil foi descoberto por Lula em 2002, a qualidade de vida no país melhorou visivelmente.
Se qualidade de vida for poder trocar de geladeira, encher o carrinho de compras com pacotes e pacotes de salgadinhos , comprar TV de plasma, adquirir um carro...mesmo que depois o feliz comprador tenha seu nome sujo no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) endividado até o pescoço por ter entrado na ciranda de consumo irresponsável , incentivados por Lula/Dilma na tentativa do governo de manter a produção industrial em alta e evitar a crise......então a qualidade de vida melhorou demais neste país. Quanto à mim, eu tenho saudades é do tempo em que saía de casa sem o temor de não mais voltar, quando podia parar num farol ou em meio ao trânsito alheia ao risco iminente de ser assaltado ou morto por um desvairado social, que não teme matar porque não teme ser punido por isso.
Que qualidade de vida temos no Brasil ? Neste sentido, nenhuma!
O governo desarmou os cidadãos de bem ao mesmo tempo em que deixou o extrato social da criminalidade crescer cada vez mais , com a arma em punho e com as leis a seu favor. Provado está que não é a miséria que produz a violência...visto que a distribuição de renda melhorou bastante no Brasil através dos programas sociais. Fica provado que a violência é fruto do mau caratismo do indivíduo aliado à frouxidão das leis criadas por um Legislativo corrupto e vendido a um Executivo autocrático, despótico e arbitrário que , alheio a este gravíssimo problema social, nem de longe pretende honrar o sistema de alternância de poder, fissurado que está em mantê-lo a todo custo: para o PT só vale a marchinha: "daqui não saio, daqui ninguém me tira" , garantindo votos nas urnas à troco de distribuição contínua de benesses. Enquanto isso, a violência campeia ...nos acuando cada vez mais! Até quando suportaremos?

*Mara Montezuma Assaf, por e-mail, via Grupo Resistência Democrática


Políticagem e hipocrisia.

A presidente do Brasil, não queria ir a Roma para assistir a "entronização" do Papa Francisco. Ela não é simpática ao Papa por motivos bem óbvios:
1. O Papa é um homem simples, sincero, e não tolera o populismo barato de governantes esquerdistas;
2. O papa não aprova o aborto:
3. O Papa é contra a pedofilia, prática aceita pelos homossexuais;
4. O Papa é contra a apologia ao homossexualismo;
No entanto, Dilma foi aconselhada ( dizem que por Gilberto Carvalho) a ir à Roma para não "ficar feio" diante do eleitorado católico.
E, assim, com toda hipocrisia que o fato requer, lá está ela para saudar o Papa!
Dizem, que é pura falsidade. Será????

Um papa querido pelos pobres.

Papa Francisco é adorado nas periferias de Buenos Aires. Ações sociais, jeito simples e ar tipicamente argentino de Jorge Bergoglio conquistaram moradores das villas, áreas mais carentes da cidade.

Um homem simples, alegre e preocupado com os pobres. Esse é o perfil traçado por pessoas que conviveram com o papa Francisco, na Argentina. Os repórteres do Fantástico foram a Buenos Aires para mostrar lugares marcantes na vida de Jorge Bergoglio. E viram o que os fiéis podem esperar dessa mudança no comando da Igreja.
"Vieram buscar um Papa no fim do mundo", disse Jorge Bergoglio ao se tornar o mais alto líder da Igreja Católica.
O fim do mundo do Papa Francisco começa em Buenos Aires, bairro de Flores, Rua Membrillar, 531. O Fantástico entrou na casa em que Bergoglio nasceu.
Pouco sobrou do desenho original, mas os atuais donos mantiveram uma parte da fachada antiga no quintal e também a varanda.
"Agora, olho para essa escada e penso em quem subiu nela", diz Marta. A escada antigamente dava para um terraço. Quando Bergoglio morava lá, a casa só tinha um andar.
Arthur lembra das conversas com o ex-morador na juventude. "Festejava com a gente", conta o dono da casa.
A família Bergoglio era formada pelo casal e cinco filhos. Jorge, de 76 anos, e Maria Elena, de 71, são os únicos vivos.
A irmã do Papa mora hoje em Ituzaingó, a 30 km do bairro em que nasceu. Ela mal conseguiu ouvir o seu sobrenome ecoar pelo Vaticano. “Quando o anunciaram, quase morro”, conta.
Maria Elena ainda não falou com o irmão, mas o encontro dos dois já tem data e lugar. “Quero ir ao Brasil!", diz ela.
O país deve ser a primeira viagem internacional do Papa Francisco. Em julho, ele vai participar da Jornada Mundial da Juventude, no Rio.
A irmã conta que Jorge sempre foi muito alegre. Quando era pequeno, gostava de ir para a rua e brincar com os amigos na antiga vizinhança.
O bairro de Flores mudou muito desde que os Bergoglio saíram. As casas eram muito mais simples. Hoje, já foram quase todas reformadas, mas alguns lugares que marcaram a infância do hoje Papa Francisco continuam, como a pracinha em que ele jogou bola até os 14 anos de idade.
Todo lugar tem lembrança de Jorge Bergoglio. No prédio em frente à praça, o pai trabalhava como contador em uma fábrica de meias. Do outro lado da rua, a mercearia do avô. Andando mais um pouco, a escola. O boletim do Papa aos 12 anos mostra que a disciplina com média mais alta era religião.
Era um frequentador, com toda a família, da igrejinha do bairro. Lá, um painel foi montado para homenagear o antigo morador de Flores.
E, a três casas dos Bergoglio, ainda vive Amalia, a namoradinha do Papa. Eles tinham 12 anos quando o Papa Francisco disse a ela: “se você não casar comigo, viro padre”. Ele virou.
Em 1992, quando se tornou bispo, foi morar na Arquidiocese de Buenos Aires, ao lado da catedral.
Do apartamento no segundo andar, vê a Casa Rosada, sede do governo argentino.

Ele sempre esteve envolvido com a política do país. Foi acusado de ser omisso com mortes e desaparecimentos durante a ditadura. Ele nega.
A presidente Cristina Kirchner é alvo de duras críticas do Papa. A principal delas falta de atenção com os pobres.
Alex tem 26 anos. Está desempregado. Há dois anos, vive em uma lona improvisada no térreo da arquidiocese. "Bergoglio me ajudou a não ser expulso", diz ele.
Como bispo recusou os privilégios do cargo. Ele dispensou o motorista da Igreja e andava pela cidade de metrô ou de ônibus.
Ele fazia um percurso principalmente para visitar as villas, assentamentos ilegais parecidos com as favelas brasileiras. Há 850 delas na grande Buenos Aires, com três milhões de pessoas. Um em cada três habitantes de Buenos Aires sobrevive com menos de R$ 8 por dia.
A maior villa é a Villa 21. Bergoglio estava sempre por lá. Fazia questão de celebrar missas de primeira comunhão e crisma - para reafirmar o catolicismo entre crianças e adolescentes. Atuava como padre local mesmo sendo bispo.
Maria José, de sete anos, levou as fotos para o colégio para mostrar o dia em que foi batizada pelo Papa. “É importante porque já passou de um padre a agora é um Papa”, diz.
No dia 8 de dezembro, dia da Santa Padroeira do bairro, ele realizou a última missa. Na Páscoa, Bergoglio lavava os pés dos fiéis e depois os beijava, um ato inspirado em São Francisco de Assis.
Para o padre Lorenzo, um exemplo de humildade. Recentemente, conta o padre, abençoou um fiel dentro do ônibus, no caminho para casa.
Uma das principais ações quando Bergoglio se tornou bispo de Buenos Aires foi trazer a Igreja cada vez mais para perto das comunidades da periferia. Ele implantou varias ações sociais nos bairros mais pobres, inclusive a construção de refeitórios para pessoas idosas e portadoras de deficiências.
São outros três como esse só em um bairro. E na porta ao lado, o menino encontrou um teto. Faz quatro anos que os pais não puderam cuidar mais dele. Acabou vindo morar no abrigo mantido pela igreja. Vive uma rotina normal. Frequentemente recebia a visita do atual papa.
Bergoglio é adorado nas villas de Buenos Aires pelas ações sociais, seu jeito simples e um ar tipicamente argentino.
Ele gosta de tango, tomar mate, contar piadas e futebol. O time do coração é o San Lorenzo. Neste sábado (16), durante um jogo contra o Santa Fé, os jogadores fizeram uma homenagem. Nas camisetas, a foto do Papa Francisco estampada.
O rosto dele está por toda a cidade. Francisco leva para o Vaticano a realidade do fim do mundo. Com um Papa da periferia, a Igreja busca na simplicidade uma resposta para o futuro.
Neste domingo durante a noite, segundo agências de notícias, o Papa telefonou para a irmã em Buenos Aires. Maria Elena Bergoglio disse que o irmão transmitiu muita alegria. Ela disse também que, apesar da distância, os dois estão juntos espiritualmente.
Nota: O Fantástico mostrou imagens antigas do Papa onde ele aparece beijando os pés dos fieis, e disse que o gesto foi inspirado em São Francisco de Assis. Muitos telespectadores entraram em contato para dizer que o gesto foi inspirado em Jesus, que beijou os pés dos discípulos. Na verdade, a reportagem quis dizer que o gesto do Papa foi inspirado na humildade de São Francisco, que segundo a tradição, beijava inclusive doentes de lepra. ( G1)

domingo, 17 de março de 2013

"Coisa de louco".


Superfaturamento é uma constante nas compras do Governo.

Em setembro do ano passado, o governo tinha autorização para gastar até R$ 3,76 por litro de gasolina no Distrito Federal. É o que dizia uma tabela adotada como referência para compras e contratações públicas. Na mesma época, um motorista qualquer que resolvesse abastecer seu carro na capital não teria dificuldade para encontrar a mesma gasolina sendo vendida por R$ 2,85.
Esse é um exemplo de distorção que aparece descrita numa investigação conduzida pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as tabelas de referência de preços da administração pública.
Problemas assim fazem com que o governo pague muito mais que os preços de mercado quando vai às compras. Em alguns casos, como o da gasolina, a diferença ultrapassa 30%.
Conduzida de forma sigilosa, a investigação foi encerrada em janeiro. Suas conclusões foram encaminhadas ao governo com a recomendação de que um novo sistema de preços seja estabelecido.
O governo federal tem dois sistemas de referência para suas compras, um com preços de material usado na construção civil, conhecido como Sinapi, e outro para obras de maior porte, o Sicro.
As tabelas indicam os preços máximos que o governo aceita pagar e servem para orientar empresas em licitações. Quem oferecer preço acima da tabela fica fora.
Após meses pesquisando os preços cobrados por fornecedores de vários Estados para compará-los com as tabelas oficiais, o TCU concluiu que um de cada três itens das tabelas do Sinapi tem preço mais de 30% acima do cobrado no mercado.
Outros exemplos apurados: o preço do cimento asfáltico nas tabelas era 44% maior que o de mercado; com vidro, a diferença era de 62%.
O impacto dessas distorções é grande. Tomando os preços máximos das tabelas como um piso, os participantes das licitações ainda podem acrescentar um porcentual para cobrir custos administrativos e o lucro da empresa, fazendo o preço final subir.
De acordo com o TCU, na média os preços de mercado dos insumos da construção civil são 14% inferiores aos aceitos pelo governo federal.
As tabelas do Sinapi são produzidas com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que uma vez por mês vai às ruas fazer a coleta de preços que alimenta o sistema. Os critérios para a pesquisa de preços são estabelecidos pela Caixa Econômica Federal.
Durante as investigações, os auditores do TCU concluíram que parte do problema pode estar na maneira como esse levantamento é feito.
Como os pesquisadores do IBGE se identificam como agentes do governo, muitos fornecedores tendem a informar preços mais altos e omitem descontos que costumam conceder ao negociar com grandes clientes, diz o TCU.
Os auditores chegaram a pedir ao IBGE a lista dos estabelecimentos comerciais que seus pesquisadores visitam para fazer a coleta de preços mensal, mas o instituto não atendeu ao pedido.
Na investigação do TCU, os pesquisadores se apresentaram como consumidores comuns, solicitaram os preços unitários e não negociaram qualquer tipo de desconto.