quarta-feira, 18 de julho de 2012

PT "arma esquema" para desviar foco do mensalão.

PSDB diz ter “total confiança” em Marconi Perillo e acusa armação do PT

Em coletiva à imprensa nesta terça-feira, a direção do PSDB afirmou que tem “total confiança” no governador Marconi Perillo (GO) e acusou o PT de usar a CPI do Cachoeira para desgastar a oposição em ano eleitoral. Os tucanos também afirmaram que o PT quer criar uma “cortina de fumaça” às vésperas do julgamento do mensalão. ” O PSDB tem total confiança no governador Marconi Perillo. Não venham para cima dele com denúncias fraudulentas”, disse o presidente do partido, deputado Sérgio Guerra (PE).
Em nota, o presidente do partido afirma que a Polícia Federal, para produzir o relatório que afirma que supostamente Perillo teria recebido dinheiro da construtora Delta durante negociação de venda de sua casa, teria se baseado em conversas do contraventor Carlinhos Cachoeira com o o ex-vereador Wladmir Garcez. Segundo o PSDB, esses diálogos apontam que Cachoeira não tinha influência sobre Perillo. “Cabe ao PSDB destacar que essa não é a primeira vez que tentam imputar ao governador de Goiás atos ilícitos com base apenas em diálogos travados por terceiros”, afirma o partido.
A cúpula do PSDB cobrou investigação dos contratos da construtora Delta com o governador Sérgio Cabral (RJ), do PMDB. O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), afirmou que de janeiro de 2009 a janeiro de 2012, o governo do Rio repassou R$ 537 milhões para a Delta. Desse montante, segundo o tucano, R$ 180 milhões foram pagos no segundo semestre de 2010, coincidindo com a campanha de reeleição de Cabral. “O governo do Rio teve os cofres públicos abertos para a Delta, especialmente em 2010. Um terço dos repasses foi feito no período eleitoral”, afirmou Dias.
* Por Fernanda Krakovics, no Globo
COMENTO: Passados muitos anos, décadas, o PT não mudou sua estratégia. Continua injuriando, mentindo, caluniando, difamando, mas desta feita utiliza, indevidamente, os meios disponíveis do próprio Estado, para fazê-lo.
É bem verdade que esta percepção de falta de caráter e uso e abuso do poder para destruir adversários só são perceptíveis aos homens de bem deste país, grupo que cada vez mais se torna raro.
A corja esquerdista, seus adesistas, seus asseclas e prepostos, sejam os que militam nos partidos, nas hostes governamentais ou na imprensa, se apressam em endossar as investidas acusatórias dos petistas. Nem sequer se atém ao fato de que são acusações sem respaldo factual e legal, maldosamente "preparadas", préviamente elaboradas para divulgação na hora que os esquerdistas desejam.
Eles embolam o meio campo com um anti-jogo e a galera adesista acha normal o ilegal e o amoral que permeia as ações destes párias.
O Brasil vive a mentira que é o governo petista, mas seu povo despreparado, seus meios de comunicação mancomunados paracem não perceber que, lá na frente, no futuro cada vez mais próximo, poderemos cair no bolivarianismo ditatorial que levará o país a derrocada.

Programa de aceleração da corrupção.

Charge de Marcio Moura

Réus do mensalão usam brecha que livrou Collor para tentar escapar de condenação

Quando foi julgado em 1994, ex-presidente não foi condenado pelo crime de corrupção passiva porque não foi provado “ato de ofício”. Processo é citado por acusados no mensalão.

Doze réus do mensalão apostam em uma brecha do código penal que livrou o ex-presidente Fernando Collor de Mello para tentar escapar da acusação pelo crime de corrupção passiva. Entre eles, estão o presidente de honra do PTB e ex-deputado federal Roberto Jefferson e os ex-deputados Bispo Rodrigues e João Paulo Cunha.

A defesa de Roberto Jefferson cita caso Collor para se livrar do crime de corrupção passiva.Quando o ex-presidente Collor foi julgado em 1994 também pelo crime de corrupção passiva, após ser acusado pela Procuradoria Geral da República (PGR) de ter recebido aproximadamente R$ 5 milhões do chamado “Esquema PC”, ele foi inocentado por falta de provas e porque a PGR não conseguiu comprovar a existência do chamado “ato de ofício”.

De acordo com o art. 317 do Código Penal, uma pessoa pratica o crime de corrupção passiva quando “recebe direta ou indiretamente vantagem indevida ou promessa de tal vantagem”. No caso Collor, apesar da comprovação de que o ex-presidente recebeu vantagem indevida, a PGR não conseguiu provar que ele adotou alguma providência que favorecesse o “Esquema PC” (o tal “ato de ofício’).

O ministro Celso de Mello é o único integrante da atual corte do STF, que participou do julgamento do caso Collor. Na época, ele afirmou que é necessária a bilateralidade entre ato de corrupção e ato do agente público. “Torna-se imprescindível reconhecer, portanto, para o específico efeito da configuração jurídica do delito de corrupção passiva (...) a necessária existência de uma relação entre fato imputado ao servidor público e um determinado ato de ofício pertencente à esfera de atribuições”.

Esses doze réus que respondem pelo crime de corrupção passiva apostam justamente nessa interpretação do STF, de 1994, para também fugir de condenação semelhante. Detalhe: eles citam nominalmente a interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal ao art. 317 durante a Ação Penal 307 (caso Collor).
O presidente de honra do PTB, Roberto Jefferson, afirmou em suas alegações finais que a PGR, na acusação, não conseguiu provar a existência do “ato de ofício”. “Quando para formular pedido de condenação no crime de corrupção passiva, louva-se a referência a opinião isolada e, citando parte do acórdão na Ação Penal nº 307-DF (...) diz que na configuração dessa infração é prescindível ato de ofício, que, aliás, não indicou na sua denúncia, praticando ou deixando de praticar”.

O bispo Rodrigues, acusado de ter recebido dinheiro do esquema, também cita a “discussão sobre o nexo de causalidade entre a conduta do funcionário público e a realização de ato funcional de sua competência”. “Conforme, aliás, já decidiu o Supremo Tribunal Federal na Ação Penal nº 307-DF, movida pelo Ministério Público Federal contra Fernando Collor de Mello”. Ainda segundo a defesa de Rodrigues, a PGR “deveria apontar na denúncia, portanto, a ocorrência de ao menos um ato – ação ou omissão – necessariamente ligado ao exercício da função”.

“Foi porque não houve vinculação do recebimento de vantagem por agentes públicos com algum ato de ofício (..) que a ação penal foi julgada improcedente, em caso de repercussão história em 1994”, emenda a defesa de José Borba, também citando o caso Collor, nas suas alegações finais. Borba era ex-líder do PMDB na Câmara e acusado de ter recebido R$ 2,1 milhões para articular o apoio político ao PT.
*Wilson Lima - iG Brasilia, com Agencia Estado

terça-feira, 17 de julho de 2012

Reportagem censurada

A notícia é antiga, mas sempre é bom relembrar a todos o que os políticos, que estão no poder, fazem ou podem fazer para gastar o dinheiro dos nossos impostos em "projetos" de interesse pessoal.

Garotinho leva à CPI documentos que comprometeria Cabral em irregularidades.

O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) entregou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira 68 quilos de documentos que, segundo ele, comprovariam o repasse irregular de recursos do governo do Estado do Rio de Janeiro à Delta Engenharia.
A Delta foi investigada pela Polícia Federal por sua suposta ligação com o esquema do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
De acordo com Garotinho, as irregularidades seriam referentes a contratos para a reconstrução na Região Serrana do Rio, depois das enchentes do início de 2011. Garotinho, ex-governador do Rio, é rival do atual governador do Estado, Sérgio Cabral (PMDB).
Segundo o deputado, a Delta teria sido contratada para realizar obras de recuperação de Nova Friburgo, mas uma nota fiscal comprovaria que ela teria recebido por limpeza pública, serviço que estaria a cargo das empresas Locante, União Norte e da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).
"Eles receberam pelo serviço que os garis fizeram", disse o deputado ao Valor. Garotinho não soube informar o valor que a Delta teria recebido por esse contrato.
A documentação também mostra que a Delta recebeu, nos últimos seis anos, R$ 250 milhões da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) em um contrato com irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio.
"São documentos oficiais do Tribunal de Contas da União (TCU), do TCE, da Controladoria-Geral da União (CGU), que eu fui requisitando ao longo desse período", disse.
Como não faz parte da CPI do Cachoeira, Garotinho disse que vai conversar com integrantes da
Comissão, como o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) para convocar o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).
Em maio, os parlamentares rejeitaram um requerimento que pedia a convocação de Cabral. À época, um vídeo revelou a proximidade entre o governador e Fernando Cavendish, ex-presidente da Delta.
*Leia mais: extra.globo.com

Juquinha vai falar?

Ele vai falar?
O ex-presidente da Valec José Francisco das Neves, o Juquinha, fez chegar ao Congresso recados para lá de ameaçadores sobre uma repentina vontade de contar algumas histórias antigas sobre os parlamentares envolvidos nas tramoias de sua gestão.
Juquinha é acusado pelo Ministério Público Federal de superfaturar trecho da Ferrovia Norte-Sul, em Goiás.
Ele foi preso durante a Operação Trem Pagador, da Polícia Federal, e passou cinco dias na carceragem da PF em Goiânia.
* Por Lauro Jardim

Delúbio, o "boi de piranha voluntário".

Fazer o quê? Pedido do "chefe" é uma ordem!
Ex-tesoureiro atribui repasses a dívida eleitoral e chama de ‘falácia’ a compra de apoio político
Leio no estadão que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares assumiu a responsabilidade pela distribuição de recursos ilegais a políticos e partidos da base aliada do governo Luiz da Silva.
Segundo memeorial enviado ao STF, o "nosso Delúbio" negou que os pagamentos tivessem relação com o "falacioso mensalão" e alegou ser inocente das acusações de corrupção ativa e formação de quadrilha.
Tal como um "boi de piranha" voluntário, o ex-tesoureiro recebeu a incumbência de assumir, sozinho, a culpa sobre os atos ilegais que culminaram no mensalão.
A intenção, claro, é livrar os demais réus e foi tudo combinado com a cúpula do PT e aliados.
Resta saber se o STF, composto por maioria indicada pelo PT, acatará a estratégia dos mensaleiros.
Quem viver verá!

Juiz anula coligação do PSD de Kassab com o PT em Belo Horizonte

Liminar também suspende o lançamento de uma única candidata a vereadora do partido na cidade
BELO HORIZONTE - O juiz diretor do Foro Eleitoral de Belo Horizonte, Rogério Alves Coutinho, anulou a intervenção do prefeito Gilberto Kassab, também presidente nacional do PSD, na Comissão Provisória do partido em Belo Horizonte.
O magistrado determinou também a suspensão da decisão da comissão interventora de fechar uma coligação com o PT para a disputa à Prefeitura.
O pedido de liminar em ação cautelar foi feito pelo secretário de Gestão Metropolitana de Minas Gerais, Alexandre Silveira, entre outros.
A liminar também suspende o lançamento de uma única candidata a vereadora do partido em Belo Horizonte.
A decisão do juiz restabelece o que foi decidido na Convenção Municipal do PSD, realizada no dia 23 de junho passado, na qual ficou decidido que o partido iria se coligar com o PSB do prefeito Márcio Lacerda.
A intervenção feita por Kassab em Belo Horizonte foi contestada por lideranças do PSD, como a senadora Kátia Abreu (TO), vice-presidente do partido.
* Texto: João Domingos - no O Estado de S. Paulo

PF aponta superfaturamento na obra da ferrovia Norte-Sul

Otarios, como ja sabem onde ouver PTistas ha corrupcão.....
Vinte e cinco anos atrás, uma concorrência de cartas marcadas tornou a ferrovia Norte-Sul um ícone da malversação de negócios públicos no governo José Sarney.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reabilitou a obra, mas uma investigação da Polícia Federal mostra que pouco mudou desde então.
Justiça manda sequestrar bens da família do ex-presidente da Valec
Laudos periciais obtidos pela Folha apontam indícios de que houve conluio entre as construtoras encarregadas da obra, cobrança de propina e um sobrepreço de mais de R$ 100 milhões no trecho da ferrovia que cruza Goiás.
Os documentos ajudam a entender o que levou o ex-presidente da estatal responsável pela ferrovia, a Valec, a ser preso no dia 5 de julho.
Acusado de enriquecimento ilícito, José Francisco das Neves, o Juquinha, foi solto na última semana, após a Justiça avaliar que ele não oferece risco para a investigação.
Na noite de anteontem, a 11ª Vara Federal de Goiânia decidiu sequestrar bens da família dele --inclusive os comprados antes de supostos desvios na Norte-Sul e adquiridos de forma legal.
O dinheiro pode ser usado para ressarcir os cofres públicos --para o Ministério Público Federal, seria a primeira decisão com base na nova lei sobre lavagem de dinheiro.
Os peritos da PF analisaram o trecho da Norte-Sul entre Palmas (TO) e Anápolis (GO), contratado por R$ 622 milhões. Comparando os preços das construtoras e os do mercado, acharam diferença superior a R$ 100 milhões.

Edir Macedo, racismo e misoginia: cadê os ministros da Igualdade Racial e das Mulheres?

Nunca subestimem o empresário Edir Macedo, dono da Rede Record e da Igreja Universal do Reino de Deus.Ele sempre pode se superar.
Este homem de Deus já pisoteou o Eclesiastes para defender o aborto em livro e vídeo.
Numa “aula” ministrada a seus colaboradores, diz como convencer as pessoas a doar dinheiro para a sua igreja: se preciso, jogue-se a Bíblia no chão, ensina, e se demonstre valentia até contra Deus!
Deixou-se ainda filmar com um chicote na mão, expulsando o demônio do corpo de um gay. Os “progressistas” ficaram calados porque o empresário é hoje um dos principais aliados do lulo-petismo.
A Record é apontada por patriotas como José Dirceu como um exemplo de isenção no jornalismo.
Alguns dos grandes difamadores de lideranças da oposição, de ministros do Supremo e da própria imprensa são contratados da empresa comandada por este gigante moral.
Ele é o patrão.
Muito bem! Na sexta-feira, Macedo publicou num site ligado à sua igreja um texto intitulado “Homem de Deus quanto à idade e à raça”.
Trata-se de mais uma peça grotesca produzida por este teólogo de meia-pataca.
Misoginia — repúdio às mulheres — e evidente discriminação racial se juntam num texto asqueroso.
Até agora, não vi nenhuma reação da Secretaria das Mulheres, comandada por Eleonora Menicucci, parceira de Macedo na defesa intransigente do aborto. Até agora, não vi nenhuma reação da Secretaria da Igualdade Racial, que, não obstante, foi torrar a paciência de Alexandre Pires — um negro! — por suposto racismo num vídeo que é apenas galhofeiro.
Leiam trechos do texto de Macedo (em vermelho). Volto depois.
O rapaz que deseja fazer a Obra de Deus não deve se casar com uma moça que tenha idade superior à dele, salvo algumas exceções, como por exemplo aquele que é suficientemente maduro e experiente na vida para não se deixar influenciar por ela. Mesmo assim, a diferença não deve ultrapassar dois anos.
Muitas pessoas não gostam quando fazemos estas colocações; entretanto, temos visto que quando a mulher tem idade superior à do seu marido, ela, que por natureza já tem o instinto de ser ‘mandona”, acaba por se colocar no lugar da mãe do marido.
E o pior não é isto. A mulher normalmente envelhece mais cedo que o homem, e quando ela chega à meia-idade, o marido, por sua vez, está maduro mas não tão envelhecido quanto ela. E a experiência tem mostrado que é muito mais difícil, mas não impossível, manter a fidelidade conjugal.
Para evitar este ou outros transtornos, oriundos da diferença de idade (a do marido inferior à da esposa), é preferível que não haja qualquer compromisso de casamento.
(…)
Quanto à raça
Não haveria nenhum problema para o homem de Deus se casar com uma mulher de raça diferente da dele, não fossem os problemas da discriminação que seus filhos poderão enfrentar nas sociedades racistas deste mundo louco.
É preciso que ambos estejam conscientes quanto aos riscos de traumas ou complexos que as crianças poderão absorver durante os períodos escolares, e, a partir daí, carregarem-nos por toda a vida.
Infelizmente, os pais não terão como evitar que aconteçam rejeições ou críticas por parte dos coleguinhas nas escolas nos países onde eles poderão estar pregando o Evangelho.
O homem de Deus precisa estar sempre preparado para servir a Deus onde quer que Ele assim determine, e, assim, nem sempre estará em um país onde não haja esse tipo de situação. Portanto, é necessário que o casal examine também esta questão, antes de qualquer compromisso mais sério.
(…)
Procuramos alertar sobre esta situação não porque a Igreja Universal do Reino de Deus tenha qualquer objeção quanto ao casamento envolvendo mistura de raça ou cor. Não, muito pelo contrário!
Temos vários homens de Deus casados com mulheres de raças diferentes. Não teríamos absolutamente nada a comentar a este respeito, mas temos visto este tipo de problema acontecendo com as crianças dentro das nossas igrejas, em outros países.
Procuramos, portanto, trazer à baila esta situação a fim de evitarmos transtornos no futuro do homem de Deus e na obra que está reservada para ele.
Voltei
Nem vou entrar no mérito sobre o casamento com mulheres mais velhas. A recomendação de Macedo a seus pastores é de tal sorte cretina que não comporta considerações. O que é espantoso é, sim, o juízo que ele faz do sexo feminino.
A mulher é uma espécie de agente desestabilizador do homem, sempre pronto a influenciá-lo de modo nefasto. Afinal, diz o sábio, a mulher, “por natureza, já tem o instinto de ser mandona”. Se mais velha, acaba virando “mãe do marido”. O “bispo”, então, decide ser o coautor de um novo Levítico, criando leis: a diferença deve ser de, no máximo, dois anos… Por que dois? Vai ver o Altíssimo revelou essa verdade a este grande profeta!
Note-se ainda que Macedo não aposta na fidelidade ao casamento. Se a mulher é mais velha, diz ele, fica difícil não trair. Esse homem que converte almas parece acreditar que há forças superiores às quais mesmo os convertidos não conseguem resistir. E dá um conselho: “é preferível que não haja qualquer compromisso de casamento”.
Discriminação racial
Macedo é um revolucionário também da biologia. Descobriu a existência de novas “raças”, além da humana. Gostaria de saber quais são. Segundo o Censo do IBGE de 2010, os brancos são 47,73% do país; 7,61% são negros; os pardos formam o segundo maior grupo: 43,13%. Vale dizer: quase a metade do Brasil é formada por mestiços, fruto do que o Macedo chamaria de mistura de “raças diferentes”.
É um acinte e um despropósito que o líder de uma igreja, concessionário de uma rede de televisão, se manifeste nesses termos — especialmente quando se sabe que muitos de seus pastores são… mestiços!
Mas este grande homem de Deus, vocês sabem, é uma alma caridosa. Naquele vídeo nojento em que defende o aborto, ele tenta nos convencer de que só o faz por amor à humanidade e até em defesa do próprio feto assassinado.
Segundo ele, melhor esse destino do que uma criança solta por aí… Entenderam? Em defesa, então, da vítima, por que não matá-la? Age do mesmo modo quando recomenda o não casamento de pessoas de “raças ou cores diferentes”. Seria para o bem das criancinhas…
Espantosamente, ele aponta a existência de discriminação racial dentro da sua própria igreja: “(…) temos visto este tipo de problema acontecendo com as crianças dentro das nossas igrejas, em outros países”. Que coisa! O homem que aparece de chicotinho na mão enfrentando ninguém menos do que o demônio deixa claro que não pretende combater o racismo nem dentro dos templos de sua igreja. Ao contrário: já que o racismo existe, melhor se adaptar a ele e evitar a mistura. Tudo para proteger as criancinhas…
É isso aí… A título de registro, deixo aqui alguns vídeos sobre a trajetória deste homem santo e suas afinidades eletivas. Volto depois dos filmes para encerrar.
Aqui, na posse da “mandona” Dilma Rousseff, com direito a conversa ao pé do ouvido e mão no ombro:
Macedo, de chicote na mão, expulsa demônio do corpo de um gay:
Macedo defende que se expulse o feto do corpo da mãe:
Encerro
Eis aí… Edir Macedo é hoje a mais cara joia do “progressismo” dos companheiros. Os petistas o consideram um verdadeiro exemplo a ser seguido. Pouco mais de um ano depois daquela conversa ao pé do ouvido com Dilma, o senador Marcelo Crivella, sobrinho do “bispo”, levou o Ministério da Pesca.
Cadê a Secretaria das Mulheres?
Cadê a Secretaria da Igualdade Racial?
*Texto por Reinaldo Azevedo