segunda-feira, 16 de julho de 2012

Rosane Collor: Ela quer mais grana...

Foto: reprodução
BRASÍLIA - A ex-primeira dama Rosane Collor acusou o ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello de ter mentido durante a investigação sobre o esquema de corrupção no governo federal que culminou com seu impeachment, em 1992. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, exibida nesse domingo, 15, ele disse que o ex-marido e o tesoureiro de campanha Paulo César Farias mantinham encontros frequentes mesmo após sua posse em março de 1990.
"PC continuava tomando café da manhã uma vez por semana na Casa da Dinda e ele (Collor) dizia que não." Na época das investigações sobre a corrupção, o então presidente disse em cadeia de rádio e televisão que não encontrava com PC Farias havia mais de dois anos.
Rosane, que prepara um livro de memórias da época, reclamou na entrevista do valor que recebe de pensão do ex-presidente e atual senador pelo PTB de Alagoas. Hoje, ganha R$ 18 mil mensais, valor que considera baixo "pela vida que ele (Collor) tem". "Tenho uma amiga que se separou, e que o ex-marido não é ex-presidente ou senador da República, e tem pensão de quase R$ 40 mil." Rosane e Collor foram casados por 22 anos e estão separados por sete anos.
A ex-primeira dama voltou a dizer que Collor participava de rituais na residência oficial do casal e que alguns eram para prejudicar aqueles que desejassem mal a eles.
Disse também que se considera um "arquivo vivo". "Se algo acontecer na minha vida, o responsável maior será Fernando Collor de Mello."
Procurado pelo programa, o senador afirmou que não iria comentar as declarações.
* estadao.br.msn.com
COMENTO: Isto é apenas um aperitivo. Deduzo que a cidadão deseja mais grana. Ela sabe muito. Muito mais do que disse ou insinuou saber. Foi testemunha ocular de um dos mais rumorosos casos de corrupção deste país. Não chegou a ser um mensalão porque não há vestígio do uso de dinheiro público, mas sobram indícios de uso indevido de dinheiro arrecadado para a campanha política e de tráfico de influência com objetivos espúrios.
Fala um pouco mais Rosane! Quem sabe o Collor libera mais uma grana para você.

PT apunhala o PMDB, outra vez.

Danilo Forte, novo alvo do PT
O PT continua apunhalando o PMDB. Desta vez vai sobrar para o deputado Henrique Alves (PMDB) que almeja a presidência da Câmara dos Deputados, alvo pretendido pelo PT e que fará tudo para consegui-lo.
No rastro de uma auditoria na FNS, onde teria sido constatadas irregularidades em convênios com ONGs e Prefeituras, na ordem 100 milhões de Reais, o PT faz divulgar e circular a informação com o objetivo de macular o nome de Henrique Alves, ligado a Danilo Forte, na época  presidente da Fundação Nacional de Saúde e hoje Deputado Federal pelo PMDB cearense.
O PMDB cala. Não se sabe se por consentir, por admitir a culpa, por se omitir a defender seus filiados ou por mero servilismo aos seus "patrões" políticos da hora.

Chinaglia descarta Dilma para a reeleição em 2014.

Chinaglia perdeu a cerimônia com Dilma, e já a descarta para a reeleição
Uma raridade é ver um político petista não se curvar diante de Dilma Roussef. Todos, ou seja quase todos, agem como cordeirinhos subservientes diante da "gerentona" que insiste em ser chamada de "presidenta".
Uma das exceções é o deputado Arlindo Chinaglia. Apesar de líer da bancada governista, na Câmara dos Deputados, Chinaglia não esconde que está batendo de frente com Dilma em várias questões.
Sem medio de abrir a boca e dizer o que quer, sem o cuidado de ofender a "gerenta", Chinaglia já di abertamente  que Dilma será descartada em 2014 quando deverá ceder a candidatura a presidência para o retorno de Luiz da Silva -seu criador- ao poder.

Ministra Carmen Lúcia será a guardiã da Lei da Ficha Limpa.

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, disse que a aplicação da Lei da Ficha Limpa será um desafio para a Justiça Eleitoral do país, e que a Corte terá que fazer cumprir a lei, porque ninguém aceita mais a corrupção. A nova regra, que pela primeira vez poderá ser aplicada integralmente na eleição deste ano, impede que políticos condenados por órgãos colegiados possam disputar cargos eletivos.
— Ninguém tolera mais a corrupção. Temos que fazer cumprir essa lei — disse a ministra, em reunião no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), nesta sexta-feira.
Cármen Lúcia garantiu que os juízes eleitorais terão segurança para trabalhar com tranquilidade e coibir abusos e afrontas à lei.
— Coloco-me à disposição de qualquer juiz, a qualquer momento, para que se cumpram as demandas. Vamos analisar as singularidades de cada um, a fim de garantir a democracia e o direito do cidadão — disse a presidente do TSE.

Mercosul-Unasul: “dupla aliança” chavista-castrista contra o Paraguai

Por uma ironia da História, o julgamento sumário e o consequente Golpe Internacional de Estado contra o Paraguai padeceram exatamente dos vícios que se alegam contra o Poder Legislativo paraguaio.
Na sexta-feira, 29 de junho, a Dupla Aliança Mercosul-Unasul promoveu um virtual Golpe Internacional de Estado contra o Paraguai, suspendendo-o como país-membro. Mercosul e Unasul reeditaram assim, no plano político, a chamada Tríplice Aliança, um pacto militar articulado no século XIX por dois países gigantes limítrofes contra esse pequeno país sul-americano.
A escusa para esse novo golpe dos governos sul-americanos contra o pequeno Paraguai foi a de que a destituição do ex-presidente Lugo pelo Poder Legislativo teria violado as regras de jogo democráticas e que o mandatário não teria tido todo o tempo necessário para se defender devido à celeridade do processo de destituição.
Por uma ironia da História, o julgamento sumário e o consequente Golpe Internacional de Estado contra o Paraguai padeceram exatamente dos vícios que se alegam contra o Poder Legislativo paraguaio. A contradição não poderia ser maior nem mais flagrante. Foram violadas sistematicamente as normas mais elementares da justiça, da equidade, do respeito e da convivência democrática entre Estados, a ponto de o novo Presidente do Paraguai, Federico Franco, e seu chanceler terem sido proibidos de participar das reuniões do Mercosul e da Unasul. Os gigantes condenaram o pequeno Paraguai sem sequer dar às suas autoridades a menor possibilidade de se defenderem.
A jornalista Tânia Monteiro, enviada especial do jornal brasileiro “O Estado de S. Paulo” à reunião Mercosul-Unasul, revela que os mandatários do Mercosul, enquanto tramavam a expulsão do Paraguai por uma porta e articulavam a não menos sumária entrada da Venezuela chavista pela outra, não conseguiam ocultar a preocupação de que essas decisões arbitrárias possam ser denunciadas pelo governo paraguaio ante as cortes internacionais de justiça e organismos análogos.
*Armando Valladares (*) Miami (FL)- Fonte: O que está acontecendo na America Latina

domingo, 15 de julho de 2012

O preço da omissão e parcialidade.

Segundo a revista veja, na coluna Holofote, o deputado petista Odair Cunha teria a incumbência de relatar a CPI do Cachoeira com o cuidado de focar na oposição preservando, ou seja, se omitindo em relação a investigação dos governistas enrolados e atolados na lama da corrupção.
Odair tem se saído bem e jpa começa a ser recompensado: Conseguiu liberar 7 milhões e 200 Mil Reais para suas "bases eleitorais" em Minas Gerais. É o deputado vampeão de verbas.
E tem cumprido bem sua missão de omissção e parcialidade: até agora, a CPI só investigou, se fato, pessoas ditas ligadas a oposição ao governo.

A gerenta, jamais existiu.

Em entrevista ao blog do Josias de Souza, o senador do PSDB de Minas Gerais, Aécio Neves, disse que o governo de Dilma Rousseff está “paralisado”, a fama de boa gerente da presidente revelou-se “um mito”. O senador tucano disse também que a administração petista foi acometida de “fadiga do material”, e atravessa “um fim de ciclo”.
“Se vamos ser nós que vamos sucedê-los, o tempo é que vai dizer. Mas está claro que o governo perdeu a capacidade de tomar iniciativas”, afirmou Aécio. Ele considera “legítima” a movimentação de Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB. “Não gosto dessa dicotomia de PSDB e PT. Acho que o aumento do leque de opções ajuda nas decisões.”
Aécio também critica a interferência de Dilma no processo eleitoral de Belo Horizonte. “Enxergaram o fantasma de 2014 em Minas. Estão me valorizando mais do que eu mereço”, ironizou. Leia abaixo a entrevista concedida por Aécio Neves ao Blog do Josias:
- Avaliação do governo Dilma:
Aécio – O governo parou. Digo uma coisa que nem deveria dizer, mas o governo do Lula era melhor do que o governo da Dilma do ponto de vista dos resultados. As pessoas faziam algumas coisas. Agora, no setor de infraestrutura, que já não andava bem, não acontece absolutamente nada. Na área da saúde, o governo investe 10% a menos do que investia há dez anos. Na hora que começarem a comparar os indicadores, num ambiente econômico que já não será de euforia, mas de extrema preocupação, as pessoas vão perceber que caminhamos para um fim de ciclo.
- Avaliação do desempenho da presidente:
Aécio – A fama de boa gerente da Dilma era um mito. Aquela imagem de administradora capaz é a que vai sair mais machucada desse período de crise. O sentimento generalizado, mesmo na base do governo, maior ainda entre os empresários, é o de que este é um governo paralisado. Isso vai ficando cada vez mais claro. O governo não fez as grandes reformas que deveria ter feito. Faltou ousadia, faltou coragem.
- Imagem do Brasil no exterior:
Aécio – Estive por dois dias em Washington, para a premiação do Fernando Henrique [prêmio John W. Kluge, de US$ 1 milhão, dado pela Biblioteca dos EUA]. Conversei com amerianos importantes, que acompanham a realidade brasileira. Falei com economistas da Europa, que estavam lá. A expectativa em relação ao Brasil é outra, totalmente diferente do que era há seis meses. Há, hoje, uma avaliação mais negativa sobre a capacidade do país de responder à crise. O ambiente econômico piorou e a visão geral é de que vai piorar mais.
- Fim de ciclo:
Aécio – Estamos ingressando numa fase de fim de ciclo. Esse ciclo atual da administração do PT, na minha avaliação, vai se encerrar. Se vamos ser nós que vamos sucedê-los, o tempo é que vai dizer. Mas está claro que o governo perdeu a capacidade de tomar iniciativas. A base política no Congresso está extremamente esgarçada. Nesta semana, o governo não conseguiu nem votar a LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias].
- Tempo perdido:
Aécio
– É nos dois primeiros anos de um governo que devem ser feitas as grandes reformas. O governo não fez. E agora está patinando. Acho que ganha força um discurso alternativo pela eficiência. Essa mácula da ineficiência a Dilma vai carregar. O governo dela parou. Não sou do tipo de pessoa que torce contra. Isso quem faz é o PT. Mas é preciso dizer as coisas com clareza. E nós vamos dizer, no momento próprio. Não queremos confundir eleições municipais com o cenário nacional. Não se trata de desconhecer o que eventualmente tenha dado certo. Não faço o discurso da negação. Não se pode dizer que, do Lula pra cá, tudo deu errado. Respeito o que deu certo. Mas estamos chegando ao fim um ciclo. É preciso que se inicie outro.
- O que faria de diferente se fosse presidente?
Aécio – No primeiro dia, apresentaria uma agenda com duas ou três grandes reformas que eliminassem nossos grandes gargalos. As coisas não mudam do dia para a noite. Mas, já no início do governo, eu estaria propondo ao país essas reformas. A começar pela reforma do Estado, com uma grande diminuição do seu peso. É preciso abrir espaço fiscal para que haja, aí sim, o início de uma redução da carga tributária. A carga de tributos é um dos principais fatores que inibem a competividade do Brasil. Não adianta tomar essas medidas paliativas de conceder isenções pontuais para setores específicos, como o automobilístico. Tem que puxar para baixo a carga de tributos de todos os setores.
- Reforma politica:
Aécio – Esse é outro tema ao qual eu me dedicaria desde o primeiro dia. Eu iria para o Congresso fazer o que a Dilma não fez: negociar dois ou três grandes pontos que organizassem minimamente o quadro partidário brasileiro. Tínhamos que ter buscado uma aliança política possível, para termos o inverso do que o STF acaba de fazer. Em vez de aumentar, precisamos enxugar o quadro partidário, adotando a cláusula de desempenho, o voto distrital misto. Essa decisão do Supremo [que reconheceu ao PSD o direito de partilhar do tempo de tevê e das verbas do Fundo Partidário] já está causando um dano enorme ao país. Agora, um deputado tem preço. Elege-se por um partido e leva os votos para outro. Conforme o tempo de tevê da nova legenda, cada deputado vale X. Um partido de 12 deputados vai valer um preço nas coligações nacionais e outro preço nas coligações estaduais. Agora, 12 picaretas podem se juntar para formar um partido, calcular o valor de cada deputado conforme o fundo partidário e, depois, vender o tempo de televisão nas eleições.
- Descentralização administrativa:
Aécio – Essa agenda dos primeiros dias de governo teria de incluir uma política de descentralização corajosa em relação a Estados e municípios. Dá pra fazer. Na área de transportes, por exemplo, hoje não se faz nada. Por que não distribuir para os Estados a administração de rodovias federais, com a transferência dos recursos da Cide e de parte do Orçamento da União? Essa centralização do poder, para ter ganho político, é um dos maiores equívocos que os governos do PT cometem. Concentram em Brasília um poder enorme e não conseguem gerir. Esse processo vem se agravando nos últimos anos. Acentuou-se com a Dilma.
- Fadiga do material:
Aécio – O governo enfrenta o fenômeno da fadiga de material, comum nas administrações longas que perdem a capacidade de se renovar. Acho que eles chegarão cansados [a 2014]. Para botar uma máquina gigantesca como essa para rodar leva tempo. E o governo, até aqui, só perdeu tempo. Qual é o objetivo desse governo? Hoje, o único objetivo é a manutenção do poder a qualquer custo. A capacidade de tomar iniciativas, de fazer do governo uma estrutura pró-ativa, tudo isso desapareceu. Se a economia estivesse muito bem, talvez isso fosse minimizado. Mas o cenário inspira preocupação: a base política está desagregada não se gosta e não se articula; a economia emite sinais negativos, apontando para o aumento do desemprego; oas bras de infraesturura não acontem; os indicadores sociais patinam. Insisto: vivemos um fim de ciclo.
- Movimentação de Eduardo Campos:
Aécio – É absolutamente legítima a movimentação dele. Acho que ajuda. Não gosto dessa dicotomia de PSDB e PT. O aumento do leque de opções [presidenciais] ajuda nas decisões. Convém não esquecer que muitas seções regionais do PSB [partido presidido por Eduardo] são aliadas do PSDB. A começar pelo Paraná e por Minas Gerais. Mesmo em São Paulo, tirando esse apoio ao Fernando Haddad, que o Eduardo determinou, o PSB é aliado do Geraldo [Alckmin, governador tucano]. De baixo pra cima, haverá sempre setores do PSB com identidade maior conosco. Mas temos que respeitar e reconhecer que o Eduardo faz uma movimentação correta. Não contamina o processo. Ao contrário, apresenta um espaço de discussão novo. Tenho com ele as melhores relações. Eu o respeito muito.
- 2014 se imiscuiu em 2012?
Aécio – Não vejo isso com tanta clareza assim. É claro que algumas coincidências levam a essa leitura, sobretudo o que aconteceu em Recife, Fortaleza e Belo Horizonte. Mas, se formos analisar friamente, essas três situações mais emblemáticas, que envolvem o PSB, ocorreram por questões absolutamente locais. Em Fortaleza há um litígio do Cid e do Ciro Gomes [do PSB] com a prefeita Luizianne Lins [do PT]. Se houvesse harmonia entre eles, a ruptura talvez não tivesse acontecido. Em Recife, o Eduardo [Campos, do PSB] tentou construir a candidatura do Maurício Rands [do PT]. Não conseguiu. Veio outro nome [o petista Humberto Costa]. E o Eduardo optou pela candidatura própria [de Geraldo Júlio]. Em Belo Horizonte, depois de integrar a gestão do Márcio Lacerda [do PSB] por quatro anos, o PT arranjou um pretexto para romper. Não fomos nós que nacionalizamos a campanha em Minas, mas o PT, que chegou a um nome a partir de interferências externas.
- Vaivém do PT em Belo Horizonte:
Aécio – O PT dizia que o Márcio [Lacerda] rompeu a aliança. Isso não existe. Tanto é que eles pararam de dizer isso. Na verdade, houve um rompimento do PT com o Márcio. O PT tinha a vice-prefeitura e controlava 70% dos cargos da prefeitura. Esse negócio de coligação proporcional [na chapa de vereadores] foi um pretexto. Nós reivindicamos fazer coligação proporcional, o PT também. O PSB disse o seguinte: vamos sair com uma chapa sozinhos, para poder eleger uma bancada de apoio claro ao prefeito, do partido do prefeito. Nós topamos até isso, mesmo não tendo a vice. E o PT falou: ‘Não, nós queremos os votos do PSB para eleger uma bancada maior do PT. Para quê? Para o Márcio ficar refém deles.
- Intervenção federal em Belo Horizonte:
Aécio – Depois de romper a aliança, o PT lançou a candidatura do Roberto Carvalho. O Gilberto Carvalho [amigo de Lula e ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência sob Dilma] baixou aqui em Belo Horizonte, na terça-feira da semana passada, na base aérea, para convencer o Roberto Carvalho, em nome do Lula e da Dilma, a desistir da candidatura, que já tinha sido inclusive registrada. Ele saiu com a promessa de sabe-se lá quais vantagens. Aí começou a nacionalização da campanha em Minas. Foi iniciada por eles, não por nós. Para ter o PMDB [na coligação do PT], a Dilma entrou pessoalmente no processo, intercedendo junto ao Michel [Temer, vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB]. O Leonardo Quintão [que abdicou da candidatura a prefeito pelo PMDB] está achando que vai ser ministro. No PCdoB, a direção municipal votou pela coligação com o Márcio. Veio um comando de cima, do Renato Rabelo [presidente nacional do PCdoB], dizendo que não podia. E o partido voltou atrás. A pedido da Dilma o [Gilberto] Kassab [prefeito de São Paulo e presidente do PSD federal] interveio em Minas. Vai se dar mal. O PSD vai ficar conosco. O apoio deles ao Márcio foi decidido em convenção. O estatuto do PSD diz o seguinte: qualquer intervenção só pode ser feita pela Executiva do partido. E a executiva não se reuniu. Em Belo Horizonte, o PSD é adversário do PT.
- A entrada do petista Patrus Ananias na briga pela prefeitura:
Aécio – Reconheço que ele tem uma imagem positiva e que o cenário exigirá de nós mais atenção e mais trabalho. Mas acho que ele vai ter dificuldades. Está desatualizado sobre Belo Horizonte, não morava aqui há muito tempo. Esteve em Brasília durante os últimos sete ou oito anos. E o PT terá enorme dificuldade para justificar a mudança de posição. Na manhã do dia 30, na convenção do PSB, estavam todos lá, a começar do [Fernando] Pimentel [ministro do Desenvolvimento de Dilma]. Nessa hora, o Márcio era o melhor prefeito do Brasil. À noite, decidiram romper e o Márcio passou a ser o demônio. Será muito difícil o PT explicar por que deseja agora a interrupção de uma administração municipal muito bem avaliada, da qual participou durante quatro anos.
- Fantasma de 2014?
Aécio – Por que o PT mudou de posição em Belo Horizonte? Prevaleceu o interesse do PT em 2014. Enxergaram o fantasma de 2014 em Minas. Estão me valorizando mais do que eu mereço. Para fazer essa movimentação toda, com todos os riscos que correm, é porque estão vendo 2014. A Dilma não precisava intervir, poderia ter mantido o discurso dela de não envolver a estrutura federal nas eleições municipais. Nós continuaremos voltados para os interesses de Belo Horizonte. Deixaremos a nacionalização para eles, que construíram uma candidatura fora de Minas, no eixo Palácio do Jaburu-Planalto-São Paulo. Em 2010, aconteceu algo parecido na eleição de governador. O Lula [que apoiava Hélio Costa, do PMDB, contra Antonio Anastasia, candidato de Aécio] vinha para Minas raivoso. Eu disse naquela época: o mineiro tem uma tradição de ser povo hospitaleiro, recebe muito bem. Mas na hora de definir os seus destinos, o mineiro sabe fazer suas escolhas sozinho, não precisa de conselhos externos.
- Mas Dilma Rousseff não nasceu em Minas?
Aécio – Ela é uma mineira curiosa, que acomodou oito gaúchos no ministério [risos].
*Do Portal do PSDB no Senador, com informações do Blog do Josias de Souza

A perplexidade de quem ignora o óbvio e a Lei.

Perplexidade patética!
Segundo o Jornal O Globo, alguns Juristas e representantes da sociedade ( sic) ficaram perplexos com o retorno de Demóstenes Torres ao Ministério Público de Goiás.
Ora, só os ignorantes poderiam ficar perplexos. Demóstenes é membro do Ministério Público. Estava no Senado exercendo um mandato eletivo. Foi cassado, numa decisão política de seus pares, por se envolver com pessoas que, supostamente, estão envolvidas em ações ilegais ( sic) e que lhe teriam sido úteis ao lhe conceder apoio eleitoral e/ou ao lhe "proporcionar vantagens".
Nada disso foi provado, quanto as vantagens. Quanto ao envolvimento pessoal com Carlos Cachoeira - empresário conhecido como contraventor - ficou óbvio.
É claro que os demais senadores, deputados e outros políticos são tão puros e sem envolvimento nenhum com gente assim que até causa admiração não terem sido canonizados até hoje.
Demóstenes, cassado, retornou ao seu cargo público, efetivo, de origem.
Nada que cause perplexidade. Muito pelo contrário: nada mais óbvio.
O Ministério Público já se manifestou a favor de abrir um procedimento administrtivo para apurar se Demóstenes cometera algum ilícito que possa submetê-lo ao julgamento do Conselho Superior do Ministério Público
Agiu certo o MP de Goiás, inclusive, ao pedir informações ao Senado e ao Ministério Público federal.
Se Demóstenes será julgado e condenado pelo Conselho Superior do seu Órgão Público a questão é outra: Lá não se usa o critério político, mas técnico, sob a égide da Lei.
Lá pode até haver esquerdistas e gays ( não se sabe ) mas estes terão que se ater aos fatos, a verdade material e a lei.
Que os "Juristas" e "membros da sociedade" esperneiem e fiquem perplexos. "Cada babão com sua baba". Mas que pelo menos se atenham a lei e não se mostrem tão ignorantes neste momento.
Ou então assumam que se manifestam politicamente, a favor do julgamento político em todas as instãncias. Aí minha gente, estaremos alcançando um patamar de adesão ao bolivarianismo chavista, ao comunismo, ao totalitarismo, a antidemocracia, e levando o país ao fundo do poço.

STF está cooptado pelo governo do PT, afirma Onyx Lorenzoni.

Vereador de sorte!

Francisco de Oliveira Souza, o Chico do Jeová, se elegeu vereador pelo PT em 2008, em Senador Pompeu-CE.
Em 2008 o patrimônio do vereador, declarado à Justiça Eleitoral, era de R$ 155 mil.
Antes de iniciar seu mandato, Chico do Jeová possuía um prédio comercial, um apartamento, um terreno e um automóvel.
Em 2012, candidato pela coligação PTB / PMDB / PSC / PR / PPS / PHS / PSDB a Prefeito da cidade, declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de 18 milhões de reais.
Quatro anos depois, a declaração traz, além de novos imóveis, veículos nacionais e importados, centenas de cabeças de gado, participações societárias em empresas, uma poupança no valor de R$ 6,9 milhões e outras aplicações financeiras que somam mais R$ 6,5 milhões.
Não é fácil acreditar mas a evolução de seu patrimonio, multiplicado em 116 vezes, teria origem em um bilhete premiado de loteria, segundo sua própria assessoria.
Procurado pelo site O povo Online, o vereador preferiu não confirmar a informação do prêmio lotérico: "Não confirmo nem nego", disse ele. Chico do Jeová também não quis dar detalhes sobre a evolução do seus bens. Disse apenas que todos os recursos têm origem legal e já foram informados para a Receita Federal. O parlamentar disse ainda que se sentia muito exposto, ante a divulgação pública de seu patrimônio.
Decididamente, política tem estas coisas!
*Fonte:  opovo.com.br