segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Popularidade e postura de Dilma dificulta o sonho de Lula de voltar à Presidência.

A presidente Dilma Rousseff atingiu no fim do primeiro ano de seu  governo um índice de aprovação recorde, maior que o alcançado nesse  estágio por todos os presidentes que a antecederam desde a volta das  eleições, informa reportagem de Bernardo Mello Franco, publicada na Folha deste domingo.
Segundo pesquisa Datafolha, 59% dos brasileiros consideram sua gestão  ótima ou boa, enquanto 33% classificam a gestão como regular e 6% como  ruim ou péssima.
Ao completar um ano no Planalto, Fernando Collor tinha 23% de aprovação.
Itamar Franco contava 12%. Fernando Henrique Cardoso teve 41% no  primeiro mandato e 16% no segundo.
Lula alcançou 42% e 50%,  respectivamente.
O Datafolha ouviu 2.575 pessoas nos dias 18 e 19 de janeiro.
A margem de  erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para  menos.
(Da Folha online)

O PT ganha o primeiro round rumo à Prefeitura de São Paulo

Decisão do tucano José Serra de não se candidatar à Prefeitura de São Paulo e a aproximação do prefeito Gilberto Kassab com Lula abrem caminho para o candidato petista Fernando Haddad na corrida eleitoral.
Nos últimos dias, o xadrez po­lítico da cidade de São Paulo ganhou novos e importantes lances. Três movimentos deixaram claro que, a se confirmar esse cenário, o PSDB terá problemas para se manter no seu principal bunker, São Paulo. O primeiro movimento foi feito pela presidenta Dilma Rousseff ao anunciar a saída de Fernando Haddad do Ministério da Educação, liberando-o para dedicar-se em tempo integral à pré-campanha. Desconhecido do público em geral, Haddad coloca o bloco na rua num momento em que seus rivais democratas e tucanos ainda estão longe de definir seus nomes para a disputa – até agora só o PMDB, com o deputado federal Gabriel Chalita, e Celso Russomano, do PRB, lançaram-se para o embate.
A segunda mexida no cenário político paulistano foi a aproximação entre o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e os petistas com as bênçãos do ex-presidente Lula. "Se o Lula disse que é bom, quem sou eu para contrariar", argumenta Senival Moura, vereador petista, um defensor entusiasta da aliança. Na contabilidade petista, embora a sigla faça oposição a Kassab na Câmara Municipal, sete dos seus 11 vereadores estariam dispostos a dar as mãos ao prefeito. O terceiro lance político foi a notícia de que o ex-governador José Serra decidiu não se candidatar à prefeitura, cargo que ocupou por dois anos (2005-2006) até abandoná-lo em troca da disputa eleitoral para governador, em 2006. Segundo um aliado de Serra, o tucano comparou uma eventual candidatura à sucessão paulistana a um "enterro". Se vencesse, receberia flores e não poderia sair do posto. Já, numa eventual derrota, seria "colocado em uma vala como indigente". A desistência de Serra, além de dificultar a vida do PSDB numa das principais cidadelas da oposição, produz outros dois efeitos políticos potencialmente desastrosos para os tucanos. Embola mais uma vez o meio-campo para a sucessão presidencial de 2014, já que Serra insistirá em ser candidato, a despeito de a maioria do partido já ter manifestado predileção pelo senador mineiro Aécio Neves, e coloca em xeque a capacidade de outro líder do PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de fazer articulações. O maior desafio de Alckmin, agora, é achar um candidato competitivo para a disputa paulistana e, resolvida essa etapa, conseguir fortalecer esse palanque com a incorporação à chapa de legendas aliadas. Restaria a ele somente o PTB e o DEM. Trata-se, indiscutivelmente, de uma missão difícil.
*Alan Rodrigues - Colaborou Pedro Marcondes de Moura - ISTO´É - 21/01/2012

O brasileiro ignora, deliberadamente, a corrupção

Os dados da pesquisa Datafolha provam que o brasileiro é casca grossa contra a corrupção. Não deixa que a corrupção e a roubalheira mudem os seus conceitos. E que conceitos são esses? Bolsa família, comida no prato, carnê no bolso e carteirinha azul assinada, tudo garantido pela presidenta. O resto é o resto. Transporte e escola ruim é culpa do prefeito. Maca no corredor e assalto na esquina é culpa do governador. Roubalheira e corrupção é culpa dos políticos e, mais recentemente, dos juízes. Contra empresas que roubam, o brasileiro tem a livre concorrência, a troca de marca, de loja, de fornecedor. Contra políticos ele só tem um dia, a cada quatro anos. Contra os juízes ele não pode fazer nada. Que os bons políticos abram o olho. Para o povo, político denunciante é igual ao politico denunciado. O que explica a popularidade extraordinária de Dilma Rousseff, em meio a tantos bons motivos para ela estar em queda? Assim como o brasileiro criou uma casca grossa contra a corrupção, ele impede que esta mesma corrupção chegue até a presidenta, para que ela vire, assim como Lula, uma vítima e não a culpada. Esse teflon só não funciona com 6%. Apesar de sermos cada vez menos, ainda é alguma coisa, quando não existe oposição no Brasil que ofereça, com provas e não com trovas, um projeto melhor de pais para o brasileiro.
*Postado no Blog Coturno noturno

O assassinato de Celso Daniel

Um episódio que não pode ser esquecido nem permanecer impune.

Presidente do Iêmen deixa o país para se tratar nos EUA

O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, afirmou neste domingo que sairá do país para um tratamento médico nos Estados Unidos e voltará para continuar liderando seu partido, mas não deu indicação de quando deixará a conturbada Nação.
"Se Deus quiser, deixarei o país para um tratamento nos Estados Unidos e voltarei para Sanaa como líder do partido Congresso Geral do Povo", declarou à agência de notícias estatal Saba, em um encontro com membros do partido.
No fim do ano passado, Saleh, que concordou em renunciar sob um acordo feito por seus vizinhos, prometeu desempenhar um papel político quando deixar o poder, desta vez na oposição a um novo governo .
*Por Andrew Hammond-Reuters

O que é democracia

domingo, 22 de janeiro de 2012

Ahmadinejad planeja visitar o Brasil para reunir-se com Dilma

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, planeja visitar o Brasil neste ano e reunir-se pela primeira vez com o líder brasileira, Dilma Rousseff, anunciou nesta quinta-feira o embaixador iraniano, Mohsen Shaterzadeh.
    "Em um futuro próximo, vocês ouvirão falar e terão notícias da visita do presidente Ahmadinejad ao Brasil", declarou o embaixador à Agência Brasil, sem dar detalhes sobre a possível data.
    Shaterzadeh, que depois de três anos deixará a Embaixada do Irã no Brasil, indicou que será uma visita "exclusiva" ao Brasil, sem passar por outros países vizinhos.
    Na semana passada, o governante iraniano visitou Venezuela, Nicarágua, Equador e Cuba, mas "por problemas de agenda não pôde vir ao Brasil", ressaltou o embaixador, que destacou as relações dos dois países.
    "Observamos a política externa da presidente Dilma como uma continuidade da política de Lula, mas é natural que neste início de governo esteja olhando mais para dentro. Apesar disso, não acreditamos que haja mudanças na relação Brasil-Irã", comentou o diplomata.
    Shaterzadeh lembrou que em novembro de 2009 Ahmadinejad visitou o Brasil e seis meses depois Lula viajou a Teerã, em encontros que promoveram a assinatura de 28 acordos e reuniões de 115 delegações governamentais e privadas. (EFE)

Corruptos nos Estados Unidos

Brancos e negros

Filho de portugueses, nasci em Moçambique onde morei até 1971. Na altura era uma colônia portuguesa, onde além dos cerca de dez milhões de negros e alguns milhares de indianos, chineses e mestiços, moravam cerca de 250.000 entre portugueses e descendentes. Com a independência, a instalação de um regime ditatorial e a guerra civil, tal como aconteceu aos portugueses de Angola também os de Moçambique tiveram que deixar a África.
Entretanto, milhares de africanos entre angolanos, cabo-verdianos, guinéus e outros mudaram-se para Portugal onde hoje constituem uma importante minoria. Residi cerca de 15 anos na Europa, em Portugal e na Itália, onde me cansei de ouvir e ler comentários em que os portugueses da Africa eram apontados como "colonialistas", "exploradores dos negros", etc. Já no Brasil nos manuais escolares a questão da escravatura vem apresentada como uma barbárie cometida pelos brancos a dano dos negros.
Ora, nestes dias muito se tem falado da imigração em massa de haitianos, na sua totalidade negros, para o Brasil. Considerando o "histórico" de exploração a que os negros foram submetidos na Africa e no Brasil, por que razão eles não escolhem um país africano para viver? Por que não vão para o Senegal que lhes ofereceu asilo? E os afrodescendentes brasileiros por que não se interessam por trabalhar e viver na Africa como fazem os italo-brasileiros que há muitos anos fazem fila nos consulados italianos para se mudar para a Europa?
A razão é simples. Com exceção da Africa do Sul, onde há uma minoria branca digna do nome (10% da população) que mesmo excluída do poder "toca" a economia daquele país, nenhum outro país africano negro oferece condições mínimas decentes de vida. Está na hora pois de rever toda essa literatura esquerdizante que aponta o branco como eterno vilão e o negro como eterna vítima explorada. Ainda que involuntariamente, ao longo dos últimos cinco séculos, as duas etnias têm se complementado: o branco com seu espírito empreendedor e conhecimento técnico, o negro com o auxílio do trabalho braçal, igualmente necessário ao desenvolvimento de um país. Uma complementaridade que não existe, por exemplo, entre africanos e asiáticos.
*Ricardo Martins Soares, no Estadão/forum_dos_leitores

Vada a bordo, cazzo!

O acidente com o navio transatlântico Costa Concordia no Mar Tirreno possui grandes similaridades com a situação do Brasil. À primeira vista, parece estranho ler isso. Entretanto, permitam-me algumas linhas explicativas para elucidar a questão.
Como todos já devem saber, a luxuosa embarcação Costa Concordia chocou-se de lado contra um rochedo perto da ilha de Giglio, o que provocou o rasgo de cerca de setenta metros no casco do navio. Pouco mais de uma dezena de pessoas morreu, e cerca de 20 ainda estão desaparecidas. Considerando que havia aproximadamente 4.200 pessoas na embarcação, qualquer pessoa diria que o acidente não foi tão ruim assim, que poderia ter sido muito pior. A questão é que não deveria ter ocorrido acidente algum se a rota do navio não tivesse sido desviada.
O comandante do transatlântico, Francesco Schettino, decidiu mandar às favas a rota original da embarcação para poder “homenagear” – e a prática parece ser tão comum que há inclusive um termo técnico, “inchino”, utilizado pela marinha italiana – um comandante aposentado, Mario Palombo, e o chefe dos garçons. O gesto de gentileza acabou se transformando em uma grande cagada que, conforme já havia previsto o profeta moderno Murphy, geraria consequências castatróficas: o navio atingiu um rochedo, teve o casco rasgado, estancou e começou a adernar.
Diante da confusão – e, conforme relatos, Schettino não estava na cabine de comando da embarcação no momento do acidente –, qual foi a primeira providência tomada pelo comandante? Salvar o próprio rabo. Sem pestanejar, encarnou o próprio Leão da Montanha e, fazendo uma “saída estratégica pela direita”, meteu-se no primeiro bote salva-vidas que encontrou. Tudo isso seria cômico se não fosse trágico – ainda que, no fundo, não deixe de ser ridículo.
O que isso tudo tem a ver com nós, rebentos da Terra Brasilis? Muita coisa.
É evidente para muitos de nós que nossa rota está fora dos eixos há décadas. Há algo de errado. A paisagem que vemos não é a que deveríamos ver. Estamos navegando por mares revoltos, em meio a vagas atrozes e solavancos terríveis, e os comandantes da embarcação querem fazer-nos crer que tudo não passa de delírio, que não há perigo. E, mesmo aqueles de nós que sabem que não devíamos estar nessa rota – aliás, especialmente esses –, ao invés de fazer algo ativamente contra isso, limitam-se ao seu papel de passageiros e, impassíveis, assistem a tudo de camarote.
Esses são a grande maioria de nossos ditos liberais e conservadores. O máximo que alcançam é uma masturbação egocêntrica coletiva, um circle jerk intelectualóide bizarro, como se o fato de enxergarem que a rota está errada fosse, em si mesmo, meritório, e como se nada além disso fosse necessário. Não alertam os outros passageiros. Não se amotinam legitimamente contra o comando espúrio da embarcação e o forçam a voltar o navio à rota original. Ficam congratulando-se mutuamente ad nauseam por terem grande visão, mas não denunciam de maneira contundente e firme o perpétuo inchino prestado a cadáveres políticos insepultos.
Quando nos chocarmos contra o rochedo da realidade, a água começar a invadir o navio e tudo virar caos, já terá sido tarde. E então, tanta pompa e circunstância transformar-se-á em desespero e auto-preservação, e, como Schettino, pularão para o primeiro bote salva-vidas para ficarem a salvo. Vangloriando-se em suspiros graves, “eu disse que isso acontecer!”, “eu já sabia!”, verão o barco e os outros passageiros sendo devorados pelas águas inclementes. É preciso que, como Gregorio Di Falco, capitão da Guarda Costeira italiana, digamos a esses Schettinos à brasileira, em alto e bom som:
VADA A BORDO, CAZZO!
*Por Juventude Conservadora da UnB