terça-feira, 21 de julho de 2009

Banqueiro na mira na CPI da Petrobras

Logo após o recesso, a CPI da Petrobras deve quebrar o sigilo bancário do banqueiro Fabio Barbosa, presidente do Grupo Santander no Brasil e da Federação de Bancos (Febraban).É o que informou o site do Jornalista Claudio Humberto.
A informação é que o banqueiro passou a estar na mira após a espantosa revelação de que ele embolsa generosa remuneração mensal como membro do conselho de administração da Petrobras e, assim, ele teve acesso a informações privilegiadas que valem ouro para quem especula no mercado financeiro.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Lavanderia Lula

O senador Antonio Carlos Magalhães inaugurou a Lavanderia Lula.
Em 2003, acusado de grampear telefones de adversários políticos na Bahia, correu o risco de ser julgado pelo Conselho de Ética do Senado por quebra de decoro. Apoiara a eleição de Lula um ano antes.
Lula retribuiu salvando-lhe o mandato. Desde então a lavandeira é um sucesso.
O que Lula fez por ACM não impediu que os dois quase saíssem no tapa anos mais tarde.
ACM sentiu seu império baiano ameaçado pelo PT de Jacques Wagner. Soltou os cachorros em cima de Lula. Que respondeu chamando-o de rato e suando a camisa para eleger Wagner.
Os dois só voltaram a se encontrar quando ACM estava em um hospital de São Paulo a poucos dias de morrer. Lula fez questão de visitá-lo.
Entre ACM e José Sarney (PMDB-AP), o mais recente freguês da lavanderia, Lula meteu as mãos em muito pano sujo.
O êxito dele não consiste em transformar pano sujo em pano imaculado. Por ora, ainda não opera milagres. Amanhã, nunca se sabe.
Mas Lula sempre tenta dar um jeito de impedir que pano encardido acabe jogado no lixo por imprestável. Na maioria das vezes é bem-sucedido.
Lula não discrimina entre aliados fiéis, aliados nem tão confiáveis assim, adversários moderados e adversários históricos.
Se vir alguma vantagem em enxaguá-los até que recuperem parte da pureza perdida ou se livrem de nódoas comprometedoras, ele se entrega à tarefa com gosto.
Do controverso Roberto Jefferson, na época presidente do PTB, Lula disse que se tratava de um homem a quem daria um cheque em branco.
O homem merecedor de tamanha prova de confiança deflagrou o escândalo que quase derrubou o governo.
Em meio ao escândalo, informado sobre a disposição do publicitário Marcos Valério de contar tudo o que sabia, um Lula alterado por algumas doses a mais de bebida chegou a falar em renúncia.
Foi um Deus nos acuda. Lula só sossegou quando lhe garantiram que Valério estava sob controle. Está até hoje.
Procurem algo de duro dito depois por Lula a respeito de Jefferson. É possível que encontrem um elogio.
Nada encontrarão contra José Dirceu, apontado pelo Procurador Geral da República como o chefe da “sofisticada organização criminosa” que quis se apoderar de parte do aparelho do Estado.
Lula escalou Dirceu para pagar a conta do mensalão. Para compensar, lava a biografia do amigo toda vez que julga necessário.
Foi quase pedindo desculpas públicas a Antonio Palocci que Lula o demitiu do Ministério da Fazenda forçado pelo caso da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Pereira.
Palocci jurou diante de uma CPI que jamais frequentara certa mansão suspeita de Brasília.
O caseiro jurou tê-lo visto por lá uma dezena de vezes. Lula chamou Palocci de “meu irmão”. E sonha com o dia de tê-lo de volta no governo.
E o “nosso Delúbio”, hein?
E Romero Jucá que ofereceu fazendas inexistentes como garantia de um empréstimo tomado em banco oficial? Lula saiu em defesa dos dois.
Ficou rouco de repetir: “Ninguém é culpado até ser condenado pela Justiça”.
Ao pé da letra, de acordo. Mas o que se espera de um presidente não é o mesmo que se espera de um juiz. Presidente deve satisfações à sociedade. Juiz, somente à sua consciência.
Um mau exemplo dado por um juiz nem de longe equivale a um mau exemplo dado pela pessoa mais observada e admirada pelos brasileiros.
Foi um bom exemplo o empenho de Lula em manter Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado? Quase conseguiu.
Lula dá um bom exemplo quando chama Sarney de “pessoa incomum” e obriga o PT a sustentá-lo no cargo?
A Lavanderia Lula presta inestimáveis serviços ao seu fundador e único dono, e também aos que dela precisam.
Mas bem não faz – pelo contrário - ao avanço entre nós de uma prática política decente e justa, capaz de atrair gente interessada em servir à coisa pública, e não em se servir dela.
Essa será a herança maldita de Lula.
*Texto de Ricardo Noblat em http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

Goleiro do Flamengo agride ex-namorada

O goleiro reserva do Flamengo, Marcelo Lomba, prestou depoimento na 9ª DP (Catete) na tarde desta segunda-feira (20), para esclarecer a acusação de agressão feita pela sua ex-namorada, Carolina Miranda. Segundo a polícia, Marcelo contou que uma amiga em comum pediu que o goleiro levasse a ex-namorada da boate, em Laranjeiras, para casa. O goleiro disse ainda que Carolina aparentava estar alcoolizada, e durante o trajeto foi agressiva - inclusive, teria arranhado ele. Segundo Marcelo, para se defender, ele empurrou a estudante. Marcelo ressaltou que também vai fazer exames no IML.
Ao contrário de Marcelo, em depoimento na manhã desta segunda, Carolina afirmou que o goleiro teria agredido ela próximo à porta da boate em que os dois se encontravam. “Quando estava do lado de fora da boate, discutimos e quando eu estava indo embora, ele me agrediu no rosto”, disse Carolina ao G1. De acordo com a polícia, o próximo passo da investigação é ouvir amigos do goleiro e da estudante, e aguardar o resultado dos exames feitos por Carolina no IML. “O laudo do IML deve demorar uma semana. Enquanto isso ouviremos testemunhas”, disse o inspetor.
Em seu depoimento, a estudante de direito Carolina contou que namorou Marcelo durante três anos, e há dois meses estava separada do goleiro. Segundo ela, após deixar a boate na última madrugada, os dois discutiram e Marcelo teria agredido ela com um soco no rosto. "Não falava mais com o Marcelo. Evitava ficar em contato com ele, pois já terminamos há dois meses", contou ela. Segundo o pai de Carolina, Rodrigo Miranda, o goleiro ficava assediando a filha após o término do namoro. Ainda de acordo com Rodrigo, a família está muito decepcionada e surpresa com a atitude do jogador.
*Informações do Portal G1

Currículo "errado" de Dilma foi apresentado em evento internacional

"Se mente sobre uma informação simples, como seu currículo profissional, fica a impressão que a ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República, pode ir muito mais longe na desonestidade." (portal PPS)

Em pelo menos um evento internacional do qual Dilma Rousseff (Casa Civil) participou como ministra, seu currículo com informações incorretas foi usado para apresentá-la, informa o "Painel" do Jornal Folha de São Paulo, editado interinamente por Vera Magalhães.
Segundo a coluna, foi em março de 2005, num seminário do Banco Mundial sobre o futuro da energia, em Washington.
No dia 7 de julho, ministra Dilma Rousseff admitiu que o seu currículo no site do ministério estava errado. A divergência foi questionada na revista "Piauí".
"Lá tem um equívoco, sim. A parte relativa ao mestrado está errada. A parte relativa ao doutorado não está errada. No que se refere à doutoranda, está errado o curso em que me botaram. Estão dizendo que fiz ciências sociais, mas nunca botei isso em currículo nenhum. Estamos fazendo levantamento para ver de onde saiu que fiz ciências sociais. Eu fiz economia", afirmou Dilma.
O currículo de Dilma, de acordo com a revista "Piauí", informava que ela é mestre em teoria econômica e doutoranda em economia monetária e financeira pela Unicamp. A universidade disse à revista que não há registro de matrícula no mestrado e que o doutorado foi abandonado.
A ministra disse que cumpriu todos os créditos do doutorado, mas admitiu que não entregou a tese final do curso. "Eu não concluí o mestrado, pelo mesmo motivo do doutorado, porque virei secretária da Fazenda."
Leia a coluna completa na Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.

A OEA incentiva o caos e a guerra civil em Honduras

A paz nas ruas de Tegucicalpa, Capital Hondurenha, poderá acabar. Sob a tutela e com incentivo do aprendiz de ditador Hugo Chávez, o pesidente deposto Zelaya convoca uma insurreição popular, o que poderá gerar uma guerra civil num país que há anos se mantinha em paz.
Para quem não sabe, Honduras vivia um momento de democracia e paz, com o turismo em evolução, quando Zelaya, ora deposto, contrariando a Constituição e os demais poderes constituidos, tentou aplicar o "golpe" da reeleição sem limites. O incentivo de Hugo Chavez foi o fator decisivo para Zelaya tentar a excrescência anti-democrática apoiada por ele e Fidel Castro. Manuel Zelaya já havia mandado esculpir uma estátua e um busto de… Manuel Zelaya! Isto mesmo: ele já se preparava para instituir o culto à personalidade.
Por decisão do Supremo Tribunal de Honduras e do Congresso Nacional de Honduras, Zelaya foi deposto e, hoje, tenta, com a omissão nefasta da OEA, provocar conflito num país onde há paz, democracia e independência dos poderes constituídos, mas com respeito à Constituição. O governo interino dialoga com o Congresso de Honduras e elaboram uma agenda para novas eleições, em breve tempo. O Secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), o incompetente, José Miguel Insulza, disse nesta segunda-feira que é impossível evitar um confronto em Honduras enquanto o governo interino permanecer no poder. A declaração de Insulza vem apenas horas depois de Zelaya convocar uma insurreição popular no país diante do fracasso da segunda rodada de diálogo mediado pelo presidente costarriquenho, Oscar Árias. "É quase impossível evitar [o confronto] ou pedir calma quando a ditadura pretende ficar no poder", disse Insulza nesta segunda-feira, em declarações à rádio Cooperativa do Chile. A OEA, assim, faz o jogo de Chávez e Zelaya, e traz conflitos onde antes havia paz.

40º aniversário da chegada do homem a lua

Hoje, 20 de Julho, comemora-se quarenta anos da chegada do homem à lua. Como na imensa maioria dos filmes de aventura norte-americanos, pode haver pedras ou uma pane de computador no meio do caminho, mas, no fim, tudo acaba bem. Apesar de ser considerada tranquila, a viagem da Apollo 11 teve alguns percalços até o pouso na Lua, às 17h17 no horário de Brasília do dia 20 de julho de 1969.
Duas horas antes, o Módulo Lunar, apelidado de Eagle, que efetivamente levou os astronautas até o solo lunar, havia se separado do Módulo de Comando e Serviço --este continuou em órbita na Lua, com o astronauta Michael Collins a bordo. Enquanto isso, Neil Armstrong e Buzz Aldrin desceram até a superfície.
Quando estava a cerca de 100 metros do solo, os astronautas perceberam que o local de pouso previsto tinha muitas pedras, o que poderia danificar a nave. Armstrong, comandante da missão, passou a pilotar o módulo manualmente, procurando o local mais adequado. Por isso, quando o Eagle pousou, havia combustível suficiente para apenas 30 segundos de voo. Às 23h56, Armstrong deixa a nave e se torna o primeiro homem a pisar na Lua. Ele e Aldrin exploraram o satélite por duas horas e meia, coletando amostras e tirando fotografias --apesar de o comandante ter afirmado que aquele era "um grande passo para a humanidade", os astronautas trataram de fincar uma bandeira dos Estados Unidos no local.
Desde 1972, o homem não põe os pés ali. Oliveira, da Unicamp, minimiza a importância de enviar continuamente astronautas ao local. "O importante foi chegar. O resto das observações pode ser feita por meio de robôs, sem presença humana. Um outro patamar seria construir algo ali, uma estrutura de permanência por um período maior. Aí sim você precisaria de mais gente para essa montagem", diz.

Lula está com Collor, Sarney e não abre

Lula está com Fernando Collor e não abre. Para seu passado e para as pessoas que o seguiram com admiração na gloriosa trajetória da liderança sindical até o posto mais alto da hierarquia política do país, a presidência da República, ele manda "aquele abraço". Os ingleses têm um ditado memorável e adequado a momentos parecidos com esses: "Politics make strange bedfellows", que se traduz livremente por algo como a "política forma os mais estranhos casais". Mas que casal formam Lula e Collor? Um estranho casal. Lembra um pouco a distinção que o traidor do livro "O fator humano", do grande romancista inglês Graham Greene fazia entre o comunismo e o capitalismo.
Ele justificava seu trabalho de espionagem em favor da União Soviética com a explicação de que "os pecados do comunismo pertencem ao passado, enquanto os do capitalismo ao presente." Levado ao impeachment em 1992 por corrupção, prática de que ele e seu governo passaram ser símbolos no Brasil, Collor é o cônjuge cujos pecados pertencem ao passado. Os de Lula são do presente: a vista grossa e a legitimização (dada por sua enorme popularidade) da fisiologia, da corrupção e do coronelismo na política brasileira. Mais grave talvez do que absolver condutas impróprias ao abraçar certos tipos em público é o objetivo pelo qual Lula se presta a esse papel. Lula abomina derrotas políticas. Toda vez que foi derrotado no Congresso, independentemente da justeza da decisão dos parlamentares, sentiu-se pessoalmente ofendido. A companhia de gente como Collor, José Sarney e Renan Calheiros lhe causa menos desconforto do que uma derrota no Congresso. Para evitá-las ele faz qualquer coisa, até mesmo correndo o risco de passar à história como um democrata com credenciais menos impecáveis do que as que realmente possui. Tamanho é o vigor da blitzkrieg do executivo sobre o Congresso que, para muitos analistas, Lula já está desrespeitando o preceito constitucional da independência dos poderes.
Leia mais em:http://veja.abril.com.br/noticia/

O sucessor de Delúbio

O sucessor de Delúbio Soares, na secretaria de finanças do PT, Paulo Ferreira, desfila com desenvoltura pelos meios políticos gauchos, derramando promessas milionárias no Rio Grande do Sul em troca de apoio a sua pré-candidatura a deputado federal no ano que vem. Em reuniões com dirigentes de clubes de futebol, sindicatos e até escolas de samba, Ferreira promete intermediar patrocínios junto a empresas e ao governo federal. No fim de semana passado, o sucessor do famoso e impune Delúbio Soares, na tesouraria do PT, reuniu cerca de mil dirigentes de escolas de samba numa feijoada em Porto Alegre. Ao discursar, Ferreira prometeu apoiar a criação de uma federação estadual do samba e a obter patrocínios de até R$ 1 milhão para o Carnaval de 2010.
*Com informações da Folha de São Paulo

domingo, 19 de julho de 2009

A propaganda enganosa do governo Lula

O governo Lula apresenta ,como sua, uma grande "conquista": Haver tirado um grande pecentual da população brasileira ( falam em 35% ) da pobreza. Seria maravilhoso que isto fosse verdade. Lula estaria fazendo - mesmo considerando ser sua obrigação como governante - uma ação de natureza social, de uma importância fundamental. Mas o mais interessante de tudo isso é que o próprio órgão oficial do governo, encarregado de fazer pesquisas e estatísticas sociais, o IBGE, apresenta em seu site http://www.ibge.gov.br/, que no Brasil, a metodologia oficial usa como referência o Salário Minimo, para estabelecer parâmetros, isto é, 1/4 do salário mínimo familiar per capita e 1/2 do salário mínimo familiar per capita, limites abaixo dos quais se define uma família extremamente pobre (indigente) e pobre, respectivamente. Ou seja pobre: ganha abaixo de 1/2 salário mínimo. Os extremamente pobres: abaixo de 1/4 do salário mínimo...
Isso significa que quem ganha 1 salário mínimo e compõe e sustenta uma família com quatro membros, não é pobre...Ô Brasil rico!!!!!

O hip hop da Petrobras


"Empresas de fundo de quintal receberam 8,2 milhões de reais da Petrobras"

O hip hop da Petrobras é de MV Bill. Ele canta: "Sou rapper bem! Sou aliado dos manos". Eu pergunto: quais manos? Algumas semanas atrás, a CPI da Petrobras recebeu uma planilha contendo os contratos assinados pelo departamento de marketing da empresa. Os contratos cobriam só um ano: 2008. E cobriam só uma área da empresa: a área de abastecimento, que até abril deste ano era chefiada pelo petista baiano Geovane de Morais, nomeado por outro petista baiano, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.
Uma das empresas incluídas na planilha encaminhada à CPI despertou meu interesse: R.A. Brandão Produções Artísticas. Em 2008, ela ganhou mais de 4,5 milhões de reais da Petrobras, em 53 contratos. Ela fez de tudo: de cartilha sobre o meio ambiente (98 000 reais) até bufê em obras de terraplanagem (21 000); de dicionário de personalidades da história do Brasil (146 000) até "design ecológico em produtos sociais" (150 000).
MV Bill, o "aliado dos manos", surgiu nesse momento. Em 2007, ele publicou Falcão: Mulheres e o Tráfico, editado pela Objetiva. O livro é assinado também por Celso Athayde, seu empresário e seu parceiro numa ONG: a Central Única das Favelas – Cufa. A particularidade do livro é a seguinte: seus direitos autorais, em vez de pertencerem a MV Bill e a Celso Athayde, pertencem à fornecedora da Petrobras, a R.A. Brandão Produções Artísticas.
Perguntei a Roberto Feith, da Objetiva, o que MV Bill tinha a ver com a empresa contratada pela Petrobras. Ele se negou a responder. Uma repórter de VEJA fez a mesma pergunta à assessoria de MV Bill, que atribuiu a Celso Athayde a responsabilidade integral pelo projeto do livro. Celso Athayde, por sua vez, ao ser indagado desligou o telefone. Como canta MV Bill, em Como Sobreviver na Favela: "A terceira ordem é boca fechada, que não entra mosca e também não entra bala".
A R.A. Brandão Produções Artísticas está registrada em nome de Raphael de Almeida Brandão. Ele tem 27 anos. O capital da empresa, segundo a Junta Comercial, é de 5 000 reais. Como uma empresa dessas, de fundo de quintal, conseguiu ganhar 4,5 milhões de reais da Petrobras é uma pergunta que tem de ser respondida pela CPI. Trata-se de uma empresa de fachada? Ela é controlada por MV Bill e Celso Athayde? Ela realmente recebeu pelos direitos autorais de Falcão: Mulheres e o Tráfico ou limitou-se a fornecer notas frias aos seus autores? Nesse caso, ela forneceu notas frias aos "manos" da Petrobras?
Mas há um fato ainda mais escabroso. A R.A. Brandão Produções Artísticas está sediada na casa de Raphael de Almeida Brandão. No mesmo local está sediada também uma segunda empresa: a Guanumbi Promoções. De acordo com os documentos da CPI, a Guanumbi Promoções recebeu – epa! – 3,7 milhões de reais da Petrobras. Somando as duas empresas, portanto, foram mais de 8,2 milhões de reais, em 102 contratos. Na maioria das vezes, elas emitiram notas para os mesmos eventos, com as mesmas datas. Foi assim no caso de uma festa em Mossoró, no Rio Grande do Norte, de um evento de Fórmula Indy, em Indianápolis, e de um agenciamento do Hotel Blue Tree, para a Fórmula 1, em que uma empresa faturou 159 000 reais e a outra faturou 146 000 reais.
MV Bill sabe como sobreviver na favela. Ele sabe melhor ainda como sobreviver na Petrobras
*Texto de DIOGO MAINARDI publicado na Veja desta semana