sábado, 11 de fevereiro de 2012

Por onde andava a presidente?

Primeiro como ministra de Minas e Energia, depois como titular da Casa Civil, enfim como presidente da República, faz nove anos que Dilma Rousseff conhece as coxias do poder, o libreto da ópera e o desempenho da companhia. Ou assim seria de esperar, a menos que se considerasse desde sempre uma farsa eleitoral, montada de comum acordo pelas partes, o título de "mãe do PAC" que lhe outorgou o então presidente Lula. A honraria se destinava não só a ressaltar o seu papel de condutora do alardeado programa de obras do governo, mas principalmente a avisar o público pagante de que tinha diante de si uma administradora de talento excepcional - embora ainda insuficientemente conhecido pela maioria dos brasileiros.
Pano rápido para a aridez dos fatos que expõem a embromação das palavras. A "gerentona" - que, segundo o folclore planaltino, examina de lupa em punho todos os projetos de sua equipe, "espanca" a papelada até que ela confesse as suas fraquezas e sabe de cada iniciativa mais do que os próprios responsáveis por elas - não teve como disfarçar a verdade ocultada pela propaganda enganosa. Anteontem, apenas na véspera de uma visita programada a um lugar chamado Missão Velha, na divisa do Ceará com Pernambuco, no trajeto da futura ferrovia Transnordestina, Dilma parece ter se dado conta de que não seria uma boa ideia armar um comício sobre a operosidade do governo justamente em um dos pontos da região onde é mais patente o seu caráter fictício: o abandono do empreendimento arde ao sol do Cariri.
Decerto uma situação atípica, diria o anedótico marciano recém-chegado ao País portando braçadas de inocente boa vontade. Afinal, depois de dois períodos de estiagem financeira, no ano passado o governo liberou R$ 164,6 milhões, ou mais de 3/5 das verbas destinadas à ferrovia no exercício. Mas tanto faz. A Transnordestina está tão largada como a transposição do Rio São Francisco, que recebeu em 2011 apenas 13% do R$ 1,3 bilhão previsto. O descalabro, portanto, não se explica exclusivamente pelo ritmo dos repasses. Diante do vexame, Dilma saiu-se com um tró-ló-ló que só leva água para o moinho de todos quantos têm motivos para afirmar que a proclamada rainha da eficiência vaga erraticamente pelas veredas das decisões, sem ter a menor ideia do rumo a tomar.
"Queremos obras controladas", exigiu a presidente, como se nunca antes uma ideia dessas tivesse passado pela cabeça de um administrador público. "Não queremos saber que não deu certo (somente) no fim do ano." E anunciou, como quem promete uma revolução gerencial na área do Estado: "Pretendo sistematicamente, a partir de agora, olhar detalhadamente os prazos, queremos que (os consórcios incumbidos das obras) cumpram os prazos, teremos uma supervisão praticamente mensal". Nem a delicadeza proíbe perguntar por onde Dilma Rousseff andava desde que assumiu a chefia do governo que já integrava desde 2003.
É também forçoso indagar do que serve a prepotência com que ela trata os subordinados, quando entende que não correspondem às suas severas exigências. Afinal, a peculiar versão dilmista do que se convenciona chamar "administração por atrito" pode humilhar os interlocutores à sua mercê, mas nem por isso assenta um único tijolo no prazo devido e a custo certo. Bem feitas as contas, as limitações da presidente - impossíveis de camuflar, a esta altura - são apenas parte da história. Elas reforçam o efeito de sua decisão política de manter o esquema de arrendamento da máquina pública que, na era Lula, alcançou níveis sem precedentes. Sob o antecessor e a sucessora, o aparelho administrativo é distribuído a interessados em usar as suas engrenagens para fins diversos daqueles para os quais foram criadas.
Os vícios insanáveis dos aparatos burocráticos são velhos como o tempo. No Brasil dos anos recentes, acrescentou-se a eles uma estrutura parasitária que assegura, de partida, que tudo ande aquém e custe além da conta. É o preço que o País é levado a pagar pelo arranjo espúrio que nem sequer se explica pelos imperativos da governança, como alegam os governistas, mas para permitir ao partido no poder o controle do sistema político. O resto é consequência. (Estadão)

E a imprensa brasileira não publica...

"Tudo dominado:A Casa da Moeda do Brasil esta no noticiario internacional com denuncias que o ex-presidente recebeu em dinheiro vivo propina de fornecedores da estatal.Esta estoria escabrosa tem muito a ver com o modelo de apoio montado nestes anos de governos petistas.Denucci comandava a Casa da Moeda desde 2009,atÉ ser demitido a duas semanas.O relatorio da operadora financeira de Londres afirma que o Denucci recebeu 6 milhões de dolares em casa"
*Juthay Junior

Porque hoje é Sábado, uma bela mulher

A bela atriz Ana Carolina Dias

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Petista terá que estudar antes de se candidatar...

É brincadeira! Vocês podem ficar tranquilos e burros, mentirosos, como sempre foram.

O preço da corrupção no Brasil


Um estudo realizado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) revelou os prejuízos econômicos e sociais que a corrupção causa ao País. O valor chega a R$ 69 bilhões de reais por ano.
As denúncias de corrupção vêm de todos os cantos do país e de todos os setores – públicos e privados. Denunciadas em parte pela imprensa, em parte por setores privados fiscalizadores, não se havia medido ainda o tamanho do rombo e o mais alarmante: o prejuízo que este montante de dinheiro causa em setores fundamentais, como educação, saúde, infraestrutura, habitação e saneamento. O relatório da Fiesp informa que o custo disso chega até R$ 69 bilhões de reais ao ano. Segundo o levantamento, a renda per capita do País poderia ser de US$ 9 mil, 15,5% mais elevada que o nível atual.
Segundo dados de 2008, a pesquisa aponta que o custo médio anual da corrupção no Brasil representa de 1,38% a 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, gira em torno de R$ R$ 41,5 bilhões a R$ 69,1 bilhões.
No período entre 1990 e 2008, a média do PIB per capita do País era de US$ 7.954. Contudo, o estudo constatou que se o Brasil estivesse entre os países menos corruptos este valor subiria para US$ 9.184, aumento de 15,5% na média do período, equivalente a 1,36% ao ano.
Entre 180 países, o Brasil está na 75ª colocação, no ranking da corrupção elaborado pela Transparência Internacional. Numa escala de zero a 10, sendo que números mais altos representam países menos corruptos, o Brasil tem nota 3,7. A média mundial é 4,03 pontos. Além disso, o levantamento também traz simulações de quanto a União poderia investir, em diversas áreas econômicas e sociais, caso a corrupção fosse menos elevada. Veja abaixo o quanto poderia ser investido do dinheiro gasto em corrupção no Brasil.
  • Educação – O número de matriculados na rede pública do ensino fundamental saltaria de 34,5 milhões para 51 milhões de alunos. Um aumento de 47,%, que incluiria mais de 16 milhões de jovens e crianças.
  • Saúde – Nos hospitais públicos do SUS, a quantidade de leitos para internação, que hoje é de 367.397, poderia crescer 89%, que significariam 327.012 leitos a mais para os pacientes.
  • Habitação – O número de moradias populares cresceria consideravelmente. A perspectiva do PAC é atender 3.960.000 de famílias; sem a corrupção, outras 2.940.371 poderiam entrar nessa meta, ou seja, aumentaria 74,3%.
  • Saneamento – A quantidade de domicílios atendidos, segundo a estimativa atual do PAC, é de 22.500.00. O serviço poderia crescer em 103,8%, somando mais 23.347.547 casas com esgotos. Isso diminuiria os riscos de saúde na população e a mortalidade infantil.
  • Infraestrutura – Os 2.518 km de ferrovias, conforme as metas do PAC, seriam acrescidos de 13.230 km, aumento de 525% para escoamento de produção. Os portos também sentiriam a diferença, os 12 que o País possui poderiam saltar para 184, um incremento de 1537%. Além disso, o montante absorvido pela corrupção poderia ser utilizado para a construção de 277 novos aeroportos, um crescimento de 1383%.
* Revistaideias

“A era do oportunismo”


A seguir, leiam trechos do artigo de José Serra no Estadão de hoje, intitulado “A era do oportunismo”
*
As últimas semanas trazem acontecimentos reveladores de um aspecto peculiar da “luta política” no Brasil, como a entendem o PT e o governo que ele lidera. Poderia ser resumido em dois conceitos: o relativismo como ideologia e a tática de recolher dividendos políticos sem se envolver diretamente, tirando, como se diz, a castanha do fogo com a mão do gato.
A moral da fábula do macaco esperto, que, faminto, mandava o bichano recolher as castanhas das brasas, esteve visível nos sucessivos movimentos na USP. A chamada extrema esquerda desencadeou ações violentas, e o petismo saiu a criticar a “falta de diálogo” e a “falta de democracia”, que supostamente estariam na raiz dos distúrbios.
De olho no voto moderado, o PT não quer para si os ônus do radicalismo ultraminoritário, mas pretende sempre recolher os bônus de apresentar-se como a solução ideal para evitar essa modalidade de movimento político. Como se, em algum lugar do mundo ou momento da história, o extremismo, de direita ou de esquerda, tivesse sido contido apenas com diálogo e negociação. É um discurso conveniente, pois se apresenta como alternativa “racional” de poder. Uma vez lá, os tais movimentos serão cooptados na base da fisiologia e, se necessário, da repressão. Os críticos exigirão “coerência”, e o partido fará ouvidos moucos.
(…)
Se o adversário cumpre a lei, é acusado [pelo PT] de “criminalizar os movimentos sociais”; quando um deles cumpre a mesma lei, então são eles a criminalizar. Assim, os PMs em greve na Bahia governada pelo PT são chamados de “bandidos”. Cadê o exercício do entendimento, a tolerância? Em São Paulo, em 2008, o PT ajudou na organização de uma marcha de policiais civis grevistas em direção ao Palácio dos Bandeirantes - marcha que, felizmente, não atingiu os objetivos sangrentos almejados.
Em estados governados pelo petismo e aliados, são rotineiras as reintegrações de posse, mas, quando precisa acontecer em São Paulo, por exemplo, a mando da Justiça e sempre sob a sua supervisão, o PT - e eis de novo a história das castanhas - cavalga o extremismo alheio para denunciar inexistentes violações sistemáticas dos direitos humanos. Nunca ofereceu uma possível solução ao problema social específico, mas apresenta-se incontinenti quando sente a possibilidade de sangue humano ser vertido e transformado em ativo político.
(…)
Essa amoralidade essencial estende-se às políticas públicas. Em 2007, quando governador de São Paulo, aflito com o congestionamento aeroportuário, propus ao presidente Lula e sua equipe a concessão à iniciativa privada de Viracopos, cujo potencial de expansão é imenso. Nada aconteceu. Na campanha eleitoral de 2010, a proposta de concessões foi satanizada. Pois o novo governo petista adotou-a em seguida! Perdemos cinco anos! E adotou-a privatizando também o capital estatal: o governo torna-se sócio minoritário (49% das ações) e oferece crédito subsidiado (pelos contribuintes, é lógico) do BNDES. Tudo o que era pra lá de execrado passou a ser “pragmatismo”, “privatização de esquerda”.
(…)
A oposição, a despeito de notáveis destaques individuais, confunde-se no jogo, dado o seu modesto tamanho, mas também porque alguns são sensíveis aos eventuais salamaleques e piscadelas dos donos do poder. Um adesismo travestido de “sabedoria”.
(…)
Não sou o único que pensa assim, mas sou um deles: política também se faz com princípios, programa e coerência. E disso não se pode abrir mão, no poder ou fora dele. ( Texto por Reinaldo Azevedo )

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O Rio Gay


Este video da RioTur mostra um Rio que nós não conhecemos! Nele nós não vemos um casal  normal (homem-mulher): para a RioTur, o Rio é uma cidade de viados e lésbicas, só tem homem com homem de beijinhos e mulher com mulher. Nada contra os homossexuais, mas tudo contra um video preconceituoso, tendencioso e mentiroso! Sempre declaram que "video de mulher com bunda de fora" para eles é um "incentivo ao turismo sexual" E isso aí o que é? Não é um incentivo ao turismo homossexual? E aí RioTur? Dois pesos duas medidas? Este video me dá vergonha! Meu Rio não é assim! Se voce concorda comigo divulgue o desserviço que a RioTur está nos prestando!

Policiais e bombeiros do Rio decidem parar à 0h desta sexta-feira

Na Cinelândia, cerca de três mil policiais e bombeiros reunidos em assembleia: greve decidida por votação simbólica para início à 0h da sexta-feira 10 de fevereiro (Foto:Marcos Michael)
Líderes dos policiais e bombeiros reunidos na Cinelândia, no centro do Rio, decidiram entrar em greve a partir da 0h desta sexta-feira. A paralisação foi aprovada em uma consulta simbólica aos cerca de 3.000 manifestantes – estimativa do comandante do 5º BPM (Praça da Harmonia), coronel Amauri, que estava no local a trabalho. Os organizadores estimaram o público em 5.000 pessoas. Os policiais rejeitaram a proposta de antecipação de aumento aprovada na Assembleia Legislativa do Rio pela manhã. Além da reivindicação salarial – a principal delas o piso de 3.500 reais para a categoria –, os manifestantes passaram a exigir a libertação do cabo bombeiro Benevoluto Daciolo, preso na noite de quarta-feira.
*Fonte: veja.abril.com.br

E agora petralhada?

Composição acionária da Vale: 49,8% é do governo. E agora os petistas vão argumentar com quê? Leio petistas enchendo a boca para dizer que o governo manteve 49% de participação em cada um dos aeroportos privatizados, ao mesmo tempo que descem a lenha na privatização da Vale. Então vamos ver qual é a composição acionária da empresa:
Governo Federal: 6,8%
BNDESpar: 6,8%
Valepar: 53,5%
A Valepar tem 58,1% de participação da Litel-Previ e 9,5% do BNDESpar, perfazendo um total de 67,6% de participação do governo, Portanto, 36,2% de paticipação na Vale através da Valepar.
Somando tudo (36,2%+6,8%+6,8%) dá 49,8% de participação do governo na Vale.
Para os mais exigentes, que vão chiar ao ver que incluí a Previ como governo, faço outras contas. Como as contribuições pessoais e patronais entraram no regime da paridade em 2001 (antes eram dois do Banco do Brasil para um do funcionário) graças a FHC que, se não acabou com a farra, pelo menos reduziu, vamos considerar que a Previ é 50% do governo. Aí, a participação do governo na Vale cai para 34,2%, mesmo assim bem relevante.
Mas essa consideração é quase absurda, já que a participação dos funcionários do BB na Previ é meramente formal, porque quem nomeia seu presidente e seis diretores é o Ministro da Fazenda com o aval do Presidente da República.
*Por Ricardo Froes

Suplicy declama versos de Wando no Senado

Rei da papagaiada, no Senado, Eduardo Suplicy (PT-SP) – sempre ele – usou a tribuna da Casa nesta quarta-feira para lamentar a perda do ídolo brega.
O parlamentar listou a discografia do músico (que inclui álbuns como “Obsceno” e “O ponto g da história”) e chegou a declamar um trecho da música mais famosa do artista: “… quando tão louca / me beija na boca / me ama no chão”.
Álvaro Dias (PSDB-PR) ainda fez um aparte ao discurso de Suplicy para lembrar a participação de Wando na campanha das Diretas Já.
Para alívio dos colegas, que temiam pelo pior, o petista preferiu não cantar desta vez. 
*Adaptação da matéria de Gabriel Castro, de Brasília, na Veja