sábado, 19 de fevereiro de 2011

Dilma, a escolhida

A gauchinha Dilma Rousseff, que nasceu em Minas Gerais, certamente ficará muito PT da vida com seus “conterrâneos” da produtora Aeon Audiovisual, de Porto Alegre. Acaba de ser lançada no mundo livre da Internet a sequencia do desenho animado Republiqueta. O novo episódio é “Dilma, a Escolhida”. Antes de ver, já saiba. O final do filminho é altamente romântico.
Produzida por Priscila Velho, a animação fará a petralhada dar faniquitos durante 16 anos de governo. Diego Azeredo e Ronaldo Menardi dão um show de interpretação das vozes de personagens bem conhecidos da ficção política brazileira. A canção tema é composta e executada pela Tribrothers Band. Em resumo, “Dilma, a Escolhida” demorou, mas abalou.
O release de divulgação de “Dilma, a Escolhida” já dá uma pista sobre a qualidade da obra: “Depois de muitos atrasos, motim na equipe, combustão espontânea dos equipamentos, eventos de força maior (um maremoto de café sobre o computador) e do completo desaparecimento de um dos integrantes da produção, o novo episódio de REPUBLIQUETA finalmente está no ar. Atendendo a pedidos, o episódio também será lançado em pequenas partes. Assim, você pode escolher sua cena favorita, se divertir e continuar com a sua vida fingindo que nada daquilo lhe diz respeito”.
*Jorge Serrão, por e-mail, via resistência democrática

G 20, enfim, acordos e algum consenso

O encontro do G20 – o grupo dos 19 países mais ricos do mundo, mais a União Europeia – terminou nesta tarde em Paris com um acordo surpreendente sobre indicadores para medir os desequilíbrios da economia mundial, políticas para combater a especulação no mercado de commodities e a reformulação do sistema financeiro internacional.
Apesar da posição contrária dos BRICs (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China, e agora também África do Sul) em relação ao uso do saldo em conta corrente como índice para mensurar as distorções da economia internacional, este indicador foi aceito, disse a ministra das Finanças da França, Christine Lagarde.
Além deste, outros quatro indicadores serão utilizados pelo G20 para traçar futuras políticas que terão com objetivo reequilibrar a economia global: o déficit público e fiscal, o saldo de poupança privada, a dívida total do setor privado e o resultado da balança comercial (vencendo, neste último casos, as resistências de Pequim).
Sobre as commodities, saíram vitoriosos o Brasil, a Argentina e os Estados Unidos – que formaram uma aliança, apoiada pelos BRICs, para impedir a proposta francesa de impor um teto aos preços. O G20 aceitou a proposta do trio de focar apenas no combate à especulação no mercado de derivativos agrícolas e de energia, sem qualquer imposição de limite às cotações.

Luiz Inácio, sempre imitando o PSDB

Por Bernardo Mello Franco, na Folha:
O museu que contará a história do primeiro governo petista terá inspiração tucana. O ex-presidente Lula definiu os museus do Futebol e da Língua Portuguesa, em São Paulo, como modelos para o memorial que abrigará o acervo do seu mandato. Ambos foram construídos em gestões do PSDB e usados por José Serra na campanha presidencial de 2010. Nos últimos dias, Lula disse a aliados que planeja um memorial interativo, que convide os visitantes a “participar” de momentos históricos da sua trajetória.
Ele tem usado dois exemplos: as assembleias de metalúrgicos em São Bernardo do Campo, em 1979, e o grande comício das Diretas na Praça da Sé, em 1984. A ideia do ex-presidente é criar ambientes que “transportem” as pessoas para as manifestações. Ele só não deixou claro aos interlocutores se o visitante “participaria” das manifestações como povo, com a perspectiva da multidão, ou como Lula, do alto dos palanques. O petista é fã declarado do Museu do Futebol, que tem atrações como uma sala que reproduz gritos de diversas torcidas para simular o clima das arquibancadas.
Para o presidente da Associação Brasileira de Museologia, Antônio Carlos Vieira, a aposta na interatividade deve dar resultado. “É uma tendência mundial. Museus que usam esses recursos atraem mais jovens e têm batido recordes de visitação”, diz. “Mas o museu deve evitar uma visão mítica de Lula. O político não deve ser tratado como herói ou como alguém acima da sociedade.”
E mais: O governo de sua sucessora ( dizem sua preposta ), está roubando vergonhosamente as idéias e propostas do seu adversário ( José Serra ), às quais desqualificou durante a campanha eleitoral. Dois exemplos? O Protec, o Prouni do ensino técnico e, agora, a progressão continuada, que tanto atacou.

Porque hoje é sábado, uma bela mulher!

A bela atriz Juliana Silveira

Lula luxa. Quem paga a conta?

Diária do hotel de Lula no Rio equivale a 17 salários mínimos da Dilma.
A agenda do ex-presidente velhaco no Rio de Janeiro incluiu visitas a todo o tipo de autoridades.
Ao final das reuniões, Lula recolheu-se à suíte presidencial do luxuoso Sofitel, onde a diária custa R$ 9.347,00.
O valor é equivalente a 17 meses de remuneração de um trabalhador ou de um aposentado que
receba o salário mínimo de R$ 545,00 aprovado ontem por ordem da sua sucessora, Dilma Rousseff.
Fica a pergunta: QUEM PAGA ?

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Dilma e seu governo fora da lei

Dilma Rousseff e sua turma de quebradores de sigilos, mensaleiros redimidos e outros especialistas em fraudar a lei querem determinar o salário mínimo por decreto-lei, até 2015. Mais ou menos como Hugo Chávez faz na Venezuela. Vejam o que diz a Constituição Federal:
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;
O PPS vai acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir que o aumento do salário mínimo seja definido por meio de decreto até 2015. O objetivo do partido é permitir que o Congresso e a sociedade organizada, como define a Constituição, debatam anualmente um reajuste maior para os trabalhadores. A Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) será protocolada caso o projeto que estabelece o reajuste do salário mínimo seja aprovado pelo Senado e sancionado pela presidente da República mantendo o reajuste do piso por meio de decreto.

Os traíras

Eis aí um grupo de petistas que antes, quando na oposição, reivindicavam reajustes astronômicos para o salário mínimo.
Hoje, no governo, votaram ou apoiaram a decisão sobre uma merreca para o salário da maioria dos trabalhadores brasileiros.
O gesto que fazem nesta foto bem demonstra o tamanho irrisório do reajuste que apoiaram, além de que se adequa, perfeitamente, ao tamanho da consideração que têm aos seus eleitores e pelo país.

Lição do abismo.

Eis o PSDB: o partido decidiu apoiar a proposta de um salário mínimo de R$ 600, baseado em promessa de campanha, sustentando que há condições objetivas para tal. Certa ou errada, foi uma decisão.
Mas uma ala, liderada pelo senador Aécio Neves, na última hora abraçou a tese de R$ 560 no intuito de se "aproximar das centrais sindicais", posando ao lado de um dos maiores detratores da candidatura presidencial tucana, Paulo Pereira da Silva.
Considerando que o governo tem os instrumentos que as centrais gostam e está apenas começando, com no mínimo mais quatro anos pela frente e uma identidade indissociável, o PSDB não consegue uma coisa nem outra: não quebra a aliança com os sindicalistas incrustados e dependentes da máquina e perde a chance de unir o partido numa discussão de repercussão nacional.
É assim, privilegiando disputas internas, que se constroem as grandes derrotas.
* Extraído do texto de Dora Kramer , no Estadão

Preços públicos têm reajustes maiores que salários

Ao tempo em que nega ao trabalhador reajustes salariais dignos, para fazer face as despoesas do cotidiano, o governo permite que taxas e preços públicos, e de serviços, tenham uma elevação muito acima da "inflação oficial", cujos indices jamais dei credibilidade.
A exemplo desta injustiça praticada aos menos favorecidos O aqueles que ganham salário mínimo, por exemplo ) as contas de luz terão aumento bem acima da inflação. Especialistas apontam que o reajuste médio do preço da energia elétrica será entre 9% e 11% para os consumidores, enquanto a meta de inflação do governo é de 4,5%. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) já deu neste mês de fevereiro uma pequena amostra do que está por vir: concedeu aumentos nas tarifas de até 15% para duas pequenas empresas de energia.
Vários encargos embutidos na conta também contribuem para elevar mais ainda os preços da energia em 2011. São encaragos que, só no ano passado, representaram 17 bilhões de reais e que serão repassados ao consumidor.
Segundo a Abrace (Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia Elétrica). De 2001 a 2010, o aumento acumulado das tarifas de energia chegou a 186%, enquanto no mesmo período o IGP-M subiu 124% e o IPCA (índice oficial de inflação do governo) acumulou 86%.
É certo que, em razão do chamado efeito cascata, os reajustes da conta de luz devem pressionar ainda mais o índice de inflação e, assim, vão corroer, ainda mais, o poder de compra dos salários.
Paulo Pedrosa, presidente da Abrace, afirma: "Nós pagamos uma energia cara e com tendência de aumento", diz ele. "O custo da energia no Brasil está entre os mais altos do mundo, o que compromete nossa competitividade", completou.
*Fonte: Folha de São Paulo

O país do faz de conta

Em dezembro, Lula e Dilma Rousseff não viram nada de errado no aumento repulsivo aprovado pelo Congresso que controlam.
O discurso da austeridade não vale para os parceiros que, somados os demais benefícios, embolsam mais de R$ 1 milhão por ano.
Neste fevereiro, o ex-presidente e a sucessora impuseram a quantia endossada pela imensa maioria da Câmara. Os dois garantem que governam para os pobres.
Segundo números oficiais, 47,7 milhões de brasileiros sobrevivem com um salário mínimo ou menos.
Se Lula, Dilma e seus parceiros tentassem atravessar um mês com R$ 545,00, conheceriam o abismo que separa o país real do Brasil Maravilha que só existe na papelada que seu inventor guardou num cartório.
* Texto de Augusto Nunes