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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Russomano, mesmo depois de achincalhado, pelo PT vai apoiar Haddad.
Russomano, quem diria? Agora é Haddad!
Mesmo depois de ser achincalhado pelo candidato petista à Prefeitura de São Paulo, Russomano apoiará o candidato petista no segundo turno.
Esta é a orientação do partido, dominado pelo Bispo Edir Macedo, que tem uma relação "estranha" com Lula e o Governo Federal.
Os "obreiros" da Igreja Universal, agora, serão "petistas de carteirinha" e partirão para o ataque.
Russomano, assim, torna-se para o PT um bilhete velho não sorteado, cujo destino é o lixo. Aproveitar-se-á a "militância" do PRB formada, básicamente, dos seguidores de Edir Macedo & Cia.
Sinal de vida.
A condenação clara e indignada, por ministros do Supremo Tribunal Federal, do mau uso da máquina pública revigora a crença na democraciaPor Fernando Henrique CardosoTenho dito e escrito que o Brasil construiu o arcabouço da democracia, mas falta dar-lhe conteúdo. A arquitetura é vistosa: independência entre os poderes, eleições regulares, alternância no poder, liberdade de imprensa e assim por diante. Falta, entretanto, o essencial: a alma democrática.A pedra fundamental da cultura democrática, que é a crença e a efetividade de todos sermos iguais perante a lei, ainda está por se completar. Falta-nos o sentimento igualitário que dá fundamento moral à democracia. Esta não transforma de imediato os mais pobres em menos pobres. Mas deve assegurar a todos oportunidades básicas (educação, saúde, emprego) para que possam se beneficiar de melhores condições de vida. Nada de novo sob o sol, mas convém reafirmar.Dizendo de outra maneira, há um déficit de cidadania entre nós. Nem as pessoas exigem seus direitos e cumprem suas obrigações, nem as instituições têm força para transformar em ato o que é princípio abstrato.Ainda recentemente um ex-presidente disse sobre outro ex-presidente, em uma frase infeliz, que diante das contribuições que este teria prestado ao país não deveria estar sujeito às regras que se aplicam aos cidadãos comuns... O que é pior é que esta é a percepção da maioria do povo, nem poderia ser diferente, porque é a prática habitual.Pois bem, parece que as coisas começam a mudar. Os debates travados no Supremo Tribunal Federal e as decisões tomadas até agora (não prejulgo resultados, nem é preciso para argumentar) indicam uma guinada nessa questão essencial. O veredicto valerá por si, mas valerá muito mais pela força de sua exemplaridade.Condenem-se ou não os réus, o modo como a argumentação se está desenrolando é mais importante do que tudo. A repulsa aos desvios do bom cumprimento da gestão democrática expressada com veemência por Celso de Mello e com suavidade, mas igual vigor, por Ayres Britto e Cármen Lúcia, são páginas luminosas sobre o alcance do julgamento do que se chamou de "mensalão".Ele abrange um juízo não político-partidário, mas dos valores que mantêm viva a trama democrática. A condenação clara e indignada do mau uso da máquina pública revigora a crença na democracia. Assim como a independência de opinião dos juízes mostra o vigor de uma instituição em pleno funcionamento.É esse, aliás, o significado mais importante do processo do mensalão. O Congresso levantou a questão com as CPIs, a Polícia Federal investigou, o Ministério Público controlou o inquérito e formulou as acusações, e o Supremo, depois de anos de dificultoso trabalho, está julgando.A sociedade estava tão desabituada e descrente de tais procedimentos quando eles atingem gente poderosa que seu julgamento - coisa banal nas democracias avançadas - transformou-se em atrativo de TV e do noticiário, quase paralisando o país em pleno período eleitoral. Sinal de vida. Alvíssaras!Não é a única novidade. Também nas eleições municipais o eleitorado está mandando recados aos dirigentes políticos. Antes da campanha acreditava-se que o "fator Lula" propiciaria ao PT uma oportunidade única para massacrar os adversários. Confundia-se a avaliação positiva do ex-presidente e da atual com submissão do eleitor a tudo que “seu mestre” mandar.É cedo para dizer que não foi assim, pois as urnas serão abertas esta noite. Mas, ao que tudo indica, o recado está dado: foi preciso que os líderes aos quais se atribuía a capacidade milagrosa de eleger um poste suassem a camisa para tentar colocar seu candidato no segundo turno em São Paulo. Até agora o candidato do PT não ultrapassou nas prévias os minguados 20%.No Nordeste, onde o lulismo com as bolsas-família parecia inexpugnável, a oposição leva a melhor em várias capitais. São poucos os candidatos petistas competitivos. Sejam o PSDB, o DEM, o PPS, sejam legendas que formam parte "da base", mas que se chocam nestas eleições com o PT, são os opositores eleitorais deste que estão a levar vantagem.No mesmo andamento, em Belo Horizonte, sob as vestes do PSB (partido que cresce), e em Curitiba são os governadores e líderes peessedebistas, Aécio Neves e Beto Richa, que estão por trás dos candidatos à frente. Em um caso podem vencer no primeiro turno, noutro no segundo.Não digo isso para cantar vitória antecipadamente, nem para defender as cores de um partido em particular, mas para chamar a atenção para o fato de que há algo de novo no ar. Se os partidos não perceberem as mudanças de sentimento dos cidadãos e não forem capazes de expressá-las, essa possível onda se desfará na praia.O conformismo vigente até agora, que aceitava os desmandos e corrupções em troca de bem-estar, parece encontrar seus limites. Recordo-me de quando Ulysses Guimarães e João Pacheco Chaves me procuraram em 1974, na instituição de pesquisas onde eu trabalhava, o Cebrap, pedindo ajuda para a elaboração de um novo programa de campanha para o partido que se opunha ao autoritarismo.Àquela altura, com a economia crescendo a 8% ao ano, com o governo trombeteando projetos de impacto e com a censura à mídia, pareceria descabido sonhar com vitória. Pois bem, das 22 cadeiras em disputa para o Senado, o MDB ganhou 17. Os líderes democráticos da época sintonizaram com um sentimento ainda difuso, mas já presente, de repulsa ao arbítrio.Faz falta agora, mirando 2014, que os partidos que poderão eventualmente se beneficiar do sentimento contrário ao oportunismo corruptor prevalecente, especialmente PSDB e PSB, disponham-se cada um a seu modo ou aliando-se a sacudir a poeira que até agora embaçou o olhar de segmentos importantes da população brasileira.Há uma enorme massa que recém alcançou os níveis iniciais da sociedade de consumo que pode ser atraída por valores novos. Por ora atuam como "radicais livres" flutuando entre o apoio a candidatos desligados dos partidos mais tradicionais e os candidatos daqueles dois partidos.Quem quiser acelerar a renovação terá de mostrar que decência, democracia e bem-estar social podem novamente andar juntos. Para isso, mais importante do que palavras são atos e gestos. Há um grito parado no ar. É hora de dar-lhe consequência.* Fernando Henrique Cardoso é ex-presidente da República
Joaquim Barbosa deverá ser presidente do STF.
O ministro Joaquim Barbosa deve ser eleito presidente do STF e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) na próxima quarta-feira, 10 e a posse está prevista para novembro, quando o atual presidente, Carlos Ayres Britto, se aposenta.
Ele diz que pretende, no cargo, lançar discussões sobre práticas do Judiciário. "No Brasil, coisas absurdas são admitidas como as mais naturais. Por exemplo, filhos e mulheres de juízes advogarem nas cortes em que seus parentes atuam. Se você fizer uma interpretação rigorosa do devido processo legal, da igualdade de armas que o juiz deve conceder às partes, pode chegar à conclusão de que essa prática é ilegal."
Ele acha que a situação é tão imprópria quanto magistrados receberem advogados sem que a parte contrária do litígio esteja presente.
"Eu não suporto essa ideia porque cria uma desigualdade muito grande. Em qualquer país civilizado do mundo, é considerada uma falta gravíssima do juiz. Para receber uma das partes, ele tem que receber a outra."
Barbosa nega que não goste de advogados. "Isso é um pouco tabu e um pouco mentira. Eu tenho aqui no gabinete a lista de todos os advogados que recebi nos últimos sete anos. E continuo recebendo. O que eu não gosto é dessa promiscuidade."
Autor de um livro sobre o STF que escreveu em francês, quando fazia doutorado em Paris, ele diz que "o tribunal começa a acontecer no mundo. E eu não sei se isso tem sido percebido internamente".
Para o magistrado, "é preciso ter em mente que o tribunal não é como outro qualquer. Tem atribuições jurídicas, mas com repercussões políticas. É muito mais um órgão de equilíbrio entre poderes do que um órgão de prestação jurisdicional comum".
domingo, 7 de outubro de 2012
Eleições em Maceió.
O vencedor em Maceió.
Numa eleição onde teve pela frente os principais "caciques" políticos de Alagoas, donos da mídia no Estado (Jornais, Rádios e Televisão ), o Jovem Deputado Federal Rui Palmeira fez uma campanha serena onde pontificou o respeito e propostas, viáveis, de governo.
O povo entendeu e ele levou no primeiro turno.
Quem sai aos seus...degenera?
Candidata em Cuiabá, irmã de Lula é detida por suspeita de boca de urna
A irmã do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e candidata a vereadora de Cuiabá (MT), Ledinalva da Silva Santos (PTB), de 56 anos, foi detida pela Polícia Federal, na tarde deste domingo (7). De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), a polícia recebeu denúncia de que ela fazia boca de urna, por volta das 14h (horário de MT), na Escola Municipal Marechal Cândido Rondon. A polícia encontrou com a candidata panfletos e materiais de campanha, que foram apreendidos. Ledinalva foi encaminhada para a Casa da Democracia, prédio anexo ao TRE-MT, um dos pontos de detenção por prática do crime eleitoral da capital.
*Fonte: G1
Hoje é dia de escolher quem vai arrumar a casa.
Hoje é dia de eleger alguém para arrumar a casa. Para varrer a corrupção a exemplo da "máfia do lixão". Para rever contratos sem licitação. Para colocar a Prefeitura em boas mãos.
Hoje é dia de acreditar no novo. De estabelecer uma nova relação entre o povo e seu administrador público.
O Prefeito não é o dono da cidade. A cidade é de todos nós. Somos nós quem decide quem vai administrar nossa cidade.
Que tal, então, escolher um "ficha limpa"? De dar a vez a alguém que pode dar uma nova roupagem a Administração Municipal? Vamos votar em paz e respeitando a todos, inclusive, aos adversários.
Vamos votar 45!
A sabujice de Delfim Netto.
O ex ministro Delfim Netto publicou na Folha de São Paulo (http://migre.me/b2tbb) inacreditável artigo puxando o saco do ex-presidente Lula. Segundo Delfim, o suposto ótimo governo feito por ele justifica todos os malfeitos, inclusive os do mensalão.
Delfim acusa a imprensa de destilar aleivosias sobre o ex-presidente, esquecendo-se que Lula foi o chefe do mensalão, o mais completo e espetacular esquema de corrupção já praticado no Brasil.
* Nivaldo Cordeiro
Cadeia nele!

Por O EDITOR
CoroneLeaks
CoroneLeaks
José de Abreu, que nos últimos dias tem chamado o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, de "prevaricador", agora pede desculpas por ter chamado Gilmar Mendes de "corrupto", também no twitter. É apenas um truque de advogados, não é uma mudança de comportamento. O ator sem caráter merece uma condenação exemplar, como aquela que, por meio de Jorge Bornhausen, rendeu um ano de prisão para Emir Sader, além da perda do emprego público. Vejam, abaixo, notícia publicada na coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo.
DESCULPA, GILMAR
O ator José de Abreu, o Nilo da novela "Avenida Brasil", da TV Globo, se retratou "cabalmente" por ter chamado o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de "corrupto" em comentário no Twitter. Em resposta a interpelação do magistrado, diz que, "informado" por seus advogados da "conotação mais forte" do adjetivo, "se retrata cabalmente, lamentando tê-lo empregado".
EQUÍVOCO
Em outro trecho da resposta, Abreu diz que "se equivocou ao atribuir ao interpelante a pecha de corrupto" e que "não tinha, como não tem, provas para fazer tal afirmação". Teria escrito o comentário depois de ler reportagens que sugeriam "a referida prática delitiva do interpelante [Mendes]". Reconheceu que elas, "ainda que publicadas por veículos de seriedade incontestável, não constituem, por si só, base suficiente para permitir-lhe o equívoco de que agora cabalmente se retrata".
COMENTO: Na minha opinião o cidadão não se retratou, realmente. Apenas pediu desculpas porque fora informado, por seus advogados, da gravidade da ofensa ao se utilizar de um "adjetivo de conotação mais forte". A ofensa, portanto, permanece, embora com adjetivo de conotação menos forte?
Uma ação por danos morais é cabível, assim como uma ação penal. A retratação do ator fica parecendo uma forma de busca pela impunidade.
Se assim for, faço uma observação; Ele poderia ser punido penalmente, obrigado a se retratar ( já o fez, em tese) e penalidade pecuniária por danos morais.
O Ministro não deveria deixar isso impune.
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