terça-feira, 9 de agosto de 2011

O deputado e o laboratório

Geraldo Thadeu, em foto da Revista Época
Que os políticos pouco se preocupam com fidelidade partidária, todo mundo sabe. O comportamento-padrão da maioria é pautar-se prioritariamente por interesses particulares ou corporativistas. Isso ocorreu em maio na votação do Código Florestal, quando deputados da bancada ruralista ignoraram a vontade do governo e dos partidos e seguiram a orientação da “categoria”.
Algumas relações, porém, ultrapassam o mero interesse de classe. Esse parece ser o caso do deputado federal mineiro Geraldo Thadeu, um ex-tucano que hoje está filiado ao pós-comunista PPS, mas já assinou o ato de criação do PSD, o partido que está sendo montado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Atos, decisões, declarações e até doações dadas e recebidas por Thadeu sugerem que sua fidelidade maior é a um grupo empresarial comandado pelo empresário Fernando Marques, dono do laboratório União Química Farmacêutica.
Numa atitude classificada como ilegal por procuradores da República, Thadeu cedeu a Fernando Marques cerca de R$ 100 mil da cota de passagens aéreas que a Câmara lhe dá para o exercício do mandato parlamentar. Tudo pago com dinheiro público. Cópias de bilhetes, vouchers e planilha de gastos comprovam o uso indevido das passagens no Brasil e no exterior. Isso ocorreu entre 2006 e 2008. Além de Marques, foram beneficiados outros funcionários da União Química. Um deles, Daniel Tavares, entregou a documentação à reportagem.
Tavares foi assessor parlamentar de Thadeu. Ele diz que o deputado o escalou para ficar à disposição de Marques toda vez que o empresário desembarcasse em Brasília. Tavares se aproximou tanto de Marques que acabou trocando de emprego. Virou assessor do empresário na União Química, a quem acompanhava em audiências públicas, uma delas com o presidente Lula. No começo do ano passado, Tavares saiu brigado da empresa. Não quis dizer o porquê.
Daniel Tavares faz mais acusações. Ele garante que participou da entrega de duas picapes importadas para o deputado Thadeu. Diz que foi uma retribuição de Fernando Marques à cota de passagens doada pelo parlamentar. Diz ainda, sem apresentar provas, que fez vários pagamentos a Thadeu a pedido de Fernando Marques.
* Clique e leia mais na revista Época

Turbulências...


Após cair 9,75%, Bovespa operou em queda e fechou em - 8,08%

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A que ponto chegou o Brasil!!!

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"Que país é que junta milhões numa marcha gay,
outros milhões numa marcha evangélica,  muitas
centenas numa marcha a favor da maconha, mas
que não se mobiliza contra a corrupção?"
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Se alguém encontrar alguma coisa certa, verdadeira, dignificante, escrita sobre o Brasil, provavelmente é erro de imprensa. Executivo, legislativo e judiciário, em todos os níveis nacionais, são pastos de ratos, ladrões, mentirosos, cafajestes. A legislação, desde que bandidos a está elaborando, é proteção à bandidagem. As escolas já realizaram uma lavagem cerebral tão minunciosa sobre as cabecinhas não pensantes de nossa juventude que já conquistou mais de 90% das pobre almas incautas. A saúde é uma ofensas à dignidade do cidadão.
Também tenho minha história. Como não tenho mais plano de saúde, telefonei para marcar oftalmologista pelo SUS. Preciso trocar os óculos e operar cataratas nos dois olhos. A mocinha que me atendeu perguntou: tenho duas vagas tal dia, às sete horas ou às onze. Preferi às onze e lá cheguei na hora. Encontrei um corredor cheio de outars pessoas marcadas para 11. O atendimento é por ordem de chegada. Como saber? quem chega sabe se chegou depois de quem, antes de quem. Não tem ninguém organizando. O médico não havia chegado. Uma auxiliar de enfermagem, mal humorada, fazia o exame em um único aparelho lá existente. Muita gente, pouco tempo. Um minuto para cada paciente. Depois de terminados es "exames", o médico ainda não havia chegado. Bem. Quem precisa de meus olhos sou eu. Não confiei naquilo lá. Fui embora sem ser atendida. Mas a conversa com o pessoal é: Temos de nos conformar, quem não pode pagar, tem de graça mas tem de aceitar.
De graça??? Já pagamos antecipadamante por tudo aquilo e bem mais caro do que o plano de saúde. Nós somos umas amebas desqualificadas. Umas porqueirinhas insignificantes. Por isso não protestamos. Nem eu disse nada. Apenas disse que não estou acostumada a este tratamento. E saí. Brasileiro é bonzinho? Não. Brasileiro é demente. Se fosse sobre futebol, a grita seria grande. Chegue no guichet do campo de futebol e não encontre mais entradas para ver o barulho que fazem. As torcidas se mordem e se matam por um gol a mais ou a menos. Mas os direitos do cidadão são desprezados. O Hino Nacional é só uma musiquinha, a Bandeira só um pedaço de pano que ganha significado nas copas do mundo. Como perderam, as bandeiras foram queimadas por revolta.
* Ester Azoubel, por e-mail, via resistência democrática.

O governo na zona de rebaixamento.

Há tudo de podre no reino espúrio do Planalto.

"Eu me invoquei, um monte de serviço pra fazer, dia de sábado, e eu falei, sabe de uma coisa, não vou fazer merda nenhuma. O cara (patrão) me deu dinheiro pra eu almoçar, pra fazer hora extra, eu peguei o dinheiro, pus no bolso, disse vai tomar no... (CENSURADO), que eu não vou trabalhar porra nenhuma"
*Lula, o metalúrgico, em depoimento ao repórter Mário Morel, na "Anatomia de uma liderança" (Nova Fronteira, Rio, 1989).

Martaxa em doses homeopáticas...

Marta Suplicy quer disputar a prefeitura de São Paulo pelo PT...não admite a preferência de Lula por Haddad. Marta é teimosa...ela quer porque quer voltar para São Paulo, pois seu perfil pessoal não se encaixa no molde exigido pelo Senado e nem à vida em Brasília , e a imagem de sua leitura labial captada inadvertidamente pela TV Senado na sessão plenária do dia 30 de junho de 2011 - durante a fala do lider do PSDB - diz tudo:  "ai, meu Deus do céu, que saco, isso não acaba mais". O formalismo do Senado parece lhe ser  muito monótono  e por isso ela quer voltar para São Paulo, mesmo que seja para trocar um cargo de oito anos por outro de quatro . Pois eu vou jogar água nesta fervura lembrando que Marta Suplicy , ao finalizar seu mandato de quatro anos frente à Prefeitura de São Paulo (segundo os dados do Sistema de Execução Orçamentária) deixou um rombo de quase R$440 milhões e uma dívida beirando os 30 bilhões de reais bem de acordo com sua eterna mania de grandeza. Porem, mesmo com este furo no caixa, este foi um desafio que Serra levou avante  e com tanto brilho, que mesmo tendo deixado o cargo em 2006  para concorrer ao governo do EStado, bastou ao seu vice Kassab levar avante os projetos deixados por Serra para , não só terminar com êxito sua gestão como ainda concorrer à reeleição em 2008 ganhando da candidata Marta Suplicy no segundo turno com 61% dos votos válidos. Tem muita coisa para lembrar da gestão de Marta, mas acho que este bolo tem que ser saboreado pouco a pouco...em doses homeopáticas.
* Mara Montezuma Assaf, por e-mail, via resistência democrática.

Lorota boa?

Gilberto Carvalho: "A Dilma não é lulodependente"
A frase acima, pronunciada por Gilberto Carvalho, atual Secretário-geral da Presidência da República e ex-chefe de gabinete do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, soa como uma bela lorota para os bons olhos e ouvidos.
Na reportagem da revista Época desta semana, Gilberto de Carvalho tenta desligar o governo Dilma da influência direta de Luiz Inácio. Não conseguirá!
Dilma é, e sempre será, a criatura insípida, com imagem de durona, que Lula inventou para dar continuidade às suas pretensões pessoais, de seu partido político e ajudar a manter embaixo do tapete a sujeira que teria sido produzida em de governo.

O desastre Amorim.

Como escrevi em algum lugar, Celso Amorim, o antigo Celsinho da Embrafilme, é o diplomata de “carrière” que o Brasil teria obrigação de desterrar mas que nenhum país democrático do mundo desejaria receber. Amorim, como se sabe, é um desastre diplomático – por onde passa deixa a marca letal da incompetência, má-fé e arrogância. O seu (dele, lá) mentor intelectual – com o qual se envolveu como assistente de direção nos tempos do Cinema Novo - foi o cineasta comunista Leon Hirszchman, introdutor do leninesco “centralismo democrático” nas relações político-institucionais do cinema brasileiro.
Nomeado ministro das Relações Exteriores pelo aéreo Itamar Franco, Celsinho, digo, Amorim, viu-se às voltas em 1993 com a ação terrorista da FARC, que fez explodir 200 quilos de dinamite (pura) na embaixada do Brasil em Bogotá, num atentado no qual morreram 43 colombianos e saíram feridas cerca de 350 pessoas, entre oito funcionários e diplomatas lotados na nossa representação[*]. Mesmo assim, instado a responder em data recente se considerava a guerrilha colombiana uma organização terrorista, o vosso chanceler tergiversou do seguinte modo: “O Brasil não faz classificação de quais organizações são terroristas e, por isso, não iria discutir se as FARC entram ou não nesta categoria”.
A posteriori, durante o primeiro mandato do sindicalista Lula, sempre dando a entender aos Estados Unidos que laborava em favor da criação da Alca, a Área de Livre Comércio das Américas, segundo ele num “formato à la carte”, o ministro do Itamaraty Vermelho passou a sabotar as negociações que nos abriria mercado de mais de 800 milhões de pessoas. E para sepultar de vez a perspectiva de uma zona de livre comércio, depois de procrastinar o quanto possível acordo que nos levaria a participar de um PIB (Produto Interno Bruto) continental na ordem de US$ 12 trilhões, o chanceler de Lula, no seu antiamericanismo doentio, deixou que um funcionário do MRE associasse a Alca ao fulgor de uma “odalisca de cabaré barato”.
Agora, em Genebra, mais insolente do que nunca, o desastrado diplomata, no afã de sair-se como líder voluntarioso do emergente G-20, procurou detonar no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio) a chamada Rodada Doha, que se arrasta há sete longos anos e que tem por objetivo estabelecer negociações multilaterais entre países ricos e pobres (cujos governos estão ficando mais ricos do que os dos países ricos), a partir da eliminação de subsídios e barreiras que dificultam o livre trânsito das commodities agrícolas, serviços e produtos industrializados.
Ligado o dispositivo totalitário, Amorim de saída acusou os países ricos de adotarem na Rodada uma estratégia nazista na condução das negociações, que incorporaria a máxima de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler, segundo a qual “uma mentira muitas vezes repetida torna-se verdade”. A coisa pegou mal, na mesa em que a presença de vítimas do nazismo é bem nítida. Na ordem prática das coisas, no entanto, o chanceler de Lula diz que os países desenvolvidos protelam a redução dos seus subsídios agropecuários – o que impediria as nações emergentes de comercializarem seus produtos agrícolas.
Os países desenvolvidos, por sua vez, ao anunciarem cortes de subsídios na área da agricultura, acusam os países membros do G-20, dos quais Amorim é uma das lideranças, de não promoverem, em reciprocidade, a respectiva abertura nas áreas industriais e de serviços. Mesmo levando em consideração que a Rodada não é apenas sobre agricultura, Amorim atravanca as negociações “fincando o pé” na velha posição de que só cortando mais subsídio na área agrícola poderia aventar alguma coisa no terreno industrial – numa manobra onde o saldo de confiança é zero. Agora me digam: quem diabo topa, numa Rodada de hienas, fazer negócio assim?
Ao citar a máxima de Goebbels sobre a mentira, o ministro do Itamaraty Vermelho esqueceu de mencionar a recomendação do estrategista Lenin, segundo a qual, instalado o quadro de conflito, o comunista deve “acusar o outro do crime que ele mesmo comete ou pensa”. Com efeito, para aplicar o golpe sobre o Governo Provisório de Kerensky e dos ex-aliados mencheviques, na Rússia de 1917, o mentor da sangrenta revolução aconselhava aos súditos a adoção sem limites da mentira como arma, imputando aos adversários as tramas criminosas que praticava.
De fato, para chegar à vitória dos seus objetivos, Lenin era capaz de empreender qualquer tipo de trapaça, tais como calúnias, fraudes, delações, atentados, chantagens, aliciamentos e falsificação de documentos. Marxista de carteirinha, ele acreditava, como de resto todo comunista, que em nome do porvir revolucionário o militante pode cometer todos os crimes possíveis, tendo como álibi a mentirosa verdade (utópica) revolucionária.
Para estudiosos isentos da história moderna, não há mais dúvida: a única diferença entre os objetivos do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nazi) e dos diversos partidos comunistas é que o primeiro prega a implantação do socialismo nos limites nacionais e o segundo o quer estabelecido internacionalmente. Para dominar a propriedade privada e o controle dos meios de produção, os nazistas fizeram do judeu (na Alemanha) o bode expiatório, enquanto os comunistas apontam os “burgueses capitalistas” como alvo de suas inculpações. O próprio Hitler, quando entre pares, costumava revelar que aprendera muito, para atingir o poder, lendo Marx e observando Lênin e Mussolini.
Quanto à Rodada Doha, decerto que ela, em essência, foi inútil. Pois para o Itamaraty Vermelho a pendenga não é de caráter comercial, mas, sim, ideológica. E aí vale tudo, inclusive o uso da mentira revolucionária.
Notas:
[*] A Farc, desde outubro de 1986 mantinha negócios com o Cartel de Medellin, de Pablo Escobar, intensificando a guarda do narcotráfico no primeiros anos da década de 1990. Os dados são do National Security Archive, do Pentágono.
*Texto por  Ipojuca Pontes - http://adireitabrasileira.blogspot.com/

domingo, 7 de agosto de 2011

Botafogo atropela o Vasco

Loco Abreu, autor de dois gols hoje, comemora um dos gols do Botafogo (Foto: Fernando Soutello / AGIF)
Por GLOBOESPORTE.COM - Rio de Janeiro:
O lateral do Botafogo Cortês casou-se na última semana e revelou que a recepção aos convidados foi à base de esfihas e bolinhos de bacalhau.
Salgada ironia para o Vasco. Movido pelos petiscos e pela felicidade do matrimônio, o lateral foi o melhor em campo na contundente vitória do Botafogo sobre o time cruz-maltino por 4 a 0, na noite deste domingo, no Engenhão.
O noivo da semana contou com a ajuda precisa e preciosa de Loco Abreu, autor de dois gols (Antônio Carlos abriu e Herrera fechou o placar), para deixar o campo aplaudido de pé pela parte alvinegra dos pouco mais de 21 mil pagantes.
O time alvinegro fez três dos quatro gols no primeiro tempo, se recuperou da derrota para o Figueirense na rodada anterior, pulou para os 25 pontos e está na sexta posição do Brasileirão após 15 rodadas. O Vasco perdeu depois de seis jogos (cinco vitórias e um empate) e continua com 27. A equipe está em quarto lugar e ficou a seis pontos do líder Flamengo.
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O próximo compromisso do Botafogo é a estreia na Copa Sul-Americana contra o Atlético-MG, em Sete Lagoas, na quarta-feira. Pela mesma competição, mas no dia seguinte o Vasco recebe o Palmeiras, em São Januário.
Esta foi a primeira vez que o Bota derrotou o rival no Engenhão. Nas cinco partidas anteriores foram três empates e duas vitórias vascaínas.
Botafogo ao estilo 'fast gol'
Juninho melhorou das dores na coxa direita que o tiraram da vitória por 2 a 0 sobre o Santos, na quarta-feira. Porém, o técnico Ricardo Gomes o deixou no banco de reservas e manteve a tática implícita do revezamento no time titular entre o apoiador e Felipe. Melhor para o volante Jumar, que entrou no time há duas rodadas e lucrou com a consistência defensiva nos jogos contra São Paulo e Santos.
Loco Abreu comemora um dos gols do Botafogo (Foto: Fernando Soutello / AGIF)
Sem Maicosuel, suspenso, o técnico Caio Júnior apostou em Felipe Menezes. Na lateral, Alessandro perdeu o lugar para Lucas. Antes do jogo, os botafoguenses bicaram a superstição que caracteriza o clube e lançaram o novo uniforme – com mudanças discretas, predominantemente na gola. Em 2010, quando estreou a camisa cinza, o time foi nocauteado por 6 a 0 pelo Vasco e a vida útil do modelo foi curta. Desta vez foi diferente. Bem diferente.
O pontapé inicial do jogo foi uma homenagem a Zagallo, que na próxima terça-feira completa 80 anos. Simultaneamente, o sistema de som do Engenhão informou que o ex-jogador e ex-treinador terá uma estátua no estádio.
Depois da comentada festa de casamento em uma lanchonete fast food árabe na quinta-feira, Cortês mostrou a força de quibes e esfihas. Ele fez grande jogada e rolou para Marcelo Mattos chutar. Fernando Prass caiu e defendeu. O goleiro vascaíno também trabalhou bem logo depois, em cobrança de falta de Renato.
A velocidade do Botafogo incomodou a defesa vascaína. Mas o primeiro gol da partida saiu de uma bola parada. Aos 10, Renato cobrou escanteio, a defesa vascaína mirou Loco Abreu, mas esqueceu-se de Antônio Carlos. Rômulo ainda tentou puxá-lo, mas o zagueiro subiu e cabeceou firme no canto direito de Fernando Prass.
O Vasco acordou com a desvantagem e respondeu na mesma moeda, mas esbarrou em Jefferson. Felipe cobrou escanteio, Alecsandro subiu na primeira trave e desviou. A bola entraria, mas o goleiro alvinegro se esticou e salvou com um tapa rente ao chão.
O time melhorou, mas parte da torcida cruz-maltina se incomodou com os erros de Marcio Careca. Ele passou a receber vaias a cada toque na bola. Uma linda tabela, com toques de calcanhar e peito de Diego Souza e Alecsandro quase terminou com um gol de Fagner. Porém, o cabeceio saiu fraco e Jefferson segurou.
Abreu, o 13 impiedoso
Logo na sequência, aos 27, o Alvinegro ampliou. Cortês levou a bola para o meio e, de direita, encontrou Herrera livre nas costas de Anderson Martins. O argentino chutou e Fernando Prass espalmou. No rebote, Loco Abreu bateu rasteiro e fez o segundo. A torcida celebrou o uruguaio, mas não se esqueceu de Cortês e gritou o nome do lateral também. Pressionado por causa da irregularidade da equipe, Caio Júnior comemorou com raiva, cerrando os punhos e olhando para a torcida.
O resultado supunha total superioridade, mas o Vasco também teve lampejos. Só que faltava quem definisse as jogadas com precisão. Depois de Alecsandro chutar em cima da zaga dentro da grande área, a torcida pediu a entrada de Elton.
Mas seria justo também pedir por zagueiros. Se levou a melhor sobre Neymar e Lucas, Dedé não pode se gabar de bom desempenho contra Abreu. Sem empecilhos defensivos do rival, o Botafogo fez o terceiro antes do fim do primeiro tempo. Lucas recebeu bom passe de Felipe Menezes e cruzou. Prass espalmou mal e Elkeson serviu Abreu de cabeça. Ele chutou de primeira no canto direito e fez o terceiro. O uruguaio se igualou a Herrera e Lucio Flavio como maior artilheiro da história do Engenhão, inaugurado em 2007. Cada um marcou 23 vezes.
Lema do 2º tempo: administrar resultado e fazer mais um
O resultado desastroso do primeiro tempo fez Ricardo Gomes trocar Marcio Careca por Juninho. Jumar foi improvisado na lateral esquerda. A torcida festejou a entrada do Reizinho com a música relembrando o “gol monumental” de 1998. Nem parecia que o placar apontava 3 a 0 para o adversário.
Abreu quase fez o quarto. Ele levou a melhor sobre Dedé e cabeceou no alto. Prass teve de se desdobrar para defender. Com atuação infernal na esquerda, Cortês foi ao fundo e cruzou à meia-altura. A bola passou pela pequena área e Loco Abreu completou no travessão.
A atuação confusa do Vasco foi pontuada pela expulsão de Diego Souza. Craque da última rodada, o meia jogou mal e saiu de campo batendo boca com o árbitro Marcelo de Lima Henrique após receber cartão vermelho.
Foi a senha para os botafoguenses gritarem “olé” e aplaudirem de pé a saída de Cortês. A partida entrou em marcha lenta, mas não a ponto de impedir outra intervenção linda de Jefferson após chute de Julinho da entrada da pequena área. Os vascaínos deixaram as arquibancadas cabisbaixos e ouvindo ao fundo o deboche dos alvinegros. Muitos nem viram o quarto gol do adversário. Aos 46, Renato, que teve ótimo desempenho, rolou para Herrera acertar o canto direito e encerrar a festa do Botafogo.
* Portal G1

Dilma se irrita com radialistas.

A presidente Dilma Rousseff irritou-se e demonstrou mal estar numa entrevista a radialistas das cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE)
Os repórteres, numa conversa com a presidente, questionaram o atraso nas obras de transposição do Rio São Francisco.
Dilma voltou a soltar um velho bordão conhecido de seus assessores para demonstrar irritação:
"Meu querido, a transposição não está parada! Você vai me desculpar, mas não está parada".
Depois, ela admitiu que "algumas parcelas" estão com obras interrompidas.
O outro momento de irritação de Dilma, durante a entrevista, ocorreu quando ela exaltava o Programa Minha Casa Minha Vida, que entregará hoje em Juazeiro 1.500 unidades.
Quando Dilma falava das unidades habitacionais, que têm 44 metros quadrados cada, um repórter chamou as unidades de "casinhas".
"Você é quem está dizendo. Imagino que sua casa seja grande", disse a presidente.
Continuando a irritação, Dilma disse: "o povo brasileiro não tinha nem casinha. Morava em casa de papel, em palafita".
Depois a presidente recorreu ao velho estilo do antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao falar do ineditismo de suas ações na área habitacional. "Não há nenhum outro momento na história desse país que tínhamos tantos contratos (para construção de casas)".
Ao final da entrevista, sobrou para o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, que tem a região de Petrolina como reduto eleitoral.
Dilma reclamou ao microfone que o ministro estava insistindo para ela falar da terceira etapa do projeto de transposição.
Nessa etapa, está previsto um canal que chegará até Petrolina. Dilma ponderou que esse não é o momento de discutir ainda a terceira etapa. Ela disse que o governo está empenhado em buscar "sistematicamente" a conclusão das obras, que deverão ser entregues em etapas.
Ao explicar o atraso nas obras, ela disse que foi preciso fazer alguns ajustes. "Até o final de agosto, vamos ter condições de informar aos ouvintes que as obras no São Francisco andarão integralmente.
Hoje, estão andando, mas faltam algumas parcelas", disse.
* Por Leonencio Nossa no Estadão