segunda-feira, 29 de junho de 2009

Onde estão os "éticos"?

A foto já estava encomendada. O grupo de nove senadores auto-intitulados "éticos" programou um almoço para a última terça-feira 16 no gabinete de Tasso Jereissati (PSDB-CE). Posariam diante dos holofotes como os responsáveis por tentar livrar a instituição do fosso profundo em que se encontra desde o início do ano, quando eclodiu o escândalo do pagamento de horas extras aos servidores em pleno recesso e o das diretorias fantasmas destinadas a acomodar afilhados políticos e garantir mordomias. Mas tão logo vazou a notícia sobre o encontro nos corredores do Senado, o celular de Jereissati não parou mais de tocar. "Vai ter reunião dos éticos? Também quero ir", repetiram mais de 15 senadores. "Eu fui convidado", fez questão de dizer o senador Almeida Lima (PMDB-SE) e outros que eram questionados sobre o assunto em plenário. Resultado: o almoço foi cancelado. Em vez de uma mesa farta, houve uma reunião austera, no dia seguinte, no gabinete de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). A pressão da maioria dos senadores descaracterizou o convescote dos "éticos."
Dali surgiu um documento com propostas para combater a crise, subscrito por Tasso, Jarbas e mais Sérgio Guerra (PSDB-PE), Cristovam Buarque (PDT-DF), Tião Viana (PT-AC), Renato Casagrande (PSB-ES), Arthur Virgílio (PSDB-AM), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Pedro Simon (PMDB-RS). Entre as medidas, a demissão imediata do atual diretor-geral Alexandre Gazineo e uma auditoria externa para analisar os contratos celebrados com empresas privadas.
Mas algumas perguntas são inevitáveis: onde estavam os éticos do Senado quando vários desmandos foram cometidos pelo ex-diretor-geral, Agaciel Maia, que ficou 14 anos no cargo com a bênção de seguidas mesas diretoras? Não sabiam que pode chegar a mil o número de atos secretos baixados nos últimos dez anos, que serviram para nomear apadrinhados de senadores e de diretores, aumentar salários, criar cargos, contratar empresas, proteger servidores envolvidos em maracutaias?
É difícil acreditar que um senador nunca, nesta ou em outra legislatura, soubesse de nada ou não tenha precisado de uma benesse a partir de um ato, secreto ou não, da diretoria da Casa.
Afinal, os diretores do Senado são uma espécie de assessores de luxo dos senadores. "Toda criação de cargo é feita pela mesa diretora e convalidada pelo plenário. E são os próprios senadores que preenchem esses cargos criados. Ninguém pode dizer que não sabia", garantiu, durante a semana, Agaciel, um dos pivôs da crise. "Acho meio canhestro sair por aí dizendo que a gente não sabe de nada", reconhece o ex-presidente da Casa Garibaldi Alves (PMDB-RN). "não há decisão que não passe pelo colégio de líderes e pela mesa. Vivemos aqui um grande teatro", constata Wellington Salgado (PMDB-MG). Não à toa, quando passou pela Casa como representante do Rio de Janeiro (1991-1997), Darcy Ribeiro descreveu o Senado como o "céu". Com uma vantagem: "Não é preciso morrer para estar nele." A cumplicidade também vem de longe. Numa crônica publicada em 1899 ("O Velho Senado"), Machado de Assis revelou que a Casa é como se fosse uma grande família desde os tempos do Império: "Tinham um ar de família. Dissentiam sempre, mas é próprio das famílias numerosas brigarem, fazerem as pazes e tornarem a brigar", diz o texto. Os proclamados "éticos" não estão imunes. "O Senado é um clube de amigos", atesta o historiador Marco Antonio Villa, da Universidade Federal São Carlos.
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Governo prorroga IPI reduzido de carros, eletrodomésticos e construção

O governo decidiu prorrogar, por mais três meses, o Imposto sobre Produtos Industriais (IPI) reduzido para o setor automobilístico, informou nesta segunda-feira (29) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O benefício para este setor terminaria nesta terça-feira (30).
"Em outubro, novembro e dezembro, volta gradualmente o tributo [IPI de automóveis], até estar totalmente reconstituído no fim do ano", disse Mantega. Para caminhões, o tributo reduzido vale até o fim do ano e, para motocicletas, terá validade por mais três meses. Além disso, o governo também decidiu manter o IPI baixo para a aquisição dos produtos da chamada "linha branca" pela população, que abrange fogões, máquinas de lavar, geladeiras, até 31 de outubro. Também foi mantido o IPI reduzido de cerca de 30 grupos de materiais de construção até o fim deste ano. O ministro da Fazenda informou ainda que também foi mantido o PIS e a Cofins, com alíquotas menores, para farinha de trigo e para o pão até o fim de 2010.

Justiça dos EUA condena Madoff a 150 anos de prisão

A Justiça dos Estados Unidos condenou nesta segunda-feira (29) o financista Bernard Madoff a 150 anos de prisão. Madoff, que foi presidente da Nasdaq, a bolsa de valores que reúne empresas de tecnologia no país, respondia a 11 acusações de crimes relacionados a uma multimilionária fraude.A pena é maior que os 50 anos recomendados pelo Departamento Federal de Prisões, que ainda irá decidir onde a pena será cumprida. O advogado do financista, Ira Sorkin, pedia um máximo de 12 anos de encarceramento, alegando que seu cliente já tem idade avançada (Madoff tem 71 anos).A pena, segundo o juiz Denny Chin, foi decidida levando em conta a quantidade de dinheiro envolvida, o número de vítimas e a extensão dos danos causados. Vítimas do esquema de Madoff contaram ao juiz ter perdido todas as suas economias.

Argentina teme seleção brasileira, diz jornal argentino

Famoso pelas provocações ao futebol brasileiro, o diário esportivo argentino "Olé" se rendeu à seleção comandada por Dunga e pediu ajuda de Deus para o encontro entre os dois países, em setembro, pelas eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo-2010. O jornal estampa na capa de sua edição desta segunda-feira a conquista brasileira na Copa das Confederações após virada por 3 a 2, de virada, sobre os Estados Unidos, no domingo. "Oremos. Brasil ganhou a Copa das Confederações. (...) Não para de ganhar a equipe de Dunga, que é o próximo rival argentino nas eliminatórias. Que Deus nos ajude", diz a manchete estampada na capa. Ao contrário do Brasil, que venceu os oito últimos jogos que disputou e se sagrou campeão na África do Sul, a Argentina vive um momento ruim e o trabalho do técnico Diego Maradona já começa a ser contestado. A seleção argentina ocupa somente a quarta colocação das eliminatórias, a última que dá vaga direta no Mundial do próximo ano. O time azul e branco tem 22 pontos, cinco a menos do que o Brasil, que lidera a chave única. O Equador, que ocupa o quinto lugar e disputaria a classificação para a Copa na repescagem contra um representante das Américas Central ou no Norte, tem 20.

Brasil assusta a zebra e vence a copa das confederações

Quando recebeu o troféu de melhor jogador da Copa das Confederações, ontem, no estádio Ellis Park, o meia Kaká apontou para os companheiros que o aplaudiam no gramado. Um gesto simbólico, de quem queria mostrar que a seleção brasileira não é mais a mesma que fracassou na Alemanha três anos atrás, depois de uma retumbante vitória contra a arquirrival Argentina, em 2005, no mesmo torneio que o Brasil conquistou ontem. Aquela equipe, após ganhar em Frankfurt, saiu sambando em grupo do estádio, admitindo a pose de superfavorita para a Copa. Ontem, os jogadores e a comissão técnica, após o triunfo, fizeram um círculo no gramado e, abraçados, rezaram. Humildes, disseram que o time ainda precisa se classificar para o torneio da África do Sul. Kaká, um dos líderes da seleção de Dunga e remanescente da Copa alemã, fez questão de dividir a glória com os colegas e tentou mostrar que o tempo das vaidades e das estrelas intocáveis, um dos males do elenco de Parreira, ficou definitivamente para trás.
"Agora, primeiro, temos que nos classificar para a Copa. Depois, temos que evitar a euforia de 2006. A preparação em Weggis foi muito eufórica, vários jogadores já falaram isso. Agora, a gente espera que o favoritismo seja contido, principalmente dentro do grupo", declarou o jogador, que foi o quarto brasileiro em seis edições da Copa das Confederações a ganhar a Bola de Ouro.
"Estou feliz de ter sido um dos protagonistas. Tudo isso aconteceu individualmente porque o Brasil foi campeão, porque somos um grupo. Senão não teria sido o melhor jogador", disse ele, que atuou gripado, assim como Luis Fabiano e o reserva Júlio Baptista. Kaká, que se apresenta na terça-feira ao Real Madrid, defendeu que a preparação para a Copa do ano que vem siga o roteiro estabelecido por Dunga nos dois torneios vencidos pela equipe nacional --o de ontem e a Copa América, em 2007.

José Serra ataca PT e "loteamento" no governo

Disposto a garantir alianças com vistas às eleições, o governador de São Paulo e potencial candidato à Presidência, José Serra, disse anteontem, em discurso no 16º Congresso Estadual do PPS, em Jaguariúna (134 km de São Paulo), que fará "o possível para atender aos pedidos dos prefeitos do PPS". Serra e o presidente nacional do PPS, o ex-deputado federal Roberto Freire, aproveitaram o encontro para criticar o governo federal e o PT. "O PT usa o governo como se fosse propriedade privada. Quando o PT foi para o governo, incorporou esse patrimonialismo do partido. Em São Paulo, não existe esse loteamento governamental, ao contrário do governo federal", atacou o governador. Freire, por sua vez, afirmou que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) --vitrine do governo sob responsabilidade da ministra Dilma Rousseff-- "não anda no país, o que anda é a corrupção".
*Com informações da Folha Online

Lula e Marisa recebem autoridades e amigos na "Festa Junina do Torto"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Marisa Letícia realizaram, na noite do último sábado, a tradicional "Festa Junina do Torto", que aconteceu na residência oficial da Granja do Torto, em Brasília.
O evento é uma tradição do casal presidencial, realizada desde que Lula assumiu a Presidência da República. Apenas em 2005 a festa não ocorreu. A festa junina no Torto é uma das mais esperadas pelas autoridades em Brasília, entrando para o calendário de eventos do local por manter a tradição do São João e seus convidados famosos.
Tanto o presidente quanto a primeira-dama recebem os convidados vestidos sempre a caráter.
Comento: Muita gente que não foi convidada, principalmente alguns políticos, ficou sentida por não participar da quadrilha. Será que dançaram quadrilha nessa festa?

Oposição ganha na Argentina

Após a dura derrota sofrida pelos governistas na eleição legislativa deste domingo, Mauricio Macri, direitista do partido União-Pro e prefeito de Buenos Aires, pediu nesta segunda-feira que o governo da presidente Cristina Kirchner abra um maior diálogo com a oposição já que Kirchner perdeu o controle do Congresso.
"Os governistas têm uma responsabilidade a frente, deveria refletir e mudar de atitude, abrindo-se ao diálogo com a oposição", afirmou Macri, em entrevista coletiva na sede da Prefeitura. O partido governista, presidido pelo ex-presidente e candidato a deputado Néstor Kirchner, perdeu nos cinco maiores distritos do país nas eleições legislativas deste domingo. Com cerca de 30% dos votos, o governo de Cristina perde 22 deputados, segundo cálculos do jornal argentino "Clarín", e pode ficar sem governabilidade no Congresso. Para Macri, o revés eleitoral de Kirchner marca uma momento decisivo em seu mandato, no qual perde a maioria no poder.
"É uma mensagem contundente, em um momento decisivo, espero que o governo saiba analisar e refletir porque o povo disse que basta o mau trato, a confrontação desnecessária e as mensagens carregadas de ressentimentos", disse o prefeito.
Macri cumprimentou a vitória de sua vice, Gabriela Michetti, que obteve uma cadeira como deputada pela capital argentina e foi vencedora das eleições no distrito com 31,09% dos votos, em dados oficiais correspondentes a 99,65% das urnas apuradas. O prefeito, sócio político de Francisco De Narváez, principal rosto da oposição, também destacou a vitória do amigo. De Narváez, milionário de origem colombiana, venceu por cerca de 3% a disputa contra Nestor Kirchner na Província de Buenos Aires. O casal Kirchner, que desenhou a campanha eleitoral como um plebiscito ao modelo estadista e pró-industrial de governo, sofreu fortes retrocessos na capital e na Província de Buenos Aires, Santa Fé, Córdoba e Mendoza. O peronismo governante perdeu assim a maioria na Câmara dos Deputados, onde somava mais de uma centena de cadeiras de um total de 257. Já no Senado, perdeu quatro cadeiras e soma 36 das 72 disponíveis.

Apropriação indébita

Do pastor Edir Macedo em seu blog, Sábado, 27/06/2009:
- Minha esposa, meus filhos, a IURD, a Record, minha vida, enfim, nada me pertence! Tudo o que aparentemente tenho, na verdade é emprestado.
Comento: Tá! É emprestado a muito tempo e já é tempo de devolver o que não te pertence mais.

Lula não quer PT com candidato em São Paulo

Hoje, na cabeça de Lula, o seu candidato ao governo de São Paulo é Ciro Gomes. Lula decidiu chamar os petistas paulistas para avisá-los: ele não quer que o PT lance candidato. Todos têm de estar unidos ao lado de Ciro. Marta Suplicy, que tem um bom naco do PT paulista sob o seu comando, será a primeira com quem conversará. Se o projeto decolar, o vice da chapa será o petista Emidio de Souza, prefeito de Osasco. Se melar, Emidio será o candidato. Na semana passada, numa conversa que teve como testemunha José Genoíno, Ciro respondeu assim sobre se era candidato: "Hoje, eu sou".