quinta-feira, 4 de junho de 2009

FAB acha mais partes do AF 447

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Força Aérea Brasileira encontrou nesta quinta-feira mais destroços do avião da Air France que caiu no Atlântico com 228 pessoas a bordo, mas ainda não há sinal de corpos, informou a FAB.A Marinha afirmou também nesta quinta que a fragata Constituição foi o terceiro navio militar a chegar ao local das buscas, a 1.100 quilômetros a nordeste de Natal, mas as embarcações ainda não visualizaram os destroços.Um avião R-99 equipado com radar identificou durante a madrugada mais objetos em três pontos distintos do mar. Três aviões Hércules da FAB, uma aeronave P-3 dos EUA e um Falcon 50 francês decolaram de Natal posteriormente para tentar visualizar os destroços, informou o Centro de Comunicação da Aeronáutica.De acordo com a FAB, os novos destroços foram encontrados a sudoeste dos penedos de São Pedro e São Paulo."Provavelmente são da parte interna, foram encontrados pedaços marrons, brancos e amarelos, que não correspondem à parte externa, mas sim à parte interna", disse a jornalistas em Recife o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo da FAB.O brigadeiro acrescentou que as buscas foram reduzidas a uma área de aproximadamente 6.000 km quadrado, devido à concentração de informações colhidas pelo avião R-99 da FAB durante a madrugada desta quinta-feira.
As embarcações da Marinha que estão na área seguem em direção aos pontos onde os destroços foram avistados pelas aeronaves. Quando forem encontrados os destroços, eles serão resgatados pelos navios e posteriormente levados de helicóptero para Fernando de Noronha.
"Quando tivermos uma quantidade de destroços a bordo dos navios, vamos usar os helicópteros para transportar para Fernando de Noronha primeiramente, e depois de avião para Recife. Todo material ficará em Recife à disposição das autoridades francesas", afirmou o brigadeiro. A investigação das causas do acidente está a cargo do governo francês.A prioridade das buscas é por corpos, mas ainda não há "nenhum sinal", de acordo com a FAB. "Se houver corpos, para-se tudo e traz para cá. A logística para fazer isso já está montada em Fernando de Noronha para receber os corpos e trazer para Recife", disse o brigadeiro, acrescentando que não há uma data prevista para terminar a operação.

Renan é o cara?

Frase do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) publicada, hoje, na coluna Painel do jornal Folha de São Paulo: - Obama acha que Lula é ‘o cara’ porque ainda não conhece Renan Calheiros. Evidentemente que foi com esforços de Renan que José Sarney (PMDB-AP) chegou a presidência do Senado. Com isso, assumiu uma certa liderança, não só no seu partido como também entre outros senadores. Para quem já escapou de ser cassado e teve seu nome execrado pela imprensa brasileira, graças a acusação de ter as despesas da ex-amante pagas através de um lobista de empreiteira, até que a performance do senador alagoano tem sua importância. Agora, aparentemente recuperado de sua via crucis, surge na condição de privilegiado interlocutor do governo. E se empenha em estabelecer sua vontade em detrimento da vontade de segmentos do Governo e, óbvio, de adversários.Aparentemente Lula quer como relator da CPI da Petrobrás o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado. E, ainda, aparentemente, Renan vetou Jucá, não se sabendo se acabará cedendo a um apelo de Lula.Lula ainda quer o senador Inácio Arrruda (PC do B-CE) na presidência da CPI, e esse, ao que parece Renan não o quer de jeito nenhum. E agora? Só o governo ganha com a CPI não instalada. Quanto mais demorar, melhor para ele. Enquanto isso, Renan põe-se a exibir os poderes recém reconquistados. Sabe-se que a CPI não interessa a Lula mas serve para Renan
manter seu pretígio recém reconquistado.

Aécio admite que Serra tem mais chances do que ele

O governador tucano de Minas, Aécio Neves, tirou a quarta-feira (3) para desfilar sob os holofotes de Brasília. Falou à TV Brasil e discursou num encontro de mulheres tucanas. Na entrevista, reconciliou-se com o óbvio: “A probabilidade de o [José] Serra ser candidato [à presidência pelo PSDB] hoje é maior do que a de eu ser candidato”. Voltou a defender as prévias tucanas. Vencida essa etapa, deu a entender que não vai conspirar pela divisão partidária: “Vou apoiar o candidato que as bases do meu partido escolher. Se o Serra for candidato, serei o mais dedicado soldado do partido”. Estimou que Dilma Rousseff, a presidenciável de Lula, ainda não adicionou aos seus índices de pesquisa todo o prestígio que herdará do presidente: “Nas pesquisas, acho que ela ainda não atingiu o patamar mínimo que um candidato com apoio do presidente pode atingir. Esse mínimo é de 30%...” “...Ela chegará a isso no final deste ano. A partir daí, a luta é outra. O poder de influência do presidente diminui muito e passa a contar apenas a imagem da candidata”. Acha que falta ao tucanato um projeto alternativo ao de Lula. “Vamos eleger três ou quatro bandeiras e, a partir daí, definir qual é o melhor candidato”. Repisou uma tecla que vem pressionando reiteradas vezes: a gestão Lula é a continuidade do governo FHC. Disse que o PSDB cometerá grave erro se levar ao palanque de 2010 uma campanha centrada na "desconstrução" da imagem de Lula. “A gestão do governo federal tem falhas enormes. O diferencial que o governo tem se chama Luiz Inácio Lula da Silva. Ele é mais que um político...” “...Se soubermos equilibrar os nossos erros e fragilidades teremos chance. E aí, a certeza do retorno dele [Lula] em 2014 pode ficar um pouco mais complicada”. No encontro de mulheres, uma homenagem do PSDB à ex-primeira-dama Ruth Cardoso, Aécio como que cobrou de seu partido a definição da agenda eleitoral. Uma agenda que, na sua opinião, deve apontar para o "pós-governo Lula". “Teremos o que mostrar e comparar com aquilo que foi feito até agora”. De resto, realçou a suposta unidade que o une ao rival: “Serra, que não pode vir aqui hoje, pediu para eu fazer das palavras dele as minhas...” “...Ninguém quebrará a unidade do país por vontade pública". O tempo passa, o tempo voa e o tucanato roda na cena pública como parafuso espanado. Não consegue levar à balança meio quilo de idéias que possam ser entendidas como um projeto alternativo de país.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ninguém acredita, mas Lula diz que não vai interferir em CPI

O presidente Lula afirmou hoje (3) que não é do seu “feitio” interferir em assuntos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Lula também não quis comentar sobre o adiamento da instalação da CPI da Petrobras no Senado Federal. Segundo ele, a escolha dos parlamentares que vão integrar a comissão “é um problema dos partidos”. Ao finalizar, o presidente Lula disse que espera que o Congresso Nacional “faça a CPI funcionar”.

’Eu já disse por aí que você é viado?’

A reunião de avaliação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), concluída agora há pouco no Palácio do Planalto, registrou um bate-boca inusual entre ministros. Tudo começou quando o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) se dirigiu a Alfredo Nascimento (Transportes) para cumprimentá-lo e o colega recusou o aperto de mão. "Não vou cumprimentar você". Minc reagiu afirmando que doravante somente se relacionaria "institucionalmente" com o ministro dos Transportes. "Nem institucionalmente!", disse Nascimento, irritado, lembrando que Minc o acusou de ligações com empreiteiros. Para espanto (e certo prazer) de outros ministros que assistiam à cena, Alfredo Nascimento olhou fixamente para o ministro do Meio Ambiente e disparou: "Eu ando dizendo por aí que você é viado, para você falar mal de mim?"

Noiva foge com amigo do marido logo após o casamento


'Infelizmente, meu coração me leva para outro lugar', contou a noiva.'

É um sentimento de amor que se transformou em ódio', disse o noivo.
Uma noiva italiana fugiu logo após o casamento com um amigo do marido, deixando o noivo sozinho com os convidados em um restaurante em Trieste, na Itália, segundo o jornal italiano "Il Gazzettino". Os noivos identificados apenas como Andrea, de 34 anos, e Sara, de 30, haviam casado no dia 16 de maio após dez meses de namoro. Depois de tirar fotos e recepcionar os convidados, a noiva disse que iria trocar de roupa para ficar mais confortável para o banquete. No entanto ela não apareceu e fugiu acompanhada com o amigo do marido. Enquanto Sara estava supostamente trocando de roupa, Andrea recebia os cumprimentos dos convidados. Mas, após a longa demora da noiva, ele começou a suspeitar que algo estava errado e começou a ligar para o celular da mulher. Porém o aparelho estava desligado. Ele só conseguiu falar com a mulher após ligar no celular do amigo. Foi ela quem atendeu e justificou sua decisão. "Eu entendo que cometi um erro. Mas, infelizmente, o meu coração me leva para outro lugar", afirmou Sara. Após o choque, o clima de felicidade deu lugar para tristeza. "É um sentimento de amor que se transformou em ódio", disse Andrea, destacando que ela poderia ter desistido do casamento antes, evitando o enorme gasto que ele teve.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Greenpeace acusa governo Lula de desmatar o Brasil


A ONG Greenpeace acusou ontem o governo brasileiro de financiar e lucrar com o desmatamento da Amazônia. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é sócio de empresas frigoríficas que, segundo a organização, têm como fornecedores fazendas que derrubaram floresta recentemente. O BNDES ofereceu R$ 2,65 bi a frigoríficos entre 2007 e 2009, justo as cinco maiores empresas do setor, responsáveis por mais da metade das exportações brasileiras de carne, receberam US$ 2,6 bilhões do BNDES em troca de ações, aponta o grupo em relatório divulgado ontem, no qual investiga a cadeia de custódia da carne amazônica. O banco, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, tem 27% de participação na Bertin; 14% na Marfrig e 14% da JBS-Friboi, os três maiores frigoríficos, afirma o coordenador do trabalho, André Muggiati. "O governo está lucrando com o desmatamento da Amazônia."
Leia mais no Estadão: Governo dá verba para desmate, diz Greenpeace

Isto é uma vergonha!!!

O líder do governo ( também chamado de líder de qualquer Governo ) no Senado Federal, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou hoje (2) que a instalação da CPI da Petrobras “pode levar meses” caso não aconteça um acordo com a oposição sobre a CPI das ONGs. Nesta tarde, Jucá apresentou uma questão de ordem à Mesa Diretora para tentar reaver a relatoria da investigação sobre as ONGs para o governista Inácio Arruda (PC do B-CE). Ele lembrou ainda disse que usará todos os recursos regimentais se a oposição “não colaborar”. Arruda foi retirado da condição de titular da comissão por alguns momentos e o presidente da CPI, Heráclito Fortes (DEM-PI), nomeou Arthur Virgílio (PSDB-AM) como relator. O governo promete agora lutar para reaver a função e ameaça a instalação da CPI da Petrobras, desejo da oposição. A oposição, por sua vez, já cogita entrar no Supremo Tribunal Federal (STF) caso a instalação da investigação sobre a Petrobras não seja feita imediatamente.
Comento: Se este Senador tivesse responsabilidade e tivesse a plena consciência de que o Governo que defende age de boa fé e com honestidade na Petrobrás, não teria, por certo, usado de expediente tão irresponsável. A luta é apenas pelo poder e o poder esconder a sujeira que pode haver nos subterrâneos da Petrobrás e suas ONGs "beneficiadas".

Aécio: O melhor cabo eleitoral de Dilma

O ministro Carlos Lupi (Trabalho) disse hoje (2) que seu partido, o PDT, pode apoiar a candidatura do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), na sucessão presidencial de 2010. Após se encontrar com Aécio, Lupi afirmou que o fato de ser ministro não atrela o partido a um candidato apoiado por Lula. Em março, o também ministro Hélio Costa (Comunicações), declarou apoio a Aécio. O governador mineiro disputa com o colega paulista José Serra, a indicação do PSDB para concorrer à Presidência da República. Com todos esses "apoios" de aliados, e ministros de Lula, a Aécio, principalmente considerando que todas as pesquisas levam Aécio ao último lugar na preferência dos eleitores, se o atual Governador de Minas Gerais sair candidato é por mera figuração. E viva Lula com seu novo projeto "minha Minas, minha Dilma"!

Ele, ainda, tem a força !

O título é nosso e o texto é de Josias de Souza - Uma queda -de-
braço entre os líderes Renan Calheiros (PMDB)Aloizio Mercadante (PT) faz tremer os subterrâneos do Senado. Às turras, a dupla mede forças nos arredores da CPI da Petrobras, que será instalada nesta terça-feira (2). O consórcio governista planejara definir nesta segunda (1), véspera do início da investigação, os nomes do presidente e do relator da CPI.
Ficara acertado que a presidência será confiada a um petista. A relatoria, cargo mais importante, vai às mãos de um peemedebista. Em conversa com Lula, Renan abdicara da idéia de entregar a presidência ao oposicionista brando ACM Jr.
Rendera-se à idéia do comando integralmente governista. Mas não assumira compromissos quanto aos nomes. Mercadante adovoga que o posto de relator seja entregue ao líder de Lula no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Renan torceu o nariz.
Primeiro porque não aceita a idéia de que Mercadante dê “palpite” numa decisão que cabe ao PMDB. Segundo porque deseja deixar claro que é ele quem dá as cartas. Renan quer entregar a relatoria da CPI a um dos dois peemedebistas da CPI que lhe devotam integral fidelidade: Paulo Duque (RJ) ou Leomar Quintanilha (TO). Até a noite passada, não se havia produzido um acordo. A tentativa de entendimento será retomada na manhã desta terça. Embora não admita intromissões de Mercadante na definição do PMDB, Renan tenta meter o bedelho também na decisão do petismo. Mercadante fixou-se em dois nomes para a presidência da CPI: João Pedro (PT-AM) ou Ideli Salvatti (PT-SC). Renan não parece nutrir nenhuma antipatia incontornável por nenhum dos dois nomes. Mas prefere aquele que não for a primeira opção de Mercadante. PSDB e DEM assistem de camarote à arenga dos dois sócios majoritários do consórcio governista. A oposição aposta no aprofundamento dessa divisão para furar, ao longo das investigações, a supremacia numérica do governo –oito votos contra três. Na conversa que mantivera com Lula, Renan queixara-se de Mercadante em timbre acerbo. Depois, Renan conspirara contra a idéia de Mercadante de tornar-se membro efetivo da CPI. O líder petista cogitara presidir, ele próprio, a investigação. Prevaleceu a vontade de Renan. Mercadante acabou ficando de fora da CPI. Agora, volta a se confrontar com a birra do desafeto. Na prática, Renan movimenta-se como uma espécie de presidente informal do Senado. José Sarney (PMDB-AP), o presidente de fato, lavou as mãos na CPI. Entregou as articulações do PMDB integralmente a Renan, que faz e acontece. Nos próximos dias, a desenvoltura de Renan será ainda mais intensa. Sarney decidiu acompanhar a filha, Roseana, na cirurgia que fará em São Paulo, para se livrar de um aneurisma cerebral. Roseana interna-se nesta terça no hospital Albert Einstein. Terá o pai a tiracolo. Sarney não informou quando volta a dar expediente no Senado.