Correio BraziliensePor O EDITORBlog do CoronelCandidatos do PMDB e do PT à presidência trocaram trocaram farpas hoje, após almoço promovido pelo petista Arlindo Chinaglia (SP) com parlamentares que apoiam sua candidatura à Presidência da Câmara.“Não é independente quem indica cargo no governo. Eu, então, estou me sentindo independente. Quem quiser pesquisar os cargos que tenho no governo, pode levar para casa. Nem todos que se candidatam podem falar o que estou falando”, alfinetou Chinaglia, durante o encontro no Bar do Alemão, no Lago Sul.Eduardo Cunha (PMDB-RJ) respondeu na mesma moeda. “Eu não indiquei meu filho para o CADE. É só isso que eu tenho a dizer para ele”, disse o peemedebista ao Correio.A referência é ao filho de Arlindo, o advogado Olavo Chinaglia. Especializado em direito concorrencial, Olavo foi membro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), entre 2008 e 2012, e chegou a ocupar interinamente a presidência do órgão. Ontem à noite, Cunha também promoveu um jantar entre parlamentares que apoiam a candidatura dele, na casa de um ex-deputado em Brasília. “Fizemos uma conversa com 25 ou 30 deputados que vieram para a posse, para falar um pouco sobre a candidatura”, contou Cunha. Parlamentares do PR, do PTB e do PSC compareceram ao encontro, segundo ele.Chinaglia, por sua vez, reuniu no Lago Sul cerca de 60 deputados, boa parte deles do PT. O evento também reuniu parlamentares do PR, do PP e do PROS, além do PCdoB e do PSD. Estiveram lá a deputada eleita Clarissa Garotinho (PR-RJ), filha do ex-governador do Rio Anthony Garotinho; o líder do PP, Eduardo da Fonte (PE) e o ex-ministro pepista das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PB), entre outros.
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sábado, 3 de janeiro de 2015
Eleição para a presidência da Câmara vira briga de boteco entre PMDB e PT,
Saiba porque Dilma citou "alma coletiva" em seu discurso de posse.
Ninguém reparou no seguinte trecho do discurso de posse de
Dilma:
“O nome de milhões de guerreiras
anônimas que, voltam a ocupar, encarnadas na minha figura, o mais alto posto de
nossa grande nação.
Encarno outra alma coletiva que amplia
ainda mais a minha responsabilidade e a minha esperança”.
Note bem o termo
empregado: alma coletiva. O ghost writer do discurso
de Dilma deixou bem claro a quem o termo alma coletiva se endereça.
Quem entende o
mínimo de história do Brasil, e o mínimo de filosofia, deve ter tido um
repuxão, um vazio no fígado, um bolo duro na garganta, ao ter ouvido o termo.
Porque “alma coletiva” é definição empregada pelo nacional-socialismo, pelos
nazistas, pelos caudilhos. Pelo totalitarismo religioso, enfim.
Quem mais
entendeu sobre alma coletiva no Brasil foi o embaixador José Osvaldo de Meira
Penna, sobretudo em sua obra “Em Berço Esplêndido” (Editora Topbooks, 1999).
Meira Penna mostra, como ninguém, que Getúlio Vargas, exatamente quando o Eixo
assombrava o mundo na Segunda Guerra, vendia, a torto e a direito, a ideia de “alma coletiva”.
Meira Penna
dissecou como ninguém os perigos da “alma
coletiva” ser defendida no Brasil. E foi beber na origem de
quem apontava os perigos na alma coletiva na política: Karl Jung.
Escrita em
1936, a obra Wotan, de Jung, deixa claro os perigos da alma coletiva em
política: “A a psicose coletiva alemã surge a partir do louvor da imagem
arquetípica de Wotan, deus nórdico pagão dos germânicos, das tempestades, da
efervescência, da inspiração e da guerra”.
Segundo Jung, de
Wotan corresponde a “uma qualidade, um caráter fundamental da alma alemã, um
“fator” psíquico de natureza irracional, um ciclone que anula e varre para
longe a zona calma onde reina a cultura”.
Tem muito líder
religioso fundamentalista que adora também o termo alma coletiva. Mas
o vende como “egrégora”.
Do grego egrêgorein, «velar, vigiar”, é a soma de
energias coletivas.
O Brasil não
precisa de conceitos de coletividades, de “raízes nacionais” (como defenderam a
vida toda os hoje ministros da Cultura, Juca Ferreira, e da Ciência, Aldo
Rebelo). Quem tem raiz é planta. Coletivo é ônibus, bonde, trem e metrô.
O Brasil não
precisa de “coletivos”, de “matilhas culturais”, aliás nomes que você encontra
em vários blogs, que defendem cegamente o PT, e vivem de grana pública.
O Brasil precisa
de almas individuais, sem raízes, que defendem uma cultura universal,
planetária, sem barreiras. Individualismo dá prêmio Nobel: não o contrário
Quem mais
criticou o conceito de alma coletiva,
aliás, foi o negro mais brilhante dos EUA: W.E.B. Du Bois, homem de Harvard ,
estudado na Alemanha. Referia que a “alma vital”, a que em alemão ele chamava
de “seleleben”, ia pelo individualismo. (“O futuro será, muito provavelmente, o
que as minorias raciais individualmente fizerem dele”, notou Du Bois em sua
obra The Negro, 1915).
Dilma vai contra
tudo isso, indica o discurso de posse.
E vou te dizer
porque: porque, na brasilidade mais profunda, seja sob o PT do Mensalão barra
Petrolão, seja sob o tucanato Alstom, alma coletiva quer dizer que todos bebem
da mesma fonte.
Veja bem: Dilma
nomeou um ministério pífio para fazer favores políticos. Que, além das benesses
auferidas pelas indicações de titulares e apaniguados, são pagos pela
distribuição de grana.
O Mensalão foi a
pré-fixação dos pagamentos demandados pelos políticos coligados e de ocasião. O
Mensalão tinha valores combinados, datas de pagamento, locais de saque. Era a
corrupção tópica: local e hora de saque previamente combinados. Ainda que com
uma logística complexa de repasses.
Petrolão foi a
mesma coisa: as almas coletivas indo sacar o prometido. Mas, desta vez, direto
no caixa da Petrobras, sem uma lógica de assalto medieval tecnicamente
tão intricada como a do Mensalão.
Agora você
entende o que é a “alma coletiva” ?
*Claudio Tognolli
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Dilma corta R$ 18 bilhões em direitos trabalhistas com apoio da CUT e do PT. É o ápice do estelionato eleitoral.
Dilma corta R$ 18 bilhões em direitos trabalhistas com apoio da CUT e do PT. É o ápice do estelionato eleitoral.
Na calada das festas de final de ano, o PT, com apoio das centrais sindicais, ataca benefícios trabalhistas conquistados a duras penas pelo trabalhador brasileiro. O corte é de 25% em valores. Em direitos, ainda não dá para ter ideia. O objetivo é economizar R$ 18 bilhões às custas da força de trabalho, para compensar o dinheiro fácil que emprestaram para grandes grupos empresariais, especialmente para as empreiteiras do Petrolão. As mudanças serão publicas amanhã, no Diário Oficial da União e uma série de medidas provisórias serão enviadas ao Congresso Nacional, ferindo profundamente o abono salarial, o seguro-desemprego, o seguro-defeso, a pensão por morte e o auxílio-doença.
Segundo informou o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, “todas as mudanças respeitam integralmente todos os benefícios que já estão sendo pagos. [Elas] não se aplicam aos atuais beneficiados, não é retroativo”. Muito obrigado, ministro! Só faltava o estelionato eleitoral ter efeito retroativo!
As medidas foram combinadas, pasmem!, com representantes de centrais sindicais, na tarde de hoje (29), no Palácio do Planalto. Elas começam a valer a partir de amanhã, mas precisam ser aprovadas pelos deputados e senadores para virarem lei. Elas vão causar um corte de aproximadamente R$ 18 bilhões por ano, a preços de 2015. É como se 2 milhões de trabalhadores deixassem de receber um salário mínimo por mês, incluindo décimo-terceiro.
Vejam o absurdo! O PIB do Brasil vai crescer menos de 0,2% e, de acordo com Nelson Barbosa, que vai assumir nesta quinta-feira (1º) o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o corte equivale a 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) do próximo ano, e vai aumentar ao longo do tempo, de acordo com a maior utilização dos benefícios.
Vejam um resumo das medidas:
• o aumento da carência do trabalhador que tem direito a receber o abono salarial. Antes, quem trabalhava somente um mês e recebia até dois salários mínimos poderia receber o benefício. Agora, o tempo será de no mínimo seis meses ininterruptos.
• pagamento proporcional ao tempo trabalhado, do mesmo modo que ocorre atualmente com o 13º salário, já que pela regra atual o benefício era pago igualmente para os trabalhadores, independentemente do tempo trabalhado.
• o seguro-desemprego também sofrerá alterações: passa de seis meses para 18 meses o prazo em que o trabalhador pode solicitar o benefício pela primeira vez.
• na segunda solicitação, o período de carência será de 12 meses. A partir do terceiro pedido, a carência voltará a ser de seis meses.
• o trabalhador não poderá acumular benefícios
• o governo vai criar uma carência de dois anos para quem recebe pensão por morte. Será exigido tempo mínimo de dois anos de casamento ou união estável para que os dependentes recebam a pensão.
• o auxílio-doença também sofrerá alteração. O teto do benefício será a média das últimas 12 contribuições, e o prazo de afastamento a ser pago pelo empregador será estendido de 15 para 30 dias, antes que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passe a arcar com o auxílio-doença.
As mudanças foram urdidas durante encontro onde estiveram presentes Carlos Eduardo Gabas, secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, que foi efetivado nesta segunda-feira (29) à frente da pasta; Paulo Rogério Caffarelli, secretário executivo do Ministério da Fazenda; Miriam Belchior, ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão; e Manoel Dias, ministro do Trabalho e Emprego.
Os trabalhadores foram representados por dirigentes da Central Única dos Trabalhadores, União Geral dos Trabalhadores, Nova Central Sindical dos Trabalhadores, Central dos Sindicatos Brasileiros e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. A Força Sindical, de oposição, não participou destas deliberações que dão um golpe de morte nos direitos trabalhistas dos brasileiros.
Os trabalhadores foram representados por dirigentes da Central Única dos Trabalhadores, União Geral dos Trabalhadores, Nova Central Sindical dos Trabalhadores, Central dos Sindicatos Brasileiros e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. A Força Sindical, de oposição, não participou destas deliberações que dão um golpe de morte nos direitos trabalhistas dos brasileiros.
Propina da Petrobras abasteceu conta oficial do PT.
Propina da Petrobras abasteceu conta oficial do PT, diz delator do esquema de corrupção à Polícia Federal. Notícia é capa dos principais jornais do país nesta quinta-feira (4). Para o líder do PSDB Antonio Imbassahy, revelação atinge a presidente Dilma Rousseff. “Não dá para acreditar que a presidente Dilma, que tem afirmado que não sabia de nada, não tenha se utilizado dessa estrutura criminosa para se manter no poder”, afirmou Antonio Imbassahy.
Por que Dilma mente tanto?
A presidente reeleita Dilma Rousseff discursa durante cerimônia no plenário do Congresso Nacional, 01/01/2015 (Imagem: Laycer Tomaz / Câmara dos Deputados)
Gabriel Garcia
"No meu primeiro mandato, superamos a extrema pobreza", disse a presidente Dilma Rousseff no discurso de posse, realizado, há pouco, no Congresso Nacional.
Dilma insiste no discurso do fim da pobreza enquanto os números mostram o contrário.
Em 5 de novembro, dados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad) mostraram que a miséria aumentou pela primeira vez em dez anos.
Em 2013, houve aumento de 3,68% no número de indivíduos considerados abaixo da linha da pobreza - passaram de 10.081.225 em 2012 para 10.452.383.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
"Rolando rampa abaixo"

Dilma, lhe desejamos o destino de Vampeta
Dilma Rousseff sobe a rampa do Palácio do Planalto. O Antagonista (clique no
hiperlink) espera que, daqui a alguns meses, seu mandato seja cassado
- democraticamente cassado - e ela tenha de percorrer o caminho inverso,
rolando rampa abaixo, como Vampeta. É o primeiro item da lista de bons
propósitos deste jornal: trabalhar pelo impeachment de Dilma Rousseff. Ainda é
cedo para esse desfecho. Falta a prova incontestável de que o esquema de
propinas da Petrobras financiou a campanha presidencial. Se os responsáveis
pela operação Lava-Jato puderem continuar a investigar, porém, a prova aparecerá.
Por que temos tanta certeza assim? Porque o esquema de
propinas foi montado exatamente para isso: para bancar campanhas eleitorais, em
particular as do PT. A possibilidade de obtermos o impeachment é mínima. Se não
houver pressão, o Congresso Nacional, que participou alegremente do estelionato
na Petrobras, nem cogitará incriminar a presidente. E tucano só é bom de bico.
O destino de Dilma Rousseff, portanto, depende das ruas. E O Antagonista já
está batendo as panelas.
* http://www.oantagonista.com/
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
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