sábado, 28 de dezembro de 2013

Diminui o número de acidentes nas estradas do Rio e São Paulo no Natal.

Rigor na aplicação da lei nos estados aumentou o número de registros de infrações e prisões
Um ano após as mudanças no Código Brasileiro de Trânsito, que provocaram um endurecimento nas regras da Lei Seca, o estado do Rio realizou um número de teste do bafômetro 22 vezes maior do que o estado de São Paulo. Do dia primeiro de janeiro até 17 de dezembro, 305.442 motoristas passaram pelo teste durante as fiscalizações cariocas. Já os paulistas registraram 12.260 condutores fiscalizados na operação conhecida como Direção Segura, entre os dias oito de fevereiro e 14 de dezembro.

*Imagem: Reprodução / Portal Lei Seca RJ

Sempre corrupção!

Matéria estampada no Estado de segunda-feira revela que a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público (MP) - neste caso o do Estado do Tocantins - estão apertando o cerco sobre prefeituras que têm destinado a tarefas de interesse privado o uso de retroescavadeiras e motoniveladoras recebidas em doação do governo federal, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2). 

De fato, diante de escândalos milionários como mensalões de todos os matizes partidários, parece coisa pouca o prefeito de uma pequena comuna perdida nos grotões deste país continental fazer um agrado a um mandachuva local, gentilmente cedendo as máquinas do PAC 2 para dar um jeito nas estradinhas da fazenda da grande figura. Ou mesmo usar essas máquinas para reformar seu próprio posto de gasolina. 

Mas a tendência a imaginar que pequenos malfeitos são toleráveis e não merecem maior atenção porque "fazem parte do jogo" ou "os fins justificam os meios" é desde logo um grave indício do alto grau de deterioração dos valores éticos não apenas entre os gestores da coisa pública, mas, é a triste realidade, numa sociedade adestrada a se realizar tão apenas com aquilo que o dinheiro pode comprar. 

Além disso - o que é absolutamente relevante em termos de gestão pública -, os desvios descobertos pela fiscalização da CGU e do MP levantam uma questão muito séria sobre o programa de distribuição de máquinas como retroescavadeiras, motoniveladoras e caminhões basculantes a municípios carentes do interior do País. É quase surreal a conclusão a que chega o prefeito do município catarinense de Barra Velha: "Cada máquina representa um custo. O governo federal ajudou muito dando a máquina, mas é um gasto com o qual o município não poderia arcar". 

O prefeito de Caridade do Piauí, José Lopes Filho, igualmente contemplado com a doação do PAC 2, bate na mesma tecla: "Gastamos muito com o conserto das máquinas, com o operador e o combustível". Quer dizer: os prefeitos não recusam, é claro, o presente do governo federal. Mas gostariam de receber também a verba correspondente ao trabalho de manutenção desse equipamento. 

Não se trata de saber quem é que tem razão, se o programa federal deveria ou não incluir o financiamento da manutenção do equipamento doado às prefeituras. Trata-se de constatar que, simplesmente, o programa funciona mal; foi mal planejado por não levar em conta se prefeituras que sobrevivem quase que exclusivamente de repasses federais e estaduais são capazes ou não de arcar com os custos de manutenção de um equipamento notoriamente caro. O governo parece entender que é suficiente promover a festa de doação, com palanque, banda de música e rojões, além de estampar, com grande visibilidade, a assinatura do autor da bondade em cada máquina doada: PAC 2. 

Outra questão importante que esse assunto suscita é o desequilíbrio do sistema federativo brasileiro, que tende a concentrar cada vez mais recursos, e poder, no nível federal, relegando de modo especial as administrações da maioria esmagadora dos municípios a depender da boa vontade e das conveniências políticas do poder central. 

Desde seu lançamento, em 2011, esse programa foi concebido e executado na medida certa para render dividendos eleitorais. Já distribuiu, a um custo de R$ 2,16 bilhões, 9.110 máquinas a municípios com até 50 mil habitantes que nele se inscreveram. Restam apenas pouco mais de 100 comunas a serem atendidas. E todas o serão, com certeza, antes de outubro próximo. 

A incongruência desse programa é típica das propostas populistas de um governo que se preocupa muito mais com o anúncio dos seus feitos do que com seus efeitos práticos. Diante de tão assombrosa falta de espírito público, pode parecer realmente desimportante que o presente de grego de máquinas para municípios que não têm capacidade financeira para operá-las resulte também na velha e boa corrupção que tão valorosos serviços tem prestado a quem ambiciona se perpetuar no poder.
*O Estado de S.Paulo 

Porque hoje é Sábado, uma bela mulher!

A bela atleta de UFC Ronda Rousey

Em 1996 a isenção do IR valia para salários até 6,55 mínimos. Agora cai para 2,47 mínimos...


Pelo 18º ano seguido, a tabela do Imposto de Renda (IR) será corrigida abaixo da inflação em 2014. A defasagem, que deverá fechar esse ano próxima de 66%, faz com que o Fisco chegue ao bolso de cada vez mais brasileiros, consumindo os seus novos rendimentos. Essa discrepância ainda se soma ao aumento do salário mínimo, também superior à correção da tabela. No próximo ano, o mínimo será elevado para R$ 724, uma alta de 6,78% ante os R$ 678 atuais.

A tendência pode ser observada desde 1996, quando houve o congelamento da tabela do IR, que durou até 2001. Nos anos seguinte, todos os reajustes que ocorreram foram inferiores ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O resultado disso é o aumento da tributação sobre o assalariado. Em 1996, a isenção do imposto beneficiava quem recebia até 6,55 salários mínimos, segundo levantamento da consultoria Ernst & Young. Em 2014, essa relação despencará para 2,47. Assim, brasileiros antes isentos por causa da baixa renda vão paulatinamente ingressando na condição de contribuintes.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Gim Argello emprega ex-assessor de Arruda flagrado recebendo dinheiro.

(imagens da internet)
O senador Gim Argello (PTB-DF) contratou como assessor de confiança o jornalista Omézio Ribeiro Pontes, flagrado em vídeo recebendo maços de dinheiro de Durval Barbosa, o delator do escândalo de corrupção em Brasília chamado de mensalão do DEM. 
Omézio foi assessor de imprensa do então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, que se tornou em 2010 o primeiro chefe de Executivo preso no exercício do cargo. 
Arruda renunciou ao mandato da cadeia.
* Leia mais em estadao.com.br

Geddel Vieira Lima pede a exoneração a Dilma via Twiter.

Provável candidato pelo PMDB ao governo da Bahia em 2014, o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima fez nesta quinta-feira, 26, um apelo público pelo Twitter para que a presidente Dilma Rousseff (PT) publique no Diário Oficial sua exoneração do cargo de vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal (CEF).
"Cara Presidenta Dilma, por gentileza, determine publicação de minha exoneração da função que ocupo e cujo pedido já se encontra nas mãos de Vossa Excelência", escreveu.
Em uma mensagem anterior, Geddel revelou que pediu ajuda do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para que entre em cena e ajude a acelerar o processo. "Acabo de fazer novo e dramático apelo, agora ao presidente da Câmara, para que agilize a publicação da minha exoneração. O que está havendo?", questionou o ex-ministro.
Presidente do PMDB baiano, Geddel teme que a manutenção de seu cargo na estatal seja usada por seus adversários na campanha do ano que vem. "Entreguei (o cargo) em setembro e pediram para eu aguradar um substituto. Não fiz isso com a intenção provocar e não quero politizar", disse o peemedebista ao Estado.
Questionado sobre qual dos candidatos à Presidência contará com seu apoio, Geddel afirmou que não repetirá "o erro da eleição passada", quando apoiou Dilma.

Em 2010, a petista prometeu se dividir entre o palanque do ex-ministro de Lula e do governador Jaques Wagner (PT), que dispuatava a reeleição. Na reta final da campanha, porém, Dilma apareceu de surpresa em Salvador, segundo o ex-ministro, e gravou uma declaração de apoio para o governador baiano.
* Por Pedro Venceslau - O Estado de S. Paulo 

US$ 7,735 bilhões saíram do País em 20 dias, segundo Banco Central.


Thinkstock/Getty Images
A principal via de saída de dólares do País no último mês do ano foram as operações financeiras
US$ 7,735 bilhões saíram do País nos primeiros 20 dias de dezembro, apontam dados divulgados nesta quinta-feira (26), pelo Banco Central (BC). Se os números não melhorarem até o fechamento do mês, essa será a maior saída mensal registrada após janeiro de 1999, quando começou a era do regime de câmbio flutuante. Naquele mês, o saldo fechou em US$ 8,587 bilhões negativos.
É até possível que nos últimos dias de 2013 a entrada de recursos seja maior do que a saída, o que diminuiria o volume negativo. Mas especialistas dão como certo que a conta deste ano fechará no vermelho, pela primeira vez desde a crise financeira internacional de 2008.
*Leia mais em economia.ig.com.br

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Troféu Homem Sem Visão 2013.

Alexandre Padilha recebe o troféu de 2013 com a maior votação da história do HSV

“Este troféu não é só meu: é também da presidenta Lula, dos irmãos Castro e dos jalecos cubanos, é do sistema brasileiro de saúde perto da perfeição e de todos aqueles que confiaram na minha absoluta falta de visão”, disse um Alexandre Padilha, rosto banhado em lágrimas, ao ser oficialmente informado da esmagadora vitória na disputa pelo título de Homem sem Visão de 2013. O ministro da Saúde foi eleito com a maior votação da história do HSV, que mobilizou quase 24 mil leitores-eleitores.

Em meio à cerimônia de premiação, Padilha sofreu um acesso de tosse e foi levado às pressas para o Sírio Libanês. “É excesso de emoção”, informou o comunicado da junta médica que o atendeu. Liberado para voltar à festa, o paciente garantiu que continuará o tratamento numa UPA indicada pelo porteiro do Sírio-Libanês. “Ele disse que lá a espera é só de dois anos”, animou-se o HSV de 2013.

Padilha ingressou num seleto grupo de campeões que reúne Dilma Rousseff (eleita em 2009), Franklin Martins (2010), Márcio Thomaz Bastos (2011) e Ricardo Lewandowski (2012). Com 72% dos votos, o ministro da Saúde conseguiu o apoio de 16.655 dos 23.048 eleitores. Segundo lugar, José Eduardo Cardozo (1.675 votos, ou 7%) foi agraciado com a medalha de prata.
Descrição: josé-eduardo-cardozo copy
“Nossos sherloques estão fazendo doutorado em técnicas de contraespionagem preventiva e fabricação de dossiês baseados em denúncias anônimas”, revelou um dos 12 espiões diplomados pela Abin. “Em 2014 o chefe quer buscara taça”.
Medalhista de bronze, José Genoíno (1.422 votos, ou 6%) fez questão de telefonar para a Papuda e dividir com os companheiros da cela S 13 a conquista de um lugar no pódio. “O José Dirceu quase morreu de inveja”, revelou um carcereiro. “Ele mandou dizer que não estava, mas o Delúbio disse que a hora é de união, já que todos vão morar juntos muito tempo”.
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Seguiram-se à trinca de craques Celso de Mello (1.278 votos, ou 6%), Gilberto Carvalho (965 votos, ou 4%), Sérgio Cabral (749 votos, ou 3%), Aloizio Mercadante (714 votos, ou 3%), Marilena Chauí (707 votos, ou 3%), Rui Falcão (669 votos, ou 3%), Maria do Rosário (576 votos, ou 2%), e Marco Aurélio Garcia (347 votos, ou 2%). Amargou a lanterninha o deputado Nazareno Fonteles (135 votos, ou 1%).
Ao saber que perdera até para Mercadante, Marilena Chauí teve um ataque de nervos. Aos gritos, informou que era por coisas assim que odeia a classe média. “A professora acha que só perdeu porque burguês não vota em burguês”, explicou um dos alunos que tentavam controlar o chilique da mestra.
Foi mais uma eleição histórica, leitores-eleitores! Todos cumpriram o dever cívico de escolher o pior entre os piores! A luta continua! E que sempre vença o pior!

Vem pra Caixa você também, vem! Fábio Porchat foi…

Rebati aqui o artigo com tom ufanista publicado no Estadão pelo humorista Fábio Porchat. Segundo o comediante, o Brasil tem problemas sim, mas a Copa vai ser um sucesso, e nossos problemas não seriam tão diferentes assim daqueles de países do primeiro mundo.
Uma visão tão otimista assim, diante de uma realidade tão contrastante, soa um tanto estranha. Teria alguma ligação com o fato de Porchat ser um garoto-propaganda da estatal Caixa Econômica Federal, aquela que fomenta uma bolha imobiliária brasileira?
Deixo a conclusão com o leitor. Pode ser que seja mera coincidência, ou não. Mas aproveito para lembrar um dos pontos que mais bati em Esquerda Caviar, o primeiro dos 20 itens que levantei como possível origem do fenômeno: a simbiose entre artistas e governo.
Quando o estado é o mecenas das artes, os artistas são seus reféns, e perdem a autonomia, a independência, fundamental para o ofício, crítico por natureza. No Brasil, o elo entre tetas estatais e classe artística já virou umbilical. É indecoroso.
O sócio de Porchat no “Porta dos Fundos”, Gregório Duvivier, chegou a escrever um texto defendendo as gordas verbas públicas no setor das artes. O grupo é cada vez mais “mainstream”, o que leva a essa natural, porém condenável aproximação com o governo.
Tenho sérias dúvidas se os humoristas terão liberdade para tecer duras críticas ao governo na frente. Talvez tenham que focar mais em piadas sobre Jesus Cristo, pois no Ocidente é muito fácil meter o pau na Igreja Católica. Há ampla liberdade para isso, e é até visto como “cool” pela esquerda caviar.
Quero ver descer o sarrafo no PT ou no Islã, isso sim. Ou fazer as necessárias críticas à organização e roubalheira da Copa em nosso país. Ufanismo tolo de quem “foi pra Caixa” é fácil. Mas prefiro a liberdade de dizer o que penso sobre os desmandos de nosso governo, a irresponsabilidade na gestão da própria Caixa e os males que assolam nosso país. Isso não tem preço…
Rodrigo Constantino

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013