A
Comissão da Verdade tem trabalhado espalhafatosamente e, por vários estados,
possui ensandecidos grupos denominados de “Comissões Regionais da Verdade”.
É tão
poderosa que altera atestados de óbitos e vasculha qualquer chance pra
incriminar ao máximo os ex - agentes da repressão.
Sem
limites, lá estão os seus acólitos atrás de culpados e, se for o caso, são
capazes de inventar crimes. Assim, Jango, Juscelino e outros tantos poderão ter
seus cadáveres devidamente manipulados para incriminar a qualquer um.
Seleciona
com tosca maestria suspeitas testemunhas que não se avexam em prestar
declarações mirabolantes. Uma das mais grotescas é a da aula de tortura, sendo
a própria, a cobaia.
“Nos
pés meus senhores”, afirma e demonstra o bestial mestre na esperada aula
aos atentos alunos, “se passarmos de leve uma pena de uma galinha novinha, o
torturado cairá em frouxos e incontroláveis risos e confessará qualquer coisa
para pararmos a tortura. Nos sovacos, idem”.
Certamente,
a Comissão deve possuir o endereço de todos os que trabalharam ou passaram nas
imediações de órgãos de investigação.
Vimos
que pelo território nacional, recentemente, que a residência de diversos ex -
agentes foi devidamente pichada pelos violentos adeptos do “esculacho”.
Na
prática, assistimos de camarote à estigmatização de cidadãos, com cartazes
ofensivos à sua honorabilidade.
Repete
- se o abominável trucidamento que aprendemos na história da Alemanha nazista,
pois, assim, lá foram estigmatizados os judeus.
Aqueles,
como inimigos da Pátria, tiveram a si e as suas casas identificadas por dois
triângulos amarelos sobrepostos, para formar a “estrela de
Davi” com a
palavra Judeu.
Na
busca da supremacia ariana, o poder nazista decidiu extirpar pelo holocausto,
os judeus; aqui, pela preponderância da mentira, o desgoverno empenha - se em
execrar os heróicos mantenedores da lei e da ordem durante um período em que a
subversão e seus desatinados maculavam a paz de nossa terra.
Quanto
a nós, estamos na iminência de vermos residências marcadas com algum estigma,
que ainda será escolhido pela Comissão, para identificar um cidadão que lutou
para manter a paz e a ordem interna.
O
estigma os marcará como párias, como traidores, como portadores das piores
doenças contagiosas.
Infelizmente,
caminhamos para que semelhante barbárie se concretize, e só mesmo a indignação
generalizada, o alerta sobre o que de pior possa acontecer, poderá impedir que
os objetivos dos mentores da Comissão sejam concretizados.
Sabemos
que muitos estão sendo chamados para depoimentos e devidamente, questionados e
acusados. Os acusadores são muitos e brandem papéis com as mais cruentas
difamações, baseados em falsas declarações de pessoas que deveriam responder
pelos seus crimes, mas que pelo contrário, foram aquinhoadas com polpudas
indenizações e pensões mensais, livres de imposto de renda.
Os
poucos que nos lêem podem julgar a nossa reflexão como fantasiosa ou até
imbecil.
É um
exagero? Pode ser, mas quando lidamos com pessoas de baixo nível, quando temos
a experiência histórica até aonde pode chegar uma malta sanguinária, o melhor é
esperar pelas mais abomináveis condutas.
A
marcha da Comissão é inexorável, pode não desvirtuar a Lei da Anistia como
deseja, porém pode destroçar a dignidade de cada ex - agente, de estigmatizá -
lo diante de seus vizinhos, de seus conhecidos, de todos os que o cercam.
Portanto,
só falta afixar na porta de sua residência uma marca – um sinal infamante.
E
creiam, pouco falta.
Brasília,
DF, 29 de maio de 2013
Gen.
Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira