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sábado, 30 de janeiro de 2010
Pérolas do lulismo

*Li no blog Brasill-Liberdade e democracia
Lula jamais foi um "trabalhador compulsivo"
São cinco, no máximo 12 dias, é verdade, mas o presidente sempre descansou ao longo dos dois mandatos – desmentindo o “trabalhador compulsivo” descrito por assessores. Em 2005, passou o Carnaval na Marambaia (RJ). Em janeiro de 2006, quatro dias na base de Aratu (MA). Em fevereiro, Carnaval em praia no Piauí, após as denúncias do mensalão. Em abril, Forte dos Andradas, no Guarujá (SP).Voltou ao Forte com d. Marisa no início de 2007, e repetiu a dose no Carnaval. Em 2008, passou de novo o Carnaval lá. Foram nove dias.
E cá para nós, o presidente não viaja espremido na classe econômica ou dormindo na janelinha. O Air Force 51 tem até cama de casal.
A agenda presidencial, quase sempre encerrada à 18h, foi tumultuada com as “inaugurações” do PAC. Aí, nem torneiro-mecânico aguenta.
Mantega ameniza uma mentira histórica
Celso Amorim, o Megalonanico, leu em lugar de Lula o discurso que o presidente faria em Davos, no Fórum Econômico Mundial, na solenidade premiação do Estadista Global. Vale dizer: Lula foi laureado por ter sido considerado um destaque no mundo que ele tentou evitar. Tivesse o PT vencido as eleições em 1989, 1994 ou 1998, seríamos, possivelmente, a mais ocidental das nações africanas. Em 89, Lula prometia implantar o socialismo; em 94, prometia acabar com o Real; em 1998, ele já não sabia mais o que prometer. Em 2002, ao assinar a Carta ao Povo Brasileiro, prometeu que seguiria o figurino deixado por FHC. E aí se faça justiça: ele cumpriu a palavra.Guido Mantega, ministro da Fazenda, e Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, estavam por lá. Depois da premiação, houve um almoço-seminário para debater as perspectivas do Brasil. E Ricardo Hausmann, professor de Harvard, fez Mantega admitir que Lula teve um bom antecessor.
O apagão de Chavez
A ameaça de desabastecimento e agravamento da crise energética na Venezuela pode se estender por mais dois anos, segundo o professor da Universidade Central da Venezuela Edgardo Lander. De acordo com ele, é necessário reduzir o consumo de energia no país vizinho e paralelamente o governo do presidente Hugo Chávez deve diversificar a matriz energética do país a partir da utilização de hidrelétricas."É bastante provável que passemos os próximos dois anos em uma situação difícil", afirmou Lander, que participou de debates no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. "Supondo que o período de chuva comece na época normal, entre maio e junho. Com as alterações climáticas, não sabemos o que vai acontecer."Pelos dados oficiais, houve redução dos níveis da água na Barragem Guri - a principal do país. A unidade abriga o complexo hidrelétrico que produz 70% da eletricidade na Venezuela. Segundo Lander, o sistema elétrico venezuelano, dependente 70% das hidrelétricas. Mas para ele, o desperdício e a ausência de controle do governo sobre o consumo agravam a crise.Na última semana o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimermann, e o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, foram a Caracas para verificar como o governo brasileiro pode ajudar a Venezuela a superar a crise de desabastecimento. Uma das alternativas é enviar mais uma equipe de técnicos na semana que vem para o país vizinho em busca de uma solução para o impasse."A situação [na Venezuela] de razoável equilíbrio entre oferta e demanda se alterou com a queda da geração e não há suficiente capacidade de respaldo", disse o professor venezuelano. "Por mais de um século, a sociedade [venezuelana] teve abundância em recursos energéticos. É um problema que vem do imaginário de uma sociedade petroleira", compeltou.sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
PSDB atribui a Dilma a liberação de obras irregulares
Depois de chamar Dilma Rousseff de “mentirosa”, o senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB, vem a público atribuir à candidata de Lula a decisão de liberar verbas para obras nas quais o TCU encontrara irregularidades “graves”. As quatro obras, sob responsabilidade da Petrobrás, deverão consumir cerca de R$ 13 bilhões do orçamento de 2010. O Congresso já incluíra os empreendimentos numa lista negra condicionando os gastos à correção das irregularidades. Lula, no entanto, vetou o bloqueio das verbas ao sancionar o Orçamento sem ressalvas.
Segundo o Tucano Sergio Guerra, foi coisa de Dilma. Numa nota oficial Guerra afirmou: “Ela quer mandar em tudo. Não quer ouvir ninguém. Ela quer tomar as decisões sozinha. É autoritária mesmo...” E acrescentou: “...Não tem opinião de ninguém que conte para ela. Apenas seus objetivos que, neste caso, não são eleitorais...Não são políticos, nem são administrativos, porque estas obras não vão ser concluídas agora”.
Minoritária nas duas casas do Legislativo, a oposição não dispõe de forças para vetar a sansão do Presidente Lula, uma vez que o Congresso precisa de quórum de dois terços para derrubar os vetos presidenciais. Resta a oposição, diante de um Congresso alienado e de uma imprensa alugada, fazer o lhe cabe: protestar.
Amorim ensaia recuo em relação a Honduras
O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, elogiou nesta quinta-feira (28/01) a atuação do novo presidente de Honduras, Porfirio “Pepe” Lobo Sosa, que assumiu ontem o cargo. Para o chanceler, “Pepe” Lobo – cuja eleição não é considerada legítima pelo governo brasileiro – avançou politicamente ao negociar o salvo-conduto para o presidente deposto, Manuel Zelaya, deixar Honduras rumo à República Dominicana, sem ameaças.Os elogios de Amorim a “Pepe” Lobo podem indicar um novo posicionamento do governo brasileiro. Desde o golpe de Estado, em junho de 2009, o Brasil rompeu as relações políticas com o país vizinho. No entanto, em busca da conciliação na nova gestão, o governo brasileiro deve reatar.Amorim afirmou ainda que é necessário ampliar os avanços obtidos por "Pepe" Lobo. Segundo ele, é preciso buscar mais ações “conciliatórias” no país vizinho em um esforço de acabar com a instabilidade política e social. “Eu vejo passos positivos [em direção a] um caminho de reconciliação. Vamos ver como isso evolui”, afirmou Amorim.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Os tiranos "progressistas" de Luiz Inácio
Lula discursou anteontem no tal Fórum Social Mundial, aquela reunião internacional de Mafaldinhas & Remelentos. Segundo ele, a América Latina vive “um extraordinário momento” em razão de uma série de governo “progressistas”, que “estão dando passos importantes para a consolidação da democracia”.Não estava se referindo a Honduras, que evitou um golpe de estado, depôs um aloprado, realizou eleições limpas e deu posse ao vitorioso. Afinal, o Brasil ainda não reconheceu nem o processo eleitoral. Mas certamente incluía a Venezuela na sua fala, onde, segundo diz, há “democracia até demais”. Para ele, existe um grande “preconceito” contra Hugo Chávez.
Milhares de estudantes e opositores do governo marcham nas ruas de Caracas contra a já instalada ditadura chavista. Há três dias, o Beiçola tirou do ar seis emissoras de TV. Duas pessoas morreram em confrontos de rua. Uma juíza está na cadeia porque decidiu libertar um preso político, detido havia dois anos sem julgamento e sem direito a habeas corpus. Chávez criou um órgão encarregado de punir juízes que tomam decisões de que ele discorda. A miséria é crescente no país, mas o maluco continua com sua política aloprada de expropriações. E ameaça: quanto mais protestam, mas ele expropria!
Lula certamente se referia à Bolívia e ao Equador, países em que a imprensa também está sob crescente controle do governo e de seus aliados “bolivarianos”. E fatalmente terá incluído a Nicarágua de Daniel Ortega, que fraudou há pouco tempo a Constituição para poder se reeleger. Não tenho dúvida de que a Argentina dos Kirchners, com a vocação do casal para exercer os Três Poderes em Um, também compõe este fantástico painel de governos “progressistas”. Já o Chile, que acaba de eleger Sebatián Piñera, não deve entrar na lista…
O mais encantador dessa fala é que ela deve ser tomada rigorosamente pelo avesso. Os países da América Latina em que a democracia corre riscos são justamente aqueles que Lula considera governados por “progressistas”. O mais “progressista” deles, Cuba, é nada menos do que uma tirania. Mas algo me diz que essa gente começou a aprodrecer.
Justiça deverá punir fundação que desviou verbas durante a gestão de Marta Suplicy
A Justiça determinou a quebra dos sigilos bancário, financeiro e fiscal do Instituto Florestan Fernandes. A fundação é investigada pelo Ministério Público pelo suposto desvio de R$ 12,8 milhões do Tesouro Municipal de São Paulo, durante a gestão de Marta Suplicy (PT). Nessa quarta (27/1), os desembargadores Antonio Carlos Malheiros e Paulo Magalhães da Costa Coelho, da 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), votaram pela abertura de dados do instituto. Entretanto, discordaram sobre o período da quebra dos sigilos. Malheiros, que é relator do processo, defende a busca apenas entre 28 de julho de 2003 e 1º de dezembro de 2004, período em que o Ministério Público acredita que as irregularidades tenham acontecido. Já Costa Coelho acredita que seja necessário uma investigação mais ampla, e pede que o sigilo do instituto seja quebrado desde sua fundação. Devido à divergência, o desembargador Marrey Uint pediu vista do processo, suspendendo o julgamento. Ele deve apresentar seu voto em sessão a ser realizada na próxima semana. Se Marrey decidir pela não quebra dos sigilos, valerá a decisão de Malheiros, por ser de meio-termo.InquéritoEm 2006, o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para investigar fundações — entre elas o Instituto Florestan Fernandes — que prestaram serviço à prefeitura de São Paulo durante a gestão de Marta Suplicy. Na ação, o Ministério Público afirma que identificou “um impressionante esquema para desvio de recursos públicos, mediante indevida contratação direta e sem licitação de fundações de direito privado”, todas elas ligadas direta ou indiretamente ao PT.

