quinta-feira, 19 de março de 2009

Marolinha no Japão.

Sony congelará salário de funcionários por um ano.Empresa oferecia reajuste por merecimento.Sony também irá reduzir ganhos de seus diretores.
A fabricante japonesa de produtos de eletrônica Sony decidiu nesta auinta-feira (19), pela primeira vez, congelar o salário de seus empregados fixos durante o ano fiscal 2009, que começa no próximo mês, conforme noticia o diário econômico local "Nikkei".
A medida é uma tentativa da empresa de enfrentar seus resultados do ano fiscal de 2008, que devem indicar as maiores perdas anuais da história da Sony.
Ao contrário de outras companhias japonesas, a Sony não aumenta o salário de seus empregados de maneira automática a cada ano de acordo com o tempo de seu funcionário na empresa.
A gigante da eletrônica japonesa determina a cada outono, no começo do ano fiscal, o aumento que cada empregado merece, de acordo com suas funções.
No ano fiscal 2009, a Sony não aplicará aumento salarial e manterá seus empregados com os mesmo ganhos mensais, que atualmente estão, em média, em 381.584 ienes (US$ 3.975).
A companhia anunciou também que cortará o salário de seus empregados com postos médios entre 10% e 20%, a partir de abril, e que aplicará grandes reduções sobre os ganhos de seus diretores.

Clodovil no além.

Charge de Gabriel-O Globo

Habeas corpus para Dado Dolabella.

A desembargadora Giselda Leitão concedeu habeas corpus pedido pelo advogado Michel Assef Filho em nome do ator Dado Dolabella, que está deixando a prisão, na sede da Polinter, na Pavuna.
O advogado Michel Assef Filho, que assiste Dado Dolabella, sai em defesa de seu cliente, com a seguinte pétala jurídica:
- Ele não é bandido.
Pode ser, doutor. Mas antes, por favor, defina bandido.

Collor admite que bloqueio da poupança foi um erro.

Nas respostas que deu aos repórteres que o entrevistou no Programa que foi ao ar na TV Brasil, nesta quarta feira (18), o senador Fernando Collor (PTB-AL) reconheceu ter incorrido em erros na época em que foi presidente da República.
Incluiu no rol de equívocos o bloqueio das cadernetas de popupança decretado pelo Plano Collor.
E declarou:
“Naquela época, querendo fazer os ajustes de forma rápida, equivoquei-me”. Se tivesse a oportunidade de voltar no tempo...
“...Certamente eu não teria adotado um programa econômico que causasse tanto desassossego...”
“...Se tivesse outra chance, não teria bloqueado a poupança de pessoas físicas e jurídicas”.
Na seara política, Collor disse que não teria arrostado o impeachment se tivesse um apoio sólido no Congresso.
E mencionou outro erro:
“A falta de diálogo com a classe política e com [políticos e empresários de] São Paulo".
"A CPMI [Comissão Parlamentar Mista de Inquérito] não teria prosperado caso houvesse base de sustentação no Legislativo”.
A julgar pelos escândalos que se seguiram no mundo político brasileiro, todos convertidos em fumaça, o ex-presidente parece ter alguma razão.
Vesgastado pelo petismo no passado, Collor revela-se agora um aliado de Lula. E arremata:
“O momento é de o Brasil ter a união de todos para avançar nos próximos dois anos...”
“...Sou entusiasta do PAC, aliado do presidente Lula e faço parte de sua base de sustentação”.

TRT mantém cortes da Embraer e eleva indenização.

O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª região, sediado em Campinas (SP), manteve as mais de 4.200 demissões feitas pela Embraer.
Prevaleceu a lógica. Dói, mas não há no ordenamento jurídico do país lei que impeça uma empresa privada de mandar trabalhadores ao meio-fio.
Em benefício dos demitidos, o TRT impôs à Embraer um reforço das indenizações.
A empresa terá de pagar mais dois avisos prévios até o teto de R$ 7 mil por cabeça.
A Justiça também determinou que sejam mantidos por um ano os convênios médicos dos demitidos e de seus dependentes por um ano.
Autor da ação que levou arrastou a Embraer aos escaninhos do TRT, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos disse que recorrerá ao TST.
Insiste na anulação das demissões. Quanto à Embraer, disse que aguardará a publicação do acórdão do TRT para decidir o que fazer.
Em Brasília, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) veio à boca do palco para anunciar uma boa nova.
Depois de passar três meses no vermelho, o cadastro de empregos do governo anotou um saldo positivo de 9.179 vagas no mês de fevereiro.
Significa dizer que o número de contratados (1,233 milhão) foi maior do que o de demitidos (1,224). Não é muito. Mas é alguma coisa.
Num otimismo que os números ainda não autorizam, Lupi voltou a manusear sua bola de cristal:
"A minha expectativa é que março será o mês da virada. O saldo negativo dos últimos três meses não se repetiu em fevereiro. E eu acredito que...”
“...A reação do mercado, a diminuição das demissões e o aumento do salário-mínimo serão determinantes para que a geração de empregos se recupere mais ainda no próximo mês...”
“...Eu continuarei sendo um otimista, confiando na economia do Brasil. O nosso país está sendo um dos primeiros a mostrar que saiu da crise".
Saiu da crise? Então, tá!

PF prende um em operação contra uso ilícito de satélites militares americanos.

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (18)um homem suspeito de usar satélites militares americanos para comunicação clandestina em vários pontos do país. A prisão foi em flagrante, em Unaí (MG), durante a "Operação Satélite", deflagrada hoje para combater o uso dos equipamentos em seis Estados.
Segundo a PF, foram apreendidos diversos transmissores, rádios, antenas e acessórios utilizados para a comunicação clandestina. Também foram identificados os usuários e fabricantes dos sistemas. Um inquérito policial foi instaurado para investigar o caso.
A operação contou com a participação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que ratificou as coordenadas geográficas dos pontos indicados pelo Departamento de Defesa Americana, controlador dos satélites.
O sistema utilizado é resultado da fabricação caseira de transceptores e antenas que trabalham na frequência e direção dos satélites.
Ao todo foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal de Florianópolis (SC), em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.
Comento: Está provado que o crime evolui. Vejam só: No meu tempo eram batedores de carteira, ladrões de galinha...Com o tempo surguram os crimes mais violentos, sequestros, etc. Hoje, bem, hoje a turma da bandalheira dá golpe na Internet e agora, pasmem, roubam até sinal de satélite internacional. Pense num país de ladrões evoluidos!!!!

Receita testa sistema que estuda padrão de vida do contribuinte.

SÃO PAULO - A Receita Federal afirmou, nesta quarta-feira (18), que está testando um novo sistema para evitar que o contribuinte caia na malha fina várias vezes."A gente quer utilizar já este ano, se os testes funcionarem, no sentido de que se tenha um sistema inteligente que estude o padrão do contribuinte", afirmou o subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Henrique Jorge Freitas, segundo a Agência Brasil. Ele afirmou que o novo sistema pode trabalhar no sentido de evitar situações em que o contribuinte é retido na malha fina no ano seguinte, mesmo depois de já ter apresentado todos os documentos e ser liberado pela Receita.De acordo com Freitas, o novo sistema também ajudará a Receita a desenvolver sua estratégia de se concentrar na fiscalização de grandes contribuintes, como o setor financeiro. O objetivo é se concentrar nas grandes fiscalizações e deixar a malha fina para os demais contribuintes."O setor financeiro é composto de grandes contribuintes e responde por cerca de 30% da arrecadação [sem considerar a receita previdenciária]. Então, tem de ter um tratamento diferenciado", afirmou Freitas.
O subsecretário de Fiscalização afirmou que a seleção de bancos que serão fiscalizados e a coleta de informações já começaram. Porém, os nomes não podem ser divulgados, para não atrapalhar as investigações e preservar o sigilo fiscal garantido por lei.
Comento: É, depois do "guardião" da PF, temos agora o "espião" da Receita!
http://apoiotributario.blogspot.com/

quarta-feira, 18 de março de 2009

Preço dos ingressos afasta classe C do cinema.


Recentemente, o cineasta Fernando Meirelles contou que, quando pensa em fazer um trabalho para o público brasileiro, prefere a TV. "Nem todo mundo pode ir ao cinema, mas quase todo mundo tem televisão em casa", explicou. A declaração reflete um dos maiores obstáculos do cinema nacional, na visão dos profissionais de mercado: o valor do ingresso dificulta o acesso do público às salas - especialmente da classe C. "E esse é um público potencial do cinema nacional", afirma Manoel Rangel, diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine).
Em São Paulo, por exemplo, paga-se em torno de 20 reais para ver um filme na tela grande. Quando se considera o custo do pacote transporte-entrada-pipoca, a barreira cresce.
Cinema em casa - Para Rangel, duas medidas permitiriam que o preço do ingresso caísse. Primeiro, a moralização do uso da meia-entrada, com a redução do volume de carteiras de estudantes falsificadas. Segundo, a expansão do número de salas. Além de pequeno, o parque exibidor brasileiro tem baixa capilaridade. São cerca 2.200 salas em todo o país, concentradas em três pólos, todos próximos: a cidade de São Paulo (com 10% dos cinemas), a cidade do Rio e o interior paulista. E, mesmo nesses mercados, há concentração de salas em shoppings centers.
"Quem ganha um salário mínimo nem passa perto dos shoppings, quanto mais das salas da rede Cinemark", reclama o roteirista e diretor Paolo Gregori. "Assistir a um DVD em casa com a família é muito mais barato", diz Maurício Ramos, produtor da VideoFilmes.
'Ciclo virtuoso' - Outra consequência do diminuto parque exibidor é que ele acaba por limitar a produção doméstica. Para o professor João Guilherme Barone, coordenador do Departamento de Produção Audiovisual da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), esse é mais um entrave para o cinema nacional. "O mercado exibidor está encolhido, só atende a 5% da população, e há um embate enorme para fazer circular os filmes brasileiros, o que é um absurdo, mas é real."
A questão, em tese, é simples: se as salas de exibição fossem mais numerosas e mais bem distribuídas, poderiam receber uma plateia maior, em todo o país. O aumento na venda de ingressos, por sua vez, permitiria uma queda no preço das entradas - viabilizando um incremento na demanda e na produção. De acordo com Ramos, da VideoFilmes, longas de ficção precisam de 150.000 espectadores para dar retorno ao produtor. Para dar lucro, é preciso passar, pelo menos, de 300.000 pagantes. Ou, com segurança, de 500.000.
Produção x crise - Rangel, da Ancine, aponta ainda outros obstáculos a serem superados pela produção cinematográfica nacional. "É preciso que os nossos produtores saibam com que parcela do público querem dialogar e os distribuidores, como atingi-la." Segundo ele, a agência não estipula metas para a participação brasileira na bilheteria, mas procura estimular a produção. No final de 2008, a Ancine lançou o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que neste ano deve injetar 74 milhões de reais no mercado. Além disso, o mecanismo de incentivo - principal fonte de recursos dos produtores locais - pode irrigar o setor com cerca de 150 milhões de reais.
Esta, aliás, é uma questão que preocupa alguns representantes do mercado. Para Bruno Wainer, da distribuidora Downtown Filmes, neste ano a produção nacional pode padecer de uma redução de recursos, por conta da crise. "Se as empresas lucrarem menos, pagarão menos impostos e haverá menos dinheiro para captar", resume. A questão é um efeito do principal mecanismo de fomento do cinema doméstico: a renúncia fiscal, pela qual as empresas abatem do imposto de renda devido aos cofres públicos o montante que investem nas produções nacionais.

Frases marcantes de Clodovil Hernandes.


"Eu entrei [na política] mais para ser garoto propaganda da Câmara do que qualquer outra coisa. Porque não tenho feito nada. Eu vim aqui para trabalhar e não para brincar."
Na Folha, em 2007
"Eu sou do tipo de homem que gosta verdadeiramente de mulher porque eu nunca enfrentei uma mulher."
Na Folha, em 2007
"Da fruta que eu gosto, o Leonardo DiCaprio gosta até do caroço. Sei disso porque boi preto conhece boi preto."
Na revista "Veja", em 2007, sobre a sexualidade do ator Leonardo DiCaprio
"Digo aos senhores que a única coisa de que tenho medo --já me fizeram muito medo aqui, como estrangeiro que sou nesta Casa-- é da expressão 'decoro parlamentar'. Eu não sei o que é decoro, com um barulho destes enquanto um deputado fala. Eu não sei o que é decoro, porque aqui parece um mercado! Nós representamos o país! Não entendo por que há tanto barulho enquanto um orador está falando. Nem na televisão, que é popular, fazem isso."
Primeiro discurso na Câmara dos Deputados, em 2007
"Será que precisamos de gravata ou de seriedade?"
Na Folha, em 2007
Direita ou esquerda? "Erecto"
"É claro que vou precisar de apoio, porque sozinho a gente não consegue nem se masturbar --tem de pensar em alguém."
Na Folha, em 2006
"Você conhece alguém com 70 anos que tenha essas pernas?"
No Guia da Folha, em 2006
"Estava desempregado e não tenho cara de pobre; não conseguiria nem inventar uma. Precisava fazer alguma coisa. Acordei num domingo de manhã, depois de operado de câncer de próstata, e resolvi escrever um espetáculo. Você sabe, o segredo da cura é o bom humor."
No Guia da Folha, em 2006
"Se o Collor tinha aquilo roxo, o meu é cor de rosa-choque."
No site G1, em 2006
"As donas-de-casa me adoram porque sabem que eu vim de baixo. Vivi a história da Cinderela. E pobre gosta mesmo é de luxo."
Na Folha, em 1998

Dado Dolabella é algemado na porta de casa, no Rio.

O ator Dado Dolabella estava em seu apartamento, na noite de ontem, quando recebeu chamado da polícia para descer à portaria, pois teria de prestar depoimento na Delegacia da Mulher. A história começou quando sua ex-namorada a Atriz Luana Piovani, prestou queixa a políica alegando que levou um tapa de Dolabella em uma boate no dia 23 de outubro. Câmeras do circuito interno flagraram a briga. Ele foi algemado e colocado em um carro da polícia, desta feita em razão da ex-namorada, Luana Piovani, haver entrado com ação na Justiça, alegando que Dado não acatou a determinação judicial que o obrigava a ficar a 250 metros de distância dela. No Carnaval, além de ir ao camarote da Brahma, no Rio, onde a atriz também estava, Dado atendeu ao pedido de um fotógrafo e fez fotos com uma fita métrica. Foi considerado que ele brincou com a Justiça. Até às 06:50 de hoje (18)Dado continuava preso.