sexta-feira, 1 de julho de 2011

Esmola demais....

Em comemoração pelos seus 80 anos, Fernando Henrique Cardoso elogia Dilma; Fernanda Montenegro lê trechos da carta de Dilma reconhecendo a importância de FHC para a consolidação da estabilidade econônima brasileira; Marcos Maia, petista presidente da Câmara rasgou elogios ao "homem de bem", que até ontem era vilipendiado com o epíteto de responsável pela "herança maldita"...Hum...
Quanto à mim, estou com pulgas atrás das duas "orêias", como diria Lula, o precursos da nova lingua portuguêsa.
Porque nesta troca melosa de rapapés eu vejo que a esmola , de ambos os lados, é demasiada...e eu, como eleitora, desconfio! Será que o PSDB não está colocando em prática a velha estratégia de aliar-se ao inimigo diante da impossibilidade de vencê-lo?
*Mara Montezuma Assaf, por e-mail, via resistência democrática.

Chávez anuncia que está com câncer.

Em um pronunciamento na TV ao povo venezuelano, feito a partir de Cuba, o ditador Hugo Chávez afirmou que está com com câncer. De acordo com o caudilho, logo após a cirurgia para a retirada de um abcesso pélvico, relizada no início do mês, ele foi submetido a novos exames que detectaram a existência de um tumor maligno.
"Os estudos confirmaram a existência de um tumor com a presença de células cancerosas, o que exigiu uma necessária segunda intervenção, que permitiu a extração total do tumor", afirmou o ditador, acrescentando que agora se submete a um estrito tratamento de saúde.
Durante o pronunciamento, Chávez disse que “luta pela vida”, mas está “no caminho da recuperação”.
Os rumores sobre o estado de saúde crítico de Chávez se intensificaram no último dia 25, duas semanas após o caudilho submeter-se à primeira cirurgia. Na data o ministro das relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, deixou escapar que o ditador travava uma “batalha pela vida”. No mesmo dia, o jornal El Nuevo Herald publicou reportagem afirmando que fontes da inteligência americana apontavam que o estado de saúde de Chávez era “grave”.
Em seguida, pessoas próximas ao ditador vieram a público numa série de desmentidos não muito convincentes. Na contramão dos chavistas, e com mais detalhes e credibilidade, o jornalista Nelson Bocaranda Sardi, conhecido opositor do regime, publicou, em seu blog Run Runes, informações sobre os bastidores da internação do caudilho.
Segundo o jornalista, Chávez chegou a emagrecer 10 quilos. Sardi afirmou ter tido acesso ao resultado de uma biópsia que confirmava o câncer de próstata. Ele ainda disse que o venezuelano estaria se alimentando apenas com líquidos, se recuperava lentamente e deveria ser submetido a um tratamento de radioterapia.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Serra diz que até as paredes sabem do envolvimento de Mercadante no escândalo dos aloprados.

Foto de Andre Coelho
Os tucanos José Serra, Geraldo Alckmin e Aloysio Nunes em Brasília, para a reunião do PSDB no Senado.
BRASILIA - O ex-governador paulista José Serra (PSDB) afirmou nesta quarta-feira que até as paredes sabem do envolvimento do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, na montagem de um dossiê com o objetivo de prejudicar o tucano na eleição para o governo de São Paulo em 2006, o chamado escândalo dos aloprados.
Serra citou a entrevista do petista Expedito Veloso à revista "Veja", acusando o ministro de ser um dos mentores do dossiê, adquirido por R$ 1,7 milhão em 2006. Veloso ocupa atualmente um cargo no governo do Distrito Federal.
- Passaram cinco anos que R$ 1,7 milhão foram apreendidos e até hoje não se sabe a origem (do dinheiro).
O processo coordenado pelo então candidato ao governo de São Paulo, senador Aloizio Mercadante, isso tudo mundo sabe, inclusive as paredes.
E agora não só as paredes como um próprio integrante eminente do PT deu uma entrevista.
Está gravada, está disponível para o público, falando desse envolvimento do atual ministro de Ciência e Tecnologia - disse Serra, que se encontra em Brasília para presidir a primeira reunião do Conselho Político criado pelo PSDB para acomodá-lo na estrutura de direção do partido. (O Globo)

Promotoria pede que Cabral explique relação com empresários.

Foto:Rafael Andrade/Folhapres
O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro enviou, na segunda-feira (27), ofício ao governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) solicitando informações para esclarecer seu envolvimento pessoal com empresários. De acordo com nota divulgada nesta quinta-feira, um procedimento preparatório foi instaurado em 20 de junho para apurar as informações.
Segundo a promotoria, os esclarecimentos requeridos se referem a informações veiculadas pela imprensa sobre a amizade de Cabral com donos de empresas que doaram dinheiro à sua campanha e mantêm contratos com o governo fluminense.
O Ministério Público também quer mais dados sobre as dispensas de licitação do governo para a contratação de obras em 2010 e 2011 e o volume de renúncias fiscais do governo que beneficiaram mais de 5.000 empresas.
A relação de Cabral com empresários veio à público após acidente com um helicóptero no sul da Bahia no último dia 17. A aeronave, que caiu, transportava parentes de Fernando Cavendish, dono da construtora Delta, e a namorada do filho de Cabral.

Amigo de Cabral, Cavendish também levou, sem licitação, a medição de água no Rio.

Quando decidir, enfim, falar sobre suas relações com grandes grupos empresariais, Sergio Cabral, governador do Rio de Janeiro, terá muita coisa a explicar. Especialmente, sobre suas relações com Fernando Cavendish, o "Rei do Rio" e dono da Delta Engenharia. Uma das campeãs em obras no estado, a empreiteira assumiu quase 80% do sistema de medição de consumo de água da Cedae, segundo revela o jornal O Globo desta quarta-feira. Os novos hidrômetros renderam até hoje pelo menos R$ 377 milhões em contratos para o consórcio Novoperação, formado pela Delta e pela Emissão Engenharia e Construções.
Após seis anos estendendo o contrato com termos aditivos - prazo máximo permitido por lei -, o estado contratou, a partir de maio do ano passado, sem concorrência e sob a alegação de emergência, o mesmo grupo por mais um ano. Somente sem licitação foram R$ 49,8 milhões do total de R$ 377 milhões. Os serviços incluem a instalação e a leitura de hidrômetros. (brasil247.com.br)

Base aliada também critica ação do BNDES sobre o caso Pão de Açucar-Carrefour.

Por Gabriela Guerreiro, na Folha online:
Senadores da base de apoio do governo federal criticaram nesta quarta-feira a possibilidade de o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) participar da fusão entre as empresas Pão de Açúcar e Carrefour.
O presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO), disse que o banco público deveria ajudar empresas do país, não “lojas de varejo” que já têm um alto faturamento. 
“Tem que pegar esse aporte de R$ 4 bilhões e injetar em outras empresas. O BNDES já financiou grupo frigorífico quebrado. O Brasil não precisa disso, o consumidor não precisa disso”, afirmou.
O senador Acir Gurgacz (PDT-RO), presidente da comissão de Agricultura do Senado, disse que o banco deveria ter como função atuar no desenvolvimento do país. “O BNDES precisa atuar no aumento da industrialização, no aumento da produção. Vamos aguardar a posição do banco, mas isso me preocupa bastante.”
A oposição fez duras críticas à possibilidade do banco participar da fusão e já fala em CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o banco.

Liberdade para 80 mil presos: dia D se aproxima e gera polêmica.

À medida que se aproxima o dia 5 de julho, aumenta a apreensão sobre os efeitos do início da vigência da Lei 12.403/11, que muda os critérios para a decretação de prisões preventivas e pode liberar 80 mil presos da cadeia de uma hora para outra. A nova legislação sugere a aplicação de medidas cautelares no lugar da prisão para crimes cuja pena máxima não ultrapasse quatro anos. Ou seja, ladrões e sequestradores só ficarão presos se não pagarem fiança, se forem reincidentes e se não tiverem residência ou trabalho fixos. Se enquadram na mesma regra aqueles motoristas que, por descuido ou negligência, matam no trânsito sem querer, cometendo o famoso homicídio culposo.
Os críticos dizem que a Lei 12.403 vai aumentar os sentimentos de insegurança e impunidade no país, e que pode até influenciar nas investigações policiais – qual seria a motivação de um investigador para prender um criminoso se soubesse que aquele homem não ficará preso? É a opinião de juristas como o adgovado criminalista Edson Alfredo Smaniotto, o promotor de Justiça Alexandre Lacerda, presidente da Associação dos Membros do Ministério Público do Mato Grosso do Sul, e o juiz Edison Brandão, diretor executivo da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis).
Mas a principal preocupação diz respeito à capacidade do Estado de lidar fora da cadeia com criminosos que não conseguia reabilitar nem enquanto encarcerados. Entre as medidas cautelares possíveis estão o comparecimento periódico em juízo para informar e justificar atividades, a proibição de acesso ou frequência a determinados lugares, a proibição de manter contato com determinada pessoa, o recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga, a fiança e a monitoração eletrônica. Diante das alternativas, impõe-se uma pergunta básica: quem vai monitorar a conduta desses presos do lado de fora da cadeia? O Estado tem capacidade para isso?
Entre os defensores da modernização da legislação está a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que vê na Lei 12.403 uma possibilidade de desafogar o sistema prisional brasileiro. Os partidários da modernização da lei também argumentam que a medida está em consonância com um sistema penal mais moderno, que dá mais oportunidades de reabilitação ao criminoso, a começar pela liberdade. Além do mais, os delegados não devem liberar qualquer detento, mas apenas aqueles que as autoridades não encararem como perigosos ao convívio social.
Diante da atual situação, atuar na reabilitação de menos presos pode contribuir para uma melhora do sistema, mas ao sancionar a lei aprovada pelo Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff assinou a confirmação de que o Estado brasileiro não consegue lidar com seus criminosos. Entre 2005 e 2010, o número de presos provisórios aumentou 81% no Brasil (de 91,3 mil para 164,7 mil), segundo dados do Ministério da Justiça. A desconfiança quanto à legislação aumenta diante da suspeita de que a lei tenha sido criada apenas para diminuir o número de detentos nos presídios – e não a quantidade de criminosos no país.
* Rodolfo Borges no Brasil247

Gambiarra: Governo recua e prorroga pagamento de emendas por 90 dias.

Presssionado pela base aliada, o governo recuou e decidiu prorrogar por três meses o prazo para pagamento de emendas ao Orçamento feitas em 2009, os chamados "restos a pagar". A decisão deve ser publicada amanhã em uma edição extraordinária do "Diário Oficial da União".
O prazo original do decreto venceria nesta quinta-feira (30).
Nos últimos dias, o Planalto sinalizava que não atenderia ao pedido dos aliados, que reivindicavam a extensão do decreto até o final do ano.
Nesta quarta-feira, após chegar de viagem oficial ao Paraguai, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com a ministra Ideli Salvatti (Secretaria de Relações Institucionais) para fechar a questão. Ideli passou o dia em negociações com os líderes na Câmara.
A definição ocorreu depois que a base se rebelou, paralisou as votações na Câmara e aprovou convite para o ministro Guido Mantega (Fazenda) explicar a decisão do governo de não prorrogar o decreto.
O líder do PTB, Jovair Arantes (GO), disse que mesmo após a prorrogação acha importante a presença do ministrro na Câmara para discutir o tema. "Acho importante a ida para esclarecermos algumas coisas." E completou: "As coisas parecem voltar ao normal."
Segundo o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), a presidente ficou "sensibilizada" com a situação dos pequenos municípios. Ele disse que a condição imposta pelo Planalto foi de que não haverá pedido de nova prorrogação.
"A única condição foi que não podemos mais pedir uma nova prorrogação. A presidente ficou sensibilizada com a nossa situação, com a situação dos prefeitos." (Folha online)

Fogão vence São Paulo na casa do adversário.

Com um time jovem e vibrante, apesar da falta de experiência, o Botafogo dominou e venceu o São Paulo na casa do adversário.
O placar de 2 x 0 poderia ter sido ampliado não fosse a pouca experiência dos meninos do fogão que, não obstante, lutaram e souberam dominar a partida.

Sumiço de carga de droga foi motivo de morte de modelo no RJ.

Foto: O Dia
O sumiço de uma carga de haxixe no valor de R$ 30 mil foi o motivo da morte da modelo Luana Rodrigues, de 20 anos e de uma amiga dela na Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio. As duas jovens eram dadas como desaparecidas desde o dia 9 de maio. As informações são do delegado da Divisão de Homicídios, Felipe Ettore.
Segundo Ettore, a carga pertencia a um traficante de drogas do Morro de São Carlos, no Estácio, na Zona Norte do Rio. O local, antes de ser pacificado, era controlado pela mesma facção criminosa que comanda o tráfico na Rocinha, na Zona Sul.
Cerca de 130 de policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Delegacia de Homicídios (DH), com ajuda de cães farejadores, encontraram três ossos durante a operação na comunidade nesta quarta-feira (29).
Ainda de acordo com a polícia, os traficantes não ficaram satisfeitos com a versão da modelo para o sumiço da droga. Ela teria dito não saber como a droga sumiu da casa dela, na favela. Cinco criminosos, incluindo Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico na Rocinha, esquartejaram as duas jovens e em seguida queimaram os corpos.
O delegado informou ainda que a polícia já pediu o mandado de prisão temporária para os cinco traficantes que participaram da execução das jovens. Eles vão responder por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e sem possibilidade de defesa, além de ocultação de cadáver.
Ettore afirmou ainda que as investigações apontaram que a modelo trabalhava com frequência para o tráfico como "mula", pessoa que faz o transporte da droga. Segundo a polícia, a amiga da modelo que também foi assassinada, já tinha passagem pela polícia por tráfico de droga.
A modelo teria tido um relacionamento amoroso com um dos traficantes que participaram da execução dela. (Globo.com)