quinta-feira, 30 de junho de 2011

O semestre perdido.

Por Augusto Nunes:
De 1° de julho a 31 de dezembro de 2010, o palanqueiro ambulante acampou nas cercanias de quadras esportivas já em funcionamento, creches inacabadas e buracos de pedras fundamentais, para induzir a plateia a acreditar que contemplava mais uma etapa da construção do Brasil Maravilha.
Muito barulho por nada, avisa o balanço dos últimos seis meses do governo Lula.
Além da eleição de Dilma Rousseff, não foi concluída nenhuma obra efetivamente importante.
Administrativamente, foi um semestre perdido.
Tão perdido quanto o primeiro semestre do governo Dilma. Mãe do PAC e Madrinha do Pré-Sal, a candidata apresentou-se durante a campanha eleitoral como parteira do país mais que perfeito que Lula concebeu.
 Tinha tanta intimidade com a máquina administrativa que os retoques finais no Brasil Maravilha começariam já no dia da posse.
Pura tapeação.
Passados seis meses, continuam nos palanques de 2010 as 500 Unidades de Pronto Atendimento, as 8 mil Unidades Básicas de Saúde, as 800 Praças do PAC, os 2.800 postos de polícia comunitária e as escolas de educação infantil, fora o resto.
A transposição das águas do São Francisco não tem prazo para ficar pronta.
O leilão do trem-bala será adiado pela terceira vez.
Os canteiros de obras da Copa e da Olimpíada estão despovoados.
Há seis anos no Palácio do Planalto, a superexecutiva acaba de descobrir que só a privatização livrará os aeroportos do completo colapso.
A compra dos caças reivindicados pela Aeronáutica ficará para quando Deus quiser.
As fronteiras seguem desprotegidas.
Das 6 mil creches prometidas na campanha, apenas 54 foram entregues.
Menos de 500 casas populares ficaram prontas.
E os  flagelados da Região Serrana do Rio não deixarão tão cedo os abrigos onde sobrevivem desde as tempestades de janeiro.
A diferença entre o primeiro semestre da afilhada e o último do padrinho é que o ilusionista teve de deixar o palco em que esgotou o estoque inteiro de truques.
Livres da discurseira atordoante, os brasileiros puderam contemplar a paisagem mais atentamente.
O que estão vendo não rima com o que ouviram durante oito anos. Milhões já sabem que o paraíso só existe no cartório. Descobriram que o governo Dilma é a continuação do governo Lula, mas sem som e sem efeitos especiais.
 Disso resulta a sensação de que a coisa conseguiu ficar pior.
Mesmo que sejam ambos bisonhos, a versão falada parecerá sempre melhor que o filme mudo.

Imagem.

Lucro Brasil faz consumidor pagar o carro mais caro do mundo.

"Por que baixar o preço se o consumidor paga?", pergunta um executivo de montadora.
O Brasil tem o carro mais caro do mundo. Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o alto valor da mão de obra, mas os fabricantes não revelam quanto os salários - e os benefícios sociais - representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.
A explicação dos fabricantes para vender no Brasil o carro mais caro do mundo é o chamado Custo Brasil, isto é, a alta carga tributária somada ao custo do capital, que onera a produção. Mas as histórias que você verá a seguir vão mostrar que o grande vilão dos preços é, sim, o Lucro Brasil.
Em nenhum país do mundo onde a indústria automobilística tem um peso importante no PIB, o carro custa tão caro para o consumidor.
A indústria culpa também o que chama de Terceira Folha pelo aumento do custo de produção: os gastos com funcionários, que deveriam ser papel do estado, mas que as empresas acabam tendo que assumir como condução, assistência médica e outros benefícios trabalhistas.
Com um mercado interno de um milhão de unidades em 1978, as fábricas argumentavam que seria impossível produzir um carro barato. Era preciso aumentar a escala de produção para, assim, baratear os custos dos fornecedores e chegar a um preço final no nível dos demais países produtores.
Pois bem: o Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de veículos do mundo e como o quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades.
Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto?
Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?
Segundo Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, é verdade que a produção aumentou, mas agora ela está distribuída em mais de 20 empresas, de modo que a escala continua baixa. Ele elegeu um novo patamar para que o volume possa propiciar uma redução do preço final: cinco milhões de carros.
*Leia mais em webmotors_mercado

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cabral diz que errou ao chamar bombeiros do Rio de "vândalos"

O governador do Rio, Sergio Cabral (PMDB), classificou como “erro” ter chamado de "vândalos" os bombeiros que invadiram o quartel central da corporação, no último dia 3, em protesto por melhorias salariais. A declaração foi dada nesta quarta-feira (29) em entrevista à rádio CBN. Nela, Cabral também se disse favorável à anistia aos mais de 400 oficiais que foram presos após a invasão.
“Os dois lados erraram: por falta nossa de diálogo com o movimento, do movimento, que errou ao radicalizar e entrar no quartel central, e eu também errei quando os chamei de vândalos”, disse.
Para Cabral, a anistia é uma espécie de “mea-culpa” dele em relação à corporação, a qual chamou de “muito querida” da população. Após a prisão dos bombeiros, milhares de pessoas foram às ruas do Rio em solidariedade aos presos; muitos eram funcionários de outros setores do funcionalismo público estadual.
“Alguns líderes do movimento erraram e se comportaram mal; alguns líderes agiram mal ao levar crianças e mulheres [à invasão do quartel]. Mas quando os dois lados erram, têm que se avaliar”, disse, para quem a discussão salarial será resolvida “na base do diálogo. E a anistia vai de encontro a isso”.
Ontem, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou o projeto de lei 644/2011 pelo qual fica concedida a anistia administrativa aos mais de 400 bombeiros e também a dois policiais militares presos. Aprovada por unanimidade pelos 60 parlamentares da sessão, a matéria agora segue para sanção do governador.
Código de conduta
Nos 23 minutos de entrevista, o peemedebista também quebrou o silêncio dos últimos diassobre a polêmica relação dele com empresários que mantêm negócios com o Estado e falou sobre a criação de um "código de conduta público".
O assunto veio à tona quando o governador foi questionado sobre a viagem que fez a Porto Seguro em um jato do empresário Eike Batista para a festa de outro empresário, Fernando Cavendish, dono de empresa contratada pelo governo do Rio.
A mulher e o enteado de Cavendish, assim como a namorada do filho de Cabral, morreram em acidente de helicóptero que resultou em outras quatro mortes.
Cabral disse que as amizades nunca influenciaram as decisões de governo e frisou que o laço mantido com Cavendish é anterior a seu governo.
“Sempre procurei separar minha vida privada da minha vida pública. De fato há uma discussão sobre isso e eu quero também assumir este debate de um código de conduta. Jornalistas também têm esses códigos. Quem sabe não construímos juntos uma solução para isso? Posso garantir que jamais tomei uma decisão pública, envolvendo dinheiro público, baseado em amizades pessoais", definiu.

Aula de Economia...

Veja só que matemática interessante:
Numa cidade, os habitantes, endividados, estão vivendo às custas de crédito.
Por sorte chega um gringo e entra no único hotel.
O gringo saca uma nota de R$100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto.
Enquanto o gringo vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.
O açougueiro, pega a nota e vai até um criador de suínos a quem deve e paga tudo.
O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário para liquidar sua dívida.
O veterinário, com a nota de R$100,00 em mãos, vai até à zona pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito).
A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde levava seus clientes; e como ultimamente não havia pago pelas acomodações, paga a conta de R$100,00.
Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede sua nota de R$100,00 de volta, agradece e diz não ser o que esperava e sai do hotel e da cidade.
Ninguém ganhou um vintém, porém agora todos saldaram suas dívidas e começam a ver o futuro com confiança!
Moral da história: Quando o dinheiro circula, não há crise !!!

Politicos influentes, da base governista,são atingidos com fim dos restos a pagar

A lista dos congressistas mais atingidos pelo sepultamento dos "restos a pagar" de 2009, que Dilma Rousseff ameaça oficializar amanhã, traz figurões da base como os senadores Eunício Oliveira (PMDB-CE), Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Magno Malta (PR-ES), informa o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete, na edição desta quarta-feira do Jornal Folha de São Paulo.
Eles têm emendas acima de R$ 4 milhões na tesoura.
A temperatura subiu ontem no Congresso e pode alcançar grau ainda mais elevado, dado o que se vê no extremo oposto da lista: entre os menos afetados pelo cancelamento de emendas específicas --aquelas que não se juntam às de outros colegas-- está a ex-senadora e hoje ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), justamente a portadora da fatídica notícia. (Folha.com)

Casino diz que Abílio Diniz ignora ética e age de forma ilegal.

Para os amigos diletos diletos de Luiz da Silva, e até para ele próprio, parece que ética não é primordial. Pelo menos é o que diz o Grupo Casino, maior acionista da Companhia Brasileira de Distribuição, que publicou um anúncio nos jornais brasileiros nesta quarta-feira afirmando que o empresário Abílio Diniz, amigo, defensor e eleitor de Luiz da Silva, ignora deliberadamente a ética comercial e age de forma ilegal ao tentar uma fusão com o Carrefour.
O Casino afirma na nota que investiu no Pão de Açúcar e que já havia negociado com Diniz o direito de controlar a companhia a partir de 2012. Desde que começaram os rumores de fusão com o Carrefour no Brasil, o Casino vem fazendo duras críticas ao comportamento de Diniz e chegou a recorrer a tribunais internacionais.
"Trata-se de proposta estruturada em conjunto, em segredo e de forma ilegal, com o objetivo de frustrar as disposições do acordo de acionistas que regem a Companhia Brasileira de Distribuição e, indiretamente, expropriar do Casino os direitos de controle adquiridos e pagos no ano de 2005", afirmaram os franceses.
O Casino lembrou na nota que foi procurado por Diniz e sua família em 1999, quando o Pão de Açúcar passava por "sérias dificuldades" financeiras, e, nesta época, se tornou o maior acionista da empresa.
"Ao conduzir estas negociações, o Carrefour e o sr. Abílio Diniz ignoram deliberadamente tanto a lei e os contratos quanto os princípios fundamentais da ética comercial."
Por fim, a rede francesa apelou para as autoridades brasileiras ao afirmar que confia que elas "não permitirão que prevaleça qualquer ameaça ou estratagema destinado a violar direitos legitimamente constituídos de acordo com as leis do país".
*Fonte: Folha.com

Hugo Chávez tem melhora e aparece para a televisão com Fidel.

Um velho recurso para acalmar ânimos, foi utilizado pelo governo Venezuelano, ontem, terça-feira, quando as TVs estatais de Venezuela e Cuba divulgaram um vídeo do presidente Hugo Chávez conversando, sentado e caminhando ao lado do líder cubano Fidel Castro em Havana, onde o venezuelano foi submetido a uma cirurgia dias atrás.
Segundo o ministro de Comunicações e Informação da Venezuela, Andrés Izarra, que apresentou o vídeo na VTV venezuelana, o encontro "fraternal" entre os aliados ocorreu na manhã desta terça. Assista ao vídeo. (Portal G1)

Câmara aprova MP da Copa.

Deputados da oposição protestam no plenário da Câmara antes da votação da MP da Copa
(Foto:José Cruz/ABr)
Planalto costurou acordo para derrubar destaques e alterar texto. Votação teve momentos de tensão, especialmente quando Marco Maia deixou presidência. Governistas derrubaram destaques propostos pela oposição, mas governo também recuou. Texto final incluiu expressão "permanentemente" em item que trata do compartilhamento de informações com os órgãos de controle.( Veja.com)

Rejeição da sociedade.

A rejeição com apupos e vaias da presença do ex-ministro Palocci dentro de um restaurante em SP, conforme divulgado na internet, nos traz um alento de que finalmente a sociedade está começando a tomar uma atitude contra essa patifaria de política que toma conta do país.
Esperamos que a degeneração que a classe política está semeando seja punida com uma ampla, geral e irrestrita rejeição nas urnas, fazendo com que as FICHAS SUJAS não sejam nunca mais eleitas tendo que roubar noutra freguesia, mesmo com a proteção do STF.
Seria também oportuno alertar os cabos eleitorais subornados por esses canalhas que eles se tornaram inimigos da parcela da sociedade digna e honesta.
Sorte desses patifes da política prostituída que nossa sociedade somente sabe brigar, principalmente, nos jogos de futebol, nas boates, nos bailes funk animados por prostitutas disfarçadas, e nos conflitos do trânsito.
Em outro país mais sério, com uma justiça formal ou social que merecessem esses nomes, esses canalhas da política estariam apanhando e sendo enviados para a cadeia.
Pode ser que estejamos chegando ao momento em que os feitos de imbecis e idiotas por um poder público de degenerados parem de ficar omissos e demonstrem publicamente a justa rejeição contra essa corja que está fazendo o país virar um Paraiso de Patifes desgovernado por Covis de Bandidos e controlado por Sindicatos de Ladrões públicos e privados.
Sorte desses cafajestes que se intitulam políticos não serem perfilados no paredão da vergonha, merecido destino para os genocidas que assassinam centenas de cidadãos todos os anos, por estarem desviando para suas fortunas pessoais bilhões do contribuinte, que acabam faltando para combater a tragédia em que se encontram a educação, a cultura, a saúde, o saneamento e a segurança pública.
Que os contribuintes, que sempre são tratados como palhaços e idiotas, pelo menos vaiam sempre que um desses patifes entrar no espaço público.
Vamos pregar cartazes no espaço público com a foto dos Fichas Sujas, dos corruptos e dos prevaricadores, para que todos sejam reconhecidos ao transitarem no meio de gente digna, honesta e que vive do produto do seu trabalho e não do roubo do contribuinte.
*Geraldo Almendra, por e-mail, via resistência democrática.