domingo, 31 de outubro de 2010

Eleição presidencial: Percentual de votos por Estado

*Fonte: Época/Globo

A vitória da PELEGOCRACIA

Mesmo sem o Nordeste, Dilma venceria Serra

Ao contrário de que muitos pensavam e até lançaram protestos na internet contra o povo do nordeste, a petista e ex-ministra chefe da Casa Civil, Dilma Vana Rousseff, 62 anos, seria eleita independentemente da vantagem de votos conseguidos no nordeste brasileiro. A soma dos votos do eleitorado do Sul, Sudeste e Centro-oeste já consagrariam a candidata.
Veja no quadro abaixo a votação, por região:

Fonte: G1

Mãe ou madrasta ?

Esta mulher foi escolhida pelo povo brasileiro como a presidente do Brasil. Mas 45% dos brasileiros preferiram a oposição. Estes não se deixaram levar por aleivosias, por calúnias, por mentiras deslavadas, pela imposição do uso e abuso do poder.

Muito tarde para lamentar...

Muito bom o editorial de 31/10/2010 ....mas veio muito tarde!
Assumir o erro é bom, mas não nunca será o suficiente!
A mídia, inclusive o Estadão, se omitiu por anos e anos na divulgação e explicação do que vinha a ser o Foro de São Paulo; 99% dos cidadãos, inclusive eu, nem sabia de sua realização e propostas...
Quando vim a me inteirar ,há cerca de uns tres ou quatro anos, eu e vários outros leitores escreviamos ao Forum do Estadão e para coluna de leitores de outros jornais denunciando tal projeto...porem, nunca tivemos nossas cartas publicadas naquela época. E agora... só quando o processo resolvido neste maldito Foro se torna realidade , que a democracia tal como a entendemos foi achincalhada, usada em suas liberalidades contra ela mesma para diminuí-la e servir aos propósitos inconfessáveis de um PNDH3..., vem o jornal admitir que errou...
Eu me pergunto: o que faremos se Dilma ganhar esta eleição?....o mea culpa midiático não adiantará de nada! Pois a função precípua de um jornal é informar seus leitores, e nós ficamos a ver navios nesta questão ...viemos a saber de tudo por outras fontes.
São 16:00 horas do 31 de outubro, e eu ainda peço a Deus que nos ajude a conseguir a vitória de Serra para abortar este plano fidelista/maquiavélico.
Mara Montezuma Assaf, por e-mail

Cínico e injusto, Lula ofende Serra durante a votação em São Paulo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (31), após votar em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, que o candidato à presidência da República do PSDB, José Serra, sairá dessa campanha menor do que entrou.
Cabo eleitoral ativo da candidata petista Dilma Rousseff, o presidente fez a afirmação ao responder uma pergunta que dizia que a campanha foi nivelada por baixo de parte a parte.
"Não me fale de parte a parte. Essa campanha foi muito mais violenta de uma parte para a outra. Eu sinceramente acho que o candidato Serra sai menor dessa campanha", disse Lula.
"Sai menor porque a agressividade deles com a companheira Dilma Rousseff é uma coisa que eu imaginava que tivesse terminado na política brasileira. Eu fui candidato cinco vezes. Das cinco vezes, eu perdi três, e vocês nunca me viram com a agressividade que teve nessa campanha", opinou Lula, derrotado por Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998 e Collor em 1989.
Lula usou de cinismo e foi injusto com o candidato José Serra. Durante esta campanha não se ouviu de Serra, em nenhum momento, agressões gratuitas nem acusações levianas.
Ao contrário do que disse o presidente "aloprado", Serra fez uma campanha até amena e pouco agressiva, respeitando sua adversária, evitando falar de seu passado nebuloso e de sua incompetência.

Pelo Brasil, poderíamos fazer muito mais

O paraiso do ilícito

Esse é o nosso país agora oficialmente transformado no paraíso do ilícito e de todas as suas mutações criminosas. Primeiro foi um ensaio de 8 anos. Agora virou profissional e oficial, com direito a perpetuação por mais uns 30 anos.
E o mundo bate palmas!!! No deles corrupto vai para a cadeia e a Justiça com raras exceções sempre funciona. Acredite se quiser!
Na verdade a alegria e as palmas decorre o Brasil não é o país deles e sim o que eles exploram.
Quanto mais canalha, corrupto, político safado, e ladrão do contribuinte, melhor.
E quanto mais contribuinte idiota e imbecil, melhor ainda.
Tudo o que está escrito acima não é mentira nem exagero. É o retrato de um país continental dominado por um covil de bandidos.
Felizmente para uns e infelizmente para outros ainda temos alguns milhares de cidadãos que nunca vão querer entrar para o TIME e continuarão lutando para que o Poder Público cumpra sua verdadeira função que é servir à sociedade que lhes paga e não virar um cabide
de empregos para todo de tipo de canalha e de bandido da sociedade em que vivemos desde o cargo mais baixo até o mais alto.
Ainda sonhamos que um dia a Justiça no Brasil mereça ser chamada desse nome.
*Geraldo Almendra, por e-mail, via resistência democrática

PT confessa a chavinização do Brasil

Brasil aprova ficha suja

Seja qual for o resultado das eleições presidenciais, 2010 ficará marcado como o ano do movimento cívico que aprovou a ficha suja na política brasileira.
A opinião pública, distraída como sempre, está eufórica com a Lei da Ficha Limpa — que barra candidatos com maus antecedentes, como o lendário Jader Barbalho. Sem querer estragar a festa, é preciso dar a má notícia: Jader, Roriz e companhia são gotas no oceano diante dos métodos políticos que estão sendo aprovados, ao mesmo tempo, pela mesma opinião pública, na campanha presidencial.
A imprensa fez a sua parte. Mostrou, de forma quase didática, o jeito Dilma de governar. Não se trata de uma denúncia aqui, ou um escândalo ali. Trata-se de uma cultura. O que o Brasil viu — ou deveria ter visto — acontecer na Casa Civil ou na Receita Federal não foi uma coleção de deslizes. Foi um método de ação, um plano de governo. Sucessora de José Dirceu, afastado pelo mensalão, Dilma Rousseff trouxe Erenice Guerra. Investiu tudo nela, e promoveu sua ascensão meteórica de funcionária obscura a ministra mais importante da República.
A eficiência de Erenice é incontestável. Montou uma rede de tráfico de influência no ministério em menos de seis meses. Pode-se imaginar o que faria em quatro anos, como principal ministra de Dilma.
Ao fundo, a espionagem na Receita a serviço do comitê da candidata do PT — mesma Receita que já havia sido fustigada por Dilma, segundo a exsecretária Lina Vieira, para aliviar um processo contra o filho de Sarney. O Estado é deles. Se não fosse, qual seria a graça de pegar o poder?
As agências reguladoras, criadas justamente para despolitizar o Estado — quem foi o louco que inventou isso? —, foram retomadas pela sanha partidária. E devidamente desmoralizadas. O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), importante referência na análise conjuntural, foi convertido em propagador de ideologia petista. Os Correios, pilar da unificação continental brasileira, mudaram de prioridade: antes da entrega de cartas, a entrega de cargos. Ali também chegou um dos tentáculos de Erenice, a fiel escudeira de Dilma e do PT.
Diante dessa colonização da máquina pública, chega a ser comovente o grito genérico do povo contra as privatizações. O brasileiro teme a alienação do patrimônio estatal. Não toquem nos nossos parasitas.
Lula tem toda a razão quando diz que não se pode reclamar de falta de liberdade de imprensa no seu governo. De fato, a imprensa mostrou a farra toda. E mostrou fartamente quem é, ou melhor, quem não é Dilma Rousseff, além de uma testa de ferro desse projeto de sucção partidária do Estado. Não viu quem não quis. E a massa de votos apontados para a madrinha de Erenice, outdoor do assalto “progressista” à coisa pública, não deixa dúvidas: a ficha suja é um sucesso no Brasil.
A miopia é mesmo um grande tranquilizador de consciência. O eleitor de Dilma ainda se sente à vontade para patrulhar os outros. Afinal, Dilma é Lula, e Lula é o pai dos pobres. No Rio de Janeiro, capital nacional da esquerda festiva, já brota uma certa hostilidade moral contra os que não apoiam a “presidenta”. O politicamente correto continua sendo o melhor disfarce para o intelectualmente estúpido.
Esse Brasil supostamente solidário — ficha suja e cara limpa — ama Lula pelo motivo errado. O governo que se encerra foi positivo em um aspecto crucial: garantiu a estabilidade política, com as instituições funcionando normalmente, artigo raro numa República que marcha aos trancos e barrancos. Isso se deveu em grande medida à ampla representatividade de Lula, e à sua habilidade pessoal. Esta foi a base da manutenção da estabilidade econômica — e do progresso social advindo dela — que o Brasil resolveu acreditar ser obra do governo bonzinho de um presidente pobre.
E onde brota a mistificação, como se sabe, a ignorância e a má-fé se confundem. A comparação de indicadores econômicos do último ano de Fernando Henrique com números atuais não é honesta. Circula na internet um comentário do jornalista Joelmir Beting comparando PIB, juros, inflação etc. de 2002 e 2010, como argumento para a aposta em Dilma. Uma fraude.
O governo anterior tirou a economia brasileira do pântano. Controlou a inflação, apesar da oposição do PT. Mesmo abalroado pelas duas maiores crises financeiras dos últimos 20 anos (dos Tigres Asiáticos e da Rússia), deixou as bases institucionais para o crescimento. Os indicadores de 2002 refletiam essa conjuntura de transição, além do risco Lula — que só desapareceu quando ele comprometeu-se com a política econômica de FH.
Em sua campanha, Dilma apropriouse do feito de Pedro Malan, da foto de Norma Benguell e da assinatura de Ruth Rocha, entre outras licenças poéticas. Mas o que é genuinamente seu, até o momento, é o legado de Erenice. Cada um com a sua ficha.
*Texto do escritor GUILHERME FIÚZA, em O Globo - 30.10.2010