sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Minha casa, sua casa

Foto The New York Times
Manoel Zelaya, presidente deposto de Honduras, confraterniza com alguns dos 60 partidários dele abrigados na embaixada do Brasil em Tegucigalpa.
Dia após dia, Zelaya promove a maior "farra" sentindo-se, verdadeiramente, em casa.
Ah, quase esqueci, a conta quem paga somos nós, com nossos impostos.

Doutor em nada

“Por que a empregada não tem 30 dias de férias como qualquer outro trabalhador? Por que as empregadas domésticas têm apenas 20 dias?"
José Antonio Toffoli, na resposta a um senador interessado em saber o que acha das férias anuais de 60 dias desfrutadas pelos juízes, revelando que, além de matricular-se num cursinho intensivo para togas sem cabeça, precisa conversar mais com a patroa sobre as coisas do lar, para aprender, por exemplo, que as empregadas domésticas têm 30 dias de férias desde 2006.

Mais sandice: Zelaya cobre janelas com papel-alumínio por temer "raios de micro-ondas"

Para evitar "raios de micro-ondas", o presidente deposto, Manuel Zelaya, mandou tapar com folhas de papel-alumínio todas as janelas do escritório do embaixador brasileiro em Honduras, onde ele está dormindo há 11 dias.
Diariamente, Zelaya reclama de cansaço e de dor de cabeça, sintomas que atribui à emissão de raios. Ele desconfia que alguém de dentro do prédio informa os militares sobre sua localização para que o ataque seja mais direto.
Zelaya vive obcecado com segurança e, em uma semana, só foi visto na área externa uma vez. Dos 53 hondurenhos que acompanham o deposto e sua mulher, Xiomara, 27 têm funções de vigilância, segundo um "censo" feito por sua assessoria ontem (são 67 pessoas dormindo na embaixada, incluindo a reportagem da Folha, e não cerca de 50, como estimado anteontem).
A administração da embaixada tem 17 pistolas guardadas, todas entregues pela segurança do deposto. Além de proteger o casal, a nova "cortina" do quarto também ajuda a aumentar a escuridão interna. Uma espécie de guerra de holofotes começou há três dias, quando os militares instalaram poderosos refletores num morro ao lado de onde o presidente dorme.
As luzes militares foram uma resposta aos refletores instalados por Zelaya na entrada da embaixada. À noite, pelo menos dois vigias usavam o equipamento para iluminar a rua. Agora, a luz aponta para os refletores dos militares, e o resultado é que um cega o outro.
O papel-alumínio teria ainda uma terceira função: melhorar o sinal de celular, afetado pelos bloqueadores instalados pelos militares. Em vários momentos do dia, as ligações não duram mais do que 30 segundos, principalmente na frente da casa, onde está o quarto de Zelaya.

Tufão Ketsana deixa ao menos 125 mortos no Vietnã, Camboja e Laos

Ao menos 125 pessoas morreram por causa das inundações, enchentes e deslizamentos, causados pelo tufão Ketsana em sua passagem pelo Vietnã, Camboja e Laos, segundo as autoridades locais. Ketsana atingiu a região após devastar as Filipinas, ainda como tempestade tropical, causando a morte de 293 pessoas.
No Vietnã, o Comitê Nacional para o Controle de Inundações afirmou que ao menos 101 pessoas morreram e outras 24 estão desaparecidas, entre elas um coronel do Exército cuja embarcação naufragou ao tentar resgatar a vários aldeães isolados pelas inundações, enchentes e deslizamentos, causados pelo tufão Ketsana. Ketsana atingiu a região após devastar as Filipinas, ainda como tempestade tropical, causando a morte de 293 pessoas.
No Vietnã, o Comitê Nacional para o Controle de Inundações afirmou que ao menos 101 pessoas morreram e outras 24 estão desaparecidas, entre elas um coronel do Exército cuja embarcação naufragou ao tentar resgatar a vários aldeães isolados pelas inundações.

Empresa de José Alencar sofre investigação por doações eleitorais

A Coteminas, indústria da família do vice-presidente da República, José Alencar, está sendo investigada pela Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais, por suspeita de doações ilegais nas eleições de 2006, revela reportagem de Frederico Vasconcelos, publicada na edição de hoje do Jornal Folha de São Paulo.
De acordo com a reportagem, a Procuradoria suspeita que as doações da Coteminas para candidatos às eleições de 2006 infringiram o teto fixado em lei --que é de 2% do faturamento bruto do ano anterior às eleições para empresas e de 10% da renda das pessoas físicas.
A Coteminas, por exemplo, doou, em 2006, R$ 405,5 mil para a campanha de Cássio Cunha Lima (PSDB), governador cassado da Paraíba. A Coteminas informa que cumpriu a legislação.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Embaixada fome zero

Três poderes sem pudores

De Augusto Nunes:
Desprovido de notável saber jurídico, com a reputação arranhada por condenações, processos em andamento, ilegalidades comprovadas e suspeitas incontáveis, a sumidade vai virar ministro aos 41 anos. Até a aposentadoria em 2038, estará livre de sustos ou sobressaltos. No Brasil, quem decide em última instância não é jamais julgado. Só julga. É o que fará pelos próximos 29 anos o caçula da turma.
Leia todo o texto aqui

A linha tênue entre o nazismo e o bolivarianismo

De Reinaldo Azevedo:
Se vocês clicarem aqui, terão acesso a um vídeo em que poderão ouvir a voz de David Romero, diretor da rádio Globo, que apóia Manuel Zelaya. É aquela rádio que sofreu intervenção do governo interino, acusada de incitar a violência, e que deixou os bolivarianos brasileiros excitadíssimos. Ouvindo o que está aí, vocês têm uma noção de quem é aquela gente. Zelaya havia acusado a existência de um complô judaico para matá-lo com gás e radiação de alta freqüência. Por incrível que pareça, alguns jornalistas brasileiros caíram na conversa. Já escrevi um post aqui em que demonstrei as raízes anti-semita do bolivarianismo chavista. Ouçam o que vai aí. Abaixo, publico um tradução de trecho da fala.
..."Às vezes, eu me pergunto se Hitler não teve razão de haver terminado com essa raça, com o famoso Holocausto. Se há gente que causa dano a este país, são os judeus, os israelitas. Eu quero, esta tarde, aqui na rádio Globo, dizer, com nome e sobrenome, quem são os oficiais do Exército judeu que estão trabalhando com as Forças Armadas de nosso país e que estão encarregados de fazer todas essas atividades de conspiração e ações secretas. E [quero dizer] tudo o que está acontecendo ao presidente da República.Depois que me informei, eu me pergunto por que não desejamos que Hitler tivesse cumprido sua missão histórica. Desculpem-me a expressão dura de repente. Porém eu me pergunto isso depois que fiquei sabendo disso e de outras coisas. Eu creio que teria sido justo e correto que Hitler tivesse terminado sua missão histórica”
Na opinião de vocês, uma rádio que tem um diretor que faz tal avaliação, no ar, estaria mesmo empenhada em incitar a violência? Olhem, é com esse tipo de gente que se meteu o governo brasileiro; é essa metafísica influente que Lula e Celso Amorim se mostram dispostos a apoiar até o fim; é por gente que tem esse universo mental que o Brasil está se mobilizando. Estes são os apoiadores de Manuel Zelaya.

Amorim precisa de "plateizinha"

"Daqui a um ano e três meses, nas melhor das hipóteses, se o presidente Lula não me mandar embora antes, eu vou deixar de ser ministro. Então, eu quero ter um palanquezinho, uma plateiazinha, digamos assim, para eu poder me manifestar.”
Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, ao justificar sua filiação ao PT

Lula fala em democracia e diz que derrota do Rio não será injustiça

Da Lancepress:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não se sentirá injustiçado se o Rio de Janeiro for derrotado na eleição de sexta-feira do COI (Comitê Olímpico Internacional) para sede dos Jogos Olímpicos de 2016.
Na coletiva realizada nesta quinta-feira, Lula disse ser defensor da democracia e reiterou que não seria capaz de obrigar a ninguém votar no Brasil.
"Lógico que não vai passar na minha cabeça nenhum o sentimento de injustiça se alguns delegados não votarem no Brasil. Afinal de contas, sou amante da democracia e acho que as pessoas têm o direito de gostar de nós ou não, de votar em nós ou não votar", disse Lula.
"Mas ninguém apresentou um projeto da qualidade como nós apresentamos, da magnitude como nós apresentamos e com a consistência que nós apresentamos", continuou.
Lula ainda se referiu às críticas feitas pelo fato de o Brasil querer investir na realização dos Jogos em detrimento a outros setores, como a saúde, a educação e a segurança. O presidente reafirmou que os Jogos ajudarão a desenvolver o Brasil.
"Tem gente que fica discutindo sobre o dinheiro, que vai fazer isso, que vai fazer aquilo. É mais do que isso. Realizar os Jogos significa despir o país por três, quatro anos antes", observou Lula, durante a coletiva para promover a candidatura do Rio à sede dos Jogos de 2016.
"E não tem preço que pague colocar o Rio durante anos anos na imprensa internacional mostrando as coisas boas, as coisas ruins e que com as coisas ruins a gente possa aprender coisas boas", finalizou.