quarta-feira, 29 de julho de 2009

O aloprado Delúbio ronda o Alvorada

Uma cuidadosa operação foi montada há dias para o presidente Lula receber o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, em Brasília. Veio de Goiás num jatinho e foi direto para o Alvorada. Na demorada conversa, o aloprado companheiro fez um apelo para que possa voltar ao PT e sair candidato a deputado federal pelo partido. Lula tentou convencê-lo dos problemas que criaria para a campanha a presidente da ministra Dilma.
Delúbio Soares avisou a Lula que só tentará ser deputado federal se conseguir voltar para o PT. Não sairá candidato por outro em 2010.

Itaipu: Lugo ganha Lula e Brasil perde para o Paraguai de 3x0

"Pensando bem...Se Lugo é o presidente-papai do Paraguai, Lula, que o agrada tanto, só pode ser a mãe."

Claudio Humberto Rosa e Silva

Profecias de um General?




É ou não é?

Deu na Folha de S. Paulo:

Lula até tem razão quando pede cuidado com a biografia de investigados e relativiza os crimes: "Uma coisa é você matar, outra coisa é roubar, outra coisa é você pedir um emprego, outra coisa é relação de influências, outra coisa é o lobby", disse. Ok. Realmente, Sarney empregar o namorado da neta no Senado não é igual a roubar e matar. Mas... É justo uma família tão rica fazer favores com dinheiro público? E os outros quase 40 familiares e apadrinhados (ao que se saiba) que os Sarney empregaram por aí? É admissível uma associação dita beneficente e com o sugestivo nome de Amigos do Bom Menino das Mercês repassar recursos de patrocínio cultural para a Fundação José Sarney? Especialmente sendo ambas ligadas à família? É razoável que o primogênito, Fernando Sarney, seja simultaneamente secretário de Energia do Maranhão e dono de uma empresa fornecedora de postes de concreto para a mesma secretaria? É verdade que Sarney é sócio da neta numa empresa (que tem sede na casa dele em Brasília) para comprar terras onde há indícios de gás e petróleo? O que há de causa e efeito entre a empresa, as terras e as nomeações de Sarney para o Minas e Energia e a Eletrobras? É a serviço da oposição ou da mídia que a PF e a Receita estão fazendo essas devassas? E o que dizer do estado de calamidade pública do Maranhão depois de meio século de domínio dos Sarney e de seus paus-mandados? O promotor de Justiça Jorge Alberto de Oliveira Marum, de Sorocaba (SP), envia e-mail querendo entender a preocupação de Lula com umas biografias e não com outras: "Se o acusado é adversário do PT, podemos acusá-lo à vontade, como foi feito com Collor (1992), Ibsen Pinheiro, Eduardo Jorge, Yeda Crusius etc. Se ele for aliado do PT, como Collor (2009), Renan, Sarney e outros, não devemos tratá-los como pessoas comuns. É isso mesmo, senhor presidente?".
*Texto de Eliane Cantanhêde publicado na Folha em 28.07.09

Isto é que é bolsa, família!

Vejam a foto acima. Eu não entendo nada disso, mas uma amiga podre de chique jura que se trata de uma bolsa Kelly, da grife Hermès, criada em homenagem à princesa de Mônaco. É o objeto de desejo das ricas mundo afora. A bolsa custa 4.700 euros, uns R$ 14 mil, quase dois salários da ministra Dilma Rousseff. Mais imagens da Bolsa Kelly aqui. Se você não tem essa grana toda para gastar numa bolsa, leitora, a Hermès não a deixou na mão. Permite que você baixe um arquivo da dita-cuja para copiá-la em… papel! (aqui).
Nota: A assessoria de Dilma afirma que a bolsa em causa trata-se de uma Francesco Rogani, etiqueta italiana, “de qualidade, sim, mais barata do que uma Hermés”, mas aparentemente se não é uma Hermés pode ser uma...imitação...huuummm!
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Ricardo Noblat:Quem protege picareta é o quê?

O noticiário político dos jornais, hoje, está de rir à bandeira despregada. A maioria dos 12 senadores do PT quer ver o colega José Sarney (PMDB-AP) pelas costas. Quando isso foi dito há mais de 15 dias por meio de nota oficial distribuída por Aloisio Mercadante, o líder da bancada, Lula subiu nos tamancos. Chamou a bancada para jantar. Depois Aloisio produziu uma errata da nota. E virou alvo da fúria dos seus eleitores. Aí veio a errata da errata. Foi quando Mercadante discursou reafirmando a posição original da bancada favorável ao licenciamento de Sarney do cargo de presidente do Senado. Diante de fatos recentes, digamos, nada auspiciosos para Sarney, Mercadante emitiu na semana passada outra nota - essa em termos suavemente mais duros. Como Lula reagiu? Mandou seu ministro das Relações Institucionais, José Múcio, dizer que a nota era uma fraude. Vejam com que cara o pobre do José Múcio disse o que Lula mandou.
Sim, porque ao dizer que a nota de Mercadante, ao contrário do que ele havia anunciado, não representava a opinião da maioria dos senadores do PT, mas só de um ou dois, Lula afirmou com outras palavras que a nota era uma fraude. Mercadante renunciou ao cargo de líder? Não se tem notícia disso até agora. Mercadante sentiu-se ofendido e respondeu que a nota expressa, sim, a opinião da maioria dos seus pares e que ele não é moleque para ser desautorizado publicamente? Necas de pitibiriba. Nadica de nada. Informou por meio do seu twitter que está muito ocupado com o casamento próximo do seu filho. E foi só. Grande Mercadante! Lula é um pai patrão para o PT. Mercadante, um pai amoroso para seus filhos. Ponto para ele. Quanto a Sarney... Vejam se não é hilário! Diz que não larga o cargo porque precisa defender o governo das investidas dos seus adversários. Por ele mesmo até que largaria. Não precisa, não é? Presidiu o Senado duas vezes. Vai completar 80 anos. Já foi tudo na vida. Imagina ter que suportar a essa altura uma injusta e difamante campanha mediática. Porque é disso que se trata, segundo ele. Empregar parentes? Todos os senadores empregam, alega Sarney. A neta que pediu ao avô um emprego para o namorado foi assessora da presidência do Superior Tribunal de Justiça durante dois anos. Embolsou R$ 6 mil mensais. Não era sequer formada. Sarney deve pensar que pior fez Paulo Duque, ex-suplente de suplente de senador, atual presidente do Conselho de Ética do Senado, depósito de parte da escória dos senadores. Duque empregou no Conselho um funcionário fantasma. Um advogado que mora no Rio e que deve conhecer o prédio do Congresso pela televisão ou por cartões postais. Os picaretas do Congresso vão muito além dos 300 identificados por Lula quando ali esteve na condição de deputado no final dos anos 80. Os picaretas estão blindados por Lula, que diz precisar deles para governar - e para eleger Dilma.
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/07/28/quem-protege-picareta-o-que-209020.asp

terça-feira, 28 de julho de 2009

Dilma fará sua campanha política com os "sujos"


Palocci e Dirceu farão campanha de Dilma Rousseff

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva armou para a campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff o mesmo comando de sua própria campanha em 2002, que foi atropelado por escândalos no governo: os nomes-chaves serão os dos ex-ministros Antonio Palocci (que ainda responde a processo no STF) e José Dirceu (que foi cassado na Câmara), informa reportagem de Eliane Cantanhêde e Valdo Cruz, publicada nesta terça-feira pelo Jornal Folha de São Paulo.
Segundo a reportagem, na composição ditada por Lula, Palocci atua "por cima", mantendo contatos com o empresariado e garantindo que a política econômica conservadora seja mantida se Dilma for eleita, enquanto Dirceu age "por baixo", tentando acomodar os interesses do PT com os partidos da base aliada e montando os palanques estaduais.
A Folha informa que o coordenador nominal da campanha deverá ser o presidente do PT à época da eleição, provavelmente o ex-senador José Eduardo Dutra (SE), ex-presidente da Petrobras.
Lula afastou a possibilidade de Palocci ser nomeado ministro de Relações Institucionais, já que José Múcio está para ser nomeado para o TCU (Tribunal de Contas da União). Cândido Vaccarezza (PT) e Gim Argello (PTB), estrelas em ascensão da bancada governista, são cotados para a vaga.
COMENTO: No jargão político, os políticos que respondem a processo na Justiça ( Palocci responde a processo criminal ) ou cassados ( José Dirceu foi cassado pela Câmara dos Deputados ) são chamados de "sujos". Mas isso não é nenhum demérito, senão o grande Lula- senhor do Brasil e da verdade - não os teria escalado para participar da candidatura da "cândida e terna" Dilma.

Michael Jackson tomou dose de Propofol em sua última noite, diz policial

O médico particular de Michael Jackson aplicava um anestésico potente para ajudá-lo a dormir, e autoridades acreditam que o medicamento tenha provocado a morte do cantor, disse um policial à agência de notícias Associated Press nesta segunda (27). O policial, que tem acesso às investigações e falou na condição de anonimato, revelou que o doutor Conrad Murray deu a Jackson o remédio na noite anterior à sua morte. De acordo com o policial, Jackson recebia regularmente o anestésico Propofol para dormir, como uma espécie de "relógio despertador". Um médico aplicava o medicamento quando o cantor ia dormir e depois encerrava a aplicação intravenosa quando ele queria acordar, disse a fonte. A última dose teria sido aplicada pouco depois da meia-noite de 25 de junho, dia em que Michael Jackson morreu. Ainda que os resultados dos exames toxicológicos estejam pendentes, investigadores trabalham com a teoria de que o Propofol causou a parada cardíaca que matou o Rei do Pop. Segundo o policial, Jackson estaria usando o medicamento havia dois anos, mas não estaria claro para os investigadores quantos outros médicos teriam lhe aplicado o anestésico.
*Informações do Portal G1

Presidente do Conselho de Ética do Senado mantém funcionário fantasma

O responsável por administrar as denúncias por quebra de decoro parlamentar contra senadores, o presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), mantém um funcionário fantasma no colegiado.
Segundo reportagem do jornal "O Estado de São Paulo", o advogado Luiz Eustáquio Diniz Martins foi transferido do gabinete do peemedebista para o colegiado há mais de oito meses, mas ele mora no Rio de Janeiro e não comparece ao Senado.
Servidores do Conselho de Ética disseram que não conhecem Martins. De acordo com o jornal, Martins recebe um salário de R$ 5.000 e foi transferido em novembro do ano passando, quando Duque não integrava o Conselho de Ética.

Pai patrão


Comentário de Ricardo Noblat:

Diga se o PT pode achar graça nisto: Lula pôs na cabeça que uma mulher, executiva, de temperamento forte, estreitamente ligada a ele, seria a melhor aposta para sucedê-lo.
Relevou o fato de ela nunca ter disputado uma eleição, não ter feito carreira dentro do PT, não ter carisma, nem trânsito fácil entre os partidos que apóiam o governo.
Para elegê-la, caberia ao PT curvar-se obsequioso às decisões de Lula.
Por exemplo: assistir sem chiar a ocupação pelo PMDB de cargos chaves na administração pública. Ceder ao PMDB a vaga de vice na chapa à presidência da República. Ceder também a candidatura ao governo nos Estados onde o PMDB for mais forte. E, por fim, socorrer o PMDB em suas atribulações. Afinal, pelo poder supremo tudo vale.
Em 2002, para ganhar o apoio à sua candidatura do PL de José de Alencar, Lula avalizou o pagamento ao partido de R$ 6 milhões.
O negócio foi conduzido por Delúbio Soares, tesoureiro do PT, e José Dirceu, na época coordenador da campanha de Lula.
Enquanto eles conversavam em um quarto de apartamento de Brasília com o deputado Valdemar Costa Neto, presidente do PL, Lula e Alencar esperavam no terraço o desfecho da negociação.
O PT aborreceu-se, mas engoliu a seco a indicação de Dilma Rousseff para presidente da República. Fazer o quê? Não tinha um candidato natural. Nem coragem para desafiar Lula.
Engoliu também a idéia de que o lugar de vice na chapa de Dilma é do PMDB. Antes havia engolido a entrega ao PMDB de seis ministérios e de algumas centenas de cargos que, juntos, movimentam algo como R$ 240 bilhões por ano.
Agora empanturrado, diante do risco de sofrer uma indigestão, o PT ameaça regurgitar o socorro a José Sarney (PMDB-AP) e a montagem de palanques estaduais na condição de coadjuvante do PMDB.
O chamego do PT com o PMDB é novidade. Há 20 anos, candidato a presidente pela primeira vez, Lula desprezou o apoio do PMDB. Em 2002, foi o PMDB que desprezou o apoio a Lula preferindo a companhia do PSDB de José Serra.
O exercício do poder tem lá muitas vantagens, mas desgasta.
O PT coleciona cicatrizes dolorosas desde que subiu a rampa do Palácio do Planalto. A pior delas tem a ver com seu papel de protagonista em alguns dos mais rumorosos escândalos políticos recentes.
Foi pelo ralo a imagem construída pelo PT de partido campeão da ética, aferrado a sólidos valores compartilhados pela maioria dos seus militantes.
Se amanhã o PT quiser retomar o discurso contra a corrupção ouvirá uma gargalhada nacional.
Se disser que está disposto a se livrar das más companhias simplesmente não será ouvido.
A situação do PT não faz diferença para Lula que se descolou dele. Em 2014, se ceder à tentação de concorrer à presidência pela sexta vez, Lula se apresentará como candidato preferencial de uma ampla coligação de partidos. O PT será apenas mais um.
É por isso que o partido esboça uma reação às cobranças de Lula. Por ora ainda tímida, é verdade.
Tome-se o caso de Sarney, abandonado pelo PSDB, DEM, PDT, PSB e por senadores do próprio PMDB. Sarney mentiu a seus pares quando negou qualquer ingerência na Fundação José Sarney.
E mentiu novamente ao dizer que jamais houve atos secretos. Gravação o liga a ato secreto que empregou no Senado o namoradinho da neta.
Oito dos 12 senadores do PT são candidatos à reeleição. Que tal serem apontados durante a campanha como aqueles que salvaram Sarney da degola?
Quanto a abrir espaço para o PMDB nos Estados, o PT rumina em silêncio: e se Dilma perder? E se parte do PMDB largá-la de mão no meio da campanha ou mesmo antes? Que vantagem teria levado Maria? É a eleição de governador que costuma puxar a eleição de senadores e deputados. E então?
Lula tem gordura suficiente para perder se insistir em bancar Sarney. E não perderá nenhuma se Dilma perder ou se o PT sair enfraquecido das eleições estaduais.
O PT não poderá se dar a esse luxo.