terça-feira, 2 de junho de 2009

Lula gasta cada vez mais com cartões de crédito

Os gastos do governo Lula com a utilização de cartões corporativos cresceram R$ 10 milhões em pouco mais de um mês. Até o final de abril, o governo Lula havia torrado quase R$ 14 milhões com os cartões, mas até o último dia de maio o balanço já registrava gastos de R$ 23,4 milhões. A Presidência da República continua o órgão da administração pública que mais utiliza cartões: R$ 6,3 milhões só este ano. Entre os gastos da Presidência, R$ 3,5 milhões são “sigilosos” em razão de “segurança nacional”. Assim como os R$ 2,2 milhões da Abin. O Ministério do Esporte, que já andou pagando tapioca com cartão corporativo, é agora o que menos gasta: R$ 4,6 mil em um mês.
A verdade é que o Presidente continua gastando bastante com cartões e cada vez mais fazendo despesas "sigilosas", com o nosso dinheirinho.

Não está descartada, pela imprensa internacional, um ataque terrorista ao avião da Air France


Os principais veículos da imprensa internacional destacam nesta terça-feira os mistérios e as especulações sobre as possíveis causas do desaparecimento na véspera do avião da Air France que fazia o voo 447 entre o Rio de Janeiro e Paris. "O avião teria sido vítima de um clima terrível e de panes técnicas?", questiona em seu título principal o diário francês Le Monde, para quem a reconstituição dos eventos envolvendo o Airbus A330-200 será um "quebra-cabeças". "Como é possível explicar o silêncio da tripulação e da aeronave?", diz o diário, para quem "esse silêncio implica que a tragédia foi brutal". Outro diário francês, Le Figaro, observa a dificuldade das buscas no oceano e comenta que, apesar de a Air France considerar a hipótese de o avião ter sido derrubado por um relâmpago como a mais provável, "outras hipóteses também precisam ser consideradas". Entre as diversas hipóteses analisadas pelo jornal, com diversos graus de probabilidade, estão turbulências, falhas técnicas e ataque terrorista.

* Com informações da BBC Brasil, de Paris.

Avião da FAB encontra poltrona e boia em local de buscas a Airbus da Air France

Airbus da AirFrance, antes de decolar para o vôo AF 447
A FAB (Força Aérea Brasileira) informou nesta terça-feira que um avião radar utilizado nas buscas ao Airbus da Air France desaparecido desde domingo (31) localizou poltrona, boia de cor laranja, tambor, querosene e óleo. O material, no entanto, ainda não foi retirado das águas.
As peças serão analisadas em busca de um código de série para saber se são do Airbus que fazia o voo AF 447 com 228 pessoas a bordo --216 passageiros e 12 tripulantes. Entre os ocupantes do voo desaparecido estão 58 brasileiros, de acordo com a companhia aérea. Segundo o coronel Jorge Amaral, subchefe de comunicação da FAB, duas aeronaves realizaram buscas ao Airbus durante a madrugada. "Não podemos confirmar que é a aeronave da Air France. É necessário que sejam retiradas das águas essas peças", afirmou. O coronel informou que, por volta da 1h, um avião de vigilância R-99, dotado de um radar, detectou que havia materiais metálicos e não metálicos flutuando no oceano. As coordenadas geográficas foram marcadas e indicaram que elas estavam a 650 km do arquipélago de Fernando de Noronha. Mais tarde, por volta das 5h30, um outro aparelho, um C-130, encontrou materiais distantes 60 km. Entre os objetos encontrados estavam uma poltrona, pequenos pedaços brancos metálicos, uma boia branca, um tambor e vestígios de óleo e querosene. Amaral informou que os trabalhos de busca vão se concentrar nessas coordenadas encontradas pela aeronave R-99 para que as peças possam ser retiradas das águas e, posteriormente, analisadas para se saber se de fato são ou não do Airbus A330-200.
Após retirar os objetos das águas as equipes irão analisar se eles possuem um número de série que possam indicar se pertencem ou não ao aparelho. Amaral ressaltou que a quantidade de material encontrado até agora é pequena se comparada ao porte do jato. Se confirmadas que as peças pertencem ao aparelho as equipes vão redirecionar os seus trabalhos para resgate de outras partes do Airbus que possam indicar o que ocorreu no voo AF 447. Questionado a respeito de qual país irá conduzir as investigações sobre as causas do sumiço do avião, o subchefe disse que esse assunto ainda será discutido pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). O voo 447 da Air France desapareceu sobre o oceano Atlântico na noite de domingo (31), com 228 pessoas a bordo --216 passageiros e 12 tripulantes. De acordo com a companhia área, há 58 brasileiros entre os ocupantes. O avião decolou por volta das 19h do aeroporto Tom Jobim, no Rio, com destino a Paris e fez o último contato com o comando aéreo brasileiro por volta das 22h30 de domingo.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sem surpresas, Fifa anuncia cidades para a Copa no Brasil

Sem surpresas, a Fifa anunciou neste domingo, em Nassau, as 12 cidades que sediarão jogos da Copa do Mundo de 2014. São elas: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Salvador, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.Ficaram de fora Belém, Campo Grande, Florianópolis, Goiânia e Rio Branco. Apesar de o Rio de Janeiro ser o favorito para sediar a final do torneio, nada foi anunciado sobre a decisão ou a partida de abertura. Com o anúncio, dá-se início ao processo de planejamento para a Copa do Mundo. Com as cidades decididas, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, já disse que “as cobranças irão começar”.As principais dúvidas foram sanadas com as escolhas de Manaus, Cuiabá e Natal. A primeira ficou como sede amazônica, a segunda foi escolhida devido ao Pantanal, enquanto a terceira tem a vantagem de ser próxima à Europa. "Com a escolha das 12 cidades, eu gostaria de fazer uma comparação: acabamos de passar no vestibular, temos agora cinco anos de faculdade para receber o diploma final do curso", afirmou o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. "Falta muita coisa a ser feita e precisamos ter muita consciência da responsabilidade enorme que o Brasil tem perante o mundo e perante a Fifa."As cidades preteridas, porém, não ficarão longe da Copa. "Nesse processo de escolha não há vencedores ou vencidos. A cidade que não for indicada poderá participar da Copa do Mundo com as alternativas que a competição oferece, como centros de treinamentos para as seleções e outros eventos específicos", conformou Teixeira.

Alckmin amplia vantagem na briga pelo governo de SP

Quatro meses após ter assumido um cargo de primeiro escalão no governo de José Serra (PSDB) em São Paulo, Geraldo Alckmin ampliou ainda mais sua dianteira na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. O resultado é da pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira pelo Jornal Folha de São Paulo.
O ex-governador tucano obtém de 47% a 50% das intenções de voto. O melhor segundo colocado nos cenários em que Alckmin é apresentado ao eleitor, a ex-prefeita Marta Suplicy (PT), chega a 15%.
Sem Alckmin na disputa, Marta Suplicy se isola na liderança e alcança 25%, seguida por Paulo Maluf (PP), com 15%.
A nova pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 28 de maio. Na primeira pesquisa do tipo, realizada em março, Alckmin tinha de 41% a 46% das intenções de voto, e a petista atingia 13% no principal cenário.
Leia a reportagem completa na Jornal Folha de São Paulo desta segunda, que já está nas bancas.

PT controla repasses da Petrobras

Às vésperas da instalação da CPI da Petrobrás, o governo tem como uma das principais preocupações a blindagem da área responsável pela distribuição de recursos a ONGs, programas sociais e ambientais e propaganda institucional. Comandada por ex-dirigentes sindicais que passaram a ocupar cargos gerenciais a partir do início do governo do PT, a área de Comunicação Institucional da Petrobrás movimenta em torno de R$ 1 bilhão por ano em projetos que, em sua maioria, dispensam processos de licitação.Uma das estratégias da base aliada durante a CPI, diz um observador próximo ao governo, será focar os trabalhos em denúncias investigadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), para impedir uma devassa nos contratos assinados pela área de Comunicação Institucional, comandada por Wilson Santarosa. A oposição, porém, quer aproveitar a CPI das ONGs para verificar os gastos sociais e ambientais da estatal sem os obstáculos que espera encontrar na outra comissão, que será controlada por governistas. Internamente, a companhia já iniciou uma revisão nos contratos para se antecipar a questionamentos. Além do apoio a projetos tocados por ONGs, a gerência de Comunicação Institucional é responsável pelos patrocínios culturais e esportivos e pela verba publicitária da estatal. No ano passado, segundo informações oficiais, teve um orçamento de 0,5% da receita operacional líquida da companhia, ou cerca de R$ 900 milhões.
Leia mais em: PT controla repasses da Petrobrás para ONGs

Propaganda em excesso é o segredo da popularidade de Lula


Com PT no Planalto, o número de meios de comunicação que recebem verbas de publicidade federal aumentou 961% .Ao tomar posse, comerciais do petista atingiam 21 TVs e 270 rádios; no fim de 2008 já havia 297 TVs e 2.597 rádios veiculando anúncios oficiais. Os comerciais do Palácio do Planalto atingiram no ano passado 5.297 veículos de comunicação no país. O número representa uma alta de 961% sobre os 499 meios que recebiam dinheiro para divulgar propaganda do governo de Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, quando o petista tomou posse. Esse padrão de pulverização na publicidade é incomum na iniciativa privada. Segundo dados do Ibope Monitor, a Fiat anunciou em 206 meios de comunicação diferentes no ano passado. O banco Itaú, em 176. Trata-se de uma pesquisa por amostragem, mas mesmo com um desvio de 1.000% o número de veículos nos quais essas duas empresas anunciam não se aproximaria dos 5.297 escolhidos pelo governo federal.A regionalização da propaganda federal é parte de uma estratégia de marketing do governo. Presidente mais bem avaliado no atual ciclo democrático, Lula viu sua alta popularidade se consolidar numa curva quase paralela ao avanço da distribuição de seus comerciais pelo interior do país. "O fato de ter ampliado a presença do presidente na mídia regional pode ter ajudado [a elevar a popularidade do governo]", admite Ottoni Fernandes, subchefe-executivo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, que está sob o comando do ministro-chefe da Secom, Franklin Martins.
Leia mais em: Propaganda de Lula chega a 5.297 veículos

Será que agora Aécio aprende, ou tá difícil?

Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo no Jornal Folha de São Paulo mostra que, se Aécio Neves fosse o candidato tucano a presidente em 2010, o PSDB teria apenas 14% dos votos, ficando em último lugar. Nesse cenário, Ciro Gomes (PSB) fica em primeiro nas intenções de voto, com 24%. O governador de Minas Gerais perderia ainda para Dilma Rousseff (PT), que teria 19%, e ficaria tecnicamente empatado com Heloísa Helena (PSOL), que somaria 15% dos votos. Entrevistados que optaram por branco, nulo ou nenhum candidato somam 18% e os que não sabem em quem votariam representam 10%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Em um cenário com José Serra no lugar de Aécio pelo PSDB, os tucanos têm 38% das intenções de voto. Dilma (16%) aparece em segundo lugar, tecnicamente empatada com Ciro Gomes (15%) e à frente de Heloísa Helena (10%). Brancos/nulos/nenhum candidato somam 10% e os que não sabem somam 8%. Em relação à pesquisa anterior, a ministra do presidente Lula subiu cinco pontos percentuais, enquanto Serra perdeu três. É o melhor resultado de Dilma na série histórica do levantamento.

Quem pode,pode. Faz e diz o que quer!


Dilma diz que Lula está certo ao afirmar que vai eleger sucessor

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), disse ontem que concorda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ele afirma que fará seu sucessor na eleição de 2010. "O presidente tem grande capacidade de análise. Acredito que o candidato do governo, seja ele quem for, tem grande chance de ganhar", disse Dilma, pré-candidata do presidente Lula para a eleição presidencial do ano que vem. Dilma participou ontem à noite da abertura do São João em Caruaru (136 km de Recife), uma das festas mais populares do Nordeste. A ministra não quis comentar o resultado da pesquisa Datafolha, que mostrou uma queda na distância entre ela e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), na intenção de voto para presidente. "Pesquisa é algo volátil, tem dia que sobe, tem dia que desce. Tudo isso é muita espuma. Vamos tratar do forró, que a gente lucra mais", disse a ministra ao chegar em Caruaru. Sobre o tratamento que faz contra um câncer linfático, a ministra disse que tem evitado o trabalho excessivo, mas que mantém seu o ritmo normal. "É óbvio que em alguns momentos eu me sinto mais debilitada. Em outros, não sinto nada. Quimioterapia não é algo fácil, é bastante desagradável. Agora, não é nada insuportável", disse. A ministra voltou a comentar as manifestações de solidariedade que tem recebido de pessoas de todo país. Dilma, mesmo em clima de comício e campanha disse que estava participando "apenas de uma festa." "É muito importante conhecer [a festa de São João]. Sou de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul e acho que esta é uma oportunidade rara", disse. Dilma viajou de Brasília a Recife em um avião do governo de Pernambuco. Da capital até Caruaru, ela viajou de carro, acompanhada pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e pelo ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro.
Comento: As atitudes de Lula e Dilma, ao montar palanques e fazer "comícios" fora do prazo da Lei Eleitoral, tem sido encaradas como mero exercício do direito de vistoriar obras e de prestigiar eventos públicos. No meu tempo isto tinha outro nome. Mas no meu tempo um Presidente não tinha tanto poder.

Cacciola é ídolo em Bangu 8

Condenado a 13 anos de cadeia em 2005, Salvatore Alberto Cacciola, 65 anos, tornou-se um presidiário de mostruário. O ex-banqueiro está a três meses e 15 dias de completar dois anos de cana. E tem se dado muito bem por lá. A informação é do blog do Josias de Souza ."Advogo há 20 anos. Nunca tinha visto uma pessoa com tamanha capacidade de se adaptar", diz o defensor de Cacciola, José Luiz de Oliveira Lima, que também cuida da defesa do ex-ministro petista José Dirceu no processo do mensalão. Lima diz que o chefe "oscila entre a depressão e a normalidade", mas que "é gentil e atencioso. Comigo e com os outros presos". O ex-banqueiro se dá bem com todo mundo. Consola, distribui conselhos e gentilezas. Tornou-se o oráculo do cárcere. É respeitado por todos. E venerado como ídolo por muitos. Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, foi protagonista de um dos maiores escândalos do país. O caso atingiu diretamente o então presidente do BC (Banco Central), Francisco Lopes. Em janeiro de 1999, o BC elevou o teto da cotação do dólar de R$ 1,22 a R$ 1,32. Essa era a saída para evitar estragos piores à economia brasileira, fragilizada pela crise financeira da Rússia, que se espalhou pelo mundo a partir do final de 1998. Naquele momento, o banco de Cacciola tinha 20 vezes seu patrimônio líquido aplicado em contratos de venda no mercado futuro de dólar. Com o revés, Cacciola não teve como honrar os compromissos e pediu ajuda ao BC. Sob a alegação de evitar uma quebradeira no mercado --que acabou ocorrendo--, o BC vendeu dólar mais barato ao Marka e ao FonteCindam, ajuda que causou um prejuízo bilionário aos cofres públicos. Dois meses depois, cinco testemunhas vazaram o caso alegando que Cacciola comprava informações privilegiadas do próprio BC. Sem explicações, Lopes pediu demissão em fevereiro. A chefe interina do Departamento de Fiscalização do BC era Tereza Grossi, que mediou as negociações e pediu à Bolsa de Mercadorias & Futuros uma carta para justificar o socorro. O caso foi alvo de uma CPI, que concluiu que houve prejuízo de cerca de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos. A CPI acusou a alta cúpula do Banco Central de tráfico de influência, gestão temerária e vários outros crimes. Durante depoimento na comissão, Lopes se recusou a assinar termo de compromisso de falar só a verdade e recebeu ordem de prisão. Em 2000, o Ministério Público pediu a prisão preventiva de Cacciola com receio de que o ex-banqueiro deixasse o país. Ele ficou na cadeia 37 dias, mas fugiu no mesmo ano, após receber liminar do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello --revogada em seguida. Pouco tempo depois de se descobrir o paradeiro do ex-banqueiro, o governo brasileiro teve o pedido negado pela Itália, que alegou o fato de ele ter a cidadania italiana. No livro "Eu, Alberto Cacciola, Confesso: o Escândalo do Banco Marka" (Record, 2001), o ex-banqueiro declarou ter ido, com passaporte brasileiro, do Brasil ao Paraguai de carro, pego um avião para a Argentina e, de lá, para a Itália. Em 2005, a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou Salvatore Cacciola, à revelia, a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato (utilizar-se do cargo exercido para apropriação ilegal de dinheiro) e gestão fraudulenta. O então presidente do BC, Francisco Lopes, recebeu pena de dez anos em regime fechado e a diretora de Fiscalização do BC, Tereza Grossi, pegou seis anos. Os dois entraram com recurso e respondem o processo em liberdade. Também foram condenados na mesma sentença outros dirigentes do BC: Cláudio Mauch, Demosthenes Madureira de Pinho Neto, Luiz Augusto Bragança (cinco anos em regime semi-aberto), Luiz Antonio Gonçalves (dez anos) e Roberto José Steinfeld (dez anos). *Leia a matéria completa no blog do Josias