De uma coisa não se pode acusar Dilma: de hipocrisia. É flagrante, é torrencial, é irreprimível o mal estar que a figura de Joaquim Barbosa provoca nela, como mostra a foto que o fotógrafo Gustavo Miranda, da Agência Globo, captou no velório de Oscar Niemeyer.
É o olhar de alguém que está oscilando entre o desprezo e o ódio, e que provavelmente se tenha visto na contingência de calar o que sente.
A fotografia não vai para o álbum de lembranças de nenhum dos dois.
A conclusão é: a presidente da República (em exercício, pois sabemos que não é quem governa) está solidária com a quadrilha de criminosos petralha condenada pelo STF.
*Alvaro Pedreira de Cerqueira, por e-mail, via Grupo Resistência Democrática |
Este blog objetiva a publicação de notícias e entretenimento, com base nas publicações jornalísticas nacionais. As de autoria de terceiros terão suas fontes declaradas ao final de cada postagem.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Sobre a foto de Dilma e Joaquim Barbosa no velório de Niemeyer.
Marco Aurélio quer diminuir penas de mensaleiros e estupradores?
A terceira Seção do STJ decidiu que atos sexuais com menores de 14 anos podem não ser caracterizados como estupro, de acordo com o caso.
O tribunal entendeu que não se pode considerar crime o ato que não viola o bem jurídico tutelado, no caso, a liberdade sexual.
No processo analisado pela seção do STJ, o réu é acusado de ter estuprado três menores, todas de 12 anos. Tanto o juiz que analisou o processo como o tribunal local o inocentaram com o argumento de que as crianças “já se dedicavam à prática de atividades sexuais desde longa data”.
A decisão do STJ é uma reafirmação do entendimento do Supremo Tribunal
Federal (STF) sobre a questão. Em 1996, o ministro Marco Aurélio Mello, relator
do habeas corpus de um acusado de estupro de vulnerável, disse, no
processo, que presunção violência em estupro de menores de 14 anos é relativa.
"Confessada ou demonstrada o consentimento da mulher e levantando da prova dos
autos a aparência, física e mental, de tratar-se de pessoa com idade superior a
14 anos, impõe-se a conclusão sobre a ausência de configuração do tipo penal”.
*Agência Brasil
A outra “coisa” não é “boa coisa” nem para os bolivarianos.
(Enrique Marcarian/Reuters)
Nicolás
Maduro, vice-presidente da Venezuela é um ex-motorista de ônibus, que adotou
sem restrições o discurso bolivariano e já incitou militares paraguaios a um
levante. Mas não tem a confiança de todos em seu partido.
Apontado pelo ditador da Venezuela, Hugo Chávez, como seu possível sucessor, o ministro das Relações Exteriores e vice-presidente venezuelano Nicolás Maduros Moros, 50 anos, é considerado um moderado.
Mas entenda-se: moderado para um chavista. Como chanceler, ele adotou ao pé da letra o discurso anti-imperialista do caudilho e agiu para expandir o raio de ação do bolivarianismo.
Em julho, por exemplo, Maduro foi flagrado em conversa com militares paraguaios em meio à crise que resultou na perda de mandato do presidente Fernando Lugo.
O encontro serviu para incitar os oficiais a resistir ao impeachment que estava em curso – um processo realizado de pleno acordo com a Constituição paraguaia.
Oposição ao golpe - Ex-motorista de ônibus em Caracas e líder sindical com formação em Cuba, Maduro já contrariou a vontade de seu atual padrinho. No início dos anos 1990, o atual vice venezuelano se opôs à tentativa de golpe liderada por Chávez contra o então presidente Carlos Andrés Pérez.
Mais tarde, após unir-se ao Movimento Bolivariano Revolucionário 200 (MBR-200), criado por Chávez, Maduro contrariou novamente as pretensões do ditador: fez parte do grupo que defendia a abstenção da organização nas eleições presidenciais de 1998. Foi voto vencido.
Mas, considerado um “homem de partido”, Maduro aceitou a derrota e passou a trabalhar pela eleição de Chávez. E, de acordo com o jornal venezuelano El Universal, ganhou sua total confiança – e a presidência do então partido chavista, o Movimento da V Repúlica (MVR), hoje incorporado ao Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).
Ascensão foi rápida - A partir de então, sua ascensão foi rápida: tornou-se chefe do MVR no Congresso, presidente da Comissão de Cidadania da Assembleia Nacional Constituinte e, em 2005, foi nomeado presidente da Assembleia Nacional.
No ano seguinte, foi nomeado chanceler, com a missão de tornar o serviço exterior mais comprometido com o chavismo. Em outubro passado, logo após a terceira reeleição de Chávez, o caudilho apontou Maduro como vice-presidente, sem tirá-lo do Ministério das Relações Exteriores.
Na Venezuela, é o chefe de estado quem aponta o vice. O artigo 233 da Constituição indica que, em caso de falta absoluta do presidente eleito antes de tomar posse ou nos quatro primeiros anos de seu mandato, deve ser realizada uma nova eleição, direta e secreta, dentro de 30 dias.
“Minha opinião firme, plena como a lua cheia, irrevogável e absoluta, é que, nesse cenário que obrigaria a convocar eleições presidenciais, vocês elejam Nicolás Maduro como presidente”, disse Chávez neste sábado, ao anunciar na TV o retorno de seu câncer.
Chavismo em crise - A vontade do ditador, porém, não parece ser algo tão simples de concretizar. A vitória do caudilho foi apertada no último pleito.
E o fato de Chávez ter sempre trabalhado mais para se perpetuar no poder do que para construir um sucessor pode cobrar seu preço.
"Todos os potenciais sucessores de Chávez são pessoas que costumam polarizar, que possuem uma personalidade de confronto", disse Michael Shifter, presidente de uma organização de estudos interamericanos com sede em Washington, em entrevista à rede CNN no início deste ano.
"Eles são leais a Chávez, mas não têm a mesma capacidade de se conectar com a maioria dos venezuelanos".
As pesquisas indicaram ainda que, embora Chávez tenha forte apoio de seus partidários, outros nomes não gozam do mesmo prestígio.
Uma pesquisa feita em fevereiro pela empresa Datanálisis mostrou Maduro com o apoio de apenas 9,8% dos militantes do PSUV, indicou neste domingo a rede CNN.
domingo, 9 de dezembro de 2012
A ONU é o carrasco de Israel.
Festa do Hamas é prestigiada pelo povo muçulmano
Os grupos terroristas apoiados por Palestinos e Muçulmanos, teimam em manter, abertamente, uma ameaça constante ao povo de Israel que é, a cada dia, ameaçado de ser atacado e massacrado, inclusive moralmente através da imprensa comprada pelo petróleo Árabe.
A ONU repleta de comunistas e muçulmanos conspira contra Israel. Quem não se posiciona contra assassinos declarados, confessos, nefastos, que querem praticar genocídio contra o povo judeu, torna-se seu aliado.
A ONU é, portanto, e declaradamente, mais um carrasco de Israel.
A ONU é, portanto, e declaradamente, mais um carrasco de Israel.
Vejamos a reportagem da Reuters:
A promessa do Hamas de derrotar Israel após reivindicar "vitória" no conflito
em Gaza, no ultimo mês, justifica a relutância de Israel em renunciar a mais
terras em favor dos palestinos, disse neste domingo o primeiro-ministro
israelense, Benjamin Netanyahu.
Khaled Meshaal, líder do movimento Hamas, fez neste sábado um desafiador
discurso perante milhares de partidários na Faixa de Gaza, prometendo tomar
"centímetro por centímetro" tudo do Estado de Israel, que ele diz que nunca
reconhecerá.
"No ultimo dia, novamente fomos expostos à verdadeira face de nossos
inimigos. Eles não têm a intenção de se comprometer conosco. Eles querem
destruir o nosso país", afirmou Netanyahu em encontro de seu gabinete.
O líder israelense recebeu grandes críticas internacionais nesta semana, por
anunciar uma nova onda de construções de assentamentos judaicos na Cisjordânia
ocupada e em Jerusalém Oriental, depois de um reconhecimento de fato do Estado
palestino pela Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).
Mas Netanyahu afirmou que Israel nunca se retirará unilateralmente da
Cisjordânia, como fez de Gaza em 2005, argumentando que isso poderia criar outro
território do qual os palestinos possam lançar foguetes contra as cidades
israelenses.
"Estou sempre consternado com as desilusões dos outros que estão preparados
para seguir nesse processo e chamá-lo de paz", afirmou.
"Queremos uma paz verdadeira com nossos vizinhos, mas não fecharemos nossos
olhos, nem enterraremos nossas cabeças na areia", disse, acrescentando que isso
exige que Israel "resista às pressões internacionais".
*Com Dan Williams - Reuters
PF indicia Rose por formação de quadrilha em esquema de venda de parecer.
Rose Noronha já havia sido indiciada por tráfico de influência e corrupção passiva.
Foto: Edson Ruiz / Estadão Conteúdo
Segundo a ‘Veja’, Rose (de chapéu) com Dirceu e a namorada na Bahia.
Decisão é tomada após análise de documentos apreendidos no escritório da Presidência em SP durante Operação Porto Seguro; também alvo, diretor da Antaq pede demissão
A Polícia Federal decidiu indiciar Rosemary Noronha também pela suspeita do crime de formação de quadrilha.
A ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo, nomeada para o cargo ainda no governo Luiz Inácio Lula da Silva, já era investigada por tráfico de influência, falsidade ideológica e corrupção passiva.
Segundo a Operação Porto Seguro, da PF, ela integrava um esquema de venda de pareceres técnicos de órgãos públicos para empresas privadas.
O delegado federal Ricardo Hiroshi decidiu incluir o nome de Rose na lista de suspeitos de formação de quadrilha após analisar a documentação apreendida no escritório da Presidência em São Paulo no dia em que a operação foi deflagrada, há duas semanas.
E-mails da ex-assessora também ajudaram os investigadores a firmar convicção de que ela mantinha "uma relação estável" com outros integrantes do grupo, comandado, segundo a Polícia Federal, pelo ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Vieira.
Nesta semana, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, esteve no Congresso para dar explicações sobre a operação. Afirmou aos parlamentares que não havia "uma quadrilha instalada no seio da Presidência", justamente pelo fato de Rose não ter sido acusada de integrar o núcleo central do grupo suspeito.
Demissão. Suspeito de ter beneficiado a empresa Tecondi, reconhecendo a ela o direito de explorar um terminal de contêineres no Porto de Santos, o diretor-presidente da Agência de Transportes Aquaviários (Antaq), Tiago Pereira Lima, pediu demissão ontem.
Ele também foi indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de integrar a quadrilha de venda de pareceres de órgãos públicos a empresas privadas.
Lima encaminhou sua carta ao Planalto pedindo seu afastamento, mas ela foi direcionada à Secretaria dos Portos.
Com a publicação da regulamentação do setor portuário, a Antaq passa a ser vinculada ao ministro Leônidas Cristino, que acolheu imediatamente o pedido de demissão.
O ex-diretor da Antaq tem ligações com Paulo Vieira, apontado como chefe do grupo suspeito.
*Texto por Fausto Macedo, em O Estado de São Paulo - Colaborou Tânia Monteiro.
No que vai dar isso aí?
Não sou nenhuma celebridade, nem gostaria de ser. Mas volta e meia alguém me pára na rua. Felizmente não querem autógrafos. Querem saber no que vai dar isso aí. A pergunta se refere a essa coisa em que transformaram o Brasil. Minha resposta acaba sendo comprida. Então, doravante, para simplificar as coisas, passarei a responder por escrito. Andarei com a resposta no bolso.
O Brasil está no olho de um furacão e não toma conhecimento. Como nunca antes neste país os problemas são graves e têm efeitos cumulativos. Mencionarei apenas os principais, relacionando-os à nossa posição no contexto mundial: a) estamos em 88º lugar no ranking da educação básica e no 66º da educação superior; b) este ano, pela primeira vez, entramos na lista das 50 economias mais competitivas, com um modestíssimo 48º lugar; c) nossas péssimas instituições nos deixam no 79º lugar em relação ao quesito qualidade das instituições nacionais; d) ocupamos o 99º lugar no ranking da liberdade de imprensa; e) somos o país lanterna do BRIC quanto ao número de registro de patentes nos Estados Unidos (apenas 7% do total obtido pela China no ano passado); f) ocupamos o 84º posto entre 187 países no ranking do desenvolvimento humano (IDH); g) somos o 69º país mais corrupto, com uma vergonhosa nota pouco superior a três. Junto com a proverbial impunidade, os sucessivos casos de corrupção, na novilíngua oficial, viraram "malfeitos" - assim como se fossem travessuras de gente grande.
Não bastasse isso, 2012 foi um ano perdido. Nossa economia cresceu uma ninharia, pouco mais de um por cento, índice que nos coloca em penúltimo lugar entre os 20 países ibero-americanos. Como consolação, ganhamos do Paraguai. As tarefas centrais de qualquer governo - Educação, Saúde, Segurança e Infraestrutura - vão de mal a pior. Um governo desses só pode ser bem pontuado distribuindo dinheiro para os pobres e para os ricos, e mandando a conta para a classe média. Dos primeiros vêm os votos; dos segundos a grana.
A alegria dos criminosos brasileiros é a falta de policiais e presídios. Milhares de condenados operam livremente, ora por falta de quem os capture, ora porque não têm onde ficar detidos. Assim, convivemos com tenebrosa sensação de insegurança. E o governo aplicou, até o mês de novembro de 2012, apenas um por cento do que estava previsto no orçamento federal para construção de estabelecimentos penais. Aliás, em relação ao orçado para investimentos neste ano, o governo da União, em todos seus setores de atuação, só conseguiu usar 34%. Quanto ao ano de 2013, é visível que o governo esgotou os truques para fazer a economia crescer à base do consumo interno: baixou juros, ampliou prazos de financiamento, concedeu substanciais reduções de IPI e chamou à sociedade ao endividamento. Haverá algo mais, na cartola das demagogias oficiais, além do nunca feito dever de casa?
Não obstante tudo isso e muito mais, o governo e a população não têm tal percepção. E ninguém está mais longe de resolver um problema do que quem sequer sabe que ele existe. Os sucessivos escândalos que enxovalham o momento histórico e atingem danosamente nossa imagem internacional parecem não afetar as figuras centrais da república. Os patifes vivem à vida regalada, convictos da perenidade do regabofe em que se lambuzam.
Então, as pessoas me perguntam: no que vai dar isso aí? Minha resposta é política. Quem está no poder só sabe fazer mais do mesmo. As expectativas relacionadas a uma possível implosão do núcleo duro desse poder dependem exclusivamente da combinação de dois fatores: o que vier a acontecer com a imagem de Lula junto à opinião pública e dos rumos que forem tomados pela economia. Se, contrariando todas as probabilidades, a galinha que voou em meados da década passada, sair por aí planando como um falcão, continuaremos com mais do mesmo. O brasileiro, com dinheiro no bolso, pouco quer saber de democracia e de princípios morais. Mas nem a economia, como fator isolado, será suficiente para desconstruir a imagem do governo se a imagem de Lula não desabar.
E Dilma? É preciso compreender que Dilma, assim como precisou de Lula para subir, precisará de Lula para descer. Se e quando a imagem de Lula desabar, Dilma cai junto. Fora disso não há salvação.
_________
* Percival Puggina (67) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.
O Brasil está no olho de um furacão e não toma conhecimento. Como nunca antes neste país os problemas são graves e têm efeitos cumulativos. Mencionarei apenas os principais, relacionando-os à nossa posição no contexto mundial: a) estamos em 88º lugar no ranking da educação básica e no 66º da educação superior; b) este ano, pela primeira vez, entramos na lista das 50 economias mais competitivas, com um modestíssimo 48º lugar; c) nossas péssimas instituições nos deixam no 79º lugar em relação ao quesito qualidade das instituições nacionais; d) ocupamos o 99º lugar no ranking da liberdade de imprensa; e) somos o país lanterna do BRIC quanto ao número de registro de patentes nos Estados Unidos (apenas 7% do total obtido pela China no ano passado); f) ocupamos o 84º posto entre 187 países no ranking do desenvolvimento humano (IDH); g) somos o 69º país mais corrupto, com uma vergonhosa nota pouco superior a três. Junto com a proverbial impunidade, os sucessivos casos de corrupção, na novilíngua oficial, viraram "malfeitos" - assim como se fossem travessuras de gente grande.
Não bastasse isso, 2012 foi um ano perdido. Nossa economia cresceu uma ninharia, pouco mais de um por cento, índice que nos coloca em penúltimo lugar entre os 20 países ibero-americanos. Como consolação, ganhamos do Paraguai. As tarefas centrais de qualquer governo - Educação, Saúde, Segurança e Infraestrutura - vão de mal a pior. Um governo desses só pode ser bem pontuado distribuindo dinheiro para os pobres e para os ricos, e mandando a conta para a classe média. Dos primeiros vêm os votos; dos segundos a grana.
A alegria dos criminosos brasileiros é a falta de policiais e presídios. Milhares de condenados operam livremente, ora por falta de quem os capture, ora porque não têm onde ficar detidos. Assim, convivemos com tenebrosa sensação de insegurança. E o governo aplicou, até o mês de novembro de 2012, apenas um por cento do que estava previsto no orçamento federal para construção de estabelecimentos penais. Aliás, em relação ao orçado para investimentos neste ano, o governo da União, em todos seus setores de atuação, só conseguiu usar 34%. Quanto ao ano de 2013, é visível que o governo esgotou os truques para fazer a economia crescer à base do consumo interno: baixou juros, ampliou prazos de financiamento, concedeu substanciais reduções de IPI e chamou à sociedade ao endividamento. Haverá algo mais, na cartola das demagogias oficiais, além do nunca feito dever de casa?
Não obstante tudo isso e muito mais, o governo e a população não têm tal percepção. E ninguém está mais longe de resolver um problema do que quem sequer sabe que ele existe. Os sucessivos escândalos que enxovalham o momento histórico e atingem danosamente nossa imagem internacional parecem não afetar as figuras centrais da república. Os patifes vivem à vida regalada, convictos da perenidade do regabofe em que se lambuzam.
Então, as pessoas me perguntam: no que vai dar isso aí? Minha resposta é política. Quem está no poder só sabe fazer mais do mesmo. As expectativas relacionadas a uma possível implosão do núcleo duro desse poder dependem exclusivamente da combinação de dois fatores: o que vier a acontecer com a imagem de Lula junto à opinião pública e dos rumos que forem tomados pela economia. Se, contrariando todas as probabilidades, a galinha que voou em meados da década passada, sair por aí planando como um falcão, continuaremos com mais do mesmo. O brasileiro, com dinheiro no bolso, pouco quer saber de democracia e de princípios morais. Mas nem a economia, como fator isolado, será suficiente para desconstruir a imagem do governo se a imagem de Lula não desabar.
E Dilma? É preciso compreender que Dilma, assim como precisou de Lula para subir, precisará de Lula para descer. Se e quando a imagem de Lula desabar, Dilma cai junto. Fora disso não há salvação.
_________
* Percival Puggina (67) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.
Operação abafa Rose.
Diante das ameaças da ex-chefe de gabinete da Presidência Rosemary Noronha, integrantes do PT montam estratégia para acalmá-la e evitar que suas revelações causem mais transtornos para o partido e para o governo.
Josie Jeronimo

Duas semanas depois de sair do conforto do anonimato que lhe permitia operar nos bastidores do poder, a ex-chefe do gabinete da Presidência em São Paulo Rosemary Nóvoa de Noronha, indiciada na Operação Porto Seguro, ainda é um pesadelo para a cúpula petista.
Assustada com a possibilidade de ser abandonada por seus antigos padrinhos, Rose vem emitindo recados nada republicanos para integrantes do governo e do PT.
Em conversas com interlocutores, Rose ameaçou contar “tudo o que sabe” e arrastar novos personagens para o epicentro do esquema desvendado pela PF.
Diante disso, nos últimos dias foi articulada uma verdadeira operação abafa na tentativa de tentar serenar os ânimos da secretária de temperamento explosivo.
O objetivo é evitar que o escândalo gere danos maiores sobretudo para autoridades do governo e para o próprio ex-presidente Lula, com quem Rosemary mantinha uma relação antiga.Para acalmar a ex-secretária da Presidência em São Paulo, foram escalados personagens de peso da cúpula petista.
Entre eles, Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, e o ex-ministro Luiz Dulci.
Até o ex-presidente Lula entrou no circuito e conversou com Rose, conforme antecipou na última semana a colunista Mônica Bérgamo.
No Congresso, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) foram destacados para fazer o meio-campo com os parlamentares e impedir no nascedouro a instalação de uma CPI.
No campo jurídico, o requisitado advogado Celso Vilardi, parceiro do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos em casos de grande repercussão, assumiu o caso.A operação abafa foi montada no Instituto Lula, que se transformou numa espécie de gabinete de crise desde a eclosão do escândalo envolvendo Rosemary com a fraude de pareceres em órgãos públicos.
Conforme apurou ISTOÉ, Okamotto foi ao apartamento de Rose, no bairro da Bela Vista, na terça-feira 4.
Assim que a encontrou, Okamotto percebeu que a situação era pior do que ele imaginava.
A ex-secretária da Presidência parecia transtornada. Com os cabelos desgrenhados e alterando o tom de voz, nem de longe lembrava a Rose vaidosa, flagrada na investigação da Polícia Federal trocando influência política por cirurgias plásticas.
Com seu jeito zen, Okamotto disse a Rose que estava falando em nome do ex-presidente Lula e que ela não ficaria desamparada. “Calma, Rose. Segura firme. Não vamos te abandonar”.
No mesmo dia, Okamotto também teve que ouvir as lamúrias do marido de Rose, João Vasconcelos, e de sua filha Mirella Nóvoa de Noronha.
Eles reclamaram que o escândalo destruiu suas vidas.
O diretor do Instituto Lula, o ex-ministro Luiz Dulci, também tentou convencer Rosemary a não explodir. A conversa ocorreu pelo telefone. As investidas aparentemente lograram êxito, ao menos por enquanto.
Até o fim da semana, Rosemary havia adiado os planos de jogar gasolina em uma fogueira que o PT tenta apagar pelas beiradas.
Em outra ponta, o PT também conseguiu anular a influência que o advogado José Luiz Bueno de Aguiar tinha sobre Rose.
No início do escândalo, Bueno divulgou nota em nome da ex-chefe de gabinete sobre as 24 viagens que ela fez ao Exterior em companhia do presidente Lula.
O PT não gostou da manifestação e interpretou o gesto do advogado como autopromoção. Por isso, articulou rápido a troca do defensor.
O nome de Márcio Thomaz Bastos chegou a ser cogitado, mas o ex-ministro da Justiça ponderou junto à cúpula do PT que a associação de seu nome ao de Rosemary poderia atrapalhar mais do que ajudar, pois ele é conhecido como conselheiro de Lula.
Assim, a escolha pendeu para Vilardi, que caiu nas graças do partido após livrar o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares de uma pena de dois dígitos no julgamento do mensalão.
Delúbio foi condenado a oito anos e 11 meses. Os petistas temiam que o ex-tesoureiro tivesse a maior punição entre os réus do núcleo político.
Vilardi não adianta detalhes da estratégia de defesa, mas diz que a primeira orientação dada a sua cliente foi o silêncio. “Assumi o caso agora. Ela não saiu do País. Está em São Paulo, vivendo normalmente. Nesse momento, não pode nem pensar em falar nada.”
Não falar e aparecer o mínimo possível foram os conselhos do advogado a Rose.
Fechada no apartamento do bairro da Bela Vista, onde mora, Rose agora vive longe da vida de mimos e bajulações que tinha à frente do gabinete da Presidência.
Com o rosto estampado em jornais, revistas e televisão, a ex-chefe de gabinete já não sai às ruas sem ser incomodada e cumpre uma espécie de prisão domiciliar voluntária desde que as investigações da Polícia Federal a apontaram como operadora de um esquema de corrupção e tráfico de influência.
Nem os vizinhos e porteiros do prédio a deixam em paz. Em busca de um semianonimato, ela fechou o apartamento. Desde a quarta-feira 5, sumiu dos olhos dos moradores do bairro da Bela Vista.
Convencido de que, ao menos por ora, conseguiu acalmar os nervos de Rose, o governo passou a se dedicar ao Congresso.
A primeira estratégia foi chamar os inimigos para um pacto de cavalheiros e evitar uma CPI.
O próprio Lula procurou o alto comando do PSDB e apelou para o bom-senso. Na conversa, segundo parlamentares do PSDB ouvidos pela IstoÉ, o ex-presidente afirmou que a oposição faz seu papel ao questionar as denúncias de corrupção no governo, mas defendeu a importância de manter a Operação Porto Seguro no âmbito das instituições democráticas, evitando ataques à vida pessoal dos envolvidos.
Os tucanos concordaram e confessaram a Lula que não se sentiriam confortáveis apelando para detalhes da vida íntima de ninguém.
Os oposicionistas avisaram, no entanto, que não pouparão o chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, nem qualquer um dos gestores flagrados na investigação.
Clique para ampliar
Escaldado, o governo mobilizou os parlamentares aliados no Congresso.
No Senado, o líder do governo Eduardo Braga (PMDB-AM) comandou a tropa de choque na audiência pública realizada na quarta-feira 5, para ouvir o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, e o ministro Adams.
PT e PMDB se uniram para esvaziar a reunião e deixar a oposição falando sozinha. Durante quase quatro horas de sessão, da ala governista apenas os senadores José Pimentel (PT-CE) e Eduardo Braga se dirigiram a Cardozo e Adams.
Eles usaram o tempo, porém, para elogiar as instituições brasileiras, que, segundo eles, investigam “doa a quem doer” irregularidades na administração pública.
Na mesma quarta-feira 5, Lindbergh Farias (PT-RJ) foi encarregado pela cúpula do PT de articular as bancadas para barrar requerimentos que possam convocar Rosemary a prestar esclarecimentos no Congresso.
Na Câmara, a missão de puxar o freio e chamar os deputados da base para a operação abafa foi dada a Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
O PT disse a Alves que a atuação no escândalo Rosemary será o teste final de lealdade que o governo precisa para entregar ao PMDB a presidência das duas Casas no próximo ano.
Em fevereiro, o deputado peemedebista será o candidato apoiado pelo PT para comandar a Câmara. O PMDB topou a missão de entrar na operação de blindagem a Rosemary, mas avisa que cobrará a fatura na reforma ministerial prevista para o próximo ano.
Fotos: Pedro Ladeira/Frame; Magdalena Gutierrez/Valor; JosÈ Varella/CB/D.A Press; Adriano Machado/ag. istoé
sábado, 8 de dezembro de 2012
O sagitário tupiniquim.
Esta semana a família, amigos e o Brasil perdeu a figura
ímpar do arquiteto famoso, no mundo inteiro, Oscar Niemeyer.
Niemeyer, permitam a minha
sinceridade, sempre me pareceu uma espécie de Sagitário tupiniquim: metade
homem, metade burro.
Ateu e comunista, sua parte homem
também me parecia ambígua. Se por um lado havia nascido com o dom da veia
arquitetônica inovadora, muitas vezes até diferenciada que o fazia desenhar
esboços de projetos megalômanos e belos, pregava uma simplicidade que talvez
fosse até motivos de elogios, não fosse seu acúmulo de certa riqueza e a sua vida
de requinte que só um capitalista sonha em vivenciar.
Morar e trabalhar em frente ao
mar de Copacabana já é um requinte bem charmoso para um comunista ateu. Afinal,
o que pensava o velho comuna ao ver o mar? Que aquilo era uma obra de engenharia
e arquitetura? Teria alguma vez pensado em quem a teria concebido, calculado,
estruturado?
Haveria um “arquiteto do universo”?
Politicamente afeito às causas comunistas tido, por militantes da esquerda, jornalistas e políticos deslumbrados, como um
humanista, um dia, ao ser interrogado por jornalistas sobre a atitude de
Fidel Castro em fuzilar milhares de Cubanos contrários ao comunismo, apenas
respondeu: “Ele (Fidel) fez o que devia fazer, e pronto!”
Esta não seria uma resposta que
daria um humanista. Um humanista jamais pensaria assim, embora não se deva
esperar melhor resposta de um comunista ateu.
Mesmo não sendo surpresa sua
teoria política e religiosa, as atitudes de Niemeyer como homem comum
surpreendia pelo despreendimento com o qual circulava por todas as vertentes políticas
e “faturava” seus projetos. Por isso não conheceu a pobreza.
Sua propalada solidariedade, ou “bondade”,
com os iguais comunas, sempre foi um pouco simbólica como a atitude de ceder um
apartamento, de luxo, a um amigo comunista para este abrigar sua família. Até
parece um pouco contraditório ( ou será de todo?) o fato de a um comunista
fracassado oferecer-se um símbolo do capitalismo: Uma propriedade de luxo.
E assim, transitando entre comunistas
e capitalistas, Niemeyer capitalizou fama, grana, bens valiosos, amigos,
admiradores, seguidores...
Enfim, pode-se dizer que viveu
intensamente os seus 104 anos e até parece que, sem querer, deixou uma lição
que ao se alhear a crenças religiosas, a dogmas, não tendo a preocupação em desagradar
à esquerda perturbadora e perseguidora, dá certa tranquilidade para viver,
livra-se de aporrinhações e vive-se muito mais.
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