sábado, 1 de dezembro de 2012

Operação Porto Seguro.

“O governo está em pânico com o que essa mulher possa falar. É preciso ouvi-la", defendeu o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: padrinho de Rosemary
(Leandro Martins/Futura Pres)

Os senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) protocolaram, nesta segunda-feira, um requerimento na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) que convida o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo a depor sobre a Operação Porto Seguro, deflagrada na última sexta-feira pela Polícia Federal.

Como o requerimento é de convite, Cardozo não é obrigado a comparecer para prestar os esclarecimentos.

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) defende que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também seja ouvido.

Para Taques, a presença de Cardozo na CCJ é essencial para as investigações. “O Senado não pode ficar em berço esplêndido e não ouvir o ministro. Nós queremos saber o que realmente ocorreu”, argumentou o senador.

Após o possível comparecimento do ministro da Justiça, o próximo passo será ouvir outras autoridades, entre elas o número dois da Advocacia-Geral da União, José Weber Holanda.

Também nesta segunda-feira, o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias, protocolou requerimentos de convite a envolvidos no esquema de fraudes de pareces técnicos.

Na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, foi chamada.

Para o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), o ex-presidente Lula deve ser convidado para explicar as 122 ligações que fez para Rosemary Noronha nos últimos dezenove meses.

"Ele se diz apunhalado pelas costas. Ele precisa dizer o por quê", argumentou.

Para Sampaio, Lula tem de explicar, ainda, o motivo do contato com a ex-chefe de gabinete, tendo em vista que ele já não era presidente quando a fez as ligações.
 
Foto:Denise Andrade/AE 
Rosemary Nóvoa de Noronha

"A Câmara tem o direito de saber disso tudo. Nossa função é legislar e fiscalizar os atos do Executivo. Eles precisam vir explicar", disse, ao reforçar que pretende convidar para depor na Comissão de Fiscalização e Controle, além de Lula, o chefe da quadrilha Paulo Vieira, o advogado-geral da União Luís Inácio Adams e também Rosemary.

Já na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle os requerimentos convidaram o ex-diretor da Agência Nacional de Avião Civil (Anac), Rubens Carlos Vieira, o ex-diretor Paulo Rodrigues Vieira, da Agência Nacional das Águas (ANA), o advogado-geral da União adjunto, José Weber Holanda, também afastado, e o advogado-geral da União, Luis Inácio Adams.

Por fim, na Comissão de Defesa do Consumidor serão convidados, além dos diretores afastados, o diretor-presidente da Anac, Marcelo Pacheco dos Guaranys e da ANA, Vicente Andreu Guillo.

Durante discurso no plenário, Alvaro Dias (PSDB-PR) disse estar assombrado de “como as falcatruas acontecem perto, muito perto mesmo, dos mais estrelados gabinetes, inclusive o da Presidência da República”.

Para o senador, o governo tem medo do que a ex-chefe de gabinete pode revelar. “O governo está em pânico com o que essa mulher possa falar, já que mantém estreitas relações com a alta cúpula do Partido e do poder no país. É preciso ouvi-la. Por isso a estamos convocando”, disse.

Na defesa - O líder do governo no Senado, Eduardo Braga, tentou blindar Rosemary. Para ele, a presença dela no Congresso é desnecessária. Rosemary indicou o chefe da quadrilha de fraude de pareceres técnicos, Paulo Rodrigues Vieira, para o cargo de diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), e seu irmão, Rubens Carlos Vieira, para a função de diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Mesmo assim, Braga argumenta que não vê como a ex-chefe de gabinete poderia ser incluída nas investigações.

“Ela é uma secretária, chefe de um gabinete que mal é usado”, tentou contemporizar o líder do governo. Braga acredita que apenas os irmãos Vieira devem ser ouvidos. “Às vezes você indica uma pessoa, mas não pode ser responsabilizado por alguém que, por ventura, tenha indicado”, disse. Rosemary, que foi exonerada pela presidente Dilma Rousseff,
usava sua influência para indicar aliados a cargos no governo. Nesta segunda-feira, sua filha, Mirelle Nóvoa de Noronha Oshiro, foi exonerada do posto de assessora técnica do setor de Infraestrutura Portuária da Anac.
        **Marcela Mattos, de Brasília - Veja.com

Porque hoje é Sábado, uma bela mulher!

A sempre bela cantora Madonna, chegando ao Brasil

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Parceiro de Lula é condenado.

 


Jornal O Interativo

O deputado do PT, João Paulo Cunha, foi condenado pelo STF a 09 anos e 04 meses de prisão em regime fechado.
A condenação foi por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato no esquema de corrupção Mensalão do Lula.

Na próxima semana, os ministros levarão à pauta a perda de mandato de Cunha, um dos pupilos do ex-presidente Lula.

Dona Rose e seus dois senhores.


Sai mensalão entra Rosegate.

 

Curioso. Líderes do PT dizem não ser "adequado" ligar Lula a Rosemary Nóvoa de Noronha, indiciada na semana passada pela Polícia Federal por crime de corrupção ativa, e ameaçada de ser presa a qualquer momento.

Ora, pois. Por que não seria adequado?

Foi Lula que escolheu a moça para ser sua secretária depois de ela ter secretariado durante 12 anos o ex-ministro José Dirceu. Rosemary era reconhecidamente uma moça prendada.

Foi Lula que mais tarde nomeou a moça para a chefia do gabinete da presidência da República, em São Paulo. Ali quem desejava vê-lo tinha de passar antes pelo crivo de Rosemary, a dona da maçaneta da porta presidencial.

Foi Lula, apesar de dispor de gente habilitada para isso em Brasília, quem incumbiu Rosemary de acompanhá-lo em viagens a 24 países entre 2008 e 2009 - em média uma por mês.

Foi Lula que forçou o Senado a desrespeitar o seu próprio regimento interno para que Paulo Vieira, indicado por Rosemary, ganhasse uma das diretorias da Agência Nacional de Águas (ANA).

Foi Lula, mais uma vez acionado por Rosemary, que também empregou Rubens, irmão de Paulo, como diretor da Agência Nacional de Avião Civil.

Paulo está preso desde a semana passada, apontado pela Polícia Federal como chefe de uma quadrilha que fraudava pareceres técnicos de agências reguladoras e de órgãos federais.

Rubens também está preso por fazer parte da quadrilha, assim como outro irmão dele, o empresário Marcelo Rodrigues.

Foi Lula que interferiu junto a Dilma para que Rosemary permanecesse como chefe do gabinete da presidência, em São Paulo.

A Polícia Federal gravou 122 telefonemas trocados entre Lula e Rosemary de março do ano passado a outubro deste ano. Uma média de cinco ligações por dia*. Fora e-mails passados por Rosemary com referências a Lula.

Sabe como Rosemary chamava Lula? De presidente? Não. José Dirceu chamava Lula de presidente. Antonio Palocci chamava Lula de presidente. Gilberto Carvalho, idem. Rosemary chamava Lula de "Luiz Inácio". E ainda chama.

Quem reclamava da sua falta de cerimônia no tratamento conferido ao presidente da República, ouvia dela muitas vezes: "Tenho intimidade com ele. Trato como quero. E daí?".

Não exagerava. Com frequência, sempre que viajava ao exterior acompanhando Lula, Rosemary se hospedava em apartamento próximo ao dele. Assim poderia atendê-lo com a presteza necessária.

Como, portanto, não seria adequado ligar Lula a Rosemary?

Não separe o que o destino uniu!

Lula deu uma de fraco, de cínico e de dissimulado ao comentar a propósito da enrascada em que Rosemary se meteu: "Eu me sinto apunhalado pelas costas".

Que falta de originalidade!

Quando estourou o escândalo do mensalão e Lula falou em cadeia nacional de rádio e de televisão para pedir desculpas aos brasileiros, ele disse que fora traído. E acrescentou:

- Fui apunhalado pelas costas.

Sob a ótica religiosa, Lula é o São Sebastião da política nacional, flechado por todos os lados. Sob a ótica pagã, é o Tufão, personagem da novela "Avenida Brasil", enganado pelas mulheres.

Rosemary leva vida modesta. Empregou o marido e uma filha no governo, mas não tem dinheiro para fazer face a uma eventual emergência médica, por exemplo.

Na condição de interlocutora privilegiada de Lula, recebia mimos aqui e acolá. Eram retribuições de favores que ela fazia. Nada de grande valor. E, no entanto, em pedindo tudo lhe seria dado. Quem duvida?

Ela pediu para Paulo Vieira o emprego na ANA. Mas quem pediu a Rosemary para que pedisse a Lula o emprego almejado por Paulo?

Carlos Minc, na época ministro do Meio Ambiente, sugerira a Lula o nome de uma técnica para a vaga que acabaria ocupada por Paulo. Lula desprezou a sugestão de Minc. Que no último fim de semana fez uma espantosa confissão:

- Naquela época, o nome desse cara (Paulo Vieira) já não cheirava bem.

Por que Minc não procurou Lula naquela época para adverti-lo de que o nome de Paulo cheirava mal? Por que Minc não conta agora o que sabia a respeito dele?

Por que Lula não explica seu esforço para emplacar Paulo na ANA?

Ao chegar no Senado o nome de Paulo, líderes do PMDB procuraram líderes do DEM e do PSDB e propuseram:

- Vamos derrubar a indicação?

"Eu topei porque meu negócio como líder do DEM era derrotar o governo sempre que pudesse", relembra José Agripino Maia (RN), hoje presidente do partido. Pelo mesmo motivo, topou o líder do PSDB, Arthur Virgílio.
Na votação em plenário deu empate. No mesmo dia, ao se repetir a votação, a indicação foi derrotada pela diferença de um voto. Não poderia haver uma terceira votação, segundo a Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Dali a quatro meses houve, sim, por insistência de Lula. O DEM e o PSDB foram pegos de surpresa. O PMDB havia sido apaziguado por ação direta dos senadores José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL).

A sombra de José Dirceu pesa sobre a história investigada pela Polícia Federal desde o ano passado, revela a procuradora federal Suzana Fairbanks.

Em 2003, primeiro ano do primeiro governo Lula, Paulo Vieira filiou-se ao PT. No ano seguinte, teve 55 votos e não se elegeu vereador em Gavião Peixoto, cidade de menos de cinco mil habitantes a 310 quilômetros da capital paulista.

Paulo tirou a sorte grande em 2005: foi nomeado pelo então ministro chefe da Casa Civil José Dirceu para o cargo de assessor especial de controle interno do Ministério da Educação.

Rosemary sempre recorria a Dirceu para atender interesses da quadrilha comandada por Paulo, assegura a procuradora Fairbanks. Costumava citá-lo como "JD".

Paulo usou o nome de Dirceu para tentar obter a ajuda de Cyonil da Cunha Borges, auditor do Tribunal da Contas da União e, ao fim e ao cabo, delator do esquema desmontado pela Polícia Federal.

Cyonil chegou a receber R$ 100 mil dos R$ 300 mil que Paulo lhe prometera em troca de um parecer favorável à Tecondi, empresa que opera no Porto de Santos. Dirceu prestava consultoria à empresa, de acordo com Paulo.

Como os R$ 200 mil restantes não lhe foram pagos, Cyonil bateu às portas da Polícia Federal, devolveu os R$ 100 que embolsara e entregou todo mundo.

Dirceu nega tudo.

Lula nada diz.

Rosemary jura inocência e ameaça falar caso seja presa.

Sai de cena o Escândalo do Mensalão.

Entra o Rosegate. Alguma sugestão melhor de nome?

* Correção: uma ligação a cada cinco dias, em média. Foi um engano. Noblat

Segredos de Lula e Rosemary.

 
O PT morre de medo! Se Rosemary abre a boca a "República Petralha" tremerá. Querem calar Rose de qualquer jeito.
Como afirma Luiz Góes:
"As manobras para blindagem do retirante pinóquio no Congresso, os pleitos para que nem a sua Rose e muito menos êle próprio sejam convocados a depor em qualquer CPI ou equivalente, já é uma ampla e incontornável confissão de culpa. I
nformações novas não páram de aparecer sôbre os "negócios" intermediados pela Rose, particularmente sôbre as ilhas Barnabé e do Bagre, em Santos, onde vem sendo descoberto que até mesmo coisas já realizadas e em operação, como o terminal de containeres (não me lembro o nome da empresa) foi aprovado com licenças falsificadas.
Assim como o Zé Dirceu disse que não podia haver uma CPI dos Correios porque o Silvinho e o Delúbio não aguentariam, agora se pode dizer que não pode haver uma CPI da Rose porque o apedeuta não aguentará."(Luiz A. Góes)
E Sueli Guerra:
"...Esse canalha tem que ser execrado antes de morrer. Teria o maior prazer de colocar uma lápide na sua cova com os dizeres. "Jaz aqui o maior ladrão, o maior calhorda, o maior corrupto, o maior mentiroso. “Nunca visto na história desse país!”. (Sueli Guerra)
 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A revolta de um criminoso racista.

OS CONDENADOS DO MENSALÃO SÃO A CARA E A ALMA DA BANDA PODRE DO PT
Divulgada a explosão de raiva do deputado João Paulo Cunha que destilou todo o seu ódio contra o Ministro Joaquim Barbosa (divulgação por WLV).
Todos os formadores de opinião que não estão vinculados pela corrupção e pelo suborno têm o dever de defender com todas as forças o Ministro Joaquim Barbosa das garras desses pulhas condenados no processo do Mensalão.
O Ministro Joaquim Barbosa carrega sim uma bandeira, que é a defesa da Justiça com dignidade, honra e coragem, e não a sórdida bandeira da corrupção e do suborno, esta sim uma outra bandeira que, na verdade, nunca saiu das mãos das gangs que transformaram o poder público em um Covil de Bandidos.
Na ausência de uma imediata e pública negação pelo deputado de ser o autor desse discurso racista, o Ministério Público tem a obrigação de pedir à Polícia Federal que investigue imediatamente a veracidade da postura criminosa do deputado, este sim, um verdadeiro traidor do país, um corrupto condenado pelo STF e que já deveria estar na prisão.
Que as forças de segurança do Exército reforcem a proteção ao Ministro Joaquim Barbosa, pois para o mesmo está dirigido todo o ódio dessa legenda espúria – o PT e de todos os seus cúmplices corrompidos ou subornados.
*Geraldo Almendra - 29/11/2012

Dizem que a intimidade de Lula com Rosemary Noronha é explosiva.

A entrada em campo de Okamoto avisa que o caso Rose é de altíssima periculosidade

No cartão de visitas, Paulo Okamoto é apenas presidente do Instituto Lula. As anotações no prontuário informam que é muito mais que isso. É o mais íntimo parceiro e o tesoureiro particular do chefe supremo da seita, o pagador de contas da família Lula e, fora o resto, o embaixador plenipotenciário incumbido de blindar o amigo ─ a qualquer preço ─ quando as coisas se tornam especialmente perturbadoras.
Foi Okamoto, por exemplo, quem colocou (ou tentou colocar) um ponto final na história muito mal contada do dinheiro que o PT emprestou a Lula (veja o post no Vale Reprise).
Foi ele quem garantiu (ou tentou garantir) o silêncio de Marcos Valério. Foi ele quem entrou em campo quando a mulher do operador do mensalão ameaçou revelar alguns dos segredos sobre o mensalão que o marido continua guardando.
Foi Okamoto o escalado para negociar a mudez de Rosemary Noronha. Se faltava a prova definitiva de que o caso é de altíssima periculosidade, agora não falta mais.
*Texto de Augusto Nunes
 

E chegou o dia em que nem Lewandowsk​i teve a coragem de seguir… Lewandowsk​i!

 
Ricardo Lewandowski tentou dar hoje ( ontem) o seu melhor à causa. E provou que pode ser, deixem-me ver como escreverei, esperto. Muito esperto! Vamos ver se consigo sintetizar a quem não viu os passos do espetáculo sórdido a que se assistiu nesta quarta-feira.

O lead, a pegada, é a seguinte: tentou-se transformar a condenação do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) por peculato — que se deu por seis a cinco — numa absolvição. Se a manobra tivesse sido bem-sucedida, o petista teria se livrado do regime fechado, já que as duas outras condenações — corrupção passiva (três anos) e peculato (três anos e quatro meses) — somavam seis anos e quatro meses.

Confirmada, ao fim da chicana, a condenação também por lavagem, sua pena total é de nove anos e quatro meses — e isso quer dizer que ele terá de começar a cumpri-la em regime fechado. Sim, sim, ainda há os embargos e coisa e tal, e, antes do fim do julgamento, ministros podem mudar de ideia.

Mas vamos às cenas grotescas desta quarta, não sem antes recuperar uma informação, que vem lá do passado.
Em julgamento pregresso, que nada tem a ver com o do mensalão, a maioria dos ministros decidiu que só participam da dosimetria de um condenado os que votaram pela condenação. Entendeu-se que aqueles que absolveram eram favoráveis a pena nenhuma; logo, não faria sentido arbitrarem uma punição se achavam que ela era descabida.

Quando isso foi decidido — reitero: em passado remoto —, dois ministros divergiram: Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Mendes lembrou, então, que um julgamento criminal pode ser feito com maioria simples de ministros — bastam seis.

Há a chance de se condenar alguém por 4 a 2. Assim, quatro podem fazer a dosimetria, e não há nada de antirregimental nisso. O ministro objetava, então, que seria desejável uma decisão com mais representantes da corte. Foi voto vencido, e vencido ficou. Causa finita est.
Agora João Paulo

O que se deu hoje com João Paulo? Seis ministros o condenaram por lavagem de dinheiro — Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Carmen Lúcia, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Ayres Britto. Cinco o absolveram desse crime: Lewandowski, Rosa Weber, Dias Toffoli, Cesar Peluso e Marco Aurélio. Ora, a exemplo do que se fez em outros casos, os que condenaram decidem a dosimetria, certo?
A falsa questão de Toron – O truque nº 1

Ayres Britto cometeu uma falha que me parece importante: condenou João Paulo, mas saiu sem deixar a sua dosimetria — poderia ter seguido o exemplo de Peluso e deixado redigido o seu voto. Assim, sobraram cinco ministros para arbitrar a pena. Eis, então, que o advogado de João Paulo, Alberto Toron — candidato à presidência da OAB-SP (se eu fosse advogado, não votaria nele de jeito nenhum, e ainda preciso dizer em outro texto por quê) —, levanta uma questão de ordem falsa como nota de R$ 3.

Uma suposta minoria de cinco ministros estaria impedida de fazer a dosimetria. Mais: o placar seria agora de cinco a cinco.
Por que a questão é falsa?
Como lembrou o ministro Gilmar Mendes, o quórum para um julgamento criminal é de SEIS MINISTROS. Atenção! ASSIM É PARA O JULGAMENTO, PARA O MÉRITO!!! Há uma questão de lógica elementar aí: se bastam seis para condenar ou absolver, é evidente que dosimetria (já que quem absolve não decide) pode ser definida por cinco e até por quatro ministros, certo? O quórum de seis ministros é para o funcionamento do tribunal em certas matérias, não para decidir a pena.
Reitero: isso já tinha sido decidido em passado distante, em outro julgamento. E sabem o nome de um defensor entusiasmado da tese de que quem absolveu não vota? Acertou quem chutou “Ricardo Lewandowski”. A falsa tese de Toron vinha atrelada a uma outra proposta duplamente esdrúxula: o tribunal deveria aguardar a chegada de Teori Zawascki, que toma posse amanhã, para que ele, então, ajudasse a decidir.

Absurdo 1 –
Se, nas outras rodadas da dosimetria, os que absolveram não votaram, por que dar a Zawascki o direito de votar se ele nem participou do julgamento?

Absurdo 2 –
Zawascki arbitraria uma pena em lugar de Ayres Britto? Toron tentou inventar nesta quarta o “voto herdado” ou, sei lá, a transferência de votos intervivos…

Absurdo 3 –
Nesse próprio julgamento, cinco ministros já haviam arbitrado a pena de dois outros réus. E que se destaque: também na dita Ação Penal 470, ficou claro, mais uma vez, que só decidem a dosimetria os que condenaram.


Regimento dá a decisão a Barbosa – O truque nº 2

O presidente do tribunal, ministro Joaquim Barbosa, indeferiu a questão de ordem de Toron. E fez muito bem, ora essa! O tribunal já havia se manifestado sobre ela em outras ocasiões. O Inciso VII do Artigo 13 do Regimento Interno lhe confere o poder de decidir monocraticamente se acata ou não uma questão de ordem. Ele só a submete ao plenário se quiser.

E quem é que se levanta, afirmando que o presidente era obrigado a submeter a questão de ordem ao pleno do tribunal, inclusive aos ministros que haviam absolvido João Paulo? Sim, queridos! Ricardo Lewandowski — que já se tornou uma legenda nesse julgamento.

Veio em seu socorro (acredito que pelo simples prazer de divergir, especialmente quando não tem razão) o ministro Marco Aurélio Mello, que defendeu enfaticamente, e até o fim, que, para ele, havia uma situação de empate — cinco a cinco — e que, pois, dever-se-ia arbitrar em favor do réu.
Questão de ordem proposta por um ministro – O truque nº 3

Joaquim Barbosa estrilou. E com razão! Estava-se diante de um estupendo absurdo. Lewandowski e Marco Aurélio forçavam a mão para que uma condenação se transformasse numa absolvição. Este segundo ministro já fazia digressões sobre o mérito mesmo. O outro dizia ser antirregimental que o presidente se recusasse a fazer a questão passar pelo plenário. O presidente da Casa (e relator) alertava para um risco óbvio: a nulificação da condenação, ora!
Lewandowski torcia o regimento e insistia que a questão de ordem tinha de ser apreciada pelo colegiado. Era mentira! Coube a Celso de Mello sugerir aos dois ministros inconformados que apelassem, então, a outro Artigo do Regimento: o 7º, no seu Inciso IV, que estabelece que compete ao plenário “resolver as dúvidas que forem submetidas pelo Presidente ou pelos ministros sobre a ordem do serviço ou a interpretação e a execução do Regimento”.

Celso sugeriu que os dois ministros fossem os autores da questão de ordem. Generoso que é, Lewandowski fez questão de que Marco Aurélio virasse o pai da criança, como “homenagem”… Mui amigo!
Barbosa submeteu, então, a questão ao plenário, não sem antes tomar o voto dos ministros que haviam condenado João Paulo por peculato: três anos! Pegou a pena mínima, sem agravante nenhum.

Atenção – Como o relator aplicou a pena mínima — três anos — e como Britto havia condenado o deputado petista, é evidente que ele aplicaria, então, quando menos, essa pena, certo?
Lewandowski discorda de Lewandowski e deixa Marco Aurélio pendurado na brocha – O truque nº 4

Atenção, atenção, gente boa! Já que todos iriam votar, qual era a aposta? Que os cinco que absolveram, ali presentes, decidissem que a questão era procedente, sim. Dando um cinco a cinco, evocar-se-ia o princípio do “empate pró-réu”. Ocorre, e esta é a situação escandalosa, que não havia empate nenhum! João Paulo já havia sido condenado no mérito.
Mas aí se deu a coisa sensacional. Uma das que absolveram o deputado petista do crime de lavagem é Rosa Weber. E foi justamente ela a primeira a votar sobre a procedência ou não da questão levantada por Lewandowski, mas “comprada” por Marco Aurélio. E a ministra preferiu, felizmente, o caminho da dignidade: ela reconhecia, sim, a direito que tinham os cinco que condenaram de decidir a pena de João Paulo, embora ela mesma o tivesse absolvido.

Pronto! A fatura estava liquidada: contra o deputado petista e a favor da moralidade. Os cinco que haviam condenado, por certo, continuariam a defender a sua prerrogativa de “dosimetrar” (como diria Ayres Britto). Com o voto de Rosa, formava-se a maioria de seis.
Na sequência, falou Luís Fux, que, obviamente, rechaçou a chicana. Aí chegou a vez de Dias Toffoli. Já sabendo que, no mínimo, far-se-ia uma maioria de seis a três, não teve dúvida: votou com o relator. Pronto: a coisa caminhava para um sete a dois quando chegou a vez de Lewandowski.

E o que fez este leão, este gigante, este Colosso de Rhodes da coerência?

Sem nem mesmo poder contar com Toffoli — que chegou a dar um bom exemplo contra a tese do companheiro (já falo a respeito) —, o revisor não hesitou: pulou fora da própria tese e largou Marco Aurélio a falar sozinho.

Assim, por oito votos a um, o plenário decidiu de novo — e pela enésima vez — que faz a dosimetria quem condena. Tendo havido a condenação com um quórum de seis votantes, o resto é besteira.
O próprio Toffoli, quem diria?, lembrou uma questão pertinente — não sem antes tentar adiar a decisão para outro dia: digamos que alguém seja condenado por seis a cinco por um crime qualquer e que um dos ministros que condenaram venha a morrer antes da dosimetria.

A condenação viraria absolvição, então, com base da tese de Marco Aurélio? Cuidado, ministro! A ser assim, juiz da corte suprema ainda acaba virando alvo, não é mesmo? Felizmente, Britto está vivinho da Silva. Só não fez a dosimetria, o que foi um erro considerável.
Chanchada

A chanchada, como a gente vê, tomou conta do tribunal por algum tempo. Toron tentou inventar um artigo no Regimento do Supremo que não está lá. Foi secundado por Lewandowski, que ensaiou inventar outro, destituindo o presidente de suas funções.

Marco Aurélio resolveu exercer a sua famosa paixão pela divergência (e existe uma diferença entre a divergir por convicção e divertir por princípio), e, não fosse o bom senso de Rosa Weber (que desestimulou Dias Toffoli e o próprio Lewandowski), correr-se-ia o risco de ter uma condenação sem pena.
E não é que foi o próprio Lewandowski a classificar, repetindo Gilmar Mendes, essa possibilidade de uma “aporia”? Pois é… É quem foi o porta-voz da irracionalidade? Lewandowski!
Encerro lamentando o comportamento do ministro Marco Aurélio. Eu o considero, e não sou o único, um homem muito inteligente. Muito mesmo! Mas ele tem algo perigosamente maior do que a inteligência: a vaidade.
*Texto por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Desgaste não, transparência!

Teori Zavaski já chega contra  transparencia no Judiciário...
Gostaria de não ter lido o que li. O ministro Teori Zavascki que assume suas funções no Supremo Tribunal Federal (STF) declarou que julgamento ao vivo na TV desgasta a corte. "Para o meu gosto, acho que se pode repensar isso", afirmou ele. Ministro, transparência não desgasta ninguém; nenhum réu, nenhum advogado, nenhum ministro, nenhuma corte. O que desgasta a ética, a moral, abala a Democracia e destrói o país são as falcatruas que há 12 anos ocorrem nos sujos balcões de negócios mantidos pelos corruptos do Executivo em conluio com a quadrilha do Legislativo e também em muitos escuros porões do Judiciário. A ministra Eliana Calmon do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que o diga. Dentro do própria corte que o sr. ora assume, o ministro Joaquim Barbosa já se declarou favorável à investigação do patrimônio de magistrados. Isso é sintomático. O Partido do governo, como todos sabemos, já está trabalhando no sentido de não "desgastar" a imprensa. Sr. ministro não quero acreditar que haja má-fé em suas palavras, prefiro acreditar que tudo não passou de uma declaração impensada.
*Humberto de Luna Freire Filho, médico, por e-mail, via Grupo Resistência Democrática