sábado, 10 de novembro de 2012

O espanto foi banido.

O ex-presidente Lula, segundo os jornais, teria protagonizado há dias mais um ineditismo: aconselhado a presidente Dilma Roussef a não comparecer à posse do novo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa.

Seria uma retaliação ao comportamento considerado hostil do relator do mensalão aos petistas. Como Lula não a desmentiu, a notícia, embora inimaginável, foi tida por verdadeira.

Felizmente, a presidente, ao que parece, não acatará o conselho - e nem pode: nem o cargo que ocupa, nem o que ocupará o ministro Joaquim Barbosa podem ser contaminados por idiossincrasias de qualquer espécie, em hipótese alguma.

Acima de ambos, há as instituições que presidem. Dilma chefia um Poder, o Executivo, e Barbosa outro, o Judiciário, que, segundo a Constituição, além de independentes, devem ser harmônicos.

Em circunstâncias normais, tal informação jamais seria publicada. Morreria nas mãos do diretor de redação, por absurda.

Mas, nos tempos que correm, não apenas é verossímil como acaba sendo publicada com destaque, lida e comentada até com certo tédio. O espanto foi banido da cena política.

O julgamento do mensalão expõe o desprezo institucional com que Lula e o PT se comportam diante de um Poder da República. O que já se declarou sobre a mais alta Corte de Justiça do país, desde o início do julgamento do mensalão, é inacreditável.

O STF já foi acusado de estar a serviço “de uma elite suja”, e de seus ministros estarem jogando para a plateia.

Até o televisionamento direto das sessões, antes considerado um gesto de transparência, foi tido por antidemocrático.

O PT confunde partido com governo - e governo com Estado.

Lula, quando assumiu a presidência, mandou desenhar na grama do Palácio da Alvorada – um bem público – a figura da estrela do PT e pintá-la de vermelho. Já não era mais um palácio do Brasil, mas de um partido. Essa visão distorcida explica o que ocorre.

No final de setembro, o senador Jorge Viana (AC) ocupou a tribuna do Senado para destilar sua verrina contra o Supremo. Considerou um absurdo que ministros nomeados pelo governo do PT “votassem contra o PT”, como se lá estivessem cumprindo missão partidária.

A declaração por inteiro é esta: “Só não vale nossos governos indicarem ministros do Supremo, e eles chegarem lá e votarem contra por pressão da imprensa”, disse ele.

Sobrou, como de costume, para os jornais.

Mesmo os réus já condenados tecem considerações críticas sobre a Corte que os condenou, esquecidos de que a condição de condenados, dentro do devido processo legal, lhes retira qualquer autoridade para se manifestar sobre o delito que cometeram.

Para tanto, dispuseram de advogados, aliás do primeiro time, que expuseram seus argumentos, mas, dentro do rito judiciário, não convenceram.

Mesmo assim, estabeleceu-se a inversão dos papéis: os réus passaram a julgar os juízes – e a condená-los. Os exemplos são muitos; vejamos alguns.

José Genoíno diz que seu julgamento não foi isento. Ora, se não foi isento, não há outra hipótese: foi desonesto. Não há meia gravidez.

Já José Dirceu escreveu em seu blog que “a sede” do STF em condená-lo “mostra total desconsideração às provas contidas nos autos e que atestam minha inocência”.

Ora, um tribunal que tem “sede de condenação” é um tribunal injusto – e, portanto, de exceção.

Mas não é só: o deputado Paulo Rocha, depois de declarar que “ninguém está negando que houve os empréstimos fraudulentos, os repasses” (e já podia parar por aí), protesta, indignado: “mas não teve compra de votos, foi para pagar conta de campanha.” Ah, bom.

O PT, por sua vez, anunciara que faria uma manifestação pública contra o Supremo. Foi desaconselhado por Lula, mas não por razões institucionais – e sim de ordem pragmática. Poderia não causar boa impressão ou agravar as condenações.

O que preocupa, em tal contexto, é a circulação de outro rumor: de que a próxima nomeação para o STF, na vaga do ministro Ayres Britto, que se aposenta semana que vem, recairia sobre um companheiro, que lá cumpriria missão partidária.

Fala-se no advogado Beto Vasconcelos, de 35 anos, que exerceu o ofício por apenas três anos e cuja maior credencial seria a de ser filho de um ex-companheiro de luta armada da presidente.

Beto pode até ser um gênio, mas não preenche o quesito de “notório saber jurídico”, até porque, até aqui, ninguém o notou, dentro ou fora da comunidade jurídica.

Notório saber não é uma abstração: implica reconhecimento público, um caminho já percorrido. Não é notoriamente o caso.
*Texto por Ruy Fabiano, jornalista, recebido por e-mail, via grupo Reistência Democrática.

Porque hoje é Sábado, uma bela mulher.

A bela atriz Erika Januza

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ônibus incendiado por bandidos em São Paulo.


Um ônibus biarticulado da Viação Cidade Dutra foi incendiado por um grupo de pessoas por volta das 22h de quinta-feira, 8, na região do Grajaú, zona sul da capital. O veículo, que fazia a linha 6913 (Terminal Bandeira - Terminal Varginha), seguia para o centro da cidade e parou em um dos pontos. Homens armados mandaram os passageiros descerem e atearam fogo ao coletivo. O cobrador Roberto Ribeiro Mendes, de 33 anos, teve parte do corpo queimado e foi levado para o pronto-socorro do Grajaú. Ele não corre risco de vida. Nenhum suspeito foi detido. O caso foi registrado no 101º Distrito Policial, do Jardim das Embuias.
COMENTO: Nenhum ativista dos direitos humanos vão procurar saber se o cobrador Roberto está bem ou piorou. Não farão barulho nem reivindicarão pelos direitos humanos.
Não mobilizarão o Ministério Público que, por sua vez, aguardará o andamento do inquérito.
Se algum bandido sofresse algum revés. Se fosse atingido pela polícia...aí sim, haveria mobilização de centenas de pessoas a vociferar pelos direitos humanos dos "pobres bandidos" humilhados e vitimados pelos "maus" policiais!
Vocês sabem de quem é a culpa? Dos nossos legisladores que fazem ou aprovam leis que só beneficiam bandidos.
As leis são quase amenas, dada a flexibilidade, para quem abraça a deliquência. Os direitos do preso são tantos e tão amplos que muitos até preferem delinquir do que viverem uma vida decente.
Até salário para a família do bandido, superior ao que ganha um trabalhador comum, é direito líquido e certo. A últúma aberração legal, sancionada pela "presidenta" foi a aprovação da lei que autoriza "visita íntima" delinquentes menores apreendidos.
Será que nossos governantes e legisladores fazem leis pensando em si mesmos...amanhã?

Argentinos promovem protesto gigante contra o governo.


Manifestantes reclamam da inflação, da falta de segurança e da proposta de mais um mandato para Cristina Kirchner, que evitou falar sobre o protesto.
Argentinos lotam principal avenida de Buenos Aires para protestar contra o governo Cristina Kirchner .(Reuters )

Centenas de milhares de pessoas lotam as ruas centrais de Buenos Aires para protestar contra o governo Cristina Kirchner. Há registros ainda de concetração popular em Córdoba, Mendoza, Rosário e Bariloche. A mobilização foi convocada pelas redes sociais e tem o mesmo espírito do protesto realizado em 13 de setembro. A manifestação foi apelidada de 8N, uma referência ao dia 8 de novembro, uma ironia ao 7D, sigla escolhida pela presidente para se referir a 7 de dezembro, data que ela impôs para que as empresas de comunicação se adaptassem à nova legislação.

Para a manifestação, o trânsito foi interrompido em uma das principais avenidas da capital, a 9 de Julho, onde fica o Obelisco, informou o jornal La Nación. Os cartazes exibem críticas à alta inflação, à falta de segurança, aos casos de corrupção e à proposta de permitir que a presidente se candidate mais uma vez à reeleição.

Antes da data marcada para o protesto, grupos ligados ao governo acusaram a oposição e a imprensa de incentivar a marcha. A maior parte dos opositores deu seu aval à manifestação, mas resolveu não participar, para não tirar a legitimidade do movimento, segundo o jornal Clarín.

Citando fontes do governo, o jornal informou que a segurança foi reforçada na Praça de Maio, onde fica a Casa Rosada, sede do Poder Executivo, e na residência presidencial de Olivos, na província de Buenos Aires, de onde Cristina Kirchner deverá acompanhar o movimento dos manifestantes.

A presidente, que participou de dois eventos nesta quinta, evitou falar sobre o panelaço. O mais perto que chegou de mencionar a manifestação foi ao inaugurar um espaço cultural que leva o nome do seu marido Néstor Kirchner, morto em 2010. Ela disse que Néstor lhe deixou a lição de que é preciso lutar sempre, mesmo nos “piores momentos”. “É nos piores momentos que se conhecem os verdadeiros dirigentes de um país”.

A expectativa é que evento, que está sendo organizado desde outubro, reúna pelo menos 500 mil pessoas em Buenos Aires.

Argentinos residentes em outros países também realizaram manifestações nesta quinta em lugares como Itália, França, Austrália, Holanda, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Azerbaijão, Canadá e Áustria.

Parlamenta​res pedem ao Supremo suspensão de tramitação da lei dos royalties.



BRASÍLIA - Parlamentares do Rio e do Espírito Santo encaminharam nesta quinta-feira petição ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando em caráter "urgentíssimo" uma medida liminar que suspenda a tramitação do projeto de lei que redistribui os royalties do petróleo, aprovados na terça-feira pela Câmara dos Deputados.

Se acolhida a liminar, seria suspenso imediatamente o processo de sanção pela presidente Dilma Rousseff, previsto para ocorrer nos próximos dias.

O pedido reforça o Mandado de Segurança já apresentado ao ministro Fux quando texto idêntico foi aprovado pelo Senado no ano passado. Na petição feita pelo advogado Humberto Ribeiro Soares são representados 49 parlamentares dos dois estados.

A petição justifica seu caráter com base em reportagens publicadas nesta terça-feira.

Elas apontam, segundo o advogado, que "as reações dos entes federativos altamente prejudicados, especialmente os estados do Rio e do Espírito Santo e seus municípios, que podem vir a ter seus direitos constitucionais verdadeiramente saqueados, têm sido enérgicas e, mesmo, dramáticas".

"O terror, Excelência, tomou conta do Estado do Rio",
escreveu Soares a Fux.

O mandado de segurança é alternativa legal a ser adotada pelos parlamentares antes da sanção da presidente Dilma Rousseff, se ocorrer.

Sendo feita a sanção, parcial ou completa, o questionamento judicial teria de ser feito por meio de Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) e o Mandado de Segurança perderia valor.


 
 

Marcos Valério teria sofrido agressões na prisão.

Jornal mineiro revela traumas de Marcos Valério com supostas agressões na prisão, em               reportagem publicada nesta terça-feira (10), o jornal "Hoje em Dia", de Belo Horizonte, afirma que o empresário mineiro Marcos Valério, que ficou conhecido após ser acusado de operar a máquina do mensalão, foi quatro vezes espancado por presos enquanto ficou detido na Penitenciária 2 de Tremembé (SP), entre outubro de 2008 e janeiro de 2009.


As informações foram obtidas pelo jornalista Carlos Lindenberg em duas conversas com o empresário, uma dentro do próprio carro de Valério, na última sexta-feira (6), e a outra ontem, no bairro do Savassi, em Belo Horizonte.

Segundo a reportagem do jornal mineiro, com o título
"Marcos Valério se diz abandonado e perseguido", Valério perdeu os dentes da frente e terá que fazer um implante ósseo na boca por conta da violência sofrida na prisão.

O empresário também estaria com dois cortes à altura das costelas, frutos de golpes de estiletes, e um afundamento perto da coluna, causado por uma agressão com um pedaço de cano.

De acordo com o jornal, os presos o agrediram para tentar arrancar informações de um suposto DVD com 11 horas de gravações comprometedoras, cujo paradeiro, contudo, Valério diz não saber. Os espancamentos teriam ocorrido no terceiro, no quinto e no sétimo dos dez dias em que Valério ficou em regime especial de reclusão, junto com mais quatro acusados.

Enquanto seus colegas de cela, em regime semi-aberto, saíam para trabalhar, Valério permanecia na prisão. Os presos aproveitavam a situação e entravam na cela do empresário, que, nesses momentos, não estava trancada (a reportagem não esclarece por que ela permanecia aberta).

Ao jornal, Valério teria dito que pediu proteção ao PCC (Primeiro Comando da Capital) para se manter vivo dentro da penitenciária. Após deixar a cadeia, o empresário teria, inclusive, pago ao advogado da facção a quantia que garantiu a sua vida em Tremembé.

Ainda de acordo com a reportagem, Valério hoje leva uma vida bem mais simples em Belo Horizonte, se comparado a um passado recente, e estaria abalado com as agressões que sofreu na prisão. O empresário estaria recorrendo regularmente a uma psiquiatra.

A reportagem do UOL Notícias conversou por telefone com Claudionéia Veloso Santos, diretora da Penintenciária 2 de Tremembé. Questionada sobre as supostas agressões à Valério, a diretora disse que não gostaria de se manifestar sobre o assunto.

Já a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que Valério não oficializou qualquer denúncia de agressão no período em que esteve preso. De acordo com a assessoria, o empresário recebeu visitas de sua esposa e da juíza corregedora de Taubaté, Sueli Zeraik de Menezes, em sua própria cela.

A assessoria disse ainda que a Penitenciária 2 de Tremembé "é uma unidade prisional que destina-se, por decisão da SAP, a custodiar presos que, independentemente do grau de periculosidade ou do crime cometido, não podem conviver com outros presos, às vezes por funções que ocupavam quando em liberdade, outras por casos de crimes de clamor público, geralmente de grande repercussão na mídia."
*Do UOL Notícias, em São Paulo

Câmara aprova criação de 39º ministério do governo.

A Câmara - conhecido saco de gatos e gatunos - aprovou ontem um projeto que cria a Secretaria Especial de Micro e Pequena Empresa, que terá status de ministério. Agora mais essa safadeza será votada no Senado. Caso passe, o que não há dúvida de que acontecerá, será o 39º ministério do governo PTista.

Para mostrar que não passa de mais um cabide, serão criados mais 68 cargos de comissão (sem necessidade de concurso público, em que não é preciso ser ompetente, apenas ter "bons amigos". no governo.

300 deputados votaram a favor de tal criação, afinal nada será pago com o dinheiro deles, mas com o nosso.

"Enquanto falta recurso para investimento, o custeio da máquina do governo vai nas estrelas. É mais um emprego para outro partido político", disse um dos parlamentares (não interessa o nome dele porque agiria da mesma forma se tivessem algum interesse.

A IMPORTÂNCIA DA CRIAÇÃO DE MAIS ESSE MIISTÉRIO
Além de ser promessa de campanha da atual presidente PTista (que pretende se reeleger), esse ministério visará a formulação de políticas e diretrizes de apoio à microempresa, à empresa de pequeno porte e ao segmento do artesanato. Tais políticas, atualmente, cabem ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Se já existe um ministério que cuida disso, é mais uma comprovação de que os PTistas adoram cumprimentar com o chapéu dos outros (O NOSSO CHAPÉU).

MAIS UM MINISTRO PARA ....
"Possibilitar mais uma frente de negociação com os partidos da base aliada ou ainda a aproximação de algum partido ao governo." Segundo o jornalista que escreveu o artigo, "Já se diz que a criação de um novo ministério seria a forma de trazer o PSD, partido que conseguiu eleger o quarto maior número de prefeitos nas últimas eleições, para a base governista. Viram como esse Ministério é importante?

I - O perigo maior: a intenção clara de um partido que pretende açambarcar todos os outros, uma forma imoral de anular qualquer tipo de oposição, pois terá todos os outros em suas mãos. O fato de querer agradar um partido que já faz parte da base aliada não diz nada, pois poderia deixar de sê-lo a qualquer momento.

II - Segundo cálculos de integrante do governo, a criação da nova pasta terá um impacto de R$ 7,9 milhões no Orçamento do próximo ano. Então, que me respondam: se o custo de tantos ministérios saísse do bolso dessa gentalha, quantos ministérios haveria em nosso brasil tão varonil?
*Graciasalavida, por e-mail, via Grupo Resistência Democrática

Lula no facebook.


Fonte: facebook

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O grego.


...e a professora pergunta para a classe:
-Alguém pode me dizer qual o nome do filósofo grego autor da emblemática frase:
"Só sei que nada sei"(*)
...e o Joãozinho gritou:

- Puuuutaquiuuuuuupariiiiiuuuu fessora, não vai me dizer que o Lula, além de tudo, é grego?!?!?!
*
Sócrates (470 a.C. - 399 a.C.)

Os estranhos critérios de Lewandowski.




Todo mundo que acompanha o caso está compreendendo tudo

Ricardo Lewandowski, o revisor, tem um modo de pensar realmente muito peculiar. E adota critérios para estabelecer a pena dos réus também singulares. Vamos ver. 

Entre outros crimes, Ramon Hollerbach foi condenado por 10 atos de corrupção na relação com os parlamentares. Isto mesmo: só nesse caso, ele reiterou 10 vezes no crime, o que foi reconhecido pelo próprio tribunal. 

A corrupção ativa prevê uma pena de 2 a 10 anos de prisão — no caso de haver continuidade delitiva, a pena pode ser acrescida de um sexto a dois terços. 

Muito bem! Para Lewandowski, corromper um parlamentar merece pena mínima: dois anos! Incidir 10 vezes no mesmo crime — DEZ! — é causa de aumento de pena. De quanto? Ora, o aumento mínimo: de apenas um sexto! 

Ao optar pela pena mínima como base, evocou testemunhos de pessoas que conviveram com Ramon Hollerbach — que não estão nos autos —, segundo os quais ele é um homem honrado. Curiosamente, são pessoas ligadas à área de publicidade, ramo de atividade do condenado. 

Houve uma nova altercação com Barbosa, que perguntou:
— Vossa Excelência acha que corromper um parlamentar é igual a corromper um guarda? 

Nervoso, Lewandowski afirmou que a corrupção de um guarda ou de um parlamentar são igualmente graves etc e tal. Entendo! Porque são igualmente graves, ele estabelece a… pena mínima! Entenderam o critério? 

Espantoso!
No caso da continuidade delitiva, que causa a elevação da pena, Lewandowski expôs os seus critérios. Ele aumenta a pena em um sexto para quem reiterou no crime até… 15 vezes! Majora em um quatro quando o criminoso insiste no crime de 16 a 25 vezes! E aumenta em um terço quando mais de… 25 vezes!!! 

Critério aloprado
Não é o único critério, data vênia, aloprado de Lewandowski. Ao expor seus critérios lassos, ele lembra que, na sua dosimetria particular, Valério já seria condenado a mais de 24 anos. 

E daí?

Qual é a tese de Lewandowski? 

O publicitário só está tendo essa pena elevada porque cometeu vários crimes. Foi uma escolha sua? 

Incidir, agora, em várias ações criminosas distintas deve ser um fator que amolece o coração do juiz? 

Qual é a tese do ministro?

Para definir a pena de cada crime, deve-se fazer antes uma conta de chegada? 

O juiz tem de botar a mão no queixo, olhar para o vazio, definir uma pena e, depois, ir adequando as penas? 

Lewandowski comentou o risco de suas opiniões não serem devidamente compreendidas pela sociedade.

Ele pode ficar tranquilo. 

Todo mundo que acompanha o caso está compreendendo tudo.


*Por Reinaldo Azevedo